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O rosto destes tempos de ódio, por Carlos Motta

O rosto destes tempos de ódio

por Carlos Motta

Tanto fizeram, tanto encheram a cabeça dos brasileiros de idiotices, criando um monstro vermelho culpado por todos os males do mundo, que o que antes parecia impossível cada vez mais surge como uma apavorante realidade - um Brasil governado por um fascista declarado, misto de general de opereta e Bonaparte de hospício, o notório deputado Bolsonaro.

Há pouco a falar sobre o que o ídolo dos bombados, viúvas da ditadura, lutadores de MMA e descerebrados em geral, pensa sobre questões políticas ou morais - a cada entrevista que dá, a cada discurso que faz, ele vomita suas frases de ódio e preconceito contra tudo o que tangencia os valores civilizatórios responsáveis pelo progresso da humanidade.

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Petrobras a pleno vapor, por Paulo Kliass

Os dados constantes no último balanço divulgado pela empresa nos apresenta um quadro bastante promissor (Foto Divulgação)

da Carta Maior

Petrobras a pleno vapor

por Paulo Kliass

Um dos principais argumentos utilizados pelo bloco que se aventurou pela trilha do golpeachment referia-se à situação da Petrobrás. Como os argumentos relativos às chamadas pedaladas fiscais não paravam em pé, a estratégia foi bombardear o governo Dilma de todos os lados possíveis, até que se cristalizasse a narrativa da condenação pelo “conjunto da obra”. 

Quanto àquele triste final dessa novela no Congresso Nacional, todos nos lembramos muito bem de como terminou. Ficou evidente a ausência de evidências para caracterizar qualquer crime de responsabilidade da Presidenta. Afinal, ela apenas havia adotado como procedimento aquilo que sempre vinha sido feito pelos seus antecessores em termos de créditos suplementares do Orçamento. Assim, o julgamento abandonou todo e qualquer embasamento jurídico que justificasse a decisão final. Seguindo o exemplo da sanha lançada pela República de Curitiba, abandonaram-se as provas para se contentar apenas e tão somente com as convicções. Leia mais »

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Temer pode acumular 4 denúncias só sobre o caso JBS, por Tereza Cruvinel

Foto: Lula Marques/PT
 

 Jornal GGN - Se depender de Rodrigo Janot, é melhor Michel Temer guardar algumas emendas parlamentares para barganhar sua manutenção no cargo com a Câmara no futuro. Isso porque o presidente já foi denunciado por corrupção passiva, mas o caso JBS pode render a ele mais três processos, sendo um por organização criminosa.  

De acordo com Tereza Cruvinel, a Procuradoria Geral da República tem material para denunciar Temer por comandar uma quadrilha em outro processo já existente, sobre os esquemas do PMDB na Câmara. 

As próximas investidas, por corrupção passiva, devem envolver o decreto dos Portos e o favorecimento da empresa Rodrimar - cujos sócios são citados em grampos da JBS - e a empresa Argeplan, do coronel Lima, amigo de Temer acusado de receber R$ 1 milhão em dinheiro vivo em nome do presidente.

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Tudo bem no ano que vem: feliz 1930, por Sergio Saraiva

O que será que será que andam combinando no breu das tocas?

1930

Tudo bem no ano que vem: feliz 1930

por Sergio Saraiva

Muito se tem discutido sobre os desdobramentos que terá no TRF – Tribunal Regional Federal – da 4ª Região a condenação de Lula. Colhi, ao acaso, quatro comentários e, como está na moda, fui ouvir Chico Buarque:

Do presidente do TRF respondendo a questionamento a respeito dos prazos de tramitação do processo de Lula. Esse dado é crucial já que, a depender de mais célere ou mais lenta, há possibilidades de Lula ser preso e impedido de concorrer e até de concorrer e, sendo eleito, tomar posse.

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Observações sobre fascismo e entreguismo no Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

Observações sobre fascismo e entreguismo no Brasil

por Roberto Bitencourt da Silva

Volta e meia tropeçamos com esses tipos de denúncias: “vejam o que estão fazendo esses fascistas!”; “os fascistas estão prestes a assumir o poder no Brasil!”; “isso é uma perseguição fascista!”; “esse projeto é fascista!”.

São frases atemorizantes que circulam folgadamente de uns anos para cá, no webjornalismo alternativo, entre círculos partidários e não partidários progressistas, no seio de movimentos sociais, já alcançando certa força retórica elástica em demais círculos da sociedade.

Basicamente, as preocupações que dão suporte às denúncias giram em torno da observação de comportamentos marcados por ódio às classes populares, social e economicamente mais humildes e marginalizadas, por práticas de intolerância criminosa e agressividade contra as diferenças (sejam elas quais forem) e por um desrespeito, em geral, ao primado dos direitos humanos.

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Para José Dirceu, por Urariano Mota

Imagem Reprodução

Para José Dirceu, por Urariano Mota

Leio na Folha de São Paulo a noticia de que a mãe de José Dirceu foi enterrada em Minas Gerais, Notícia curta, da qual anoto.

“Segundo amigos da família, Dona Olga era poupada do noticiário sobre seu filho desde a explosão do escândalo do Mensalão, em 2005. Sempre assistia a filmes em canal fechado.

Preso em novembro de 2013, o ex-ministro pediu que a mãe não fosse informada sobre a detenção antes do Ano Novo. Para justificar a ausência dele nas festas do fim de ano, a família disse à matriarca que Dirceu estava fora do país.

Dona Olga, que nos últimos anos apresentava falhas de lucidez, também não soube que a casa onde morava fora confiscada, em maio do ano passado, por decisão do juiz Sergio Moro. “

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Encantada pelo maracatu, assim ando eu, por Matê da Luz

Encantada pelo maracatu, assim ando eu

por Matê da Luz

A primeira vez que ouvi a palavra maracatu foi lá nos tempos da Nação Zumbi, em tempos tão distantes que não sei precisar. Entra ano, sai ano, em Setembro de 2016 tive um novo contato – desta vez não só com a palavra, mas com um grupo e, mais especificamente, com um dos integrantes do grupo.

Importante dizer que Setembro de 2016 foi um dos meses mais importantes da minha vida toda, sem exagero algum, e a parte mais mágica disso tudo é que eu já tinha consciência disso vivendo aqueles momentos. Era meu primeiro contato comigo mesma no pós-depressão e, apesar da ânsia em viver intensamente e de verdade de novo, pra mim, por mim, não havia ansiedade ou medo, tudo simplesmente fluía.

Daí que o contato com esse integrante do grupo de maracatu trouxe pra mais perto os conceitos praticados ali que, basicamente, têm fundamento no candomblé. E, já falei em alguns escritos por aqui, tenho paixão nessas religiosidades que lidam com energia invisível e com a ancestralidade. Pronto, não demorou muito, mesmo que seis meses pareçam muito tempo pra algumas pessoas, e lá estava eu na minha primeira oficina de maracatu. Ministrada pelo Mestre Ruminig, da Nação Porto Rico, e por sua namorada, a Carol, em Ubatuba, a cidade que escolhi pra ser meu lar neste momento, tinha como objetivo apresentar os toques de 2017 e aperfeiçoar os integrantes de um dos grupos aqui da cidade. 

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Tribunal da Globo condena Lula pela segunda vez, por Ricardo Amaral

Tribunal da Globo condena Lula pela segunda vez

por Ricardo Amaral

A matéria do Fantástico (16/07) sobre a sentença do juiz Sergio Moro confirma a sórdida aliança entre a Rede Globo e a Operação Lava Jato para atacar o ex-presidente Lula. Em 13 minutos de massacre midiático, a Globo tentou empurrar ao público uma grande mentira: a de que a sentença teria sido baseada em provas, não apenas em teses dos procuradores e convicções do juiz.

O esforço de propaganda não muda a realidade: Lula foi condenado sem provas. A defesa demonstrou que o tríplex do Guarujá sempre pertenceu à OAS e tem seus direitos econômicos alienados a um fundo gerido pela Caixa. E a acusação não provou qualquer relação entre Lula e os desvios da Petrobrás, algo  ignorado tanto pela sentença quanto pelo Fantástico.

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A Ciência brasileira esmagada e propina para comprar a Câmara, por J. Carlos de Assis

A Ciência brasileira esmagada e propina para  comprar a Câmara

por J. Carlos de Assis

A Globo manipula a opinião pública mesmo quando diz a verdade. A reportagem do Fantástico de domingo passado sobre a penúria absoluta das entidades científicas brasileiras simula um interesse genuíno por um setor cujo desenvolvimento é crucial para o país. Contudo, não há nenhum esclarecimento sobre a nota sumária com que o Ministério da Ciência e Tecnologia justifica o estrangulamento financeiro da Ciência brasileira: alega-se apenas o enquadramento no corte de despesas públicas determinado pelo Governo federal.

Obviamente que todo brasileiro relativamente informado, e que não forma o exército de idiotas doutrinado diariamente pela Globo, sabe que por trás do corte de despesas públicas, com o suposto objetivo de equilibras as contas governamentais, existe um objetivo mais fundamental, a saber, estrangular o setor público e abrir espaços crescentes para o setor privado, desde as terras da Amazônia à Previdência Social urbana. A canalha, como diria o senador Requião, que tomou o poder de assalto no Brasil não está perdendo tempo em alienar nossa soberania e nossos ativos.

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Lula condenado. Leitura emocional de uma sentença torpe, por Armando Coelho Neto

Lula condenado. Leitura emocional de uma sentença torpe

por Armando Rodrigues Coelho Neto

O que me sobra de experiência por três décadas na PF, me falta na magistratura. Não sou pessoa adequada para comentar uma sentença judicial. Recordo que durante os debates sobre a PEC 37 (expurgada, esquecida e desconhecida), quando se perguntava sobre o poder investigativo da PF, bastava apontar o artigo 144 da Constituição Federal. Quando se fazia a mesma pergunta em relação ao Ministério Público, era necessário escrever uma tese, pegar uma decisão aqui, um fragmento interpretativo ali. Em suma, há algo de errado quando é preciso explicar muito. Eis que Sérgio Moro, para condenar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva falou demais no desnecessário (desenvolver tese) e de menos onde tinha que ser claro: apontar a prova.

Gosto muito de historinhas pessoais. Quando trabalhei numa determinada região do Brasil, tomei conhecimento de que um grupo de pessoas estaria se organizando para enviar um aparelho de som para minha casa. A encomenda viria de São Paulo em nome de meu sogro que nunca tomou conhecimento do assunto. Na prática, um bando de puxa-saco “querendo fazer média” ou me julgando “mais um”. O plano não se concretizou e nem foi o primeiro. Nesse sentido, posso imaginar quanto o juiz Moro é assediado, quantos convites recebe para jantares, palestras, comendas, isso e aquilo. Posso deduzir quanto a tudo isso recusou. Se eu, um humilde delegado fui intensamente assediado por mais de três décadas na PF, posso deduzir que o “Caso Tríplex” foi mais um caso desses.

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O otimismo derrotista das esquerdas, por Aldo Fornazieri

O otimismo derrotista das esquerdas

por Aldo Fornazieri

Na semana passada, os trabalhadores brasileiros, os setores progressistas da sociedade e as esquerdas sofreram duas derrotas históricas. A primeira foi a aprovação das Reforma Trabalhista e a segunda, a condenação de Lula, que abre caminho para tirá-lo em definitivo da disputa presidencial de 2018. Do ponto de vista da reação popular, social e sindical, as ações foram pouco mais que nada. Apenas algumas centenas de manifestantes protestaram aqui e ali.

A CLT, criada por Decreto-Lei em 1943, de Getúlio Vargas, simplesmente foi anulada na prática, embora não revogada formalmente. O mecanismo que determina que o negociado prevalece sobre o escrito representa a anulação de fato da CLT. Numa era de sindicatos fracos, o capital imporá sempre negociações vantajosas para si sobre os direitos escritos, numa clara desconstrução daquilo que Norberto Bobbio chamou de Era dos Direitos. Isto ocorre depois da Constituição Cidadã de 1988 e de 13 anos de governos do PT. Não é uma derrota menor, mas a ampliação da larga avenida que consagra o Brasil como um dos países mais desiguais do mundo.

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— Os cães ladram, Sancho! É que estamos avançando, por Ion de Andrade


Foto: Reprodução

Por Ion de Andrade

Incorporada à cultura do cotidiano esse diálogo de Miguel de Cervantes entre Dom Quixote e Sancho Pança, ilustra à perfeição o momento atual da crise brasileira. Sim, porque demonstra que, não fosse a relevância dos feitos da era petista, as forças conservadoras não teriam tido a “necessidade” desse esgarçamento sócio-político-econômico e moral com que nos brindou o golpe, a sua legião de monstros e a sua terra arrasada.

Sejamos claros, conscientemente ou não, (porque parte da tomada de decisões é intuitiva de todos os lados) esse preço, alto demais, só se tornou aceitável para a burguesia brasileira e seus aliados (sob a hegemonia que têm) pelo fato de que estavam todos eles profundamente convencidos ao nível das singularidades individuais, (pois da conspiração participaram muitíssimos e não só o topo), de que enfrentavam um verdadeiro esforço de guerra.

Portanto, esse esforço extremo, - de lançar a honradez às favas e condenar um inocente, de destruir tecidos inteiros da economia nacional, de favorecer a sujeição externa e as humilhações internacionais, de atuar pelo prejuízo de segmentos importantes da economia nacional, ou de reduzir o mercado de trabalho e o mercado consumidor- embora beneficiem economicamente o imperialismo, fazem parte do sacrifício de guerra para tentar enterrar de uma vez a única coisa que nesse caso urge inadiavelmente de ser enterrada: a Revolução Brasileira.

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Condenação de Lula: sem fundamento legal, por Dalmo Dallari

Sugerido por GalileoGalilei

Por Dalmo Dallari

No Jornal do Brasil

A condenação de Lula pelo Juiz Sérgio Moro em processo criminal, sem que na sentença tenha sido apontada a prática de qualquer crime, é manifestamente ilegal, não devendo prevalecer. Além disso, a condenação sem fundamento legal deixa também evidente a motivação política da decisão, o que configura um comportamento inconstitucional do Juiz Sérgio Moro, sujeitando-o a uma punição pelos órgãos superiores da Magistratura.

Numa decisão longuíssima, absolutamente desnecessária quando a acusação especifica o crime cometido pelo acusado, o Juiz Moro dá muitas voltas, citando fatos e desenvolvendo argumentos que não contêm qualquer comprovação da prática de um crime que teria sido cometido por Lula. E sem qualquer base para uma fundamentação legal chega à conclusão condenando o acusado. Evidentemente, a base para a condenação não foi jurídica e um conjunto de circunstâncias leva inevitavelmente à conclusão de que a motivação foi política, o que configura patente inconstitucionalidade.

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A teoria marxista da dependência, por Carlos Eduardo Martins

Sugerido por Alfeu

Por Carlos Eduardo Martins

A teoria da dependência, 20 anos depois de Ruy Mauro Marini

Do Blog da Boitempo

Por que liberais e fascistas se uniram para impor barreiras à atividade intelectual de Ruy Mauro Marini e à divulgação de sua obra? Que consensos o autor desafiou? Passados 20 anos de sua morte, como avaliar o legado da sua obra?

Este mês completa-se 20 anos da morte de Ruy Mauro Marini, um dos principais expoentes do pensamento crítico e do marxismo latino-americano. Ele foi um dos mais destacados formuladores da teoria marxista da dependência e dedicou sua vida à luta teórica e prática contra o desenvolvimento da economia mundial capitalista e as principais formas em que se manifestava – as estruturas excludentes do capitalismo periférico e o imperialismo –, vendo no socialismo a principal forma de enfrentá-los e superá-los.

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As frentes de esquerda e a sabedoria das geringonças, por Reginaldo Moraes

 
Por Reginaldo Moraes*
 
Em Portugal, duas organizações de esquerda bem ‘duras’, o PCP, de origem estalinista, e o Bloco, de raízes trotskistas, concordaram em apoiar um governo do PSP, centro-esquerda moderada, que já executou políticas de austeridade. Lição para o Brasil?
 

O brasileiro Ruy Braga (ex-PSTU e atual PSOL) e Elísio Estanque (Bloco de esquerda português) assinam importante artigo no jornal Público, de Lisboa: “Uma geringonça para o Brasil?”. Oportuno, merece muita atenção. Leia aqui a versão digital.

A meu ver, o artigo traz uma enorme contribuição ao debate político brasileiro. Digo “a meu ver” até porque já externei esse ponto de vista. E, deliberadamente, para sugerir tal reflexão, me dei ao trabalho de escrever um livrinho sobre a experiência do Bloco de Esquerda e o Podemos. O artigo dos dois vale desde logo por sua conclusão. Só que a conclusão conflita com algumas afirmações que a precedem. E a conclusão deixa de lado uma premissa fundamental – e que, com certeza, incomoda os autores (Ruy, pelo menos). Vejamos.

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