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Wikileaks: os EUA sabiam do golpe

Por Waldyr Kopezky

Nassif, isso é uma "bomba".

Do blog Doladodelá

Uai, quer dizer então que eles já sabiam?

O documento é de 23 de março de 2009 e foi vazado pelo Wikileaks. Produzido pela embaixada dos Estados Unidos em Assunção, o memorando previa que Fernando Lugo seria derrubado por meio de um golpe parlamentar – exatamente como aconteceu na última sexta-feira, quando o presidente eleito do Paraguai foi substituído por seu vice Federico Franco.

Enquadrado como “confidencial” por Michael J. Fitzpatrick, o texto diz o seguinte:“Rumores indicam que o general Lino Oviedo e o ex-presidente Nicanor Duarte estão trabalhando juntos para assumir o poder por meio de instrumentos (predominantemente) legais que deverão afetar o presidente Lugo nos próximos meses. O objetivo: capitalizar sobre qualquer tropeço de Lugo para iniciar o processo político no Congresso, impedir Lugo e assegurar sua supremacia política (...) A revolta relacionada a um programa de subsídios para agricultores por meio de ONGs foi considerada um pretexto para o impeachment antes que Lugo abandonasse o programa. Para um presidente que enfrenta muitos desafios – disputas políticas internas, corrupção e a percepção de que seu estilo de liderança é ineficiente – Lugo deve se preocupar para não cometer um erro, que seria seu último.”

Até agora, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não se manifestou sobre o golpe de Estado no Paraguai. Na Rio+20, o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, foi cercado por seguranças quando tentou saber da secretária de Estado Hillary Clinton qual é a posição dos Estados Unidos a respeito da crise.

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+37 comentários

Se eles sabiam, não era bola de cristal, não era premunição do futuro!


Se eles não trabalharam, consentiram!


É uma VIOLÊNCIA contra o Mercosul e por fim ao BRASIL!


Nossas instituições para eles não valem nada!

 

Srs., a questão não é sobre a aparente eficácia dos serviços de inteligência nos EUA ou da  suposta falha do Itamaraty (que é órgão de DIPLOMACIA, não INTELIGÊNCIA/espionagem)...

A questão é: se SABIAM, por que não DENUNCIARAM - ou melhor, ATUARAM ANTECIPADAMENTE para que um governo e seu sistema democrático não fosse ameaçado/abalado?

É claro que a resposta é que aos estadunidenses INTERESSA a mudança da presidência paraguaia, pois são ALINHADOS a uma oligarquia dominante no Paraguai favorável a seus interesses.

E tome base militar, Aquífero Guarani, etc. O próximo alvo é a Bolívia, estejam certos.

 

Creio que a pergunta errada está sendo feita. Ora, é esperado que os EUA se mantenham informados de tudo que acontece, precisam defender seus interesses. Não há prova de que tenham estimulado ou feito parte de um golpe. 

A real pergunta é: se sabem que um golpe ocorreu, como podem reconhecer o novo presidente? Como podem aceitar que Lugo seja deposto? Esta é a pergunta que interessa nesse momento. 

A opinião pública global deveria usar esse documento do Wikileaks para forçar os EUA a renegar esse golpe. E exigir eleições imediatas, já que parece improvável que Lugo retorne.

 

Por essas e outras não se pode abandonar o Assange a própria sorte.

 

A traducao esta errada.  A palavra "inacreditavel" ou "desacreditado" ou "de baixa reputacao" (discredited" foi apagada logo da primeira sentenca.

Mais um erro de traducao na proxima sentenca.  (caindo de sono, mais tarde eu volto ao assunto)

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Obama pode manter aquela cara de bonzinho pois tem a Hillary para agir como buldogue. Se alguém  ainda conseguia ter alguma dúvida quanto à ausência de diferença entre democratas e republicanos, em política externa, o atual governo USA taí pra desmentir. Parece ser essa a forma da buldogue construir sua candidatura à sucessão de Obama.

 

Senhores, não devemos nos iludir. Quando o pré-sal estiver produzindo a todo vapor, os EUA, via CIA, emiscuir-se-ão na política brasileira. Virão forte para meter o dedinho do Tio Sam em nossos assuntos internos... quem viver verá...

 

ou seja, somos um pais de bananas pela sua otica não é mesmo?

se os EUA fossem metade do que vcs pensam que ele é e faz, eles seriam a potencia dominante por seculos a frente e não pode mais uma ou duas decadas!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Em algum momento eu disse que eles irão conseguir ou fracassar? Somente a história poderá dizer, mas que virão, virão...

 

Quando o pre-sal estiver produzindo os EUA não mais estarão importando petroleo. A participação do petroleo importado nos EUA caiu de 62% em 2005 para 47% em 2011.

Em 2020 estará em ZERO, graças às novas tecnologia de extração de shale gas a custos muito mais baixos do que há dez anos.

 

E tem um velho desejo dos EUA de criar bases militares no Paraguai, que foi frustrado pelo Lugo. A desculpa de que há terroristas na Tríplice Fronteira é pífia. Concordo que minar a integração é mais plausível. E uma base de drones ali é prato cheio. 

 

Ler.

Sem vontade e coragem política de Dilma e do PT, respondo. 

Nunca, nunquinha.

Com Bernalrdo nas comunicações e quando ocorrer um "golpe legal" não se espere nada mais, nada menos, do que um monte de gente, não nas ruas protestando, mas na frente das "telas globais" para assistir suas Gabrielas da vida.

 

Os EUA levaram 16 anos para reconhecer o governo Soviético. Apenas em 16 de novembro de 1933, conseguiram reconhecer o governo revolucionário da antiga URSS. De lá pra cá, o Departamento de Estado evoluio muito.

Hoje, o nível de eficiência é tamanho, ao ponto dos trâmites necessários para reconhecimento de novo governo teram encolhido tanto. Certamente, só a tecnologia permite tanta agilidade, possibilitando  aprovar como legítimo, um governo arrumado, antes mesmo da trapaça golpista se consumar. Vá à zorra com tanta competência.

Orlando

 

Caros geonautas,Uma analise do Azenha que merece ser lida e relida, os pingos nos "is", matou a cobra e mostrou o pau, diria o "troco" americano ao Brasil no "acordo" Brasil-Turquia-Irã:(...) "O que aconteceu em Assunção foi uma estupenda vitória do Departamento de Estado e uma fragorosa derrota, ao menos até agora, do Itamaraty." Viomundo: El Pulpo trocou de nome

 http://blogln.ning.com/profiles/blogs/viomundo-el-pulpo-trocou-de-nome

 

 

Menino de Engenho - engenharia de idéias e laços sociais. “A leitura do mundo antecede a leitura da palavra”. Quem sou e de onde vim?: http://www.advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/quem-sou-e-de-onde-vim

Preventivamente, o Brasil deveria adotar o mecanismo da consulta popular em casos de necessidade de apear um Presidente da República de seu posto. Seguindo-se aí o pressuposto de que se o povo deu, somente ao povo cabe tomar. Nesse caso, tratando dos chamados crimes comuns: assassinato, roubo, estupro, etc. o processo deveria ter prioridade no STF. De forma que somente após julgado e transitado o chefe do executivo poderia sofrer as penalidades previstas na Lei.

Com a superação dos métodos que optavam pela força bruta, os golpes parlamentares e judiciários tendem a se tornarem muito comuns na América Latina.

Portanto, cuidemo-nos nós.

A propósito, estou esperando quando o PT vai começar a governar com vistas ao aprimoramento e fortalecimento das instituições democráticas. LULA passou oito anos, e nada fez nesse sentido, Dilma já vai no seu segundo ano e nenhum aceno de que será diferente.

O povo não necessita somente de ração. É preciso olhar mais adiante, bem distante mesmo.

Aprimorar a democracia é dever de todo estadista. Senão, por qualquer risco de perder os privilégios a burguesia se põe a clamar por um 18 brumário (militar, parlamentar ou judiciário, tanto faz!).

 

Ta aí o exame DNA mostrando que os EU é o pai da criança.

 

Esta lá para quem quiser ver;

http://wikileaks.org/cable/2009/03/09ASUNCION189.html#

 

Quando sera que os americanos vão aprender a conviver em paz com o resto do mundo ???

 

No dia em que uma Embaixada Americana for instalada em Washington e eles mesmos sofrerem um golpe de estado!!!

 


 

 

Lá não precisa de embajadas, quando eles não gostam mandam matar. Aí dizem que foi a máfia, um louco ou um ator perdido na multidão, ou um fã que quis entrar para a história. Nunca ouviram a expressão "Ele pensa que é a bala que matou John Lennon", dirigida a alguém que se acha?

 

Joao Maria, as embaixadas americanas JA estao instaladas dos EUA.  O nome coletivo delas eh DHS.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

 

El Pulpo trocou de nome, mas continua atacando

publicado em 24 de junho de 2012 às 22:04

por Luiz Carlos Azenha

Quem quer que tenha conhecimento mínimo da política externa dos Estados Unidos sabe qual é o peso, na América Latina, de “la Embajada”. Não é preciso nem identificar a qual embaixada nos referimos. O presidente do Equador, Rafael Correia, costuma repetir a piada segundo a qual só nos Estados Unidos o presidente não corre o risco de tomar um golpe: não existe embaixada norte-americana em Washington.

Estou lendo Bananas, de Peter Chapman, sobre “como a United Fruit Company desenhou o mundo”. United Fruit, ou El Pulpo, como era conhecida na região, O Polvo. Aliás, foi a empresa que inventou a fruta como commodity. Inventou também o conceito de república das bananas, que a opinião pública conhece de forma distorcida: não haveria república das bananas se uma empresa, com apoio de Washington, não fosse capaz de derrubar e ‘eleger’ governos e interferir de forma tão dramática na História das Américas. Ou seja, o tom depreciativo com o qual se aplica o termo tem que necessariamente identificar quem é que tanto fez para transformar repúblicas em caricaturas.

Sabemos muito pouco sobre o incidente que originou o pedido de impeachment do presidente paraguaio Fernando Lugo. O jornalista Idilio Grimaldi escreveu um artigo dizendo achar inverossímil que um grupo de elite da polícia do Paraguai tenha caído numa emboscada de camponeses. Nunca se sabe.

Eu sempre desconfiei de grupos de luta armada que surgem assim do nada, como o EPP, o Ejercito del Pueblo Paraguayo — até agora, pelo menos, não relacionado ao incidente que resultou na cassação do presidente do Paraguai. Pode haver militantes sinceros envolvidos no EPP, mas muitas vezes estes grupos podem se tornar veículos de interesses não identificados. Quando recebi um convite para visitar o EPP, no Paraguai, de um colega jornalista brasileiro, disse não ter interesse: eu não vou ajudar a promover estes caras, argumentei, não sei e não serei capaz de descobrir a quem eles servem antes da reportagem ir ao ar. Se não houver deadline, tudo bem, mas não aceito ser usado.

O EPP serve, por exemplo, mesmo que não queira, ao esforço para aprovar leis antiterroristas na região, promovidas pelos Estados Unidos e que também se encaixam em tentativas de criminalizar os movimentos sociais.

Já narrei no site antigo, que não está mais no ar, uma experiência que tive no Panamá, durante a crise que antecedeu a invasão dos Estados Unidos. Fomos chamados, jornalistas estrangeiros, para uma entrevista coletiva na base militar dos Estados Unidos no canal do Panamá — que já não existe. Um oficial norte-americano assumiu o podium e deu várias informações, uma delas dizendo que Fidel Castro tinha enviado alguns milhares de fuzis para o ditador panamenho Manuel Noriega, que estava sob pressão de Washington para renunciar.

O militar não apresentou nenhuma prova. Nem foto, nem grampo com áudio. Nada. Como as informações eram em off, ou seja, a fonte não poderia ser identificada, nem havia imagem — e eu trabalhava em TV –, simplesmente descontei a declaração. Porém, levei um susto no dia seguinte quando vi a “informação” na capa do Washington Post, atribuída a uma fonte militar de alto escalão.

Depois da invasão dos Estados Unidos e consequente derrubada de Manuel Noriega, onde é que estavam os fuzis do Fidel Castro? Não houve qualquer reação militar à invasão dos Estados Unidos e ninguém viu ou procurou os fuzis do Fidel. Os milhares de fuzis do Fidel sumiram na névoa. Tinham cumprido seu objetivo.

Há dezenas de incidentes similares registrados na História, como o que aconteceu no Golfo de Tonkin e deu ao presidente Lyndon Johnson autoridade para interferir num conflito que até então envolvia formalmente o Vietnã do Norte e a França (a participação dos Estados Unidos era clandestina). O incidente, do dia 4 de agosto de 1964, simplesmente não aconteceu. Um ataque de barcos patrulha norte-vietnamitas contra dois navios de guerra norte-americanos, o USS Madox e o USS Turner Joy.

Da revista Time: ”Através da escuridão, do Oeste e do Sul… intrusos audaciosamente, em velocidade… pelo menos seis deles… abriram fogo contra os destróiers com armas automáticas, desta vez a apenas 1.800 metros”.

Vários historiadores sugerem que os destróiers foram enviados justamente para provocar incidentes que justificassem a intervenção dos Estados Unidos. Se de fato houve um confronto no dia 2 de agosto, o do dia 4 de agosto simplesmente não aconteceu, mas foi amplificado pela mídia e usado como justificativa pela Casa Branca.

Johnson, que era candidato à reeleição, foi à TV, autorizou ataques aéreos contra o Vietnã do Norte e três dias depois recebeu do Congresso autorização para “tomar todas as medidas necessárias, inclusive o uso das forças armadas, para dar assistência a qualquer integrante do Tratado de Defesa Coletiva do Sudeste da Ásia que pedir assistência em defesa de sua liberdade”. Uma provocação apresentada como ação em defesa da liberdade.

Em resumo, os Estados Unidos têm uma longa história de:

1. Usar a diplomacia e a força militar para defender o interesse de suas empresas;

2. Usar a mão do gato para atingir seus objetivos, se preciso com falsificações.

No caso paraguaio, é altamente improvável que “La Embajada” não tenha sabido com antecedência e dado aprovação tácita ao impeachment fast food de Fernando Lugo.

Se o resultado final não interessasse aos Estados Unidos, Washington poderia muito bem ter consultado Brasília sobre a crise antes de se posicionar oficialmente. Afinal, o Paraguai é vizinho do Brasil e integrante do embrião de uma união econômica com o Brasil. Pensem na enormidade disso: o Paraguai é sócio do Brasil numa das maiores hidrelétricas do mundo, essencial para a economia dos dois países!

Mas o governo Obama reconheceu o novo líder paraguaio com uma rapidez espantosa, talvez só equivalente ao reconhecimento do governo de Pedro Carmona, na Venezuela, depois do golpe que afastou Hugo Chávez, em 2002.

Se não restava apoio político a Fernando Lugo, se não poderia concorrer à reeleição e estava na reta final do mandato, qual seria o sentido de afastá-lo?

Quem conhece o Paraguai sabe que a única chance que Lugo teria de influenciar as próximas eleições seria através do controle, ainda que parcial, da enfraquecida máquina do Estado. O poder econômico, legal e ilegal, está contra ele, para não falar de influentes poderes internacionais, como o Vaticano. A mídia paraguaia, obviamente, está majoritariamente com o poder econômico.

Se nossos jornais e emissoras de TV reproduzem acriticamente propaganda dos Estados Unidos, quando não simplesmente assumem para si o papel de defender Washington, mesmo contra o governo brasileiro, por que no Paraguai seria diferente?

A deposição veloz de Lugo, em algumas horas, tinha o objetivo de criar uma situação de fato, desarticulando as forças que o elegeram e reduzindo a influência delas nas eleições de 2013.

Internamente, garantia de que a influência da esquerda será praticamente eliminada.

Externamente, garantia de que a influência dos Estados Unidos será amplificada.

Se o Paraguai foi capaz de bloquear, graças ao Senado, a entrada da Venezuela no Mercosul, agora mais do que nunca poderá ser uma pedra no sapato da integração regional, que não interessa aos Estados Unidos.

Por ter vivido quase 20 anos lá, sei exatamente como funciona a política externa norte-americana. Ela é de Estado, nunca de governo. É por isso que Fernando Gabeira, que sequestrou o embaixador norte-americano no Brasil, jamais ganhará visto de entrada nos Estados Unidos, a não se que se torne presidente do Brasil e tenha algo muito bom para oferecer — o pré-sal, por exemplo.

É por isso que jamais os Estados Unidos vão aceitar a expropriação de empresas norte-americanas feita por Fidel Castro. Jamais vão engolir Hugo Chávez. Jamais vão aceitar um papel de liderança do Brasil que prejudique seus interesses econômicos imediatos na região, especialmente o acesso a recursos naturais como o gás e o petróleo.

Pelo contrário, Washington vai trabalhar ativamente, de forma constante e persistente, para dividir e conquistar, estratégia aplicada historicamente (no Vietnã, por exemplo, até hoje os Hmong, que vivem nas montanhas fronteiriças, pagam caro por terem prestado serviço aos invasores durante a guerra).

Não se trata de uma questão ideológica. É dividir e conquistar para pagar menos pelo cobre do Chile, pelo petróleo da Venezuela, pelo gás da Bolívia e para proteger os investimentos, as empresas e os interesses das empresas norte-americanas na região. Simples assim.

Ou vocês acham que as empresas norte-americanas que ajudaram a financiar o golpe de 64, no Brasil, estavam interessadas em nossas praias?

Parte da estratégia de Hillary ou de quem quer que venha depois dela consiste na delicada exploração do fato de que o Brasil é visto pela opinião pública de países vizinhos, pelo menos por parte dela, como dono de apetite imperialista. Faz sentido para o Paraguai, por exemplo, se equilibrar entre o Brasil e os Estados Unidos, cobrando concessões econômicas de ambos ao mesmo tempo.

Do ponto-de-vista de Washington, o Paraguai é um valioso peão para colocar pedras no caminho do Mercosul, da Unasul e de todos os organismos multilaterais regionais que excluam os Estados Unidos e, portanto, a influência dos Estados Unidos.

Estamos aqui no campo da realpolitik, não das firulas diplomáticas ou jurídicas.

O que aconteceu em Assunção foi uma estupenda vitória do Departamento de Estado e uma fragorosa derrota, ao menos até agora, do Itamaraty.

Uma derrota do projeto brasileiro de integração que, obviamente, é modelado para atender prioritariamente aos interesses políticos, econômicos, diplomáticos e militares do Brasil, ainda que muita gente por aqui torça — e trabalhe — por Washington.

 

Apenas a confirmação , porem nada a estranhar , os EUA adotaram a política da terra improdutiva para especulação no quintal do Sul. Não investem na terra , desprezam sua gente , praticam a mais valia. Comportam-se como coronéis latifundiários , daí a grande afinidade e a consequente submissão de parte da direita jurássica brasileira.

 

Caro Nassif,

Pode parecer meio fora do contexto, mas pense em uma instituição desacreditada é esta do Prêmio Nobel da Paz ?!? Pelo ao menos esta escolha que deu ao Obama foi extremamente infeliz.

 

Estava na"cara" que a CIA estava metida neste golpe parlamentar,  e é bem possível que ela esteja arquitetanto outros golpes nos países latinos americanos.  Como sempre esteve.

Os caras já tem um script tão certinho na hora de explicar o golpe,  tão bem urdido, que fica difícil não desconfiar.

 

Interessante. Quer dizer que o script do filme já estava pronto há bastante tempo. Afinal de contas, tudo o que está nesta mensagem de 2009 se concretizou em 2012. O que me chama a atenção é que, ao contrário da Venezuela que, em momentos de crise de governança consulta o povo através do chamado "recall", o Paraguai desqualfica o processo eleitoral, optando pelo golpe parlamentar apoiado pelas Forças Armadas. Na verdade estamos assistindo à colocação em prática da doutrina desqualificadora do processo eleitoral, uma invenção que não sei se é paraguaia ou americana. Tudo leva a crer que é produto paraguaio importado pelos EUA. Quando foi implantado na CF do Paraguaia o ítem desqualificador das eleições? Em 1992,  nos ventos da deposição de Collor, quando a velha imprensa descobriu-se pig. 

A doutrina Hillary: a gestação do argumento golpistaOs apologistas do processo eleitoral passaram a questioná-lo. Os argumentos que tiram da manga são de uma imoralidade que beira o ridículo. Dizem, por exemplo, que o que conta não são as eleições, mas sim a ação de governo; ou que o sufrágio contaminado de populismo é um engano (quando ganha a esquerda, é claro) e outras afirmações no mesmo estilo. A “doutrina desqualificadora da eleição” vem ganhando terreno em diversos setores políticos e já foi expressa, em reiteradas declarações, pela atual secretária de Estado dos EUA. O artigo é de José Vicente Rangel.

Quando o movimento popular latinoamericano se encontrava acossado, perseguido com inaudita crueldade pelos agentes de poder da região; quando a divisão interna da esquerda esgotava sua capacidade para converter-se em opção e o domínio dos partidos tradicionais era absoluto, as eleições constituíam o desideratum da política democrática. A instituição do sufrágio era a alternativa e a recomendação que se dava a quem praticava formas de lutas distintas, devido ao esgotamento a que estavam submetidas. O caminho era a incorporação à via pacífica e eleitoral.

Em resumo, a mensagem que era enviada a partidos políticos, grupos de ação e dirigentes deste universo que se movia na linha insurrecional consistia na adoção do voto como saída. Pode-se dizer que a vanguarda do movimento popular aceitou a recomendação, mas não é assim. O que ocorreu foi que o povo adquiriu consciência, os dirigentes superaram o maniqueísmo e assumiram sem peso na consciência a luta pacífica e democrática, por meio do sufrágio. O tempo acabou resolvendo o dilema luta pacífica versus luta armada. A evolução da sociedade e a maturidade de uma direção que compreendeu a nova realidade. O resultado foi impressionante. O movimento popular saiu do labirinto de um debate infinito e de sucessivas derrotas e se conectou à realidade de cada nação, colocando assim toda sua capacidade de luta, sua criatividade e coragem na direção correta.

Os setores populares passaram, em uma virada espetacular, do simples reformismo a processos de mudança social profundos, desconcertando o inimigo tradicional. A partir de então, em menos de uma década, a região presenciou a chegada de organizações populares ao governo em numerosos países. Não foi um milagre, mas sim um fato histórico: foi a comprovação da justeza de uma linha política.

Em função da experiência acumulada durante uma década de derrotas, agora o inimigo ideológico e político se dá conta do erro em que incorreu quando sacralizou o sufrágio eleitoral e incentivou o movimento popular a desenvolver a luta de massas legalmente. E, obviamente, a reação não tardou. Os apologistas do processo eleitoral passaram a questioná-lo. Os argumentos que tiram da manga são de uma imoralidade que beira o ridículo. Dizem, por exemplo, que o que conta não são as eleições, mas sim a ação de governo; ou que o sufrágio contaminado de populismo é um engano (quando ganha a esquerda, é claro; não quando ganha a direita) e outras afirmações no mesmo estilo.

O que poderíamos definir como “doutrina desqualificadora da eleição” toma corpo em setores políticos, partidos, ONGs, elites intelectuais, grupos universitários, empresários, proprietários de meios de comunicação. Uma colunista venezuelana abordou o tema cruamente e afirmou: “É preciso entender que a democracia não é sobre eleições, mas sim sobre instituições”. E um prefeito envolvido em ações desestabilizadoras sentenciou: “Chávez usa a democracia para destruí-la”. Como estas há muitas outras expressões reveladoras do propósito de desqualificar o voto do povo, de questioná-lo, para atribuir-se o direito de julgar a democracia não por sua origem, mas sim pela opinião que os poderes fáticos, os grupos de pressão nacionais e transnacionais têm sobre ela. Ou seja, que a qualidade democrática e um governo dependeria de valorações de caráter subjetivo e seria alheia à origem do mesmo.

Por que o título deste artigo? Porque em reiteradas declarações a atual Secretária de Estado dos EUA manifesta esse ponto de vista. Em entrevista a um canal de TV venezuelano, sustentou que “a democracia não é só eleições”. Claro que não, mas a que se deve a ênfase nesta afirmação? Ela logo desenvolveu sua afirmação: é preciso privilegiar a avaliação da noção “governo” e dar-lhe prioridade em relação ao processo eleitoral. Na concepção que a senhora Hillary Clinton começa a manejar, desvaloriza-se – ou, caso alguém não goste do termo, minimiza-se – o que no passado foi fundamental: a decisão do povo expressa nas eleições; e, logo em seguida, se valoriza a pretensão de que o que define a democracia é a gestão de governo. Mas na teoria universalmente aceita é o voto popular que outorga legitimidade e constitui a origem da democracia, enquanto que o ato de governo é circunstancial e sempre polêmico, uma vez que é avaliado em função de critérios políticos, o que, normalmente, é feito por grupos de pressão nacionais e internacionais.

Mas esta consideração sobre a valoração de conceitos como eleição e governo, já não é teoria, mas sim prática, como acabamos de ver acontecer em Honduras. O governo de Zelaya era (é) um governo legítimo, constitucional, produto do voto dos hondurenhos. Mas a concepção de que a origem, o voto, é relativo e o que conta é a conseqüência, o governo, abriu as portas aos golpistas militares e civis de Tegucigalpa no dia 28 de junho. Todos os preconceitos que a sociedade civil acumulou durante décadas contra a proeminência militar e a rejeição ao golpe de Estado, viraram fumaça quase que imediatamente. Aqueles que trabalham para golpes militares contra governos eleitos popularmente, sentem-se tacitamente apoiados. Na Venezuela, por exemplo, vemos aqueles que questionam o apoio dos militares a um regime constitucional, resultado de uma eleição, apoiando descaradamente os militares que derrubaram Zelaya. Por enquanto o governo Obama-Hillary equilibra-se na corda bamba das pressões e faz concessões à ultra-direita mundial quando alimenta uma inefável iniciativa que golpeou a instituição do sufrágio como fonte de poder. O que equivale retornar ao tenebroso passado golpista.

José Vicente Rangel é ex-vice presidente da Venezuela e ex-chanceler do governo Hugo Chávez.

Tradução: Katarina Peixoto

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16315

 

Blog do IV AVATAR

Sinceramente?

A mensagem se limita a reportar fatos, e tecer comentarios sobre possibilidades; coisas que eu imagino que sao feitas todos os dias em uma embaixada.

Por exemplo: em 2005, no auge da crise do mensalao, eu imagino que o embaixador dos EUA no Brasil deva ter alertado para a hipotese de impeachment. Isso nao significa que tenha havido qualquer influencia dos EUA nesse sentido.

Se os nossos embaixadores nao sao capazes de manter o nosso governo informado sobre esse tipo de eventualidade, o problema e' nosso.

O embaixador norteamericano no Paraguai estava apenas fazendo seu trabalho.

 

haja inocência...

 

Caro foo, é preciso alimentar a mitologia.

 

 Esse texto tem conclusões questionáveis mas as informações são estarrecedoras e podem explicar porque a Hillary mandou barrar o fernando rodrigues da coletiva que daria

 http://www.diretodaredacao.com/noticia/assuncion-nas-garras-do-condor

 quanto ao texto do Post, confirma o que todos sabiam.

 

Esse texto citado => do blog "Direto da Redação", fala de uma Base Militar americana no Paraguai, na cidade de Mariscal Estigarribia, no norte do Paraguai .

Pesquisei no Google Earth e lá EXISTE uma PISTA (aeroporto?) com 3,51 km...

Att.

Martin

(Obs.: Tive dificuldades em conseguir as coordenadas pois estou, agora, com um NETbook.)

 

e agora, AA e "et caterva" ? (carapuças jogadas no alto e serão apanhadas em 3, 2, 1...)

 

e agora o que?

isso apenas prova a qualidade do pessoal diplomatico americano, dizer que isso foi um complô americano e coisa de maluco por conspirações.  O Itamarati e que comeu mosca nessa estoria toda!!!!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Isadora Bonder compartilhou a foto de PartidodosTrabalhadores.PT divulga nota sobre golpe no Paraguai

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores manifesta seu total repúdio e condenação ao afastamento do presidente constitucional do Paraguai, Fernando Lugo, legítimo mandatário daquele país.

A direita paraguaia, valendo-se de sua maioria parlamentar, promoveu uma deposição sumária, na qual concedeu ao presidente não mais que duas horas para se defend...Ver mais
PT divulga nota sobre golpe no Paraguai

O Diretório Nacional do Partido dos Tra...

 

Voces estao querendo procurar pelo em ovo.

O impeachment se deu por quase unanimidade; e' de se esperar que qualquer um antenado com a realidade do Paraguai soubesse que o presidente estava andando sobre uma corda-bamba. Em outras palavras: eu imagino que o que aconteceu la' nao foi nenhuma surpresa.

Os EUA tem um embaixador no Paraguai; ele seria no minimo incompetente se nao tivesse mandado esse tipo de aviso para a matriz. Fico imaginando se o nosso embaixador la' nao tinha acesso a esse mesmo tipo de informacao.

Alem do mais, ele nao sabia *quando* o impeachment iria acontecer; ele so' sabia que era iminente.

 

que pureza... tsc, tsc, tsc...

 

heuaheuahuehauea