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Uma análise da cobertura das decisões do Supremo

Do Jornal GGN

Decisões do Supremo não são manchetes, mas trazem muito texto

Lourdes Nassif

Apesar do grande apelo inicial no julgamento do caso do ‘mensalão’, o Estadão privilegiou em manchete o caso do deputado Donadon, condenado pelo STF a 13 anos, 4 meses e 10 dias por crimes de peculato e formação de quadrilha, apontando para desvios de R$ 8,4 milhões na Assembleia de Rondônia. Sobre o ‘mensalão’, o jornal fez pequena chamada, dentro da matéria sobre Donadon, com 5 linhas e o título ‘STF confirma penas’, com indicação de página. Como ele ficará em regime fechado, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) resolveu, em decisão solitária, afastá-lo do cargo, mesmo tendo sido absolvido pela Câmara, enquanto estiver cumprindo pena em regime fechado, dando hoje posse ao suplente, Amir Lando (PMDB-RO). Donadon fica abaixo da chamada principal da capa, sem foto, de empréstimos realizados por Toffoli em banco com ações no STF, em que é relator.

A Folha foi pelo mesmo caminho e estampou em primeira página “Câmara livra de cassação deputado condenado e preso”. A manchete em grandes letras é colocada ao lado de foto da presidente Dilma abraçando o ex-ministro Antonio Patriota, numa ligação maliciosa entre o deputado cassado e a imagem da presidente. Na linha fina, o jornal aponta para o fato de que a decisão a favor de Donadon “alimenta esperança de envolvidos no caso do mensalão”. No pé da matéria de manchete, três linhas em letras miúdas chamam para a sessão do ‘mensalão’, evidenciando fala de Barroso sobre lamentar por José Genoíno, mas pena será mantida, e página. Abaixo, em foto que ocupa todo o miolo da capa, foto de Donadon, de joelhos e mãos postas, comemorando o resultado da votação, o que não ajuda a imagem da Câmara.

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