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União Européia amarga 26,5 milhões de desempregados

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

União Europeia tem 26,5 milhões de desempregados 

por Gilberto Costa e Renata Giraldi, da Agência Brasil  No RBA ©Minyahill Georges/Fotopedia

Londres e a crise do Euro

Crise da Zona do Euro aumenta desemprego, consequência de políticas de 'austeridade', com cortes de programas sociais e amarras à economia

Lisboa – O desemprego continua em alta na Europa. A taxa de desemprego nos 27 países que formam a União Europeia (UE) em abril foi 11%, o que representa 0,7 pontos percentuais acima do verificado no mesmo mês do ano passado. No conjunto dos treze países onde circula a moeda euro, o percentual de pessoas afetadas pelo desemprego é maior: 12,2% em abril. O índice é 1 ponto percentual acima do registrado em abril de 2012 e 0,1 ponto percentual acima do registrado em março passado.

Os três países da Europa com maior taxa de desemprego estão na zona do euro: Grécia (27%), Espanha (26,8%) e Portugal (17,8%). Em número absolutos, há 26,588 milhões de desempregados na União Europeia, dos quais 19,375 milhões estão em países da zona do euro.

Para efeito de comparação, o número de desempregados equivale à população brasileira da Região Sul ou quase a população da Venezuela. Os dados são do Eurostat, órgão oficial de estatísticas da Comissão Europeia.

Os países da União Europeia menos afetados pelo desemprego são Áustria (4,9%), Alemanha (5,4%) e Luxemburgo (5,6%) - todos com taxa abaixo do medido recentemente nas principais regiões metropolitanas do Brasil (5,8%, segundo IBGE).

Além do desemprego, o Eurostat projeta aumento da inflação na zona do euro para maio – taxa de 1,4% contra 1,2% medido em abril. O aumento dos preços foi puxado por produtos alimentícios, bebida e cigarro.

Em tempo integral

O presidente da França, François Hollande, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, propõem a criação de um cargo exclusivo para presidente da União Europeia (que reúne 27 nações). O titular deverá se dedicar em "tempo integral" para buscar medidas de reação às crises e convocar cúpulas e reuniões, mas o Parlamento será uma espécie de órgão fiscalizador do eventual titular. O assunto deve ser discutido a partir de 2014, quando haverá eleições para o Parlamento Europeu.

De acordo com Hollande e Merkel, é fundamental intensificar os esforços no momento em que vários países europeus ainda vivem sob impacto da crise econômica internacional. "Há muitos problemas. Temos que atuar rápido, necessitamos de novos caminhos e meios”, disse Merkel, depois de se reunir com Hollande hoje (31) em Paris, a capital francesa.

Merkel disse ainda que o presidente da UE deve se dedicar exclusivamente ao bloco, com garantia de ter mais poderes do que os atuais e sob supervisão do Parlamento europeu. Para a chanceler alemã e o presidente francês, as mudanças devem ser debatidas na próxima legislatura do Parlamento, a partir das eleições em 2014.

Hollande e Merkel se comprometeram a buscar alternativas para um problema comum da França e Alemanha: o desemprego entre jovens. Só na Europa, a estimativa é que mais de 6 milhões de jovens são afetados pela falta de trabalho. O assunto será tema de uma reunião de trabalho em Berlim, em 3 de julho.

A chanceler e o presidente também discutiram o apoio do Banco Europeu de Investimentos às pequenas e médias indústrias, além das empresas que sofrem os efeitos da crise econômica internacional. Segundo eles, é preciso incentivar contratos de competitividade, com prazos para mudanças, objetivos e compromissos.

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