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Vagabundos, baderneiros, maconheiros, irresponsáveis... incompetentes?

Richard Dawkins questiona algures o que não seria da física e da ciência se Newton tivesse se dedicado integralmente a ela, ao invés de ter perdido tempo com discussões estéreis, como as sobre religião. Não lembro se ele faz a mesma pergunta sobre Einstein, Heisenberg e outros físicos e cientistas da primeira metade do século XX. De qualquer forma, chuto uma resposta à sua pergunta: se Newton tivesse se abstido das atividades extra-científicas, assim como os grandes cientistas da primeira metade do século XX, em geral bastante engajados politicamente, teria sido tão medíocre quanto a grande maioria dos pesquisadores da atualidade.

A intelligentsia acadêmica brasileira (para ficar na parte tida por pensante da sociedade) não é nenhum Richard Dawkins, mas bem gostaria de sê-lo: ter panca de inteligente e intelectual, morar na Inglaterra, dando aula para ou tendo como colegas pessoas com boa formação, convivendo com gente “civilizada”, enfim (salvo eventuais hordas bárbaras, como a de agosto). Claro, não precisa ser ateu – apenas pró-ciência e anti-comunista.

Novo protesto na USP, e lá vemos novamente as mesmas manifestações dos bons cientistas da universidade e dos homens de bem de nação, criticando os baderneiros que não querem estudar e atrapalham o bom andamento da ciência tupiniquim.

Afinal, conforme ranqueamentos internacionais, da TopUniversities, para ser mais exato, a USP é a melhor universidade latino-americana, e a 169º do mundo. Não que eu ache que esses rankings sirvam para muita coisa, mas nossa intelligentsia certamente se guia por ela – publicações, prazos, congressos, papérs, bolsas, tudo é feito em função do que os gringos dizem que é bom.

É de se questionar, portanto, onde não estaria a USP, não tivesse todos os incômodos causados por esses alunos que fazem protestos, greves, ocupam prédios.

Bem... talvez estivesse fora do ranking das 200 melhores: dos nove cursos que aparecem entre os 200 melhores, nas diversas áreas, seis – filosofia, sociologia, história, lingüística, ciência política e geografia – são da FFLCH. E se esses alunos estavam fumando maconha e fazendo greve, é de se questionar, então, o que estavam fazendo os demais dos 198 programas de pós da USP. Assistindo tevê, lendo Folha e Veja?

Surpresa? Não deveria ser. A ciência pura pode até existir (não vou entrar nesta questão), mas o cientista puro, certamente não. Não por acaso, quando a Science publicou reportagem sobre a ciência no Brasil, quem ganhou destaque não foi a Fapesp e seus quase 800 milhões de reais – que não mereceu uma mísera linha –, e sim um cientista que faz bastante alarde político – ainda que questão de política científica, mas com uma visão bem menos tacanha de ciência que Brito Cruz, ou demais coronéis da ciência paulista –, Miguel Nicolelis.

Esta ocupação de prédios na USP poderia ser uma ótima oportunidade para esses pesquisadores fazerem uma auto-crítica (proposta ingênua, eu sei): ao invés de desqualificarem o outro, entrarem realmente no debate – não é obrigado a concordar com a atitude, contudo, é radicalmente diferente negar a política, exigindo logo a ordem e a autoridade –, e admitirem: pessoas, mesmo as diferentes, as chatas, as que usam vermelho, as que fedem, eventualmente podem ter mais assuntos e ser mais interessantes do que ratos e átomos.

Campinas, 06 de novembro de 2011.

 

http://comportamentogeral.blogspot.com/2011/11/vagabundos-baderneiros-ma...

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Comentários

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Você está certo em sua crítica, as pessoas deveriam analisar mais suas críticas, além do que veem na mídia é claro.

Porém, as revoluções, pelo menos ao meu conhecimento, sempre foram utilizadas para atingir direitos coletivos, onde as reenvidicações sempre defendiam o bem estar e liberdade da população. Um bom exemplo são as "wikirevoluções" atuais em países do Oriente Médio.

Em relação ao caso da USP, ao meu ver não necessita ser estudado, pois esta ação não defende os direitos da população em geral.

Além disso, a política não aproxima os cientistas de suas realizações, George Sudarshan é um ótimo exemplo de grandes cientistas que não foram "alavancados" para a vitória pela mídia. Outro fato também é que, como falou, Newton foi um grande cientista, porém ele só continuou o que outros cientistas já haviam começado, aliás o conceito da palavra ciência é este mesmo ACUMULAÇÃO DE CONHECIMENTO.

Peço, por gentileza, para rever suas afirmações.

 

Tenho visto muitos comentários falando do fim da PM. Qual a proposta de vocês para garantir a segurança e o cumprimeto das leis na sociedade brasileira?

 

    Esses jovens ,maravilhosos!!!

 

Um paralelo pode ser traçado em relação à música. O Brasil dos anos 1960 produziu Geraldo Vandré, Chico Buarque. Com seus versos, afastaram o CÁLICE. O Brasil dos anos 2010, por sua vez, não aceita contestação, parece sonhar em retomar a ditadura (haja vista a pesquisa sobre a nossa falta apreço pela democracia, divulgada pela Folha), sem falar dos comentários de leitores de jornais e de colegas nas redes sociais, que clamam por uma PM que "baixe o cacete" em estudantes. E tanto repúdio por política, parece ter repercussões na produção "semi"-musical do país: estamos condenados a sofrer com letrinhas de amor, que os Leandros e Leonardos espalham por aí.

 

Arrasou! Parabéns pelo texto.

 

 "protestando legalmente tiveram que esconder os rostos...sinal de que algo está fora do lugar."

 

Com uma imprensa perseguidora e caluniadora como a que vemos atualmente nesse país, quem não iria querer esconder o rosto? Não é só a PM que mantém resquícios do Regime Militar, a mídia também.

 

Não sou contra o engajamento político, mas também não concordo que cientistas não-engajados sejam medíocres. Afinal, são estes "medíocres" que estão pesquisando doenças importantes, desenvolvendo vacinas, educando e formando os futuros médicos, dentistas, enfermeiros e farmacêuticos do país (para citar só a área da saúde, onde me enquadro). 

Agora me digam, quem acha mesmo que estes cientistas são "medíocres": quando vocês ficam doentes, vocês querem saber se o médico que irá atender vocês é um bom médico, bem formado e atualizado, ou vocês procuram saber se ele foi/é engajado politicamente? E o medicamento que vocês compram? São só aqueles cujo responsável técnico andou invadindo reitorias por aí?

Francamente... Reafirmo que não sou contra o engajamento político, mas sou contra a inversão de valores. Há muitos cientistas, definidos por alguns como "medíocres", que trabalham em seus laboratórios noite a dentro, buscando um futuro melhor não só para a Nação, como para toda a Humanidade.

É uma pena que o trabalho deles não tenha sido reconhecido no ranking citado, mas, não deve ser menosprezado. E, ainda bem que existe o apoio da Fapesp, pois os bolsistas da mesma são de dedicação exclusiva visto que o trabalho em laboratório exige isso. Eles não estão lendo Veja, garanto a vocês! Estão fazendo experimentos sérios e trabalhosos, lendo e escrevendo artigos científicos, e discutindo muitas questões importantes para a sua saúde! (mais uma vez afirmo que estou falando desta área porque é a minha, mas, podem ampliar meus comentários às áreas de vocês).

Enfim, não é diminuindo o trabalho dos outros que se engrandece o próprio.

Mediocridade é achar que apenas o engajamento político é importante na construção de um futuro melhor...

 

Acho que ta chegando a hora  desses grupos que dominam os diretorios estudantis.Nao tem mais legitimidade nenhuma! E quanto as universidades aqui nos EUA ,a policia tem atuacao dentro do campus sim ,e  nao rola essas invasoes de reitoria  anuais.

 

Haha! Esse Richard Dawkins, suas incoerências e argumentações pueris! Pensei o mesmo que o Gão sobre o serviço à ciência de Dawkins se ele não fosse tão obcecado pelo tema "religião", a ponto de distorcer suas "descobertas" a favor da sua "crença" de não crer. Tudo isso para chegar a conclusões tais quais: "Deus podia ser encarado da mesma maneira que Papai Noel ou a Fadinha do Dente" ... "Para não acreditar na evolução você deve ser ignorante, estúpido ou insano." Nessa última afirmação ele só faltou  mostrar a língua, fazer bico e dizer: - Bobo! - Feio!.

E sim, quanto a USP, em qual posição DENTRO do ranking a USP não poderia estar se esses estudantes não estivessem ocupados com que lhes é devido? Já que o indicador que o autor apresenta para defender os cientístas politicamente engajados é esse.

Sinceramente, é MUITA maconha! Porque o grau da viagem dos defesores desses estudantes está demais. Cuidado: maconha favorece o surgimento da esquizofrenia ... e nesta doença a "teoria da conspiração" predomina... acho que não está sendo difícil de já diagnosticar isso!

 

Protestos são validos,mas depredação de patrimônio e dizer que fumar maconha dentro das dependências da faculdade não tem problema?

Por favor,menos,não é assim que se protesta,não com vandalismo e nem com violência.

Eu não tive a oportunidade de estudar em uma faculdade que eu mesmo pago,e se não tive oportunidade,por favor,não desperdicem meu dinheiro com protestos mal liderados,usando argumentos extremamente pobres para tentar  se abdicar de culpa.

 

Cara...é tão simples, não sei pq todo esse alarde.

Se chamaram PM, é pq a coisa tá bagunçada, e não para "uuu, limitar meus direitos (isso q na verdade estão reclamando de não poderem quebrar a lei, o que não concordo). Por acaso algum PM abusou da autoridade para ter ao menos um motivo pra tudo isso?

Meh....são um bando de toscos mesmo.

 

Imcompetentes, SIM!!!  Estou indignada de saber que jovens estudantes, universitários, futuros profissionais..., que ao invés de fortalecerem a ordem, estão fortalecendo a desordem... É certo, que num país bem desenvolvido, talvez não precise de policiais, mas ainda no Brasil, diante de tanta violência, por acaso não é bom que policiais estejam para proteger? Alguém é contra a UPP nas favelas do Rio de Janeiro?! Porque, numa universidade, embora, um lugar onde jamais deveria ter policiamento, por questões óbvias, alguns alunos não querem policiamento, uma vez que a violência nesse local está aumentando a cada dia? Já houve morte, roubos de carro... Alguns estudantes metidos a intelectuais, metidos a filosofia "barata", argumentam que o Campus Universitário, é um local de pensamento crítico. Oras, isso é uma afronta aos grandes filósofos e grandes pensadores que deixaram como exemplos, ideias de liberdade e não de libertinagem! Eles deveriam, sim, estarem protestando contra a corrupção, contra a violência... Protestando contra a saúde pública, contra o analfabetismo... Meu Deus, que inversão é essa de valores?! O que esses jovens pensam sobre liberdade e respeito?! São um bando de vândalos, que deveriam pagar os estragos que fizeram, isso sim! Oitenta mil estudantes que frequentam o Campus Universitário, estão contra esses vândalos, que não passam de uns 150 estudantes baderneiros, que nem sabem o que é reflexão de verdade... Filhinhos de papai que acham que a vida, é fumar maconha, enquanto "filosofam" a vida, que eles nem sabem o que é... Provavelmente, vão ser aqueles profissionais que matarão em uma mesa de cirurgia, ou que levarão vantagens como políticos... Ou que serão aqueles advogados que usam do direito de advogar, para praticar crimes... Fica aqui meu protesto contra essa inversão de valores, que está corroendo esse nosso país! Em qualquer outro país do mundo, se manifestariam pelo melhor ensino, pela cultura, pelo emprego, pela melhor educação e no Brasil, protestam porque a universidade quer mais proteção?! Francamente...

 

"169º do mundo"  só?  sério? serio que isso é algo a ser destacado e comemorado?

 

Newton teria sido medíocre se não tivesse se preocupado com bobagens?

Nenhuma frase poderia sublinhar com mais clareza o completo desconhecimento do autor do trabalho de Newton, seu legado e importância.

 

A turminha é curiosa realmente.

Quem se prepara do melhor jeito que puder e passa pelos dificeis vestibulares, tem o privilégio de estudar em uma das faculdades que compôem a USP. Parabéns pra esses pelos esforços e não se pode esquecer dos pais que sem dúvida devem ter feito os sacrificios possiveis para os filhos estudarem, porque conheço dezenas que apesar das dificuldades e da ineficiência do ensino publico, se matam para pagar escolas particulares ou cursinhos para seus filhos. Feio o esforço, os pimpolhos adentram a faculdade. Quem precisa trabalhar pra sobreviver assiste aulas noturnas e esses merecem mais aplausos ainda. Claro que não se deve desmerecer quem estuda de dia, apenas porque não precisa trabalhar para viver; mas é curioso ver que aqueles dispostos a luta tão garrida não se preocupem como o resto da população em bater ponto e podem por isso invadir e permanecer em uma reitoria simples e unicamente atrapalhando a vida de funcionários que tiram dali seu pão de cada dia e alunos que dependem dos serviços dessa mesma reitoria.

É claro, os lúcidos comentaristas devem ter se esquecido, que o dinheiro que alimenta a USP (e que no fim e no fundo é gasto com os alunos mesmo esses que trocam o estudo pela militância política, sendo que o primeiro é o unico motivo para estarem ali de graça), é nosso, de nossos impostos. Logo, o interesse ou o direito de escolha do reitor é da população que sustenta a USP.  Conevenhamos, essa mesma população escolheu através do voto o Alckmin da mesma maneira que escolheu a Dilma para presidente. Por conclusão, delegamos a estes que coloquem no cargo os homens ou mulheres de suas escolhas. O voto dado, lhes deu esse árbitrio. E acho curioso que os democráticos comentaristas vociferem contra o escolhido do governador paulista mas façam silêncio obsequioso quanto aos reitores de faculdades federais. Alunos estão ali de graça estudando ou supostamente estudando no caso de alguns as nossas custas. Funcionários trabalham alí e recebem seus salários as nossas custas. Professores ensinam e pesquisam as nossas custas. Seria muito bom que a turminha seguisse o exemplo da maioria e fossem cumprir com suas responsabilidades. Debate se é necessário deve ser realizado no campo das idéias, de forma verbal ou escrita pouco importa, mas não com a depredação de patrimônio que é público.

Quanto a PM no campus, seria o caso de perguntar para os pais daquele estudante que morreu em uma tentativa de assalto, se eles gostariam que a PM estivesse no local para evitar a morte de seu filho. Perguntem as estudantes atacadas ou estupradas se acham que a policia no local evitando esse tipo de crime é ato de força do estado ditatorial seja lá o que isso for.

Se querem mudar as leis quanto ao uso da maconha, o lugar para isso é o congresso nacional.

O resto é blá-blá-blá de militante.

 

 

Quer dizer então, que professores, funcionários e alunos, não produzem nada, não contribuem em nada, só "vivem as nossas custas"? E já que assim vivem devem agradecer que "pagamos" impostos! Eles não pagam impostos, aliás trabalhador, seja servidor público ou CLT se recolhe imposto na fonte, mas não esses que os alunos "invasores" - malditos seres desocupados! - atrapalham, vivem de nossos impostos!

ô, turminha curiosa esta, realmente! turminha dos que escrevem tamanho tratado de "vitimização"!

Flw

 

Uma coisa é usar da PM uma maneira de se combater a violência, outra coisa é usar da violência e coerção através da PM para defender ideias antidemocráticas.

Afinal de contas a criminalização da maconha no Brasil foi devido ao rascimo contra a etnia e cultura dos escravos afro-descendentes da época.

Não concordo da maneira como os estudantes se manifestaram, embora por uma boa cousa.

Mas também não concordo do uso da força para combater ideias democráticas, tornando-se assim um fascismo mascarado.

Se a cultura brasileira, influenciada por uma educação libertadora e coerente, fosse mais aberta ao diálogo e à discussão crítica, não haveriam necessidades de protestos, muito menos coerção policial para se resolver algum problema.

Esse problema é do Brasil inteiro, não apenas de um grupo de estudantes ou da ação (manipulada) da PM pela classe hegemônica.

 

Senti, assim de leve, uma certa manipulação de argumentos contraditórios em prol de um ponto de vista bem fraquinho. Não sei o que o Nassif viu nisso daí, tecnicamente, ele é melhor que isso. Filosoficamente, cruz-credo.

 

Quem defende a ideia de que a PM deve se manter na USP, está defendendo a ideia de que a Ditadura deve voltar a assombrar a sociedade brasileira.

Aqueles estudantes estereotipados como maconheiros, homossexuais, baderneiros, entre outras tantas denominações pré-conceituosas que ando lendo por ai, simplesmente estão lutando por aquilo que acreditam: a democracia; que, afinal de contas, estão lutando pelo direito de cada um de nós. Não o de se liberar a maconha, mas de se discutir democraticamente a sua liberação.

Eles pelo menos estão se mobilizando e agindo, enquanto 90% da população brasileira está com a bunda sentada no sofá esperando melhorias sociais e políticas cairem do céu.

A situação que está acontecendo na USP não é uma situação da USP ou dos estudantes 'maconheiros' em si, ou mesmo da atuação da PM, ela é apenas (mais) um reflexo dos problemas que acontecem atualmente em toda sociedade brasileira. Se quisermos que resolver esse problema da invasão da reitoria, temos que primeiro resolver o problema de toda a sociedade.

É uma ironia. O governo tem usado da coerção dizendo que é para "prover" a democracia apaziguando uma movimentação social que é em prol da democracia (espanto!).

O uso da coerção através da PM é um movimento pró-fascista que a hegemonia tem usado para combater a democracia participativa emergente.

Quem fica em casa alienado, distante dos acontecimentos, lendo Folha ou Veja, ou mesmo assistindo aos "Datenas" que hora ou outra aparecem TV com opiniões irrefletidas, contorcidas ou tendenciosas, reclamam incoerentemente com base em informações prontas e manipuladas, sem se utilizar de um pensamento crítico.

Não vai demorar para haver uma revolução social e política no Brasil, esses acontecimentos tem sido apenas a ponta do iceberg que está por vir.

Viva à democracia!

 

"Quem defende a ideia de que a PM deve se manter na USP, está defendendo a ideia de que a Ditadura deve voltar a assombrar a sociedade brasileira."

Vc, falando de democracia, sendo generalista e preconceituoso assim?

O policial militar que protege o seu filho no caminho da escola pra casa e vice versa, entao, é obra de idealizadores de uma neo-ditadura?

O policial militar que indiretamente (ou não) evita com que as drogas cheguem ao seu circulo familiar, então, está a serviço de torturadores?

Acho que não, né?

Falando em democracia, por que os alunos invasores depredaram o patrimonio que a maioria (eu, você mais um monte)  NAO autorizou a faze-lo?

Por que os 300 alunos que foram hoje protestar na delegacia não pagaram a fiança dos 70 detidos? A democracia permite isso. E então?

 

Abrir mão do certo pelo duvidoso (e muitas vezes ilegal) não parece ser o caminho para melhorar a sociedade.

 

 

Concordo... tb acho que deveriam acontecer mais debates e discussoes sobre a necessidade da precença da PM no campus, mas eu me pergunto pq esses estudantes nao se manifestaram antes da prisao por porte de drogas?

Pq esses estudantes agiram como vandalos e quebraram o carro da policia? infelizmente cairam no desgosto popular pelo famoso "apelou perdeu a razão".

 

Harvard tá em primeiro na lista de universidades, stanford em segundo, cambridge em terceiro...

Nao me lembro de ver os estudantes dessas universidades invadindo os predios administrativos a cada vez que alguem do DCE leva uma multa de transito...

 

 

A credibilidade da imprensa que noticia pode ser questionável, ok, é um fato.

 

Mas já que estamos centrados no fato, e não no desvio tendencioso de quem quer que seja, vamos analisar friamente a coisa:

 

Estudantes foram presos fumando maconha. A Lei não permite, ponto final, próximo assunto.

 

Amiguinhos se rebelam contra a PM. Novamente, contra a Lei, sem mais, próximo assunto.

 

Rebeldes em assembléia votam pela desocupação. Democracia é isto, reunião, assembléia, votação e... opa, tem um bando de rebeldes dentro dos rebeldes! Eles não aceitam a maioria e ocupam a Reitoria de assalto, depredam, apagam dados nos computadores, roubam os celulares e bens do depto. de achados e perdidos e se encapuzam covardemente na frente das câmeras, destruindo tudo a sua volta.

 

Não se trata da imprensa ou falso moralismo, é apenas o fato.

 

Vagabundos, playboyzinhos mimados, uns merdas que preferem a companhia dos traficantes (com quem se parecem muito ao vestir camisetas como máscaras) do que a PM, que poderia ter evitado o assassinato do colega ou o estupro de outras colegas.

 

Na imprensa (veja ou não), estes são os fatos.

 

E estes moleques são uns merdas mesmo.

 

Deveriam ter pais mais presentes, mais conscientes, que soubessem dizer "não" para estes almofadinhas.

 

Teriam poupado a todos deste fiasco.

 

 

1) Os policiais pegaram 3 estudantes fumando e portando maconha. Foram detidos

2) Varios outros alunos se incomodaram com a situação e tomaram a Reitoria protestando contra a presença da PM

3) Continuaram o protesto (pacifico talvez) até que foi dada ordem judicial para desocupação

4) A PM interveio após o prazo, levando 70 alunos para depoimento e prendendo alguns

 

Não vejo nada de errado. A coisa saiu da ordem, e para a ordem foi.

Pode ser que semana que vem saia da ordem de novo. Aì voltará outra vez.

 

Eu pessoalmente diria o seguinte: ALUNO e PORTE DE DROGAS não combina. Juntaram os dois e viram a mercadoria que deu. E mais: afastando a PM, algum drogado de fora da USP vai  acabar assassinando (mais) um aluno lá dentro.

E aí? Como ficamos? Vão fazer outra "rebelião" tomando cerveja e vestindo camiseta rasgada?

 

"... dos nove cursos que aparecem entre os 200 melhores, nas diversas áreas, seis – filosofia, sociologia, história, lingüística, ciência política e geografia – são da FFLCH."

Isso é porque a FFLCH tem vários MILHARES de alunos que estão tentando estudar, desenvolver seus trabalhos, teses e projetos como cidadões de bem para tentar mudar alguma coisa no mundo através de um caminho mais legítimo e bem estruturado (o da ciência e da educação) enquanto 70 e poucos estão depredando patrimônio público num ato totalmente contrário à decisão da assembleia de alunos.

 

Pega, mata, esfola!

Estudantes, que nada, são um bando de maconheiros que não fazem nada na vida! (ironia, modo ON, tá?)

Flw

 

Vagabundos, baderneiros...e a cracolandia de São Paulo.

Ontem nesta mesma pauta, o companheiro Leonidas, não entendeu a minha colocação sobre o gueto, que a P.M de São Paulo, criou na capital paulista, e que inadvertidamente eu postei, em cima da invasão da USP, pela mesma P.M.

Foi pura confusão, e uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que eu quís colocar em debate, foi a ordem da Sec. de Seg. Pública do Estado, de "confinar" naquele quadrilátero da Rua Helvétia, com a Av. Rio Branco, o maior desrespeito àos usuários e dependentes de droga da cidade, mesmo ao preço de desvalorizar totalmente os imóveis daquela região metropolitana, e criar uma zona de exclusão, bem no centro da cidade.

Quanto aos 3 universitários da USP, que foram o estopim da crise naquele campus, eles serão mandados para o gueto da Helvétia, para não mais incomodarem aos nossos "filhinhos de papai"que habitam e estudam no campus universitário da capital.

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

tudo muito bonito, mas o sr continuou sem esclarecer o motivo dessa tão "importante revolução"..... 

 

"Novo protesto na USP, e lá vemos novamente as mesmas manifestações dos bons cientistas da universidade e dos homens de bem de nação,"

"De bem", segundo o Professor Hariovaldo, é: de benz.

 

Vagabundos, baderneiros, maconheiros, irresponsáveis... incompetentes?

E agora, Sem Teto...

 

Esse episódio mostra mais um absurdo orquestrado pelo PIG na ânsia de defender seus afetos. Dão nó em pingo d´água para acobertar os desmandos, a incopetência e a politicagem da laia demotucana. Estão criando um grupo de indivíduos, seu público, de extrema direita, doutrinados, preconceituosos, intolerantes e falsos moralistas, totalmente radicais e hipócritas. Ao mesmo tempo que fazem discursos inflamados contra a corrupção, são financiados e estampam em suas colunas sociais um bando de corruptos da pior espécie.  Esses jovens, independente da causa que defendem, são cidadãos que, de forma impetuosa, comum nessa idade, estão manifestando seus anseios e ideias. São estudantes com uma boa formação e, muito provavelmente, de bem, demonstrando seus anseios. O que fizeram de errado foi ir contra os interesses obscuros do PIG e de seus protegidos. Em relação à polícia de São Paulo, é o mesmo “modus operandi” que observamos há tempo, nessa gestão nociva demotucana. Resolvem tudo na base do cassetete. Devemos lembrar que essa é a mesma polícia onde o Secretário de Segurança Pública do falecido governo Serra foi afastado por corrupção e que, essa mesma imprensa que caça as bruxas agora, sequer fez menção desse episódio. A sociedade brasileira merece meios de comunicação melhores, isentos e honestos. Uma pena o que estamos presenciando. CANSAMOS DE SER ENGANADOS.

 

Nunca achei que fosse ser tão polêmica, e com opiniões tão diversas, essas manifestações estudantis na USP.

Realmente ainda não entendi o argumento de que os estudantes estão fazendo "muito barulho por nada" ou que sejam apenas "filhinhos de papai maconheiros". Fazendo isso estamos apenas desqualificando o indivíduo, e também o movimento, ao generalizar aqueles estudantes, baseados muitas vezes no estereótipo social de estudantes de ciências humanas.

Antes de mais nada, a presença da força de opressão (e segurança) do estado pertence fora da instituição que se pretende crítica da sociedade e da ciência. As Universidades devem caminhar nos limites invisíveis do conhecimento para poder transgredí-lo. Assim, consequentemente, é nas ciências humanas, onde se estimula o senso crítico do pensamento social e humano, que irão acontecer as maiores divergências em relação às normas da sociedade e as críticas que incomodam instituições e pessoas. A presença da PM é, então, um mecanismo, ainda que involuntário, de repressão a todas essas divergências, constrangimentos, conflitos sociais e políticos que fazem o conhecimento se modificar. Ou você se sentiria muito confortável ao discutir o papel da repressão social com a PM bufando no seu cangote? Ou mesmo se opor a qualquer medida da reitoria, ou do estado, sendo que a PM pode ser usada como manobra política de repressão? A não ser que não tenha batida policial e seja um congresso de física quântica, ou engenharia de produção, ou outros cursos afins...

Sinceramente, se cerca de 70 pessoas resolvem ocupar o prédio da reitoria, não é por falta do que fazer. Provavelmente os mecanismos de diálogos não existem, não são claros, não são justos ou não são suficientes. Não é natural do ser humano, quando no ócio, ocupar prédios públicos de universidades, sair as ruas ou se manifestar. Ou desconheço pesquisas que comprovem o contrário. Se escondem os rostos, é por medo de represálias.

Quando reclamam que o povo brasileiro é acomodado e não se manifesta, esquecem que qualquer manifestação é REPRIMIDA, REPROVADA e REPUDIADA. Viva a democracia sem contradições!

 

 

Douglas Lisboa

 

>>>> É de se questionar, portanto, onde não estaria a USP, não tivesse todos os incômodos causados por esses alunos que fazem protestos, greves, ocupam prédios.

Tudo bem que logica não é esperado ser o forte das ciências humanas, mas não pula o corguim, não, filho...

 

 

Três basaeados, tudo isso por causa de três baseados. Achei no Facebook do Walter Fanganiello Maierovitch uma anabordagem bastante equilibrada, vajam só: 

Walter Fanganiello Maierovitch Prezados amigos. Segue abaixo o lúcido artigo do eminente professor Henrique S. Carneiro, publicado na Folha de S.Paulo. Até agora e sobre o móvel da confusão ( três cigarros de maconha) , silêncio absoluto do Farol de Alexandria, também conhecido por Fernando Henrique Cardoso. Depois dizem que exagerei ao chamá-lo de farsante e oportunista: os tucanos não gostam que ele fale de drogas, pois tira vota.
. . .
Polícia para quem precisa

A crítica à Polícia Militar na USP se refere a sua utilização contra estudantes ou contra grevistas.
Se há um agressor, estuprador ou assaltante armado, a PM será acionada como em qualquer outro crime. Mas revistar estudantes, dar buscas em centros acadêmicos ou prender jovens que fumam maconha em gramados do campus é não só dar destinação errada para a PM como extrapolar suas supostas funções de proteger a comunidade.
No que se refere ao crime na USP, pretexto para o uso da PM contra os estudantes, se sabe que a melhor proteção é a própria coletividade atenta e uma guarda bem treinada, bem equipada e com confiança comunitária. Em geral, não há crimes contra a pessoa ou contra o patrimônio à vista de todos, em lugares bem iluminados e cheios de gente.
Por isso, em lugares em que há fluxo de estudantes, a vigilância ostensiva não é tão necessária, mas, sim, em lugares ermos ou nas entradas e saídas da universidade.
A polícia priorizar a repressão ao uso de maconha é errado, porque isso a torna uma patrulha de costumes anti-estudantil.
Em breve, poderão prender também as fotocopiadoras ou quem vender cerveja em festas? Se o objetivo maior deve ser a manutenção da tranquilidade social, a intervenção da polícia não pode ser o agente que venha justamente provocar a ruptura dessa paz.
Se houver consumo indevido de drogas ou de álcool que possa atrapalhar a terceiros ou atividades didáticas, cabe à própria comunidade universitária adotar regras e mecanismos de fiscalização que coíbam esse tipo de prática.
Até mesmo um cigarro de tabaco aceso em locais fechados é proibido e a comunidade deve, corretamente, buscar impedir quem fume um cigarro não respeitando o interesse coletivo. Ou devemos deixar a PM resolver isso também?
O uso de cigarros ao ar livre em lugar retirado, seja de tabaco, de cravo ou de maconha, não afeta ninguém além dos seus usuários. É uma conduta tipificada na teoria do direito como isenta de qualquer princípio de lesividade. O bem-estar público não é afetado. Ninguém tem ameaçados os seus direitos nem há nenhuma violência em curso.
A própria legislação vigente p já entende que o uso de drogas em si não deve ser penalizado.
O uso de drogas por jovens não pode ser tratado como um caso de polícia. Menos ainda num ambiente escolar, onde o diálogo e a busca de soluções negociadas e não violentas devem ser uma parte constituinte do projeto pedagógico.
A melhor segurança é uma guarda universitária modelo, bem equipada e não terceirizada.
A terceirização compactua com trabalho superexplorado e mal qualificado e afasta os serviços de segurança da relação orgânica com a comunidade. Um guarda funcionário da universidade conhece melhor a comunidade e pode melhor ajudar a dirimir problemas, assim como identificar as ameaças à segurança e constituir uma rede de inteligência, comunicação, proteção e confiança comunitária.

HENRIQUE S. CARNEIRO
professor da FFLCH da USP

Wall Photos

 

 

Há três aspectos a considerar no caso da USP: os estudantes face a política de drogas, a autonomia universitária e o papel da USP.

Os estudantes face a política de drogas.

Fumar maconha é ato ilegal, mas a lei que o torna ilegal é imoral. O fundamento moral de qualquer lei em regime democrático é o de promover, se não o bem de todos, ao menos o da maioria (este é bem fundamental da ética democrática, e, afinal, somos, ou ao menos pretendemos ser, uma democracia; observe-se desde logo que universidade é aristocracia onde prevalece o melhor conhecimento).

De fato, à luz da ética democrática, a lei é imoral por diversas razões. Favorece, na prática, uma minoria criminosa composta de traficantes de drogas, contrabandistas, traficantes de armas e munições, fabricantes de drogas e corruptos de todos os matizes, ao lado de prejudicar a maioria composta de pessoas que nada têm a ver com drogas ilegais.

Favorece traficantes de drogas, pois o comércio da maconha (e das demais drogas ilegais) não é alcançado por impostos (40%, no mínimo, dos negócios em geral; no cigarro, muito mais) e, tampouco, pela fiscalização estatal. Cria condições para que corruptos de todas as esferas, que cobram para livrar traficantes da repressão estatal, ganhem rios de dinheiro e amealhem fortunas – mal menor – o que contamina instituições importantes como as policial e judicial, e mesmo as políticas, com práticas nocivas ao Estado e aos cidadãos, práticas de corrupção que se propagam como epidemia afetando todos os atos destas corporações – o grande mal. Cria mercado ilegal para contrabandistas, traficantes e fabricantes ilegais de armas e munições, favorecendo estes criminosos. Cria mercado excepcionalmente lucrativo para fabricantes de drogas, uma vez que é livre de impostos e totalmente desregulado; igualmente, para produtores de maconha e de drogas em geral. A lei, indubitavelmente, favorece uma minoria criminosa.

Além disto, a proibição da maconha prejudica os que nada têm a ver com drogas. É, na maior parte, dos impostos destas pessoas, que sai o dinheiro para custear repressão ao tráfico, recuperação de drogados, campanhas antidrogas. Boa parte destas ações poderia ser custeada com impostos sobre as drogas – se o comércio delas fosse legalizado – e o dinheiro salvo aplicado em saúde, por exemplo. As comunidades dominadas por traficantes estagnam econômica e socialmente, outro custo que a lei, na prática, como um desdobramento, impõe à Sociedade. Mas o flagelo não para aí. Como se constata nos noticiários, o comércio ilegal de drogas cria “terra de ninguém” comercial na qual mercados e os pontos de venda são sustentados a bala. O recurso aos assassinatos banaliza a vida e extrapola o âmbito criminoso em suas guerras intestinas vindo a atingir a população em geral que acaba vítima de violência de toda ordem, inclusive da guerra policial contra traficantes.

O posicionamento dos estudantes no que tem de contestação à política de drogas, ensejando ampliação do debate para abranger parcela maior da Sociedade, é, portanto, louvável. Também o é sob outros aspectos, como, por exemplo, por retomar a discussão sobre até onde vai o poder do Estado na determinação do que se pode e não se pode fazer no âmbito das escolhas privadas/individuais, isto é, no âmbito das liberdades individuais. Fumar, ou não, é escolha de âmbito privado, como o é, também, praticar, ou não, sodomia. Sodomia, aliás, no passado, ensejou prisão na Inglaterra, e, hoje, o abuso estatal é visto como absurdo e inaceitável. Fumar maconha, ou não, também é escolha privada.

A reação estudantil parece o reacender da rebeldia dos jovens, apagada nos anos de chumbo, e isto é auspicioso. Rebeldia é parte importante na complexa composição da qual os líderes e os transformadores sociais são constituídos. Sem ela, arte, ciência e sociedade não avançam. O reitor da USP não tem o direito de sufocar a rebeldia da juventude universitária, como foi feito durante a ditadura militar, pois o país derrubou a ditadura.

A reação dos estudantes da USP à prisão, truculenta ao que tudo indica, dos três estudantes por portarem maconha é auspiciosa por sinalizar o reacender da rebeldia do jovem, expor esta coisa mal resolvida que é a política de drogas e retomar a questão dos direitos individuais que o autoritarismo cerceia mais e mais, mesmo agora, décadas depois da derrubada da ditadura.

A autonomia universitária

Estudantes e professores universitários serem interpelados indiscriminadamente por PMs no campus da universidade, revistados, tendo de abrir bolsas e mochilas, como tem sido noticiado, e isto em caráter permanente, pois a ocupação é permanente, é abuso que nem no tempo da ditadura militar aconteceu. Houve intervenções, invasões, prisões e violência, mas não ocupação policial militar permanente. A USP, por meio de seu reitor e do governador de SP, ultrapassaram até o limite de autoritarismo que a ditadura se impôs. É grande atraso.

Percebe-se, também, que o reitor não age como parte da comunidade acadêmica, mas como infiltrado, como interventor que atua a mando de terceiros, que lá está para impor vontades extra acadêmicas, isto é, a vontade dele mesmo, a revelia de funcionários, professores e estudantes, e a vontade de pessoas estranhas à universidade, como o governador do estado. O uso da polícia estadual para constranger professores, funcionários e estudantes, quando o que se esperava dela era proteção a estas pessoas, comprova o ponto. Intimidação policial militar não se coaduna com universidade e muito menos com autonomia, mas com ditadura.

A farsa da autonomia universitária na USP fica mais evidente ainda quando se toma conhecimento de que o atual reitor não ganhou as eleições para o cargo, mas foi o segundo melhor votado, e bem distante do primeiro. Mesmo assim, Serra o escolheu, desacatando a vontade universitária expressa nas urnas, desacato que não ocorria desde a ditadura militar. A lógica de Serra subjacente à decisão é simplória: escolhendo o segundo, o futuro reitor fica a dever-lhe favor, e será pessoa dele, não da universidade. O reitor é corpo estranho à universidade, ao menos enquanto reitor. Este reitor não representa a universidade, mas o governo do estado de São Paulo.

A quebra da autonomia universitária da USP iniciou-se com Serra e vem sendo mantida por Alkmin, não vem de agora.

O papel da universidade

Se repressão violenta consertasse alguma coisa, presidiário seria reabilitado. Universidade não é casa de correção, não é o SAM redivivo.

A USP tem departamentos de sociologia, história, direito, medicina e áreas correlatas. É centro de reflexão e debate civilizado, e deveria estar adiante de práticas autoritárias de imposição de vontades exógenas mediante força policial e violência. A Sociedade espera, ao contrário disto, que a universidade seja capaz de resolver suas disputas internas com inteligência e negociação, sem apelar para a violência, como pretendeu o reitor (incrível ter sido o Judiciário que agiu na busca do entendimento e do bom senso, e não a direção da universidade).

Caberia à direção da USP, ao invés de recorrer a forças policiais para destruir a desejável rebeldia dos jovens, não apenas negociar, mas debruçar-se sobre as causas profundas da questão, tanto das drogas quanto do processo de escolha de reitores e, ainda, sobre as respostas a movimentos sociais e assemelhados. Recorrer a soluções já postas que provocam causadoras de confrontos e de prejuízos sociais não é o papel de universidade.

A direção da USP poderia sair por cima da dificuldade, ser exemplo para todos, pois está instrumentalizada para tal, mas sairá por baixo.

 

O texto começa com uma Falácia do Espantalho*****. vejamos:

1. "Richard Dawkins questiona algures o que não seria da física e da ciência se Newton tivesse se dedicado integralmente a ela, ao invés de ter perdido tempo com discussões estéreis, como as sobre religião."

2. "... se Newton tivesse se abstido das atividades extra-científicas, assim como os grandes cientistas da primeira metade do século XX, em geral bastante engajados politicamente, teria sido tão medíocre quanto a grande maioria dos pesquisadores da atualidade."

Dawkins se refere a discussões estéreis (óbvio que quem o conhece um pouco sabe que ele está se referindo quase que exclusivamente à religião), o autor do texto acima ultrapassa a interpretação dizendo que toda atividade extra-científica, incluindo política, seria estéril na visão de Dawkins. Pode-se acusar o biólogo de várias coisas, menos de não dar importância a "atividades extra-científicas" e não ser engajado, oras.

*****"A falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um oponente. "Armar um 'homem de palha'" ou "tramar um argumento 'homem de palha'" é criar uma posição que seja fácil de refutar, e em seguida, atribuir essa posição ao adversário. Uma falácia do homem de palha pode ser de facto uma técnica de retórica bem-sucedida (isto é, pode conseguir convencer as pessoas) mas, é realmente uma falácia desinformativa porque a argumentação real do oponente não é refutada."

 

Maria Utt, acho que a "Falácia do Espantalho" serve a vc, e é sério, a argumentação que vc usa está, como posso dizer, bem sui generis!

Sério, vc recortou o parágrafo como bem entendeu, e fez a sua leitura, como vc diz, ou é de alguém, pois estão com aspas:

"A falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um oponente. "Armar um 'homem de palha'" ou "tramar um argumento 'homem de palha'" é criar uma posição que seja fácil de refutar, e em seguida, atribuir essa posição ao adversário."

De fato, esse parágrafo citado acima representa bem o que vc fez, senão vejamos, vou grifar as partes que são completamente diferentes de sua interpretação:

"Richard Dawkins questiona algures o que não seria da física e da ciência se Newton tivesse se dedicado integralmente a ela, ao invés de ter perdido tempo com discussões estéreis, como as sobre religião. Não lembro se ele faz a mesma pergunta sobre Einstein, Heisenberg e outros físicos e cientistas da primeira metade do século XX. De qualquer forma, chuto uma resposta à sua pergunta: se Newton tivesse se abstido das atividades extra-científicas, assim como os grandes cientistas da primeira metade do século XX, em geral bastante engajados politicamente, teria sido tão medíocre quanto a grande maioria dos pesquisadores da atualidade".

Veja que há um recorte, entre cientistas do início do sec. XX - Einstein e Heisenberg e poderíamos incluir outros - e os da atualidade, que é o nosso tempo - sec. XXI -, que são os cabeças de "neutralidade acadêmica" e distantes dos assuntos "extra-científicos! Sacou?

Apesar de achar que deve existir vários cientistas - quem são eles? -  da "atualidade" que estão engajados em questões extras-científicas!

Vc novamente:

"Dawkins se refere a discussões estéreis (óbvio que quem o conhece um pouco sabe que ele está se referindo quase que exclusivamente à religião), o autor do texto acima ultrapassa a interpretação dizendo que toda atividade extra-científica, incluindo política, seria estéril na visão de Dawkins. Pode-se acusar o biólogo de várias coisas, menos de não dar importância a "atividades extra-científicas" e não ser engajado, oras."

Primeiro, outra falácia do, como é mesmo, espantalho, se Dawkis achasse que a discussão sobre a religião fosse estéril ele não dedicaria o tempo que dedica a ela, desconstruíndo mitos e meia verdades por ela produzidos ao longo da história.

Mas voltando ao seu texto "desconstrutivista", "o texto acima ultrapassa a interpretação"(Maria Utt), acho que o seu ultrapassou a "interpretação"! Sorry, não pude deixar passar.

O cara do texto em nenhum momento criticou Dawkins n'uma suposta interpretação equivicada do mesmo, quem fez isso foi vc, com o texto do mano aí, novamente, sorry!

Flw

 

Veja que há um recorte, entre cientistas do início do sec. XX - Einstein e Heisenberg e poderíamos incluir outros - e os da atualidade, que é o nosso tempo - sec. XXI -, que são os cabeças de "neutralidade acadêmica" e distantes dos assuntos "extra-científicos! Sacou?

Sim, e ele pega o pensamento de Dawkins sobre Newton para acusá-lo de corroborar com o comportamento de "neutralidade acadêmica", quando na verdade é bem provável (provável, porque depois de "algures" podemos bem escrever o popular "[carece de fontes]") que o biólogo estivesse apenas, como aliás é bem próprio dele, criticando a religião.

O cara do texto em nenhum momento criticou Dawkins n'uma suposta interpretação equivicada do mesmo

Óbvio que sim, tanto é que depois ele retoma: "se Newton tivesse se abstido das atividades extra-científicas"... "teria sido tão medíocre quanto..."

O problema aqui é interpretar o pensamento de Dawkins como se ele se referisse a toda e qualquer atividade extra-acadêmica. Esse é o ponto: 1. Dawkins "afirmaria" que cientistas deveriam se concentrar somente em ciência 2. O autor do texto afirma que se cientistas se concentrarem somente em ciência serão medíocres. Particularmente concordo com o último ponto, só não concordo com o "afirmaria" (1) atribuído a Dawkins.

Primeiro, outra falácia do, como é mesmo, espantalho, se Dawkis achasse que a discussão sobre a religião fosse estéril ele não dedicaria o tempo que dedica a ela, desconstruíndo mitos e meia verdades por ela produzidos ao longo da história. 

Dawkins não acha que a discussão sobre religião é estéril, mas que a religião, ela mesma, é estéril. Há uma diferença aí.

Sobre eu cair da falácia do espantalho, acabei de perceber que é um argumento perigoso, porque sempre o interlocutor, na réplica, pode acusá-lo de cair na mesma armadilha. Sobre recortar o que eu bem quis, acredito que me concentrei no que era necessário.

 

E cinco estrelinhas para seus dois comentários!

E votei no meu coments - "que feio! uhhh!"- só que coloquei só duas "star's" pq errei, mas não sou modesto! (rs)

Flw

 

Tens Razão, Maria Utt, sorry!?

Forcei a mão, te fiz (sua argumentação) de "espantalha"! Não precisa ter cuidado, não, em usar esta "argumentação" do espantalho, nada que o "debate" mesmo que virtual não vá "esclarecendo" aos poucos as coisas! Ou vc espera ser sempre suficientemente clara e definitiva!? Acho que isso não é possível, né?, mas...

E mais uma vez, foi mal ae mana! (rs.)

Flw

 

Sem problema, geralmente me acusam de não ser suficientemente clara e geralmente têm razão, hehehe

 

Deve ser por isso que o pessoal costumeiramente invade as reitorias de Harvard, Caltech, Yale, Princeton, MIT, Stanford, Oxford etc..

 

Ta de brincadeira ??!!

 

Pode ser que não se tenha "invasão" em Harvard, Yale, Princeton, MIT, etc, mas que fumam maconha e outros que tais lá, ah!, isso fumam!

Flw

 

E que a polícia entra sim em suas dependências, ah , isso entra !

 

Não sei se entram lá, não, mas já que vc afirma vc poderia citar um exemplo, que fumam unzinho, fumam, até o Felps, sabe, aquele atleta de natação "morfou" unzinho n'uma festa dos universitários - quer dizer, para vc, vagabundos, maconheiros, e que tais! -  da Universidade da Carolina do Sul, em Columbia!

É, mano, a "cultura da droga" extrapola os esteriótipos!

Flw

 

O phelps fumou a macoinha dele, e nem por isso deixou de ser punido. O problema é vc saber que está errado e mesmo assim ainda bater o pé. E foi isso que tudo começou.

 

Agora me diz.. com mais usuários dentro da faculdade, mais droga e mais violência.

 

Tem que repreender mesmo!

 

Cansada do povo confundir liberdade de expressão com baseado! Já enxeu o saco!

 

Nunca li tanta porcaria junto !!!!

A USP não seria uma das melhores faculdades caso não existisse maconheiro estudando por lá ?!?!?!

Depois ainda tem quem não saiba porque o Brasil está a bosta que está... as pessoas aqui se preocupam mais em fumar maconha e destruir patrimônio público, do que estudar e trabalhar !!!! Se não bastasse, se negam a acatar ordem judicial se achando acima da lei.... deprimente a atitude dessas pessoas que nem coragem de mostrar a cara tem, enquanto depredam a instiuição, de quem escreveu, e de quem publicou !!!!

 

É o texto traz algumas questões boa para o debate, tanto de PM's na USP, como o que é produzido nela. Cadê, os "cordeiros" e "ordeiros" para dizer que os estudantes da USP e as áreas de humanas só tem "vagabudos e invasores"!

Sorry, como disse o camarada do texto, esses ranking's são um bela porcaria "gringa", mas já que é para usá-los como parâmetro... segue o melhor parágrafo do texto:

"Bem... talvez estivesse fora do ranking das 200 melhores: dos nove cursos que aparecem entre os 200 melhores, nas diversas áreas, seis – filosofia, sociologia, história, lingüística, ciência política e geografia – são da FFLCH. E se esses alunos estavam fumando maconha e fazendo greve, é de se questionar, então, o que estavam fazendo os demais dos 198 programas de pós da USP. Assistindo tevê, lendo Folha e Veja?"

Flw

 

Essa aí matou mesmo os difamadores.

 

  Não sei o que o Richard 171 Dawkins faz aqui, se ele como bem disse, esquecesse o assunto "religião" talvez servisse de fato à ciência, inventor de duas grandes bobagens: "memes" e "gene egoista", duas teorias que  dizem o que todo mundo já sabe com uma embalagem nova como se fosse uma super descoberta,   Dawkins está longe de ser um Darwin moderno embora ele ache que seja, não entendo por que o sujeito é evocado em tudo quanto é assunto.  

  Quanto A USP se tem todos falam dessas belas qualificações por que não deixam comandar a universidade os repondaves por todos esses predicados já que eles tem reconhecida competência. Porque não deixam de xingá-los e acatam a decisão dos USPianos sem interferências de governador ou o diabo à 4 ?