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Agronegócio

Exportadores de carne sofrem novo golpe com suspensão dos EUA

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Foto: Arnaldo Alves/ANPr
 
Jornal GGN - Alguns meses depois da Operação Carne Fraca, que resultou em diversas restrições à carne brasileira, os exportadores sofrem um novo golpe, dessa vez dos Estados Unidos. Autoridades norte-americanas decidiram suspenderam as importações carne ‘in natura’ do Brasil.
 
A decisão foi tomada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que alegou “preocupações recorrentes sobre a segurança de produtos destinados ao mercado americano”. O órgão também disse que a suspensão irá durar até o Ministério da Agricultura brasileiro tomar medidas que os norte-americanos considerem “satisfatórias”. 
 
Apesar dos EUA não ser o principal destino da carne fresca produzida no Brasil, o país é considerado um “passaporte” para outros mercados. Os americanos voltaram a comprar o produto in natura depois de dez anos de veto.

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Busca na internet mede riqueza no campo?, por Rui Daher, em CartaCapital

A genialidade do jornalista e escritor Ivan Lessa (1935-2012) ensinava que mais do que a boa escrita, importava o “caderninho de notas”, registro de situações do cotidiano que, mais tarde, não esquecidas, poderiam se transformar em crônicas, contos, poemas, romances. Depois que foi morar em Londres, passou a se divertir com a profusão de pesquisas de opinião divulgadas no Reino Unido. Divertia-se e nos divertia com as estultices nelas “provadas”. Leia mais »

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Procuradora alerta para 'pacote do veneno' que tramita no Congresso

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Do Sul 21

‘Temos um pacote do veneno tramitando no Congresso Nacional’, alerta procuradora
 
Marco Weissheimer
 
Em março de 2015, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), publicou um artigo que sistematizou pesquisas sobre o potencial cancerígeno de cinco ingredientes ativos de agrotóxicos realizadas por uma equipe de pesquisadores de 11 países, incluindo o Brasil. Baseada nestas pesquisas, a agência classificou o herbicida glifosato e os inseticidas malationa e diazinona como prováveis agentes carcinogênicos para humanos e os inseticidas tetraclorvinfós e parationa como possíveis agentes carcinogênicos para humanos. Destes, a malationa, a diazinona e o glifosato são amplamente usados no Brasil. Herbicida de amplo espectro, o glifosato é o produto mais usado nas lavouras do Brasil, especialmente em áreas plantadas com soja transgênica.
 
A partir desse levantamento, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou uma nota oficial chamando a atenção para os riscos que a exposição ao glifosato e a outras substâncias representam para a saúde dos brasileiros. Dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingredientes ativos de agrotóxicos, o Inca cita, além do câncer, infertilidade, impotência, abortos, malformações fetais, neurotoxicidade, desregulação hormonal e efeitos sobre o sistema imunológico. O Inca e a Organização Mundial da Saúde estimaram que, nos próximos cinco anos, o câncer deve ser a principal causa de mortes no Brasil.
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Nosso agronegócio é sustentável?, por Rui Daher

Nosso agronegócio é sustentável?

por Rui Daher

em CartaCapital

Alguém no Facebook: "a agricultura nunca será sustentável, pois na hora em que os alimentos se tornam mercadorias que usam os recursos naturais deixam de ser sustentáveis". Ops, pré-história ou extermínio?

Já mencionei a barafunda que hoje se faz com o termo sustentabilidade. Virou carne de vaca fraca, quase de joelhos. O tema, quando corretamente abordado, sem vieses políticos ou comerciais, é de extrema importância.

A Folha de São Paulo pensa que tem dois colunistas de agronegócios, Ronaldo Caiado e Marcos Sawaya Jank. Tem apenas um. O primeiro é um político de péssima cepa que nunca tratou do tema desde a sua estreia.

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Fiscais apoiam operações da PF contra fraudes na Agricultura

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Por meio de nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) afirma que apoia as operações Lucas e Fugu, deflagradas hoje (16) pela Polícia Federal, afirmando que elas são importantes para a punição de possíveis casos de corrupção e a garantia da segurança alimentar dos brasileiros.
 
A Operação Fugu cumpriu 37 mandados judiciais com o objetivo de desmantelar um grupo com atuação na Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Santa Catarina. São investigadas a proteção ilícita de empresas do ramo alimentício,  e também a perseguição a servidores, mirando o setor de pescados da região do Vale do Itajaí.

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Agronegócios não são apenas ruralistas, longe disso, por Rui Daher

Agronegócios não são apenas ruralistas, longe disso

por Rui Daher

Não creio que muitos leitores conheçam Colniza, no estado do Mato Grosso, a 1.065 km de Cuiabá. Nem eu. Em longínquas Andanças Capitais estive perto para visitar povoados indígenas agrícolas em Aripuanã, cidade maior, distante 100 km, de que Colniza foi desmembrada para se tornar município, em 1998.

Hoje é habitada por cerca de 30 mil pessoas. Já foi considerado pela Organização dos Estados Ibero-Americanos, o município mais violento do País. Na década de 1980, integrou projeto para povoar a Amazônia, levando para lá colonos da região Sul.

Deu no que está dando. Inviabilizados os garimpos no início da década de 1990, passou-se ao desemprego e à procura de terras para agricultura e pecuária incipientes e extração de madeira ilegal. A partir de 1994, a criação de assentamentos estabeleceu novo fluxo migratório, desta vez proveniente de Rondônia. Sobraram poucas indústrias madeireiras, comércio, mineração, turismo e áreas de preservação permanente, frequentemente, usadas para extrativismo. Nos assassinados da semana passada, a maioria era de pessoas nascidas em Rondônia. Mais não precisaria dizer.

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Agronegócios não são apenas ruralistas, longe disso, por Rui Daher

Não creio que muitos leitores conheçam Colniza, no estado do Mato Grosso, a 1.065 km de Cuiabá. Nem eu. Em longínquas Andanças Capitais estive perto para visitar povoados indígenas agrícolas em Aripuanã, cidade maior, distante 100 km, de que Colniza foi desmembrada para se tornar município, em 1998.

Hoje é habitada por cerca de 30 mil pessoas. Já foi considerado pela Organização dos Estados Ibero-Americanos, o município mais violento do País. Na década de 1980, integrou projeto para povoar a Amazônia, levando para lá colonos da região Sul.

Deu no que está dando. Inviabilizados os garimpos no início da década de 1990, passou-se ao desemprego e à procura de terras para agricultura e pecuária incipientes e extração de madeira ilegal. A partir de 1994, a criação de assentamentos estabeleceu novo fluxo migratório, desta vez proveniente de Rondônia. Sobraram poucas indústrias madeireiras, comércio, mineração, turismo e áreas de preservação permanente, frequentemente, usadas para extrativismo. Nos assassinados da semana passada, a maioria era de pessoas nascidas em Rondônia. Mais não precisaria dizer. Leia mais »

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A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio, por Roberto Bitencourt da Silva

A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio

por Roberto Bitencourt da Silva

Dia 21 de abril. Feriado nacional e data comemorativa em homenagem a um dos grandes símbolos nacionais, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Um dos líderes da Inconfidência Mineira, que questionou abertamente o estatuto colonial imposto pelo colonizador português.

Consagrada e justa homenagem a um herói da Pátria que, após ser enforcado no Rio de Janeiro, ainda teve o corpo esquartejado e exibido na principal praça da belíssima Ouro Preto. Era um dos personagens que portava condição social mais baixa entre os inconfidentes. O ódio de classe do poder contra os Libertadores da Nação perdura até os nossos dias.

É contra a sua memória e a do seu significado simbólico, ou seja, a libertação e a soberania nacional, que as Organizações Globo persistentemente atuam. Décadas a fio. É pela submissão do Brasil, exatamente ao que Tiradentes combatia, que a Globo age.

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A função social da terra, por Rui Daher

A função social da terra, por Rui Daher

Em relação ao que publiquei ontem, em "Nem tão chato assim, e bem curtinho", nos comentários há um bom debate entre os assíduos leitores Zé Sérgio e José Carlos Lima. Bem fundamentados, pois ambos parecem conhecer bem a lida agropecuária, embora repitam um confronto que apenas é complementaridade. Agronegócio e agricultura familiar. Na década de 1980, fui várias vezes ao Maranhão. Balsas, Imperatriz, quando os grãos estavam chefando ao hoje MATOPI. Fui implantar uma fábrica de fertilizantes próximo ao porto de Itaqui, em São Luís. Era óbvio que ali seria a nova fronteira agrícola. No sudoeste baiano, Barreiras, etc., a coisa já estava andando, embora coomo em toda nova fronteira a empresa em que trabalhava só colhia inadimplência. A coisa é mais complexa do que simples complexo de vira-lata. Mas a discussão, hoje em dia e vista assim do alto e com a lupa é necessária. O artigo abaixo foi também publicado em CartaCapital.

Apesar da subordinação aos interesses e linha editorial das Organizações Globo, nítida depois que a família Frias, dona da Folha de São Paulo, vendeu sua participação no Valor, encontro no suplemento “Eu& Fim de Semana” ótima novidade: coluna semanal assinada pelo professor e sociólogo José de Souza Martins. Nos barracões da Ciências Sociais USP, foi quem me ensinou a usar lupa para melhor entender o meio rural brasileiro.

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Nem tão chato assim e bem curtinho, por Rui Daher

Nem tão chato assim e bem curtinho, por Rui Daher

Em 17 de março, postei “A produção agrícola brasileira: de verdade mundial a possível mito”. Não subiu. Ótimo, evitou chateações triunfalistas. Insisti, “As ameaças à agropecuária tornam-se reais”. Subiu e não deu outra: somos imbatíveis. Não desisti. Em 29 de março, explicitei: “Trump e os riscos para o agronegócio”. Ufanismo mantido.

O ruralismo parece zumbido de zumbis, quando Caiados, Maggis, bancadas, sindicatos patronais ligados ao setor, federações e confederações se unem em torno de chavões como “o planeta não vai parar de comer”, “o apetite do chinês é glutão”, “só aqui a área plantada pode crescer”, “celeiro do mundo”.

Verdade? Vamos fundo: maior produtor ou exportador disso e daquilo outro. Até a página 32. Somos, também, todos loiros e de olhos azuis, montados em plantadeiras e colheitadeiras digitalizadas com precisão.

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Apesar da Carne Fraca, exportações do setor aumentaram 4,4% em março

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Foto: ANPr/Sindiavipar
 
Jornal GGN - Mesmo com a Operação Carne Fraca, ação da  Polícia Federal que fechou frigoríficos e provocou o embargo de alguns países para as exportações da carne produzido no Brasil, as vendas de carnes suína, bovina e de frango para o exterior tiveram aumento de 4,4% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
 
Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços, segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. No total, o valor exportado subiu 9% no mesmo período.
 
Analisadas separadamente, as exportações de carne bovina foram as únicas que tiveram queda no mês. Houve redução de 6,1% na comparação com março do ano, de acordo com o critério da média diária. 

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Trump e os riscos para o agronegócio, por Rui Daher

Trump e os riscos para o agronegócio

por Rui Daher

A continuar a série semanal de ações escabrosas contra a democracia e os trabalhadores brasileiros perpetradas pelo governo usurpador, não é de duvidar que o próximo golpe ocorra em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro presidente do Brasil, Lula preso ou morto.

Os mais sabidos, por enquanto, traduzem essa ansiedade com um cover chique, Doriana Júnior, mas querem mesmo é Brucutunaro.

Se isso vier a acontecer, durante pelo menos dois anos teremos inimigos de minorias populacionais presidindo EUA e Brasil. Lá um pele-laranja tosco, aqui um cara-pálida simulacro do falecido delegado Fleury. Tema para duelo de repentistas.

Assim caminha a Federação de Corporações. Economistas rentistas da vergonha alheia, agora ocupados em maldades para ferir o agronegócio, um dos poucos setores em crescimento na economia.

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Hong Kong suspende embargo à carne de frigoríficos que não são investigados

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Jornal GGN - Nesta terça-feira (28), as autoridades de Hong Kong decidiram suspender parte do embargo à carne brasileira, e agora a restrição está limitado aos 21 frigoríficos investigados pela Operação Carne Fraca. 
 
Hong Kong, o segundo maior importador de carne brasileira no ano passado, havia determinado a suspensão das compras e também a retirada do mercado de produtos oriundos dos frigoríficos investigados pela Polícia Federal.

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Exportadores de carne perderam US$ 130 milhões em uma semana

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Jornal GGN - Com a deflagração da Operação Carne Fraca, os exportadores brasileiros de carne contam prejuízos de mais de US$ 130 milhões somente em uma semana. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa os produtores de aves e suínos, as perdas foram de US$ 40 milhões até a última sexta (24).
 
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), do setor de carne bovina, afirma que ao menos US$ 96 milhões em produtos prontos para exportação estão parados no Porto de Santos, no litoral paulista. 
 
Francisco Turra, da ABPA, diz que o impacto da Operação Carne Fraca foi “muito forte” para o setor, e prevê que será difícil reverter a situação. “A solução não demandará uma semana ou uma simples palavra oficial. Tudo o que deixar de ser exportado não tem espaço para ser absorvido (internamente). Então, tem de diminuir produção e reduzir empregos, o que já começa a ocorrer”, afirmou em entrevista para o Estadão.

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Chile, China e Egito anunciam retomada da importação de carne brasileira

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Da Agência Brasil

por Yara Aquino

O Chile decidiu retirar a suspensão total à importação da carne brasileira, mas manteve a proibição da entrada de produtos dos 21 frigoríficos investigados pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A informação foi divulgada hoje (25) pelo Serviço Agrícola e Pecuarista do Chile. O país havia anunciado a suspensão temporária à importação de carne do Brasil até que fossem prestados esclarecimentos sobre o caso. A China e o Egito também anunciaram a reabertura para a importação de carne do Brasil.

O órgão chileno justificou que a decisão foi tomada após ter recebido explicações do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil em resposta ao pedido de informações detalhadas sobre as investigações da Polícia Federal. O Chile informou que poderá suspender as importações de qualquer outro estabelecimento que apareça posteriormente nas investigações.

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