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Blog de Sergio Saraiva

Professor paulista: serviço de doido, por Sergio Saraiva

A Folha de São Paulo de 24 de julho de 2017 traz uma matéria que traça um diagnóstico preocupante dos impactos da precariedade do trabalho docente para a educação pública de São Paulo. Mas foi preciso reescreve-la, para mostrar isso.

Folha24jul

Professor paulista: serviço de doido

por Sergio Saraiva

Um estado de epidemia é o que se pode concluir quando se considera o índice de absenteísmo dos professores da redes públicas – municipal e estadual – no Estado de São Paulo.

Cada professor das redes públicas de ensino do Estado de São Paulo registra, em média, 30 dias de ausência das escolas em um ano e o principal motivo é o volume de licenças médicas. Especialmente na capital, licenças médicas (afastamentos com mais de 15 dias) representam 60% das ausências, A média de outras prefeituras do Estado é de 39%.

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Tudo bem no ano que vem: feliz 1930, por Sergio Saraiva

O que será que será que andam combinando no breu das tocas?

1930

Tudo bem no ano que vem: feliz 1930

por Sergio Saraiva

Muito se tem discutido sobre os desdobramentos que terá no TRF – Tribunal Regional Federal – da 4ª Região a condenação de Lula. Colhi, ao acaso, quatro comentários e, como está na moda, fui ouvir Chico Buarque:

Do presidente do TRF respondendo a questionamento a respeito dos prazos de tramitação do processo de Lula. Esse dado é crucial já que, a depender de mais célere ou mais lenta, há possibilidades de Lula ser preso e impedido de concorrer e até de concorrer e, sendo eleito, tomar posse.

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Tríplex 164 A: o jornalismo declaratório prova a inocência de Lula, por Sergio Saraiva

Como uma reportagem do Globo de 2010 sofreu releituras sucessivas até transformar-se em "prova" para a condenação de Lula.

tríplex

Tríplex 164 A: o jornalismo declaratório prova a inocência de Lula

por Sergio Saraiva

Não foi intencional – por certo ao contrário -  mas o artigo da Folha de 16 de julho de 2017 onde o jornal busca contar a ”história do tríplex do Lula” acaba por demonstrar as inconsistências na condenação de Lula.

O artigo traz uma cronologia da condenação de Lula tomando como base o tríplex do Guarujá. Mas, quando do artigo se exclui o que é apenas declaratório, nada sobra. Nem provas, nem convicção – somente declarações. E uma reportagem do Globo como o fio condutor de toda a argumentação que levou à condenação de Lula.

Vejamos o didático artigo da Folha.

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O Aleijadinho

PS: Oficina de Concertos Gerais e Poesia: uma Itabira imaginária dentro de um coração paulistano.

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Fim de ciclo III - aprendendo com Maiakovski

Viveremos mais uma vez uma fase típica da “saída da Família Real” – algo que se precipita e que precipita ações drásticas e desesperadas. Fim de ciclo I e Fim de ciclo II. Tempos de incertezas que serão resolvidas pelos acontecimentos na forma em que estes forem acontecendo.

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Fim de ciclo II - Lula está morto, viva Lula

Crônica de uma morte anunciada, a condenação de Lula não fugiu ao script traçado. Mas é um anticlímax. Foram tantos os vazamentos que já sabíamos o fim do filme.

Lula chega a depoimento

Viveremos mais uma vez uma fase típica da “saída da Família Real” – algo que se precipita e que precipita ações drásticas e desesperadas. O ”Congresso Eduardo Cunha” e as "reformas trabalhistas" foram um desses eventos de final de ciclo. A condenação de Lula é outro.

Sergio Moro é um ator disciplinado. Não esperem dele uma gague. Não espere uma fala fora do tempo. Falta-lhe talento para tanto. Ele é previsível do começo ao fim. E sem graça. Leia mais »

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Fim de ciclo I - O "Congresso Eduardo Cunha" ouviu a voz do dono

O ataque à CLT consolidado em 11 de julho de 2017 é o ponto de pico do “Congresso Eduardo Cunha” que corresponde, na prática, à volta do voto censitário ao país. Mas também é sintoma de um fim de ciclo.

Congresso Eduardo Cunha

O Congresso eleito em 2014 é o ápice de um modelo que privilegiava o poder econômico em detrimento do poder político. Porém, até o advento de Eduardo Cunha, havia um determinado equilíbrio. Esse equilíbrio foi rompido quando tornou-se necessária a aplicação do golpe contra o quarto mandato petista consecutivo.

Este Congresso atual é o “Congresso Eduardo Cunha”. E sua bancada eleita com os recursos do financiamento empresarial das campanhas políticas. Com o financiamento das campanhas por empresários, na prática, reinstaurou-se no país o voto censitário que vigorou até 1891. No modelo de voto censitário, só os ricos votam. Leia mais »

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Há coisas que só acontecem com o Botafogo, por Sérgio Saraiva

Na falta de Sergio Moro, vamos de Rodrigo Maia. Pobre Manequinho, há coisas que só acontecem com o Botafogo.

Rodrigo Maia

Há coisas que só acontecem com o Botafogo

por Sérgio Saraiva

A pesquisa Datafolha que especulava sobre a intenção de votos para presidente trazia uma informação relevante que aparentemente passou sem maiores apreciações. Parece uma curiosidade, mas é sintomática no que revela. Na simulação para segundo turno, Lula só perde para Sergio Moro – um empate técnico, na verdade, mas, mesmo assim, Moro está à frente de Lula por dois pontos percentuais. É também o cenário onde há menor porcentagem de indecisos.

Datafolha jun2018 2turno

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A Justiça do Trabalho - entre o pé e a bunda, por Sergio Saraiva

É possível se determinar o valor de alguém apenas observando quem são seus detratores.

Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho - entre o pé e a bunda

por Sergio Saraiva

Assim, o artigo do banqueiro Roberto Setubal – ”A importância da reforma trabalhista” – de 02 de julho de 2017, na Folha de São Paulo, não deixa de ser, ao seu modo, uma homenagem a Justiça do Trabalho brasileira.

Que os patrões elogiariam a reforma trabalhista atualmente em tramitação no Senado é coisa ociosa de se dizer. Quem veria como feia a sua própria filha?

Que patrões considerariam o fim do imposto sindical como uma “modernização das relações laborais”, enquanto mantém intocadas as verbas do “Sistema S” que enchem as burras das federações patronais, é coisa que a esperteza explica a contento. Sem dúvida, os patrões brasileiros, com seu elevado padrão de consciência social, devem estar muito preocupados com que os trabalhadores deixem de ser explorados pelos seus sindicatos. Assim como o pato amarelo da FIESP estava preocupado com que os trabalhadores não tivessem aumentada a sua carga de impostos. Acredita quem quer.

Mas o texto de Setubal apresenta uma faceta até agora pouco analisada da reforma trabalhista. O quanto os patrões se incomodam com o acesso e as decisões da Justiça trabalhista.

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As nuvens que se movem nos céus de Brasília, por Sergio Saraiva

A esta altura, é certo que os donos do poder novamente se puseram em acordo e o futuro próximo do país está novamente pactuado entre eles. Apenas não sabemos os termos desse acordo.

céus de Brasília

Por Sérgio Saraiva

“A política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”.

Não nos enganemos, as nuvens dançam segundo o que lhes impõem as massas de ar invisíveis e poderosas. Elas determinam a dança aparentemente incompreensível das nuvens. Sistemas dinâmicos que se perturbam e se reacomodam. E quando se reacomodam, mantém o mesmo poder, mas as condições são sempre diferentes, então.

Temer, Janot, FHC, Gilmar Mendes e Lula. Nuvens todos eles.

Para sabermos que as massas de ar se movimentaram, produziram perturbações no seu equilíbrio interno e se rearranjaram, basta ver os últimos movimentos das nuvens.

A dança da Lava-Jato é um bom sinal para acompanharmos como se movem os donos do poder. Ela era totalmente previsível. Tinha objetivos claros: no campo interno, inviabilizar o PT e prender Lula e assim restabelecer no poder o ideário neoliberal. No campo externo, favorecer os interesses norte-americanos; da geopolítica ao pré-sal e o programa nuclear brasileiro. Além de destruir a capacidade de atuação internacional das grandes empresas de engenharia pesada nacional.
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Iluminismo da escuridão, por Sérgio Saraiva

iluminismo

Por Sérgio Saraiva

Vivemos uma época em que o sal da terra causa hipertensão e a luz do mundo provoca câncer de pele.

Bloqueadores solares, antiansiolíticos e uma tomada de energia para recarregar as baterias de lítio. Oásis e paraísos artificiais.

Dos campos do senhor, as pragas nos alimentam de maldições e nos fartamos com seus gafanhotos. O leite sem lactose, o café sem cafeína e a cerveja sem álcool. A gordura deve ser magra e a alface que não é orgânica tampouco é mineral, sintética ou de origem animal.

A essência das coisas nos é prejudicial.

Certezas da idade da pedra e a era da incerteza da razão. Fé no iluminismo da escuridão. Um Jesus para cada um e ninguém para Cristo. Protestantes a favor e a reforma do retrocesso. Ata o ateu à estaca. Fogo. E os ricos em seus camelos atravessando o buraco da agulha como um trem sob o Canal da Mancha.
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Doria para inglês ver, por Sergio Saraiva

Um novato com credenciais frágeis e ar de metrossexual, e ainda assim com chance de ser presidente. Eis como a “The Economist” enxerga João Doria.

Doria para inglês ver

por Sergio Saraiva

Doria parece não ter impressionado muito à “The Economist”.

Pelo menos é o que se denota da reportagem de 15 de junho de 2017:  ”Who will survive Brazil´s political cull?”– algo como “quem irá sobreviver no refugo político do Brasil”. Cull também pode significar lixo.

Escândalos abrem oportunidades para recém-chegados, complementa a revista.

Doria é visto como um político neófito que tem como principais características um charme discreto de comunicador profissional e um ar de metrossexual.

Nenhuma menção à sua LIDE e aos eventos que promove, nem à forma como suas revistas sobrevivem sendo praticamente desconhecidas do público. A única menção sobre a experiência anterior de Doria é como apresentador de “O Aprendiz” e, se serve como elogio, uma citação à Trump que também apresentou o programa nos EEUU.

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A pimenta e os olhos azuis de Miriam Leitão, por Sergio Saraiva

Não pretendia tratar do assunto da “agressão de petistas a Miriam Leitão”. Desde o início, pareceu-me algo como a tal “agressão de moças pretas à moça branca que usava turbante afro”.

Miriam

A pimenta e os olhos azuis de Miriam Leitão

por Sergio Saraiva

E talvez, melhor, pelo tempo decorrido entre o fato e sua denúncia e pelos desmentidos de terceiros que presenciaram ocorrido, pareceu-me com aquela história mal contada do ministro Gilmar Mendes em relação a uma ameaça feita a ele por Lula no apartamento de Nelson Jobim.

Porém, dada a repercussão na imprensa, em solidariedade a Miriam, não vejo como não me posicionar.

Primeiro, achei um absurdo os posicionamentos de Merval Pereira, no Globo, e Vera Magalhães, na Folha. Ambos acabaram, em seus textos sobre o assunto, por responsabilizar a própria Miriam pela agressão sofrida. Culpabilizaram a vítima.

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2018 - um exercício de futurologia reversa, por Sergio Saraiva

E se Aécio, Temer, Eduardo Cunha e Sergio Moro pudessem voltar ao passado e reescrever o presente?

Dilma presidente

2018 - um exercício de futurologia reversa

por Sergio Saraiva

Faltando um ano e meio para seu término, o segundo governo Dilma coleciona sucessos e fracassos. Ônus e bônus. Mas, sem dúvida, ele é o grande peso que o PT terá de carregar nas próximas eleições.

É um governo com a marca social petista, mas os custos políticos da reforma da previdência e da contenção orçamentária empreendida desde o início do segundo mandato o inviabilizam eleitoralmente. É voz corrente que Dilma preparou o terreno para o próximo presidente, mas que dificilmente seu sucessor sairá do PT.

Lula não será candidato, isso é fato. O PT não porá em risco sua reserva moral. E, no partido, não há nomes de peso nacional para encabeçar a empreitada. Pimentel já avisou que vai tentar a reeleição em Minas. Uma parada indigesta dado o domínio de Aécio na política mineira, mas, ainda assim, sua melhor opção. E Fernando Haddad, reeleito em um duríssimo 2º turno contra o PSDB de João Doria para a prefeitura de São Paulo, não vai se arriscar a dar um passo maior do que a perna. É carta fora do baralho para 2018.

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O demônio também escreve por linhas tortas

O demônio é o pai da ironia. O que mais dizer ao assistir o Ministro Gilmar Mendes absolver Dilma Rousseff? E para isso ter de desdizer todos os argumentos que utilizou para processá-la.

Gilmar ri

Batalhou para que novas provas fossem incluídas no processo, argumentou contra o absurdo de incluir novas provas em um processo já em andamento.

Poderíamos até acreditar que Gilmar Mendes odeia os relatores dos processos que julga. Ficou contra a relatora que recomendava o arquivamento da reclamação do PSDB contra a chapa Dilma-Temer, em 2015. Ficou contra o relator que em 2017 recomendou a cassação da mesma chapa. Leia mais »

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O espantalho da corrupção: uma carta a Deltan Dallagnol, por Sergio Saraiva

Prezado Deltan Dallagnol, não foi sem um bom bocado de preocupação que terminei a leitura de mais um dos seus artigos para a imprensa, neste caso, o ”As ilusões da corrupção” para a Folha de São Paulo de 04 de junho de 2017.

Moro e Aécio Leia mais »

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A "ISO 9000" não é contra o trabalhador, professor, por Sérgio Saraiva

O conhecimento é neutro, virtuoso ou imoral podem ser os usos que dele se faz.

Não é ISO
Por Sérgio Saraiva

No meio empresarial, é comum associar-se as “Normas ISO 9000” ao conceito de excelência. Isso é um engano motivado pela noção moral de qualidade e pelo pouco conhecimento do que vem a ser gestão da qualidade.

Há tempos venho protelando um texto sobre a qualidade como valor moral e como valor objetivo. A Norma ISO 9001 – sim, esse é o nome da “ISO 9000” - trata da qualidade como valor objetivo.

Qualidade = atender aos requisitos estabelecidos.

A melhoria contínua, preconizada pela “norma ISO 9000”, é um conceito correlato ao de excelência, mas são conceitos diferentes. A “ISO 9000” não exige o nível de excelência de nenhuma organização que a adote.
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Ideologia e fortuna, por Sérgio Saraiva

Lagoa
Por Sérgio Saraiva

O velho jornalista, quando menino, sonhou servir a igreja do Cristo. No seminário, ensinaram-lhe latim, mas cobraram-lhe o cumprimento de três votos: obediência, castidade e pobreza.

Feito rapaz, percebeu só ter forças e vontade para atender a um desses três votos. Conservou para si o latim e abandonou o seminário.

Seguindo a vocação dos que têm latim, mas não têm dinheiro, tornou-se jornalista.

O voto de castidade abandonou na primeira oportunidade que surgiu, o de pobreza cumpriu por contingência, não por obrigação moral. Abandonaria-o assim que oportunidade surgisse; e ela surgiu. O de obediência manteve por toda a vida.
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Carta ao meu amigo coxinha, por Sergio Saraiva

Carta ao meu amigo coxinha

por Sergio Saraiva

Qual a solução para a atual crise política do Brasil?

Simples.

Primeiramente, Fora Temer. Depois, a Dilma volta e completa o mandato interrompido. Eleições gerais em 2018 e a gente finge que nada aconteceu. Vida que segue.

Você acha minha proposta absurda?

É, talvez seja mesmo.

Mas é pelo menos tão absurda quanto a de Michel Temer continuar no poder e a gente fingir que nada está acontecendo.

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O novo, o velho e o velhaco

Na Folha de São Paulo deste 14 de maio de 2017 - Dia das Mães, uma viagem pelo novo, pelo velho e pela velhacaria de sempre.

marisa loja

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Ato Falho de São Paulo, por Sergio Saraiva

Freud poderia construir sua obra sobre o inconsciente apenas lendo as matérias dos jornais brasileiros sobre Lula.

Por Sergio Saraiva

Ato falho - também conhecido como lapso freudiano, é um erro na fala, na memória, na escrita ou numa ação física que seria supostamente causada pelo inconsciente. Freud evidenciou que o ato falho era sintoma da constituição de compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido. Através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado.

Lula já está condenado há anos, em quilômetros de folhas de papel-jornal e tonéis de tinta de impressão. As provas é que não têm colaborado.

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Lula imperdoável, por Sergio Saraiva

É necessário que Lula seja condenado. Não por uma questão de justiça, mas de coerência narrativa. A coerência dos obcecados.

imperdoável

Lula imperdoável, por Sergio Saraiva

Uma ponderação que me chamou a atenção no depoimento de Lula ao juiz Moro foi a em que ele descreveu a armadilha em que a mídia se colocou. Após tantos anos acusando Lula, não é mais possível aceitar que ele seja inocente.

Doentio. Obsessão.

Não é mais uma questão de justiça, é uma questão de coerência. É necessário que Lula seja condenado, talvez preso, para que, a partir desse estabelecimento da coerência narrativa, possa a imprensa começar a avaliar objetivamente os fatos.

E talvez, a partir daí, reconhecer que Lula é inocente. Por paradoxal que pareça.

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Um ano bissexto de governo Temer - uma homenagem, por Sergio Saraiva

Nesta efeméride de um ano bissexto do governo Temer, uma homenagem ao poeta e presidente bissextos. E a seu governo bissexto. Um ano de governo azarento como todo ano bissexto.

vultos

Um ano que se embaralha de canalha a canalha

por Sergio Saraiva

De um setembro traidor a um agosto canalha,
um ano só de migalha.
No qual um coração valente em descompasso se atrapalha
na crença de que a justiça que hoje tarda, tarda, mas não falha.
A esperança e o fio da navalha,
na tarde cinza, minha criança grisalha.
A ilusão ensandecida dançando envolta em sua mortalha
é a amada enlouquecida que em seus braços me agasalha.
Na névoa descida sobre o campo de batalha,
vultos buscam o caminho de um futuro que lhes valha.
Um futuro que por ora se fechou em sua crisálida.
Tramando um setembro partido em um agosto que se cisalha,
um ano que se embaralha em um fio que se contorce
de canalha a canalha.

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Aula de sociologia comparada

abril 2017

É essa cor que me encanta. Não sei se é a luz da lua. Esse tom castanho em tua pele, que te faz único, que te faz povo, que te faz diferente de outras cores e outras ruas tão iguais.

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O toque de silêncio das classes trabalhadoras, por Sergio Saraiva

Largo da Batata

 

Este ano, o 1º de Maio foi antecipado em alguns dias, começou na última sexta-feira do mês de abril. Sexta-feira santa.

Feriado prolongado, tudo parado como se fosse uma greve geral.

Uma greve sui generis, sem piquete e sem palavras de ordem. E tudo parado, como desencantados, os trabalhadores não foram trabalhar.

Estranha paz reinando nas cidades. Ruas silenciosas como as alamedas dos cemitérios. Comércio, escolas, bancos, fábricas e repartições. Portas fechadas. Tudo parado como se fosse dia de luto. Era dia de luta, feriado nacional.

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Lula - somente preso não ganha em 2018, por Sergio Saraiva

Por Sergio Saraiva

Lula é hoje o maior risco e a única esperança para a retomada da normalidade democrática no Brasil. A resolução desse paradoxo está nas ruas.

Datafolha3 30 abr 2017

A manchete da Folha de 30 de abril de 2017, sobre a pesquisa de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2018 no Brasil traz dois erros. Um jornalístico e outro de análise estatística.

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Rico que gritava “vai para Cuba” foi para Portugal, por Sérgio Saraiva

Burguês endinheirado se protege da crise no Brasil indo morar em país de governo socialista. E você coxinha, ainda achando que prender o Lula é a solução para o Brasil?

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Rico que gritava “vai para Cuba” foi para Portugal – coxinha trouxa ficou no Brasil

por Sérgio Saraiva

Duas notícias, neste mês de abril, complementares com uma distância de três semanas, mostram como pensam as classes dominantes neste país: “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

No início de abril, a BBC-Brasil, repercutindo a The Economist, trazia uma notícia que ia contra a corrente do que se prega no Brasil para sairmos da crise.

”Portugal está superando a crise econômica sem recorrer a fórmulas de austeridade, diz Economist”.

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Quem não deve não Temer

Michel Temer em entrevista à TV Bandeirantes sobre a reação do povo brasileiro ao conteúdo das delações da Odebrecht :

“Temos de compreender essa indignação e praticar gestos para superar essa indignação fazendo com que o país vá para a frente".

Então, presidente, não perca tempo: fora, Temer.

PS: texto ilustrado pelo quadro “Operários” de Tarsila do Amaral de 1933 retratando o pessoal da Oficina de Concertos Gerais e Poesia.

Sem votos

O Leopardo de Odebrecht, por Sergio Saraiva

Quem espera que as delações da Odebrecht provoquem uma transformação do modelo político nacional deveria ouvir o que tem a dizer o autor italiano Tomasi de Lampedusa em seu clássico - O leopardo: “é necessário mudar, para que tudo fique na mesma”

gattopardo

A implosão do sistema partidário brasileiro através das delações da Odebrecht à Lava Jato atende a dois objetivos: Lula preso e as reformas neoliberais aprovadas.

Tudo na mesma I - Lula preso

Caso Lula seja preso, haverá uma comoção social no país. Bem, a comoção já foi providenciada, agora só falta Lula ser preso.

Não há autoridade moral na Lava-Jato para prender Lula enquanto políticos tucanos sequer são investigados. Bem, não sobrou um tucano para contar a história, agora só falta prender o Lula.

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Mainardi não é uma anta, por Sergio Saraiva

Mainardi deveria processar o ex-vice-presidente da Odebrecht. Esse foi quem o citou. A Revista Forum, no entanto, apenas fez jornalismo.

Mainardi não é uma anta, por Sergio Saraiva

Nessa história toda envolvendo o jornalista Diogo Mainardi e as delações da Lava-Jato, o que menos me estranha é Mainardi estar em um jantar na companhia de Aécio Neves e Alexandre Accioly.

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