Revista GGN

Assine

Blog de Roberto Bitencourt da Silva

Observações sobre fascismo e entreguismo no Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

Observações sobre fascismo e entreguismo no Brasil

por Roberto Bitencourt da Silva

Volta e meia tropeçamos com esses tipos de denúncias: “vejam o que estão fazendo esses fascistas!”; “os fascistas estão prestes a assumir o poder no Brasil!”; “isso é uma perseguição fascista!”; “esse projeto é fascista!”.

São frases atemorizantes que circulam folgadamente de uns anos para cá, no webjornalismo alternativo, entre círculos partidários e não partidários progressistas, no seio de movimentos sociais, já alcançando certa força retórica elástica em demais círculos da sociedade.

Basicamente, as preocupações que dão suporte às denúncias giram em torno da observação de comportamentos marcados por ódio às classes populares, social e economicamente mais humildes e marginalizadas, por práticas de intolerância criminosa e agressividade contra as diferenças (sejam elas quais forem) e por um desrespeito, em geral, ao primado dos direitos humanos.

Leia mais »

Média: 4.1 (13 votos)

A trajetória de Lula e os dilemas e desafios do Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto Stringer/Reuters

A trajetória de Lula e os dilemas e desafios do Brasil

por Roberto Bitencourt da Silva

A condenação judicial do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, representa um novo e grave capítulo do movimento golpista empresarial-midiático-judicial, que destituiu ilegitimamente uma presidente eleita e rasgou a Constituição de 1988.

No momento, as consequências imediatas ao ex-presidente não ultrapassam os limites do aborrecimento e da vexação persecutória. Para o sistema político e demais círculos da institucionalidade brasileira, delineados na transição da ditadura à democracia representativa e normatizados na Carta Constitucional de 1988, os efeitos potenciais beiram a pá de cal.

As atitudes em resposta à arbitrária decisão do Judiciário foram heterogêneas, envolvendo amplíssimo leque de opiniões e predisposições políticas no País. Marcadas tanto por comemorações deliberadas, cínicas e irrefletidas, quanto por gestos de solidariedade a Lula. Em relação aos últimos, manifestações atravessadas por exaltações acríticas, como também por ponderações que não deixavam de lastimar as suas opções políticas.

Leia mais »

Média: 3.2 (9 votos)

Plano Atlanta: o golpe judicial-midiático na América Latina, por Eduardo Vasco

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Do Pravda.Ru

Plano Atlanta: o golpe judicial-midiático na América Latina

Por Eduardo Vasco

A conspiração internacional para derrubar os presidentes progressistas do continente com uso da mídia e do Judiciário

"Como não podemos ganhar desses comunistas pela via eleitoral, compartilho com vocês isto aqui."

Com essas palavras agressivas um ex-presidente sul-americano iniciava a explicação de um plano conspiratório a outros ex-presidentes latino-americanos, em uma suíte do hotel Marriot, em Atlanta (EUA), no final de novembro de 2012.

A primeira etapa da conspiração seria iniciar uma campanha de desprestígio através dos meios de comunicação contra os presidentes progressistas e de esquerda da região para minar sua liderança. A pressão midiática levaria à segunda etapa: a instauração de processos judiciais para interromper o mandato dos governantes.

Leia mais »

Média: 4.4 (14 votos)

Os partidos políticos ainda servem como instrumentos de representação?, por Roberto Bitencourt da Silva

Os partidos políticos ainda servem como instrumentos de representação?

por Roberto Bitencourt da Silva

A decantada crise da democracia representativa foi colocada em evidência global há aproximadamente duas décadas, por acadêmicos, agentes políticos, atores dos movimentos sociais, jornalistas etc. Não gratuitamente, acompanhou a hegemonia neoliberal no planeta.

Basicamente, o diagnóstico assevera(va) que o poder decisório sobre as vidas das pessoas, dos grupos sociais e das nações transita(va) em escala mundial – personificado, significativamente, pelas corporações multinacionais e pelo sistema financeiro. Enquanto isso, a política e o voto circunscrevem-se aos territórios nacionais.

A força do dinheiro e das determinações e contingências externas incidem diretamente na criação da modelagem de pequenas e tímidas margens de decisão nacional sobre os rumos e as escolhas dos povos.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

A tortura com os servidores do Rio de Janeiro e o comportamento dos partidos políticos, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto Wilton Jr/Estadao

A tortura com os servidores do Rio de Janeiro e o comportamento dos partidos políticos

por Roberto Bitencourt da Silva

Desde os últimos dias de novembro de 2015 as vidas dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro foram profundamente afetadas pelos desmandos do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Sobretudo, aposentados, pensionistas e funcionários ativos das secretarias estaduais de ciência e tecnologia e de cultura.

Adotando a prática de dividir para conquistar, o governador tem relegado esses setores ao limbo e ao desespero, no momento, com dois salários atrasados (abril e maio), além do 13º do ano passado. Demais segmentos ou recebem com menor atraso ou estão a receber em dia.

Uma flagrante violação de direitos que conta com a conivência do STF. Ano passado, a corte de Brasília decidiu proibir os arrestos das contas do governo para o pagamento do funcionalismo.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

Cracolândias, população sobrante e reformas de base, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto El Pais

Cracolândias, população sobrante e reformas de base

por Roberto Bitencourt da Silva

O fenômeno das cracolândias tem se revelado nos grandes centros urbanos brasileiros, como Rio de Janeiro e São Paulo, um tenebroso espetáculo midiático e humanitário. Há anos.

As medidas repressivas e destituídas de qualquer sensibilidade social, adotadas pelo prefeito paulistano, João Dória (PSDB), constituem capítulo mais recente e que incidiram na pauta jornalística, como no debate público.

O perfil das iniciativas levadas a cabo pela gestão Dória é tão grotesco que consegue recordar as diatribes do personagem Simão Bacamarte, de “O alienista” de Machado de Assis.

A diferença, bastante desfavorável ao prefeito, é que o romance foi escrito há mais de cem anos e tinha como pano de fundo certa crítica machadiana ao cientificismo da época, alçado à condição de última palavra e critério de saber e poder.

Até onde se sabe, Dória não é investido de qualquer “autoridade” nesse sentido.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

As opções abertas em meio à crise brasileira, por Roberto Bitencourt da Silva

As opções abertas em meio à crise brasileira

por Roberto Bitencourt da Silva

O cenário nacional está totalmente imprevisível, contando com possibilidades e alternativas as mais diferentes para responder aos dilemas presentes. Evidentemente, o jogo articulado por cima prevalece no horizonte.

Mas, não enclausura as possibilidades de tentativas radicalmente diferentes de equacionar a crise política, econômica e moral que assola o País. Muito esquematicamente, considerando que, mais dia menos dia Temer seja carta fora do baralho, abaixo menciono algumas possibilidades advogadas e hipóteses ventiladas por distintos setores da sociedade.

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

Lula, o martírio e o impasse do condomínio do poder, por Roberto Bitencourt da Silva

Lula, o martírio e o impasse do condomínio do poder

por Roberto Bitencourt da Silva

A figura da vítima, do sujeito martirizado, perseguido e acossado pelo poder é um arquétipo muito poderoso no imaginário dos povos ocidentalizados e cristianizados.

Grandes personagens na literatura, líderes políticos icônicos e indivíduos santificados no universo religioso, são frutos daquele imaginário.

No dia a dia, quantas vezes não nos pegamos torcendo por um time de futebol mais frágil tecnicamente, por um personagem cinematográfico em posição, tendencialmente, desfavorável em relação ao meio em que se desenvolve a narrativa?

Pois é. A estrutura associada de poder nacional e gringo que manda em nosso País está conseguindo incluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva naquele panteão vitimizado (e por isso glorificado) de personagens políticos. Deliberadamente, mas a contragosto.

Leia mais »

Média: 3.6 (11 votos)

Na visão de Darcy Ribeiro, “fomos nós que criamos o problema indígena”, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto - Valter Campanato/Ag. Brasil

Na visão de Darcy Ribeiro, “fomos nós que criamos o problema indígena”

por Roberto Bitencourt da Silva

Em meio às notícias de horror e de ameaças de extermínio das populações indígenas, como recentemente ocorrido no Maranhão, notícias que nos chegam parca e timidamente das regiões distantes do nosso autocentrado mundo sudestino, não é exagero afirmar que os graves problemas que envolvem os nossos coirmãos pátrios são absolutamente desprezados pelas luzes da agenda midiática massiva e comercial. Ocioso mencionar as razões.

Raras são as notícias produzidas e veiculadas ao eixo mais urbanizado do País. Quando nos chegam são as mais pavorosas possíveis, expressando os agudos conflitos de terras que têm no agronegócio, nas madeireiras e na grilagem os personagens centrais das atrocidades e ilegalidades que assombram as vidas dos povos indígenas. Estes, costumeiramente, abandonados pelo Estado, destituídos do abrigo protetor da lei e da justiça.  

Nesse sentido, tropeçando na leitura de fecundos escritos de Darcy Ribeiro (1922-1997) – grande pensador social, militante político e antropólogo brasileiro, notório estudioso das populações indígenas brasileiras – reproduzo abaixo curto fragmento de texto seu.

Leia mais »

Média: 4.8 (6 votos)

O deboche do latifúndio tem que parar, por Elaine Tavares

Foto - IELA

Sugestão de Roberto Bitencourt da Silva

do Instituto de Estudos Latino-Americanos

O deboche do latifúndio tem que parar

Por Elaine Tavares

O ataque de jagunços e fazendeiros a uma comunidade indígena do Maranhão, com requintes de crueldade, não é uma coisa isolada nesse país. A violência dos grandes fazendeiros contra as populações originárias cresce a cada dia, em número e grau, na medida em que esse grupo – incensado como “agronegócio” – vai ficando mais poderoso. Liderando uma bancada considerável no Congresso Nacional, os representantes do latifúndio têm como objetivo principal acabar com as demarcações de terras, tornando os indígenas “trabalhadores assalariados”, como – sem qualquer prurido – observou o deputado catarinense Valdir Colatto. 

Os fazendeiros, que seguem expandido as fronteiras agrícolas, no melhor estilo da acumulação primitiva – ou seja, à custa da expulsão dos pequenos agricultores e também dos indígenas – não querem saber de terras protegidas, florestas resguardadas, águas abrigadas da poluição, e muito menos de gente disposta a cuidar de tudo isso. Seu negócio é esgotar o solo com a monocultura ou com a exploração de minérios. Para essa gente, os povos originários são um atrapalho que precisa ser eliminado, de vez.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (7 votos)

Greve geral: os enquadramentos e a aula de (não) jornalismo, por Roberto Bitencourt

Por Roberto Bitencourt da Silva

Observando o desespero demonstrado nas expressões faciais dos repórteres de campo, assim como o desconforto manifestado por analistas nos estúdios televisivos dos grandes meios de comunicação, sobretudo das Organizações Globo, pode-se afirmar que a greve geral alcançou extraordinário êxito.

Teve a feliz capacidade de repercutir e expressar as reivindicações, os protestos, as angústias e os pontos de vista de milhões de trabalhadores brasileiros. Mesmo que demasiadamente a contragosto, a grande mídia se vê forçada a noticiar a força mobilizatória do mundo do trabalho.

As narrativas e abordagens, como habitualmente ocorre naquilo que importa aos interesses populares, tenderam a demonizar os manifestantes e os grevistas. As suas vozes, praticamente silenciadas, significativamente desconsideradas pelo noticiário. Aos trabalhadores grevistas e manifestantes não é conferida qualquer legitimidade para falar.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.6 (10 votos)

A greve geral contra a escravidão e o atraso, por Roberto Bitencourt da Silva

A greve geral contra a escravidão e o atraso: quando os trabalhadores querem, eles podem

por Roberto Bitencourt da Silva

Os empresários brasileiros do campo e da cidade nunca engoliram as leis trabalhistas. Nos primórdios da República Velha, as reivindicações sindicais e operárias por uma legislação que protegesse os trabalhadores eram tratadas como problema policial, pelo sistema político oligárquico e econômico agroexportador, então vigente.

As leis trabalhistas, após duras e longas lutas sociais dos trabalhadores brasileiros, sobretudo urbanos, são uma conquista social derivada de uma (semi)revolução, inicialmente política, contra o império liberal e vende-pátria das oligarquias paulistas do café.

Além da trajetória das atividades das organizações e das mobilizações dos trabalhadores, colocando o tema na agenda pública, foi necessária a atuação do Exército, como um dos pilares da Revolução de 1930, para que se desenhasse o escopo das leis do trabalho.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.3 (6 votos)

A "oposição democrática" na Venezuela: pior do que o fascismo, por Atilio Borón

Imagem da violência gerada pela oposição venezuelana em frente ao Parlamento. Foto: Carlos Garcia Rawlins/ Reuters.

Publicado no Cubadebate

A "oposição democrática" na Venezuela: pior do que o fascismo

Por Atilio Borón

A sequência de eventos que ocorre na República Bolivariana da Venezuela mostra que a estratégia da chamada "oposição democrática" é uma conspiração sediciosa para destruir a ordem democrática, devastar as liberdades civis e fisicamente aniquilar as principais figuras do chavismo, começando com o próprio presidente Nicolás Maduro, sua família e entorno afetivo próximo. Oponentes estão metodicamente atravessando os passos indicados pelo manual desestabilizador "Sem violência estratégica" (sic!) do consultor da CIA, Eugene Sharp.

Não pode haver a menor ambiguidade na interpretação das intenções criminosas dessa oposição que, se chegar a ter êxito, seria capaz de colocá-las em ação. Se os seus chefes conseguirem envolver militarmente os Estados Unidos na crise venezuelana, propiciando a intervenção do Comando Sul – com a tradicional colaboração militar dos infames peões de Washington na região, sempre dispostos a respaldar as aventuras de seus amos do Norte – jogariam uma faísca que iria inflamar a pradaria América Latina. As consequências seriam catastróficas, não somente para os nossos povos, senão também para os Estados Unidos, que certamente iriam colher, como na invasão da Baía dos Porcos (Cuba, 1961), mais uma derrota em nossas terras.

Leia mais »

Média: 4.4 (16 votos)

A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio, por Roberto Bitencourt da Silva

A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio

por Roberto Bitencourt da Silva

Dia 21 de abril. Feriado nacional e data comemorativa em homenagem a um dos grandes símbolos nacionais, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Um dos líderes da Inconfidência Mineira, que questionou abertamente o estatuto colonial imposto pelo colonizador português.

Consagrada e justa homenagem a um herói da Pátria que, após ser enforcado no Rio de Janeiro, ainda teve o corpo esquartejado e exibido na principal praça da belíssima Ouro Preto. Era um dos personagens que portava condição social mais baixa entre os inconfidentes. O ódio de classe do poder contra os Libertadores da Nação perdura até os nossos dias.

É contra a sua memória e a do seu significado simbólico, ou seja, a libertação e a soberania nacional, que as Organizações Globo persistentemente atuam. Décadas a fio. É pela submissão do Brasil, exatamente ao que Tiradentes combatia, que a Globo age.

Leia mais »

Média: 4.6 (10 votos)

A burguesia doméstica não merece solidariedade. Mas, o que fazer?, por Roberto Bitencourt da Silva

Síndrome de Estocolmo? Apeada do governo, militância petista está revelando acentuada compaixão com os seus ex-aliados e hoje algozes

Por Roberto Bitencourt da Silva

Amplos setores da militância petista, dos seus aliados políticos e simpatizantes, sobretudo, no webjornalismo alternativo, estão demonstrando significativos sintomas da síndrome de Estocolmo.

Covardemente apeados do governo, demonizados e perseguidos pela estrutura de poder no Brasil, esses setores estão revelando acentuada e curiosa compaixão com os seus ex-aliados e hoje algozes, quais sejam, os segmentos da grande burguesia doméstica, sócia menor e subalterna ao capital estrangeiro. Particularmente, com as empreiteiras e o agronegócio.

Atentos às ações do Judiciário brasileiro – um dos núcleos da dominação oligárquico-burguesa multinacional no país, núcleo que sistematicamente têm contribuído para retirar credibilidade e reduzir os negócios das mencionadas frações da burguesia interna –, não são poucos os agentes políticos e jornalísticos que frisam os riscos envolvidos em tais ações.  
Leia mais »

Média: 3.2 (19 votos)

Globo, Firjan e o governador Pezão estão em campanha para iludir a população, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bittencourt da Silva

A importância dos servidores públicos para a economia do estado do Rio de Janeiro é notória. Reflexo de processo histórico remoto. Eles têm bastante expressão, sobretudo, na capital fluminense, que já conformou o antigo centro político e administrativo do País.

São funcionários de órgãos federais – provavelmente militares e Petrobras à frente –, de municípios e do governo estadual. Somente na cidade do Rio, aproximadamente 13,5% da população empregada encontra-se no setor público, com vínculo estatutário, segundo dados do IBGE. Talvez apenas Brasília reserve relevância similar aos funcionários do setor público, no tocante ao mercado consumidor, de trabalho e à arrecadação de impostos.

Leia mais »

Imagens

Média: 3.8 (10 votos)

Liberdade para o almirante Othon Pinheiro, por André de Paula

 
Enviado por Roberto Bitencourt

da Tribuna da Imprensa Sindical

Liberdade para o almirante Othon Pinheiro

por André de Paula

A Lava-Jato peca por fazer Justiça unilateralmente. Até agora não prendeu nenhum tucano, embora estes tenham feito barbaridades como a quebra do monopólio do petróleo por FHC que ainda “doou” a Vale do Rio Doce, entre outras falcatruas, a entrega do nióbio (minério necessário à produção para a indústria aeronáutica, só encontrado no estado de Minas) pelo ex-governador, o playboy Aécio Neves, governador Alckmin do escândalo das merendas e o ex-governador, também de Minas, Eduardo Azeredo (envolvido no mensalão tucano de desvio de recursos públicos), isso sem falar em Temer, Sarney, Jucá, Renan e Pezão, todos do PMDB.

Além disso, aprisionou, sem provas concretas, sem acusações objetivas, o herói brasileiro Almirante Othon Pinheiro da Silva. Othon coordenou a equipe de técnicos do IPEN (Instituto de Pesquisa e Estudos Nucleares) e da Marinha que conseguiu desenvolver o processo de enriquecimento de urânio. Dependendo do grau de enriquecimento, o produto final deste processo  pode servir para gerar eletricidade, impulsionar um submarino ou, até, para confecção de uma bomba que pode servir para a nossa defesa.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.7 (28 votos)

Carnaval, tecnologia, indústria e utopia, por Roberto Bitencourt da Silva

Carnaval, tecnologia, indústria e utopia

por Roberto Bitencourt da Silva

Mazelas e virtudes da sociedade brasileira são facilmente perceptíveis e motivos para reverberação durante o carnaval. Uma linda e animada festa que integra, com bastante vigor, a identidade nacional, a imagem do País também projetada no exterior.

O caráter subversivo do carnaval tende a ser facilmente evidenciado, no sentido em que proporciona a anulação temporária das hierarquias sociais. Claro, não sem ambiguidades e limitações, decorrentes da dilatação progressiva da lógica capitalista que incide sobre a festa.

Em todo caso, uma importante potencialidade democrática e uma significativa veia antirracista são variáveis que compõem um certo imaginário utópico da nossa sociedade, tendo por centro o perfil de inúmeros comportamentos que marcam a folia carnavalesca.

Leia mais »

Média: 4.2 (10 votos)

Depois da Cedae, o alvo destrutivo de Pezão e Temer é a ciência e tecnologia, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

O ilegítimo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), já com mandato cassado pelo TRE/RJ, tem demonstrado absoluto desprezo pelos servidores e serviços públicos. Sobretudo às instituições da Ciência e Tecnologia (Uerj, Uenf, Faetec, Cecierj, Uezo, Proderj e Faperj).

Em relação ao pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas do funcionalismo público, há meses tem estabelecido uma divisão hierarquizante entre os setores do estado.

Uns recebem, outros não. Já se convertendo em política de governo, a C&T é sempre relegada ao final da fila, junto com aposentados e pensionistas de diversos órgãos. Até hoje sem receber 13º salário. Os vencimentos de janeiro previstos para serem pagos quase no final de março. Trata-se de uma flagrante e criminosa violação de direitos.

Leia mais »

Imagens

Vídeos

Veja o vídeo
Média: 5 (1 voto)

Sobre a sondagem eleitoral para 2018, por Roberto Bitencourt da Silva

Fontes das imagens: respectivamente, webpágina do ex-presidente Lula e O Cafezinho

Sobre a sondagem eleitoral para 2018

por Roberto Bitencourt da Silva

Os números apresentados pela CNT/MDA, a respeito das intenções de voto para presidente da República, oferecem algumas informações que podem ser consideradas alvissareiras. Contudo, especialmente o perfil do acolhimento desses números – nas redes sociais, no jornalismo dos conglomerados e mesmo alternativo – requer maior prudência e reflexão. Senão, vejamos.  

A sondagem confere liderança folgada para o ex-presidente Lula. Os números poderiam ser ainda maiores, considerando o poder dos meios de comunicação na moldagem da opinião pública e a característica maior das sondagens, que tradicionalmente buscam mensurar a capacidade de influência da pauta e dos enquadramentos dos conglomerados de mídia.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.2 (21 votos)

Os protestos dos servidores do Rio e a participação da segurança: observações marxistas, por Roberto Bitencourt

Fontes da imagem: respectivamente, Antônio Luis/Folhapress e Muspe

Os protestos dos servidores do Rio e a participação da segurança: observações marxistas

por Roberto Bitencourt


"Se o tigre parar, as presas possantes do elefante irão transpassar. Mas o tigre jamais vai parar e o elefante de hemorragia e exaustão morrerá" (Ho Chi Minh).


As manifestações de descontentamento demonstradas por familiares de segmentos dos policiais militares, do Rio de Janeiro, representam o mais recente desdobramento dos dilatados protestos organizados pelos servidores públicos do estado, que ocorrem há meses.

Especialmente, esposas de PMs têm se dirigido nesses últimos dias às portas dos batalhões e lá se instalado, de modo a repercutir as mazelas que atingem aos servidores do setor da segurança pública e às suas famílias.

O descalabro administrativo e fiscal realizado pela dupla Cabral/Pezão, à frente do governo estadual, é por demais conhecido. Contínuos atos de corrupção, motivados pela flagrante submissão governamental aos interesses do grande capital nacional e internacional, sangraram as contas públicas e têm redundado na opção pemedebista em desmontar as condições de trabalho e vida dos servidores e da população.

Leia mais »

Média: 4.2 (5 votos)

CIA sempre esteve de olho no petróleo brasileiro, por Eduardo Vasco

Enviado por Roberto Bittencourt

Do Diário Liberdade

CIA sempre esteve de olho no petróleo brasileiro

por Eduardo Vasco

Relatórios disponibilizados pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) desde o final do ano passado permitem traçar um histórico do monitoramento a respeito da exploração do petróleo brasileiro.  

Praticamente todos, desde a década de 1950, ressaltam as possibilidades do Brasil alcançar a autossuficiência e também de abrir o setor do petróleo para empresas estrangeiras.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.6 (7 votos)

A mistificação em torno da queda da inflação, por Roberto Bitencourt da Silva

A mistificação em torno da queda da inflação

por Roberto Bitencourt da Silva

Jornalista dedicada aos temas relacionados à economia, a sra. Flavia Oliveira, muito festejada inclusive entre setores progressistas, anunciou na edição dessa quarta-feira do "Estúdio I" - programa da Globo News - que a inflação está caindo.

Oliveira celebrou o fenômeno, muito entusiasmada. Por conta do fato de a inflação tratar-se de tema renitentemente mobilizado e endeusado pela pauta jornalística dos conglomerados de comunicação, vale tecer algumas ponderações a respeito. Sem me estender demasiadamente, faço poucas observações esquemáticas, chamando a atenção para a mistificação que enreda o assunto:

Leia mais »

Imagens

Média: 4.4 (7 votos)

Emissora argentina de TV afirma que a Globo é “um meio de comunicação diabólico”

por Roberto Bitencourt da Silva

O canal argentino de televisão C5N, em programa jornalístico apresentado por Victor Hugo Morales, veiculou notícia sobre a morte da ex-primeira dama brasileira, Marisa Letícia Lula da Silva, fazendo duras críticas aos conglomerados de comunicação do Brasil. Sobretudo, às Organizações Globo.

Chamando a atenção para as perseguições sofridas pela família do ex-presidente Lula, a emissora C5N classificou a Globo “como um meio de comunicação dominante e diabólico”.

Também criticou de maneira ácida aos setores judiciais e políticos golpistas, como o ilegítimo presidente Michel Temer, que “queriam tomar o poder para si para instalar um governo neoliberal”.
Leia mais »

Média: 4.6 (28 votos)

Freixo afirma que privatizar a CEDAE é um mau negócio, por Roberto Bitencourt da Silva

Marcelo Freixo: "Privatizar a CEDAE é um mau negócio"

por Roberto Bitencourt da Silva

Como destacado em oportunidade anterior no blog, pretensamente visando debelar a crise financeira e administrativa do estado do Rio de Janeiro, os compromissos firmados entre o espúrio Michel Temer e o seu correligionário pemedebista Pezão, envolvem medidas tipicamente privatistas e draconianas para os servidores públicos e a população.

Por conta do absoluto desprezo autoritário do governador em relação às opiniões oferecidas e às iniciativas levadas a cabo, ano passado, pelos servidores - culminando na rejeição parlamentar pelos deputados da Alerj, de boa parte das medidas uma vez mais apresentadas -, novos protestos estão sendo realizados e articulados.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (1 voto)

Trump e a frustração da estrutura de poder no Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

O desespero de parte da estrutura de poder no Brasil com a ascensão do neofascista Donald Trump, à presidência dos Estados Unidos, está beirando o cômico.

Fazendeirões, como Ronaldo Caiado, multinacionais – sob as capas da Fiesp e da Firjan –, conglomerados de mídia e bancos, todos os principais pilares da dominação do grande capital no Brasil apoiaram a ilegítima destituição da presidente Dilma Rousseff (PT).

O grosso das oligarquias políticas, igualmente. Todos manipulando preconceitos e estigmas reacionários e pretensamente moralistas, entre as frações mais altas dos trabalhadores e, sobretudo, entre segmentos da pequena burguesia. Um golpismo galopante e, até há pouco, bastante exitoso.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.7 (13 votos)

As barreiras ao terrível pacote de Pezão e Temer contra os servidores e a população do RJ, por Roberto Bitencourt

por Roberto Bitencourt da Silva

A grave crise fiscal e administrativa que assola o estado do Rio de Janeiro tem como responsável direto e principal o PMDB, hoje capitaneado por Pezão. O governador busca no apoio do correligionário de partido em âmbito federal, o ilegítimo e golpista presidente Michel Temer, caráter de irreversibilidade ao draconiano pacote de medidas que há tempos tenta impor à população e aos servidores do estado.

Pezão fechou o acordo na esfera federal, que prevê, entre outros, privatização da empresa de tratamento de esgoto e distribuição de água (uma empresa superavitária); aumento da contribuição previdenciária nos vencimentos do funcionalismo para 14%, com adicional de 8% “provisórios” por três anos; elevação do ICMS; cortes nos serviços públicos da ordem de R$ 9 bilhões.

Faltou “combinar” com os sujeitos diretamente afetados: a população e os servidores públicos estaduais. Por razões abaixo destacadas, é pouco provável que esse espúrio acordo tenha aplicação, sobretudo em sua integralidade.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.3 (6 votos)

O desprezo das esquerdas pela questão nacional, Paul Baran e os excedentes

Por Roberto Bitencourt da Silva

Talvez a principal lacuna do pensamento e da ação política das esquerdas brasileiras seja o desprezo pela questão nacional. Não é gratuito que, há décadas, sobretudo com a hegemonia alcançada pelo petismo e seus filhos partidários desgarrados, os temas propostos, em regra, mal arranham a estrutura brasileira de poder.

As questões sociais – relativas às desigualdades entre as classes – e aquelas associadas ao ordenamento do regime democrático representativo, a partir dos anos 1980, alcançaram primazia no debate conduzido pelas esquerdas. Hoje, acrescentem-se ainda demandas relativas aos direitos civis.

Não surpreende que, estando no governo ou na oposição, infelizmente, as esquerdas têm demonstrado incapacidade de oferecer visões e projetos de País.

Leia mais »

Imagens

Média: 4 (4 votos)

A renegociação das dívidas dos estados como nova etapa do golpe, por Roberto Bitencourt

A renegociação das dívidas dos estados como nova etapa do golpe

por Roberto Bitencourt

Os termos das negociações que se têm estabelecido entre os governadores estaduais e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, são expressão de nova e superior etapa do golpe capitaneado por Michel Temer (PMDB).

Especificamente em relação ao estado do Rio de Janeiro, nessa semana foram costurados parâmetros e medidas para a renegociação da dívida com a União, assim como pretensamente atenuar a intensa crise fiscal e administrativa.

Diga-se, crise em elevada medida criada pelos anos de governo Sergio Cabra Filho – hoje preso – e Pezão, ambos integrantes de uma camarilha (o PMDB) de testas de ferro de empreiteiras e multinacionais, que sangraram os orçamentos do estado, para satisfazer os grupos representados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Leia mais »

Imagens

Média: 3.7 (9 votos)

A maioria precisa do país e virar povo, mesmo que não saiba, por Roberto Bitencourt da Silva

Sucessivas violações do governo Temer exigem mais articulação e união contra desmonte da democracia no país

por Roberto Bitencourt da Silva

Amesquinhamento absoluto do ensino médio, decidido às portas fechadas entre oligarquias políticas, sem consulta e debate com a sociedade. Eliminação de históricos direitos trabalhistas e previdenciários. Alienação dos valiosos patrimônios das nossas Petrobras e Eletrobras. Violação de garantias constitucionais elementares para a saúde e a educação.

Desinvestimentos na produção do conhecimento, em ciência e tecnologia. Incremento da desnacionalização do setor produtivo. Defesa de chacinas e outras intervenções ou ações, incompatíveis com qualquer noção minimamente relacionada a uma sociedade que se possa atribuir atenção com padrões de civilidade, justiça social, democracia e interesse nacional.

O golpismo, o entreguismo e o reacionarismo encarnados na abjeta figura do presidente Michel Temer (PMDB) impõem flagrantes e imensuráveis retrocessos culturais, políticos e econômicos ao Brasil.

Os personagens espúrios que formam o ilegítimo governo Temer demonstram, aberta e despudoradamente, o que são e o que pensam as classes dominantes no Brasil: fazendeirões, multinacionais, especuladores financeiros e imobiliários, bancos.

Leia mais »

Média: 4 (13 votos)