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Blog de Roberto Bitencourt da Silva

A burguesia doméstica não merece solidariedade. Mas, o que fazer?, por Roberto Bitencourt da Silva

Síndrome de Estocolmo? Apeada do governo, militância petista está revelando acentuada compaixão com os seus ex-aliados e hoje algozes

Por Roberto Bitencourt da Silva

Amplos setores da militância petista, dos seus aliados políticos e simpatizantes, sobretudo, no webjornalismo alternativo, estão demonstrando significativos sintomas da síndrome de Estocolmo.

Covardemente apeados do governo, demonizados e perseguidos pela estrutura de poder no Brasil, esses setores estão revelando acentuada e curiosa compaixão com os seus ex-aliados e hoje algozes, quais sejam, os segmentos da grande burguesia doméstica, sócia menor e subalterna ao capital estrangeiro. Particularmente, com as empreiteiras e o agronegócio.

Atentos às ações do Judiciário brasileiro – um dos núcleos da dominação oligárquico-burguesa multinacional no país, núcleo que sistematicamente têm contribuído para retirar credibilidade e reduzir os negócios das mencionadas frações da burguesia interna –, não são poucos os agentes políticos e jornalísticos que frisam os riscos envolvidos em tais ações.  
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Globo, Firjan e o governador Pezão estão em campanha para iludir a população, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bittencourt da Silva

A importância dos servidores públicos para a economia do estado do Rio de Janeiro é notória. Reflexo de processo histórico remoto. Eles têm bastante expressão, sobretudo, na capital fluminense, que já conformou o antigo centro político e administrativo do País.

São funcionários de órgãos federais – provavelmente militares e Petrobras à frente –, de municípios e do governo estadual. Somente na cidade do Rio, aproximadamente 13,5% da população empregada encontra-se no setor público, com vínculo estatutário, segundo dados do IBGE. Talvez apenas Brasília reserve relevância similar aos funcionários do setor público, no tocante ao mercado consumidor, de trabalho e à arrecadação de impostos.

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Liberdade para o almirante Othon Pinheiro, por André de Paula

 
Enviado por Roberto Bitencourt

da Tribuna da Imprensa Sindical

Liberdade para o almirante Othon Pinheiro

por André de Paula

A Lava-Jato peca por fazer Justiça unilateralmente. Até agora não prendeu nenhum tucano, embora estes tenham feito barbaridades como a quebra do monopólio do petróleo por FHC que ainda “doou” a Vale do Rio Doce, entre outras falcatruas, a entrega do nióbio (minério necessário à produção para a indústria aeronáutica, só encontrado no estado de Minas) pelo ex-governador, o playboy Aécio Neves, governador Alckmin do escândalo das merendas e o ex-governador, também de Minas, Eduardo Azeredo (envolvido no mensalão tucano de desvio de recursos públicos), isso sem falar em Temer, Sarney, Jucá, Renan e Pezão, todos do PMDB.

Além disso, aprisionou, sem provas concretas, sem acusações objetivas, o herói brasileiro Almirante Othon Pinheiro da Silva. Othon coordenou a equipe de técnicos do IPEN (Instituto de Pesquisa e Estudos Nucleares) e da Marinha que conseguiu desenvolver o processo de enriquecimento de urânio. Dependendo do grau de enriquecimento, o produto final deste processo  pode servir para gerar eletricidade, impulsionar um submarino ou, até, para confecção de uma bomba que pode servir para a nossa defesa.

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Carnaval, tecnologia, indústria e utopia, por Roberto Bitencourt da Silva

Carnaval, tecnologia, indústria e utopia

por Roberto Bitencourt da Silva

Mazelas e virtudes da sociedade brasileira são facilmente perceptíveis e motivos para reverberação durante o carnaval. Uma linda e animada festa que integra, com bastante vigor, a identidade nacional, a imagem do País também projetada no exterior.

O caráter subversivo do carnaval tende a ser facilmente evidenciado, no sentido em que proporciona a anulação temporária das hierarquias sociais. Claro, não sem ambiguidades e limitações, decorrentes da dilatação progressiva da lógica capitalista que incide sobre a festa.

Em todo caso, uma importante potencialidade democrática e uma significativa veia antirracista são variáveis que compõem um certo imaginário utópico da nossa sociedade, tendo por centro o perfil de inúmeros comportamentos que marcam a folia carnavalesca.

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Depois da Cedae, o alvo destrutivo de Pezão e Temer é a ciência e tecnologia, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

O ilegítimo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), já com mandato cassado pelo TRE/RJ, tem demonstrado absoluto desprezo pelos servidores e serviços públicos. Sobretudo às instituições da Ciência e Tecnologia (Uerj, Uenf, Faetec, Cecierj, Uezo, Proderj e Faperj).

Em relação ao pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas do funcionalismo público, há meses tem estabelecido uma divisão hierarquizante entre os setores do estado.

Uns recebem, outros não. Já se convertendo em política de governo, a C&T é sempre relegada ao final da fila, junto com aposentados e pensionistas de diversos órgãos. Até hoje sem receber 13º salário. Os vencimentos de janeiro previstos para serem pagos quase no final de março. Trata-se de uma flagrante e criminosa violação de direitos.

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Sobre a sondagem eleitoral para 2018, por Roberto Bitencourt da Silva

Fontes das imagens: respectivamente, webpágina do ex-presidente Lula e O Cafezinho

Sobre a sondagem eleitoral para 2018

por Roberto Bitencourt da Silva

Os números apresentados pela CNT/MDA, a respeito das intenções de voto para presidente da República, oferecem algumas informações que podem ser consideradas alvissareiras. Contudo, especialmente o perfil do acolhimento desses números – nas redes sociais, no jornalismo dos conglomerados e mesmo alternativo – requer maior prudência e reflexão. Senão, vejamos.  

A sondagem confere liderança folgada para o ex-presidente Lula. Os números poderiam ser ainda maiores, considerando o poder dos meios de comunicação na moldagem da opinião pública e a característica maior das sondagens, que tradicionalmente buscam mensurar a capacidade de influência da pauta e dos enquadramentos dos conglomerados de mídia.

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Os protestos dos servidores do Rio e a participação da segurança: observações marxistas, por Roberto Bitencourt

Fontes da imagem: respectivamente, Antônio Luis/Folhapress e Muspe

Os protestos dos servidores do Rio e a participação da segurança: observações marxistas

por Roberto Bitencourt


"Se o tigre parar, as presas possantes do elefante irão transpassar. Mas o tigre jamais vai parar e o elefante de hemorragia e exaustão morrerá" (Ho Chi Minh).


As manifestações de descontentamento demonstradas por familiares de segmentos dos policiais militares, do Rio de Janeiro, representam o mais recente desdobramento dos dilatados protestos organizados pelos servidores públicos do estado, que ocorrem há meses.

Especialmente, esposas de PMs têm se dirigido nesses últimos dias às portas dos batalhões e lá se instalado, de modo a repercutir as mazelas que atingem aos servidores do setor da segurança pública e às suas famílias.

O descalabro administrativo e fiscal realizado pela dupla Cabral/Pezão, à frente do governo estadual, é por demais conhecido. Contínuos atos de corrupção, motivados pela flagrante submissão governamental aos interesses do grande capital nacional e internacional, sangraram as contas públicas e têm redundado na opção pemedebista em desmontar as condições de trabalho e vida dos servidores e da população.

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CIA sempre esteve de olho no petróleo brasileiro, por Eduardo Vasco

Enviado por Roberto Bittencourt

Do Diário Liberdade

CIA sempre esteve de olho no petróleo brasileiro

por Eduardo Vasco

Relatórios disponibilizados pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) desde o final do ano passado permitem traçar um histórico do monitoramento a respeito da exploração do petróleo brasileiro.  

Praticamente todos, desde a década de 1950, ressaltam as possibilidades do Brasil alcançar a autossuficiência e também de abrir o setor do petróleo para empresas estrangeiras.

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A mistificação em torno da queda da inflação, por Roberto Bitencourt da Silva

A mistificação em torno da queda da inflação

por Roberto Bitencourt da Silva

Jornalista dedicada aos temas relacionados à economia, a sra. Flavia Oliveira, muito festejada inclusive entre setores progressistas, anunciou na edição dessa quarta-feira do "Estúdio I" - programa da Globo News - que a inflação está caindo.

Oliveira celebrou o fenômeno, muito entusiasmada. Por conta do fato de a inflação tratar-se de tema renitentemente mobilizado e endeusado pela pauta jornalística dos conglomerados de comunicação, vale tecer algumas ponderações a respeito. Sem me estender demasiadamente, faço poucas observações esquemáticas, chamando a atenção para a mistificação que enreda o assunto:

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Emissora argentina de TV afirma que a Globo é “um meio de comunicação diabólico”

por Roberto Bitencourt da Silva

O canal argentino de televisão C5N, em programa jornalístico apresentado por Victor Hugo Morales, veiculou notícia sobre a morte da ex-primeira dama brasileira, Marisa Letícia Lula da Silva, fazendo duras críticas aos conglomerados de comunicação do Brasil. Sobretudo, às Organizações Globo.

Chamando a atenção para as perseguições sofridas pela família do ex-presidente Lula, a emissora C5N classificou a Globo “como um meio de comunicação dominante e diabólico”.

Também criticou de maneira ácida aos setores judiciais e políticos golpistas, como o ilegítimo presidente Michel Temer, que “queriam tomar o poder para si para instalar um governo neoliberal”.
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Freixo afirma que privatizar a CEDAE é um mau negócio, por Roberto Bitencourt da Silva

Marcelo Freixo: "Privatizar a CEDAE é um mau negócio"

por Roberto Bitencourt da Silva

Como destacado em oportunidade anterior no blog, pretensamente visando debelar a crise financeira e administrativa do estado do Rio de Janeiro, os compromissos firmados entre o espúrio Michel Temer e o seu correligionário pemedebista Pezão, envolvem medidas tipicamente privatistas e draconianas para os servidores públicos e a população.

Por conta do absoluto desprezo autoritário do governador em relação às opiniões oferecidas e às iniciativas levadas a cabo, ano passado, pelos servidores - culminando na rejeição parlamentar pelos deputados da Alerj, de boa parte das medidas uma vez mais apresentadas -, novos protestos estão sendo realizados e articulados.

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Trump e a frustração da estrutura de poder no Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

O desespero de parte da estrutura de poder no Brasil com a ascensão do neofascista Donald Trump, à presidência dos Estados Unidos, está beirando o cômico.

Fazendeirões, como Ronaldo Caiado, multinacionais – sob as capas da Fiesp e da Firjan –, conglomerados de mídia e bancos, todos os principais pilares da dominação do grande capital no Brasil apoiaram a ilegítima destituição da presidente Dilma Rousseff (PT).

O grosso das oligarquias políticas, igualmente. Todos manipulando preconceitos e estigmas reacionários e pretensamente moralistas, entre as frações mais altas dos trabalhadores e, sobretudo, entre segmentos da pequena burguesia. Um golpismo galopante e, até há pouco, bastante exitoso.

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As barreiras ao terrível pacote de Pezão e Temer contra os servidores e a população do RJ, por Roberto Bitencourt

por Roberto Bitencourt da Silva

A grave crise fiscal e administrativa que assola o estado do Rio de Janeiro tem como responsável direto e principal o PMDB, hoje capitaneado por Pezão. O governador busca no apoio do correligionário de partido em âmbito federal, o ilegítimo e golpista presidente Michel Temer, caráter de irreversibilidade ao draconiano pacote de medidas que há tempos tenta impor à população e aos servidores do estado.

Pezão fechou o acordo na esfera federal, que prevê, entre outros, privatização da empresa de tratamento de esgoto e distribuição de água (uma empresa superavitária); aumento da contribuição previdenciária nos vencimentos do funcionalismo para 14%, com adicional de 8% “provisórios” por três anos; elevação do ICMS; cortes nos serviços públicos da ordem de R$ 9 bilhões.

Faltou “combinar” com os sujeitos diretamente afetados: a população e os servidores públicos estaduais. Por razões abaixo destacadas, é pouco provável que esse espúrio acordo tenha aplicação, sobretudo em sua integralidade.

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O desprezo das esquerdas pela questão nacional, Paul Baran e os excedentes

Por Roberto Bitencourt da Silva

Talvez a principal lacuna do pensamento e da ação política das esquerdas brasileiras seja o desprezo pela questão nacional. Não é gratuito que, há décadas, sobretudo com a hegemonia alcançada pelo petismo e seus filhos partidários desgarrados, os temas propostos, em regra, mal arranham a estrutura brasileira de poder.

As questões sociais – relativas às desigualdades entre as classes – e aquelas associadas ao ordenamento do regime democrático representativo, a partir dos anos 1980, alcançaram primazia no debate conduzido pelas esquerdas. Hoje, acrescentem-se ainda demandas relativas aos direitos civis.

Não surpreende que, estando no governo ou na oposição, infelizmente, as esquerdas têm demonstrado incapacidade de oferecer visões e projetos de País.

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A renegociação das dívidas dos estados como nova etapa do golpe, por Roberto Bitencourt

A renegociação das dívidas dos estados como nova etapa do golpe

por Roberto Bitencourt

Os termos das negociações que se têm estabelecido entre os governadores estaduais e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, são expressão de nova e superior etapa do golpe capitaneado por Michel Temer (PMDB).

Especificamente em relação ao estado do Rio de Janeiro, nessa semana foram costurados parâmetros e medidas para a renegociação da dívida com a União, assim como pretensamente atenuar a intensa crise fiscal e administrativa.

Diga-se, crise em elevada medida criada pelos anos de governo Sergio Cabra Filho – hoje preso – e Pezão, ambos integrantes de uma camarilha (o PMDB) de testas de ferro de empreiteiras e multinacionais, que sangraram os orçamentos do estado, para satisfazer os grupos representados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

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A maioria precisa do país e virar povo, mesmo que não saiba, por Roberto Bitencourt da Silva

Sucessivas violações do governo Temer exigem mais articulação e união contra desmonte da democracia no país

por Roberto Bitencourt da Silva

Amesquinhamento absoluto do ensino médio, decidido às portas fechadas entre oligarquias políticas, sem consulta e debate com a sociedade. Eliminação de históricos direitos trabalhistas e previdenciários. Alienação dos valiosos patrimônios das nossas Petrobras e Eletrobras. Violação de garantias constitucionais elementares para a saúde e a educação.

Desinvestimentos na produção do conhecimento, em ciência e tecnologia. Incremento da desnacionalização do setor produtivo. Defesa de chacinas e outras intervenções ou ações, incompatíveis com qualquer noção minimamente relacionada a uma sociedade que se possa atribuir atenção com padrões de civilidade, justiça social, democracia e interesse nacional.

O golpismo, o entreguismo e o reacionarismo encarnados na abjeta figura do presidente Michel Temer (PMDB) impõem flagrantes e imensuráveis retrocessos culturais, políticos e econômicos ao Brasil.

Os personagens espúrios que formam o ilegítimo governo Temer demonstram, aberta e despudoradamente, o que são e o que pensam as classes dominantes no Brasil: fazendeirões, multinacionais, especuladores financeiros e imobiliários, bancos.

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Utopias políticas para o Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

 

por Roberto Bitencourt da Silva

Experimentamos as agruras de um cenário nacional em que prevalecem absoluta descrença política, amplo e preocupante apassivamento popular, assim como o delineamento de um horizonte civilizatório nefasto para o povo brasileiro. A nossa própria existência enquanto estado nacional, dotado de instrumentos de exercício de soberania, bastante ameaçada.

Em meio às trevas é sempre difícil enxergar saídas e soluções. Se o ambiente é desolador para isso, mais necessárias se tornam as propostas e a capacidade imaginativa e projetiva de futuro.

É a própria condição da vida que impele os sujeitos a seguir em frente, pensando e agindo, principalmente em se tratando de uma sociedade como a brasileira, riquíssima, mas submetida a uma espúria degradação política e a um nefasto neocolonialismo econômico.

Nesse sentido, são propostas fecundas e visões mais generosas de país que o livro “Uma nova utopia para o Brasil”, de Ruben Bauer Naveira, aborda. O autor é funcionário de carreira da Petrobras, doutor em Engenharia de Produção e colaborador da plataforma Brasil Debate.

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O presidente Jango e o filho, em livro de memórias, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

João Vicente Goulart, diretor do Instituto João Goulart e filho do ex-presidente destituído e perseguido pela ditadura civil-militar de 1964, há pouco publicou importante livro: Jango e eu – memórias de um exílio sem volta.

Abordando aspectos da trajetória familiar no exílio, sobretudo referindo-se a Jango, a obra é uma grande contribuição para o resgate de traços da personalidade do antigo líder trabalhista. Também tece um rico panorama das vicissitudes vivenciadas pelos exilados e, em especial, pelos povos do Cone Sul, entre as décadas de 1960 e de 1970.

Lançado pela editora Civilização Brasileira, Jango e eu apresenta o comportamento simples de João Goulart, mais afeito e confortável no trato e nas conversas com os colaboradores e empregados de suas fazendas, do que em eventos da “grã-finagem”.

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Urge mudar nossa visão sobre economia e política, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

Levando em conta fenômenos econômicos e políticos da conjuntura e mirando o retrovisor do tempo, assim como algo que se possa chamar de futuro em nosso país, abaixo chamo a atenção para sérias limitações em nossas percepções de sociedade e Estado, derivadas da hegemonia do pensamento liberal.

Limitações com força de incidência na ação e no pensamento político, sobretudo das esquerdas e dos movimentos sociais. Somente esses atores políticos podem ser os mais consequentes para desempenhar o papel de inibir o golpismo entreguista em curso, proteger as garantias individuais e sociais da Constituição, perseguir mudanças sociais e políticas progressistas, como também defender a soberania nacional.

Mas, para isso, faz-se necessário escantear categorias de percepção, não raro, assimiladas da retórica das estruturas de poder mundial e eivadas de preocupações e sentidos que são incompatíveis com o nosso tempo ou com os desafios relacionados ao nosso perfil de inserção no mundo.

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Moniz Bandeira analisa o cenário mundial, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

O historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira lançou recentemente importante obra intitulada “A desordem mundial”. Publicado pela editora Civilização Brasileira, o denso livro descreve e analisa o panorama contemporâneo das relações internacionais.

Residindo na Alemanha há cerca de 20 anos, Moniz Bandeira, aos 80 anos de idade, produziu mais um relevante trabalho para a compreensão do nosso tempo. Trata-se de uma fecunda demonstração do seu conhecimento sobre as estruturas de poder em escala internacional.

Talvez não seja exagero afirmar que Moniz Bandeira representa uma espécie de Nicolau Maquiavel brasileiro. Nenhum estudioso no país melhor conhece as formas do exercício de poder mundial e a força de ingerência que manifesta nas vidas dos povos. O poder, em estado bruto ou dissimulado, é o foco da sua investigação.

Ademais, o autor não deixou de experimentar os sabores e as vicissitudes da atuação prática na seara política. Jovem, foi assessor parlamentar de um deputado federal de esquerda, Sergio Magalhães (PTB) – uma liderança proeminente da antiga Frente Parlamentar Nacionalista (1956-1964), também presidente da mesma entre 1963 e 1964.

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Algumas razões para a derrota eleitoral de Marcelo Freixo, por Roberto Bitencourt


 

Algumas razões para a derrota eleitoral de Marcelo Freixo

por Roberto Bitencourt da Silva

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) perdeu a eleição à prefeitura do Rio de Janeiro para o senador Marcelo Crivella (PRB). Os números totais atribuídos aos candidatos foram de 1.700.030 votos para Crivella e 1.163.662 para Freixo.

A alienação eleitoral, ou seja, a soma das abstenções e dos votos nulos e brancos foi privilegiada por quase 50% do eleitorado carioca. Número elevadíssimo, que relativamente expressa fenômeno nacional, devido a decantada crise da democracia representativa brasileira.

Desse modo, algumas importantes questões são colocadas pelo processo eleitoral carioca e por  seus números finais. Seguramente necessárias para a reflexão sobre o comportamento político local e, talvez, tendam a guardar certa possibilidade de atenção para outras paragens municipais e estaduais.

Para o que nos importa em especial, essa eleição carioca merece detida reflexão por parte das esquerdas da cidade e do País, como um todo, já que muitos, em todo o Brasil, canalizaram esperanças para o Rio.

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Crivella: conservadorismo, oportunismo e casos polêmicos, por Roberto Bitencourt


por Roberto Bitencourt da Silva

O senador Marcelo Crivella (PRB), líder nas sondagens eleitorais para a prefeitura do Rio de Janeiro, há anos tem conseguido projetar uma imagem razoavelmente positiva. 

Dotado de retórica articulada, simpático e costumeiramente sereno, o candidato tem perseguido a construção de uma identidade propositiva e acima das “disputas” e dos “interesses políticos”.

O “bem comum”, habitualmente argumenta, é o seu objetivo maior. Tem conseguido convencer a muitos. Desde o início da década de 2000, paulatinamente vem galgando posições importantes no cenário municipal e estadual do Rio de Janeiro.

Senador há mais de 10 anos, as frequentes participações nas corridas eleitorais da capital e do estado demonstram crescente influência política e obtenção de votos.

Porém, muito longe da imagem projetada, Crivella possui lado e representa interesses bastante claros: a inserção e o aumento do poder de ingerência da cúpula da Igreja Universal, da qual é bispo licenciado, na formação da opinião e na construção da agenda pública brasileira.

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A contrarreforma da educação e a coerência de Temer, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

A proposta de reformulação curricular do ensino médio, apresentada pelo presidente Michel Temer (PMDB), guarda aspectos decisivos de coerência com a natureza do seu governo.

Tendo nascido de uma ampla articulação nacional e internacional para destituir uma presidente eleita e legítima, o golpismo que tipifica o governo Temer forçosamente dispensa o diálogo com a sociedade civil. No caso, especificamente com os professores e os estudantes.

Aspectos que marcam essa contrarreforma já eram ventilados durante o primeiro governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Porém, como se tratava de um governo eleito, expressão da vontade soberana dos eleitores, após questionamentos do professorado, foram engavetados.

O ensino de espanhol desconsiderado e a disciplina de inglês, acompanhada de português e matemática, será obrigatória. Nada mais natural para um governo ilegítimo e reacionário que está reorientando as relações externas do país.

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As eleições no Rio de Janeiro e a alternativa Freixo, por Roberto Bitencourt da Silva

As eleições no Rio de Janeiro e a alternativa Freixo

Por Roberto Bitencourt da Silva

O cenário político e econômico do estado do Rio de Janeiro e da sua capital é bastante desolador. Anos a fio a "Cidade Maravilhosa" e o estado têm sido administrados pelo mesmo e amplo agrupamento político, envolvendo inúmeros partidos e tendo como pólo irradiador o PMDB.

As consequências têm sido devastadoras, especialmente, para o povo carioca: a depreciação constante dos serviços públicos; uma obscura trama de interesses empresariais com agentes políticos, que financiam a especulação imobiliária e a acumulação de capital pela parasitária burguesia dos setores de construção e transportes, que vivem às custas de vultosos recursos públicos.

O governo estadual provocando a sangria dos serviços públicos, por intermédio de descontroladas e injustificáveis desonerações fiscais para o grande capital nacional e internacional, assim como a prefeitura carioca transferindo recursos do erário para ONGs, fundações e empresas privadas, em vários setores e de diferentes formas. Há anos.

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Temer escancara as portas para a privatização, por Ivan Valente



Sugestão de Roberto Bitencourt da Silva

Por Ivan Valente

Do Facebook do deputado federal


O presidente ilegítimo Michel Temer anunciou nesta terça-feira a lista dos bens públicos que serão entregues à iniciativa privada. Para começar, concessão de aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza, terminal de combustível em Santarém e do terminal de trigo no Rio de Janeiro, com abertura de editais ainda este ano. 


A lista prevê um entreguismo ainda mais pesado para o ano que vem, envolvendo estradas e ferrovias que atravessam o país inteiro, grandes campos de petróleo e gás natural, vastos recursos minerais e várias companhias elétricas. Mais parece uma lista negra, em que tudo o que é nosso será riscado, transferido para o capital internacional e para o controle de poucos magnatas.  Leia mais »

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O “petismo” como problema moral, por Mauro Luis Iasi


 

Sugestão de Roberto Bitencourt da Silva

do site do PCB - Partido Comunista Brasileiro

O "petismo" como problema moral

Por Mauro Luis Iasi

“A vida ético-individual implica necessariamente uma responsabilidade histórico social nas decisões, nos comportamentos” – GYÖRGY LUKÁCS.

Sempre afirmamos e continuamos acreditando que o drama da experiência petista não pode se reduzir a uma dimensão moral, isto é, a um mero problema de traição ou abandono de valores resultantes do transformismo que se operou. Preferimos centrar nossa atenção no estudo do comportamento da classe trabalhadora e nas determinações materiais e históricas do ser da classe e sua consciência. Nesta direção o transformismo verificado nas direções correspondem a um determinando momento histórico, marcado pelo processo de reestruturação produtiva do capital e de derrota na luta de classes no plano internacional com o desfecho dramático das experiências de transição socialista operadas no século XX, em especial a soviética.

No entanto, há inegavelmente uma dimensão moral e ética nesta tragédia, na medida em que há decisões que são tomadas, caminhos que são escolhidos em detrimento de outros, valores abandonados e valores aceitos, pequenas e grandes traições. Ainda mais que isso, a inflexão política operada na direção da conciliação de classes e a consequente perda de autonomia dos trabalhadores, acaba por incidir num fenômeno mais amplo no que diz respeito a moralidade social e sua eticidade. Evidente que o petismo (que é responsável direto por muita coisa) não pode ser responsabilizado pelo conservadorismo presente na sociedade e suas manifestações mais grotescas com as quais nos deparamos hoje. As raízes do conservadorismo são outras. No entanto, as manifestações reacionárias que presenciamos e sua forma, em grande medida, devem ser compreendidas no quadro geral da luta de classes e da crise.

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A obsessão dos golpistas por Cuba, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

Durante mais de um ano, em inúmeras manifestações favoráveis à destituição da presidente Dilma Rousseff, reacionários golpistas de diferentes quadrantes esbravejavam uma renitente palavra de ordem: “Vai pra Cuba!”.

A Cuba revolucionária, altiva e independente dos EUA consiste em uma verdadeira obsessão dos atores individuais e coletivos que, à essa altura do campeonato, refestelam-se com o êxito do golpismo.

Nos devaneios de suas mentalidades colonizadas, as direitas golpistas – localizadas seja nas instituições do Estado, seja na sociedade civil –, identificavam “comunismo” e “cubanização” do país, devido às tímidas medidas redistributivas do período Lula/Dilma.

Malgrado os governos do PT terem apenas aproveitado, com sensibilidade, a expansão dos preços e das vendas das commodities no mercado internacional para adotarem algumas ações que permitiam o aumento do consumo popular.

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A violação da soberania do voto, por Ana Maria Magalhães

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva



Por Ana Maria Magalhães


Difícil expressar a avalanche de sentimentos que me assaltam. Tinha apenas 4 anos quando Getulio se suicidou. Foi um dia sombrio em nossa casa. Papai, o trabalhista e nacionalista Sergio Magalhães, decidiu se candidatar naquele ano e foi eleito deputado federal. O voto para nós era sagrado. Um meio democrático de escolher o melhor caminho que cada um pensava para o país. E eu sonhava que um dia poderia votar.

Depois veio o 11 de novembro para impedir a posse de Juscelino a quem a vida poupou o sentimento do medo. Conseguiu
 concluir o mandato em permanente luta conta os anti-democratas. Jânio foi eleito mas renunciou pressionado pelas mesmas forças que o elegeram. E mais uma tentativa de golpe por parte das Forças Armadas e da elite empresarial. Vencemos e Jango tomou posse, ainda que sob o regime parlamentarista. Leia mais »

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O golpe televisionado, por Roberto Bitencourt da Silva



Por Roberto Bitencourt da Silva

A presidente Dilma Rousseff (PT) tem mostrado segurança, clareza e dignidade nas respostas oferecidas aos senadores, na sessão de julgamento sobre o impeachment, que ora transcorre no Senado e é transmitido pela TV da casa legislativa.

De maneira firme e com propriedade, a presidente da República estabeleceu os contornos do golpe: perda do mandato sem crime de responsabilidade é arbítrio, violação constitucional, ruptura institucional.

Vai bem a presidente, apesar de a sabatina não demonstrar reversão do processo, cuja tendência está alinhavada há meses.

Nesse sentido, cumpre destacar que o padrão das indagações feitas pelos senadores adeptos da cassação do mandato presidencial demonstra, reiteradamente, apoio a um golpe de Estado parlamentar.

Por que está caracterizando-se um golpe?

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Movimentos sociais fazem acampamento em defesa da democracia e contra o golpe

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Do MST

Manifestantes de todas as regiões do país chegam a Brasília a partir deste domingo (28) para participar do Acampamento Nacional em Defesa Democracia e dos Direitos, montado no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson em Brasília.

Organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o acampamento será o ponto de referência da resistência popular e terá uma programação até o encerramento do processo do impeachment no Senado, previsto para terminar no dia 30.

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