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Análise

Decisões do STF levantam dúvidas sobre isenção da Justiça, por André Singer

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Foto: Gil Ferreira/STF
 
Jornal GGN - Em coluna publicada neste sábado (1) na Folha de S. Paulo, o professor e cientista política analisa as recentes decisões tomadas pelos magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que elas levantam dúvidas sobre a isenção da Justiça. 
 
Singer compara situações parecidas: Delcídio do Amaral, então líder do governo de Dilma Rousseff no Senado, ficou 85 dias preso, enquanto o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, acusado de intermediar propina da JBS para o presidente Michel Temer, ficou menos de um mês detido.
 
No caso de Aécio Neves, que teve seu mandato restituído, o ministro Marco Aurélio Mello argumentou que o afastamento de qualquer parlamentar extrapola a competência do STF. Entretanto, Singer lembra a cassação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, quando o “Supremo intrometeu-se onde não devia e não foi contestado”. 

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A fuga da elite que se entediou do Brasil, por Saul Leblon

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Foto: Beto Barata/PR
 
Enviado por Adir Tavares
 
Da Carta Maior
 
 
Elites se dissociam do destino nacional e consideram Temer de bom tamanho para cuidar da única república que lhes interessa: a taxa real de juro
 
por Saul Leblon, Carta Maior
 
A elite se entediou do Brasil.
 
Economistas de bancos, gente bem sucedida de berço, executivos prestigiados estão se desfazendo de ativos e participações no país e rumam para temporadas sabáticas no exterior.
 
O comboio classe A reedita no ‘formato pessoa física’ o percurso que o patrimônio, o chamado dinheiro grosso, sempre fez e continua a fazer.
 
A explicação para o enfado é a resiliência dos impasses que o golpe tarda a resolver.
 
Nada contra o golpe, a nonchalance é … com o Brasil.
 
O país secularmente marcado por crises recorrentes, desta vez não parece reunir tônus para superar seus gargalos.

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“Emprego e salário” e “trabalho renda”: duas consignas complementares da esquerda, por Renato Dagnino

“Emprego e salário” e “trabalho renda”: duas consignas complementares da esquerda

por Renato Dagnino

1. Introdução  

Este texto visa a subsidiar a discussão sobre as políticas públicas de um futuro governo de esquerda. Sua motivação é a necessidade de compatibilizar e gerar sinergias de natureza social, econômica e cognitiva entre as ações atinentes às políticas relacionadas ao curto e longo prazos. Seu foco é a constatação de que nosso potencial de geração de renda e riqueza não poderá ser aproveitado adequadamente pelas empresas, pelo chamado setor formal. É sabido que a função social de políticas orientadas a gerar emprego e salário que têm sido entendidas como imprescindíveis para promover crescimento econômico no curto prazo encontra crescentemente um obstáculo tecnológico ou relacionado à baixa qualificação formal da força de trabalho ou ainda, mais precisamente, cognitivo. Por isso, elas terão que ser coadjuvadas pelas de geração de trabalho renda imprescindíveis para implementar no longo prazo o projeto de desenvolvimento que queremos.

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A rejeição de Bolsonaro e de Doria cresce mais do que sua aceitação. Lula segue favorito, por Marina Lacerda

A rejeição de Bolsonaro e de Dória cresce mais do que sua aceitação. Lula segue favorito.

por Marina Lacerda

Temos discutido aqui os movimentos de opinião que as últimas pesquisas eleitorais indicam. Havíamos dito, em fevereiro, que Bolsonaro crescia estrondosamente, e que havia superado o máximo da extrema direita brasileira em eleições nacionais – o que segue sendo verdade. Segundo a última pesquisa Datafolha, hoje ele tem 16% das intenções de voto, 20% excluídos brancos e nulos -- mais que o dobro da votação do integralista Plínio Salgado em 1955, que obteve 8,3% dos válidos.

Já em abril dissemos que Bolsonaro provavelmente havia alcançado seu limite máximo. Se Bolsonaro bateu no teto ou não a última pesquisa Datafolha não ajuda a elucidar totalmente, mas é provável que sim. Bolsonaro cresceu um ponto percentual desde abril, dentro da margem de erro. Lula também se mantém estável nessa perspectiva (30%), considerando o Cenário A.

O que chama atenção, porém, é que a rejeição de Bolsonaro cresceu muito. Consideremos os candidatos mais viáveis nesse momento.  De abril para cá, de acordo com o mesmo instituto, a rejeição a Lula cresceu 2% (de 45 para 46%), a de Marina 19% (de 21 para 25%) a de Alkmin 21% (de 28 para 34%), a de Dória 25% (de 16 para 20%) e a de Bolsonaro 30% (de 23 para 30%). Aécio e Temer nem foram considerados pelo instituto de pesquisa, e são realmente carta fora do baralho eleitoral.

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Rejeição a Doria chega a 52%, aponta pesquisa Ipsos

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Foto: César Ogata/Secom
 
Jornal GGN - De acordo com levantamento nacional do instituto Ipsos realizado na primeira quinzena de junho, a rejeição do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), saiu de 39% para 52% em um mês. 
 
O patamar de rejeição de Doria é similar ao de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e fica abaixo do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que tem 54%. Mesmo com o aumento, o percentual de rejeição do prefeito paulistano ainda é bem menor que a de seu padrinho político, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 71%. 
 
Já o índice de aprovação do gestor municipal se manteve estabilizado em 16%. Os pesquisadores creem que o aumento da rejeição foi causado por uma mudança de humor em pessoas que antes estavam indecisas. A piora no índice corre depois das ações na chamada cracolândia, no centro da cidade. 

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Superávit primário e dívida pública, por Paulo Kliass

da Carta Maior

Superávit primário e dívida pública

A imprensa sempre repercute a ideia de que "não se pode gastar mais do que se recebe no mês"

por Paulo Kliass

Um dos pilares de toda a política econômica orientada pelo poder do sistema financeiro há várias décadas se assenta na geração continuada do chamado “superávit primário”. O discurso chega ao grande público baseado naquela conhecida lengalenga da comparação esdrúxula entre a dinâmica da economia de uma Nação e os problemas enfrentados pelo casal na organização da economia familiar doméstica.

Seja pelas falas que Lula afirmava manter com Dona Marisa, seja pelas conversas de Temer com a esposa Marcela, o fato é que a imprensa sempre repercute a ideia de que “não se pode gastar mais do que se recebe no mês”. Com isso, surge a tentativa de criminalização de qualquer inciativa de estabelecer políticas públicas que impliquem aumento dos gastos do Estado. É claro que a política econômica deve buscar algum tipo de equilíbrio e responsabilidade no longo prazo. No entanto, isso não significa que toda medida que envolva elevação de gasto orçamentário deva ser encarada do mesmo modo.

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"Vai ser curioso ver petistas votarem contra a denúncia de Temer", diz Helena Chagas

Foto: Beto Barata/PR
 
 
Jornal GGN - A jornalista Helena Chagas publicou artigo em Os Divergentes, nesta segunda (26), apontando que parte da bancada do PT deve votar contra a denúncia da Lava Jato contra Michel Temer porque, segundo as últimas pesquisas Datafolha, Lula vem crescendo em cima do desgaste do atual presidente.
 
"Vai ser muito, muito curioso mesmo, ver os petistas, em sessão aberta e televisionada da Câmara, votarem contra a denúncia de Michel Temer", disse.
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Uma visão heterodoxa dos problemas do desenvolvimento brasileiro, por André L. Campedelli e Antônio C. Lacerda

Em oito capítulos, as análises de 11 economistas buscam fazer uma radiografia da realidade econômica brasileira, abordando temas como desindustrialização, as políticas ortodoxas de combate à inflação e as altas taxas de juros

do Brasil Debate

Uma visão heterodoxa dos problemas do desenvolvimento brasileiro

por André Luis Campedelli e Antônio Correa de Lacerda

Organizado por Antônio Correa de Lacerda, o livro “Desenvolvimento Brasileiro em Debate” busca discutir os atuais problemas da economia brasileira, sob uma ótica crítica, a partir de uma visão heterodoxa do problema, tentando entender os motivos que levaram o país à atual situação econômica.

O livro reflete parte das pesquisas desenvolvidas no âmbito do Grupo de Pesquisa sobre Desenvolvimento Econômico e Política Econômica, do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração, Contábeis e Atuariais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (FEA-PUC-SP) e do Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política. Sua publicação contou com apoio do Plano de Incentivo a Pesquisa (PIPEq), da PUC-SP.

Organizado em oito capítulos que se completam, o objetivo é espelhar uma radiografia da realidade econômica brasileira a partir das pesquisas realizadas.

O primeiro capítulo, “A crise financeira internacional do subprime e seus impactos”, de André Paiva Ramos, analisa os principais fatores que resultaram na crise, seus desdobramentos em nível internacional e as principais medidas econômicas adotadas por alguns países para combater os impactos negativos dessa crise.

O segundo capítulo, “Desindustrialização abismo abaixo: dependência cambial e abandono das políticas de competitividade no Brasil”, escrito por Rodrigo Hisgail Nogueira, aborda políticas econômicas implementadas nos últimos anos no Brasil, com destaque para a política cambial, que levou à perda de competitividade comprometendo o potencial industrial brasileiro e gerando efeitos negativosna industrialização no país.

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A economia brasileira estrangulada, por Fernando Horta

A economia brasileira estrangulada

por Fernando Horta

Não existe meio espontâneo de redistribuição de renda no capitalismo.

Anote esta frase aí, ela é oriunda das teorias críticas do século XIX e foi retomada no final do século XX e XXI com a falência das teorias neoliberais. Mas guarde ela aí que nós vamos chegar a ela mais tarde.

Durante a ditadura civil-militar (1964-1985), uma das mais perversas características econômicas do período foi a concentração brutal de renda feita pelos grupos mais ricos. Este conceito “concentração de renda” é sempre mais fácil de se compreender de forma estática. Num determinado momento, faz-se um estudo dos valores apropriados pelos diversos grupos sociais do montante da renda nacional. Ali se tem uma fotografia da distribuição de renda no país. É muito mais difícil, entretanto, reconhecer os processos pelos quais a renda é apropriada. Os canais que levam a esvaziar os bolsos dos mais pobres e encher os cofres dos mais ricos são escondidos em discursos suaves.

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Um lugar chamado Brasil, por Fernando Horta

Imagem: Fotos Públicas

Eu tenho um amigo que afirma, faz tempo, que o Brasil não é um país. O Brasil é um lugar. Um lugar aprazível, é verdade. Com praias, temperaturas amenas, lindas serras, muita natureza, diversidade geográfica, ecológica, étnica ... Um lugar até encantador, precisamos reconhecer. Mas a verdade é que não somos um país. Quando falam em “nosso país” existe uma diferença sutil no termo “nosso”. O “nosso” quando dito por quem tem um sentido coletivo é um nosso abstrato. Um nosso que quer dizer que não é de ninguém. E mesmo sem ser de ninguém é de todos. É um nosso que não aceita divisão. Um nosso que acredita que sempre cabe mais gente, gente diferente, gente igual, ... gente.

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Jessé Souza: “A classe média é feita de imbecil pela elite”

Foto: Fotos Públicas

Por Sergio Lirio

Na CartaCapital

Em agosto, o sociólogo Jessé Souza lança novo livro, A Miséria da Elite – da Escravidão à Lava Jato. De certa forma, a obra compõe uma trilogia, ao lado de A Tolice da Inteligência Brasileira, de 2015, e de A Ralé Brasileira, de 2009, um esforço de repensar a formação do País.

Neste novo estudo, o ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aprofunda sua crítica à tese do patrimonialismo como origem de nossas mazelas e localiza na escravidão os genes de uma sociedade “sem culpa e remorso, que humilha e mata os pobres”. A mídia, a Justiça e a intelectualidade, de maneira quase unânime, afirma Souza na entrevista a seguir, estão a serviço dos donos do poder e se irmanam no objetivo de manter o povo em um estado permanente de letargia. A classe média, acrescenta, não percebe como é usada. “É feita de imbecil” pela elite.

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Nilson Lage: ou uma "força oculta" se levanta contra o golpe, ou o Brasil vai ser dividido

Por Nilson Lage*

No Facebook

O Brasil se encaminha para a etapa final de um processo que acompanho e prevejo há anos.
Só a idade provecta, a desimportância pessoal e a mídia restrita que uso permitiram que expusesse minha certeza que, por certa, se confirma – assim mesmo porque me recuso a discutir com os apaixonados, os crentes e os convictos, que fazem dos desejos esperança e contam que alguém os realize.

Só um tarado formalista ou um bacharel brasileiro poderiam aceitar que o que ocorre tem algo remotamente parecido com democracia.

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Moro, Lava Jato e interesses dos EUA

Fotoilustração: Joana Brasileiro

Por Cesar Locatelli

Do Jornalistas Livres

O juiz Sérgio Moro é louvado em verso e prosa pelos meios de comunicação tradicionais, nacionais e estrangeiros. Foi “personalidade do ano” pelo Globo, esteve entre “as 100 personalidades mais influentes” da revista Time, alçado à condição de 13o entre “os maiores líderes mundiais” pela revista Fortune e 10o entre os mais influentes da agência de notícias financeiras Bloomberg.

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Lula, Gramsci, consciência de classe e bloco histórico, por Charles Leonel Bakalarczyk

Lula afirmou recentemente, em entrevista concedida a uma determinada emissora de rádio, que ele era o resultado do nível de consciência dos trabalhadores brasileiros.

Reproduzi as falas do Lula na rede social do Reflexões à Esquerda, grupo de discussão política com “sede”  em São Luiz Gonzaga (RS).

Meu amigo Flávio Bettanin, organizador do Reflexões à Esquerda, expediu a seguinte manifestação acerca dos dizeres do Lula:

- Eis a causa dos tropeços. O pensamento dominante de uma época é o pensamento da classe dominante (Marx). A condição de classe difere da consciência de classe. Os que adquirem consciência de classe, rompendo o pensamento dominante, superando o nível de consciência imposto, adquirem a condição de organicamente se posicionarem na luta de classes.

Pois interpreto a fala do Lula de forma diversa, não como a revelação direta da "causa dos tropeços" do PT, dos governos Lula/Dilma, da esquerda ou das lutas sociais (no caso, a falta de consciência de classe de Lula).

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Para Le Monde, Brasil se tornou estrela pálida no cenário internacional

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Foto: Marcos Correa/PR
 
Jornal GGN - No jornal francês Le Monde, uma análise assinada pela correspondente Claire Gatinois e publicada nesta quinta-feira (22) classifica o Brasil como uma “estrela pálida” no cenário internacional. 
 
As viagens internacionais do presidente Michel Temer - primeiro para a Rússia, e depois para a Noruega - são consideradas como um ativismo do presidente que quer “mostrar que seu país não está paralisado”, diz Gatinois. 
 
O periódico europeu também diz que Temer tenta, em vão, a convencer outros países que o Brasil não virou uma República das Bananas. Na análise, a correspondente também aponta como sinal da queda do prestígio do país o fato de que nenhum chefe de Estado vem visitar o Brasil

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