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Análise

Lava Jato criou muita expectativa sem ter provas das delações, diz jornal

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - A Folha de S. Paulo produziu um editorial afirmando que a Lava Jato tem "dificuldade prática de encontrar um desfecho à altura de toda a expectativa que criou na sociedade" porque não tem encontrado provas diretas das delações premiadas que foram vendidas na própria grande mídia como verdade absoluta.
 
"Em meio ao oceano de delações, nas quais mais de uma centena de políticos são mencionados, constata-se que a tarefa de buscar provas suficientes para definir julgamentos é mais complexa", disse Folha.
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Temer e a equipe econômica dos sonhos dos banqueiros, por Marcio Pochmann

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Foto: Beto Barata/PR

Da Rede Brasil Atual

 
Ao mesmo tempo em que se cortam direitos sociais e trabalhistas, a despesa pública aumenta mais do que a receita, com o pagamento dos juros do endividamento seguindo praticamente intocável
 
por Marcio Pochmann
 
O rumo atual da economia brasileira revela o novo normal da reprodução capitalista assentado na substituição dos ganhos de produtividade pela rentabilidade financeira. Em geral, o processo de acumulação de capital encontra-se associado à capacidade de produzir cada vez mais bens e serviços com menos custos desde que acompanhada de sua respectiva demanda. 
 
Em virtude disso, o conceito de mais valia tenderia a revelar a parcela empresarial retida do valor total da produção expresso pela presença do trabalho humano. Também apontaria a contradição intrínseca do sistema, uma vez que o crescimento da mais valia capitalista motivaria o desenvolvimento das forças produtivas, ainda que desacompanhado das condições necessárias para a sua realização através do consumo em bases nacionais.
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As Dinastias do Poder e a Luta de Classes, por Fernando Horta

As Dinastias do Poder e a Luta de Classes, por Fernando Horta

A Ciência não é neutra. Nada, aliás, o é. Mas a Ciência, de todas as formas de aquisição de conhecimento, é a mais objetiva e a que tem tido os melhores resultados práticos. Desde 1620, quando foi publicado o livro Novum Organum de Francis Bacon, a estruturação de uma metodologia científica tem propiciado um intenso desenvolvimento da humanidade. A aquisição de conhecimento e sua validação atingiram também a própria Ciência que se critica e reconstrói a todo o momento.

É claro que vivemos um momento de anti-intelectualismo, em que o conhecimento consolidado precisa lutar por legitimidade com vídeos ou notícias apócrifas na rede mundial de computadores. E esta luta é inglória, pois o juiz frequentemente carece de ferramental cognitivo para fazer a função de julgar. Fica tudo na opinião pessoal, como se nada dali em diante pudesse ser verificado.

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Lembremos 1961, por Roberto Amaral

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Foto: Reprodução
 
Do site de Roberto Amaral
 
LEMBREMOS 1961
 
Por Roberto Amaral
 
A reflexão, a crítica e a autocrítica (lamentavelmente em desuso) podem oferecer ao sujeito do processo histórico condições objetivas de intervenção segura.
 
Por isso mesmo talvez seja este o momento de nos perguntarmos o que as forças progressistas e de esquerda aprenderam com o estudo da História e, de particular, com sua história específica e recente, inventariando acertos e sopesando os erros.
 
Optando pela via democrática de conquista do poder, conquistamos o governo, mas confundimos coligação partidária-parlamentar, a composição necessária com o outro, diverso e divergente, com aliança final de propósitos.
 
Daí foi só um salto para cair na ilusão do fim da luta de classes.
 
A esquerda apostou na quimera com a qual a direita, todavia, jamais se comprometeu.

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A História como arma, por Fernando Horta

A História como arma

por Fernando Horta

No início desta semana, o chefe da CIA no governo Trump, Mike Pompeo, sugeriu que a agência estaria trabalhando com o México e a Colômbia para depor o governo de Nicolás Maduro. A CIA tem inúmeras “covert actions” na sua história, e o que impressiona é que seu chefe tenha falado de uma delas. De fato, a ação na Venezuela não é mais “covert” há muito tempo. Tanto Capriles quanto Leopoldo López receberam auxílio logístico e até financeiro da CIA, faltava a confissão que Pompeo deu.

Muitos dirão que esta confissão demonstra, “mais uma vez”, que o Brasil também é alvo da CIA e que 2013-2016 seria, então, uma consequência da voracidade yankee. Eu creio que neste tipo de afirmação joga um papel forte o nosso complexo de vira-latas. Entendemos que sequer um golpe nós não temos capacidade de dar sozinhos. É muita falta de fé na nossa direita e nas nossas elites.

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E se os bancos tivessem quebrado?: Um panorama britânico, por Craig Murray

no Blog do Alok

E se os bancos tivessem quebrado?: Um panorama britânico

por Craig Murray

tradução do Coletivo Vila Vudu. Originalmente no blog do autor.

Eis uma surpreendente verdade. Os salários médios reais na Grã-Bretanha são hoje 5% inferiores ao que eram há precisamente uma década.



Pagamento semanal total médio: real e nominal, economia total, ajustada, 2015, em % – Janeiro 2005 a abril 2017 (Gabinete de Estatísticas Nacionais da Grã-Bretanha) Leia mais »

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Yarochewsky: "A geração atual vai morrer sem conhecer outro líder como Lula"

Foto: STF

Jornal GGN - Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, autor de mais um livro sobre os abusos da Lava Jato em relação a Lula (a obra chama-se "República de Curitiba – Por que Lula?"), Leonardo Yarochewsky disse em entrevista ao Brasil 247 que a atual geração vai "morrer" sem conhecer outro líder de tamanho porte e ainda comentou que o Judiciário virou um superpoder nos últimos anos, ameaçando a democracia.

"Creio que a geração brasileira atual vai morrer sem conhecer outro líder e outro estadista como o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula é um sobrevivente, venceu a miséria e a fome para se tornar o maior líder progressista da América. Devolveu dignidade e orgulho ao povo brasileiro. Governar um País continental com tantas diferenças culturais, sociais e econômicas não é tarefa para aventureiros. Não sei quem vem depois de Lula nem o que. Só sei que o único caminho possível é o da efetivação da democracia material. Somente com respeito a dignidade da pessoa humana como postulado do Estado Democrático de Direito é que poderemos alcançar um País mais justo, mais igualitário, mais democrático e, portanto, mais humano", disse.

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Política econômica irresponsável vai levar o país a uma imensa crise social, por André Araújo

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Por André Araújo
 
 
O extraordinário nesse quadro tão bem traçado pelo Xadrez é como a elite política e empresarial compram este pacote econômico absurdamente frágil e inconsistente, como as escolas de economia do País, com raras exceções, não apresentaram qualquer contestação a um plano tão raso, tão capenga, tão medíocre como esse, indigno de um grande País de 200 milhões de habitantes com todos os recursos naturais e capacidade industrial , um País que se encontra na mesma posição de um homem forte amarrado com cordas impedido de se movimentar.  Esse é o Brasil amarrado por uma política monetária estéril que não serve a nada, apenas para satisfazer grupos rentistas, como se esses fossem a parcela mais importante da população do País.
 
Como é possível que uma economia que necessita neste momento crucial uma grande liderança política como foi um Osvaldo Aranha, um Delfim, um Simonsen, um Lucas Lopes,tenha no seu comando uma mediocridade como Meirelles apenas porque ele representa bancos e gestoras, quando o Ministro mais importante do governo precisa representar o conjunto do País presente e futuro, a composição dos interesses dos assalariados e produtores e só a Avenida Faria Lima e a Rua Dias Ferreira, o Brasil é bem mais do que os barbinhas das corretoras.

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O BNDES e a pesquisa no agronegócio, por Rui Daher

na CartaCapital

O BNDES e a pesquisa no agronegócio

por Rui Daher

Não, não fui a Portugal para perder o lugar, nem acredito que Nestor&Pestana, fieis depositários do BRD no Facebook, tenham deixado de pagar a parte que cabe à Redação no latifúndio chamado IPTU, mas pés inchados de tanta quilometragem mineira, sentado no carro, peço à sócia Viviane parar um pouco para eu tirar as botinas e relaxar. Foi num empório de roça, entre Guaxupé e Muzambinho, onde vendem o mais saboroso curau e a melhor farinha de milho do PT, País de Temer. Ah, é não? As cachaças são médias e, como não posso dirigir  por obra cega de uma oftalmologista do Poupatempo - história aqui já contada - perguntei a um senhor negro, barba grisalha, gorro com o símbolo da Nike, qual deveria provar. "Todas", disse ele. "Aí num guento", respondo. "Se guenta o cocô que virou o Brasil com esse turco, pode tomar a garrafaiada toda que nem vai sentir". Viviane: "o senhor tocou nos dois pontos fracos dele, política e cachaça. Não vê ele tomando essas notas? É que ele gosta de escrever, mas agora deu uma parada". Levantou a cabeça e em voz alta, um tanto alterada: "São jornalistas? E justo agora é hora de parar e denunciar? Sabe quanto tão me pagando para apanha do café com a saca a quinhentos contos"? Interrompo: "não sou jornalista". Triste: "Mesmo assim não pare de escrever - quem não é visto não é lembrado".

Frio do cão, pés desinchados: "Vamos, Vivi, ainda temos dois clientes para visitar. A colheita não para, tchau seu Damião ... Como? Desculpe-me, seu Simião". 

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O Brasil em transe e a ausência de penetração da crítica, por Bruno Lima Rocha

O Brasil em transe e a ausência de penetração da crítica

por Bruno Lima Rocha

Introdução

Circula um debate entre a esquerda brasileira onde o eixo da polêmica é a “ausência do povo na rua”. É óbvio que a capacidade de mobilização das camadas mais humildes de nossa sociedade está muito distante de um mínimo patamar necessário para a defesa dos direitos coletivos. Por outro lado, a crise brasileira contemporânea passa pela explosão mobilizadora de 2013, o abismo ideológico que não avançou no período de maior crescimento econômico (2003-2014) e a ascensão da chamada “nova direita”, ou o pensamento conservador transformado em ação política através da internet brasileira. Neste breve artigo, debatemos o país em transe e apontamos uma das possibilidades de trabalho de inserção social e disputa ideológica mais urgente, a partir das entranhas da base de nossa injusta e absurda pirâmide social.

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Dívida pública e juros, por Paulo Kliass

no Vermelho

Dívida pública e juros

O foco do debate na questão da arrecadação escamoteia a divulgação e análise das informações relativas ao comportamento da dívida pública federal. Os resultados das contas orçamentárias de natureza não financeira foram comprimidos para que sobrassem recursos para o pagamento dos compromissos da dívida. E mesmo assim, tal esforço não foi suficiente. Com isso, novos títulos foram emitidos e o estoque da dívida cresceu.

por Paulo Kliass*

A maior parte do noticiário atual tem se ocupado dos impactos políticos e econômicos derivados da mais recente decisão da equipe comandada por Henrique Meirelles. Trata-se da opção por lançar mão do aumento de impostos para dar uma maquiadazinha na calamitosa situação fiscal de nosso País. Na verdade, o problema não está tanto na majoração dos tributos incidentes na cadeia de combustíveis em si. Mas principalmente pelo fato de se tratar de mais um evento de estelionato golpeachmental patrocinado por Temer. Leia mais »

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Para o "mercado", se PSDB não for o vencedor, eleição de 2018 vira um risco

Foto: Ciete Silvério/Fotos Públicas
 
 
Jornal GGN - A repórter especial do Valor Econômico Angela Bittencourt publicou um artigo nesta segunda (24) que mostra que o "mercado" que ajudou a depor Dilma Rousseff agora diz explicitamente que quer que um partido de centro "à direita" seja vitorioso em 2018, de preferência, o PSDB.
 
Caso contrário, diz o título da publicação, 2018 será um risco porque as "eleições podem impor retrocessos às reformas" deflagradas no governo Temer.
 
Para escrever o artigo, a jornalista diz ter entrevistado um "experiente profissional sempre dedicado ao setor privado e que hoje compõe a diretoria de  uma importante gestora de ativos." O nome da fonte foi mantido em sigilo, mas seus pensamentos foram a linha condutora de um texto que põe medo em quem não duvida que mais um golpe pode estar no forno.
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O pré-sal, as agências americanas e os colonizados, por Aurélio Júnior

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Foto: Divulgação
 
Por Aurélio Júnior
 
 
O que mais causa espanto não é a capacidade de "entrega" de nossos políticos, aliás TODOS, independente da suposta coloração politica, no geral parece que informam-se pela midia nacional, reagem a ela, não conhecem nada sobre relações internacionais na realidade, muito menos ouvem assessorias qualificadas, nem as de Estado ou externas, um fenômeno que também acontece com nossos formados em "comunicação social" de todos os matizes, em resumo: Colonizados.
 
Quem mais conhece a fundo o pré-sal? Não é a Petrobras, sequer o governo brasileiro, mas duas agências de inteligência americanas, diretamente ligadas ao DNI (Directorate of National Intelligence) e colaboradoras do DHS, as pouco conhecidas NGA e NRO - a tão comentada CIA ou mesmo a NSA, perto destas são "fáceis", aliás, sem a NGA e NRO, a NSA não existiria - NGA (National - Geospatial Agency + NOAA mapearam todo o Atlântico Sul), já a NRO (National Recon Agency) controla todos os satélites de recon - de todas as especialidades - lançados pelos Estados Unidos.

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Breves e livres associações sobre o que chamamos elite, por Eduardo Leal Cunha

do Psicanalistas pela Democracia

[Copacabana] Breves e livres associações sobre o que chamamos elite

por Eduardo Leal Cunha

Num momento da nossa história nacional em que a dita elite politica deve estar –  como me diz um amigo – preocupada em não haver uma grife elegante para tornozeleiras eletrônicas, talvez seja interessante poder ao menos associar livremente sobre o que entendemos como elite.

Dito isso, meu primeiro pensamento é que a nossa compreensão do que seja elite parece, ao menos para a maioria das pessoas, estar atrelada à imagem de área vip, tome ela a forma do camarote de um show ou casa noturna ou simplesmente a de um bloco do carnaval da Bahia, no qual uma corda e um cordão humano mal remunerado separam algumas pessoas de determinadas outras. Todas estas, figuras imaginárias de um outro sintagma que procura dar conta do que entendemos como elite:gente diferenciada.

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Cotas Raciais na USP e a cota social, por Helio Santos

Foto: Agência Brasil

Por Helio Santos

Do Brasil Carne e Osso

Em meados dos anos 1990, antes de qualquer outra universidade do país, a USP tomou a iniciativa de criar uma comissão para discutir o tema das Políticas Afirmativas para negros. Recordo-me bem que dela, com certeza, 3 negros faziam parte: o doutor Kabengele Munanga, então professor da FFLCH-USP; eu, ex-aluno da universidade; e um carioca recém-chegado, Celso Pitta, economista, à época Secretário de Finanças da Cidade de São Paulo. A comissão pioneiramente criada se evaporou e a negativa à adoção das Cotas Raciais passou a ser um mantra repetido por mais de 20 anos.

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