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Violência e efeito mídia

 

Existe uma escalada de violência letal no país? A primeira década do século experimentou, como parece, um aumento sem igual no número de homicídios? Vivemos tempos mais inseguros? Bem, para responder a estas perguntas, vamos trazer sinteticamente alguns números disponibilizados pelo levantamento Mapa da Violência 2013.

Observe esas taxas:

Anos 80, variação positiva da taxa de homicídio na ordem de 150% (de 8 para 20 mil)
Anos 90, aumento de 70% (de 20 para 34 mil)
Anos 2000 (primeira década), variação de 20% (de 34 para 39 mil) até 2010..

Portanto, se descontada a variação demográfica, os anos 2000 apontam para uma desaceleração de mortes por arma de fogo (portanto, não contabilizando outras formas de delitos) acentuada ante as décadas anteriores. Para ser mais preciso, as taxas estão "quase estacionadas", embora em patamares altíssimos.

No entanto, a sensação de risco de morte é muito maior agora do que nas décadas anteriores. O que pode ter acontecido? São três as hipóteses:

1. Houve uma redistribuição geográfica da violência letal. As cidades pequenas e médias começaram a enfrentar o problema. Da mesma forma, capitais como BH, Curitiba e Goiânia viram os índices crescerem, enquanto Rio e SP testemunharam quedas razoáveis. No entanto, a ênfase da cobertura continua sobre estas últimas cidades.

2. A violência letal atingiu setores da classe média. Mas sob índices muito menores do que aqueles que atingem as vítimas de sempre. Ainda assim aqueles casos encontram larga repercussão.

3. Houve ampliação do espectro midiático com o aparecimento das redes, dando repercussão aos crimes ocorridos "no universo dos usuários".

Observe que todas as hipóteses apontam para a influência da comunicação na percepção de risco. Os dados, mas não as hipóteses, são do último Mapa da Violência.

Conheça o relatório na íntegra aqui.

http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2013/MapaViolencia2013_armas.pdf

 

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foo

> No entanto, a sensação de

> No entanto, a sensação de risco de morte é muito maior agora do que nas décadas anteriores.
> O que pode ter acontecido?

Que pergunta tola.

Se o número de mortes cresceu sem parar é óbvio que a sensação de risco aumentou.

Sem falar que hoje em dia existe um ódio latente que não existia nos anos 80; as mortes vem acompanhadas, muitas vezes, de requintes de crueldade.  

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João Jorge

Não sei se a violência

Não sei se a violência aumentou, pois durante toda a vida não sofri nenhum tipo de violência de bandidos ou marginais, a não ser durante a ditadura militar, a chamada violência institucionalizada dos agentes da repressão aos movimentos e pessoas que lutavam pelo retorno da democracia. Mas esta não conta para esse tipo de estatística apesar de ser tão ou mais criminosa que aquela.

Entretanto, estou começando a perceber um certo clima de intolerãncia e preconceito no país que está continuamente se expandindo.

Ainda não chegamos ao ponto de ver o integralismo renascer das cinzas, mas o fascismo avança.

Além do racismo contra os negros adotar um novo rosto, saindo das atitudes dissimuladas para a agressão física, com os ensaios de linchamento, os movimentos contra os direitos da mulher, índios, quilombolas e integrantes dos sem terra e sem teto , moradores de rua e viciados em droga, homossexuais e outras minorias têm começado a se achar no direito de expressar ostensivamente suas posições reacionárias que procuram fazer recrudescer avanços significativos ocorridos na primeira década do século XXI.

Não bastasse isto, agora, surge uma espécie de movimento mcarthista contra os integrantes, militantes e amigos do Partido dos Trabalhadores.

Sem nenhuma evidência de irregularidades, o MPF abre, pela simples expressão de vontade de um Ministro do STF, uma investigação, à cargo da PF, sobre lavagem de dinheiro em relação aos recursos arrecadados e doados esponaneamente para pagamento de multas recebidas por condenados na AP 470.

O Brasil é o único país do mundo, em que o Partido que está comandando o Governo é levado às barras dos tribunais e seus dirigentes são achincalhados como partícipes de uma organização criminosa por juízes de um tribunal de exceção, condenados sem direito à ampla defesa, sem direito ao duplo grau de juriisdição, sem direito ao acesso a provas que os inocentariam, constantes de ações penais que se mantém em segredo de justiça, tendo que eles próprios provarem sua inocência e condenados por teorias de direito usadas para condenar inimigos do regime nazista e a penas totalmente incompatíveis com os crimes que supostamente cometeram, além de serem expostos à execração pública pela mídia oposicionista ao Partido do Governo, tanto durante todo o julgamento, quando de suas prisões que compuseram um espetáculo midiático proporcionado aos meios de comunicação pelo próprio Presidente do STF, que se lança, em contrapartida, subterraneamente, candidato à Presidência da República, tendo como plataforma eleitoral a sua atuação como promotor (e não juiz) na AP 470.

Quando se imaginava que o processo mcartista se limitaria às investigações sobre as doações, agora se abrem novas frentas para se investigar os amigos,  defensores e o irmão já falecido de Henrique Pizzolato, visando determinar as responsabilidades dos diversos envolvidos na fuga para a Itália do perigoso criminoso, flagrantemente inocente.. ..

Por favor, chamem o Inspetor Clouseau.. . 

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Motta Araujo

É evidente e não são

É evidente e não são necessarios maiores estudos porque o padrão é universal e historico,  governos de esquerda são condescendentes com a violencia entendida como manifestação da população injustiçada socialmente, portanto há uma tolerancia subliminar com o crime, embora não declarada e grandes movimentos contestadores da ordem legal, considerda como reacionaria e conservadora, as forças de segurança, Policia e Forças Armadas, deslegitimadas.

Governos da ordem são historicamente  conservadores, porque dão um valor maior à segurança  da população em geral e não à proteção de faixas da população consideradas injustiçadas historicamente.

Exemplo atual é a Venezuela, onde depois da asecensão do chavismo a violencia criminal aumentou 2.400%, Caracas é hoje a cidade mais perigosa do mundo, estatisicamente. Em 2013 ocorreram mais de 1.000 sequestros na capital venezuelana, a cidade é mais insegura que Bagdah e Cabul.

O ambiente criado com invasões de fazendas, ocupações de edificios publicos e universidades, ocupação de conjuntos residenciais já vendidos mas ainda vazios, fechamento de estradas, incendio de onibus, criaram o clima propicio aos ninjas, blac blocs, rolezxinhos, todos movimentos contra a ordem, em natural escalada da baderna incentivada a partir

do rotulo de  manifstação de democracia e não desordem inaceitavel. Depois de certo ponto de desafio a ordem e com continuos ataques às forças de segurança, hostilizadas pelos movimentos sociais de direitos humanos, pela desmoralização diaria da policia e das Forças Armadas pelas comissões da verdade, ongs de minorias, nucleos de intelectuais de esquerda nas universidades, o Governo perde o dominio do territorio, só possivel de controlar pelo monopolio da violencia pelo Estado, violencia essa deslegitimada por aqueles que hoje se queixam de falta de segurança.

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Quando BH não era uma cidade

Quando BH não era uma cidade violenta como é hoje tinha a nítida impressão da influência da mídia sobre a sensação de insegurança dos moradores da região com base no que acontecia em São Paulo e Rio.

Óbvio, a mídia nacional está toda concentrada lá e usam de seu próprio meio como régua para o resto.

A pergunta que faço, entretanto, é a seguinte.:

Até que ponto a mídia extrapolo na abordagem do assunto? Dito de outra forma, não é mesmo apavorante um índice de homicídios que supera a casa das 50 mil mortes por ano?

Ora, esses dias abri o site da bbc. Nele constava um vídeo de um ciclista que tomou uns safanões de um babaca a troco de nada. Sugeriam no final que o vídeo serviria para identificação dos malfeitores.

Tive vontade de rir... Outro dia falaram que a polícia alemã disparou 60 tiros num anos desses que passou, provavelmente 2012. Morrem assassinados lá não mais que 400 pessoas num ano.

A média é mais ou menos esta em todo território europeu.

O erro então não está na repercussão do tema de modo amplo e intenso, mas no foco. Há evidente proposta de recrudescimento da "repressão ao crime" e do "aumento das penas" enquanto aguarda em sono profundo evidenciar a prevenção, melhoria das condições de vida nas periferias, alteração do sistema para a proteção da parcela mais carente de serviços sociais.

P.s: Já foi dito, apenas merece ser repetido: furtos, roubos e estupros contribum sobremaneira para a sensação de insegurança.

P.s2: O período abordado pelo autor não leva em conta o processo caótico de urbanização ocorrido. Com ele as precariedades de transporte, habitação e saneamento que deterioram a qualidade de vida. Vai impactar no mal-estar.

P.s3: É curioso a queda de criminalidade em São Paulo vir acompanhado da falta de preocupação com a presença de uma organização criminosa que - vez ou outra - impões severmos limites a circulação de pessoas nessa cidade, logo alí impondo suas próprias leis.

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BHZ

Desaparecimentos "forçados"

As estatísticas não são confiáveis, porque não incluem os desaparecimentos....

 

Pesquisa do IDDH relaciona ações de PMs com os "Desaparecidos da Democracia"

Estudo compara queda dos autos de resistência com aumento de pessoas desaparecidas

Jornal do Brasil
Cláudia Freitas

10/11 às 05h57 - Atualizada em 10/11 às 08h02

As estatísticas sobre criminalidade no Estado do Rio de Janeiro divulgadas recentemente pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), referentes ao mês de agosto de 2013, estão servindo de base para um estudo dos princípios da violência na cidade, elaborado pelo Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (IDDH). O projeto do IDDH tem como meta traçar um perfil das pessoas desaparecidas no Rio, nos últimos anos, comparando o aumento no número de registros desses casos com a diminuição dos autos de resistência (morte em confronto com a polícia), além de prever um suporte jurídico e psicossocial para as famílias das vítimas.

Os responsáveis pela pesquisa avaliam que os policiais militares estão cometendo mais assassinatos, porém passaram a sumir com o corpo da vítima, para atrapalhar as investigações. O desenvolvimento do projeto deverá ser custeado com a renda integral do show "Somo Todos Amarildos", com a participação de Caetano Veloso e Marisa Monte, que será realizado no dia 20 de novembro, no Circo Voador, na Lapa, Centro da cidade.

O jurista João Tancredo, presidente do IDDH, acredita que a pesquisa vai evidenciar a relação existente entre o número de desaparecidos no Estado com a redução de uma ocorrência policial conhecida como auto de resistência. Tancredo tem recebido no instituto um número crescentes de denúncias de familiares de pessoas que não são mais encontradas após abordagens feitas por policiais militares em operações da corporação ou em blitz. "Esses relatos nos levam à conclusão de que os PMs continuam cometendo crimes, especialmente nas comunidades carentes, talvez até com mais frequência, só que agora eles somem com os corpos das vítimas, como forma de atrapalhar as investigações. Quando eles optam por desaparecer com o corpo, é claro que estão buscando meios de preservar a corporação e, consequentemente, também interferem nos números da criminalidade", explicou o jurista.

A proposta de João Tancredo é formar um grupo de trabalho para desenvolver a pesquisa, composto por cientistas sociais, psicólogos, assistentes sociais, advogados e entidades e movimentos sociais empenhados nas questões da violência urbana. Primeiramente, será feito um levantamento de todos os casos relatados pelos denunciantes ao instituto e das estatísticas do ISP, para se chegar às conclusões e cálculos finais. Uma das ONGS mais atuantes nas manifestações populares contra a criminalidade e violência policial, a Rio de Paz, já confirmou na sua participação no projeto.

Segundo Tancredo, o ano de 2007 foi um dos mais violentos e teve um número recorde de auto de resistência. "Foram 1330 pessoas assassinadas, de acordo com os registros feitos nas delegacias, um recorde histórico. No entanto, nesse mesmo ano o número de pessoas desaparecidas era de 380", informou o advogado. Já em 2008, ainda de acordo com as análises do IDDH, o quadro começa a se inverter no ano seguinte, com um expressivo aumento no número de desaparecidos e redução nas mortes durante confronto com a PM. "Em 2013, o número de pessoas desaparecidas já chega a quase 1 mil, enquanto as mortes em autos de resistência, 700", diz Tancredo. A partir das estatísticas do IDDH, obtidas no somatório dos registros de denúncias e estudos oficiais, o jurista alerta que o atual cenário da violência na cidade é muito "óbvio" e "grave", envolvendo uma corporação que tem a função de proteger o cidadão.

Pelas estatísticas divulgadas há duas semana pelo ISP, os números apontam para uma redução de 17 casos de "Homicídio Decorrente de Intervenção Policial (Auto de Resistência), com 44 casos registrados em 2012 contra 27 em 2013. Já o número de pessoas desaparecidas passou de 418 em 2012 para 517 em 2013.

Na visão do sociólogo do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (LAV/Uerj), Ignácio Cano, a pratica do auto de resistência como forma de mascarar os homicídios cometidos por policiais civis e militares passou a ser comum no cenário da segurança pública do Estado. Ele relembra que vários estudos acadêmicos e debates foram promovidos em torno do tema, por entidades e movimentos sociais contra a violência urbana. Desde o início da década de 90, agentes da PM e da civil usam dessa "metodologia" nas favelas cariocas, mas o tema ganhou repercussão internacional e estabeleceu um clima de tensão social com o caso do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido da comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, no dia 14 de julho, após ser conduzido por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para uma "averiguação". Investigações do Ministério Público concluíram que Amarildo foi torturado, morto e teve o seu corpo ocultado pelos PMs, sob a orientação do próprio comandante da UPP, o major Edson Santos.  

A cruel realidade mascarada pelos números oficiais

Na semana passada, o portal Viva Favela publicou uma reportagem especial do líder comunitário da Rocinha, William Oliveira, sobre a questão das pessoas desaparecidas em comunidades carentes do Rio de Janeiro. Na matéria, o sociólogo Michel Misse, diretor do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu) da UFRJ/IFCS, faz um alerta acerca das estatísticas do ISP, que pode não representar a realidade, levando em conta que a polícia faz o registro, mas não monitora o reaparecimento dessas pessoas, ou seja, são número "hipotéticos".

As avaliações de Misse divulgadas na reportagem apresentam números que refletem uma realidade preocupante. Cerca de 71% dos desaparecidos registrados pela polícia reapareceram vivos, 15% não reapareceram e 7% reapareceram mortos. Do total de mortes, mais da metade podem ser classificados como homicídios dolosos pela suas características de execução, mas não foram considerados pela polícia ou pela secretaria de saúde como dessa natureza. Apenas 1% dos não foram registrados como homicídios, mas há conhecimento de foram assassinados pelo depoimento de parentes aos pesquisadores ou à polícia. “Se fosse possível projetar esses números para o universo de 60 000 desaparecidos registrados entre 2000 e 2012, teríamos cerca de 500 a 600 pessoas assassinadas sem registro na polícia ou na secretaria de segurança neste período, um número semelhante ao dos desaparecidos durante a ditadura em todo o Brasil”, projetou Misse na entrevista ao Viva Favela.

"Se o amigo não tivesse sobrevivido, até hoje estaríamos procurando pelo meu marido"

A história contada por uma moradora da Baixada Fluminense, que vamos identificá-la na reportagem apenas por F., ilustra bem a contabilidade apresentada por Misse. F. teve o seu marido supostamente assassinado por policiais militares do Batalhão de Mesquita, após ser abordado em uma blitz na Rodovia Presidente Dutra, próximo a casa de shows Riosampa. O marido de F. estava com os documentos do seu carro irregular e os policiais tentaram uma "negociação" para liberá-lo da infração, mas o homem se recusou a aceitar. Os policiais pediram, então, para ele e seu amigo que o acompanhava seguir o carro da PM até um local, pois "precisavam conversar e resolver o assunto". "O meu marido e o seu amigo foram levados para um local ermo no bairro Cabuçu e ambos foram espancados e jogados num rio. Só que o amigo dele sobreviveu e conseguiu nos avisar do fato. No dia seguinte, a polícia encontrou o corpo do meu marido. Se o amigo não tivesse sobrevivido, até hoje estaríamos procurando pelo meu marido", contou F.

"a polícia quando faz, faz bem feito"

A dona de casa Maria Lúcia Nunes Guerreiro, de 63 anos, conhece muito bem a dor e o desespero de esperar por alguém que desapareceu. Moradora da favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, Maria Lúcia vive à base de tranquilizantes e antidepressivos desde o desaparecimento de seu filho, o motoboy Lúcio Wagner Nunes Guerreio, há dez anos. Na época, Lúcio tinha 23 anos e sonhava em ter a sua frota de mototáxi na comunidade. A última vez que Maria Lúcia falou com seu filho, ele estava numa "corrida" para Vila Isabel, transportando um passageiro da comunidade. Lúcio foi parado numa blitz policial. "Eu estava preocupada porque ele tinha médico marcado e já estava atrasado, mas ele me tranquilizou dizendo que estava numa blitz, mas que logo chegaria em casa", disse Maria. No entanto, Lúcio não chegou e a sua mãe voltou a procurá-lo. "Dessa vez atendeu um homem se identificando como policial e dizendo que ia jogar o meu filho do Alto da Boa Vista e falava também 'ele é muito certinho pro meu gosto, muito certinho'", contou Maria, confessando que até pensou que fosse uma brincadeira de mau gosto de um amigo, mas depois viu que se tratava de um criminoso.

Durante três meses, a dona de casa procurou pelo filho em todos os cantos da cidade, em hospitais, órgãos policiais e Instituto Médico Legal, além de solicitar ajuda policial todos os dias. O registro do desaparecimento foi feito por Lúcia na 20º DP (Vila Isabel) e ela chegou a prestar depoimento na Corregedoria Geral Unificada (CGU), no Setor de Descobertas da Polícia Civil. Na época, Maria Lúcia recebeu uma carta anônima e telefonemas indicando a localização do corpo e atribuindo o crime ao tráfico, mas nada foi comprovado. "Eu recebi uma intimação do Batalhão de Tijuca e fui até lá com o meu marido e um amigo, achando que eles tivessem alguma novidade sobre o paradeiro do meu filho, mas aconteceu um outro fato estranho. Um homem suspeito, que não estava fardado, me falou dentro do batalhão, assim que eu entrei, que 'a polícia quando faz, faz bem feito'. Depois disso, fiquei com medo e voltamos para casa sem qualquer resposta", contou Maria.

Dez anos e seis meses após o desaparecimento de Lúcio, Maria confessa que sua vida "se resumiu a muitos remédios e sofrimento". "Eu não tenho Natal, Ano Novo, nem mais nenhuma data comemorativa. Choro todos os dias. Mas tenho a esperança de um dia encontrar o meu filho vivo. Tenho sim, ainda tenho” diz Maria. Quando deu essa entrevista ao Jornal do Brasil, a dona de casa estava em um local que passou a fazer parte da sua rotina quase que diária: um consultório médico.

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Existe uma escalada de violência letal no país?

Sim!

Existe uma escalada de violência letal no país! Os números totais absolutos permanecem estáveis devido a significativa redução ocorrida no estado de São Paulo e em menor escala no Rio de Janeiro. Claro que o medo de ser assassinado agora é maior do que em décadas anteriores. A taxa de homicídios entre 1980 e 2010 cresceu mais de 120%!

Entre 2000 e 2010 o número de homicídios teve a seguinte variação:

Região Norte: + 147%

Nordeste: + 96%

Sul: + 67%

Centro Oeste: + 24%

Sudeste: - 42%, mas aqui podemos ver que em Minas Gerais cresceu + 72% e no Espírito Santo + 21%.

A insegurança tem a ver também com roubos e furtos, neste caso a explosão foi ainda maior!

O medo da população é real e não apenas incentivado pela mídia e pelas redes sociais. Não adianta levar os números para o porão do DOI-CODI ou do DOPS para dizerem o contrário, como você fez.

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Talvez...

Qual a fonte desses números?

 

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http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_web.pdf

http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_web.pdf

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Cuidado ao analisar isso

Cuidado com a pegadinha. Estão dizendo por ai que o DF é o lugar mais violento do Brasil, sim, as estatísticas mostram isso, mas não dizem que são contados ai as mortes ocorridas nos hospitais do DF que são levadas das cidades do entorno, municipios goianos, muito violentos, a maioria são vítimas do tráfico de drogas, isso tem que ser posto tmbm

Agora vejam , no vídeo abaixo, a manipulação da Globo, isso é incrível, que mídia essa nossa heim

 

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Grato, Spin F

Lançamento do Mapa da Violência 2012

 

No video acima, coletiva de Imprensa - Lançamento do Mapa da Violência 2012  Ao contrário do que apresentou o Alexandre Garcia, esta reportagem não mostrou visão distorcida sobre a violência no DF

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Grato, Spin F

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