Revista GGN

Assine

A burguesia doméstica não merece solidariedade. Mas, o que fazer?, por Roberto Bitencourt da Silva

Síndrome de Estocolmo? Apeada do governo, militância petista está revelando acentuada compaixão com os seus ex-aliados e hoje algozes

Por Roberto Bitencourt da Silva

Amplos setores da militância petista, dos seus aliados políticos e simpatizantes, sobretudo, no webjornalismo alternativo, estão demonstrando significativos sintomas da síndrome de Estocolmo.

Covardemente apeados do governo, demonizados e perseguidos pela estrutura de poder no Brasil, esses setores estão revelando acentuada e curiosa compaixão com os seus ex-aliados e hoje algozes, quais sejam, os segmentos da grande burguesia doméstica, sócia menor e subalterna ao capital estrangeiro. Particularmente, com as empreiteiras e o agronegócio.

Atentos às ações do Judiciário brasileiro – um dos núcleos da dominação oligárquico-burguesa multinacional no país, núcleo que sistematicamente têm contribuído para retirar credibilidade e reduzir os negócios das mencionadas frações da burguesia interna –, não são poucos os agentes políticos e jornalísticos que frisam os riscos envolvidos em tais ações.  

Fundamentalmente, tem sido chamada a atenção para a potencial destruição da construção civil e da pecuária de corte, dois relevantes setores capitalistas sob controle da burguesia doméstica. Com efeito, para a possível internacionalização desses setores e a intervenção subterrânea do imperialismo, especialmente estadunidense.

Essa preocupação, em parte, é compartilhada pelo autor dessas linhas. De fato, seguindo o curso das ações judiciais e as implicações econômicas e políticas daí decorrentes, é bastante plausível que se tratem de tensões e ataques internos no seio do conglomerado burguês que domina a Nação, em favor das multinacionais.

Como já debatido em outra oportunidade, o incremento da internacionalização do parque produtivo no país traz como um dos problemas maiores a questão do controle e do uso dos excedentes. A descapitalização e o empobrecimento nacional.

A desnacionalização dos setores produtivos e financeiros sempre incorre, notadamente em um país periférico como o Brasil, na transferência de riquezas para o exterior, reduzindo a capacidade nacional de tomada de decisão sobre seus recursos e investimentos.

Mas, cumpre registrar que a burguesia doméstica é acumpliciada com o capital estrangeiro. Egoísta, autocrática, entreguista, que demonstra o mais absoluto desprezo pelo Povo brasileiro e pelos destinos do País. Ela não merece qualquer compaixão.

A perspectiva que defendo não é motivada por um sentimento irracional de “vingança”, em função da aberta participação da burguesia local na violação da Constituição, da soberania popular do voto e no integral desmonte em curso dos direitos sociais e dos instrumentos de soberania nacional.

Deve-se, isso sim, a uma reflexão sobre a natureza dessa burguesia doméstica e às limitações do capitalismo periférico e dependente do Brasil. Sem dó, nem compaixão, a burguesia brasileira não merece qualquer solidariedade. Nenhuma aposta política positiva.

Em vez de defender uma burguesia vende pátria como a brasileira, vale apontar opções radicalmente distintas, de natureza nacional-popular e socialista. Senão, vejamos.

A inexistência de uma burguesia nacional e a contribuição teórica de Vânia Bambirra

Os termos do debate levado a cabo, hoje, por setores políticos e jornalísticos progressistas, em boa medida sintonizados com o petismo, dão a entender que existe no Brasil algo que se possa chamar de burguesia nacional.

Isto é, uma fração burguesa caracterizada não apenas por ter o capital sediado no País, como pretensamente detentora de um laivo de interesse nacional. Ora, o golpe civil-militar de 1964 já resolveu esse enigma. A burguesia doméstica (longe de ser “nacional”) escolheu tomar o Povo como inimigo, superespoliá-lo e se submeter aos desígnios do capital multinacional.

Uma sócia menor e subordinada, testa de ferro dos gringos. No início dos anos 1960, intelectuais e demais atores sociais e políticos percebiam, intuitivamente, em meio ao turbilhão das lutas de classes, essa natureza dócil da burguesia interna ao capital estrangeiro. A sua falta de compromisso com a construção nacional.

Após o golpe de 1964, não faltaram análises sociológicas, políticas, históricas e econômicas que abordassem, com propriedade, a essa questão. Falar em burguesia nacional, em nossos dias, ultrapassa os limites de qualquer observação atenta ao perfil do capitalismo brasileiro e aos comportamentos daquelas elites tupiniquins. É mera crença cômoda.

A eventual transferência de ativos e patrimônio produtivo da burguesia interna, no atual cenário, como já aludido, afetará negativamente os excedentes brasileiros.

Porém, em relação aos burgueses caseiros, esses agirão como os industriais já fizeram a partir dos anos 1990: vão alienar os seus negócios e viver de especulação financeira e imobiliária. O parasitismo puro e cristalino. Nenhum embate com o imperialismo. O Brasil que se dane.

Desse modo, vale sublinhar aspectos da instigante análise desenvolvida pela economista Vânia Bambirra, no início dos anos 1970 (no livro “O capitalismo dependente latino-americano”). Nos quadros do empreendimento intelectual da Teoria Marxista da Dependência, Bambirra identificou dois tipos singulares de agrupamentos de países dependentes na América Latina.

Os de “tipo A”, integrado por sociedades que desenvolveram controles semiautônomos sobre o parque produtivo – produção primária e industrial –, até a metade do século XX, e os de “tipo B”, flagrantemente neocolonizados, Repúblicas das bananas. Nestas, boa parte dos meios de produção, agrários e industriais (quando indústria havia), estariam sob o domínio de companhias estrangeiras.

Países como o Brasil, a Argentina e o México seriam exemplares do “tipo A”. A concorrência desigual e a oligopolização das empresas multinacionais, após a 2ª grande guerra, tenderiam a desnacionalizar as indústrias locais. Mas, ainda assim, o complexo burguês de dominação seria mais diversificado e complexo.

Na conjuntura atual, o que está se processando no Brasil, para adotar os parâmetros da interpretação de Bambirra, é uma intensa conversão do sistema produtivo para perfis similares ao “tipo B” de dependência e subalternidade ao centro do capitalismo. Um neocolonialismo turbinado e aberto, sem maiores mediações de burguesia doméstica.

Mudar os esquemas de percepção e as saídas nacional-popular e socialista

Em relação aos interesses e aos comportamentos políticos e econômicos dos agentes do grande capital – doméstico e multinacional –, só há uma solução, sem tergiversação: o controle público dos meios de produção, pelas vias da estatização e do regime cooperativo de organização dos trabalhadores.

A socialização dos principais meios de produção nos serviços e na indústria, assim como a adoção da reforma agrária, são medidas imprescindíveis para o desenvolvimento social e econômico e à busca pela ruptura da dependência externa.

Socializar para transferir a capacidade de tomada de decisões estratégicas e o controle sobre os excedentes nacionais ao Poder Público e ao Povo brasileiro. Evidentemente, me refiro ao grande capital, não a padarias, biroscas, pequeno e médio comércio.

É sempre decisivo lembrar o seguinte: o grande capital, caseiro e multinacional, em diferentes ramos do setor produtivo e financeiro, é quase que totalmente financiado pelo Povo brasileiro, sob uma tripla condição:

a)      Como consumidor, de preços majorados e manipulados por monopólios e oligopólios.

b)      Como cidadão, que financia os investimentos e os lucros das grandes corporações, que não pagam impostos e obtém empréstimos bancários, privados e públicos, altamente subsidiados com o sacrifício dos trabalhadores.

c)       Como trabalhadores, mal remunerados e, em grande medida, subempregados, abandonados à própria sorte, por grandes empresas nacionais e estrangeiras que importam tecnologias alheias às necessidades de absorção da força de trabalho.

Para ficar somente com o caso das empreiteiras, por óbvio, elas são sustentadas com grandes obras públicas, com o dinheiro da população. Obras que não possuem capacidade autônoma de reprodução dos investimentos e permanência da oferta de empregos.

O grande Celso Furtado, em copiosos trabalhos de assessoria técnica para a Cepal e diferentes governos da Venezuela (ver a obra “Ensaios Sobre a Venezuela”), entre as décadas de 1950 e 1970, indicava os problemas envolvidos com a prioridade concedida às grandes obras públicas.

Financiavam-se os lucros de uma ínfima minoria, as construtoras e empreiteiras, gastavam-se vultosos recursos com obras perdulárias e suntuosas, sem capacidade de autossustentação econômica, oferecendo empregos na construção civil por escasso intervalo de tempo. Um triste fenômeno muito conhecido no Brasil contemporâneo.

Na ótica do economista brasileiro, seria muito mais oportuno usar os mesmos recursos públicos em investimentos industriais, na criação de empresas estatais produtivas, com capacidade de reprodução econômica e manutenção e criação de empregos sólidos. Além de incentivar a educação e o engenho criativo nacional, por meio da ciência e tecnologia.

Esse é apenas um pequeno exemplo de possível alternativa disponível ao desmonte e à desnacionalização do parque produtivo brasileiro. Não existe qualquer barreira material a um tipo de iniciativa como essa. Apenas a mudança do software cognitivo.

Importa-nos exercitar o esforço de escapar da cômoda, dócil e colonizada aceitação de postulados semirreligiosos liberais, cotidianamente defendidos pela estrutura de poder no Brasil, via conglomerados de mídia e sistema político. Postulados que inibem a reflexão, os esforços de projeção de destino do país, embotando necessárias ações patrióticas e criativas.

Roberto Bitencourt da Silva – historiador e cientista político.

Publicado no Diário Liberdade.

Média: 3.2 (19 votos)
15 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Opções de exibição de comentários

Escolha o modo de exibição que você preferir e clique em "Salvar configurações".
imagem de C.Poivre
C.Poivre

Apoiado!

Nunca os ideais socialistas foram tão atuais diante da destruição que o capitalismo espalha pelo mundo ameaçando até a sobrevivência da raça humana. Acho, infelizmente, que com uma nação neste grau de ignorância em nosso país a execução desses ideais ainda está num futuro longínquo, mas que não deve ser perdido de vista. O PT não é um partido socialista e nem prevê nada disso em seu programa, mas ajuda a fissurar o capitalismo (aliás leiam o excelente livro "Para fissurar o capitalismo" de John Holloway) através de ações múltiplas no mundo inteiro até que esta selvageria seja erradicada do mundo.

Seu voto: Nenhum (2 votos)
imagem de ritace
ritace

só se ganha uma guerra quando

só se ganha uma guerra quando se conhece bem o inimigo.

Seu voto: Nenhum (1 voto)
imagem de FÁBIO CORREIA DOS SANTOS
FÁBIO CORREIA DOS SANTOS

Burguesia doméstica: estado x mercado

Muito interessantes as reflexões expostas. Uma outra vertente ao que foi exposto, é de que falta ao país, subjugado às elites vira latas conforme exposto, uma visão e práticas estratégicas para sua inserção no cenário político e econômico mundial, ou seja, o exercício de um pragmatismo em função dos interesses nacionais mais preeminentes, independentemente do dualismo “capitalismo x socialismo”. Tomo como exemplo a China, teoricamente comunista, mas que ao passar das décadas recentes, não se sabe como associá-la a um “rótulo”, um hibridismo entre formas de sistemas econômicos e mesmo da condução e atuação política em prol dos interesses chineses mais genuínos. Numa abstração simples, assim pelo nosso lado, aonde não temos densidade tecnológica, massa crítica e recursos, a participação do estado como indutor, investidor e disseminador de políticas desenvolvimentistas (formação de centros de capacitação e cadeias produtivas), cabendo ao mercado tocar os segmentos já consolidados. Mesmo os Estados Unidos, potência capitalista por excelência, jamais abriu mão da condução estratégica dos seus desígnios pelo estado na defesa de seus interesses.  Com raríssimas exceções, como aqui no GGN, não vemos um debate mais aprofundado sobre estas questões e é inexistente entre os meios e lideranças políticas que nos representam.

Seu voto: Nenhum
imagem de franciscopereira neto
franciscopereira neto

Críticas

Em alguns posts do Bittencourt tenho sido crítico nas suas análises.

Neste, porém, rendo minha homenagens a este belíssimo texto.

O cerne do problema brasileiro é exatamente - também penso assim - é a nossa burguesia, que ele chama de doméstica.

Não teem nenhum compromisso com o país, são parasitários da renda dos trabalhadores, impostos recolhidos desses miseráveis e repassados à eles via financiamente subsidiado pelo BNDES.

Tiveram um incremento formidável nos governos Lula/Dilma e mesmo assim cuspiram no prato que comeram.

Como diz o autor: não merecem compaixão.

Eu vou além. 

Tem que se ferrarem mesmo, para não usar outra palavra, porque tenho emitido muitos palavrões aqui.

Bem que eles mereciam.

Seu voto: Nenhum (1 voto)
imagem de Caetano.
Caetano.

O artigo é inacreditável,

O artigo é inacreditável, parece que foi escrito há um século atrás. Como alguém pode imaginar que o Estado brasileiro conseguiria administrar toda a grande produção industrial do país, se é incapaz de administrar uma dúzia de aeroportos?

Seu voto: Nenhum (4 votos)
imagem de Caetano.
Caetano.

O artigo é inacreditável,

O artigo é inacreditável, parece que foi escrito há um século atrás. Como alguém pode imaginar que o Estado brasileiro conseguiria administrar toda a grande produção industrial do país, se é incapaz de administrar uma dúzia de aeroportos?

Seu voto: Nenhum (2 votos)

vale para provocar

concordo com os que acharam o artigo algo anacrônico para os dias atuais. Certamente o discurso parece velho e cheio de ranço esquerdista inconsequente.

Porém, as contradições apontadas pelo autor não podem ser desmentidas. Os postulados revolucionários de esquerda se tornaram tão velhos que deveriam ser lidos como se faz com a Bíblia. Não dá para sair tentando voltar a realidade para 2000 anos atrás, de forma que as atitudes pregadas sejam factíveis. Melhor é ler como se fossem parábolas e tentar conjugar com a realidade atual.

A grande mentira do capitalismo moderno é partir de uma lógica da concorrência que, pela criatividade dos agentes em encontrar as formas mais produtivas de cada pequeno negócio, tenderia a levar à melhor alocação dos recursos e a uma distribuição da riqueza mais próxima do esforço de cada um. Na verdade, todo o esforço do mundo empresarial moderno se concentra em perpetrar ações no sentido da restrição ou eliminação da concorrência. A globalização não deixa de ser uma forma de aglutinar empreendimentos nos locais de custo menor, com ganho de escala mas com a restrição da atuação de múltiplos concorrentes.

A parábola da estatização dos meios de produção deveria ser atualizada para se dotar o Estado de capacidade de resgatar o ambiente de concorrência para os mercados onde ela não está acontecendo. Isto faz com que muitas áreas estratégicas sigam nas mão dos estados até hoje. Isto deveria ser ampliado para qualquer mercado, não com a expropriação das empresas mas com a imposição de leis e regras que conduzam o mercado à concorrência, com uso de tributação inteligente e criação de novos conceitos contábeis e econômicos.

Por exemplo: que tal começar a definir uma aproximação do que seria a mais valia de cada etapa da produção e criar um tributo sobre ela? E se esse tributo, em vez de ser pago ao Estado, fosse convertido em ação da empresa e dado aos trabalhadores na proporção da sua contribuição para a mais vaia? Que tal atualizar o entendimento para que o capital em posse dos trabalhadores também seja entendido como uma forma moderna de socialização dos meios de produção?

Acho que o capitalismo não será nunca derrotado. A única coisa inteligente a fazer é bloquear as forças que imepedem a renovação dos capitalistas e garantem que as tendências previstas por Marx de centralização e concentração do capital sejam a única coisa atual na sua obra.

Seu voto: Nenhum (1 voto)

WRamos

imagem de Marcos K
Marcos K

Sem compaixão para com os

Sem compaixão para com os homens que fizeram o que fizeram. Merecem a cruxificação (literal). Tenho grande preocupação com as empresas e sua imagem. São fundamentais para o país e precisam ser preservadas.

Fico me perguntanto qual será a próxima cadeia a ser destroçada, minério? soja? 

E não esqueçamos de uma coisa: os dirigentes dessas empresas são doutrinados desde a faculdade a adorar o neoliberalismo, a demonizar o Estado e a odiar o PT. São incrivelmente estúpidos e sem noção.

O país precisa de uma limpeza. Não que a Lava Jato propõem. Precisa de uma limpeza mental profunda.

 

Seu voto: Nenhum (6 votos)
imagem de Victor Suarez
Victor Suarez

Acho radical a postura do

Acho radical a postura do autor mesmo em tempos de capitalismo financeiro radical e sem cheiro.

O Brasil não precisa nem de socialismo e nem de burguesia capitalista radicais, mas de mais participação do povo na administração da coisa pública. O povo tem de ter mais interesse pela política e pela gestão pública dos recursos nacionais.

Parte da esquerda não gosta de nacionalismo, prefere o governo global de Clinton et caterva.

Neste aspecto, transparência, Lula deu grandes passos, pouco reconhecidos, inclusive pela esquerda.

A defesa da indústria nacional é uma luta pragmática pelo emprego. A realidade é que o mundo atual tem uma economia de soma zero, para alguém ganhar outro tem de perder. Em 2010 estava numa cidade européia e a vi decadente, ao mesmo tempo que o Brasil decolava. Bastou algumas gestões alí e acolá, uma geopolítica mais agressiva, algumas invasões de países africanos, uma primavera árabe... pronto. O Brasil e África voltam à decadência e a mesma cidade européia comemora a volta do crescimento econômico.

Não há mais espaço para discursos inflamados socialistas quando Cuba inaugura hotel de luxo.

Seu voto: Nenhum

Sinceramente, um artigo

Sinceramente, um artigo desses em pleno século XXI, até a palavra anacrônico é pouco para defini-lo. Com todo respeito ao autor, a quem não conheço pessoalmente nem intelectualmente, é muito esquerdismo para o meu gosto.

Acho que essa dicotomia já foi ultrapassada nas dimensões teóricas, empíricas e históricas. O que não implica a aceitação de distorções que há tanto de uma lado - estatismo - como do outro, mercadismo.  

Seu voto: Nenhum (10 votos)
imagem de WG
WG

A análise faz sentido, ou

A análise faz sentido, ou seja, a burguesia interna aliena a parte que tem no capital produtivo e volta-se exclusivamente para o capital financeiro. Mas o desmonte em andamento destrói boa parte desse capital produtivo, então não é só uma questão de alienação. Por outro lado, a saída da socialização é um caminho, mas os obstáculos são do tamanho da burguesia mundial. 

Seu voto: Nenhum (3 votos)
imagem de Pedro Rinck
Pedro Rinck

  Ainda que por ignorância, o

 

Ainda que por ignorância, o povo brasileiro também não está merecendo solidariedade. 

Seu voto: Nenhum (10 votos)
imagem de WG
WG

A análise faz sentido, ou

A análise faz sentido, ou seja, a burguesia interna aliena a parte que tem no capital produtivo e volta-se exclusivamente para o capital financeiro. Mas o desmonte em andamento destrói boa parte desse capital produtivo, então não é só uma questão de alienação. Por outro lado, a saída da socialização é um caminho, mas os obstáculos são do tamanho da burguesia mundial. 

Seu voto: Nenhum

Não temos uma elite pensante e sim um quadro como o do Congo

;; como a captcha me impediu publiquei no blog

http://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/estrutura-e-superestrutura-nos-dias-atuais-a-desinformacao-como-o-grande-mal

Seu voto: Nenhum (2 votos)

 

...spin

 

 

imagem de Pedro Rinck
Pedro Rinck

  Boa análise, porém não

 

Boa análise, porém não factível no curto prazo. Seria necessário, primeiro, mudar o povo e os políticos brasileiros.

Seu voto: Nenhum (4 votos)
imagem de Marcelo33
Marcelo33

Tem que trocar o povo

Tem que trocar o povo Brasileiro. A burguesia nacional é uma bosta ??? Ok, mas o povo não fica muito atrás não...

Seu voto: Nenhum

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.