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A esquerda, a carne e o pragmatismo masoquista, por Igor Fuser

Enviado por Marcelo Soares Souza

Por Igor Fuser

No blog Outras Palavras

Na campanha eleitoral de 2014, a Friboi fez um donativo de 200 mil reais, declarados, em favor de Jair Bolsonaro, candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. O mesmo frigorífico foi um dos maiores anunciantes da mídia burguesa durante todo o período em que os principais veículos de imprensa, rádio e TV do país levaram adiante a campanha golpista.


Pois bem, como todos sabemos, os gigantes do oligopólio da carne, como a Friboi e a Brasil Foods, dona das marcas Sadia e Perdigão, foram denunciados por subornar fiscais da vigilância sanitária a fim de ocultar práticas ilegais que põem em risco a saúde dos consumidores. (Segundo o Sensacionalista, a carne da Friboi tinha até pelos do ator Tony Ramos…)

Diante do escândalo, qual é a reação de boa parte da esquerda?

Um militante mostra-se, numa rede social, preocupado com “a dissolução das forças produtivas”. Outros autores de posts e artigos, de variadas tendências políticas, denunciam, sem provas (e em alguns casos, nem mesmo a convicção), uma suposta conspiração imperialista para quebrar o capitalismo brasileiro.

Outros, mais cautelosos, se inquietam com a perda de mercados da pecuária brasileira na Europa e em outras regiões, com o avanço da concorrência e com as decisões de autoridades estrangeiras limitando as exportações brasileiras de carnes.

Não falta também quem reproduza, nos nossos espaços virtuais alternativos, o eterno argumento da direita de que o agronegócio é quem sustenta a economia brasileira, gerando divisas para o país com os seus negócios no exterior.

Nenhuma dessas ponderações é absurda, e a maioria dos que se manifestam nessa linha se situam no campo da defesa da soberania nacional e do desenvolvimento do nosso país.

Mas… peraí, não somos nós os que sempre afirmamos, desde os nossos tempos de movimento estudantil secundarista, que o latifúndio (atual agronegócio) é um inimigo do povo brasileiro? Não somos nós que nos revoltamos e indignamos sempre que trabalhadores do campo são perseguidos, agredidos, caluniados, presos e (como acontece frequentemente, ainda hoje) até assassinados, por lutarem pela reforma agrária?

Quem, senão nós, intelectuais de esquerda, temos denunciado, até perder a voz ou nos tornarmos chatos, o aberrante cenário da concentração das terras no país? E não é a pata do boi que está destruindo a Amazônia para fazer pastagens? Não são os grandes fazendeiros os culpados pelo genocídio dos guaranis no Centro-Oeste?

Mas, peraí de novo… Deve existir um plano genial por trás disso tudo, uma lógica. Ah, rá, aqui está: encontramos uma brecha na tramoia golpista! Esses pit bulls do aparato judicial-policial não imaginam a besteira que fizeram. Agora o agronegócio, ferido gravemente pelo denuncismo irresponsável, vem pro nosso lado e… crau! Fora Temer, acabou o golpe, diretas-já, quem sabe até uma Constituinte…

Calma, companheiro, acorde, chega de sonhar. O “rei da soja” Blairo Maggi continua lá, firmão, no Ministério da Agricultura. A Globo dedicou boa parte da sua programação de domingo, dia 19 de março, em horário nobre, para convencer os consumidores de que podem comprar a sua picanha sem medo. Enquanto isso, o Michel oferecia um jantar com carnes, nobres também, para os igualmente nobres membros do corpo diplomático em Brasília.

Será então (olhando por outro ângulo) que a situação no campo brasileiro mudou e nós não percebemos? Será que senhores das imensas sesmarias já não são os mesmos? A oligarquia rural já aceita conviver democraticamente e em paz com as organizações camponesas?

Doce ilusão. Leio no portal do MST que nesta segunda-feira, 20 de março, o mesmo dia em que ativistas, blogueiros e outros “formadores de opinião” do campo progressista enfatizavam o lado positivo (digamos assim) do agronegócio, no sul da Bahia trinta famílias sem-terra foram despejadas de uma fazenda (antes improdutiva) que ocupavam há dez anos.

No Paraná, militantes do MST continuam na cadeia, como detentos comuns, pelo “crime” de lutar pela terra, enquanto a truculenta repressão policial a comunidades indígenas no mesmo Estado continua causando mortes.

Cada um desses episódios tem na sua raiz a intransigência dos fazendeiros, ainda apegados ao costume colonial de tratar a questão agrária como caso de polícia. E a propriedade (muitas vezes, obtida ilegalmente) continua a ser encarada como um bem sagrado, em desafio à Constituição que enfatiza a sua função social.

Trabalho escravo, eu ouvi trabalho escravo? Centenas de trabalhadores dos frigoríficos mutilados, todos os anos, pela rotina massacrante no corte e preparo dos frangos?

O que é isso, compadre? Deixe de lado o que diz o Sakamoto. Vamos olhar o panorama mais amplo. O nosso inimigo principal não é o agronegócio, é o imperialismo. Uma aliança com o agronegócio? Sim, tudo bem, mas apenas uma aliança tática. Temporária.

Como? Repita, não ouvi bem. O quê? Você está me dizendo que as grandes empresas rurais do Brasil estão totalmente integradas nas cadeias globais de produção agrícola e pecuária? Que todo o esquema de sementes, fertilizantes, agrotóxicos, máquinas, tratores que impulsionam os recordes de produção do campo brasileiro, é tudo transnacional? Que a Friboi anunciou no ano passado que ia mudar a sua sede para Dublin, a capital da Irlanda, como um meio de evitar o pagamento de impostos no Brasil?

Mas que hora para lembrar disso! Você não está entendendo que as grandes companhias de capital brasileiro estão sendo perseguidas por forças (ocultas) externas? Sim, as grandes empresas em geral, não é só a Odebrecht, as empreiteiras. Querem acabar com tudo. Sim, até com os amigos deles, os sócios, os capitalistas brasileiros que sempre apoiam tudo o que vem de fora, que adoram Miami.

E a aquela minha ideia de organizar um evento em solidariedade aos frigoríficos? Não? Mas por que os empresários não querem? Como? Então eles nem deram retorno à tua chamada? Já tentou pelo whatsapp? E o nosso plano de B, um ato em frente à PF para protestar contra a perseguição às grandes empresas? Nem entrou na pauta da reunião, que pena.

Agora entendi. A Friboi, a Sadia e demais frigoríficos, na verdade, estavam do lado da Dilma, embora parecesse que estavam com os coxinhas. Não, não é bem assim? Apoiaram e participaram do golpe? Caramba! O Bradesco também? Sim, quer dizer, não, até certo ponto… Estavam, mas no futuro talvez deixem de estar, quem sabe. Ou não. Depende da conjuntura.

Ufa, caiu a ligação. Em boa hora. Esse papo estava ficando muito confuso. Mas valeu, beleza, acho que, finalmente, aprendi o que é pragmatismo, a arte de engolir sapos. Tipo assim, apertar a mão do Maluf em troca de 2 minutos diários no horário eleitoral.

Pragmatismo, no discurso da esquerda, é minimizar, relativizar ou flexibilizar certos princípios – ideias fundamentais de um projeto voltado para a transformação social no longo prazo – em troca de vantagens imediatas. Vivendo e aprendendo…

Alô, você, de novo? Não é bom falar em pragmatismo? Entendi, esse conceito não se aplica neste caso. De qualquer modo, acho que captei o mais importante. Certos amigos nossos estão a favor do apoio – tático, momentâneo, limitado – aos grandes frigoríficos, pecuaristas e oligopólios das carnes de ave e suíno, diante dessa ofensiva contra as nossas sagradas forças produtivas nacionais.

Assim, vamos obter algum saldo político, conquistar aliados preciosos, furar o cerco neoliberal e autoritário, avançar na nossa luta contra o retrocesso.

Não? Tudo vai continuar igual, o Lula ainda poderá ser impedido de se candidatar em 2018? E não ganhamos o apoio de nenhuma dessas empresas? Nada? E a previdência?

Acho que aqui temos uma novidade para os manuais da ciência política. Os livros dizem que o pragmatismo envolve concessões políticas e/ou ideológicas para alcançar resultados práticos. Uma espécie de barganha. Acabamos de inventar um novo tipo de pragmatismo: sem resultados de nenhum tipo em favor das lutas e das demandas populares, e nem mesmo a expectativa de obtê-los. O pragmatismo masoquista. Essa nem o Zizek explica.

Fonte: http://outraspalavras.net/brasil/a-esquerda-a-carne-e-o-pragmatismo-maso...

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27 comentários

Comentários

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Luiza1

Leonardo Estoppa dá o tom. Assistam !!

Para quem tiver tempo, assista aos 2 vídeos abaixo. Confrontem com os argumentos desse artigo e tirem as suas concluôes. Pensem geopoliticamente e reflitam, é por aí a questão da carne..

https://www.youtube.com/watch?v=KkYQJberwY0

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Luiza1

Qta ingenuidade!Negligenciar geopolítica é cegueira

A coisa não é por aí... Assistam o vídeo abaixo, aqueles que tiverem tempo, claro, e tirem as suas próprias conclusões diante do raciocínio raso desse artigo. O vídeo é bem resumido e dá uma idéia das questões envolvidas nessa questão da carne. É lógico que tem muito mais fatos de peso nos bastidores dessa operação de desmonte do setor da carne brasileira, mas o caminho para entender tem que começar de algum ponto, não é assim? Leonardo Estoppa, autor do vídeo, dá essa introdução

 

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Carlos A. M. dos Santos

Terceirização da luta de classes?

O autor recorre a uma simplificação extrema ao desconsiderar que mesmo entre setores da burguesia existem contradições e eque é tudo farinha do mesmo saco. Ao que parece, acredita que o aparato de repressão do estado prestou um favor à esquerda ao abater um setor da burguesia, inimiga fundamental do proletariado.

Isso lembra a tese de que se se a Lava Jato destruir Lula e o PT abrirá caminho para que a esquerda “verdadeira” chegue ao poder. Como diria o falecido Mané Garrincha, precisa combinar com os gringos antes.

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Poizé. Até quando vamos ficar

Poizé.

Até quando vamos ficar defendendo quem não quer ser defendido? Até quando vamos ficar nessa ilusão maluca de que "estão entregando" "nossas" empresas ao capital estrangeiro, quando as "nossas" empresas são as primeiras a se entregarem, felizes da vida, aos dólares que vêm de fora?

O capitalismo hoje é um fenômeno global. Ficar achando que podemos ter um capitalismozinho só nosso é de uma insensatez completa. E os empresários brasileiros sabem muito bem disso. Eles querem é uma sociedade com a AmBev, não uma indústria cervejeira nacional.

Já perdemos esse jogo em 1964. E, pelo visto, queremos perder de novo...

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Maria do Carmo Pereira de Oliveira

É muito simplismo

É muito simplismo achar que abater de um só golpe o segmento de carnes e derivados é lutar contra o latifúndio e seus males seculares... Ninguém defende o latifúndio! Ninguém defende latifundiários adeptos do escravismo no campo! Ninguém, na esquerda, imagina que o latifundio não seja um dos grandes problemas deste país! O que se está tentando entender é o porquê de uma operação dessas ocorrer em meio a uma crise aguda, que já jogou no lixo nossa indústria da construção pesada e está esfacelando a maior indústria nacional - a Petrobrás... O debate aqui, sem esquecer jamais as mazelas do latifundio, é o quê está acontecendo neste país, que destrói com golpes de britadeira supersônica setores essenciais de nossa economia, deixando um rastro de desemprego e miséria pelo caminho. Por que agora, quando o país está combalido, cambaleando diante do resto do mundo? Acaso esses malfeitos eram desconhecidos antes? É nessa perspectiva que se dá o debate, se começarmos a tergiversar sobre o assunto, estaremos reforçando aqueles que querem entregar o Brasil de bandeja ao capitalismo financista insano! Combatemos o latifúndio e o capitalismo, mas enquanto estivermos sob o sistema, não podemos jamais nos calar quando somos atacados de fora para dentro ou de detro para dentro, com o auxílio luxuoso da "troupe" de Curitiba e do juizeco de direita! 

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Esquerda perdida no tempo e espaço

Apart sobre o caso da carne:

Acho o fato original bem diferente. Vejo aqui uma extorsão de fiscais desonestos sobre empresas tradicionais do setor, ainda, com ingerência de partidos políticos para angariar fundos de campanha. Essa extorsão existe em quase toda a interface entre o poder público e privado. O que a PF devia fazer, em sigilo, é acompanhar o enriquecimento ilícito de fiscais, dos mais diversos segmentos, em todas as áreas e esferas do poder público: Federal, Estadual e Municipal. Uma empregada pública foi quem sumiu com o dossiê da Rede Globo. Cadê o dossiê?.

Esquerda?

Ao final, o que é esquerda? Ela não tem fronteiras nem limites geográficos? Alguns intelectuais de esquerda assimilam conceitos da Europa e discutem aqui, numa mesa de bar. Trazem modernidades intelectuais ao debate, enquanto o verdadeiro pobre brasileiro (que a esquerda diz defender), não quer ainda discutir o sexo dos seus filhos e prefere agora falar de emprego e saúde. O Bolsonaro e Marina têm crescido por conta de votos que a esquerda PIMBA (pseudointelectual metida a besta) tirou gratuitamente do Lula. Esses votos estão hoje na direita.

A esquerda do hemisfério norte quer acabar com o país-nação e torce pela globalização modernosa da convivência social, do terceiro banheiro e outros assuntos que para eles são importantes. No terceiro mundo, devemos primeiro recuperar uma nação para chamar de nossa e reimplantar a justiça social (hoje sendo extinta). Esquerdistas brasileiros se acham que fazem bonito lutando por ideias globais, aqui no Brasil, seguindo o jogo neoliberal. Enquanto defendem igualdade de gênero aqui, o movimento LGBT apoia na França à direitista Le Pen. No Brasil, pobre, que devia ser de esquerda, é eminentemente conservador nos seus costumes. Já o intelectual esquerdista brasileiro, conversa estes assuntos em boteco, longe de conviver efetivamente com as pessoas que acham estão defendendo. Intelectuais de esquerdas empurraram à direita milhões de brasileiros conservadores (conservadores nos seus costumes e crenças) ligados á igrejas evangélicas. A esquerda intelectual brasileiro está turbinando a crescida do Bolsonaro, por exemplo.

Como colocado pelo JB Costa, o esquerdismo teórico é uma doença da esquerda real.

Não sou contra rico brasileiro, mas sim contra coxinha que leva dinheiro fora, para Disney ou para comprar casa em Mimai, e que nada contribui para o desenvolvimento do Brasil. Eu quero que haja latifundiários e ricos brasileiros, para lavar a roupa em casa, desde que tenhamos ainda uma casa.

O esquerdismo sublima muitos anos de caminhada para a consolidação da nação e da implantação de políticas sociais e de integração, para antecipar (aqui no Brasil) a discussão sobre o terceiro banheiro em locais públicos (a bandeira de arco-íris reflete bem essa sublimada do problema de hoje para olhar um ponto extremamente distante, no próprio arco-íris), tema que poderia ser priorizado daqui a alguns anos.

Esquerda de um café de Paris trazida ao Leblon é uma armadilha do tempo e espaço, assim como a armadilha do déficit da previdência, que esconde 30 anos de contribuição do avô para hoje dizer que é o dinheiro do jovem quem “hoje” deveria pagar a aposentadoria do vovô. Cadê o dinheiro do vovô?

Pelo texto do post, dá a impresão que o Autor acha que o povão brasileiro compra carne empacotadinha, em Shopping

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Luís Guedes

Parabéns pelo comentário. O

Parabéns pelo comentário. O Augusto Boal (acho que foi ele) dizia que no Brasil direita é centro, centro é esquerda e esquerda não tem.

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Serjão

Fora do contexto

Ou não.

Por que a escória do Brasil e do mundo é chamada de elite?

 

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bonobo de oliveira, severino

A supremacia da pós verdade.

Não tem nada a ver o cólon com a cueca. Uma coisa é fazer uma investigação para sanear irregularidades. Outra coisa é fazer as investigações arrastarem-se em sigilo durante anos, sem apresentar denúncias para a correção dos desvios e, em momento escolhido com grande sensibilidade política, fazer pirotecnia e publicação de informações sigilosas para produzir impactos negativos em segmentos importantes da atividade econõmica brasileira, como fizeram e fazem o Daiello e esse delegado de puliça retardado, Moscardi Grillo. A exemplo do que faz a gangue do Moro já há três anos. A PF, o MPF e o judiciário seguem fielmente um enredo político partidário muito claro que até os mais incautos são capazes de entender. Não existem mais idiotas nem na suposta esquerda e nem na direita. O que existe é um suporte extraordinário de inteligência, financiamento e logística ofertado para quem se proponha a operar em favor do movimento golísta que também, evidentemente, está alinhado a intersses estrangeiros. Pose ser que ainda sobrevivam alguns idiotas em meio a essa suposta intelectualidade de esquerda, a considerar a vertigem de que trata esse post.

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Esquerdismo, doença infantil

Esquerdismo, doença infantil da Esquerda. Paráfrase do título do famoso ensaio de Lênin Esquerdismo, doença infantil do Comunismo. 

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Josinaldo gomes

A carne e a esquerda

Pertinente o comentário. Todavia, em um ambiente globalizado, politica de estado é o mundo real. Isto não quer dizer que não possamos combater as mazelas da nossa sociedade.

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Josinaldo gomes

Pertinente o comentário.

Pertinente o comentário. Todavia, em um ambiente globalizado, politica de estado é o mundo real. Isto não quer dizer que não possamos combater as mazelas da nossa sociedade.

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Zé Trindade

"Quem, senão nós,

"Quem, senão nós, intelectuais de esquerda, temos denunciado....."

No Brasil não existem intelectuais, o que dirá de esquerda.

"Pois bem, como todos sabemos, os gigantes do oligopólio da carne, como a Friboi e a Brasil Foods, dona das marcas Sadia e Perdigão, foram denunciados por subornar fiscais da vigilância sanitária a fim de ocultar práticas ilegais que põem em risco a saúde dos consumidores. (Segundo o Sensacionalista, a carne da Friboi tinha até pelos do ator Tony Ramos…)"

Oligopólios criados pela megalomania de Lula e sua política de campeãs nacionais como a Oi, Grupo X e Odebrech. Para a JBS o governo petista abriu os cofres do BNDES, 12 bilhões, para comprar e dizimar os pequenos frigoríficos e através do Cade, órgão do ministério da Justiça, aprovou, num crime de lesa pátria, a fusão da Sadia e Perdigão criando a BRF.

 

 

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WG

O ataque aos frigoríficos,

O ataque aos frigoríficos, pelo que sabemos, foi mais um golpe dentro do golpe. Com certeza, os capitalistas da carne apoiaram o golpe, mas milhares de empregos podem desaparecer. O lado mais fraco sempre perde. Do ponto de vista pragmático, a destruição do oligopólio midiático significaria enorme vitória para a população e para o futuro do país, mesmo à custa de alguns milhares de desempregados, mas esse braço da plutocracia, infelizmente, não sofre golpes, só aplica.   

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ze sergio

a esquerda....

Você escreve exatamente o que acontece no Brasil.. AMEM. Pelo menos rm pouco de sinceridade. Explicou a Gestapo Ideológica e a Bipolaridade Nacional. É a esquerdopatia tupiniquim que não tem projetos, nem discurso, nem saídas. Está morrendo de inanição. Este capitalismo combatido por alguns, foi implementado por Lula e Dilma Roussef. As "Campeãs Nacionais". Mas como aceita-las, se é preciso alimentar o MST e sua Revolução Socialista Bolivariana? Ataque aos indios? É muito pior na cidade que no campo. Quer exemplos? Na cidade e estado  de São Paulo tem aois montes. Ninguém levanta bandeiras.  Trabalho Escravo. Na cidade e estado de São Paulo tem aos montes. Ninguém levanta bandeiras, Destruição do Meio Ambiente, rios e águas. Na cidade  e estado de São Paulo tem aos montes. Ninguém levanta bandeiras. Mas nossa única elite, a Elite que parasita o Poder Público, viverá de que, sem discurso para ter um cargo público e paralisar o país enquanto acusa os outros por tal paralisia^? É a História Brasileira. Precisamos deles para mudar os fatos que eles mesmos impedem que sejam mudados? Só que o véu começou a cair....Cachorro atrás do rabo. A cada 30 anos alcança seu objetivo. E agora qual será a desculpa?  

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TIAGO MAXIMILIANO BEVILAQUA

Texto de professor que tudo sabe

Caramba, como o autor tem lições a dar a quem é de esquerda. Só ele entende o q deve ser feito ou dito pela esquerda.

Cara, vc  sabe que a perda de 10% das exportações pode levar ao desemprego 400 mil pessoas? Mesmo que seja a metade dessa estimativa feita por uma consultoria, uma beleza milhares de pessoas sem emprego na depressão em q estamos! Bom falar da cátedra cagando p quem se ferra. Ou será que estes desepregados serão revolucioários?

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Jorge Leite Pinto

Texto chato, simplesmente

Texto chato, simplesmente isso, chato e confuso.

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Quanto pior, pior

Há uma parcela da esquerda que acredita que quanto pior, melhor. Quanto pior estiver a economia e mais precária for a situação da classe trabalhadora, mais perto estaremos do momento purificador da revolução. É a impressão que se tem ao ler esse texto.

Em contraponto a essa visão, tem crescido a esquerda que entende, com maturidade, que quanto pior a situação econômica do país, pior será para a classe trabalhadora. Se a pessoa perde a dignidade e tem que vender sua mais valia por qualquer trocado para por a comida na mesa, isso não vai fazer dela uma revolucionária, mas apenas uma pessoa menos digna e mais brutalizada, incapaz de encontrar ou lutar por uma saída coletiva do buraco em que o capitalismo lhe enfiou.

É nesse sentido que, à esquerda, ninguém deveria comemorar a destruição da indústria do petróleo ou da carne (os proprietários da indústria naval ou petrolífera nacional, não se iludam, não eram um centímetro mais honestos, dignos ou racionais que os da indústria da carne).

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O Miguel do Rosário, do

O Miguel do Rosário, do Cafezinho, tb escreveu sobre o tema. 

Vale a pena a leitura.

 

http://www.ocafezinho.com/2017/03/25/operacao-carne-fraca-foi-o-segundo-...

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Gilson Otsedom

Politica Industrial

É como eu digo: uma coisa é defender uma Política Industrial para o Brasil, outra é defender criminoso sob esse argumento!

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a esquerda não é um time

Se fosse um jogo de futebol, esquerda x direita, Eu diria que a direita ganha de goleada. A direita tem um time truculento e sem a menor técnica , mas tem o juiz e os bandeirinhas do seu lado. Do lado da esquerda sobra talento , entretanto cada jogador é o seu próprio técnico e o resultado é um time sem defesa, meio de campo ou ataque. Para piorar a situação a goleira foi expulsa e botaram o centro avante no gol.

Hoje me inscrevi no site VR.com, o facebook russo. Entrei lá pensando encontrar uma festa do pensamento da esquerda brasileira. É terra de nínguém. As comunidades brasileiras são dominadas pela mais deslavada putaria e nenhum sinal do pensamento de esquerda. Mas adivinha quem já fincou bandeiras politicas por lá ?  Instituto Milenium, PSDB e rede globo. Eles são ruins, mas formam um time. Coisa que a esquerda nunca conseguiu.  

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correção VK.com

correção VK.com , o facebook russo.

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José de Sá Porfírio

A pergunta que fica no ar é a

A pergunta que fica no ar é a seguinte: No setor privado quando alguém comete um erro como estes que os policiais federais cometeram e a empresa é penalizada o cara com certeza é demitido. Num universo de 4800 frigorifícos em que 21 tem alguns desvios de qualidade no produto e que o foco da investigação era a corrupção e não a qualidade dos produtos, quem vai pagar este prejuizo para os empresários, o Brasil e os trabalhadores que foram demitidos?

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policarpo

Como dizia o velho filósofo

Como dizia o velho filósofo Aberlardo Barbosa:" "Eu estou aqui para confundir, eu não estou aqui para explicarrrr"

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Stalingrado

Infantil

  Parecem os textos da esquerda da década de 70 e 80.

  A teoria da vingança contra Blairo Maggi e Joesley esquece das vítimas, os trabalhadores.

  A briga por ser mais radical é puro egoísmo.

  Ridículo!

 

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Cel. Ludgero

Espalhafato faz mal

O que se critica é o espalhafato. Carne podre é rotineiramente vendida por todos os países do planeta; quando descoberta, os responsáveis são punidos e pronto. Aqui o "deep state" brasileiro fez um espalhafato e transformou a coisa artificialmente em um escândalo internacional; a mando de quem? Do "deep state" americano, ao qual o nosso está tão ligado (vide os livros do Moniz Bandeira).

Não confunda latifùndio com agronegócio. O que se critica naquele é sua baixa produtividade; já este é moderno e dinâmico e envolve não apenas terras, como também fábricas e rede de comércio. 

Como na cadeia de petróleo, com sua indústria associada, punam-se os responsáveis, mas não se acabe (ou entregue aos estrangeiros) as unidades econômicas que dela fazem parte. 

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Antonio C.

Comentário

Este texto mal escrito começa com uma mistificação: "esquerda"; qual, não se sabe. Mas se for mais analítico, o texto não funciona. Sobretudo pelo fato que o discurso liberal já contaminou há muito uma parte do que hoje é chamado de esquerda (liberais de esquerda, bem americano isso), "estudos de gênero" e quetais.

Desculpe, mas quando algo começa errado, nem adianta comentar o resto.

Mas o autor do texto utiliza dois termos: "masoquista" e "pragmatismo", que já li em um artigo da Boitempo sobre... Zizek.

Ahhh, colega. Coincidência?

Desculpe, aponte o dedo mas lave ele antes.

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