Revista GGN

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Análise

Tolerância que eleitor teve no passado não vai se repetir, por Paulo Moreira Leite

Foto: Ricardo Stuckert

Por Paulo Moreira Leite

Nada será como antes

No Brasil 247

As vaias a Renan Calheiros durante a passagem da caravana de Luiz Inácio Lula da Silva por Alagoas confirmam uma verdade fácil de reconhecer. Mostram que, embora Lula seja o líder nas pesquisas presidenciais para 2018, é um caso de ingenuidade primária mirar as vitórias do passado para pensar estratégias para o futuro. Responsável pelo título de doutor honoris causa da Universidade Estadual de Alagoas, o reitor Jairo Campos cobrou de Lula: "é preciso que nos dê respostas a altura do que cobramos e esperamos. Que diga não as alianças espúrias, que construa uma plataforma social e verdadeiramente popular."

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Dilma em Natal: como saímos dessa e o que fazemos depois, por Ion de Andrade

Foto: Divulgação

Por Ion de Andrade

Duas coisas principalmente me atiçavam a curiosidade no que falaria Dilma em  Natal: como sairemos dessa e o que faremos depois.

Acolhida com muito carinho em Natal, num evento magistralmente organizado pelo ADURN/Sindicato, Dilma iniciou com um diagnóstico do golpe em suas várias etapas e foi autobiográfica, pondo no centro da narrativa golpista aquilo que sentiu de mais forte, o discurso misógino da mídia. Falou dos riscos ao Brasil que envolvem a privatização da Eletrobrás, da perseguição ao presidente Lula, da correlação entre o golpe e o projeto de Brasil soberano e, finalmente, adentrou nos pontos que me interessavam mais.

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Liberdade para quem, cara-pálida?, por Fernando Horta

Uma das mais bem documentadas (e romanceadas) histórias de choques culturais é a ocorrida nos EUA, entre os homens brancos ocidentais e os nativos indígenas. Desde Dee Brown e seu famoso “Enterre meu coração na ‘Wounded Knee’”, até as obras recentes de Roxanne Dunbar-Ortiz muito já se agregou à discussão sobre a história indígena dos EUA. O termo “paleface” (cara pálida para nós), entretanto, continua simbólico do choque entre duas culturas que não compartilhavam sequer dos conceitos mais básicos. Sempre que se usa “cara pálida” numa conversa está se reportando ao que a Antropologia chama de “estranhamento”. No momento em que duas pessoas travam contato e seus padrões culturais e linguísticos não conseguem achar ponto de convergência tem-se o “estranhamento”.

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Delação de Delcídio se revela frágil contra Dilma e Lula, por Kennedy Alencar

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A delação de Delcídio do Amaral se desmonta um pouco mais após a Polícia Federal enviar ao Supremo Tribunal Federal um relatório apontando que a ex-presidente Dilma Rousseff não cometeceu crime de obstrução de Justiça ao indicar ministros do Superior Tribunal de Justiça. É o que aponta o jornalista Kennedy Alencar.
 
A delação de Delcídio já vinha sendo questionada até mesmo por membro do Ministério Público Federal, o procurador Ivan Cláudio Marx, que admitiu que não há como comprovar as acusações que ele fez ao ex-presidente Lula no processo por suposta compra do silêncio de Nestor Cerveró.
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Cármen Lúcia tem força para peitar Gilmar Mendes? Por Gabriel Alvarenga

Foto: EBC

Jornal GGN - Gilmar Mendes, constantemente acusado de colocar a moral do Supremo Tribunal Federal em xeque, tem mais força dentro da Corte do que imagina-se. É o que aponta Gabriel Alvarenga em artigo no portal Os Divergentes, que levanta dúvidas sobre a possibilidade de Cármen Lúcia peitar o colega.
 
Uma prova de fogo seria derrubar o habeas corpur que Gilmar concedeu ao empresário Jacob Barata Filho, um magnata dos transportes acusado de corrupção no Rio de Janeiro.
 
"Se [Cármen Lúcia] decidisse impedir o ministro monocraticamente, caso fosse provocada novamente, a presidente do Supremo poderia enfrentar resistências dentro da Corte por tomar sozinha uma decisão de tamanha importância. Se levar ao plenário, poderia perder e ver seu poder esvaziado, além de colocar o Tribunal numa situação difícil, usando um eufemismo, perante a sociedade", aponta o artigo.
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Wanderley Guilherme: Sucesso de Lula aumentará a violência da direita

Foto: Ricardo Stuckert
 
 
Jornal GGN - O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos publicou artigo em seu blog, o Segunda Opinião, avaliando que a Lava Jato não conseguiu destruir a imagem de Lula e o sucesso da caravana que ele tem feito pelo Nordeste é prova de que o povo ainda acha o ex-presidente "irresistível". Diante dessa fato, Santos aponta que a direita pode não saber lidar com o sucesso e o potencial eleitoral de Lula e aumentar o discurso de ódia e descambar para a violência física. O título do artigo resume tudo: "O fedor da força bruta". 
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Os sábios tecnocratas da equipe econômica de Temer, por Fernando Nogueira da Costa

Por Fernando Nogueira da Costa

8 mitos (ou 7 Erros e Um Equívoco) de Sábio Tecnocrata

Do blog Cidadania & Cultura

Marcos Mendes, Chefe da Assessoria Econômica do Ministério da Fazenda, faz pelo menos uma mitificação em documento oficial do governo golpista “20 Mitos sobre a Reforma da Previdência“.

Argumenta que:

1. a Previdência é o principal componente da despesa primária da União, respondendo em 2017 por 57% do total;

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Como a riqueza vai destruir a democracia, por Antonio David Cattani

Enviado por Antonio Ateu

Do Extra Classe

Podres de ricos investem no desastre social

Por Flavio Ilha

Economista, professor e um dos mais respeitados pesquisadores sobre a concentração de riqueza no mundo, Antonio David Cattani está lançando um novo livro. Em Ricos, podres de rico (Tomo Editorial, 64 páginas), disseca de forma didática e acessível – “sem economês”, salienta – como o aumento da riqueza nas mãos de poucas empresas ou pessoas é um risco à democracia, além de uma ameaça ao próprio capitalismo. “A crise de 1929 foi provocada pelo mesmo fenômeno que estamos observando agora. Em um, dois anos, vamos ultrapassar aquele patamar de concentração. É a crônica de um desastre anunciado”, diz nesta entrevista ao Extra Classe.

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A contemporaneidade dos regimes totalitários e suas relações com as teorias jurídicas, por Eliseu R. Venturi

no Justificando

A contemporaneidade dos regimes totalitários e suas relações com as teorias jurídicas

por Eliseu Raphael Venturi

No terceiro volume de sua “História da Filosofia do Direito” (1970), no capítulo 15, “As Teorias Jurídicas dos Regimes Totalitários”, o historiador e filósofo do Direito italiano Guido Fassò (1915-1974) analisa as relações entre teorias jurídicas e os regimes totalitários europeus (Itália, Alemanha e Rússia, especificamente) no início do Século XX, bem como seus efeitos teóricos e práticos ao longo do Século XX.

Conforme consabido, deste contexto histórico emerge uma série de questões e debates que levam à reformulação da concepção ocidental de direitos humanos, com uma inflexão na historicidade destes direitos, cujo pressuposto se assenta na consciência do catastrófico moral e político então havido e no trabalho internacional de se evitarem estes resultados, especialmente (mas não apenas), por intermédio de uma nova arquitetura das construções da técnica jurídica.

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As portas giratórias e a “blindagem” do Banco Central

As portas giratórias e a “blindagem” do Banco Central 

por Bruno Lima Rocha, Luizi Ravel e Ricardo Camera

Diariamente somos bombardeados de informações supostamente “econômicas” prevendo o desastre, defendendo o congelamento das contas públicas e redução de “gastos” do governo central. Especialmente no Brasil pós-golpe (abril de 2016), a impressão levada para as grandes audiências é de um país à beira da falência. Os “especialistas” que veiculam suas versões nos conglomerados de mídia, abusam do uso do fontismo. Esta técnica jornalística trabalha com “fontes” onde, de forma oculta, e dando vez e voz ao leva e traz dos deformadores de opinião pública através da manipulação da opinião publicada, nos fazem crer em absurdos. Toda vez que um tema de governo é afirmado como pertencente ao universo da “técnica”, creiam, é porque existe uma razão indefensável e um sujeito oculto.

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Imagens

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Os riscos de uma eleição sem Lula, por Fernando Horta

Os riscos de uma eleição sem Lula

por Fernando Horta

Muitos entendem uma eleição como sinônimo de “processo eleitoral”. Na verdade, dentro do momento sócio-político de uma eleição ocorre, também, um processo eleitoral, mas as coisas não são iguais.

Uma eleição é a refundação ritualística do pacto social gerador de um Estado democrático. É pela representação de um “passado presente” que a sociedade reconstrói e fortalece os laços de respeito e aceitação às regras estabelecidas desde aqueles que já não estão mais entre nós. A eleição é também um júbilo histórico, em que se reafirma que um grupo de pessoas (no nosso caso, mais de 200 milhões) têm mais coisas em comum do que atritos e diversidades.

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Nem mesmo a Jordânia suportou os problemas do Distritão, por Alexandre Basílio

Foto: Khalil MAZRAAWI/AFP

do Justificando

Nem mesmo a Jordânia suportou os problemas do Distritão

por Alexandre Basílio

Dando continuidade com a celeuma sobre o famigerado Distritão, ou, mais tecnicamente dizendo, o Sistema Eleitoral de Voto Único e Intransferível, para entender melhor a mecânica por trás do método, busquei pelos resultados das últimas eleições nos países que o utilizaram, pois, de fato, os manuais de Ciência Política não conseguem acompanhar as reformas eleitorais de democracias incipientes, ou no nosso caso, talvez insipiente mesmo.

Descobri que não é correto dizer que a Jordânia utiliza o sistema Distritão, fato alardeado por muitos especialistas na mídia e pelos artigos científicos recentemente publicados. Vamos aos detalhes.

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Doria e Bolsonaro e a marcha fascistóide, por Aldo Fornazieri

Ilustração: Laerte Coutinho

Doria e Bolsonaro e a marcha fascistóide

por Aldo Fornazieri

Algumas pessoas de esquerda e democratas bem pensantes se apressaram em condenar a ovada que o prefeito João Dória recebeu em Salvador. Na verdade, os manifestantes soteropolitanos devem ser parabenizados, pois Dória merece ser alvo de muitas ovadas por ser um elemento provocador, desrespeitoso, estimulador do ódio, usando frequentemente uma linguagem e práticas que resvalam para a arruaça política. Dória precisa ser tratado como inimigo, já que ele trata as pessoas progressistas e de esquerda como inimigas.

O condoer dos progressistas com a situação de Dória mostra o quanto muitos setores de esquerda perderam a noção da luta política. Antes de tudo, note-se que ovadas são práticas de protesto recorrentes nas democracias. Para citar casos recentes, Emmanuel Macron foi atingido com um ovo na cabeça nas últimas eleições francesas, Marine Le Pen recebeu uma chuva de ovos e François Fillon foi enfarinhado. Níccolas Maduro também foi atingido por ovo nas últimas manifestações. Para lembrar outros casos aqui no Brasil, José Serra, Paulo Maluf, Marta Suplicy, Mário Covas e vários outros políticos também foram atingidos por ovos. Nessas ocasiões, ninguém fez tanta fumaça como está sendo feito agora com o prefeito bem-vivente dos Jardins.

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O protesto neonazista em Charlottesville é um trailer do Brasil sob Bolsonaro, por Kiko Nogueira

Por Kiko Nogueira

No Diario do Centro do Mundo

As cenas do desfile de neonazistas em Charlottesville, nos EUA, servem de alerta para os inocentes úteis e inúteis que acham que a barbárie ocorrida na Alemanha nunca mais se repetiria ou que essa hipótese era um reductio ad absurdum.
 
O governador da Virgínia, Terry McAuliffe, declarou neste sábado, dia 12, situação de emergência. O pedido foi feito para “ajudar o Estado a responder à violência”, escreveu nas redes sociais.
 
O protesto “Unir a Direita” reuniu extremistas na cidade de 50 mil habitantes e foi convocado para contestar a decisão de remover a estátua do general Robert E. Lee de um parque.
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Janio: distritão favorecerá bancada evangélica e organizações criminosas

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Jornal GGN - Quem tem poder de pressionar ou influenciar o voto das comunidades sairá ganhando com a reforma política que irá à votação no plenário da Câmara, aponta o colunista Janio de Freitas, na Folha deste domingo (13).

Isso porque a "reforma eleitoral", como disse Janio, prevê o chamado distritão no lugar do sistema proporcional para eleger deputados e vereadores. Isso significa que o voto depositado nos candidatos não será computado em favor das legendas e coligações, ou seja, vence quem tiver mais votos sozinho.

Dessa forma, organizações fortes sairão ganhando. Líderes do tráfico podem se dedicar a um ou dois candidatos ao Legislativo, e a bancada evangélica, que já é considerável, ficará ainda maior. "Essa é outra reforma para pior. E não menos perigosa do que a anterior. Exige tempo e debate", disse Janio.

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