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Blog de Fábio de Oliveira Ribeiro

O que Ernst Cassirer tem a ensinar aos juízes encarregados de julgar Lula?

Ao indeferir a liminar no Mandado de Segurança impetrado por Lula contra o bloqueio dos seus bens por Sérgio Moro, o Desembargador João Pedro Gebran Neto, TRF-4, afirmou que o ex-presidente recebe um benefício que foi revogado pela CF/88  http://jornalggn.com.br/noticia/gebran-nega-desbloqueio-em-conta-de-lula-achando-que-ele-tem-auxilio-mas-nao-tem. O erro que ele cometeu é evidente e pode até ser corrigido através de Embargos de Declaração, mas há algo mais que pode ser dito sobre o episódio. Leia mais »

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Racismo com força de Lei

O criminoso Michel Temer foi absolvido no TSE, Lula foi condenado por Sérgio Moro por um crime impossível inventado no ato da prolação da sentença. O negro Rafael Braga foi condenado em virtude de portar substancias supostamente explosivas que não poderiam explodir segundo o Laudo pericial. O branco Breno Fernando Solon Borges, filho de uma Desembargadora, foi imediatamente solto apesar de estar portando armas de fogo e 130 quilos de cocaína. Estes exemplos sugerem indagações relevantes sobre o funcionamento do Judiciário no Brasil.

Ao contrário de outros juristas, não creio ser necessário discutir quem faz a Lei no Brasil. É preciso descer aos porões do edifício jurídico para investigar o que realmente se considera Lei neste país.

Em geral, os doutrinadores afirmam que Lei é a norma geral abstrata negociada e aprovada na arena política da qual ela sai para se tornar válida e eficaz a todos os cidadãos, inclusive e principalmente àqueles que são encarregados de fazer cumprir o texto legal. A Lei se distingue da moral porque não é facultativa e porque seus efeitos devem se fazer sentir independentemente da moralidade do grupo social a que pertence o cidadão. Leia mais »

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Sobre os prodígios em Roma e no Brasil, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Foto AFP

Sobre os prodígios em Roma e no Brasil

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Por volta de 2001 resolvi ler e fazer anotações sobre a obra Abe Urbe Condita Libri, Tito Lívio, que havia comprado alguns anos antes. Sempre que algo me chama a atenção retorno àquela monumento da historiografia antiga. Foi o que ocorreu hoje, quando vi o vídeo de uma cabra que nasceu com um olho só na India. Imediatamente lembrei-me dos prodígios relatados pelo escritor romano.

Ao longo de sua obra Tito Lívio narra vários prodígios (chuvas de terra, de carne e até de sangue, nascimentos de animais e crianças deformadas, fenômenos luminosos estranhos, estátuas que choram, ilhas que nascem, epidemias desconhecidas, fantasmas que aparecem vestidos de branco, altares que levitam,  raios que atingem templos, muralhas e monumentos públicos, etc…) de maneira burocrática. Muitas vezes ele credita os prodígios à credulidade popular. Mas ao final de sua obra ele faz uma curiosa preleção sobre seu trabalho sobre os registros destes episódios:

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Transformers 5, ou o triunfo da propaganda sobre as virtudes da lenda do rei Arthur

Por Fábio de Oliveira Ribeiro

 

Não pretendo falar do enredo confuso do filme. Também não comentarei as cenas de ação monotonamente extravagantes e o final previsível.

Duas coisas me chamaram a atenção em Transformers 5. A primeira foi a propaganda descarada do F-35 e do novo Destroier da marinha dos EUA. A segunda é a transformação que estes dois personagens sofrem no filme.

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Vidas paralelas: Sérgio Moro e Mao Tsé-Tung

Na sua autobiografia - que citarei aqui apenas de memória, pois dei o livro a uma amiga - o Dalai Lama narra o encontro que teve com Mao Tsé-Tung. O governante do Tibete era muito jovem naquela oportunidade. Ele afirma que o líder comunista foi muito gentil e lhe ofereceu doces feitos na província chinesa em que ele havia nascido. Todavia, quando Mao passou a falar de política, da natureza feudal do regime tibetano e da necessária reintegração à China daquela parcela do território chinês que era o Tibete, Tenzin Gyatso soube imediatamente que o líder chinês era o destruidor do Dharma*.

A legislação civil brasileira atribui a propriedade do imóvel àquele em cujo nome o mesmo se encontra registrado no Cartório de Registro de Imóveis. Na aplicação da Lei Penal, o juiz não pode deixar de reconhecer a validade e eficácia de uma certidão imobiliária, mas foi exatamente isto que Sérgio Moro fez ao condenar Lula por ter recebido o Triplex como propina apesar do imóvel estar em nome da construtora e ter sido dado por ela em garantia a CEF. Leia mais »

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Lula x Sérgio Moro: chegou o momento do juiz virar réu

A defesa de Lula optou por impetrar com um Mandado de Segurança contra o bloqueio dos bens do réu que afeta, inclusive, os interesses de terceiros (herdeiros de dona Marisa e funcionários do Instituto Lula).

http://jornalggn.com.br/noticia/defesa-tenta-anular-bloqueio-de-bens-de-lula-no-trf4#comment-1121382

Perfeito. Como disse ao comentar outra matéria ontem:

"A liberdade de Lula não está em questão, portanto, não é caso de Habeas Corpus.

A decisão vai perdurar até o julgamento do recurso antecipando efeitos deletérios da pena cuja execução não pode ocorrer em virtude da ausência de trânsito em julgado.

Talvez seja um caso típico de Mandado de Segurança contra o ato praticado pelo juiz criminal. Lula não pode ser privado do patrimônio sem ser reduzido a condição de indigente, o mesmo vale para os herdeiros da metade qie pertencia a esposa dele. 

Neste caso um MS poderia ser impetrado por Lula. Outro pelos herdeiros da dona Marisa." Leia mais »

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O Brasil e a verdadeira saga Divergente, por Fábio de Oliveira Ribeiro

O Brasil e a verdadeira saga Divergente

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Quem acompanha minha coluna sabe que adoro demolir e ridicularizar filmes norte-americanos. Hoje, porém, farei algo diferente. Para variar vou virar uma trilogia pelo avesso para mostrar que até os filmes "made in USA" podem ser úteis na disputa por corações e mentes.

Vivemos numa sociedade dividida em facções. Não, eu não estou falando da saga Divergente e sim do Brasil atual. E no entando, nossa triste realidade tropical se parece muito com a ficção pós-apocalíptica que rendeu três filmes razoáveis. Leia mais »

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Uma nova americanização do Brasil, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Uma nova americanização do Brasil

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Um dos episódios mais grotescos da História do Brasil é assim narrado por Moniz Bandeira:

“A americanização do Brasil significava, para os homens que assumiram o poder a 15 de novembro de 1889, o fim da herança colonial, a industrialização, o progresso da democracia. Era o mesmo ideal que, durante um século, todas as gerações revolucionárias agitaram. A república sintetizava-o, embora representasse um retrocesso institucional em relação à monarquia parlamentar existente no Brasil. O governo provisório lançou-se, febrilmente, à tarefa de sintonizar o Brasil com o tempo.

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Vidas paralelas: Sérgio Moro x Trovão Azul

Sérgio Moro condenou Lula porque a propriedade do Triplex é de uma construtora e porque ele nunca recebeu a posse do imóvel. Ao julgar os Embargos se Declaração do réu ele o comparou ilegal e indevidamente a Eduardo Cunha. Depois, a pedido do MPF ele confiscou todos os bens de Lula, muito embora não exista qualquer relação causal entre a formação deste patrimônio e o crime impossível que foi atribuído ao ex-presidente do Brasil. Leia mais »

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O Direito Penal e o excesso punitivo criminoso, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Foto Albari Rosa/Gazeta do Paraná

O Direito Penal e o excesso punitivo criminoso

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Ao rejeitar os Embargos de Declaração de Lula, Sérgio Moro comparou o réu a Eduardo Cunha.

Curiosa esta comparação. Ao julgar processos distintos o juiz deve avaliar a conduta de cada réu à luz da prova existente no processo levando em conta a imputação especificamente feita a cada um pelo Ministério Público. “Quod non est in actis non est in mundo”, o que não está nos autos não pode ser reconhecido pelo juiz.

Deltan Dellagnol não acusou Lula de ser co-autor dos crimes cometidos por Eduardo Cunha ou vice e versa. Portanto, o juiz não poderia invocar a conduta de um para justificar a pena imposta ao outro: Lula e Eduardo Cunha não podem ser tratados como cúmplices. A comparação entre ambos, portanto, não se alicerça em nenhum requisito jurídico.

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A espada é a Lei

O sistema político brasileiro está nas mãos dos juízes. O processo de desmonte da CF/88 e da revogação da soberania popular começou quando do julgamento do Mensalão do PT, se aprofundou com o golpe de 2016 possibilitado pela colaboração entre o STF e Eduardo Cunha e se completou com a condenação de Lula por Sérgio Moro.

Um pacto social pressupõe igualdade de condições entre os contratantes. A desigualdade entre o povo e os juízes é evidente. A população brasileira está desarmada e seu instrumento político, o PT, segue sendo ferozmente triturado sob o rolo compressor da imprensa e da perseguição judiciária.

Os juízes, por outro lado, tem a espada à sua disposição. As decisões que eles proferem respeitando ou não a Lei podem ser cumpridas “manu militari”. Qualquer resistência será interpretada como ação criminosa. No limite os adversários dos juízes podem ser tratados como terroristas. Leia mais »

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Juiz ladrão

Em 1977 eu gritava juiz ladrão num campo de várzea.

Em 2017 vou gritar juiz ladrão no STF.

O teto virou piso e o roubo é legal.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/07/1901620-depois-de-sete-anos-mensalao-da-toga-pode-ficar-impune.shtml

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2 Twitters para Ciro Gomes

Ciro Gomes atacou ferozmente Lula. Ele culpou o ex-presidente por ter dividido o Brasil de uma maneira odienta.

Hoje mandei dois Twitters para o Ciro Gomes:

Você endossou o discurso dos canalhas canalhas canalhas que culpam Lula por ter desafiado a elite. Mas vocês não desapontaria Mao Tsé-Tung. https://t.co/JM2OUwmF1E

Nada mais tenho a dizer a você. Nada mais escutarei de sua boca corrompida pelo elitismo e pela covardia. BLOQUEADO.

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Do julgamento do mensalão à condenação de Lula, por Fábio de Oliveira Ribeiro

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Foto: Gil Ferreira/STF

Por Fábio de Oliveira Ribeiro

O advogado e deputado federal Wadih Damous afirmou que a condenação de Lula por Sérgio Moro equivale a morte do Direito: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/wadihdamous/306526/Moro-e-a-morte-do-direito.htm.

Damous parece não ter levado em consideração a relação causal que existe entre a condenação de Lula e o julgamento do Mensalão do PT pelo STF. José Dirceu foi condenado com base na teoria do domínio do fato (Joaquim Barbosa), porque não provou sua inocência (Luiz Fux) e porque a literatura permitia a condenação (Rosa Weber). As matérias jornalísticas que acusavam José Dirceu foram utilizadas como provas dos crimes que ele supostamente havia cometido. Os mesmos abusos foram cometidos por Sérgio Moro no caso de Lula. Portanto, não foi o juiz da Lava Jato que assassinou o Direito. Moro apenas enterrou na primeira instância a vítima assassinada diante das câmeras de TV por Gilmar Mendes e seus parceiros.    

Na época do julgamento do Mensalão fui o único advogado a sugerir a utilização da técnica da ruptura de Jacques Vergès. Os advogados dos réus optaram por defesas técnicas, os ministros do STF limparam os traseiros com a CF/88 e o resto é história. O advogado de Lula parece estar seguindo pelo mesmo caminho de um tecnicismo que foi sepultado. O resultado provavelmente será devastador para o cliente dele e para o Brasil.  Abaixo republico aquele o texto originalmente divulgado no CMI: https://midiaindependente.org/pt/red/2012/08/510278.shtml.  

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4 Twitters para Lula

1- Caro

A elite judiciária não consegue ver que o Brasil tem o tamanho da Europa. No máximo ela imagina que vivemos em Porto Rico. Leia mais »

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O que o filme Homem Aranha 3 tem a ensinar aos inimigos de Lula?

Os requisitos da sentença são definidos pelo Código de Processo Penal:

Art. 381. A sentença conterá:

I - os nomes das partes ou, quando não possível, as indicações necessárias para identificá-las;

II - a exposição sucinta da acusação e da defesa;

III - a indicação dos motivos de fato e de direito em que se fundar a decisão;

IV - a indicação dos artigos de lei aplicados;

V - o dispositivo;

VI - a data e a assinatura do juiz.

Quando era jovem, fui serventuário concursado lotado num cartório criminal da Justiça Comum paulista. Naquela época manuseava diariamente centenas de processos criminais, alguns sentenciados outros por sentenciar. Trabalhei com vários juízes, mas marcou-me muito a precisão técnica e a concisão de um deles: o titular da Vara.

Pessoalmente eu não gostava muito daquele juiz. Certa feita ele implicou com minha estrelinha do PT e eu sustentei meu direito de usá-la no cartório. Mesmo assim, devo fazer aqui uma modesta homenagem ao tal. Leia mais »

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O julgamento impessoal do réu x A decisão possivelmente motivada pela vontade do juiz

De tudo o que foi dito até o presente momento, me parece evidente que ao condenar Lula o juiz Sérgio Moro se afastou tanto das provas (Lula nunca teve a posse e a propriedade do imóvel que teria recebido como propina) quanto da Lei Penal que obriga o magistrado a considerar o réu presumivelmente inocente e motivar a condenação com base nos documentos e depoimentos existentes nos autos (os documentos que foram juntados pelos defensores do réu o juiz da lava Jato estranhamente confessou que não leu). Juristas de renome acusam Sérgio Moro de praticar Lawfare, instituto sofisticado que somente nos últimos tempos começou a ser discutido no Brasil https://pt.wikipedia.org/wiki/Lawfare. Leia mais »

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Domínio do fato, a la carte, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Domínio do fato, a la carte

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão e a 19 anos de banimento da política porque não é proprietário do Triplex e porque não existem provas de que ele exigiu ou recebeu o apartamento como propina para beneficiar a construtora.  É evidente que a convicção de Deltan Dellagnol de que o réu é culpado teve mais valor fático probatório do que a prova material da propriedade do imóvel por um terceiro. O PowerPoint do MPF apontando Lula como chefe de quadrilha adquiriu mais valor jurídico do que o princípio constitucional da presunção de inocência.

Estabelecidas as bases da condenação em que a ausência de prova de inocência foi considerada indício de culpa, nós devemos utilizar os mesmos critérios para julgar o juiz que proferiu a condenação. Mas como sou abusado, farei uso também da teoria do domínio do fato, a la carte.

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Observações sobre a reforma trabalhista

O GGN publicou na integra um quadro comparando a CLT à reforma trabalhista aprovada no Senado: http://jornalggn.com.br/sites/default/files/documentos/quadro-comparativo-reforma-trabalhista_1.pdf. Abaixo fiz algumas observações sobre as inovações.  Leia mais »

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Guerra de classes sem quartel...

O transformou os brasileiros em índios sem direitos , trabalhistas e sociais para sermos colonizados pelas finanças gringas. Leia mais »

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Uma prova escrita da falência do Estado

Hoje chegou as minhas mãos cópia da certidão de Oficial de Justiça da Comarca de Macaé RJ. O servidor deixou de cumprir a decisão judicial porque o local em que o mandado seria cumprido é muito perigoso. Ele alertou que teme por sua vida e se sente ameaçado.

Esta certidão, que tem fé pública e foi produzida nos autos de um processo judicial, atesta a completa falência do Estado no Rio de Janeiro. Uma das características dos Estados modernos é a rápida e eficaz distribuição de justiça. Os Estados falidos raramente conseguem fazer isto, pois eles não tem autoridade dentro dos seus territórios.

Curiosamente, vários juízes e desembargadores do Rio de Janeiro que ganham acima do teto. Apesar dos salários gordos e aposentadorias suculentas que paga aos membros do seu Judiciário, o Rio de Janeiro não consegue mais respeitar o direito dos cidadãos á prestação jurisdicional. Não consegue também fazer respeitar as Leis dentro do território estadual. Leia mais »

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A fome voltou...

Em agosto de 2015 as manifestações contra Dilma Rousseff se caracterizaram por panelaços realizados por aqueles que raramente usam suas panelas http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/o-terror-das-panelas-cheias-e-silenciosas-na-periferia-por-fabio-de-oliveira-ribeiro. O que eles demonstravam era o terror das panelas cheias nas periferias.

Veio o golpe e a economia real afundou nos juros pagos aos paneleiros de 2015. As panelas deles estão quietas, mas as panelas dos pobres estão vazias. Michel Temer congelou os investimentos em educação e saúde, destruiu todos os programas sociais e quer revogar direitos trabalhistas e previdenciários. A retomada da economia não ocorreu e o caos começou a torpedear as finanças dos Estados e municípios. Ninguém poderá ser socorrido pela União em razão da queda de arrecadação de tributos federais. Leia mais »

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Maia habita uma terra nebulosa, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Ascensão e queda do anão de São Conrado

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Rodrigo Maia chegou à presidência da Câmara dos Deputados por acaso e em virtude da prisão de Eduardo Cunha. Antes de se tornar o terceiro homem mais importante de uma república que rapidamente foi transformada num sindicato de ladrões, Maia era apenas um deputadinho Zé Ruela cuja única virtude era ostentar o nome do pai. Rodrigo Maia não é um gigante entre anões, ele é apenas um anão entre anões golpistas. Em que grupo de anões ele merece ser colocado?

“Os Nibelungos são, na mitologia nórdica, um povo formado por anões. Eles habitavam Niflheim, também chamada de Mistland, ou Terra das Neblinas. Era em Niflheim, terra gelada e esquecida, onde moravam aqueles que não morreram em batalhas, juntamente com anões e gigantes, e onde se enterravam as raízes da gigantesca árvore YggDrasil.

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Vim, Vi, Venci e Fugi, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Vim, Vi, Venci e Fugi

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Quando era jovem trabalhei numa metalúrgica que tinha quatro seguranças, que vou aqui chamar de Vim, Vi, Venci e Fugi.

Vim era um nordestino boa praça que cuidava da entrada dos empregados. Um verdadeiro cão de guarda dos cartões e do relógio de ponto. Geralmente era alegre, mas tendia a ser um pouco autoritário com os operários menos qualificados. Quando bebia uma pinga no botequim ao lado da fábrica, Vim ficava valente. Qualquer coisa o fazia levar a mão ao revolver. Então eu corria a chamar o chefe da segurança, a única pessoa capaz de acalmar o cabra antes dele meter bala nas ventas de alguém por qualquer agravo imaginário.

Vi era um negro sorridente que cuidava da portaria do prédio administrativo da empresa. Ele não usava o revolver da empresa, preferia usar o 38 cano longo niquelado que orgulhosamente portava onde quer que fosse. Vi tinha uma mania terrível. De vez em quando ele fazia roleta russa com seu revolver. Se alguém estivesse desatento ele fazia roleta russa nessa pessoa e ria até se fartar quando a vítima quase morria de susto. Eu suspeitava que ele usava uma munição da qual havia retirado a pólvora, mas o diabo é que a mesma nunca picotava a espoleta quando ele fazia roleta  russa.

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Bonsonarices do bolsonaro

Há alguns dias o deputado Jair Bolsonaro disse que a especialidade dele é matar. Bob Fernandes comentou a frase, chamando-o de fascista, mencionou o resultado de uma pesquisa e relembrou a história da Alemanha nos anos 1930 https://www.facebook.com/bob.fernandes.imagine/videos/1361582410603761/.

Franklin Delano Roosevelt, pai do Neal Deal, disse que a única coisa a temer é o próprio temor. Ele estava certo nisto e na absoluta necessidade do Estado tributar os ricos e investir em obras de grande envergadura para recuperar uma economia submetida à uma forte depressão.

Não Bob Fernandes. Não devemos temer Bolsonaro. Devemos apenas dizer três coisas para ele:

1-    Seu discurso não me convence – nenhuma guerra civil é necessária ou inevitável.

2-    Você não me amedronta – sei quais são os meus direitos e vou lutar para defendê-los de maneira pacífica e de outras formas também. Leia mais »

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O que Aristóteles tem a ensinar aos injustos juízes brasileiros?, por Fábio de Oliveira Ribeiro

O que Aristóteles tem a ensinar aos injustos juízes brasileiros?

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Aristóteles afirma que:

“Lo proprio de la justicia es saber distribuir las cosas según el derecho de cada uno, mantener las instituiciones de su país, obedecer a los usos que tienen forza de ley, observar religiosamente las leyes escritas, decir siempre la verdad donde quiera que sea necessario, y cumprir religiosamente los compromissos contraídos. La justicia tiene por objeto primeiro los dioses, despúes los genios, luego la patria y los padres, y por fin, los que han dejado de existir. Todos essos deberes constituyen la piedad, que es una parte de la justicia, o por lo menos, una consecuencia de ella. Otras consecuencias de la justicia son la santidad, la sinceridad, la buena fe y el odio a todo lo que es malo.” (Aristóteles, Los Tres Tratados de La Ética, III. Moral a Eudemo, Clásicos Inolvidables, Librería El Ateneo, Buenos Aires, 1950, p. 675)

“La injusticia es el vicio del alma, que hace que los hombres pretendam más que los que se les debe.” (Aristóteles, Los Tres Tratados de La Ética, III. Moral a Eudemo, Clásicos Inolvidables, Librería El Ateneo, Buenos Aires, 1950, p.673)

Em 2016, com ajuda do STF, a Câmara dos Deputados incinerou 54,5 milhões de votos atribuídos a Dilma Rousseff por causa das famosas pedaladas fiscais. O vice-presidente, que também havia assinado decretos de pedaladas fiscais foi preservado. Pouco tempo depois a Câmara dos Deputados autorizou o usurpador Michel Temer a dar quantas pedaladas fiscais que ele quisesse.

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Observações miúdas sobre o novo Direito Penal

Há duas décadas brincávamos dizendo que havia no processo um "princípio do jogo do bicho": vale o que está escrito nos autos. Na atualidade o único princípio válido no processo é o "princípio da boca de fumo": a boca é minha porra, aqui quem faz as regras sou eu.

E assim o Direito submerge na criminalidade. E se torna ele mesmo incapaz de definir, perseguir e punir crimes sem cometer crimes ainda maiores. Afrânio Jardim alerta para a privatização do Direito Penal, coisa de romanos. O que me preocupa é a construção do crime, da pena e da punição durante o processo como ocorria durante a Idade Média. Leia mais »

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Com o supremo e com tudo... mas sem reclamações trabalhistas?, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Com o supremo e com tudo... mas sem reclamações trabalhistas?

por Fábio de Oliveira Ribeiro

As relações do trabalho podem ser classificadas em três tipos: cooperação, controle e administração dos conflitos. A cada uma delas corresponde uma estrutura legal e sindical.

Nos países em que predomina a cooperação, os trabalhadores também assumem os ricos da atividade econômica. Em razão disto eles ganham três vantagens: participação na administração da empresa, garantia de emprego contra dispensas e uma verdadeira participação nos lucros. As dispensas somente podem ser feitas com a anuência da comissão de fábrica e/ou do sindicato. Apenas os conflitos não resolvidos dentro na empresa ou no Sindicato são levados ao conhecimento da Justiça.

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A justiça na era da programação

Em meados do século XIX, quando meu bisavô paterno foi Juiz Provincial na Comarca de Xiririca (atual Eldorado – SP), todos os atos processuais eram todos manuscritos. Portanto, o equilíbrio entre os atores processuais era muito grande. Advogados e promotores produziam manualmente suas alegações, as decisões judiciais também eram manualmente escritas pelos membros do Judiciário.

O advento da máquina de escrever começou a provocar um desequilíbrio entre os atores processuais. Enquanto advogados e promotores datilografavam suas peças os juízes passaram a ser apoiados por datilógrafos nos cartórios e nas salas de audiência. Quando muito, eles datilografavam suas sentenças em casa.

Quando os computadores começaram a ser utilizados nos Fóruns eles apenas substituíram as máquinas de escrever. Durante um período os atores processuais continuaram trabalhando com a mesma dinâmica estabelecida durante a era da máquina de escrever. Leia mais »

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Vidas paralelas: Júlio César x Lula, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Vidas paralelas: Júlio César x Lula

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Júlio César nasceu numa das mais proeminentes famílias de Roma. Lula nasceu pobre. O romano sofreu a vida toda de epilepsia, o brasileiro sempre foi um homem relativamente saudável.

Ambos foram atraídos para a vida política por razões distintas. Em razão da proeminência de sua família, Júlio César estava fadado a ocupar os cargos mais importantes da república romana. Lula ingressou na vida pública depois de ter se tornado o mais célebre e combativo líder sindical do Brasil.

Na juventude, Júlio César foi obrigado a fugir de Roma para não cair nas mãos de Sila. Capturado por piratas nas proximidades da ilha de Farmacussa, ele aguardou o pagamento do resgate. Após ser libertado, César voltou para se vingar ferozmente de seus captores. Lula foi preso durante a Ditadura Militar, mas nunca fez qualquer coisa para se vingar dos policiais federais que o mantiveram no cativeiro.

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