Revista GGN

Assine

A lusa voz de Nathalie Pires, por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Nascida e crescida nos Estados Unidos, Nathalie Pires é um exemplar do que certa gente pós-moderna chamaria de "diáspora portuguesa".

Como se sabe, um terço da população portuguesa vive fora de Portugal.

Essa moça, de dupla nacionalidade e filha de pais portugueses de New Jersey, parece carregar a alma lusa na voz, mesmo que bem longe da Alfama.

Gravou muito esporadicamente (tem só dois discos de carreira: um de 2007 e outro de 2015) e a biografia da sua página oficial como "fadista" sugere que ela sequer vive da música, mas o fado que pratica, sobretudo o que veio embalado no seu último disco, lançado há sete meses, é rico em sofisticação literária e construído sobre arranjos cosmopolitas, sóbrios e delicados.

Um pouco de Nathalie Pires:

Média: 4.5 (10 votos)

Recomendamos para você

6 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Opções de exibição de comentários

Escolha o modo de exibição que você preferir e clique em "Salvar configurações".

Fado na voz flamenca de Silvia Pérez Cruz

Lágrima



Maria la Portuguesa, com Las Migas

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Lágrima

Dulce Pontes



Maria Bozzini



Delfina Anselmo



Amália

Seu voto: Nenhum

Pão ☭ Paz ✮ Terra ☀

Vivemos espalhados pelo

Vivemos espalhados pelo mundo, mas a melancolia nos persegue a toda parte. Ou somos nós que a perseguimos?

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Esta tristeza que trago...

"É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra

Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que a recebi

E pareceria ternura
Se me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que a recebi"

(Música de Tiago Machado sobre poema de Amália Rodrigues)

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Deve chamar-se tristeza Isto

Deve chamar-se tristeza 
Isto que não sei que seja 
Que me inquieta sem surpresa 
Saudade que não deseja. 

Sim, tristeza - mas aquela 
Que nasce de conhecer 
Que ao longe está uma estrela 
E ao perto está não a ter. 

Seja o que for, é o que tenho. 
Tudo mais é tudo só. 
E eu deixo ir o pó que apanho 
De entre as mãos ricas de pó.

                 

                   Fernando Pessoa

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Ricardo, muito bonito.

Obrigada por nos presentear com tanta beleza.
Deixo esta; espero que agrade aos leitores.
Boa Noite.

Seu voto: Nenhum (2 votos)

Anna

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.