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Análise

O golpe de Schroedinger, por Fernando Horta

O golpe de Schroedinger, por Fernando Horta

Numa das mais célebres passagens da física contemporânea, o físico Erwin Schroedinger, construiu uma experiência hipotética, em 1935, com uma caixa, radioatividade e um pobre gato. Segundo a mecânica quântica, diversos estados da matéria coexistem no mesmo momento. Como, em realidade, temos que olhar para as partículas que formam a matéria, o mundo seria um, se estas partículas assumissem um estado de matéria, ou seria outro, se assumissem um estado de energia, por exemplo. Como esta dualidade se daria em nível subatômico, qualquer interferência externa seria suficiente para alterar esta realidade, para constituir um universo ou outro, dentro de tantos possíveis. Leia mais »

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A condenação de Lula e o momento da virada, por Mauro Santayana

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Foto: Ricardo Stuckert

Do blog de Mauro Santayana

O momento da virada

por Mauro Santayana

A condenação de Lula sem provas, por um crime que não cometeu - não recebeu, não usufruiu, nunca teve o tal triplex em seu nome - com a argumentação, como nos filmes de ficção científica, vide "A Nova Lei - Minority Report", de que tinha a intenção de  eventualmente praticá-lo - a quase dez anos de prisão e a mais de sete de ostracismo político, precisa servir de alerta final, talvez o mais significativo até agora, antes que se proceda à inexorável entrega do país ao fascismo nas eleições do ano que vem.
 
O passo dado pelo Juiz Sérgio Moro foi de sutileza paquidérmica, do ponto de vista do desrespeito, desconsideração e desprezo pelo Estado de Direito, e, como já dissemos tantas vezes aqui, já estava sobejamente anunciado.
 
Tanto quanto o está a condenação de Lula em segunda instância, em prazo eventualmente recorde - como já dá,  espertamente, como favas contadas, certa mídia - se não se estabelecer  prontamente uma estratégia de defesa da democracia, com relação às eleições diretas, ocorram elas em 2018 ou nos próximos meses.
 
O problema não é partidário.
 
A grande questão não é o que está ocorrendo com Lula, Dilma e o PT, que, por omissão, excessivas concessões ou falta de planejamento e resposta tática, contribuíram também para que as coisas chegassem onde estão hoje.
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O Brasil sob a sombra das maiorias silenciosas, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Em questão de horas, de uma vez só, os direitos mínimos dos trabalhadores e seu maior líder trabalhista, Lula, foram condenados – simultaneamente, no Senado e na Vara Federal de Curitiba. Diante desse timing e precisão, jornalistas e intelectuais começam a expressar a perplexidade: cadê o povão? O Congresso não foi cercado e nem as praças ocupadas com massas sem arredar os pés. Massas manipuladas pela Globo? Índole apática do brasileiro? Por que as lutas monumentais e resistência em trincheiras até agora não ocorreram, limitando-se a algumas “batalhas de Itararé”? Talvez seja o momento de revisitar um dos textos políticos mais provocativos: “À Sombra das Maiorias Silenciosas” de Jean Baudrillard. Lá na França um gol de Rocheteau pelas eliminatórias da Copa do Mundo foi mais importante do que a extradição de um ativista político; como aqui Lula e seu pequeno exército de advogados solitários, sem o apoio das ruas, segue para a condenação em segunda instância. Para Baudrillard , não é uma questão de engano ou mistificação – há uma astúcia das massas que o Poder mais teme: não a “revolução”, mas seu silêncio e a indiferença. Um hiperconformismo no qual a política se afunda.

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A comparação descabida que Moro faz entre Lula e Cunha

 
Jornal GGN - Ao responder recurso da defesa de Lula à sentença do triplex, Sergio Moro comparou o ex-presidente petista ao deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB). Mas o paralelo passa longe de ser fiél às peculiaridades dos dois casos.
 
Segundo o juiz de Curitiba, Lula, condenado a 9 anos e meio, insiste em usar o mesmo "álibe" de Cunha, que possuía fundos secretos na Suíça e, embora tivesse defrutado da fortuna no exterior, negava a titularidade da conta. No caso, Moro diz que Lula tem o triplex e, como Cunha, nega sua titularidade. 
 
Só que para fazer essa afirmação, Moro decidiu simplesmente ignorar dois fatos: o imóvel está em nome da OAS e Lula nunca usufruiu do apartamento no Guarujá.
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MP do governo Temer pretende imobilizar o BNDES, por Thiago Mitidieri

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Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Em discussão no Congresso Nacional, a Medida Provisória 777 pretende alterar a taxa de juros aplicada pelo BNDES, a TJLP, pela TLP, se aproximando da taxa básica, a Selic. Os defensores da mudança afirmam que isso reduziria o “subsídio” do governo nos empréstimos do banco de desenvolvimento.
 
Em artigo no O Globo, Thiago Mitidieri, presidente da Associação dos Funcionários do BNDES, diz que a MP vai prejudicar o setor produtivo, que enfrentará mais obstáculos para o investimento, justamente em um momento de alto desemprego. 
 
Quem ganha é o setor financeiro, que vai ter um controle quase total sobre o mercado do crédito no país. A alteração fará com que o BNDES fique sem seu principal instrumento para ser um banco de desenvolvimento, diz Mitidieri. 
 
“No momento que o país mais precisa de um banco de desenvolvimento para financiar investimentos que possam contribuir para retomar o crescimento da economia, o governo está decidindo imobilizar o BNDES”, afirma. 

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Entrevista: Juarez Guimarães e a encruzilhada de 2018

Enviado por Antonio Ateu

do Sul21

Não há nada mais desmobilizador hoje do que 2018. Entre nós e 2018 há um abismo

por Marco Weissheimer

“O golpe em curso no Brasil se insere no processo internacional da contrarrevolução neoliberal que está construindo estados constitucionais não democráticos pelo mundo inteiro. Os golpistas estão divididos e enfrentam dificuldades para lidar com a crise de legitimidade decorrente do golpe, mas estão unificados programaticamente. E esse programa põe em questão princípios fundamentais do pensamento democrático do pós-guerra, gerando um cenário de instabilidade , ódio e intolerância”. A avaliação é do cientista político Juarez Guimarães, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que aponta graves conseqüências desse quadro nos planos nacional e internacional. “Os valores fundamentais da paz, da liberdade, dos direitos humanos, do pluralismo e da tolerância estão em questão e é por isso que falo que estamos vivendo uma crise civilizacional”, diz o cientista político em entrevista ao Sul21.

Juarez Guimarães analisa os acontecimentos recentes da vida política brasileira sob a perspectiva de uma linha histórica mais longa, aponta um déficit de consciência da esquerda sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo, defende a centralidade da campanha por Diretas Já e adverte sobre os riscos de depositar todas as esperanças em 2018 para a superação da crise atual. Para ele, quem achar que estamos vivendo apenas um intervalo no processo de normalidade democrática, pode avaliar, por exemplo, que a sentença do juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula deve ser reformada em segunda instância, uma vez que não tem base jurídica nem provas. No entanto, diz, estamos vivendo um estado de excepcionalidade onde a exceção é a regra. “Moro é corrompido politicamente e está exercendo seu mandato de juiz de forma partidária”. E acrescenta:

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A monumental fraude do plano econômico, por André Araújo

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Foto: Antonio Cruz/EBC

Por André Araújo

Cemitério sem inflação - o completo fracasso de um plano econômico 
 
Um plano econômico que não poderia dar certo ameaça levar ao Brasil a uma depressão inédita, um dos países de economia historicamente mais dinâmica do planeta caindo nas profundezas de uma depressão gerada pela política econômica equivocada, sem lógica, sem nexo e sem ciência, manejada pelo sistema financeiro em seu próprio benefício.
 
O DEBATE DA POLÍTICA ECONOMICA
 
Nos anos 40, 50, 60 e 70, foi intenso no Brasil o debate na academia, na imprensa, nas associações empresariais sobre política econômica, sobre linhas doutrinárias, propostas, alternativas, custos e vantagens de cada variante da governança da economia do País.
Como dizia Keynes, a história da humanidade é a história do pensamento econômico e pouca coisa além disso. Discutir a política econômica de um grande País é tema central dos cidadãos.
 
Hoje se verifica um DESERTO completo nessa discussão, a imprensa pelos grandes jornais e noticiários de TV toma como ÚNICO o caminho apontado pelos “economistas de mercado”.

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Pobreza, violência e barbárie no Brasil do golpe, por Marcio Pochmann

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Foto: Arquivo/EBC

Da Rede Brasil Atual

 
No Brasil de Temer e suas reformas regressivas, ricos querem viver como os xeques do Bahrein, enquanto o restante da população depara com cenário aos moldes do Haiti
 
por Marcio Pochmann
 
As forças do golpe que liquidaram o governo eleito democraticamente em 2014 atacam os pobres sem cessar, na expectativa de trazer de voltar à Belíndia, modelo de sociedade da década de 1970 constituído pelos governos autoritários. Mas na realidade, o atual conjunto de reformas conduzidas em meio a mais grave recessão já vivida pelo país aponta para outro modelo de sociedade, o Bahaiti.
 
O regime militar que predominou por 21 anos no Brasil (1964-1985) não se sustentou apenas no autoritarismo. A garantia do rápido crescimento econômico foi a senha necessária para o apoio político em troca da expansão dos negócios aos capitalistas e da ocupação aos trabalhadores.
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Para Haddad, não há possibilidade de Lula ficar inelegível

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Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro, os analistas políticos começaram a levantar a hipótese de outra candidato do PT em 2018, caso Lula se torne inelegível.
 
Um dos nomes lembrados é o de Fernando Haddad, mas o ex-prefeito de São Paulo refuta não só a hipótese de disputar a presidência como também a possibilidade de não disputar a presidência no ano que vem.
 
Em entrevista para a Folha de S. Paulo, Haddad afirma que tanto Lula quanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso erraram ao não ter conseguido criar bases para convivência entre PSDB e PT, o que fez os partidos se tornarem “reféns do atraso. 
 
Ao comentar a Operação Lava Jato, Haddad critica o uso das delações premiadas. “Aqui introduzimos uma novidade sem as cautelas regulamentares. Qual o protocolo para delação com trecho falso?”, questiona. 

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Tríplex 164 A: o jornalismo declaratório prova a inocência de Lula, por Sergio Saraiva

Como uma reportagem do Globo de 2010 sofreu releituras sucessivas até transformar-se em "prova" para a condenação de Lula.

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Tríplex 164 A: o jornalismo declaratório prova a inocência de Lula

por Sergio Saraiva

Não foi intencional – por certo ao contrário -  mas o artigo da Folha de 16 de julho de 2017 onde o jornal busca contar a ”história do tríplex do Lula” acaba por demonstrar as inconsistências na condenação de Lula.

O artigo traz uma cronologia da condenação de Lula tomando como base o tríplex do Guarujá. Mas, quando do artigo se exclui o que é apenas declaratório, nada sobra. Nem provas, nem convicção – somente declarações. E uma reportagem do Globo como o fio condutor de toda a argumentação que levou à condenação de Lula.

Vejamos o didático artigo da Folha.

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As novas e velhas máscaras da terceirização no capitalismo contemporâneo, por Christian Duarte e Carlos Salas

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Foto: Stefano Ferrario

Do Cesit/Unicamp

As novas e velhas máscaras da terceirização no capitalismo contemporâneo

Introdução

Em artigo recente do Wall Street Journal (2 de fevereiro de 2017), intitulado “O fim dos empregados”, se encontra a declaração de um diretor da empresa Virgin Airways feita em uma reunião com investidores em março de 2016: “vamos terceirizar cada um dos postos de trabalho que conseguirmos, sempre que estes não se relacionem com o tratamento direto com o público”. Em dezembro de 2016, quando a terceirização já se havia generalizado, a empresa foi vendida. Hoje, a Virgin Airways terceiriza a venda de passagens aéreas, o manejo das bagagens, as reparações maiores e a alimentação nos voos, o que se traduz em maiores lucros por passageiro que a média das companhias aéreas.

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O mercadismo que quer operar acima das tensões sociais e políticas, por André Araújo

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Por André Araújo
 
 
Samuel Pêssoa virou uma espécie de guru intelectual do mercadismo radical que pretende operar acima das tensões sociais e políticas, algo hoje inteiramente fora de moda nas grandes nações pós-crise de 2008.
 
Nos EUA, catedral mundial do pensamento econômico aplicado à realidade, foi o ESTADO de corpo e alma quem salvou o mercado em 2008, salvou da crise PROVOCADA PELOS EXCESSOS DO MERCADO. 
 
Se não fosse o Tesouro dos EUA, a crise de 2008 seria infinitamente maior. Foi o Tesouro dos EUA, autorizado pelo Presidente Obama, quem sacou dinheiro de seu caixa no importe nada desprezível de US$778 bilhões dentro da autorização do programa TARP para salvar o Citigroup, a General Motors, a seguradora AIG e mais 200 outras corporações e bancos, decisão tomada de forma ultrarrápida, engenhosa, eficiente e sem pruridos ideológicos, no incêndio não se pergunta de onde vem a água e SALVOU O MERCADO. 

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Lava Jato será estudada mais por seus desmandos, por Jânio de Freitas

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Foto: Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN - Mais do que as suas condenações, a Operação Lava Jato será lembrada e estudada por suas arbitrariedades e desmandos, afirma o jornalista Janio de Freitas, em sua coluna de hoje (16), na Folha de S. Paulo.
 
O colunista ressalta que a conexão entre o apartamento no Guarujá (SP) e os subornos na Petrobras nunca foi demonstrada, apesar de isso embasar a decisão do juiz. 
 
“Não houve no Conselho Nacional de Justiça e no Supremo Tribunal Federal quem pusesse o juiz de Curitiba abaixo da lei”, diz Janio, lembrando das gravações feitas no âmbito da Lava Jato e que foram divulgadas ilegalmente. 

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A trajetória de Lula e os dilemas e desafios do Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto Stringer/Reuters

A trajetória de Lula e os dilemas e desafios do Brasil

por Roberto Bitencourt da Silva

A condenação judicial do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, representa um novo e grave capítulo do movimento golpista empresarial-midiático-judicial, que destituiu ilegitimamente uma presidente eleita e rasgou a Constituição de 1988.

No momento, as consequências imediatas ao ex-presidente não ultrapassam os limites do aborrecimento e da vexação persecutória. Para o sistema político e demais círculos da institucionalidade brasileira, delineados na transição da ditadura à democracia representativa e normatizados na Carta Constitucional de 1988, os efeitos potenciais beiram a pá de cal.

As atitudes em resposta à arbitrária decisão do Judiciário foram heterogêneas, envolvendo amplíssimo leque de opiniões e predisposições políticas no País. Marcadas tanto por comemorações deliberadas, cínicas e irrefletidas, quanto por gestos de solidariedade a Lula. Em relação aos últimos, manifestações atravessadas por exaltações acríticas, como também por ponderações que não deixavam de lastimar as suas opções políticas.

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A Justiça é para todos?, por Marcelo Zelic e Cecília Capistrano

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Deputados da tropa de choque de Michel Temer na CCCJ da Câmara, entre eles (à dir.) Darcísio Perondi (PMDB/RS), cujo pedido de investigação por crime de improbidade administrativa está parado no STF desde 2004. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do Jornalistas Livres

 
por Marcelo Zelic e Cecília Capistrano Bacha para os Jornalistas Livres
 
No final dos anos 1970 o Senador Teotônio Vilela, um liberal, em suas andanças pelo país pregando a redemocratização, pronunciou palavras que merecem registro e meditação. Dizia ele: “As decisões dos tribunais são a última etapa da vida do direito. Sem um funcionamento adequado da organização judiciária, o país caminharia para a desordem e a descrença nas suas instituições políticas.”
 
A sentença do juiz Sérgio Moro condenando o ex-presidente Lula com base em suposições e desconsiderando as provas contidas nos autos, tornou-se, conforme declaração de seus advogados, “um processo ilegítimo e usado para fins políticos”, retrocedendo o funcionamento da organização judiciária para as práticas da ditadura militar combatidas pelo Menestrel de Alagoas, como Teotônio era chamado à época.
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