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Três mitos sobre a eleição de Dilma

Três mitos sobre a eleição de Dilma

Marcos Coimbra 31 de outubro de 2010 às 19:25h

Marcos Coimbra desfaz falsas análises a respeito da eleição da petista

Enquanto o País vai se acostumando à vitória de Dilma Rousseff, uma nova batalha começa. Nem é preciso sublinhar quão relevante, objetivamente, é o fato de ela ter vencido a eleição, nas condições em que aconteceu. Ela é a presidente do Brasil e, contra este fato, não há argumentos.

Sim e não. Porque, na política, nem sempre os fatos e as versões coincidem. E as coisas que se dizem a respeito deles nos levam a percebê-los de maneiras muito diferentes.

Nenhuma versão muda o resultado, mas pode fazer com que o interpretemos de forma equivocada. Como consequência, a reduzir seu significado e lhe diminuir a importância. É nesse sentido que cabe falar em nova batalha, que se trava em torno dos porquês e de como chegamos a ele.

Para entender a eleição de Dilma, é preciso evitar três erros, muito comuns na versão que as oposições (seja por meio de suas lideranças políticas, seja por seus jornalistas ou intelectuais) formularam a respeito da candidatura do PT desde quando foi lançada. E é voltando a usá-los que se começa a construir uma versão a respeito do resultado, como estamos vendo na reação da mídia e dos “especialistas” desde a noite de domingo.

O “economicismo” – O primeiro erro a respeito da eleição de Dilma é o mais singelo.

Consiste em explicá-la pelo velho bordão “é a economia, estúpido!”
É impressionante o curso que tem, no Brasil, a expressão cunhada por James Carville, marqueteiro de Bill Clinton, quando quis deixar clara a ênfase que propunha para o discurso de seu cliente nas eleições norte-americanas de 1992. Como o país estava mal e o eleitorado andava insatisfeito com a economia, parecia evidente que nela deveria estar o foco do candidato da oposição.

Era uma frase boa naquele momento, mas só naquele. Na sucessão de Clinton, por exemplo, a economia estava bem, mas Al Gore, o candidato democrata, perdeu, prejudicado pelo desgaste do presidente que saía. Ou seja, nem sempre “é a economia, estúpido!”

Aqui, as pessoas costumam citar a frase como se fosse uma verdade absoluta e a raciocinar com ela a todo momento. Como nas eleições que concluímos, ao discutir a candidatura Dilma.

É outra maneira de dizer que os eleitores votaram nela “com o bolso”.
Como se nada mais importasse. Satisfeitos com a economia, não pensaram em mais nada. Foi o bolso que mandou.

Esse reducionismo está equivocado. Quem acompanhou o processo de decisão do eleitorado viu que o voto não foi unidimensional. As pessoas, na sua imensa maioria, votaram com a cabeça, o coração e, sim, o bolso, mas este apenas como um elemento complementar da decisão. Nunca como o único critério (ou o mais importante).

A “segmentação” – O segundo erro está na suposição de que as eleições mostraram que o eleitorado brasileiro está segmentado por clivagens regionais e de classe. Tipicamente, a tese é de que os pobres, analfabetos, moradores de cidades pequenas, de estados atrasados, votaram em Dilma, enquanto ricos, educados, moradores de cidades grandes e de estados modernos, em Serra.

Ainda não temos o mapa exato da votação, com detalhe suficiente para testar a hipótese. Mas há um vasto acervo de pesquisas de intenção de voto que ajuda.

Por mais que se tenha tentado, no começo do processo eleitoral, sugerir que a eleição seria travada entre “dois Brasis”, opondo, grosso modo, Sul e Sudeste contra Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os dados nunca disseram isso. Salvo no Nordeste, as distâncias entre eles, nas demais regiões, nunca foram grandes.

Também não é verdade que Dilma foi “eleita pelos pobres”. Ou afirmar que Serra era o “candidato dos ricos”. Ambos tinham eleitores em todos os segmentos socioeconômicos, embora pudessem ter presenças maiores em alguns do que em outros.

As diferenças no comportamento eleitoral dos brasileiros dependem mais de segmentações de opinião que de determinações materiais. Em outras palavras, há tucanos pobres e ricos, no Norte e no Sul, com alta e com baixa escolaridade. Assim como há petistas em todas as faixas e nichos de nossa sociedade.

Dilma venceu porque ganhou no conjunto do Brasil e não em razão de um segmento.

O “paternalismo” – O terceiro erro é interpretar a vitória de Dilma como decorrência do “paternalismo” e do “assistencialismo”. Tipicamente, como pensam alguns, como fruto do Bolsa Família.

Contrariando todas as evidências, há muita gente que acha isso na imprensa oposicionista e na classe média antilulista. São os que creem que Lula comprou o povo com meia dúzia de benefícios.

As pesquisas sempre mostraram que esse argumento não se sustenta. Dilma tinha, proporcionalmente, mais votos que Serra entre os beneficiários do programa, mas apenas um pouco mais que seu oponente. Ou seja: as pessoas que tinham direito a ele escolheram em quem votar de maneira muito parecida à dos demais eleitores. Em São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, os candidatos do PSDB aos governos estaduais foram eleitos com o voto delas.

Os três erros têm o mesmo fundamento: uma profunda desconfiança na capacidade do povo. É o velho preconceito de que o “povo não sabe votar” que está por trás do reducionismo de quem acha que foi a barriga cheia que elegeu Dilma. Ou do argumento de que foram o atraso e a ignorância da maioria que fizeram com que ela vencesse. Ou de quem supõe que a pessoa que recebe o benefício de um programa público se escraviza.

É preciso enfrentar essa nova batalha. Se não, ficaremos com a versão dos perdedores.

 Marcos Coimbra

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.

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Não há muito o que falar. Agora é esperar que daqui há alguns anos não estejamos levando velas no Dia de Finados à Democracia brasileira.

Vale lembrar que 72 milhões de eleitores NÃO votaram no PT/Dilma enquanto 55 milhões votaram. Enquanto voto for obrigatório, entre outras reformas eleitorais que o PT também não fez pq não lhe interessa fazer, teremos distorções como essa. Até na Venezuela do Hugo Chavez, voto é facultativo. Talvez até no Iran do Ahmadinejad! Certamente em todo país desenvolvido é.

Conheci um Carteiro, em 2008. Um funcionário público federal, não de terceirizada e aquele que leva as cartas até nossas casas. O guri, bem jovem ainda, completamente doutrinado. Me ensinou tudo sobre Aristóteles e Parmenides. Leu O Capital completo mais de 3 vezes! E queria que o partido ao qual pertence tivesse condições de levar a cabo o projeto deles para o Brasil. Revolução armada para implantação do Comunismo! rárárá

O partido? PNN. Partido Negação da Negação. Seu principal alvo, o traidor do PT além de todos os capitalistas, claro. Se alguém ouvisse esse carteiro contar algumas sobre o que é o PT e os sindicatos, nunca mais votaria no PT nem deixaria de entrar na Justiça contra a contribuição sindical compulsória!

Eu votei PT desde 1982, minha 1a. eleição, aos 18 anos, afinal meu big brother é um dos fundadores e sabe como é, irmão mais velho geralmente é ídolo do mais jovem.

Mas vi como agiam durante a administração Erundina em São Paulo. Como se lambuzavam com o mel que nunca haviam comido. Como perseguiram técnicos competentes pq não eram filiados enquanto comissionavam canalhas com carteirinha do partido, sem preparo, instrução, educação ou competência qualquer, em cargos de chefia e assim foram se infiltrando e enraizando.

A mesma coisa que dona Marta fez, ampliou e solidificou. Marta x Maluf foi a última eleição que votei PT e claro, pq não havia outra opção. Mas trabalhei na Prefeitura de São Paulo na Administração Serra e lhe digo com propriedade: Não há nada mais próximo da Rainha de Avilãn (Que Rei sou Eu) do que um governo do PT. "Digam na campanha exatamente o contrário do que irão fazer" era a ordem dela aos seus ministros-candidatos.

O apelido de irmãos Petralhas, um insulto para os Metralhas que nunca conseguiram roubar nada do Tio Patihas, afinal, é muito merecido. Acho mesmo que a militância não imagina o que se passa nos gabinetes da "Cúpula". Aqueles que souberam, deram área!

Grandes nomes do PT sairam porque não compactuam com os métodos. "Arrecadar por qualquer meio, ilícito inclusive, para garantir a permanência no Poder e um dia implantar a tão sonhada ditadura "trotskysta" que é o ideal máximo de um Petista!

Se fossemos um país com cidadania avançada e Justiça que prolatasse sentença final em até 5 anos, como muitos países avançados, talvez tivéssemos uma chance de resistir. O que a Erenice fez, todos eles fazem de modo sistemático, em todos os cargos e áreas que dominam e não param de estender seus tentáculos e aumentar sua área de atuação e "captação". Como disse Paulo Betty, os fins justificam os meios. E os fins? Acabar com a ditadura capitalista-burguesa do Brasil.

Mas sério, Cuba? Aqui? Porque não Suécia? Pq igualar por baixo é muito mais fácil e controlável do que igualar por cima, para a "doutrina" que pregam. Educação como prioridade absoluta para 100% da população não faz parte dos planos porque população instruída não compra as promessas dos ministros da Rainha de Avilãn.

Conheci um polonês exilado na Inglaterra em 87, quando fui conhecer o mundo, enfurecido com o novo golpe que havia sido dado no Brasil com a morte do Tancredo. (Será que Dilma vive prá tomar posse? Com Sarney e Temer babando atrás dela, capaz de ter uma diverticulite qq hora dessas!)

Nós dois moleques ainda, 23 anos. E ele perseguido pelo Solidarność. Lavamos muito prato juntos até chegar seu passaporte negro da ONU e ele obter seu asilo político na terra da Rainha. A única diferença entre o PT e o Solidariedade, é a língua falada. E se não houvesse no Brasil, os 8 anos de governo do FHC, com certeza estaríamos hoje na mesma mer... err... bancarrota que estava a Polônia após alguns anos de governo dos sindicalistas de lá.

E o PT ainda se adaptou bem. Prosseguiu com exatamente a mesma postura do governo anterior que deixou a plataforma toda pronta para o crescimento e avanços que tivemos nesses últimos anos. Mas também, até Maluf, Roseana Sarney ou o Tiririca teriam conseguido isso. Talvez apenas não se apropriassem de todos os méritos, negando a negação de compartilhar isso aos antecessores. Veja o Brasil que o PSDB pegou e o Brasil que ele deixou para seu sucessor!

Até concordo que no 2. mandato do FHC, ficaram muito aquém do que deveriam ter feito, em nome de uma aliança política tão escrota quanto a do PT com PMDB. A maldita Frente Liberal. No dia que Marco Maciel foi anunciado como vice do FH, fiquei desiludido de vez com política.

A ordem natural das coisas seria PT e PSDB serem aliados desde criancinha. Mas a fogueira das vaidades dos dois lados foi muito grande e maior ainda o vale-tudo que se instalou.

É muita cara de pau dizer que o PT é um partido de esquerda, com Sarney, Collor e Temer no seu palanque. O mesmo vale para o PSDB com algumas de suas alianças, mas elas eram menos vorazes no ataque à bolsa da Viúva.

Não dá prá comparar o número de escândalos e o volume do assalto ao tesouro, nosso, do povo, tesouro entre as administrações tucanas e petistas. E não tem nada a ver com CPI's não. PT quer CPI toda hora prá desviar a fumaça do foco do fogo. Foi contra todos os avanços conquistados no pré-Lula e se beneficia de todos agora, apropriando-se até da autoria. Pedido de CPI do PT normalmente é "smoke screeen". Quando não é, sempre terá o apoio da maioria e será instalada apesar de qualquer tentativa de impedir que qualquer Governo não Petista possa ter.

Pois os programas de governo dos dois partidos eram tão similares que chega a ser um absurdo o PT não ter promovido todas as reformas e avanços que faltaram ao governo FHC em OITO anos de Lulismo.

Ou será que só interessa acabar, ERRADICAR o analfabetismo e a ignorância, após instalação do governo autoritário que se esconde por trás do programa petista no pós-FHC? Porque aí meu caro, será tarde demais.

Infelizmente, o enriquecimento do Partido para financiamento do seu projeto de perpetuação no poder continuará. A qualquer preço, custe o que custar, doa a quem doer. E Erenices tem aos montes lá.

Mas tenha certeza que qualquer tentativa de reformar a constituição à la Hugo Chavez irá provocar reação a altura. 72milhões contra 55 milhões. Nonono se esqueça disso, Pepe Legal!

PS.: Al Gore foi roubado, muuuuuito roubado, pelo irmão do outro candidato que era o Governador da Flórida e acabou decidindo a eleição. E não se compara eleitorado com o grau de politização deles e com voto facultativo ainda por cima. Afinal, 200 anos de democracia não é para qualquer um!

 

 

sonhador.... 

"o bolso, mas este apenas como um elemento complementar da decisão. Nunca como o único critério (ou o mais importante)"

tá bom... o povo não votou com o bolso, elemento complementar uma OVA! Se deixasse único critério ate engolia.

Povo vota praticamente pensando apenas no próprio bolso e espelham-se em resultados de curto prazo, isso não apenas no Brasil, mas em país desenvolvido também.

Pergunta pra um servido público como foi um determinado governo . Fator que vem na cabeça é: esse governo aumentou ou não meu salário. 

Seu Marcos Coimbra, o que explica a correlação voto no PT x Bolsa Familia ( nao sou contra a ela, pelo contrario ) se não, o bolso??.

Povo votou com a cabeça... se ele tivesse falando da cabeça de baixo eu até entenderia, ele é freudiano, aí sim.

Tinha que ser o presidente do Instituto Vox Populi, o instituto fez mais lambança que tudo nessa eleição.

 

 

Um elemento das eleições que faz falta no jornalismo que ando consumindo -- em doses homeopáticas -- é o equilíbrio dos votos no Congresso.

Nós filhos de Tio Sam estamos absolutamente fixados na questão, como pode imaginar, uma vez que renovamos o Congress ainda nessa semana. Se não sair bem, o presidente terá que acabar o mandato como "pato manco," incapaz de passar legislação.  Assim, diagramas do plenário com assentos azuis e vermelhos dominam o jornalismo visual de números. Aqui, nada, que eu saiba, até agora.

Ainda não vi nenhum infográfico mostrando a nova configuração do congresso brasileiro, da qual dependerá a capacidade do novo governo cumprir as promessas de reformas.

Se o governo Lula tinha ponto fraco, foi exatamente nesse ponto: um congresso confuso e turbulento levemente inclinado na contramão de reforma, né? Xô CMPF, xô MPs, gastando tempo com CPI sem conclusão, e tudo aquilo. Eleita uma maioria à prova de manobras parlamentares exdrúxulas -- nunca vi iguais --  haveria condições de realmente consolidar mudanças propostas mas ainda não realizadas.

Portanto, alguém me explique, por favor: como ficou? Faça aí uma "torta" mostrando a massa legislativa na qual a nova presidente meterá a mão! Eu entendi que os maiores partidos de oposição perderam dez assentos cada no primeiro turno. É isso? E se for, é sério?

 

Caro Nassif,

No domingo, nosso amigo Indio da Costa disse que os perdedores nesta campanha seriam os institutos de pesquisa.... Bom os quatro acertaram:

Ibope (sabado) dilma 56% - Boca de urna 58%

Vox 58%

Sensus 58%

Data 55%.....

ou seja,  todos acertaram dentro da margem de erro..... valeria um post sobre isso. Sobre a volta da confiabilidade das pesquisas

 

De início , o "analfabeto" , como muitos o criticaram, não poderia governar nosso Brasil. O analfabeto deu uma surra de inteligência em muitos  diplomados. Agora ele deu um banho ! E aí ! É Dilma ou não é ? O  ANALFABETO, mostrou a muitos brasileiros, que muitas formações, vários certificados e diplomas, estão no convívio com a sociedade: ver, e sentir a realidade do povo brasileiro .Por que (com excessão de muitos) da classe alta que tem  condições, não está nem aí  para quem não tem. E, o analfabeto chegou para mostrar como se governa um Brasil ! E,seguindo seu governo com a razão e o coração humilde e solidário ao seu povo,  indicou sua candidata , e o povo braileiro elegeu a MULHER, digna e compentente para o cargo a ela confiado. Isso é que é .VIVA LULA E VIVA DILMA!

 

De início , o "analfabeto" , como muitos o criticaram, não poderia governar nosso Brasil. O analfabeto deu uma surra de inteligência em muitos  diplomados. Agora ele deu um banho ! E aí ! É Dilma ou não é ? O  ANALFABETO, mostrou a muitos brasileiros, que muitas formações, vários certificados e diplomas, estão no convívio com a sociedade: ver, e sentir a realidade do povo brasileiro .Por que (com excessão de muitos) da classe alta que tem  condições, não está nem aí  para quem não tem. E, o analfabeto chegou para mostrar como se governa um Brasil ! E,seguindo seu governo com a razão e o coração humilde e solidário ao seu povo,  indicou sua candidata , e o povo braileiro elegeu a MULHER, digna e compentente para o cargo a ela confiado. Isso é que é .VIVA LULA E VIVA DILMA!

 

Em SP Dilma teve 46% do votos, RS 49,5% Goias 49,5%.  Dilma teve muito mais votos em estados que Serra ganhou do que o contrario. Dilma foi muito bem votada em mais estados que Serra venceu do que o contrario.

 

De início , o analfabeto , como muitos o criticaram, não poderia governar nosso Brasil. O analfabeto deu uma surra de inteligência em muitos  diplomados. Agora ele deu um banho ! E aí ! É Dilma ou não é ? O  ANALFABETO, mostrou a muitos brasileiros, que muitas formações, vários certificados e diplomas, estão no convívio com a sociedade: ver, e sentir a realidade do povo brasileiro .Por que (com excessão de muitos) da classe alta que tem  condições, não está nem aí  para quem não tem. E, o analfabeto chegou para mostrar como se governa um Brasil ! E,seguindo seu governo com a razão e o coração humilde e solidário ao seu povo,  indicou sua candidata , e o povo braileiro elegeu a MULHER, digna e compentente para o cargo a ela confiado. Isso é que é .VIVA LULA E VIVA DILMA!

 

A vitória de Dilma foi absoluta , agora é bola pra frente , endependente do PSDB , ainda governar a metade do Brasil , pois são estados de grande importancia na federação , então tem que haver o respeito republicano de vencedores e vencido porque a nação é mais importante do que as disputas , e oposição tem que fazer sua função da forma mais responsavel possivel , não como no passado em que o PT votava contra tudo que fosse iniciativa do governo , numa opoçsição selvagem e pedia a saida do presidente  a qualquer custo , pois ja tinham tirado o Collor , por muito menos do que o mensalão , então vamos enterrar o passado ,pois o que é bom para o Brasil beneficia .

 

Pelo tipo dos comentários postados pela direita aqui, acho que têm o lider que merecem, um indivíduo que foi ao longo da vida deixando para trás todas as características de dignidade. Façam bom proveito desse momento de derrota e espelhem-se nesse espectro de homem que é hoje José Serra.

 

Al Gore perdeu por causas das eleicoes que foram fraudadas por Bush e os republicanos!

 

Seja qual for a verdade, o que vai prevalecer é a versão.

 

Um mito que a imprensa estava tentando emplacar ontem mesmo, é o de que o País estaria "dividido" e que haveria alguma dificuldade para a Dilma governar.

Nada mais falso. Com mais de 80% de aprovação ao Governo Lula, o País nunca esteve tão unido.

O falso clima deagressividade provocado pela imprensa e pela campanha do Serra nõ corresponde a realidade do País.

Podmos concluir que boa parte (provavelmente a maior parte) dos que votaram no Serra, aprovam o Governo Lula e portanto aprovarão um Governo Dilma que siga as diretrizes e o projeto político do Governo lula.

Os péssimos "analistas" da lobo, já estavam querendo desmerecer a excelente maioria conquistada pela base governista no Congresso, dizendo qu é uma "maioria fragmentada".

Ora, é muito menos fragmentad que a maioria com que Lula governou. Tem mais parlamentares do PT e de partidos aliados com quem o PT tem identidade programática, como é o caso do PSB, PDT, PC do B entre outros. A própria bancada do PMDB eleita tem um perfil muito mais govrnista e alinhado com o Projeto de governo atual do que a bancada anterior.

Por isso é bom que não entremos nessa conversa mole da imṕrensa. O País não está nem um pouco dividido e não existe nada que indique algum problema de governabilidade.

É nojento ver como a imprensa busca a instabilidade política o tempo todo, algoque vai contra os interesses de todo o País.

 

ABAIXO A DITADURA

 

Abixo um análise correta do atual momento, pós eleição!

 

http://www.youtube.com/watch?v=Wlr5v7g0lr8&feature=player_embedded

 

Um fato relevante a ser considerado no Nordeste assim como no Sul é o apoio político.

Em cidades pequenas a influência das lideranças políticas é maior.

No Nordeste, até março/2010, Lula/Dilma tinha o apoio de 8 dos 9 governadores. A diferença pró Dilma, no nordeste, foi menor em Alagoas ( Governado pelo Tucano Teotonio vilela) e no RN ( o outro estado que a oposição venceu).

No Sul, até março/2010, a oposição governava 2 dos 3 estados.

Simplificar ao bolsa família os votos de Dilma no nordeste, a meu ver não é correto.

Assim como fala que Lula tem 83 de aprovação ótimo/bom e não conseguiu transferir os indices para Dilma. Ora o apoio e a popularidade de Lula nesta disputa eleitoral se contrapõe a as maquinas estaduais e municipais, muitas das quais controladas pela oposição.

A meu ver, a máquina mais proxima do eleitor é a que mais influência a eleição, ou seja, a mais influente é a prefeitura, depois o governo do estado ( que consegue cooptar a maioria dos prefeitos) e por ultimo a federal.

 

Embora entre nós não haja o mal total e o bem total, imperfeitos que somos, há pessoas predominantemente canalhas e há pessoas marcadamente honradas em todos os pontos do espectro político-ideológico. Lembo é uma das pessoas honradas. Embora não concorde com seu posicionamento ideológico, saúdo sua decência e integridade.

 

Outra asneira sem fim é tentar mostrar o mapa do Brasil, com a parte de baixo azul (tucana) e a de cima vermelha (petista) como se Dilma tivesse tido, na parte de cima, 100% dos votos e na de baixo Serra obtido 100% de votação... Não sei se fizeram isso por idiotice ou por malícia.

 

São Paulo, por exemplo... o mapa do estado deveria estar pintado representando a real situação, ou seja, Serra teve algo como 55% dos votos válidos e Dilma 45%. Quem olha fica com a impressão que São Paulo rejeitou Dilma e não é verdade, o estado praticamente dividiu-se em sua preferência.

 

E isso vale para todos os demais estados. Querem impor uma "verdade" geográfica que não existe.

 

Vitória de um projeto humano, que investe na busca de uma vivência decente para milhões de seres humanos até há 8 anos abandonados, desprezados, humilhados. Um projeto de soberania nacional, que nos coloca como respeitados diante de grandes potências, e que tem dois símbolos de orgulho, cada um com a sua importância estratégica na busca da redução das desigualdades sociais e regionais, e que a oposição em sua ânsia privatista e elitista, quase destruiu no passado, o BB e a Petrobras, secundados pelos extremamente necessários Caixa e BNDES. Torna-se urgente não o controle, mas a adequação da grande mídia a regras que impeçam a calúnia, a construção artificial e a destruição de reputações, torna-se necessário que a voz de milhões seja ouvida e considerada, via uma educação mais aprimorada e valorizada. Parabéns ao povo brasileiro. O projeto bom e a realidade boa venceram!

 

Olá o Marcos coimbra esta certo, a maioria dos eleitores que recebem o bolsa família são evangélicos, eu vir aqui em minha cidade vários pastores e o padre, de varias igrejas defendendo o voto no serra, isto foi no sabado e no domingo pela manha, e olhe a frase que eu ouvir não vote em candidatos que são contra a vida. Depois da eleição passada é muito fácil falar foi o bolsa família. E o serra em seu discurso final continua pregando o ódio, o Brasil necessita se unir em volta da violência, das drogas e da miséria, mas pelo o que parece os tucanos vão continuar na turma do quanto pior melhor. Isto é lamentável.

 

Nassif,

Me perdoe, mas a análise do Marcos Coimbra é insustentável. Ele até tenta. Há uma evidente clivage regional no voto. E todos dados desagregados confirmam a força do Bolsa Família. Só falta ele dizer que o voto foi ideológico. Foi o texto mais frágil que ele produziu em toda esta campanha.

 

 

O spam foi derrotado, kd o "guru" indiano com sua rede de mentiras

O que vi neste domingo é que o povo abraçou a candidatura Dilma, aqui em Goiânia vi no rosto de mulheres simples o orguldo de dizer "votei na Dilma"

Escrevi isso no spin

Dilma eleita primeira presidenta de nosso País
Serra  fez tantas promessas, incrível como os brasileiros não cairam nesta história de salário mínimo de 600 reais. De que adiantaria aumentar o salário mínimo para 2 mil reais se este valor pode não significar nada dentro de uma semana se os preços das coisas aumentarem.
Apesar das mil promessas, o povo optou por Dilma.
Houve momentos em que pensei que o Brasil fosse fazer com Lula tal como no filme o "Rei Leão", o velho leão sendo derrotado pelos seus.
Estou aliviado, pois nada disso ocorreu e seria um dia muito triste se Serra tivsse sido eleito na data de hoje, um marco para a nossa nação.
Juntamente com Serra, saem derrotados outros atores tais como Veja, Folha, Globo, Estadão, CBN e repetidoras destes jornais Brasil afora.
Formou-se um forte rolo compressor para que Dilma fosse derrotada.
Nada disso adiantou.
Toda esta catrefage foi derrotada.
Que alívio.
 Num dado momento eles pensaram estar forte e, como se vê nesta matéria de O Globo, chegaram a tratar da transição.

O Serra trazia na sua garupa o que de pior há na política nacional: TFP, racistas, homofóbicos, neonazistas, etc.
Eles não passaram,  jamais passarão.


 PRESIDENTE DO PSDB PASSA FAIXA A SERRA Na foto, Sérgio Guerra trata da divisão dos cargos no governo Serra

Uma campanha difícil mas o Brasil venceu.

Cantinho da leitura

01- Brasil elege Dilma para ser a mulher mais poderosa do mundo http://www.viomundo.com.br/politica/brasil-elege-dilma-para-ser-a-mulher-mais-poderosa-do-mundo.html
02-

 

 

...spin

 

 

Acredito que duas foram as grandes derrotadas nessas eleições:

 

1) a velha mídia, representada primodialmente pela Globo, Veja e jornais como Folha (que no fim até que se colocou de forma menos ridícula) e Estadão (que está cada vez menos importante). Estão na berlinda, falando apenas para um nicho específico que os consome. A revista do Civita ultrapassou todos os limites do aceitável e virou motivo de chacota, tanto quanto seu candidato e a Globo com o atentado da bolinha de papel. A Globo ainda sobreviverá, mas creio que a tendência de certos periódicos é mesmo a extinção, assim como "colonistas" como Mainardis e Azevedos, cada vez mais imersos em seus próprios umbigos, falando sozinhos ou para um punhado de lunáticos que os acompanham, inundados pela própria arrogância;

2) a capanha baseada em táticas neo-conservadoras, espalhando a baixaria e o ódio, rachando o país em grupos antagônicos que se odeiam. Nunca antes o santo nome de Deus foi usado de forma tão abjeta na história das eleições deste país. A derrota de tais expedientes sórdidos foi maior vitória deste 2º turno e, torço muito, tomara que jamais se repitam. O Brasil não merece mais uma campanha como essa! Mas, como diz a músiva de Ivan Lins, que "a nossa esperança seja mais que vingança, seja sempre o caminho que se deixa de herança".

 Na linha da sua capanha, Serra fez um pronunciamento cheio de raiva e rancor. Como já se sabia, ele não é um bom perdedor...

 

 

Parabéns aos 4 grandes institutos do Brasil. Acertaram na mosca !!! Ibope, o Sensus, Vox e data Folha. Parabéns. E o IGPP e o Vericitá????????

 

"Se não fosse o Nordeste   Dilma não se elegeria."

Errado.

Sem o NE, Dilma venceria por mais de 1 milhão de votos. 

Sem  NE e NO, Dilma venceria por mais de 250 mil votos.

 

solidarizo-me com a alegria, o orgulho, a emoção do povo búlgaro que lá na balcânica, exótica, ortodoxa, milenar, multiétnica de diferentes línguas, culturas, origens, a bulgária, acompanha e comemora dilma roussef, a primeira mulher presidente do brasil que veio da bulgária...

terra do escritor de tradições da literatura iluminista elias canetti, autor da obra-prima: massa e poder onde ensaia "decifrar os segredos profundos da humanidade em suas manifestações mais corriqueiras e terríveis: mandar e obedecer; matar e sobreviver; medo e voracidade; paranóia e poder."

"O Mistério das Vozes Búlgaras"

 

 

"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

Apesar da clareza de argumentos, o fato de que nenhum dos inumeros escandalos ligados ao PT poderia motivar essa população a votar na Dilma, associado ao fato que o passado politico da Dilma é pifio e sombrio, acreditar  que o motivo que levou a eleição da Dilma tenha passado longe da maxima citada "é a economia estupido" é um exercicio de imaginação. Usando toda a maquina do Estado, o apoio "imoral" do presidente da republica com recursos de campanha vindos quiça de que cofres, incluindo quiça os de empresas Puplico-privadas, quem pode estar tranquilo sendo governado por pessoas que aceditam que "os fins justificam os meios"? Alias quando vemos nos jornais aquelas reportagens policiais citando os famosos "golpes do bilhete premiado" logo notamos que a "vitima" so caiu no golpe porque tinha a plena segurança que estaria "passando a perna" no pobre do "malandro" que ao final logra ludibriar sua vitima justamente pela gannacia do "otário". Assim os "pobres" que elegeram Dilma irão descobrir tardiamente que foram enganados, comprados por uns trocados barato. Acredito que o ponto de vista de Marcos Coimbra esta de certa modo prejudicado ou por uma frustração com a derrota de Serra com medo de se identificar com a "versão dos perdedores" ou por uma questão partidaria.

 

A vitoria da Dilma foi acachapante! Uma mulher, (entre virgula, que já um preconceito), que nunca disputou uma eleição e com toda a velha midia contra  foi realmente consagradora.  A veja realmente influenciou na classe merdia ignara e preconceituosa.

 

H A B E M U S   P R E S I D E N T A

 

O PAPA JÁ SABE?

 

Cuidado com o "Le Pen dos trópicos",ele ainda não morreu,gente: http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/31/a-luta-esta-apenas-comecando-afirma-serra.jhtm .

Acho que o zé não deixa barato - mais essa - derrota pra presidência. Corre o risco de o PSDB assumir de vez uma agenda à extrema-direita,tendo como líder maximo o Serra,ou  o cara funda um partido pra ele.

 

Desculpem a ignorância ,mas acho o que venceu, foi o momento económico do país!Converso com muitas pessoas e todos falam que pobre agora é classe média!Dilma parabéns!

 

Desumano como os tucanos ,naum torcem para o Brasil dar certo!Eles sabem que a maioria dos votos que tiveram para presidente ,foi por causa de promessas irresponsáveis !Vamos nos organizar ,pois a luta não acabou!Viva Dilma!Os pigs nâo vão daar trégua !

 

Nassif e comunidade do blog, parabens pela construção desse espaço de civilidade e cidadania, que certamente contribuiu para a vitoria que hoje comemoramos!

 

 

Caro Nassif,

 

Veja esta nova e ainda surpreeendente entrevista do ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembro.

O PT e aliados tem sorte de que este e outros poucos dirigentes da oposição não têm voz dentro de seus próprios partidos, vozes elegantes e sensíveis. Se pessoas como o Dr. Lembo fossem ouvidas dentro da oposição, a história seria bem diferente.

 

Segue a entrevista e em seguida o link no Terra Magazine:

 

Lembo: Com Dilma, partidos de oposição terão que se fundir

Dayanne Sousa

 

Para o membro do Democratas e ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, a vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais deste domingo (31) mostra a necessidade de a oposição se reorganizar. "Foram partidos fracos comandados por personalidades fracas e com um traço muito grande de pequena burguesia urbana", critica.

Ele defende que seu partido, o Democratas, se incorpore a outro. Atualmente, o DEM é o principal aliado do PSDB, partido do adversário de Dilma no pleito, José Serra. "Não é possível permanecer nessa forma pequeno burguesa e sem coragem, sem decisão, sem capacidade de agir por si próprio e estar sempre abaixo dos outros", argumenta.

Lembo considera a vitória de Dilma como "um grande momento para a história política do Brasil".
- É a conquista de uma mulher e isso é importante. A gente reequilibra a história do Brasil e, ao mesmo tempo, dá a presidência à maioria das pessoas, que são as mulheres.

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine - Para o senhor, o que essa vitória da Dilma representa? Um fortalecimento do PT? Do Lula?
Cláudio Lembo - Não. Creio que, primeiro, é a conquista de uma mulher e isso é importante. A gente reequilibra a história do Brasil e, ao mesmo tempo, dá a presidência à maioria das pessoas, que são as mulheres. Esse é um ponto fundamental. Segundo, ela é eleita depois de uma campanha extremamente desgastante na qual usaram todos os métodos contra ela, mulher, e contra uma mulher socialista. Foi extremamente grave o ingresso de temas que no Brasil não são usuais em campanha como, por exemplo, o assunto religioso. Isso me pareceu muito grave. É uma intervenção indevida de autoridades religiosas no jogo político de um país democrático e harmônico como é o Brasil. E ela certamente será uma boa presidente porque tem capacidade, mostrou uma grande segurança pessoal e se deslocou do presidente Lula. É óbvio que ela teria que falar o nome do presidente, mas ela mostrou que tem personalidade própria e que é uma mulher de muito destemor e coragem. Portanto eu acho que é um grande momento para a história política do Brasil.

O senhor fala que ela se descolou da imagem do Lula. Sem isso ela teria vencido?
Claro que não. Se ela não mostrasse personalidade, não mostrasse que era capaz de decidir situações no momento em que isso estava sendo exigido, ela não teria sido eleita. O povo é muito sensível e, mais do que isso, a televisão faz com que as pessoas apareçam por inteiro no vídeo, nas telas. Você não consegue mentir na tela da televisão. O cínico, o mentiroso e o frágil, na televisão isso aparece com muita clareza.

O senhor acha que o segundo turno foi benéfico para os eleitores?
Eu não diria a você que, agora que se realizou e terminou, foi benéfico. Mas perceba que o nível ético da campanha caiu muito. O uso da internet de uma forma equivocada, em primeiro lugar e, em segundo lugar, o uso da mentira e da falsidade foi muito comum na campanha. Portanto, o segundo turno foi bom porque fez com que o país se dividisse e se esclarecesse, mas ao mesmo tempo houve um desgaste muito grande.

Esse uso da falsidade serviu para os dois lados ou alguém se saiu mais prejudicado?
Eu creio que os dois lados, mas certamente a campanha da Dilma sofreu mais. As situações contra ela foram graves e isso foi muito captado pela sociedade, que a todo o momento se informava. Em qualquer diálogo de rua, com qualquer popular, a gente percebia o que estava acontecendo.

E como fica a oposição? A oposição terá minoria no Congresso e PT e aliados deverão ter o governo da maioria dos Estados. O que isso vai significar nos próximos quatro anos?
A oposição vai ter que se recompor. Alguns partidos vão ser objetos de fusão ou incorporação a outros. E aí nós teremos bons partidos de oposição. O que se teve até agora foi arremedo, não foi partido de oposição. Foram partidos fracos comandados por personalidades fracas e com um traço muito grande de pequena burguesia urbana. Isso tudo tem que ser alterado porque o país exige uma oposição com coragem e de bastante definição. Não é bom para o Brasil que tenha um partido hegemônico e uma personalidade hegemônica como parece ser a da Dilma.

O ex-governador e senador eleito Aécio Neves declarou em entrevistas na tarde deste domingo que ele acredita que o PSDB precisa de uma "revisão" e vai ter que "assumir de forma mais clara e explícita seu passado". O senhor concorda?
Além de concordar, acredito que ele, o Aécio, será o grande líder - a partir de 2 de janeiro - do Brasil oposicionista. É jovem, capacitado, e também teve uma vitória muito bonita em Minas Gerais.

O senhor falou em fusão de partidos. Que partidos terão que ser fundidos?
Por exemplo, o meu partido. Os Democratas teremos que escolher novos caminhos. Não é possível permanecer nessa forma pequeno burguesa e sem coragem, sem decisão, sem capacidade de agir por si próprio e estar sempre abaixo dos outros. É preciso estar acima e avante senão a gente desaparece. É uma lei da natureza, uma lei que Darwin nos ensinou.

O senhor defende isso dentro do partido?
Claro.

Na campanha, se criticou que a vitória de Dilma significaria 12 anos de um mesmo partido no poder. O jurista Hélio Bicudo chegou a dizer que isso não seria democrático. O que o senhor acha?
Uma ingenuidade da idade. Não tem nada a ver. O povo foi às urnas, escolheu e se quis manter um partido no poder é porque admirou esse partido. O que nós da oposição temos que fazer é sermos capazes de tirar, no voto, esse partido do poder daqui quatro anos.

 

Terra Magazine

 

 

Link: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4765985-EI6578,00-Lembo+Com+Dilma+partidos+de+oposicao+terao+que+se+fundir.html

 

 

 

Os três erros têm o mesmo fundamento: uma profunda desconfiança na capacidade do povo. É o velho preconceito de que o “povo não sabe votar” que está por trás do reducionismo de quem acha que foi a barriga cheia que elegeu Dilma. Ou do argumento de que foram o atraso e a ignorância da maioria que fizeram com que ela vencesse. Ou de quem supõe que a pessoa que recebe o benefício de um programa público se escraviza.

 

Elitismo: o "povo" não sabe votar.

Autoritarismo: nós sabemos, melhor do que o próprio "povo",  o que é melhor para o "povo".

Esta é a visão que percebi nos eleitores convictos do Serra.

 

Não acredito que isso tenha importância. Quem pensa assim vai continuar pensando, e para quem não pensa assim isso não tem importância.

 

 E esse argumento elistista e autoritário é inválido num sistema eleitoral democrático, que a priori pressupõe que todos podem votar, e que todos os votos possuem o mesmo valor.

 

O que aprendi nestas eleições: (1) não dá para reduzir uma eleição (ou na verdade qualquer atividade humana) aos seus aspectos puramente racionais. Porque as pessoas tem as cabeças muito diferentes umas das outras (como no "velho ditado" "cada cabeça uma sentença"; eu, por exemplo, não consigo conceber que pessoas inteligentes e bem informadas tenham escolhido votar no Serra, esmo com seu histórico nos governos da prefeitura e do estado, e apesar de todo o canalhismo que ele usou em sua campanha). Eleição é um jogo, e tem que ser jogado de maneira profissional (não necessariamente usando de canalhismo, como a campanha do Serra usou). O PT não foi profissional nestas eleições (embora tenha feito uma campanha digna e ética) (2) O mal existe. Não no sentido teológico ou filosófico, mas como uma manifestação concreta em nossa realidade. Porque o que vimos nessa campanha do Serra foi a manifestação do mal, e caso ele fosse eleito, essa manifestação do mal teria efeitos catastróficos para a grande maioria da população brasileira.

 

Quando a apuração ainda estava em 75% dos votos, ouvi na Band o Senador Alvaro Dias e o Demétrio reclamando das pesquisas, que erraram feio, pois a diferença de votos era muito menor do que a apontada pelos institutos. Naquele momento estava 53,5% contra 46,5%. Falaram e falaram e eu cá pensando: mas é tão óbvio, é porque os votos do sul estão sendo computados primeiro. Os do nordeste estão só em 50%. Daqui a menos de 1 hora os números irão desmentir esses dois idiotas e eu quero ver a cara de trouxa deles. Infelizmente eles deixaram o estúdio da Band antes para não passar vergonha. Mas seria bom se algum jornalista perguntasse para eles o que esses dois JÊNIOS acham agora do 56.05% contra 43.95%. Esse pessoal do PSDB não se emenda. Foi igual ao raciocínio brilhante de Serra no debate: "o impostômetro atingiu este ano 1 trilhão de reais 50 dias antes do ano passado. Isso significa que os impostos aumentaram." Coisa de JÊNIO!

Procura-se vida inteligente no PSDB e na velha mídia. Agora mesmo o Fernando Barros e Silva falou que o Lula saiu menor nesta eleição. Sim, com 83% de popularidade, tendo eleito a sucessora por larga margem. O cara é um JÊNIO!

 

Perfeita a análise do grande Marcos Coimbra.

 

Excelente artigo. De fato, os fatores que são levados em conta no processo de decisão do voto são múltiplos. Mas a variável econômica é, sim, muito importante - como atestam dados empíricos referentes não apenas ao caso brasileiro, mas a outras democracias. A política econômica do governo atual, como apontam os dados, tem beneficiado e agradado muitos setores da sociedade, não somente os pobres, pelo contrário. Não vale à pena descartar uma comprovação  só porque a oposição afirma que Dilma foi eleita majoritariamente pelos "pobres do bolsa-família".Isso é coisa de campanha eleitoral ou, em alguns casos, de má fé mesmo.

 

 

Amigos, finalmente chegou o dia!

Depois de muita luta, sangue, suor e lágrimas, o Brasil decidiu-se pela candidata Dilma Rousseff como a melhor opção para governá-lo ao longo dos próximos quatro anos.

Mais importante que a própria escolha individual (relevante, sim, mas indiferente no contexto ora refletido), a escolha coletiva, a demonstração de caminhos e direções apontados pelo eleitor brasileiro é o item mais importante. A eleição de um sucessor, com apoio direto do presidente em exercício, é algo inédito no Brasil desde Getúlio Vargas, em 1945 (final do Estado Novo, ao eleger o 'poste' Eurico G. Dutra). Nem Sarney, nem Itamar (ele não apoiava FHC, essa é a verdade), nem o próprio FHC conseguiram convencer o eleitor brasileiro que seu candidato era a opção mais conveniente para prosseguir com seu trabalho. Luis Inácio Lula da Silva é o primeiro, depois de Vargas.

O brasileiro demonstra, nessa eleição, que a direção escolhida por Lula para conduzir o Brasil nos últimos 8 anos está correta, em conformidade com as aspirações do povo brasileiro. A auto-afirmação do brasileiro começa a revelar-se além dos campos esportivo e artístico (quem não se auto-firmaria com Pelé, Garrincha, Zico, Caetano, Miton Nascimento, Gal Costa, Chico Buarque, Titãs, Ivete Sangalo, Roberto Carlos, etc.?), quando observa que o Brasil tem seu espaço no cenário mundial. A atitude auto-afirmativa perpetrada pelo Presidente Lula no trato com a ONU, com o G7, no G20, no IBAS, no BRIC's convenceu o brasileiro que nós não dependemos apenas da criatividade artística ou esportiva para revelarmo-nos como nação, como cidadãos do mundo.

Afirmar, atualmente, que o brasileiro não é patriota tornou-se um descalabro. Sim, o brasileiro é patriota, tem orgulho de seu país, de sua nação. Tem, sim, consciência de suas deficiências, de seus 'defeitos'. Mas, depois de enxergar-se líder na figura do retirante nordestino e torneiro mecânico Presidente da República, o brasileiro revela seu orgulho e sua face destemida na demonstração de que não aceita ordens sobre quem deve escolher.

Fosse o brasileiro um ignorante, Dilma Rousseff teria sido eleita em primeiro turno com mais de 75% dos votos. Seria, literalmente, o 'poste' que a mídia tanto rotulou a candidata vencedora. Mas, não... Mesmo que a vitória petista ocorresse no primeiro turno, cerca de 25% da população brasileira demonstrou estar satisfeita com o Governo Lula, mas não demonstrou a confiança necessária para eleger sua "ungida".

Mesmo depois de eleita com mais de 55 milhões de votos, é fato que parte do eleitorado que apoia o Presidente Lula não se revelou contente com a candidata por ele apoiada. Longe de querer desqualificar a vitória de Dilma Rousseff, o dito acima deve ser entendido mais como uma prova de que o brasileiro não é tão manipulável e omisso como se pretende parte da grande mídia .O brasileiro tem, sim, é autonomia em suas escolhas, consciência de suas responsabilidades e competência para demonstrar seus desejos políticos.

A realidade que emerge das urnas é de um povo altivo, humilde, realista, consciente. Algo até surpreendente, dada a reiterada acusação de leniência e irresponsabilidade que recai sobre o brasileiro.

Assim, observa-se que a candidata petista demonstra uma nova realidade do país, uma nova realidade da nação: um país que começa a demonstrar sua potencialidade, sua capacidade, seu jeito próprio de demonstrar afeto e de resolver as situações que se lhe apresentam...

Viva o Brasil, viva a democracia, viva Dilma Rousseff!!!

 

Pesquisas divulgadas no sábado o IBOPE acertou na mosca:

Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos):

Dilma Rousseff (PT): 56%
José Serra (PSDB): 44%

 

Plantando flores

Era uma praia tranquila. Apesar de nuvens negras que pairavam sobre ela vez ou outra, durante quase todo o tempo mantinha-se com águas limpas, areia clara e apresentava a todos, nativos e visitantes, sua beleza tropical sob um céu claro e azul.

Como todo fenômeno inesperado, eis que surgiu no horizonte uma onda, inicialmente fraca, mas que, aos poucos, começou a dar a impressão de que chegaria à praia com muita força. Temeu-se que fosse um tsunami. Ao chegar cada vez mais perto, foi identificada como uma onda verde. Não era um tsunami, não se espalhou além dos limites da praia, mas, de fato teve grande impacto.

Interessante que o impacto maior não foi promovido pela onda verde em si. O grande impacto se deveu ao fato de ela trazer consigo uma outra onda, menor, descaracterizada, sem forças, mas que, graças a ela, conseguira chegar à praia.

Os dejetos despejados por embarcações piratas que vinham se acumulando na onda fraca mal chegavam à praia, mas já configuravam uma agressão ao meio ambiente. Esse foi o grande impacto causado pela onda verde. Ao trazer de carona a onda menor, descaracterizada, sem forças próprias, permitiu que esta depositasse uma quantidade de dejetos como nunca antes visto na história daquela praia.

Por um momento, quem sabe percebendo, ou pelo menos vislumbrando, a possibilidade de que aquela sujeirada ocorrera pela sua participação, indireta ou não, teve-se a impressão de que a onda verde arrastaria aquela onda menor, descaracterizada, sem forças, removendo os entulhos da praia.

Ledo engano. A onda verde revestiu-se de grande importância e determinou que não poderia se misturar a tudo aquilo que, na verdade, da sua chegada era a consequência maior. A onda verde lavou as mãos.

A onda menor, descaracterizada, sem forças, ganhou forças e, abandonando os limites da praia, espalhou-se e invadiu a cidade. Destruição total.

Casas e edifícios que se sabia não possuírem nenhuma solidez desde a sua construção foram as primeiras a sucumbir e, ao sucumbirem, os seus destroços se mostravam podres e se juntavam a aquela corrente que ganhara proporções muito próximas de não tão longínquas catástrofes naquela cidade. Algumas forças ocultas (a natureza da vida e seus mistérios) pareciam contribuir para a ação avassaladora da outrora onda fraca, descaracterizada, agora um tsunami. Mesmo algumas casas e prédios que pareciam inabaláveis, foram destruídas.

Porém, mesmo com uma ação como poucas vezes se manifestara anteriormente naquela cidade, como qualquer fenômeno também esse tsunami foi minando e perdendo as suas forças.

O tsunami passou e deixou para trás uma imagem desoladora. Este é o momento da grande reconstrução. Vamos todos, juntos, limpar toda a sujeira que ainda está na praia e na cidade, mas, sobretudo, plantar de novo nossas flores para que possam florescer outra vez à luz do Sol, que volta a brilhar.

 

Ronaldo

Resultado das urnas confirma pesquisa Vox Populi Apuração da eleição ficou dentro do previsto pelo instituto em pesquisa realizada e divulgada a um dia da eleição

iG São Paulo | 31/10/2010 23:10

O resultado do segundo turno da eleição presidencial divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirma a última pesquisa Vox Populi/iG divulgada um dia antes da eleição.

Com 99,28% das urnas apuradas, Dilma Rousseff (PT) tem 56% dos votos contra 43,9% de José Serra (PSDB). O resultado condiz com os números do Vox Populi coletados ontem. A candidata petista tinha 57% dos votos válidos na pesquisa contra 43% registrados pelo tucano, quando são desconsiderados os votos brancos, nulos e indecisos. A margem de erro era de 1,8 pontos percentuais e, portanto, os resultados das urnas estão dentro do previsto pelo levantamento.

 

A distância entre os dois candidatos foi de 12,1 pontos percentuais com quase todas as urnas apuradas.

O resultado está dentro da margem de erro da Vox Populi, que mostrava uma distância de 14 pontos entre os dois. A pesquisa ouviu 3.000 mil eleitores no dia 30 de outubro. Os dados do levantamento foram registrados na Justiça Eleitoral sob número 37.844/10.

Críticas do PSDB

Durante o segundo turno, o Vox Populi e outros institutos foram acusados por integrantes da campanha de Serra de produzir propositadamente resultados favoráveis a candidata petista. No Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro, Serra criticou o instituto. “A pesquisa de Vox Populi nós não levamos em consideração porque se trata de um instituto de confirmada falta de credibilidade que maquiou os resultados do primeiro turno inteiro. A realidade das urnas mostrou como eles estavam maquiando“, disse Serra.

No mesmo dia, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, classificou os institutos de “cabos eleitorais”. Nominalmente, Guerra citou apenas o instituto Vox Populi. “No primeiro turno, o Vox Populi se destacou mais que os outros. Não dava para acreditar que foi um erro. Foi uma safadeza”.

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/resultado+das+urnas+confirma+pes...

 

Dilma, presidenta do Brasil!

 

Mais de 30 governantes de outros países já se manifestaram e cumprimentaram a Presidente eleita do Brasil, até às 21:35 de 31/10/2010.

 

Mas o candidato derrotado, a mais de 90 minutos(às 20:04) e anunciado pelo Tse, não reconhece a derrota e desprovido de qualquer atitude democrática e republicana, mostra o seu ostracismo político. Um retrato perfeito de que foi sua campanha, abarrotada de calhordisses, hipocrisias e infâmias.

 

Serra, reconheceu a derrota às 22:39, e confirma que perdeu para uma estreante, rídiculo, não?José Serra manteve o padrão sórdido que empreendeu em sua sólida campanha.
No mundo inteiro, o candidato derrotado fala primeiro ao público e dá parabéns ao vitorioso.
Aqui no Brasil, José Serra, que até hoje não admite ter perdido a eleição de 2002, deu-se ao direito de falar depois de ouvir discurso da vencedora.
Uma vez calhorda, sempre calhorda.

 

Parabéns pelo seu blog, Sr. Nassif

 

A vitória de Dilma na imprensa internacional :

 

In a First, Brazil Elects a Woman as President

Neco Varella/EFE, via European Pressphoto Agencyhttp://www.nytimes.com/2010/11/01/world/americas/01brazil.html?_r=1&hpEL PAÍS :Rousseff, primeira mujer que logra la presidencia de Brasilhttp://www.elpais.com/articulo/internacional/Dilma/Rousseff/sucede/Lula/sera/primera/presidenta/Brasil/elpepuint/20101031elpepuint_11/TesLeMonde.frBrésil : Dilma Rousseff donnée gagnante à la présidentielle

http://www.lemonde.fr/ameriques/article/2010/10/31/bresil-dilma-rousseff-donnee-gagnante-a-la-presidentielle_1433679_3222.html#ens_id=1395239

Le Figaro.fr

http://www.lefigaro.fr/international/2010/10/31/01003-20101031ARTFIG00224-dilma-rousseff-premiere-femme-presidente-du-bresil.php

 

 

 

Demarchi

Nassif & Amigos, o Sr. Marcos Coimbra comete erros em sua nova análise. "É a economia, estúpido!" foi um dos maiores pilares da eleição da Dilma. Sobre o assistencialismo (bolsa-família) não é preciso ser nenhuma gênio para depreender que ele não decide eleição. Isso já tinha sido comprovado nas eleições municipais de 2004 e 2008. Basta ver alguns números no nordeste. Abs.

 

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Olha que texto bacana o meu pai escreveu sobre a minha bisavó e Dilma:

De Maria José Mendes à Dilma Roussef

No início do século passado, uma mulher, oriunda do nordeste e de origem pobre (assim como Lula) , filha de uma costureira, saiu da Bahia em direção ao Rio de Janeiro em busca de uma aspiração que parecia impossível para a época:  Entrar para o serviço público e ser diplomata.

 Em um tempo em que a mulher não tinha direito a quase nada (votar nem pensar), somente o direito de casar, ter filhos e ser dona de casa, ela sonhou muito alto, como mostram os dois textos abaixo (tirados da Internet):

=======================

A mulher que enfrentou o Estado

 

Maria José de Castro Rebello Mendes, nascida na Bahia, no dia 20 de setembro de 1891, oriunda de família pobre, foi a primeira aassumir um cargo de diplomata e também a primeira funcionária pública no país. No momento da inscrição foi informada de que mulheres não poderiam participar do concurso. Indignada pelo ato discriminatório de que fora vítima, procurou o renomado advogado Rui Barbosa,que respondeu que não havia em nossa legislação disposição alguma que impedisse sua inscrição, fato que tomou as páginas dos principais tablóides da época. Apesar de todo o “infortúnio” da inscrição de uma mulher para as provas de ingresso ao Itamaraty, aconteceu o que ninguém esperava:no dia 27 de setembro de1918, foi aprovada em primeiro lugar, destacando-se extraordinariamente,em alemão e direito internacional.

 

Maria José de Castro Rebelo Mendes (1891-1936)

 

Século:XIX  Estado: BA  Natural de Salvador

Primeira mulher a ingressar no Itamarati. Dominava 5 línguas decidindo prestar concurso no Itamarati. Enfrentou dificuldades financeiras, estudando sozinha as matérias de Direito. Porém, o Ministério das Relações Exteriores não aceitou sua inscrição. A repercussão negativa foi enorme, fazendo com que o Ministro voltasse atrás. Fez uma excelente argüição oral, em sessão aberta, classificando-se em 1º lugar.

 

 

Esta valorosa mulher nordestina, pioneira no funcionalismo público, foi a minha avó materna. Eu não cheguei a conhecê-la pessoalmente (ela teve uma morte precoce em 1936, vítima de um câncer ósseo, morrendo com grande sofrimento). Ela serviu de exemplo para outras mulheres da minha família, inclusive para a minha mãe e irmãs, que sempre trabalharam fora.

=================

 

No momento que o Brasil elege a primeira mulher presidente do Brasil (o cargo máximo da República) -  Dilma Roussef - quero homenagear a todas as mulheres trabalhadoras deste país, relembrando a trajetória da minha querida avó, Maria José de Castro Rebelo Mendes, primeira funcionãria pública e primeira diplomata deste país.

 

Sei que a história fará justiça ao  pioneirismo e à  bravura da minha avó,  que serviu de exemplo para que outras mulheres do Brasil lutassem pelos seus direitos, até chegarmos ao dia de hoje com a eleição de Dilma Roussef - Primeira Mulher Presidente do Brasil.

 

Um abraço,

Marco Aurelio P V Costa

 

Excelente. Em resumo: É o social, estúpido! Acredito que tenha sido a visão social do governo o principal trunfo: para os beneficiários diretos, claro, mas também para aqueles que acreditam ser possível e viável reduzir as desigualdades sociais, como instrumento de crescimento e até mesmo de pacificação, de luta contra a violência.

Ah, e aos perdedores e suas versões... Fico com a história. Não foi sempre assim?

 

Acabo de ouvir o discurso do Serra e é inacreditável.
Conseguiu tornar-se um pouco menor.
Não cumprimentou a vencedora e declarou guerra quando se referiu as trincheiras.
É esta a democracia que ele pregava?
É ele que dizia que oponentes políticos não são inimigos?
É um hipócrita da pior espécie.
Quem ele pensa ou acredita ser, Carlos Lacerda.
Um sujeito pequeno, baixo imundo!

 

Creio que sua TV deva estar com problemas como você, eu assisti aos dois discursos da Dilma e do Serra, e ele deu cumprimentos a Dilma pela vitória, não só isso! ainda falou que a vitória foi do Povo, acorda Garoto.

 

Análise mais que respeitável de Kennedy Alencar. Da Folha, e mesmo assim - e por isso meio escanteado -, um jornalista.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/kennedyalencar/823560-colheram-o-que-plantaram.shtml

31/10/2010 - 22h09Colheram o que plantaram

Kennedy Alencar

Apesar de alguns erros derivados de certa soberba e de percalços sobre os quais não teve controle, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva executou com sucesso uma estratégia que traçou no começo do segundo mandato: eleger Dilma Rousseff como sucessora.

Foram eixos da estratégia não cair na tentação do terceiro mandato e apostar num plebiscito sobre os seus oito anos de governo contra os oito anos de Fernando Henrique Cardoso.

Enquanto a oposição e parte da imprensa acreditavam que Lula queria o terceiro mandato e fazia jogo de cena para esperar o melhor momento de mudar a Constituição, Dilma Rousseff ficou livre para aparecer nas vitrines positivas do governo. Se ela tivesse sido apontada candidata lá atrás, auxiliares como Erenice Guerra teriam entrado bem antes na alça de mira.

No entanto, dando o devido crédito ao chefe, Dilma ficou livre para ter o controle de todas as bandeiras positivas do governo, como conduzir as mudança da lei para explorar o pré-sal, gerenciar o programa de habitação "Minha Casa, Minha Vida" e virar a "mãe" do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

No teste de fogo da crise internacional de 2008/2009, Lula foi aprovado. Esse teste foi bem mais duro do que o rigoroso ajuste fiscal e monetário de 2003. A oposição cobrava de Lula capacidade de gerenciar a crise. E ele foi bem. Fez um rápido e certeiro diagnóstico da crise financeira internacional e de como o Brasil deveria enfrentá-la. O maior acerto: medidas para reforçar o mercado interno como forma de atravessar o deserto e compensar a queda da economia global.

Nessa estratégia vitoriosa, é justo registrar a importância da aliança PT-PMDB. Na crise do Senado, em 2009, a oposição tentou criar um racha na relação entre peemedebistas e petistas. A ideia era transformar o Senado, Casa na qual Lula sempre teve dificuldade, num bunker oposicionista. Mas Lula não jogou ao mar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em troca, obteve uma aliança formal com todo o PMDB, o que garantiu uma máquina política ainda mais expressiva no país e um tempo de propaganda no horário eleitoral gratuito para vender Dilma na hora decisiva.

O bom momento econômico favoreceu a tese de polarização PT-PSDB, apesar do susto com o desempenho de Marina Silva (PV-AC), que forçou a realização do segundo turno. Um taxa de crescimento de cerca de 7% neste ano favoreceu a defesa do continuísmo, dando gás a uma candidata tirada do bolso do colete. No contexto econômico, destacaram-se ainda as políticas de reajuste do mínimo, de ampliação do crédito, de massificação de programas sociais e de incentivo a grandes grupos nacionais considerados estratégicos e amigos.

Os principais erros da campanha não comprometeram o resultado final, mas trouxeram muita tensão ao governo na virada do primeiro para o segundo turno. A campanha de marketing de Dilma demorou a perceber a sangria de votos com o debate sobre a legalização do aborto. Gente da cúpula dava como favas contadas uma vitória no primeiro turno quando já era evidente que uma segunda etapa seria inevitável. O próprio Lula se iludiu com sua alta taxa de popularidade. Entre os percalços sobre os quais não teve controle, o principal foi a doença de Dilma em 2009.

Obtida a vitória, há também uma importante lição: a realização do segundo turno e o percentual de votos dados a Dilma não autorizam uma atitude arrogante em relação aos adversários e à imprensa, mas isso será assunto de outra coluna.

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Ninguém ganha sozinho

Num cenário de extrema adversidade política, é surpreendente a performance de José Serra. Ele disputou a eleição contra a candidata do presidente mais popular da história recente num contexto de crescimento econômico e de transformações sociais inéditas no país. Nesse sentido, é uma derrota que não envergonha o PSDB, mas o candidato cometeu o principal erro de quem deseja conquistar a Presidência: achar que poderia se eleger sozinho.

Na primeira metade de 2009, o presidente Fernando Henrique Cardoso selou um acordo entre Serra e o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Garantidos alguns compromissos, o mineiro seria vice de Serra, que governava São Paulo naquela época.

Fiador dos compromissos, FHC testemunhou Serra rompê-los. O primeiro deles: Serra não quis participar de reuniões prévias pelo país, nas quais o PSDB ouviria seus dois pré-candidatos e depois decidiria quem disputaria o Palácio do Planalto.

Líder disparado nas pesquisas, Serra julgava a ideia uma forma de miná-lo politicamente. Mas Aécio queria uma saída para dizer ao eleitorado de Minas porque aceitaria ser vice do governador paulista. Outro compromisso era dizer com todas as letras que, se eleito, Serra patrocinaria novas mudanças constitucionais para que Aécio fosse o próximo da fila. Pelo acordo, Serra articularia a aprovação de projetos no Congresso para acabar com a reeleição e reinstituir o mandato de cinco anos. Aécio sempre demonstrou pouca crença na capacidade de, sentado no Planalto, Serra abrir mão da possibilidade de se reeleger. Mas FHC dizia a Serra que era importante que ele se comprometesse com essas alterações a fim de tranquilizar Aécio e Minas. O final dessa história é sabido.

Entre setembro e fevereiro, a folga sobre Dilma nas pesquisas deu a Serra a ilusão de que poderia ignorar os apelos para assumir a candidatura e fazer concessões a Aécio. Ele não aceitou as cobranças do PSDB e do DEM para admitir que era candidato e montou uma estrutura de campanha centralizada e distante dos aliados.

Esticou a corda até junho para tentar obter a companhia de Aécio em sua chapa, mas estava tão fraco que não teve como enfrentar a resistência dos democratas à escolha do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice. Ao explicar as razões de aceitar o pouco conhecido deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) como companheiro de chapa, Serra admitiu que a questão estava encaminhada em outro sentido, mas não havia dado certo.

A biografia respeitável, a tenacidade com a qual se jogou na disputa e a assimilação de um discurso conservador que destoa de suas próprias ideias não foram suficientes para levar o tucano à vitória. Serra quis ganhar sozinho. A exemplo de Lula, colheu o que plantou.

 

Excelente. Esse comentário deveria estar no post sobre as acusações dos tucanos paulistas a Aécio.