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Lilian Milena

A política de cotas para negros na Bayer Brasil

CEO explica como empresa vem se estruturando para aumentar número de talentos afrodescendentes  

Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jornal GGN – Há alguns meses Theo van der Loo, presidente da Bayer Brasil, acabou se destacando em vários veículos da imprensa por um texto que escreveu em sua conta pessoal do Linkedin denunciando mais um caso de racismo no meio empresarial. Uma pessoa próxima, que pediu para não ser identificada, teve sua participação em uma entrevista de emprego negada por ser negra. O ato ficou patente quando o entrevistador viu o candidato e disse em voz alta: “eu não sabia que ele era negro”, e não quis prosseguir com a seleção.

Como CEO de uma empresa que aplica a política de cotas, Theo sabia que comentar o assunto em uma rede social se tratava de uma tacada importante para trazer à tona o debate e a visibilidade para a causa negra. Em entrevista para o programa online, Na sala de visitas com Luis Nassif, o executivo falou das consequências do seu post, da responsabilidade da população branca tanto por induzir e reproduzir atos de racismo, como por fechar os olhos para a grande disparidade de oportunidades e, ainda, fez um apelo para que os CEOs se engajem no tema.

Van der Loo conta que a partir da viralização do seu texto recebeu muitas mensagens pessoais de profissionais negros trazendo suas histórias e que decidiram não comentar publicamente no post por meio de perderem o emprego.
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De Roosevelt a Trump: entenda decadência de lideranças no mundo

E ainda, crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo   
 

Crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo

Jornal GGN – Já está claro entre os estudiosos de que a crise política e econômica enfrentada hoje no Brasil não é isolada e está dentro de uma crise mais ampla. Agora, o que colocou o mundo dentro desse contexto, que vem se arrastando de forma mais acelerada desde 2008? Os fundamentos estão no fim da Ordem Bipolar em que o mundo foi submetido de 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, até 1989 com a derrubada do Muro de Berlim, símbolo da divisão geopolítica entre dois blocos na Guerra Fria.

Segundo Pedro Costa Júnior, mestre em ciências sociais e políticas pela PUC-SP e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, junto com a queda do Muro de Berlim ocorreu a redução gradativa de lideranças políticas.

O pesquisador explica que, durante a Guerra Fria (1947 – 1991), o mundo seguia uma trajetória previsível e isso fica claro nas rodadas de acordos de paz de Potsdam, Yalta e São Francisco, que ajudaram a definir os rumos da geopolítica. Na conferência mais importante, de Yalta (1945), balneário localizado às margens do Mar Negro na península da Criméia, reuniram-se os três maiores líderes da época: Franklin Roosevelt, Josef Stalin e Winston Churchill, dos Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra, respectivamente.

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A falta de legitimidade do Congresso para escolher o novo Presidente da República

Aceitar Diretas Já poderá ajudar na difícil jornada de reconectar a classe política à população

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Antonio Cruz/ Agência Brasil

Jornal GGN – A realização de eleições diretas, caso aconteça a saída de Michel Temer da cadeira do Planalto antes de dezembro de 2018, mesmo que não solucione, poderá ajudar na difícil jornada de reconectar a classe política à população. A avaliação é do doutor em ciências sociais e políticas pela USP e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, Paulo Roberto de Camargo, durante aula que concedeu na 8ª edição do Programa Rio Branco para Jornalistas.

Segundo as regras da Constituição Federal, se a cadeira do Presidente da República ficar vaga faltando menos de dois anos para o fim do mandato a escolha do novo chefe do executivo estará nas mãos dos deputados e senadores, a partir de uma eleição indireta que deverá ocorrer 30 dias após a vacância do cargo.

Porém a escolha de um novo presidente por um Congresso com alta rejeição popular põe em xeque a legitimidade do papel dos parlamentares. Segundo o último levantamento do Datafolha sobre o assunto, a baixa aceitação da Casa nunca foi tão expressiva, em comparação a série histórica produzida pelo instituto: para 58% dos brasileiros entrevistados o desempenho dos parlamentares é considerado ruim. Outro fator que fragiliza o poder dos parlamentares é a representatividade: dos 513 deputados apenas 36 foram eleitos com votos próprios, a maioria foi arrastada pelo sistema de coligações.
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Igrejas têm mais sucesso que partidos nas periferias, avalia Aldo Fornazieri

Cientista político ajuda a entender a crise dos movimentos tradicionais de esquerda e defende nova pedagogia

Jornal GGN - A desestabilização político-social enfrentada hoje no país não é resultado de uma única crise, mas sim de múltiplos conflitos estruturais que desembocaram na atual crise, a avaliação é do professor Aldo Fornazieri, Diretor Acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política desde 2006, e organizador, ao lado do professor Carlos Muanis, do livro 'A crise das esquerdas' que reúne textos e entrevistas de professores e ativistas. 

Em entrevista para o jornalista Luis Nassif ele pontua que a crise dos movimentos e partidos de esquerda, por exemplo, tem como fundamento a crise dos próprios alicerces que fundamentaram suas ideologias.

"Com exceção de alguns líderes históricos do marxismo, o movimento marxista se instituiu como um movimento anti-político, que desprezava a política subordinando, fundamentalmente, a política à economia, a partir de uma tese clássica do Marx, quando ele dizia que a superestrutura política-ideológica era uma espécie de um reflexo da estrutura econômica e material".  Por esse motivo, boa parte dos movimentos sociais da esquerda perderam a perspectiva da alcançarem a autonomia a partir da perspectiva política e os erros do PT, enquanto governo, se devem parcialmente a esse olhar.  
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Cracolândia: bombeiros teriam removido cadáver de usuário preso desde domingo

Denúncia de moradores revela que Alckmin e Dória usaram mesma tática de Pinheirinho na Cracolândia 
Denúncia de moradores revela que Alckmin e Dória usaram mesma tática de Pinheirinho na Cracolândia
Foto: Daniel Arroyo/Ponte jornalismo
 
Jornal GGN - Em reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, realizada na noite desta quinta-feira (25), moradores dos bairros que compõe a crocolândia denunciaram que uma pessoa, ainda não identificada, foi encontrada morta nas dependências de um hotel, lacrado a mando da ação conjunta de João Dória e Geraldo Alckmin.
 
A intervenção, chamada pela prefeitura de 'Projeto Redenção', começou no domingo (21), por volta das seis da manhã, com grande alarido e intervenção de policiais fortemente equipados que investiram contra a população, prendendo alguns que, segundo a Guarda Civil Municipal, seriam traficantes. Os dependentes químicos acabaram sendo espalhados para as áreas vizinhas, sem apoio médico ou psicossocial adequados.
 
Para evitar o retorno do grupo para a região, a prefeitura também retirou todos os comerciantes e moradores, emparedando portas e janelas com tijolos e tapumes. Durante o processo, donos de pequenos negócios acusaram os agentes públicos de não darem tempo suficiente para retirarem seus pertences. 
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Quando a imprensa promove o linchamento, segundo Miruna Genoíno

Livro recém lançado pela filha de José Genoíno detalha a violência e julgamento sumário da imprensa

Livro recém lançado pela filha de José Genoíno detalha a violência e julgamento sumário da imprensa

Jornal GGN - "Ter vivido aqueles dias de julgamento televisionado, detalhado e comentado a cada segundo por uma mídia cada vez mais sangrenta e parcial foi uma vivência que não desejo a ninguém, nem aos meus inimigos. Cheguei um dia a me perguntar se aqueles jornalistas, ou melhor, seus chefes, eram capazes de imaginar o que estavam fazendo (...) Eu via cada manchete, cada frase maldosa, sem entender como podiam fazer isso com uma pessoa tão honesta e não sentir um mínimo de remorso", esse é um trecho do livro Felicidade Fechada, recém publicado por Miruna, filha de José Genoíno.

O lançamento foi realizado no espaço Barão de Itararé, e contou com a presença do jornalista Paulo Moreira Leite, e da cientista política e também jornalista, Maria Inês Nassif, na mesa de debates.

O fundador do PT foi condenado sem provas, em 2012, pelo Supremo Tribunal Federal, na Ação Penal 470, o mensalão. Os ministros que decidiram pela sua condenação adotaram a "teoria do domínio de fato", mecanismo inédito e bastante censurado por juristas, incluindo até mesmo nomes críticos ao Partido dos Trabalhadores, como Ives Gandra Martins. Em março de 2015, o Supremo decidiu extinguir a pena de José Genoíno, por unanimidade, com base no indulto natalino decretado pela presidente Dilma Rousseff.

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Reforma da previdência induz ‘corrida por privilégios’, alerta economista

Onofre Portella aponta outras saídas para governo combater déficit sem contribuir para o aumento da desigualdade 

Economista aponta outras saídas para governo combater déficit sem contribuir para o aumento da desigualdade
 
Jornal GGN – Os defensores da reforma da previdência, nos moldes propostos pelo governo Temer, se apegam a dois dados reais e que o país não tem como fugir: o incrível déficit de R$ 260 bilhões nos sistemas de pagando de aposentadorias, que abrangem tanto o trabalhador privado quanto o servidor público, e o acelerado envelhecimento populacional. Segundo previsão do IBGE, a porcentagem de idosos no país irá triplicar até 2060, saltando de 18 milhões para 58 milhões, ou de 8,5% para quase 26,8% da população. 
 
Mas usar apenas esses dados como determinantes para uma reforma da magnitude apresentada pelo governo federal pode ser um erro, podendo colocar em risco a segurança social de milhões de brasileiros nas próximas décadas. Essa é a avaliação do economista e professor das Faculdades Rio Branco, Onofre Portella, durante aula que concedeu na 8ª edição do Programa Rio Branco para Jornalistas.

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A encruzilhada das forças golpistas, por Wanderley Guilherme dos Santos

Podem prender Lula, mas quem ex-presidente indicar será favorito nas eleições de 2018, avalia cientista político 

Apesar de aparentemente constitucional, o processo que afastou a presidente Dilma Rousseff foi pavimentado por ações que se desviaram das regras legais do país, subvertendo o equilíbrio da democracia
Colangem a partir das fotos de Marcello Casal Jr/ Agência Brasil e José Cruz/ Jornal Grande Bahia
 
Jornal GGN – Apesar de aparentemente constitucional, o processo que afastou a presidente Dilma Rousseff foi pavimentado por ações que se desviaram das regras legais do país, subvertendo o equilíbrio da democracia. As consequências do rompimento constitucional ainda estão em curso e podem impedir que as forças populares participem em pé de igualdade das eleições em 2018.
 
A avaliação é de Wanderley Guilherme dos Santos, professor aposentado da UFRJ e um dos maiores cientistas políticos da atualidade, reconhecido por ter prenunciado o golpe militar de 1964, dois anos antes, no seu livro "Quem Dará o Golpe no Brasil" (Civilização Brasileira, 1962). 
 
Em entrevista para Luis Nassif, Wanderley falou da sua mais recente publicação, "A Democracia Impedida - O Brasil no Século XXI" (FGV, 2017), analisando a crise política atual que, segundo ele, teve como raiz a “fraude constitucional” que partiu da interpretação de três ministros do Supremo Tribunal Federal: Joaquim Barbosa, Ayres Brito e Rosa Weber, no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como “mensalão”, começando pelo que considerou "uma declaração gravíssima", do Ministro Barbosa, de que a Constituição Federal era o que o Supremo Tribunal Federal dizia que ela era. 
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Desde anos 1990 Haddad previa onda conservadora

Acadêmico da USP e ex-prefeito defendeu tese onde afirmava que fracasso do neoliberalismo resultaria no fortalecimento da ultradireita

 Ascensão de extrema direita é um dos fenômenos recentes política que vem chamando a atenção de cientistas políticos no mundo inteiro, por se tratar de grupos que são fortemente nacionalistas e em oposição a entrada de imigrantes em seus países
Foto: Colagem a partir de fotos do GGN/Lilian Milena e Movimento Brasil Livre/Victor Lupianez
 
Jornal GGN - A ascensão de movimentos de extrema direita é um dos fenômenos recentes da história política que vem chamando a atenção de cientistas políticos no mundo inteiro, por se tratar de grupos que são fortemente nacionalistas e em oposição à entrada de imigrantes em seus países, contrariando as propostas igualitárias que não distingue a origem dos grupos sociais que podem ser beneficiados pelas políticas públicas.
 
A perspectiva de um levante da extrema direita já estava sendo prevista por analistas ainda na década de 1990, como uma das reações ao processo de globalização da crise financeira, que decorreria do fracasso da implantação do Estado de Bem Estar Social, uma das promessas não cumpridas do ciclo neoliberal, que começou nos anos 1980 com as eleições de Margareth Thatcher, na Inglaterra, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos. A avaliação é do professor do Departamento de Ciências Políticas da USP e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, durante sua participação na segunda rodada do Ciclo Pensando a Democracia, a República e o Estado de Direito no Brasil, realizada segunda (24), em São Paulo. 
 
O neoliberalismo atingiu seu auge nos anos 1990, se alastrando para as nações menos desenvolvidas, como o Brasil. Já naquela época, mais exatamente no final dos anos 1990, Haddad fazia parte dos analistas céticos à narrativa defendida pelos neoliberais, de que a expansão do capital, favorecida pela globalização, resultaria em um ciclo virtuoso de desenvolvimento começando pelos países mais ricos até alcançar as nações em desenvolvimento, que de fato foram beneficiadas entrando como fornecedoras de commodities. 
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‘Golpe de Estado está em curso’, alerta André Singer

'Estamos em uma situação intermediária, que oscila entre a plenitude democrática e surtos de exceção', avalia cientista político   

Golpe parlamentar colocou em risco democracia brasileira que agora vive "surtos de exceção"

Jornal GGN – O golpe parlamentar que derrubou a presidente Dilma pode estar gerando um novo golpe, desta vez do próprio Estado brasileiro. A análise é do cientista político e professor titular da USP, André Singer, feita durante sua participação na segunda rodada do Ciclo Pensando a Democracia, a República e o Estado de Direito no Brasil, realizada segunda (24), em São Paulo.

Sua tese está fundamentada no enfraquecimento das forças do campo popular, exatamente como ocorreu antes do golpe de 1964. "Há uma semelhança tão grande entre o que aconteceu em 1964 e o que está acontecendo hoje no Brasil, em que pese o fato de que, até este momento, as forças armadas não tenham entrado em ação, que me faz pensar num desfecho semelhante", argumentou.
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‘Perdemos capacidade de gerar previsão do sistema político’, afirma Avritzer

Crise do sistema democrático no Brasil comprometeu previsibilidade das eleições e do próprio rumo do país, ponderá cientista político 
Os cinco fatores que levaram a crise da democracia brasileira: oposição, Eduardo Cunha, interação excessiva entre Mídia e Judiciário, STF e redes sociais

 
Jornal GGN – O quadro de instabilidade política no Brasil chegou a tal ponto que os analistas mais preparados perderam completamente a capacidade de gerar previsibilidade sobre os resultados da próxima eleição em 2018 e, mais do que isso, em que condições se dará o novo pleito. A avaliação é do professor Leonardo Avritzer, durante sua participação na segunda rodada do Ciclo Pensando a Democracia, a República e o Estado de Direito no Brasil, realizada nessa segunda (24), em São Paulo.
 
O atual coordenador do Projeto Democracia da Fafich-UFMG levantou o que chamou de cinco motivos pelos quais defende que, desde 2013, o país vive um estado de crise do sistema democrático.
 
O primeiro deles foi a oposição não ter aceitado o resultado das eleições de 2014, e uma das evidências foi a entrevista que o senador Aécio Neves concedeu ao jornal O Globo com o título “Eu fui derrotado por uma organização criminosa”, no início de novembro daquele ano. 
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Relatório judicial comprova que Lula nunca teve triplex

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Plano de recuperação da OAS aumenta provas de que família do ex-presidente nunca foi proprietária do tríplex do Guarujá 
 
Jornal GGN – Os advogados de Lula divulgaram nesta quarta-feira (19) um novo fato sobre o tríplex do Guarujá, acrescentando mais evidências de que o ex-presidente nunca foi proprietário da unidade 164 A do Condomínio Solaris.
 
Partindo da acusação levantada pelos promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, do Ministério Público de São Paulo, apresentada em março do ano passado, de que o apartamento teria sido um presente dado, em 2009, pela OAS a Lula em troca de três contratos firmados entre a empreiteira e a Petrobras, a equipe de defesa do ex-presidente descobriu documentos da própria Justiça de São Paulo de que a unidade sempre esteve em nome da construtora sendo, inclusive, incluída entre os bens que a empresa disponibilizou no plano de recuperação judicial que está respondendo na 1ª Vara de Falência da região.
 
Segundo informações obtidas pela defesa de Lula, a OAS mencionou as unidades 143 e 164 entre os ativos listados para pagar os credores, como mostra o trecho de um dos documentos de repactuação abaixo:  
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Coalizão pela Reforma Política é reativada em Brasília

Entenda os principais pontos da reforma que propõe mudanças eleitorais e pode reforçar retrocessos no país   

Ex-deputado Aldo Arantes, um dos articuladores da Coalizão pela Reforma Política, aborda os principais pontos da proposta em debate no Congresso

 
Jornal GGN – Mais de cem entidades civis se reuniram para reativar a Coalizão pela Reforma Política, nessa segunda-feira (17), em Brasília, dentre elas a CNBB, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, UNE e OAB Nacional. A decisão foi tomada por representantes do grupo para fazer pressão à reforma política-eleitoral, em discussão na Câmara dos Deputados.
 
Recentemente, o relator da proposta, Vicente Cândido (PT-SP), defendeu o sistema de voto em lista fechada e o financiamento público para as eleições de 2018 como um modelo de transição que vigore até as eleições de 2022. A partir do ano eleitoral seguinte, em 2026, as escolhas dos candidatos seriam realizadas no modelo distrital misto. 
 
Para o eleitor desatento, todos esses termos como “voto em lista aberta, ou fechada”, “modelo distrital puro, ou misto”, por exemplo, acabam causando confusão. Por isso, o ex-deputado pelo PCdoB e um dos articuladores da Coalizão pela Reforma, Aldo Arantes, defende a máxima divulgação do tema na imprensa e nas redes sociais. Em entrevista para Luis Nassif, do Jornal GGN, Arantes explicou que o que obrigou o Congresso a colocar na mesa a reforma política foi o fim do financiamento privado de campanha, apontando o tipo de sistema eleitoral defendido pela Coalizão e os riscos de a reforma reforçar a cultura do coronelismo no país, caso um modelo distrital consiga passar. Leia mais »
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Os aplicativos e o aumento da precarização no trabalho

Fenômeno do Uber é tema de livro que mostra os riscos do app no direito trabalhista, apontando saídas via cooperativismo de plataforma 
Trebor Scholz, autor de ‘Cooperativismo de Plataforma’ alerta para a precarização que aplicativos de serviços trazem sobre o trabalhador
 
Jornal GGN – Apesar da grande diversidade de aplicativos a disposição do consumidor, esse é um mercado praticamente oligopolizado na atualidade. A prova disso está no seu aparelho de celular onde, muito provavelmente, os apps que você utiliza receberam investimentos da Google, Amazon ou Microsoft. Esse pequeno e forte grupo também está por trás do capital investido nos aplicativos de prestação de serviços mais acessados no mundo, como Uber e Airbnb. O alerta é do professor de cultura e mídia digital da The New School, de Nova York, Trebor Scholz, autor de ‘Cooperativismo de Plataforma: contestando a economia do compartilhamento corporativa’, que acaba de chegar ao Brasil pelas editoras Autonomia Literária e Elefante e a Fundação Rosa Luxemburgo. 
 
Scholz participou, conectado de Nova York, da coletiva realizada em São Paulo, no lançamento do seu livro para o português, destacando que a expansão desse modelo de economia do compartilhamento (sharing economics), ou economia sob demanda, ocorreu a partir de 2008, em meio à crise financeira mundial, como uma opção promissora por dois motivos: “Essas plataformas de intermediação provem grandes benefícios para você enquanto usuário. São fáceis de usar, você não tem muito trabalho e pode, ao mesmo tempo, consumir e ser um prestador, alguém que oferece esse tipo de serviço e ganha algum dinheiro com essas plataformas”. 
 
Mas existe um lado oculto desse modelo de negócios, que ganhou o nome de Uberização do trabalho, como explicou ao GGN o tradutor do livro, Rafael Zanatta, que também é pesquisador na área de tecnologias digitais: “Uberização é um conceito usado para designar esse tipo de economia, no qual você tem pares oferecendo um serviço ou um produto, uma relação de troca, mas, no meio, você tem um intermediário extraindo valor dessas partes e não estabelecendo uma relação de trabalho formal com elas”. Os donos das plataformas detêm, em média, 25% a 30% do valor dos serviços prestados, sem um contrato que assegure direitos trabalhistas. 
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Franklin Roosevelt ajudou na criação da Petrobras

História da Petrobras
A revelação é do jornalista e escritor José Augusto Ribeiro que também aponta a morte de Vargas como última tentativa do estadista de manter a petroleira viva 
 
Jorna GGN – Era 15 de agosto de 1954, quando o Brasil vivia uma crise civil e militar que estava levando o país à beira de uma guerra civil. Getúlio Vargas vinha sofrendo uma oposição sistemática do Parlamento, dos militares e da imprensa, esta última, através do seu maior porta-voz, Carlos Lacerda, jornalista e político ligado a União Democrática Nacional (UDN) que tinha total liberdade para falar nos canais de televisão da época, todos controlados por Assis Chateaubriand. O general Mozart Dornelles, subchefe do gabinete militar de Vargas e amigo de Chateaubriand decide perguntar para o rei da mídia por que permitia que seus canais fossem usados para transmitir ódio contra o presidente, num momento tão delicado para o país. A resposta foi surpreendente:
 
“Olha Mozart, eu adoro o presidente Getúlio Vargas. Eu cobri como jornalista todos os acontecimentos da Revolução de 30, então tenho a maior admiração por ele. Tem um jeito de a gente resolver essa coisa toda: é só ele desistir da Petrobras que eu tiro as televisões do Carlos Lacerda e dos outros inimigos dele e entrego as televisões para quem ele quiser, para fazer a defesa do governo dele e atacar os adversários”. Antes de falar com Vargas, Mozart confidenciou o pedido de barganha ao então Ministro da Justiça Tancredo Neves, de quem escutou: “o presidente morre, mas não desiste da Petrobras”. E foi exatamente o que aconteceu, cerca de uma semana depois, em 24 de agosto, Getúlio Vargas estava morto, e a Petrobras continuou. 

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