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O ponto de convulsão social com a greve geral, por Marcio Valley

Do blog do Marcio Valley

O movimento das placas tectônicas na crosta terrestre é produzido pelo acúmulo de tensão entre elas que, em determinado momento, alcança um nível insuportável e determina o terremoto que faz as placas se moverem, uma para cima e a outra para baixo. Esse movimento, ao mesmo tempo que destrói parte da superfície do planeta, faz surgir uma nova, produzindo uma reacomodação das forças e inaugura um novo tempo de paz geológica. Até que novo terremoto a interrompa.

As forças que movimentam os poderes da sociedade agem de forma similar. Ocasionalmente, um terremoto social produz uma modificação no cenário dos macropoderes que dominam a política. Entendam que não uso a palavra "política", aqui, como sinônimo de "política partidária-eleitoral". A verdadeira política é muito mais ampla e certamente seus maiores centros de poder não se encontram em Brasília. Um ou outro se localiza em bairros elegantes de cidades brasileiras, como o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

Vou dar um exemplo de movimento tectônico social.

Em Niterói, minha cidade natal, existem dois fatos históricos que provavelmente jamais serão esquecidos pela população. Um deles não tem nada a ver com o assunto: aqui ocorreu o maior incêndio da história do Brasil, em número de vítimas fatais, o incêndio do Gran Circo Americano. O outro é o que nos interessa: um exemplo histórico de movimentação da placa tectônica social. Antes da existência da ponte Rio-Niterói, praticamente toda a ligação com o município do Rio de Janeiro era realizada através do serviço de barcas. Até o ano de 1959, esse serviço de transporte marítimo estava nas mãos de um grupo privado, o grupo Carreteiro. Os proprietários só pensavam em enriquecer e, enquanto acumulavam mais e mais riquezas, adquirindo mansões e fazendas aos olhos do povo, prestavam serviços cada vez piores por preços cada vez maiores.

Em maio daquele ano, após mais uma greve dos marítimos, utilizada como justificativa para mais um pedido de aumento da tarifa pelos proprietários, a população se viu concentrada em frente à estação das barcas, sem condição de embarcar e sendo violentamente reprimida por militares que foram ao local para tentar contornar o problema. Não era pouca gente, pois as barcas transportavam metade dos niteroienses da época. Pois bem, após assistir várias pessoas sendo agredidas pelos militares, um dos populares teve a ideia de arremessar uma pedra em direção a uma das vidraças da estação hidroviária. Foi o que bastou para iniciar uma violenta catarse popular, que terminou com a estação completamente destruída.

Não satisfeitos, os populares se dirigiram ao escritório da empresa, em local próximo, e também o destruíram. Ainda com gosto de sangue na boca, a massa popular iniciou um caminhada de três quilômetros em direção à residência de um dos sócios da empresa. Avisados, ele e a família sabiamente fugiram antes da chegada dos populares. A casa foi saqueada, o que não foi levado foi destroçado, com os móveis luxuosos sendo lançados das janelas superiores e do telhado. Depois, foi incendiada. No dia seguinte, a família Carreteiro não era mais a proprietária da empresa, que foi estatizada. O episódio ficou conhecido como a "Revolta das Barcas" e Niterói, hoje uma cidade de classe média semi-dominada por um alinhamento ideológico "coxinha", foi consagrada na ocasião como a "pequena Bastilha".

O que isso nos ensina? A lição mais importante é que há um limite contingencial insuperável para a imposição de sacrifícios e espoliações à população, limite esse dependente de um alinhamento oportuno de inúmeros fatores. Ainda que necessárias, reformas estruturais capazes de redesenhar o modelo socioeconômico devem ser produzidas de forma sempre atenta ao humor da população, que é, na verdade, a origem do poder. Lição não aprendida por Maria Antonieta, na leitura da lenda urbana que circula sobre os croissants.

Impor uma sequência de graves reduções de direitos, que atingem indistintamente as classes sociais, sem uma discussão ampla na sociedade, sob uma embarcação de justificativas que fazem água por todos os lados e, pior, por um governo sem a legitimidade conferida pelo voto, é fazer um convite à convulsão social.

O mundo assiste, atualmente, à ascensão de uma direita raivosa, elitista e preconceituosa. No Brasil, não é diferente. Por essas bandas, os símbolos desse posicionamento abjeto, que no entanto já ousa dizer seu nome, são Bolsonaro e Dória. Essa direita fascistoide – além de golpista em terras tupiniquins – corre contra o tempo, auxiliados na tarefa por uma das piores representações do parlamento e do STF que já existiram na história nacional, pressionando pela mitigação extrema ou mesmo extinção dos direitos sociais e das garantias e liberdades individuais conquistados desde a promulgação da Constituição de 1988.

Forma-se, de forma ainda velada, um acúmulo elevado de tensões sociais bem capazes de provocar um terremoto político-social no país. Como dito, os primeiros sinais foram as invernadas de junho de 2013.

O sintoma mais relevante da aproximação de um distúrbio social, segundo penso, surge da constatação popular de inexistência de alternativas, ou seja, quando o indivíduo não encontra solução para a agressão que atribui ao Estado. Mesmo indefesos camundongos atacam quando não há fuga possível.

O segundo fator, por ordem de importância, ocorre quando a sonegação de direitos atinge conjuntamente as classes desfavorecidas e a classe média, exatamente o que ocorreu no caso da Revolta das Barcas. Não há força estatal de violência capaz de deter a massa quando a classe média se une à dos pobres na reivindicação de algum interesse. As invernadas de junho de 2013 são uma exemplo disso. Novamente um exemplo de protestos populares fomentados por valores abusivos de tarifa de transporte coletivo, as Jornadas de Junho uniram, principalmente, estudantes oriundos de todas as classes sociais, a maioria das classes média e pobre. Exemplos maiores de que os governos são incapazes de prever – ou minimamente desleixados quanto – as consequências da imposição de sacrifícios desmedidos e injustos ao povo são as revoluções Francesa e Russa, basicamente resultados de crises de abastecimento de alimentos, provocadas pela insanidade estatal, que atingiram, não somente os desfavorecidos, mas também as classes intermediárias.

A greve geral de hoje (28/4/2017), é a primeira grande sinalização para a classe dominante de que algo não vai bem no seio da população. É algo como se o povo estivesse advertindo: tomem cuidado, queimaremos suas empresas e suas mansões. Não faço apologia disso, apenas advirto para a forma como entendo os sinais.

Tudo aquilo que vier a acontecer, daqui em diante, ficará por conta da atuação de nossas Marias Antonietas. Se agirem com idêntico sarcasmo, oferecendo brioches inexistentes a quem tem fome de pão, o circo irá pegar fogo com muito mais violência do que a do incêndio do Gran Circo Americano.

O fator "prisão de Lula" é capaz de se tornar o catalisador desse terremoto.

Uma de nossas mais evidentes Marias Antonietas, o juiz Sérgio Moro vem, há anos, brincando com fogo na forma como trata processualmente o ex-presidente Lula. Submeteu um ex-presidente superpopular de uma das maiores nações do mundo ao inimaginável constrangimento de ser conduzido à força para depoimento, sem que ele nunca tivesse se oposto a ser ouvido. Moro literalmente fez muito, muito pouco da opinião pública.

Ninguém ousaria negar que Lula é um político de prestígio junto à população, que goza da simpatia de cerca de um terço dos eleitores do país. E Moro não errou por tratá-lo igual a qualquer acusado, mas diferente. Sim, porque qualquer ladrãozinho tem o direito de se manter calado na audiência onde será ouvido como acusado, dado que é princípio básico de direito que ninguém é obrigado a se defender. Se pode permanecer calado, para que o constrangimento público? E outra: mesmo testemunhas não são conduzidas coercitivamente senão após deixarem de comparecer à audiência para a qual foram intimadas.

Assim, outra conclusão racional não há senão a de que Moro pretendeu apenas ridicularizar e constranger Lula perante os cidadãos, um comportamento considerado insuportável para os eleitores daquele que é considerado, segundo pesquisas de vários institutos diferentes, um dos maiores e melhores presidentes da história do país. Aliás, é hoje o candidato que mais provavelmente seria eleito para presidente da República em 2018, o que reforça a importância de sua representação no imaginário popular, fato que Moro deveria, como autoridade pública, adotar a cautela e o decoro de respeitar. Ao agir como agiu, com a atitude blasé adotada pela rainha francesa, Moro passa idêntica ideia: a de que se considera, por deter fatia considerável do poder público (ela, rainha, ele, juiz), acima dos interesses do povo, podendo agir sem consequências. Na verdade, até agora as instituições judiciais superiores, salvo raras exceções, a ele tem dado suporte para pensar assim.

Além disso, com tantas revelações bombásticas sobre corrupções que chegam a valores incalculáveis, Moro direciona a maior atenção da Lava Jato ao que é percebido por parte substancial do povo como criações fantasiosas ou desimportantes, como o tríplex e o sítio de Atibaia. Das dezenas de testemunhas ouvidas, nenhuma – repito, nenhuma – foi capaz de provar que tais propriedades sejam de Lula. Pelo contrário, diversas já afirmaram que não são. Ainda assim, prossegue Moro em sua sanha persecutória. Todos sabem que irá condenar Lula, com ou sem prova.

O problema, para Moro, é que o caso de Lula de forma nenhuma será recebido como o de Mateus Coutinho de Sá. Ex-executivo da OAS, Mateus foi condenado por Moro em sentença na qual afirmava existir "prova robusta" de culpa. Ficou um tempo preso, durante o qual ficou desempregado e perdeu a família, pois, certamente por conta da pressão da prisão e da opinião pública, se separou da mulher e deixou de ter contato com a filha. Posteriormente, quando já destruído por Sérgio Moro, foi absolvido pelo TRF-4, que declarou a ausência de provas.

É importante destacar que o TRF-4 mantém praticamente todas as decisões de Moro, mesmo as que são contrárias ao Direito – já alegaram que a Lava Jato é uma ação penal de exceção e, por isso, pode se exceder em relação ao Direito –, de modo que, para ter concluído pela ausência de prova é porque essa carência era gritante. Repito: um inocente perdeu dinheiro, emprego e família pela atuação desastrosa e irresponsável de um juiz, Digo irresponsável porque, de fato, nenhum juiz pode ser responsabilizado pela interpretação que confere ao acervo probatório, ainda que prova nenhuma exista. Trata-se de senha certa para a ausência de impessoalidade, o que tentou ser corrigido pelo bravo senador Requião, mas que não seguiu adiante ante a grita dos prejudicados, inclusive a do próprio Sérgio Moro.

Todavia, dificilmente um erro dessa magnitude será admitida, não pelo TRF-4 ou pelos tribunais superiores, mas por grande parte da população. Não haverá como ocultar do povo os detalhes do processo. É bom que as Marias Antonietas dos tribunais estejam atentas – como dizem estar quando é para condenar políticos de esquerda – aos clamores populares.

A febre, como mostra a greve geral de hoje, já sinalizou para o agravamento da doença.

Nossas pomposas Marias Antonietas deveriam perceber os sinais e cuidar para que não faltem brioches. Brioches em falta, como testemunhou a França, por vezes causa incêndios, destruições e guilhotinamentos.

No blog: A greve geral e o ponto de convulsão social

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22 comentários

Comentários

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Excelente texto, sempre, Márcio.

Esticando a corda...

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Anna Dutra

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Sandro Pavezzi

Para pensar....

Os politicos e não politicos presos preventivamente pela Lava-jato o são pelo argumento de poderem destruir provas.

Os Deputados, Senadores, Ministros, Presidente, Governadores e outros mais, agora denunciados pela lava-jato também podem destruir provas.

Não podem então, os advogados deles também exigir que o STF mande prender também os demias investigados pelo mesmo argumento?????

Já faria uma grande reforma no executivo e legislativo, antes das eleições de 2018 e retardaria as mudanças que aí estão.

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É exatamente o que vai acontecer

É exatamente o que vai acontecer, O CIRCO VAI PEGAR FOGO. O estúpido  do TEMER  e a estúpida mídia golpista não entende que o povo não quer esse governo e não quer vê-lo fazer reforma nenhuma e por quê?  

1º - TEM UM PRESIDENTE ILEGITIMO;
2º - A MAIORIA DOS POLÍTICOS SÃO GOLPISTAS; 
3º - CORRUPTO
4 - NÃO TEM MORAL PARA FAZER QUALQUER REFORMA.

O povo não reconhece Temer como presidente e nem tão pouco o seu governo. O povo quer ver Temer, todos os ministros, deputados e senadores golpistas pelas costas e por culpa do Temer e dos seus aliados que são da mesma LAIA que a dele, por culpa do TSE e principalmente do STF os que se dizem "PROTETORES" da constituição e "DEFENSORES" do povo não liga e que COVARDEMENTE ignora tudo o que estão vendo, vão provocar  mais ainda a ira do povo seguindo para uma guerra cívil nesse país.

 

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Rui Ribeiro

Reduções de direitos atingem indistintamente todas as classes

O autor da matéria que ora comento afirma que as reduções de direitos atingem indistintamente todas as classes sociais. De fato, a redução dos direitos dos trabalhadores atinge tanto a classe trabalhadora quanto a classe patronal, só que enquanto a burguesia é afetada positivamente pela redução de direitos trabalhistas, os operários são atingidos negativamente.

A classe trabalhadora não precisa da classe média para ser invencível. É claro que a união de força das duas classes aumenta seu poder de fogo. A participação da classe média é suficiente nas não é necessária para o triunfo dos interesses da maioria esmagadora da população.

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Rui Ribeiro, você tem razão.

Rui Ribeiro, você tem razão. O texto falou menos do que pretendia e deixou margem para a sua interpretação. Quando usei a palavra "indistintamente" pretendia afirmar que o governo golpista prejudica principalmente as classes pobre e média, mas, de alguma forma, prejudica também a classe rica do setor produtivo. O empobrecimento geral das classes menos favorecidas está arruinando o setor produtivo, como comprovam as estatísticas de vendas em queda livre. Os rentistas, claro, nunca perdem. O fato é que existem empresários que começam a se arrepender de ter aderido ao golpe, não tenho dúvida. Quando reunimos uma classe pobre sendo espoliada como nunca dantes, uma classe média perdendo benesses e o desânimo de uma classe empresarial do setor produtivo, creio que as condições para um convulsão estão melhor formadas do que seria sem o apoio das classes média e, minimamente, sem a neutralidade empresarial. Quanto a ser possível sem a classe média, concordo, mas melhor com ela, sem esquecer que, via de regra, a classe média é formadora de opiniões. Obrigado pelo lúcido comentário.

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Manifestações de 2013 foram

Manifestações de 2013 foram de coxinhas despirocados atiçados pela globo. Não tinha povo, só um bando de filhinhos de papai que pediam mais saúde, educação e que acabaram ganhando de presente esse fantoche dos marinhos. E do MPL nunca mais se ouviu falar.

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WG

Se não houver mudança de

Se não houver mudança de rota, o fim da estrada é a convulsão social. Nesse contexto, a banca recua ou terá o ambiente preparado para a tomada do poder pelos militares, sob comando externo.  

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Dudu Cartucho

E que haja muitas

E que haja muitas guilhotinas.

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Marcos K

Também estou louco para ver o

Também estou louco para ver o circo pegar fogo. Ou vai, ou racha.

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DAISY

MORO

Meu querido amigo, mais um texto brilhante. A comparacao entre o Brasil atual, os Sergio Moros de plantao e a Franca de Maria Antonieta e absolutamente oportuna e so podia vir de um observador sagaz e atento da politica. Acho que nossas rainhas estao brincando com fogo, desdenhando da guilhotina. Abs! 

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José Antônio Soares

O Povo está​ juntando a

O Povo está​ juntando a lenha.

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Brnca

Panela está fervendo

Análise lúcida. Não é úma única greve que derruba governos falidos. Ela representa um acúmulo de forças sociais para logo mais sim haver um terremoto que mexe com as placas tectonicas do poder. Toda mudança extrema de poder da história se deu com um estalo não previsto por ninguém após um somatório de fatores. Nossa panela já está fervendo. Daqui a um tempo a tampa vai para os ares. Só para citar exemplos históricos marcantes contemporâneos: alguém imaginaria que os nazistas seriam derrotados? Alguém imaginaria que os EUA seriam derrotados no Vietnã por um povo pobre e dado ao cultivo de cereais? Alguém imaginaria que os EUA não conseguirira com os armamentos mais modernos conhecidos submeter um país pobre como o Afganistão sendo obrigado a comtemporizar e retirar tropas do país? Isso com todo o apoio de forças amigas mundiais e de mídias comprometidas com o grande poder e manipuladoras de informações.

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Doido para ver esse país

Doido para ver esse país convulsionar.

Precisamos mudar a ideia que somos um povo pacífico, ordeiro, que vivemos num país com democracia racial e social,  sem choque entre as classes sociais. Mentira !!

O povo brasileiro tem que se definir, e mostrar a cara dos verdadeiros brasileiros de hoje. 

O brasileiro hoje tem duas caras, isso tem que ficar bem definido.

Só uma convulsão social, uma guerra fratricida, irá definir os dois lados.

Quem fica com os Marinhos, Moros, STF e quem são contra.

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Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

As Maria Antonietas do

As Maria Antonietas do Supremo já estão jogando brioches para o populacho. Mantiveram os supersalários do marajás, supervitamiados pelos penduricalhos. Ou seja, enquanto retiram direitos básicos e hsitóriocs dos trabalhadores, mantém os privelégios da casta

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Juliano Santos

Os movimentos da direita

Os movimentos da direita nacional são conduzidos por varias correntes, formadas por ruralistas,  rentistas,  industriais,  altos funcionarios publicos e outros.

A mais forte é sem duvida a formada por interesses externos.

Os irmãos marinho tem muito poder para mentir, calar, mobilizar, caluniar, provocar, mas se os americanos quiserem alterar a ação deles, para cima ou para baixo, basta ameaçar chamar um marin, que ja esta la, para depor.

O dominio  é total.

As tais "primaveras", inclusive a nossa, não denominada assim, mas como "movimento de junho de 2013", foi a prova que, utilizando intrumentos modernos de difusão social, a grande potencia derruba governos em qualquer canto do planeta.

Dai a minha duvida, que coloco para ser analisada.

Não estaria o grande imperio interessado em esticar, entre nos, a corda ao maximo, com a finalidade de provocar uma  "convulsão social"?

Seria o pretexto para uma intervenção semelhante a que foi realizada, ultimamente, em varios paises que detem fontes de petroleo.

A Venezuela ja esta com a corda no pescoço, porque a proxima vitima não poderia ser o nosso pais?

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Eu tenho um sonho

de ver o congresso invadido no dia das votacoes esse eh o proximo passo tem que ser. As consequencias seja la qual forem que morram politicos(marionetes do verdadeiro cancer). Todo pais que garante direitos so construiu suas garantias com base em revolucoes. A burguesia so para quando realmente afrontada o Brasil precisa disso para sair maior.

 

O verdadeiro cancer brasileiro sao os empresarios nacionais de pequenos a grandes(95% deles), pensam em enriquecer rapido, explorar ao maximo, ganhar com o suor dos outros pagando o minimo, sendo espertos cooptando o sistema e os politicos que sao apenas suas marionetes do momento. Enquanto o povo n entender isso o sistema nunca vai virar. O empresario brasileiro precisa de freio e controle. Pq sao limitados, gananciosos tem visao curta exploratoria e escravocrata.

 

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CB

Os sismógrafos da elite

Os sismógrafos da elite branca perceberam o movimento das placas se acentuando em 1984, aí deram um jeito de impedir a aprovação da emenda das eleições diretas e inventaram a solução Tancredo. Desta vez eles não tem um Tancredo e os estrategistas atuais da elite branca são verdadeiros brucutus se comparados aos estrategistas daqueles tempos.

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maria rodrigues

A proposta da lei de abusod e

A proposta da lei de abusod e autoride não incluiu, acho eu, o que um declarado inocente após sofrer pressões da justiça, prisão, e as consequências danosas, como perder até o prestígio entre familiares, e mesmo incoentado e liberto pouco terá sua vida de volta, enfim, a tal lei poderia ter colocado que esses degradados e posteriormente inocentados teriam o direito imediato ao recebimento de indenizações proporcionais aos danos sofridos. Pois se assim decorrem os tratamentos aos que comprovadamente currupiaram os cofres públicos, ora lhes cobrando mltas altíssimas, ora lhe arrestando bens, o contrário teria que ser igual

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Muito prematuro para ilusões

A greve foi muito bem sucedida, indiscutível, aconteceu em lugares que marcharam em peso pela derrubada do governo, como em Santarém (PA), resultado altamente positivo, tudo muito bonito. Porém, muito cedo para achar que a Bastilha vai cair. A realidade é dura: eles têm 300 votos na Câmara e 61 no Senado, é ali que está o jogo. 

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Rui Ribeiro

Quem define o jogo e suas regras não são os representados

Quem define o jogo e suas regras são os representantes ou os representados?

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excelente...

mesmo considerando que o poder de hoje é outro, poder judiciário, quem um dia não conseguiu intimidar com armas, tortura e morte, jamais há de conseguir intimidar os revoltosos com politicagem barata, mentiras e notícias

o maior erro que um poder judiciário pode cometer é retirar da boca dos pobres a comida de santo para alimentar o diabo

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Pedro Rinck

  Os Marinhos e os Moros

 

Os Marinhos e os Moros terão de construir verdadeiras fortalezas ...

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Socorro!

"...as Jornadas de Junho uniram, principalmente, estudantes oriundos de todas as classes sociais, a maioria das classes média e pobre." (VALLEY, Marcio)

Bárbara Gancia – Revista Brasileiros março/2014

B.G. - “Fui a várias manifestações e, em uma delas, vi a totalidade de três pretos. Chamo de pretos porque, na minha época, sempre foram pretos, não sei se mudaram de cor. Enfim, vi esses pretos, me juntei a eles e comecei: “Povão e, oh, povão...”. Mas eles estavam mais interessados em “Fora Dilma, fora Alckmin, fora Haddad”, uma reivindicação totalmente ridícula porque essa gente foi eleita. Tem tanta coisa para pedir no Brasil. Peça que se extinga o Senado, que não tem condição alguma a não ser abrigar aquele bando de filhos da puta. Mas eles pediram coisas que têm a ver com desejos. Inclusive os pedidos não coincidiam com as pesquisas sobre a Dilma, que estava muito à frente e seria eleita retumbantemente no País, se a eleição fosse naquela época.

Brasileiros – Mas os protestos causaram um efeito...

B.G. – O jeito como a imprensa noticiou deu um prejuízo para a Dilma. Mas, olha, quando começa ir socialite em manifestações...Conheço gente que foi de guarda-costas. Outra coisa: manifestação às duas, três horas da tarde, 11 horas da noite? Nessa hora, trabalhador está dormindo. As manifestações perderam o foco e isso mostra que as pessoas não estavam realmente mordidas. No fundo, parecia um grande “cansei”. Teve um primeiro momento de reivindicação que motivou todo mundo porque era um pedido fundamentado em algo absolutamente justo.”

Brasileiros – A tarifa zero?

B.G. – O Transporte. Fui andar de metrô para fazer uma matéria para a BandNews e é desumano. No final, eu me senti heroica de andar algumas estações e não entrar em pânico. (...)

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