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Análise

Berço de ouro, mentalidade autoritária: a "árvore genealógica" da Lava Jato

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Sugerido por Roberto

Por Daniel Giovanaz

No Brasil de Fato

Rafael Braga foi o único brasileiro preso nas manifestações de junho de 2013. Negro, pobre e morador de favela, o ex-catador de material reciclável foi condenado a 11 anos e três meses de prisão pelo suposto porte de maconha, cocaína e material explosivo. Quatro anos depois, não resta comprovado que, naquele dia, Rafael levava consigo algo além de produtos de limpeza. Ele continua preso, à espera de um novo julgamento.

Breno Borges, filho da desembargadora Tânia Borges, teve melhor sorte. Flagrado no dia 8 de abril com 129 quilos de maconha e 270 munições, além de uma arma sem autorização, o jovem branco foi julgado e solto em menos de uma semana. A mãe dele, presidenta do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul, é investigada por favorecimento na libertação do filho.

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Doutrina Trump: Alinhamento aos EUA ou Interesse Nacional, por Lindbergh Farias e Jaldes Meneses

Foto Hindustan Times

Doutrina Trump: Alinhamento aos Estados Unidos ou Interesse Nacional

por Lindbergh Farias e Jaldes Meneses

O mundo e a América Latina em alerta máximo. Trump começou a semana bradando que a Coréia do Norte receberá "o fogo e a fúria" das bombas atômicas americanas "como o mundo jamais viu" e terminou ameaçando a Venezuela de "opção militar" direta, visto que "[a Venezuela é nossa vizinha, e nossas tropas estão por todo o mundo". Muitos analistas internacionais punham em dúvida até esta semana a existência de uma "doutrina Trump". Não deve haver mais dúvida. Parafraseando Shakespeare em Hamlet, é "loucura sim, mas tem seu método".

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O assustador manifesto contra a bandidolatria, por Lênio Streck

Foto: Pixabay

Por Lênio Streck

No Conjur

O que é isto — o assustador manifesto contra a bandidolatria?

Circula nas redes e foi divulgado pelos jornais manifesto assinado por mais de 100 promotores gaúchos e dezenas de outros estados contra a “bandidolatria” e o “democídio”. Do manifesto se depreende que o direito está dominado por ideologias (sic) ensinadas e praticadas por professores, juízes e advogados garantistas e de esquerda.[1]

Este é um debate antigo, pré-liberal e é requentado a todo o momento. O Ministério Público nacional é composto por milhares de membros e os que assinam o manifesto representam apenas 1% do número de membros do MP em todo o Brasil. Portanto, não deveria nem ser respondido.

Mas, então, por que escrever sobre isso? Simples. Porque o manifesto vem assinado por agentes políticos do Estado que deveriam fazer o contrário do que estão pregando no documento. Explicarei isso, a seguir.

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O superávit da conta petróleo em 2017, o pré-sal e a indústria nacional, por Leonardo Guerra e Günther Borgh

O superávit da conta petróleo em 2017, o pré-sal e a indústrial nacional

por Leonardo Guerra e Günther Borgh

De janeiro a juho deste ano a conta petróleo registrou um superávit de US$ 3,8 bilhões. Sem dúvida, este é um fato digno de destaque, mas que, além da nota oficial do Departamento de Estatística do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, nada mais se falou a respeito. Este silêncio sepulcral é muito preocupante, pois um fato extremamente caro para a sociedade brasileira passa despercebido neste momento de crise nacional onde todos se veêm sem perspectivas para o futuro.

É digno de nota que as contas externas do país sempre delimitaram as perspectivas de desenvolvimento econômico da nação. Algumas vezes, a incapacidade de honrar compromissos internacionais levou o país a profundas crises. A nossa geração, por exemplo, se viu subtraída de duas décadas de crescimento econômico por uma “crise do petróleo”. Na sua essência, a ausência de produção interna e incapacidade de importar, fizeram definhar o último ciclo de desenvolvimento econômico do século XX.

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Quem sustenta Temer é a “bancada do Consenso de Washington”, por Marina Lacerda

no Viomundo

Nem “Bíblia” nem “bala”: quem apoia Temer é a “bancada do Consenso de Washington”

por Marina Lacerda

Especial para o Viomundo

Algumas notícias e análises a respeito da votação da admissibilidade da denúncia criminal contra Temer sugerem que ele foi apoiado pela bancada “BBB”, do “Boi, da Bíblia e da Bala”. A coalizão reuniria um grupo de opinião – evangélicos; um grupo econômico – ruralistas; e um grupo corporativo – militares e policiais.

Mas não é bem assim.

É evidente que membros de diferentes bancadas se apoiam mutuamente, já que nenhum grupo detém maioria no legislativo.

A frente ruralista, maior coletivo do Congresso, é assinada na Câmara por 42% dos deputados.

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Juízes e procuradores agem como "casta privilegiada", por Kennedy Alencar

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - "Receber acima do teto também é uma forma de corrupção", diz o jornalista Kennedy Alencar a procuradores e juízes que insistem em receber reajuste salarial acima de 16% em meio a uma crise econômica que elevou o desemprego no Brasil e acentuou a desigualdade social.
 
Em artigo publicado nesta sexta (11), Kennedy comenta a reação de entidades que defendem juízes e procuradores à decisão do Supremo Tribunal Federal, de não conceder o reajuste. O jornalista afirmou que é "inacreditável" que as categorias tenham usado um argumento tão esdrúxulo para justificar o sentimento de que estão sendo prejudicadas. Elas afirmaram que estão sofrendo retaliação por combaterem a corrupção com independência.
 
Na visão de Kennedy, o que juízes e procuradores fazem é criar o "patrimonialismo moral." "Essa elite, desde o colonialismo português, gosta de se apropriar de fatias do Estado em benefício próprio, vivendo como uma casta privilegiada em meio a uma enorme desigualdade social", disparou.
 
O jornalista ainda endossou que os procuradores e juízes deveriam contrariar a ilegalidade de receber acima do teto constitucional em vez de agirem como se o teto fosse um piso.
 
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O distritão, a morte da política e o triunfo do fisiologismo, por Eduardo S. Borges

O “distritão”, a morte da política e o triunfo do fisiologismo.

por Eduardo José Santos Borges 

Venho pesquisando durante muito tempo sobre os sistemas eleitorais no mundo, visando estabelecer alguns parâmetros para um sistema que se adeque melhor ao Brasil. O tema reforma política já vem se arrastando por longo período na Câmara dos Deputados e, por tratar-se de tema que diz respeito diretamente ao futuro dos políticos brasileiros, não tem sido tratado com a seriedade que deveria ser. A tradição de nosso parlamento é o da manutenção de privilégios e da minimização de perdas. Fisiológico desde o seu nascimento, como se diziam no tempo do imperador: nada é mais parecido com um conservador no poder do que um liberal no poder. Avançamos muito pouco diante dessa assertiva do século XIX.

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Temer espera que Dodge faça auditoria nas ações de Janot, por Kennedy Alencar

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O encontro com Raquel Dodge e Michel Temer às 22h de terça-feira (8) pode ter tido como uma das pautas uma eventual auditoria informal nas ações de Rodrigo Janot. Segundo Kennedy Alencar, o presidente espera que Dodge reveja as ações do antecessor, mas ainda não há previsão de como ela deve reagir no cargo. Nesta quarta, a procuradora disse que a agenda com o peemedebista tinha como objeto a posse na Procuradoria Geral da República.
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Robert Whitaker: mais drogas psiquiátricas, mais transtornos mentais

do CEE-Fiocruz

Robert Whitaker: mais drogas psiquiátricas, mais transtornos mentais

O expressivo aumento do uso de psicofármacos (antidepressivos, antipsicóticos e ansiolíticos), ao longo das últimas décadas, conduz a uma indagação: se essas drogas, supostamente eficazes, vêm sendo cada vez mais consumidas, por que aumentam os registros de transtornos mentais? A busca por uma resposta resultou no livro Anatomia de uma epidemia  Pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental (Editora Fiocruz), do jornalista americano Robert Whitaker, que tem prefácio dos pesquisadores Paulo Amarante e Fernando Freitas, do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Laps/Ensp/Fiocruz). 

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Vivemos uma situação ditatorial, afirma Belluzzo

O economista Luis Gonzaga Belluzzo: “O Brasil tem ricos, em geral incultos e acostumados a dizer barbaridades sobre tudo. Essa gente foi responsável pelo impeachment”

do Jornal da Unicamp

‘Vivemos uma situação ditatorial’, afirma Belluzzo

Segundo economista, medidas do governo Temer, que classifica como ilegítimo, contrariam aspirações da população
 
Texto - Manuel Alves Filho / Fotos - Antoninho Perri / Edição de imagem - Luis Paulo Silva
 

O economista Luis Gonzaga Belluzzo, professor aposentado da Unicamp, não tem dúvida de que o Brasil vive atualmente uma situação ditatorial. Segundo ele, um exemplo do autoritarismo exercido pelo governo Temer, que ele classifica como “ilegítimo”, é o fato de as medidas presidenciais irem contra as aspirações da maioria da população, como a recente reforma trabalhista. Em entrevista ao Jornal da Unicamp, Belluzzo fala das “consequências desastrosas” da gestão do peemedebista e critica a postura das classes dominantes brasileiras que promoveram o impeachment da presidente Dilma Rousseff, processo que denominou de “revolta dos enriquecidos e dos candidatos a enriquecidos”. Belluzzo participou na última terça-feira (1º) do seminário “Para além da Política Econômica - Crescimento, desaceleração e crise no experimento desenvolvimentista", promovido pelo Instituto de Economia (IE) da Universidade.

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2018 será uma eleição de oposição, por Alberto Carlos Almeida

2018 será uma eleição de oposição 

por Alberto Carlos Almeida

do Instituto Análise, via Facebook

Todo o cenário para 2018 está se configurando de uma maneira favorável para o PT, seja o candidato Lula ou não;

- O PMDB e o PSDB estão juntos em um governo mal avaliado. Ainda que a popularidade melhore, dificilmente o Governo Temer alcançará um patamar de avaliação que torne a eleição uma eleição de governo;

- Há quase 14 milhões de desempregados;

- Isto tende a diminuir, mas não o suficiente para gerar um situação de bem-estar;

- Os serviços públicos se deterioraram como resultado da crise fiscal;

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Sistema não quer Estado mínimo, quer Estado que não dê direitos, diz Serrano

Pedro Serrano participou de painel da Cofup na tarde desta sexta, ao lado do deputado Paulo Pimenta

da Rede Brasil Atual

Serrano: 'Sistema não quer Estado mínimo, quer Estado que não dê direitos'

Jurista participa de congresso da FUP, em Salvador, que teve a participação de Guilherme Boulos, João Pedro Stédile, Roberto Requião e do ex-presidente Lula, que enviou um vídeo

São Paulo – O jurista Pedro Serrano participou, na tarde desta sexta-feira (4), do painel "Os pilares do Golpe Jurídico, Parlamentar e Midiático no Brasil", no segundo dia do 17º Congresso da Federação Única dos Petroleiros (Confup), em Salvador. Em sua fala, Serrano afirmou discordar da interpretação de que o capitalismo contemporâneo precisa de um Estado mínimo. A força de instituições como os bancos privados, segundo ele, comprova que, ao contrário, o sistema necessita de um Estado forte, mas para garantir os “direitos” das elites. “Por que as pessoas pegam o dinheiro e põem no Itaú, e não numa instituição menor, que remunera até melhor? Porque o Estado não deixa ele quebrar, o Estado garante.”

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A denúncia contra Temer arquivada pela Câmara e a barganha institucionalizada, por Bruno Lima Rocha

A denúncia contra Temer arquivada pela Câmara e a barganha institucionalizada

por Bruno Lima Rocha

Passava das 22 horas da 4ª feira, 02 de agosto de 2017, quando a votação nominal no plenário da Câmara dos Deputados encerrou. No total, 263 votos a favor do arquivamento da denúncia, indo ao encontro do relatório substituto produzido pelo deputado tucano mineiro Paulo Abi-Ackel na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa. Contra o arquivamento, foram 227 votos, houve 2 abstenções e 19 ausentes (ver http://encurtador.com.br/egF29 ) . O país, em plena deflação recessiva, acompanhou ao período do recesso parlamentar e os dias que antecederam a votação sendo de intensa barganha e negociações vindas do Planalto. Nada de novo, fora os holofotes e a vontade do residente do Jaburu em nada esconder.  

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"Não vá o sapateiro além do sapato": o retrato dos ataques de Gilmar à Lava Jato

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - Para defender alvos como Aécio Neves e Michel Temer dos "abusos" da Lava Jato, o Gilmar Mendes de hoje não fica nem corado ao contradizer o Gilmar Mendes do governo Dilma Rousseff.
 
Quando a tempestade perfeita para o impeachment estava em formação, Gilmar batia palmas para esses que agora chama de loucos e clamava por mais respostas duras aos corruptos ligados ao PT. Agora, o ministro da Suprema Corte não só critica como convoca os pares à imposição de limites ao Ministério Público de Rodrigo Janot.  
 
Durante uma das sessões no Supremo Tribunal Federal dessa semana, Gilmar incitou a Corte a fazer um mea culpa em relação à Lava Jato. "Nós somos os responsáveis. Se esses abusos são perpetrados, foi porque nós deixamos que isso ocorresse. É de nossa alta responsabilidade dizer 'chega, basta'. Não vá o sapateiro além do sapato", disse, defendendo a odediência às leis.
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Maia "saiu maior" da votação e mira 2018, ameaçando domínios do PSDB

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A vitória de Michel Temer acabou forjando mais um adversário virtual para o PMDB e demais partidos em 2018: Rodrigo Maia. Segundo informações da Folha desta quinta (3), a avaliação em Brasília é que o atual presidente da Câmara "saiu maior" da crise política centrada em Temer e deve disputar a eleição do próximo ano, de olho no eleitorado de centro-direita, principalmente o do PSDB.
 
Os planos de Maia, nesse sentido, passam pela "refundação" do DEM. Para isso, deputados do PSB estão sendo atraídos para entrar na legenda que deverá também mudar de nome. Talvez para MUDE - Movimento de Unidade Democrática.
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