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Crônicas de um amor à base de muito sim e alguns nãos necessários, por Matê da Luz

Meu guia de vida vendido nas bancas, a Revista Vida Simples, traz este mês um tema já abordado por aqui - alô, sou tendência! - e discutido a duras penas por todo e qualquer ser humano, seja exterior ou interiormente. Afinal, quem nunca teve dúvidas pra dizer NÃO que atire a primeira pedra... mas lá, pro outro lado, que eu não quero me machucar (o que tenho já basta).

Dizer não requer prática, consciência, sabedoria quase que ancestral - afinal de contas, palavrinha que estabelece limites jamais passa assim, batido. O não em sua infinita finitude traz pontos. Pingos nos is. E isso tem importado deveras por aqui.

 

Neste final de semana passei por diversas situações as quais o não teve de se fazer presente. As mais importantes foram relacionadas ao meu amor maior, minha filha. Ai, como é difícil manter o não pra uma menina de nove anos que questiona até o que me parece óbvio: meu amor por ela. E não é drama - ela vive um momento de "tenho certeza que você me ama, mas as pessoas mudam e me dá um medo de você me largar...". Sim, meu bem. As pessoas mudam. Tantas e tantas vezes é muito chato ser mãe, dá vontade de tirar férias e ficar sozinha, cuidando de mim mesma e fazendo somente isso. Mas não, amor, não existe, nesta nossa configuração de mãe-e-filha, realizar qualquer mudança na vida que não te inclua com os privilégios de amor-maior e cuidados da vida real, seja com o que a gente vive e/ou com o que a gente imagina.

Reconheço que entrei numa força tarefa das mais brutais nos últimos tempos, uma correria ensandecida pra chegar perto de quem eu sou e do que quero ser, e aí está um dos pepinos mais amargos do dia a dia. Mudar interfere em todas as relações. Mas como avisar a quem se relaciona que, olha, vai passar, é um processo, tenha calma que tudo vai dar certo, e vai mesmo, porque estou fixando bem as raízes na terra, regando muito cuidadosamente e apesar do turbilhão está tudo tão coerente que não tem como me desviar deste plano... tarefa complexa. Mas mãe que é mãe segue adiante.

Falar não pra ela é algo que desperta em mim um cuidado maior. Pra ela, este algo se transforma em desamor. Pane geral no sistema. Minha cabeça gira, o coração aperta, e mal sei por onde começar a reformular ciclos de aviso que a situação está sob controle. O não ajuda muito. Mas... mas... é preciso um exercício enorme de assertividade pra não temer o que segue o não. Uma vez falado com todo amor que há nesta vida, conhecedor de cuidados e limites, tanto os meus quanto os da grande vida da minha vida, extrapola o que a gente acha e mostra o que fica de relevante.

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Não diga não porque não não existe para o subconsciente

Estive assistindo a ténicas de manipulação  e outras táticas de como lidar com pessoas e aprendi umas coisas interessantes.

Veja: (tem legenda oculta traduzível)

 

 

 

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O amor é lindo!

imagem de Jorge Leite Pinto
Jorge Leite Pinto

Gostaria de ver com tradução,

Gostaria de ver com tradução, pois o som do vídeo é confuso e ainda tem a musica que atrapalha. 

Não entendi p. nenhuma...

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Tradução

Oi, Jorge,

ele tem legendas ocultas.

Você clica no quadradinho da legenda  e depois vai na rodinha dentada. Vai abrir a opção para traduzir legendas e ao lado um monte de idiomas. Quando aparecer português você clica

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O amor é lindo!

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