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A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio, por Roberto Bitencourt da Silva

A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio

por Roberto Bitencourt da Silva

Dia 21 de abril. Feriado nacional e data comemorativa em homenagem a um dos grandes símbolos nacionais, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Um dos líderes da Inconfidência Mineira, que questionou abertamente o estatuto colonial imposto pelo colonizador português.

Consagrada e justa homenagem a um herói da Pátria que, após ser enforcado no Rio de Janeiro, ainda teve o corpo esquartejado e exibido na principal praça da belíssima Ouro Preto. Era um dos personagens que portava condição social mais baixa entre os inconfidentes. O ódio de classe do poder contra os Libertadores da Nação perdura até os nossos dias.

É contra a sua memória e a do seu significado simbólico, ou seja, a libertação e a soberania nacional, que as Organizações Globo persistentemente atuam. Décadas a fio. É pela submissão do Brasil, exatamente ao que Tiradentes combatia, que a Globo age.

No mesmo dia reservado à memória do grande Tiradentes, a TV Globo a conspurcou veiculando o seu espúrio comercial "Agro é pop, agro é tech", renitentemente anunciado após o golpe de 2016.

Em tom laudatório, dizia o anúncio que a "cana de açúcar faz sucesso há 500 anos". Uma visão de Brasil e um ideal de país flagrantemente colonizado. Mais subserviente ao poder do capitalismo internacional e às suas estruturas internas associadas impossível.

Durante boa parte do período colonial brasileiro a cana de açúcar representava item principal da exploração econômica em benefício do colonizador. A monocultura que a todo e qualquer tipo de atividade econômica diferente procura(va) inibir.

Mesmo passando por longa e agonizante fase de decadência, como bem demonstram as clássicas obras de José Lins do Rêgo, nos anos 1930/40, o poder das oligarquias da cana era – e ainda é – incontrastável nas regiões de produção do artigo primário.

Não é gratuito que as Ligas Camponesas, um dos incipientes movimentos sociais organizados pela reforma agrária e contrário à intensa exploração dos trabalhadores rurais, nos anos 1950/60, tenham tido como ambiente de origem precisamente o universo canavieiro, dos estados de Pernambuco e Paraíba.

Em tempos mais recentes, a degradação e a hiperespoliação dos trabalhadores pelos fazendeiros da cana de açúcar são fatores que revelam a inexistência de qualquer identidade supostamente “tech” ou “pop” para a produção canavieira.

Segundo artigo acadêmico produzido por Maria Aparecida de Moraes Silva (publicado na coletânea “Riqueza e miséria do trabalho no Brasil III”, organizado por Ricardo Antunes e publicado pela editora Boitempo, 2014), o cenário é desolador.

Apenas no estado de São Paulo, entre os anos de 1999 e 2005, cerca de 9000 trabalhadores ficaram incapacitados por mais de 15 dias, devido ao trabalho nos canaviais. No mesmo intervalo de tempo, aproximadamente 400 trabalhadores sofreram danos que os levaram a uma incapacidade permanente.

Conforme as palavras da própria autora, doutora em Sociologia e professora da Unesp-Araraquara, “a realidade dos trabalhadores em muito se distancia daquela retratada pelos ideólogos desse setor produtivo – Estado, meios de comunicação (...). Nos canaviais paulistas, a superexploração causou 23 mortes [no período considerado], supostamente por exaustão, além de muitos casos de escravidão, denunciados por várias entidades”.

Ainda de acordo com Maria Aparecida, a atividade canavieira “é permanente” em função do uso de “trabalhos temporários ao longo do ano, algo que contribui para aumentar os lucros das empresas, pois diminui os gastos com direitos trabalhistas”.

A produção canavieira, ainda hoje, em tempos superficialmente distantes da era colonial, possui expressiva participação nas exportações brasileiras. Segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o açúcar está incluído entre os dez principais itens da balança comercial brasileira.

Acompanhando outros produtos primários de relevância na pauta de exportações, a cana de açúcar é retrato do caráter neocolonial, não apenas da subalternidade do país na divisão internacional do trabalho, como do poder político das oligarquias rurais latifundiárias.

O que a Globo defende com o seu pseudojornalismo e com os seus anúncios publicitários, que exaltam o agronegócio, é nos chumbar em uma asquerosa e aviltante condição colonial. De maneira associada, tende a preconizar o modelo de regime de trabalho canavieiro como exemplo de “modernização” das relações trabalhistas no país.

Evidentemente, um retrocesso que não apenas rasga as leis do trabalho, duramente conquistadas pelo Povo Brasileiro nos anos 1930, com Getúlio Vargas, como também nos leva(rá) ao distante século XVII. Perto da Globo o símbolo pátrio de Tiradentes revolta-se e precisa consistir em inspiração para a superação dos nossos sombrios e reacionários tempos.

Roberto Bitencourt da Silva – cientista político e historiador.

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Meire

A globo gostaria que

A globo gostaria que tivessemos aquele tipo de pensamento de que existem pessoas importantes que mandam, fazem o que querem e não são questionadas, e outros "humildes" que são obrigados a lhe obedecer.

Temos uma Constituição no Brasil, em que são assegurados direitos iguais à todos sem distinção. O pesadelo da globo é ver a teoria virar realidade. É o que acontecerá porque a globo NÃO ENGANA NEM NO BRASIL, À TODOS, QUANTO MAIS NO GLOBO.

 

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Antonio A. B. Neto

Tiradentes farsa à mineira?

Tiradentes farsa à mineira? bem, podemos dizer então que a Globo é uma farsa autenticamente carioca, Carlos Lacerda era conservador e de diretia demais, escancarado demais, a Globo contando mentiras todos os dias deu  muito mais certo, é um sucesso, um campeão de audiência do conservadorismo do Rio de Janeiro, inimigo de Brizola e de Lula.

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Lucas Migotto

Afinal, quando os Marinho serão presos?

Essa é a resposta em forma de pergunta que dou sempre quando um telespectador alienado da Globo pergunta quando Dilma e Lula serão presos!

De início eles ficam espantados, mas depois explico:

A Globo conquistou o poder que tem apoiando os governos da ditadura em troca de polpudas verbas. Por meio de maracutaias no futebol, conquistou o monopólio nesse esporte no Brasil, não permitindo que times menores e outros esportes se desenvolvam. A Globo incentivou o golpe de 2016 permitindo a espoliação das riquezas nacionais e a precarização do trabalho no Brasil, para que os rentistas possam lucrar mais. O grupo globo mantém empresas em paraísos fiscais para sonegação. Os Marinho têm uma mansão em área de preservação ambiental, construída com recursos duvidosos. A Globo mantém o QI do brasileiro baixo por meio de "reality shows", novelas e programas de auditório que imbecilizam a população, sendo que a Constituição Federal diz:

Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:

I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;

II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;

III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;

IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

E a lista continua... A cada dia aparece mais alguma aberração praticada pelo Grupo Globo. E, no entanto, quem é perseguido pelo jornalismo da emissora são pessoas e entidades que representam ameaças ao poder do Grupo.

O JN de ontem se dedicou quase que exclusivamente a atacar Lula. Diante do crescimento do candidato nas pesquisas para a eleição de 2018, a Globo tenta diminuir a popularidade do ex-presidente enquanto espera o surgimento de um "Berlusconi" para liderar as pesquisas.

Portanto, pergunto novamente: Quando os Marinho serão presos?

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O difícil é entender tanta

O difícil é entender tanta adoração pela Globo. Ela despreza o Brasil e seu povo!

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A construção da nação brasileira ou a destruição da GRoubo ?

Tema dos Inconfidentes - Chico Buarque

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ze sergio

a....

Tiradentes foi a primeira das farsas à mineira, depois vieram outras como Juscelino e Tancredo. A morte transforma mentiras em mitos num país que não sai do lugar. Só que a última das farsas deixou seu neto de lembrança para podermos saborear como tamanhas "virtudes" seriam postas em prática. Ou o vovô não ensinou direito seu netinho? 40 mil reais por mês da Assembleia Legislativa de Minas, ajeitados pelo avô e pela mana, para o garotão desfrutar da sua juventude em praias cariocas, demonstra muito bem o censo de grandeza e de democracia de tal família. E o pobrezinho deu a vida pelo Brasil, não é mesmo?! 

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ze sergio

a....

A Gestapo Ideológica não permite que este país saia do lugar. De um lado o Brasil do outro o Agronegócio? O tal Agronegócio tem nome, tem endereço, tem história, tem sacrificio, tem cidadania. Se o citado é este dos últimos 30 anos, foi construído por milhões e milhões de brasileiros pobres que sairam do RS e PR ou parte de SP para desenvolverem regiões miseráveis dominadas por coronéis no norte, nordeste e centro eoeste do país.  Tal revolução permitiu praticamente o desaparecimento de coronelatos como da Familia Sarney para serem substituídos por comunistas com Flavio Dino. O nívem cultural, intelectual e educacional das pessoas que desenvolvem tal agropecuária, preconceituosamente rotulada como Agronegócio é que propicia a extinção de políticasmedievais e currais de coronéis. A cegueira ideológica não permite que extremistas enxerguem o óbvio.    

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