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Temer não cai agora, só depois da 2ª ou 3ª denúncia, diz Helena Chagas

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - Ventila-se nos corredores de Brasília que se Michel Temer for cair por causa do caso JBS, será lá por agosto ou setembro, na segunda ou terceira denúncia apresentada por Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Para emplacar a primeira denúncia - por corrupção passiva -, a oposição a Temer não conseguirá reunir, a tempo, os 342 votos necessários. É o que diz a jornalista Helena Chagas, em artigo publicado nesta quarta (12).
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A falsa efetividade da matemática nas ciências sociais, por Roberto Kraenkel

A falsa efetividade da matemática nas ciências sociais

por Roberto Kraenkel

Eugene Wigner, prêmio Nobel de física, escreveu em 1960 um artigo intitulado “A desarrazoada efetividade da matemática nas ciências naturais”, onde não podemos nos deixar de maravilhar e surpreender  com o fato de que conceitos abstratos, por vezes introduzidos apenas pela coerência matemática, acabam tendo aplicações nas ciências naturais, sobretudo na física.  O exemplo dado por Wigner é o dos números complexos, que são necessários  para a formulação da mecânica quântica – teoria sobre a qual toma base boa parte das máquinas do mundo moderno.

E é, de fato, através das máquinas que a física se torna aplicada e se faz engenharia.   Tudo isto vem do fato de que as hipóteses teóricas formuladas acabam confirmadas a posteriori por experimentação cada vez mais precisa (desnecessário dizer que isto é uma simplificação do processo científico, mas de toda forma a eficiência quotidiana da física é inconteste).  A desarrazoada efetividade da matemática na formulação da física junto com a experimentação fizeram da física um protótipo de ciência.

Esse sucesso nos leva a querer usar a matemática em outras ciências. E com razão. Se tivermos conceitos quantificáveis aos quais possamos aplicar hipóteses,  por que não nos utilizarmos de toda a força da construção matemática?

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Devassa na vida de Lula não deu em nada, aponta defesa

Foto: Lula Marques/Agência PT
 
 
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula publicou no HuffPost Brasil, nesta segunda (10), um artigo indicando que a devassa feita pela Lava Jato na vida do petista não conseguiu produzir provas e o enredo fabricado pelos procuradores de Curitiba para condená-lo deveria ser invalidado pelo juiz Sergio Moro. O problema é que Moro tem se comportado como parte da acusação, promovendo violações aos direitos do ex-presidente. 
 
"Lula, seus familiares e colaboradores foram vítimas de uma devassa, tiveram todos os sigilos quebrados e dados divulgados, com reprovável antecipação de juízo de valor por membros da Lava Jato. Mas não se logrou avanço no campo probatório. Não foi encontrado valor ilícito e nem vínculo entre o ex-presidente e irregularidades envolvendo empreiteiras e agentes da Petrobras."
 
No final, os advogados indicam que provaram a inocência de Lula no caso triplex e avaliam que ele deveria ser absolvido.
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Fora Meireles! O inimigo do Povo!, por Samuel Pinheiro Guimarães

Fora Meireles! O inimigo do Povo!

por Samuel Pinheiro Guimarães

O Senhor Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda, ex-presidente do Bank of Boston e durante vários anos presidente do Conselho da J e F (de Joesley), de onde saiu para ocupar o Ministério da Fazenda, procura, à frente de uma equipe de economistas de linha ultra neoliberal, implantar no Brasil, na Constituição e na legislação uma série de “reformas” para criar um ambiente favorável aos investidores, favorável ao que chamam de “Mercado”.

O Senhor Henrique Meirelles já declarou, de público, que se o Presidente Temer “sair” ele continua e todos os jornais repetem isto, com o apoio de economistas variados e empresários, como o Senhor Roberto Setúbal, presidente o Itaú.

Estas “reformas” são, na realidade, um verdadeiro retrocesso econômico e político e estão trazendo, e trarão, enorme sofrimento ao povo brasileiro e grande alegria ao “Mercado”.

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A revolta dos malês de 1835, por Vladimir Aras

do Blog do Vlad

A revolta dos malês de 1835

por Vladimir Aras


alufá Bilal Licutan, batizado Pacífico, aguardava na cadeia que o seu senhor viesse resgatá-lo. Era janeiro de 1835, e Licutan, que era escravo, fora penhorado pela Justiça a pedido dos frades do convento do Carmo em razão de dívidas de seu proprietário, o médico Antônio Pinto de Marques Varella. Sua custódia coincidiria com um dos maiores levantes de escravos da história do Brasil, ocorrido há 178 anos.

A incorporação dos escravos trazidos à força da África para o Brasil nunca foi – e nem poderia ter sido – pacífica. Há 200 anos, em 28 de fevereiro de 1813, ocorrera um dos mais importantes levantes de cativos do século XIX. Cerca de 600 africanos escravizados tentaram tomar Salvador, a partir de Brotas, Ipitanga e Itapuã, então um pequeno arrabalde. Outras insurreições negras espalhavam-se pela Província da Bahia e alarmavam a pequena elite branca que mandava e desmandava por estas bandas.

Enquanto no Brasil, a escravidão ainda era uma triste realidade, a Inglaterra se mobilizava desde o início do século para o fim do tráfico de escravos, dando origem ao regime global de proibição que baniu juridicamente o tráfico humano. Porém, aqui muito ainda haveria de ser feito para extirpá-la. A família real portuguesa acabara de chegar ao Brasil. As naus da corte escalaram Salvador em janeiro de 1808 e, depois de “abrir os portos às nações amigas”, rumaram para o Rio de Janeiro. D. Marcos de Noronha e Brito, o 8º Conde dos Arcos, governava a Capitania da Bahia desde então, e teve de enfrentar o levante de 1813. O relato é de Caldas Brito:

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Abominável sociedade, por Fernando Horta

Abominável sociedade

por Fernando Horta

Em junho de 2001, o Jornal Nacional veiculava uma série de reportagens que viria a ser premiada. Marcelo Canellas e Lucio Alves apresentavam a “Fome no Brasil”. O dado revelado era que uma criança morria de fome no Brasil a cada cinco minutos. Em pleno “milagre neoliberal”, como gostam de citar alguns intelectuais e políticos de direita no Brasil, uma criança morria a cada cinco minutos no Brasil. Vou repetir, porque penso que o número deveria ser usado em qualquer discussão sobre política e economia de agora em diante. Ao começar a ouvir qualquer argumento dos defensores desta hipocrisia de direita, pare e escreva “em 2001, aos sete anos do governo FHC, uma criança morria de fome a cada cinco minutos no Brasil”. Repita ou escreva, não importa, mas sempre comece por esta informação. Em seguida, olhe a ginástica retórica que o interlocutor fará e avalie se ela se encontra no campo da ignorância ou da mácula moral insanável. Qualquer das duas opções, é uma conversa que não vale à pena.

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O golpe está nu, mas Dallagnol e Moro ainda estão de bermudas, por Armando Coelho Neto

O golpe está nu, mas Dallagnol e Moro ainda estão de bermudas

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Depois do “Caso Aécio”, quem me chamou de doutrinado virou pó. Este seria o título daquilo que seria o texto de hoje, movido por mais um controvertido capítulo daquela que, não se sabe a razão, ainda chamam de Corte Suprema. Seria sobre o retorno de Aécio Neves (PSDB) ao senado, de onde, por princípio constitucional, não deveria ter saído. Pelo menos no que diz respeito à forma, devido à clara invasão de poderes. Bom lembrar que há pouco tempo, a mesa diretora do Senado ignorou ordem do ministro Marco Aurélio Melo e não afastou Renan Calheiro (PSDB), que não arredou o pé e nem foi arredado de onde estava. Sim, Marco Aurélio, que monocraticamente queria afastar Renan, mandou monocraticamente Aécio voltar, porque a decisão de afastar foi monocrática, entre outros argumentos.

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A dinâmica parlamentar da crise e a omissão da esquerda, por Aldo Fornazieri

A dinâmica parlamentar da crise e a omissão da esquerda

por Aldo Fornazieri

Em termos políticos, o Brasil é um dos países mais esquisitos do mundo. Ocupa uma das primeiras posições no ranking das desigualdades sociais e, contudo, essa ignominiosa condição não se traduz em indignação, em ação em luta política. Nunca fomos capazes de fazer uma revolução social e nem uma revolução política. Somos uma sociedade acostumada ao mando. Primeiro, ao mando dos colonizadores, dos senhores de engenho; depois, ao mando dos coronéis das oligarquias estaduais, enfim, ao mando de um rosário de chefes, delegados, empresários, empreiteiros, prefeitos, paramentares, padres, pastores, doutores etc. Uma visceral disposição para mandar de alguns e de obedecer dos muitos.

As lutas sindicais, com uma exceção aqui outra acolá, terminam em bom convívio entre o trabalho e o capital. No campo, em que pese toda a violência, prevalece o mando do senhor das terras. Quando os representantes dos trabalhadores chegam ao poder, verifica-se o bom convívio, os bons modos, a conciliação.

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A nova classe do setor de serviços e a uberização da força de trabalho, por Marcio Pochmann

Por Marcio Pochmann

Na Revista do Brasil

O colapso no padrão de financiamento da economia nacional logo no início da década de 1980, com a crise da dívida externa, levou à adoção de programas de ajustes macroeconômicos que até hoje inviabilizam a retomada plena do crescimento econômico sustentado. No cenário aberto da semi-estagnação que prevaleceu, com fortes e rápidas oscilações nas atividades econômicas, o país terminou por romper com a fase de estruturação da classe trabalhadora vigente durante a dominância da sociedade urbana e industrial.

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O “Plano Condor” judicial, por Eugênio Raúl Zaffaroni

Em O Cafézinho

O “Plano Condor” judicial

Por Eugênio Raúl Zaffaroni *

Tradução: Marcos (um internauta amigo do Cafezinho)

Sem os “Ford Falcon” (usados na repressão durante a ditadura argentina) nem as sirenes, sem “zonas liberadas” e sem seqüestros, avança pelo Cone Sul uma “Operação Condor” judicial.

Uma prisão política como a da dirigente social Milagro Sala e de seus companheiros parece algo anacrônico, fora de época e, justamente por isso, é um escândalo e uma vergonha internacional para todos os argentinos, porque compromete a própria imagem de nossa Nação.

No lugar dessas medidas obsoletas – próprias de etapas anteriores do colonialismo- , expande-se agora pelo Mercosul uma nova tática na conhecida estratégia de neutralizar a quantos possam oferecer alguma séria resistência eleitoral contra o avanço do totalitarismo corporativo sofrido por nossos países, o que é funcional ao mesmo tempo, tanto para o desprestígio da política, um objetivo que não é menor, como para que seu lugar seja ocupado pelos “chief executives officers” das transnacionais.

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Sobre a fala de Lula, por Diogo Costa

Foto: Ricardo Stuckert

QUAIS PODERES DESCOMUNAIS POSSUI UM PRESIDENTE?

Outra vez a esquerda se depara com situações concretas sobre as quais não costuma prestar muita atenção. Uma delas é a muito mais do que velha correlação de forças. Antes de ver isso vamos lembrar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma entrevista a uma rádio, salvo engano, da Paraíba, e falou sobre a dificuldade de se reverter algumas das medidas que estão sendo tomadas neste momento pelo consórcio dos assaltantes do poder[1].

A entrevista já bastou para criar um frenesi em alguns setores de esquerda, que acusaram Lula de ser conivente com a bandalheira empreendida pelos golpistas que usurpam o poder desde 12 de maio de 2016[2]. Evidentemente que a referida entrevista, se descontextualizada, pode servir como um aríete contra a liderança de Lula e como uma tentativa de desmoralização do mesmo junto aos setores populares.

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A eleição para a esquerda: reflexões sobre como vencer e governar, por Alexandre Tambelli

Foto: Agência Brasil

Justifico, antes de tudo, a presença deste texto sobre o comportamento adequado das esquerdas em uma campanha eleitoral e nos governos (discurso e ação) porque não vejo no horizonte atual uma chance expressiva de serem abortadas eleições diretas antecipadas (mais remota as chances em começo de julho de 2017) ou em outubro de 2018. O fracasso do Golpe e do Governo Temer são notórios e a imensa maioria dos brasileiros quer uma nova Eleição Direta para Presidente (a) e Congresso. Ela virá.

E não existem as condições reais de retirar as esquerdas e os progressistas do pleito de 2018, é acionar uma bomba que pode explodir no lugar indesejado pelos golpistas e antes da hora. Com ou sem Lula teremos nosso(s) candidato(s).

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Contra o golpe: Unidade estratégica e liberdade tática, por Ion de Andrade

Foto: Agência Brasil

A inviabilidade do governo Michel Temer está escancarada. Pouco há por ser feito porque a derrocada parece ter sido metodicamente construída por atores internos e externos ao governo golpista.

Enxergando os fatos retrospectivamente o contraparentesco entre Moreira Franco e Rodrigo Maia, preenche de maus presságios a barca furada comandada por Temer. Uma pergunta guia para entendermos a profundidade da conspiração é: - Por que Moreira Franco seria contra a acessão do seu genro à Presidência da República? Moreira é o articulador político de quem, além de si mesmo? Nesse cenário de mudança de hegemonia no comando do golpe, Moreira Franco é, surpreendentemente, o eixo estável e fixo em torno do qual gira a roda da política.

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O cheiro de pizza se espalha pelo ar, por André Singer

Jornal GGN – André Singer, em sua coluna na Folha, evidencia a pizzada que está sendo servida no Congresso, com definição de sabores pela mídia. Articular para que Rodrigo Maia possa ocupar a Presidência até o final de 2018 pode ser um balão de ensaio, ou não, dependendo da reação.

Segundo ele, a pizza carrega dois sabores. O primeiro é o de agradar o capital, evidenciando neste quesito matéria veiculada no Valor, de que o Maia já se articula com mercado. A matéria não dá nome nem reações dos tais contatos do mercado financeiro, mas da força que Maia faz em provar que está apto a assumir a função, mantendo, é claro, a equipe econômica e as reformas.

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Amado Batista e a tortura voltam, por Urariano Mota

Amado Batista e a tortura voltam

por Urariano Mota

“Eu acho que mereci a tortura. Fiz coisas erradas, os torturadores me corrigiram, assim como uma mãe que corrige um filho. Acho que eu estava errado por estar contra o governo e ter acobertado pessoas que queriam tomar o país à força. Fui torturado, mas mereci”.

A frase acima é do compositor de pérolas Amado Batista. Em 2013, quando comentei essa brutalidade, pude escrever:

A primeira coisa que destaco na frase do cantor Amado é a mentira, sob duas faces. Na que mais aparece, a mentira objetiva, da realidade a que se refere, pois a ninguém deve ser dada a punição da tortura, e no caso de Amado com o agravo do adjetivo “merecida”. Na outra face, mentira subjetiva mesmo, porque o não muito Amado desloca a dor sofrida para a felicidade da ética, aquela em que fazemos o justo, ainda que seja desconfortável.

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