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Maracatu, pra mim e pra você, por Matê da Luz

Maracatu, pra mim e pra você

por Matê da Luz

O maracatu é uma expressão cultural também chamada de dança folclórica que tem início datado do século XVIII, a partir da miscigenação cultural das culturas portuguesa, indígena e africana. Especialmente e essencialmente, porém, o maracatu é uma expressão de resistência que, por meio do louvor aos reis congos, pontua que os negros também têm sua corte, e ela batuca e mexe com a alma do povo.

Existem dois tipos de maracatu: o de baque virado, que tem como base as nações; e o baque solto, o maracatu rural. As principais diferenças entre estes dois é a origem e o instrumento principal de condução: o baque virado tem origem nas religiões africanas, especialmente o candomblé e seus orixás e encontra nas alfaias a potência de condução, enquanto o baque solto tem sua raízes nas religiões afro-brasileira, com forte presença dos caboclos e pretos-velhos, e tem nos chocalhos (surrão) a pontuação do ritmo frenético de suas melodias.


As apresentações de maracatu se espalham Brasil afora e são especialmente manifestadas no Recife, berço nacional do ritmo – as nações ali nascidas tomam conte e propagam a cultura do baque pelo mundo inteiro, inclusive como amparo e acolhimento à população carente, cuidando e direcionando crianças e adolescentes em risco, promovendo caminhos melhores por meio da música.

Na minha vida, o maracatu tem espaço essencial de celebração à ancestralidade, à dança, ao encantamento dos agbês. Tão feliz por este encontro que não poderia deixar de compartilhar por aqui, convidando quem for de São Paulo a visitar o estúdio do Angelo Madureira, que é de uma das famílias mais tradicionais do Pernambuco na cena do maracatu, e agora oferece oficinas na cidade. Mais informações aqui, ó, na página do artista.

Axé!

 

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E a tradição mantida em

E a tradição mantida em Recife expandiu-se de forma espetacular nos últimos tempos,  inclusive com participação de famílias inteiras das classes média e alta. Nas apresentações, em muitos blocos não oficiais, dançam e tocam juntos pais e filhos, avós e netos. É emocionante. Tomara que as hordas evangélicas não demonizem tambem essa expressão da nossa cultura e resolvam fazer mais um de seus "exorcismos".

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