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Blog de Laura Macedo

Fantástico som dos instrumentos de Pereira Filho, por Laura Macedo

Por Laura Macedo

João Pereira Filho - Instrumentista/Compositor.

* 22/09/1914 - Rio de Janeiro (RJ)
+ 12/12/1986 - Rio de Janeiro (RJ)

Pereira Filho começou a estudar, aos cinco anos de idade, violão, cavaquinho e bandolim com seu pai, que era autor de um método para o ensino de instrumentos de cordas. Ainda na infância, participou de pequenos conjuntos, e logo abraçou o violão. Não compôs muito e, praticamente, gravou suas composições instrumentais.

Na década 1930, ingressou na Orquestra de Napoleão Tavares. Depois se juntou à Orquestra de Ioiô da qual fez parte por oito anos. Ainda nessa década iniciou sua carreira discográfica com a gravação de duas faixas, de sua autoria, em violão solo.

 

Jongo africano” (Pereira Filho) # Pereira Filho (violão). Disco Victor (33.686-A) / Matriz (65744). Gravação (22/05/1933).

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Laurindo de Almeida e as composições antes de deixar o Brasil

Por Laura Macedo

O objetivo deste post é destacar composições de Laurindo de Almeida antes da sua partida do Brasil para os Estados Unidos. Vamos adotar a terminologia do nome que usava no Brasil, ou seja, “Laurindo de Almeida”.

Laurindo de Almeida teve uma enorme importância ao introduzir o violão brasileiro no mundo do jazz norte-americano, tornando-se um dos violonistas brasileiro mais conhecido (sem o “de”, como era chamado no Brasil) e apreciado nos Estados Unidos, aonde chegou, em 1947, com trinta anos de idade e por lá viveu por 48 anos até sua morte, ocorrida em 26 de julho de 1995.

O fechamento dos cassinos, no país, em 1946, forçou Laurindo de Almeida a procurar trabalho fora do país. Desembarcou em Los Angeles e instalou-se em Hollywood. Ao contrário do ocorrido quando aportou no Rio de Janeiro, onde passou semanas a "pão e água", chegando a dormir em banco de praça, a sorte não demora a tocar sua porta com o convite do pianista Stan Kenton para integrar sua orquestra.

Sua atuação foi brilhante como violonista, arranjador, compositor em trilhas sonoras de mais de duas centenas de filmes. Ele foi indicado 16 vezes ao Prêmio Grammy e tornou-se o campeão brasileiro, emplacando vários troféus.

 

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Gravações de Francisco Alves pelo Selo Odeonette, por Laura Macedo

 

O Selo “Odeonette” foi lançado, na década de 1920, pela Casa Edison do Rio de Janeiro pioneira na gravação/comercialização de discos no Brasil.

Foi uma série única na discografia brasileira de discos com 15 cm de diâmetro. Segundo o pesquisador Sandor Buysquase todos os discos traziam de um lado uma gravação de Francisco Alves e do outro uma música popular instrumental para orquestra”.

Pesquisando no site da Fundação Joaquim Nabuco encontrei 26 gravações pelo selo “Odeonette”, das quais 12 composições gravadas por Francisco Alves. Na minha garimpagem localizei no site YouTube 8 composições interpretadas pelo Rei da Voz, as quais socializo com vocês.

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Hervé Cordovil, Isaura Garcia e o "Pé de Manacá"

 

O que motivou esta postagem foram algumas fotos publicadas no “Grupo Arquivo Confraria do Chiado/Facebook”, pelo confrade Miguel Bragioni. Fã dois artistas - Hervé Cordovil e Isaura Garcia - pensei: Isso dá um post!!

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O primeiro disco de Bob Nelson, por Laura Macedo

Por Laura Macedo

Bob Nelson gravou seu primeiro disco pelo selo RCA Victor, em 1944, com as composições: “Oh! Suzana [Canção do Vaqueiro]” e “Vaqueiro alegre”.

A primeira composição é uma das mais tradicionais canções norte-americana, do maestro/ compositor Stephen Collins Foster (Lawrenceville/Pensilvânia). Esta música de ritmo lento foi feita durante a Guerra Civil Americana.

Bob Nelson na sua versão adaptou-a em ritmo country, mais rápido e alegre, tornando-a sucesso internacional, com discos vendidos em vários países da Europa e nos Estados Unidos. O certo é que a versão de Bob Nelson influenciou vários cantores, mundo afora, a seguir seu ritmo alegre.

 

 

Oh! Suzana” (Stephen Foster / Arranjos e letra brasileira de Bob Nelson) # Bob Nelson. Disco RCA Victor (80-0238-A) / Matriz (S-078066). Gravação (06/10/1944) / Lançamento (1944).

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Severino Rangel de Carvalho interpretando suas Composições

Por Laura Macedo

 

Nascido na Paraíba, em Itabaina, Severino Rangel de Carvalho (1896-1972) ainda menino, já tocava piston (trompete) na bandinha da sua cidade natal.

Adorava tocar, ao pistom, a polca “Rato Rato”, de Casemiro Rocha, daí veio o apelido de “Ratinho”. Em 1914, mudou-se para Recife, considerado o grande centro cultural da região Nordeste e, um ano depois, já integrava a Orquestra Sinfônica tocando oboé.

Foi, também, no Recife que conheceu, em 1919, José Luiz Rodrigues Calazans, com quem, a partir de 1927 e até 1972, formaria a dupla caipira batizada de Jararaca e Ratinho. O enorme sucesso da dupla ofusca, de certa maneira, a carreira de Ratinho como instrumentista.

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Os violões de Rogério Guimarães e Francisco Alves

Por Laura Macedo

Natural de Campinas, Rogério Guimarães cedo se mudou para o Rio de Janeiro e, tal como outro paulista de renome - Américo Jacomino, o Canhoto -, ele utilizava as cordas do violão às avessas sendo, também, batizado de “Canhoto”.

Carmen Miranda e Rogério Guimarães

Rogério Guimarães teve sua obra registrada nas gravadoras Odeon, Parlophon e RCA Victor. Nessa última, em 1929, se tornou diretor artístico permanecendo no cargo por três anos, período esse que admitiu a novata Carmen Miranda, primeiro sucesso da gravadora, e tantos outros artistas.

 

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Primeiras gravações do Choro Carioca e Grupo Carioca, por Laura Macedo

 

Este disco apresenta as primeiras gravações de dois conjuntos - “Choro Carioca” e “Grupo Carioca” -, cujos integrantes se tornaram grandes mestres do “choro”.

 

Pixinguinha

 

Alfredo da Rocha Viana Filho (1897-1973), o Pixinguinha é o maior chorão de todos os tempos. Compositor de música popular brasileira era também tenor, pianista, saxofonista, além de arranjador, e contribuiu diretamente para edificar o Choro como um gênero musical. Com ele o Choro adquiriu mais leveza, ritmo, graça e também a hábito do improviso.

Pesquisar a história do artista Pixinguinha equivale a um mergulho profundo nas raízes da Música Popular Brasileira e, ao emergir, constatar que a tradição do Choro só pode ser verdadeiramente estudada e compreendida se considerada em pelo menos duas grandes fases, ou seja, antes e depois do genial Pixinguinha.

 

As polcas de autoria de Pixinguinha, contam com o auxílio luxuoso do pistonista Bonfíglio de Oliveira.

 

Carne assada” (Pixinguinha) # Choro Carioca. Disco Phoenix (70.650), 1915.

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Feliz Natal aos amigos do PLN/GGN/Luis Nassif Online

 

Selecionei algumas composições com a temática do NATAL que socializo com vocês. Espero que contribuam com outras canções alusivas à data. Abraços a todos.

 

Canção de Natal” (Chico Buarque) # Chico Buarque.

 

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Ary Barroso - Interpretações em Piano Solo

 

Neste disco 78 rpm temos o grande Ary Barroso interpretando três composições suas, sem parceiros, em piano solo.

 

Faceira” / “Foi ela” / “Terra de Iaiá” (Ary Barroso) # Solo de piano do autor com acompanhamento. Disco Victor (34.420-B) / Matriz (80.935). Gravação (16/11/1938) / Lançamento (fevereiro/1939).

 

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Recordações de Chico Viola - Rei da Voz, por Laura Macedo

por Laura Macedo

 

Convido a todos para ouvirmos este disco e embarcarmos nas “Recordações de Chico Viola - Rei da Voz”.

 

Francisco Alves dispensa comentários, mas é nunca demais ressaltar que ele é um dos maiores mitos da nossa história musical cuja popularidade, guardadas as proporções dos meios de comunicação da época, é difícil de ser comparada na atualidade.

 

Barcarola” (José Maria de Abreu/Francisco Matoso) # Francisco Alves com Orquestra Copacabana. Disco Odeon (11.645-B) / Matriz (5905). Gravação (26/8/1938) / Lançamento (outubro/1938).

 

 

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Centenário de Frank Sinatra

Para os fãs de Frank Sinatra, assim com eu, custa a crer que seu niver de 100 anos é hoje, 12 de dezembro de 2015. Tudo ainda estar tão vivo na nossa memória: shows, filmes e mais de 1.000 canções gravadas, tornando-se um ícone do swing e do jazz, além do charme que exercia na mulherada. Sem sombras de dúvidas um dos maiores cantores populares de todos os tempos

Convido a turma do Blog GGN/Luis Nassif Online para homenageá-lo com suas interpretações, cenas de filmes, fotos e/ou com casos pitorescos da carreira desse artista que liderou a cena musical do século XX.

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Mário Reis em interpretações memoráveis, por Laura Macedo

Por Laura Macedo

Mário Reis foi um dos melhores cantores brasileiros que revolucionou a arte de interpretar o samba. Fez muito sucesso nas décadas de 1920/1930/1940. Sua paixão pelo samba veio através de Sinhô, que ele casualmente conheceu numa loja de instrumentos musicais e de quem foi aluno de violão. Impressionado com a interpretação que dava aos seus sambas, Sinhô o convidou a gravar suas músicas.

 

Foi o criador de um estilo intimista, com interpretação ritmada e suave, que viria a ser retomado, anos mais tarde, pelos artistas da Bossa Nova. Para a época que nasceu (1907) viveu muito, ou seja, até o ano de 1981, deixando um legado imensurável à Música Popular Brasileira.

 

 

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As composições de Eduardo Souto

 

Eduardo Souto foi um grande compositor e pianista que muito honra a Música Brasileira. De origem paulista (São Vicente -14/4/1882) lançou âncora no Rio de Janeiro, aos 11 anos de idade, onde desenvolveu sua carreira artística. Leia mais »

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Ary Barroso na interpretação de conjuntos vocais/instrumentais

 

Neste post vamos destacar quatro Conjuntos Vocais/Instrumentais: Bando da Lua, Quatro Ases e Um Coringa, Anjos do Inferno e Vocalistas Tropicais, interpretando composições do grande Ary Barroso.

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"Malandro em Paris"

Enviado por Laura Macedo

 

No mundo conturbado que vivemos hoje, dominados pela ameaça terrorista, trago um autêntico samba de gafieira, para aliviarmos as tensões que pairam, infelizmente, sobre o mundo.

Blota Jr. / Denis Brean fizeram a letra/música e Linda Batista deu vida ao gracioso samba de gafieira “Malandro em Paris”.

 

Malandro em Paris” (Blota Jr./Denis Brean) # Linda Batista. Disco RCA Victor (80.0646-A) / Matriz (S-092645). Gravação (17/3/1950) / Lançamento (junho/1950).

 

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Carlos Galhardo em "Embalagem Sugestiva"

Por Laura Macedo

Um presente dado sem embalagem não tem o mesmo efeito do contrário. As gravadoras, desde cedo, sacaram a importância delas para atrair o público consumidor de músicas. Tempos atrás (Portal Luis Nassif) já destaquei o charme das capas de partituras e discos.

O amigo Miguel Bragioni (Arquivo Confraria do Chiado) publicou as fotos que utilizo nesta pequena postagem. De posse delas comecei a garimpagem dos dois fonogramas, que só encontrei no “Banco de Dados do Acervo Nirez”. Mais uma vez, deixando a vergonha de lado, recorri ao grande pesquisador Miguel Nirez de Azevedo, sempre disponível a ajudar.

 

Arnaldo Passos, Ari Monteiro e Carlos Galhardo

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Depois do "Adeus" nada melhor que a "Volta"

No dia 1º de novembro, próximo passado, publicamos o post - “Adeus: Fonte de inspiração dos compositores”. Vários integrantes do GGN/Luis Nassif Online marcaram presença com excelentes comentários e sugestões, entre elas, a criação de um novo post com a temática da “Volta”. Afinal os apaixonados merecem uma segunda chance, não é mesmo? Preparem os lencinhos...

Selecionei algumas canções da temática envolvendo as décadas de 1930 a 1960. Espero que osamigos comentaristas contribuam ampliando as nossas sugestões, independentemente, da linha do tempo.

“Volta” (Mário Lopes de Castro) # Jesy Barbosa. Disco Victor (33.269-B) / Matriz (50227). Gravação (4/41930) / Lançamento (maio/1930).

“Volta para o meu amor” (Joubert de Carvalho/Tostes Malta) # Francisco Alves. Disco Victor (33797-A) / Matriz (79644). Gravação (7/6/1934) / Lançamento (julho/1934).

“Voltaste ao teu lar” (Heitor dos Prazeres) # Sílvio Caldas. Disco Victor (33918-B) / Matriz (65817-1). Gravação (21/7/1933) / Lançamento (abril/1935).

“Volta meu amor” (Ary Barroso) # Sílvio Caldas. Disco Odeon (11.298-B) / Matriz (5147). Gravação (13/9/1935) / Lançamento (janeiro/1936).

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"Adeus": Fonte de inspiração dos compositores, por Laura Macedo

 

Inúmeras composições envolvendo a temática “Adeus” permearam, ao longo do tempo, a Música Popular Brasileira. Tem pra todo gosto. Selecionei algumas que socializo com vocês. Espero que gostem e contribuam com outras.

 

“Benzinho adeus” (Zequinha de Abreu) # Artur Castro e Orquestra Jazz Band Pan American do Cassino da Urca. Disco Odeon (123.157). 1925/1926.

 

 

 

Adeus” (Noel Rosa/Francisco Alves/Ismael Silva) # Jonjoca/Castro Barbosa e Grupo da Velha Guarda. Disco Victor (33.548-B) / Matriz (65451). Gravação (12/4/1932) / Lançamento (maio/1932).

 

 

 

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Raul Marques com o samba na veia, por Laura Macedo

A impressão que temos é que o universo musical brasileiro não tem limites. Quanto mais garimpamos, mais encontramos pérolas preciosas do nosso cancioneiro. É o caso, hoje, do compositor/instrumentista carioca Raul Marques (1913/1991), que já foi homenageado pelo grande amigo Luciano Hortencio. Como seu sobrinho - Wiliam Marques -, há tempos me pediu para homenageá-lo, também, hoje estou quitando a promessa feita. Confesso que depois do post do Luciano a tarefa não foi fácil. Mas como dívida é dívida, eis o que consegui garimpar sobre o grande compositor Raul Marques.

 

 

Bairro da Saúde

 

Desde muito cedo começou a frequentar as tradicionais rodas de samba, no bairro da Saúde, onde nasceu. Foi um dos fundadores da Escola de Samba Unidos da Saúde, no início da década de 1930. Passou, também, pela Escola de Samba Barão de Gamboa e, bem mais tarde, pela Escola Recreio de Ramos.

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O único disco solo de Nonô, o 'Chopin do Samba'

Por Laura Macedo

 

Romualdo Peixoto - Nonô (1901-1954) - já nasceu com o dom musical que alguns dos seus descendentes herdaram, a exemplo dos sobrinhos Cyro Monteiro e Cauby Peixoto, do trompetista Araquém Peixoto, do pianista Moacir Peixoto e da cantora Andyara Peixoto.

 

 

Nonô atuou com seu piano em inúmeras gravações, mas infelizmente seu nome não constava nos discos. Em 1932 lançou seu único Disco Solo, com duas composições próprias que compartilho com vocês.

 

 

Uma farra em Campo Grande” (Romualdo Peixoto [Nonô]) # Nonô (piano). Disco Columbia (22111-A) / Matriz (381200). Lançamento (abril/1932).

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As composições de Príncipe Pretinho, por Laura Macedo

Morro de São Carlos

Príncipe Pretinho (José Luís da Costa)
* Rio de Janeiro
+ 1946 - Rio de Janeiro (RJ)

Nosso homenageado de hoje é um compositor pouco conhecido do grande público, mas possuidor de uma obra significativa, totalizando, segundo a base de dados da Fundação Joaquim Nabuco, 64 composições solos e/ou em parcerias com grandes nomes da MPB, a exemplo de Herivelto Martins, Marino Pinto, Peterpan, Raul Marques, Sá Roriz, Henricão, Geraldo Pereira.

 

J. B. de Carvalho (João Paulo Batista de Carvalho)

A carreira artística de Herivelto Martins está, embrionariamente, ligada ao compositor Príncipe Pretinho. Tudo começou quando Herivelto foi morar no Morro de São Carlos e conheceu o compositor. As andanças boêmias dos dois acabaram iniciando o jovem Herivelto no universo musical, quando Príncipe Pretinho apresentou o amigo ao fundador/líder do Conjunto Tupi - J.B. Carvalho, que logo o convidou para integrar o referido conjunto como corista.

Grandes nomes da nossa MPB gravaram as composições de Príncipe Pretinho, a exemplo de Sílvio Caldas, Dalva de Oliveira e Dupla Preto e Branco, Carlos Galhardo, Isaura Garcia, Castro Barbosa, Francisco Alves, Carmen Costa, Cyro Monteiro, Zé da Zilda e Zilda do Zé, Nelson Gonçalves Déo, Ataulfo Alves, entre outros.

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Centenário de Orlando Silva, por Laura Macedo

 

Orlando Silva imprimiu às canções que interpretou/gravou uma emoção À flor da pele entregando, de bandeja ao público, toda sua emoção. Sua fase áurea abrange, aproximadamente, o período de 1935 a 1942.

Seu repertório é composto de um vasto campo de canções bem orquestradas, na sua maioria, pelo grande maestro Radamés Gnattali. Segundo Zuza Homem de Mello “foi Orlando quem sugeriu ao maestro o uso de violinos no samba”.

 

 

Orlando Silva e Zezé Fonseca

Submisso às drogas atravessou uma fase negra. Quando ressurgiu das cinzas já não era mais o mesmo. Antes, entre 1940 e 1943, iniciou um namoro tumultuado com a bela atriz e cantora Zezé Fonseca, de forte personalidade, passional e possessiva, que segundo os estudiosos da vida e obra de Orlando Silva, exercia grande poder restritivo no tocante a vários aspectos, com destaque para o policiamento do convívio do cantor com as fãs. Orlando Silva, meio caminho desse romance, já tinha outra - a morfina -, que falou mais alto.

No seu Centenário de nascimento vamos homenageá-lo com interpretações da fase áurea, que marcaram gerações, inclusive dos meus pais e, por tabela a minha. Espero que curtam a seleção e sugiram outras composições da sua preferência.

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Trabalho não é moleza!, por Laura Macedo

Nas várias crises de cunho político/econômico pelas quais o Brasil passou/passa atualmente, a criatividade dos nossos compositores sempre esteve em alta. É isso que vamos conferir nesta, despretensiosa, postagem.

Houve uma época em que a sociedade não permitia que a mulher trabalhasse fora do lar. Mesmo os artistas, que sempre foram considerados mais abertos às inovações, não viam com bons olhos a [sua] esposa sair para trabalhar fora deixando de lado as lidas domésticas.

 

 

Noel Rosa e Marília Batista

 

Noel Rosa compôs um samba no qual repreende a esposa que adotava tal postura. O titulo já diz tudo.

 

Você vai se quiser” (Noel Rosa) # Noel Rosa/Marília Batista e Conjunto de Benedito Lacerda. Disco Odeon (11422-B) / Matriz (5446). Gravação (12/11/1936) / Lançamento (dezembro/1936).

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"Praça Onze" X "Ai que saudades da Amélia", por Laura Macedo

O Concurso para a escolha do Melhor Samba do Carnaval Carioca era um mega acontecimento. No ano de 1942 a disputa foi bastante acirrada, entre os compositores Herivelto Martins/Grande Otelo X Ataulfo Alves/Mário Lago. A primeira dupla, defendendo “Praça Onze” e a segunda dupla defendendo “Ai, que saudades da Amélia”.

Praça Onze / Grande Otelo e Herivelto Martins

A Praça Onze existiu por mais de 150 anos. No início era chamada de Rocio Pequeno, posteriormente, Praça Onze de Junho. Nas primeiras décadas do século XX tornou-se o espaço mais cosmopolita do Rio de Janeiro, sempre frequentada por vários imigrantes estrangeiros e por negros oriundos da Bahia.

Foi o compositor/ator Grande Otelo que teve a ideia de protestar, em ritmo de samba, quanto à extinção da referida Praça. Segundo Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, Otelo era um excelente ator, mas um letrista fraco. Ao mostrar sua letra aos compositores, Max Bulhões, Wilson Batista e Herivelto Martins, não ocorreu o menor interesse dos mesmos. Mas Otelo teimou até que Herivelto, aproveitando a ideia do samba, refez os versos do amigo.

A primeira concorrente a se apresentar foi “Praça Onze”. Herivelto Martins preparou um mega show mostrando os instrumentos e a função de cada um; na sequencia as passistas, um grupo sensacional de mulatas rebolando. Quando executaram “Praça Onze” a plateia foi ao delírio.

Praça onze” (Herivelto Martins/Grande Otelo) # Castro Barbosa/Trio de Ouro. Disco Columbia (55319-A) / Matriz (488). Gravação (25/11/1941) / Lançamento (janeiro/1942).

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A réplica de Pedro Caetano à composição de Dorival Caymmi

Dorival Caymmi e Pedro Caetano

Por Laura Macedo

Os compositores a chamada “Velha Guarda” tinham o hábito de diante de uma determinada composição, responder com outra. Esse o caso de Pedro Caetano, quando Dorival Caymmi lançou “O que é que a baiana tem”, atacando de “O que é que tem?”.

 

 

O que é que a baiana tem” (Dorival Caymmi) # Carmen Miranda e Dorival Caymmi. Disco Odeon (11710-A) / Matriz (6023). Gravação (27/2/1939) / Lançamento (abril/1939).

 

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Loura ou Morena? A escolha é sua! por Laura Macedo

Na foto acima vemos um trio compositores competentes da Música Popular Brasileira: Vinicius de Moraes, Lamartine Babo e João de Barro [Braguinha]. Os três seguiram carreira solo deixando centenas de composições que embalam a nossa alma musical até hoje.

Juntei os três nessa montagem de fotos acima para ressaltar a temática da mulher “Loura” ou “Morena”, abordada pelos três feras. Leia mais »

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As Musas do Hermínio, por Laura Macedo

Alaíde Costa, Aracy Cortes, Áurea Martins, Clementina de Jesus, Dalva de Oliveira, Dóris Monteiro, Elizeth Cardoso, Elza Soares, Odete Amaral, Zezé Gonzaga (em ordem alfabética). A ampliação dessa listagem fica por conta do leitor.

Não é novidade nenhuma que o multifacetado Hermínio Bello de Carvalho sempre teve uma forte ligação com as cantoras, no sentido de lança-las no mercado fonográfico produzindo seus discos; revelando talentos desconhecidos; resgatando/valorizando várias cantoras que, com o passar do tempo, estavam esquecidas. A inspiração para a realização deste post veio da Rádio Batuta do IMS (Instituto Moreira Salles).

Alaíde Costa surgiu em programas da Rádio Nacional. Afinação e sensibilidade foram sempre suas marcas registradas. Foi uma das primeiras a navegar nas ondas da bossa nova com sua voz sussurrada.

Cobras e lagartos” (Hermínio Bello de Carvalho/Sueli Costa) # Alaíde Costa.

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72 Anos de Dori Caymmi, por Laura Macedo

A família Caymmi dispensa comentários. Um de seus membros completa hoje, 26 de agosto de 2015, 72 anos. Trata-se de Dori Caymmi que herdou do grande Dorival Caymmi o melhor das raízes da Música Brasileira. Para o aniversário não passar em brancas nuvens vamos ouvir algumas das suas geniais composições.

 “Saveiros” (Dori Caymmi/Nelson Motta) # Nana Caymmi.

 

O cantador” (Dori Caymmi/Nelson Motta) # Elis Regina.

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A primeira composição gravada de Ary Barroso

Por Laura Macedo

A Primeira Composição gravada de Ary Barroso foi com voz de Mário Reis. Trata-se do samba - “Vou à Penha” [também denominado “Samba da felicidade”, e foi dedicado a Azevedo Jr. & Cia - de Recife].

A referida música integrou a revista musical “Laranja da China”, de Olegário Mariano, que estreou no teatro “Recreio”, na cidade do Rio de Janeiro, em 25 de abril de 1929, interpretada por Aracy Cortes.

Outra curiosidade dessa composição diz respeito a sua vitória no concurso de sambas promovido pelo matutino carioca “O Jornal”, numa competição bastante acirrada envolvendo 54 quatro composições concorrentes.

A escritora Dalila Luciana, em seu livro “Ary Barroso - Um turbilhão!” (p.95), diz:

O samba ‘Vou à Penha’ empolgara de tal maneira a cidade (do Rio de Janeiro) que foi usado como propaganda do ‘Sabonete 33’, impresso em milhares de cartõezinhos, que exalavam o perfume do sabonete, e distribuído pelas ruas”.

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