Revista GGN

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Luis Nassif

Quatro fatores na demissão de Serra

José Serra é um político à deriva. É detestado no PSDB, suportado no governo Temer e se tornou eleitoralmente irrelevante. Tão irrelevante que a última sondagem CNT sequer o incluiu nas fichas de presidenciáveis.

Seu pedido de demissão deve-se aos seguintes fatores:

Fator 1 – a irrelevância de sua atuação à frente do MRE

O insuspeito O Globo relacionou todos os fatos relevantes da gestão Serra no MRE. Sob o impactante título “As principais passagens  de Serra no MRE”, relacionou os seguintes feitos:

·      Defesa do apoio ao governo

·      Polêmica com países bolivarianos

·      Proximidade com a Argentina

·      Passaportes diplomáticos

·      E seu grande momento: Homenagem à Chapecoense.

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Janot e os inquéritos intermináveis contra Aécio

Não se pode acusar o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot de imprevisível. Sua atuação tem ajudado a confirmar todos os cenários traçados pelo Xadrez sobre a maneira como trabalha os inquéritos contra seu conterrâneo, o senador Aécio Neves: empurrar com a barriga o máximo de tempo possível.

A delação do ex-senador Delcídio do Amaral criou uma dor de cabeça para Janot. Delcídio avançou uma série de acusações contra Lula, Dilma e o PT. Mas incluiu na delação denúncias contra Aécio. Como não poderia ignorar algumas denúncias e acatar outras, Janot foi obrigado a abrir dois inquéritos contra Aécio: um, sobre o sistema de propinas de Furnas; outro, sobre a falsificação de documentos para a CPMI dos Correios, visando ocultar o mensalão mineiro. Leia mais »

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Xadrez do PSDB no 2o tempo do golpe

Peça 1 – o fator Alexandre de Moraes

Analise-se, primeiro, a ficha de Alexandre de Moraes:

1.     Suspeitas de captar clientes entre grupos beneficiados por ele enquanto Secretário de Administração da gestão Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo.

2.     Estimulador da violência inaudita da PM paulista contra estudantes secundaristas, inclusive permitindo o trabalho de grupos de P2 contra adolescentes.

3.     Autor de um plano de segurança condenado unanimemente por todos os especialistas no tema.

4.     Acusação de plágio em suas obras e uma resposta ridícula, na sabatina do Senado: a de que manifestações em sentenças de Tribunais superiores (no caso, da Espanha) não contempla direito autoral. Ora, ele copiou as manifestações sem aspas – isto é, apropriou-se do texto copiado.

5.     Nenhuma dúvida sobre a parcialidade com que irá se conduzir no Supremo Tribunal Federal (STF).

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O pacto entre Janot e o governo Temer

 

Avança a estratégia do Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot de garantir a blindagem do PSDB, mesmo na hipótese de não ser reconduzido ao cargo.

Segundo matéria do jornal Valor Econômico, o governo Temer já aceita, como favorito à sucessão de Janot, o subprocurador José Bonifácio Borges de Andrada, estreitamente ligado ao senador Aécio Neves, e indicado vice procurador de Janot, após a saída de Ella Wiecko.

Ex-Advogado Geral da União do governo Fernando Henrique Cardoso, e Advogado Geral do estado de Minas na gestão Aécio Neves, Andrada mantém não apenas as ligações partidárias, como tem um posicionamento francamente conservador em temas ligados aos direitos humanos.

Com sua indicação futura, e com a indicação de Alexandre Moraes para o STF (Supremo Tribunal Federal), consolida-se a primeira rodada de cerco à Lava Jato, em relação aos alvos tucanos.

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Xadrez do novo tempo da Lava Jato

Peça 1 – o papel da Procuradoria Geral da República

Justiça que tarda é justiça que falha. Nunca o ditado foi tão oportuno para explicar como a Lava Jato vem tratando os casos mais delicados, dos políticos com prerrogativa de foro.

A revelação dos papéis do Ministro Teori Zavascki por Elio Gaspari (https://goo.gl/kLfH6l) traz um dado concreto sobre algo que o Xadrez vem indicando há tempos: por estratégia ou insuficiência, ou por receio de chegar até seus aliados, a Procuradoria Geral da República (PGR) está tocando os inquéritos com extrema morosidade.


 

Desfazem-se alguns mitos.

Mito 1 – que os atrasos na Lava Jato se devem ao acúmulo de processos no STF.

Não é verdade. Mal comparando com uma empresa, confronta-se a capacidade instalada de julgamento do STF com a quantidade de inquéritos potenciais da Lava Jato. Na prática, o que ocorre é que o STF trabalha com capacidade ociosa, devido à morosidade com que chegam as denúncias provenientes da PGR.

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MPF do Espírito Santo denuncia 22 por esquema da Telexfree

O Ministério Público Federal do Espírito Santo acaba de denunciar dirigentes da Telexfree do Brasil e da Ympactus, além de investidores, divulgadores e familiares de empresários pelo golpe da pirâmide.

As acusações são de:

·      Crimes tributários;

·      Crimes contra o sistema financeiro nacional;

·      Lavagem de dinheiro, com operações de câmbio e de remessa de divisas para o exterior.

Quando a Telexfree apareceu, o GGN entendeu, de imediato, tratar-se do maior golpe da história contra a poupança popular: mais de um milhão de pessoas afetadas.

De nada adiantaram as cobranças para que o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso atuasse. Cardozo alegava que era um mero estelionato, portanto da alçada dos estados.

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Leve Leite: como a subnutrição intelectual ataca a subnutrição orgânica

O espanto do presidente do Banco Mundial Jim Yong Kim, com a destruição, no Brasil, de políticas sociais bem sucedidas, é recorrente nos círculos mundiais envolvidos com a questão da miséria.

Nesse processo de demolição, há a inegável contribuição dos jornalões, e sua acachapante dificuldade em tratar de temas contemporâneos com um mínimo de profundidade. Na era rápida da Internet, das opiniões fluidas e das ideias encapsuladas, cria-se uma miscelânea conceitual, muitas vezes um simulacro de intelectualismo, com algumas expressões da moda a serviço de nenhum raciocínio, que contribui para a má imagem dos jornais nos círculos acadêmicos e para o trabalho de desmonte de políticas públicas bem sucedidas..

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Roberto Freire, o micróbio contra o gigante

Roberto Freire é duplamente intruso. Primeiro, como Ministro da Cultura de um governo ilegítimo. Segundo, como porta-voz oficial em um evento de cultura, um político tosco entrando em águas que nunca frequentou..

Certa vez, o Jornalismo Wando – perfil gozador do Twitter - mandou uma saudação a Roberto Freire:

 

O sensibilizado manteve o mesmo baixo nível cultural,  mas se tornou Ministro da Cultura. É o governo de Macunaíma: o mais truculento dos políticos, José Serra, torna-se o comandante de diplomacia; o mais deslustrado dos políticos brasileiros, Freire, o Roberto, torna-se Ministro da Cultura; Mendonça Neto, que não aprendeu a declinar o verbo haver, torna-se Ministro da Educação, com a assessoria luxuosa de Alexandre Frota; e o marido de dona Marcela, o presidente.

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Xadrez da contagem regressiva para 2018

Peça 1 – o jogo das expectativas sucessivas

Uma das retóricas recorrentes dos “cabeças de planilha” é a criação das expectativas sucessivas. Monta-se uma política monetária e fiscal que mata qualquer possibilidade de recuperação da economia e vende-se o mito da “lição de casa”. Ou seja, se cortar o leite da merenda escolar, a aposentadoria dos velhinhos, as políticas de renda mínima, se atingirá a prosperidade eterna, na qual todos ganharão.

Aplica-se o arrocho, e nada. Alega-se então que a lição de casa não foi suficientemente radical. Aplica-se nova rodada de cortes em cima dos direitos dos mais fracos, e nada. Até o momento em que o tecido social se esgarça, a paciência geral se esgota, as distorções econômicas se avolumam e o plano vai por água abaixo – por uma crise cambial, por uma crise fiscal, por terremotos sociais, por uma reação política.

Consumado o fracasso, a culpa é atribuía à falta de vontade dos pecadores, que não ousaram cumprir a penitência até o final.

Já se chegou a esse estágio.

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A Procuradoria da República atua para quebrar a Odebrecht

Um dos pontos centrais dos acordos de delação é a palavra das partes. O delator precisa acreditar que os acordos fechados serão cumpridos.

Peça central da Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa, está ameaçado de perder as regalias da delação.

Segundo O Globo, o procurador Deltan Dallagnol – aparentemente em síndrome de abstinência de holofote – notou irregularidades na delação de Costa.

“Um dos exemplos de versões divergentes citadas pelo MPF diz respeito ao termo de colaboração número 80. No depoimento, Costa disse que requisitou à Arianna a retirada de R$ 100 mil e US$ 10 mil de sua empresa. Contudo, em juízo ele mudou a versão. Afirmou ter solicitado que a acusada buscasse R$ 50 mil no escritório da Costa Global Consultoria” (MPF pede a Moro suspensão de benefícios e a condenação de Paulo Roberto Costa). Fantástico! Melhor que isso só a informação de que a Procuradoria Geral da República juntou procuradores de onze países para liquidar de vez com a Odebrecht.

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Como ex-Ministro Velloso reagiu à sua condução coercitiva

Publicado em 10/03/2016

Uma pequena fábula sobre a hipocrisia nacional.

Na segunda-feira passada, o Carlos Velloso, ex-Ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) brilhou no programa Roda Viva, defendendo a condução coercitiva de Lula para depor.

Pela primeira vez na história, um ex-presidente foi depor em camburão da polícia. Nem JK que, convocado, compareceu em seu próprio carro. Nem isso sensibilizou Velloso. Segundo ele, Lula teria sido intimado, não compareceu, dando direito aos procuradores da República de exigir a condução coercitiva.

***

Exagero? Certamente não. A jurisprudência é formada pela sucessão de sentenças em cima de fatos concretos. E o maior libelo contra esses abusos partiu do próprio Carlos Velloso.

Em 2008, já aposentado do STF, Velloso foi intimado pela Polícia Federal a depor em inquérito da Operação Pasárgada, que investigava o desvio de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Ele tinha sido consultado por um dos acusados para pegar sua causa.

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O melhor do choro paulistano no Sesc Pompeia

No sábado e domingo, quem quiser conhecer de perto a explosão do choro paulistano, vá até o Sesc Pompeia, para o show Panorama do Choro Paulistano Contemporâneo.

Haverá chorões históricos, como Toninho Carrasqueira, João Macacão, Lula Gama, Arismar do Espírito Santo. E também a seleção paulistana atual, com craques como Gian Correia, Henrique Araujo, João Poleto, Alexandre Ribeiro, Fábio Peron. E um grupo de compositores convidados, como André Mehmari. Tudo sob o comando da Roberta Valente.

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O Xadrez do “nosso” Sérgio Moro e a máfia dos transplantes

Peça 1 – o Sérgio Moro anti-tucano

“Pau que dá em Chico dá em Francisco”, diz o Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Mas não dá em Aécio, Serra, Alckmin, Aloisio – porque não são Chico nem Francisco.

A parcialidade do Procurador Geral da República e da Lava Jato, leva parte da opinião pública a procurar um juiz de direito para chamar de seu, alguém que tenha a mesma parcialidade de Sérgio Moro, o mesmo espírito persecutório, o exercício permanente do sadismo blindado pelos instrumentos de Estado,  contra os que são enquadrados como adversários.

Que sirva de aviso para tucanos e petistas o que se passou em Poços de Caldas, no episódio conhecido como “a máfia dos transplantes”.

Lá, o alvo foi tucano, o ex-deputado federal Carlos Mosconi, ligado a Aécio Neves. E o Sérgio Moro de Poços foi o juiz de direito Narciso Alvarenga Monteiro de Castro.

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Xadrez da saudade de Lula

Peça 1 – a nostalgia de Lula

Como era previsível, há total incapacidade das forças que planejaram o golpe em montar qualquer projeto minimamente competitivo para 2018.

Não há uma estratégia para superar a crise econômica, mas apenas um projeto ideológico de desmonte do Estado de bem-estar.

O chamado mercado pouco está se lixando para as consequências futuras desse desmonte. Conseguiu-se uma maioria pontual para alterações na Constituição e é o que basta para despertar o espírito animal dos empresários. Demanda, desemprego, instabilidade política são detalhes irrelevantes para esses cabeças de planilha.

Têm-se, então, a seguinte anti-fórmula política dos grupos de poder:

1.     Um modelo cujo caminho para o paraíso consiste na eliminação de direitos sociais, deterioração dos serviços públicos e desmonte das políticas industriais.

2.     A não entrega do combinado: a recuperação da economia. Sequer a elaboração de uma utopia qualquer, capaz de dar sobrevida ao arrocho.

Por outro lado, a intensa campanha negativa da mídia logrou apagar da memória recente da opinião pública os anos de glória do segundo governo Lula. Com o aprofundamento da crise e a ampla incapacidade dos grupos de poder de recriar o sonho, já está havendo uma volta das lembranças dos anos dourados. A ofensiva contra a Lava Jato desnudará de vez a hipocrisia nacional.

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A situação das delegacias paulistas e o álibi Paulo Hartung

A situação da Polícia Civil de São Paulo é de quase paralisação. O congelamento de salários provocou uma evasão das áreas de apoio. Em muitas delegacias, delegados precisam ver o trabalho dos escrivães. Exige-se curso superior dos escrivães e paga-se um salário de R$ 3 mil. Na primeira oportunidade, pulam fora.

Além disso, a expectativa da reforma da Previdência provocou uma corrida inédita para aposentadoria. O total de pedidos de aposentadoria ultrapassou várias vezes o número de delegados aprovados nos concursos de 2013.

Nas delegacias falta tudo. Os próprios delegados compram do bolso papel, café e até canetas. E, segundo o governador Geraldo Alckmin, não haverá nenhum concurso antes de 2018. O que significa, não haverá um quadro a mais até 2.020.

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