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Luis Nassif

A UFC entre Gilmar Mendes e Rodrigo Janot, por Luis Nassif

 

Vamos combinar.

Na UFC entre Gilmar Mendes e Rodrigo Janot vale pernada, chute no saco e dedo no olho, conforme os juízes do Supremo Tribunal Federal admitem. Mas não vale atacar esposas, filhas e mães.

O patrocínio ao IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), por uma entidade presidida pelo réu, deveria ser motivo mais que suficiente para Gilmar se declarar impedido. Mas como o STF aceita pernada, chute no saco e dedo no olho, e aceita que seus Ministros julguem processos em que são partes empresas que patrocinam seus próprios eventos, os procuradores procuraram apimentar a denúncia envolvendo a senhora Gilmar Mendes, Guiomar Feitosa.

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A aberração da venda da Eletrobras, por Luis Nassif

O anúncio de venda da Eletrobras para fazer caixa é uma das iniciativas mais aberrantes do governo Temer. A ideia da “democratização do capital” e a comparação com a Vale e a Embraer é esdrúxula. Ambas estão na economia competitiva enquanto a Eletrobrás é uma concessionária de serviços públicos, estratégica para o país.

A avaliação de R$ 20 bilhões equivale a menos da metade de uma usina como Belo Monte. A Eletrobrás tem 47 usinas hidroelétricas, 114 térmicas e 69 eólicas, com capacidade de 47.000 MW, o que a faz provavelmente a maior geradora de energia elétrica do planeta. É uma empresa tão estratégica quanto a Petrobras.

A Eletrobras está sendo contruída desde 1953 e exigiu investimentos calculados em R$ 400 bilhões do povo brasileiro. Além da capacidade geradora, que equivale a meia Itaiupu, a Eletrobras controla linhas de transmissão, seis distribuidoras e a Eletronuclear, empresa estratégica que detém as únicas usinas nucleares brasileiras. Leia mais »

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O disco póstumo de Danilo Schultz

Danilo Schultz foi um conterrâneo, belo violonista com quem tive o prazer de cruzar algumas vezes. Fizemos algumas rodadas em Poços de Caldas, ele participou de alguns saraus em casa, com a timidez e a musicalidade mineira.

Tipo doce, ele e a esposa. Um câncer abreviou sua vida. Mas Danilo passou o restante dos dias empenhado em deixar sua marca na terra: um CD com suas músicas.

Tive a honra de escrever o texto do CD. Mas, por confusões de agenda, perdi os dois shows do fim de semana passado, em Poços, no qual seus amigos paulistanos e poçoscaldemses se reuniram para celebrar seu talento.

Abaixo, o texto do CD e as músicas de Danilo,

A imortalidade pela música

Luís nassif

Em todas as raças, em todos os credos, em todas as nacionalidades, o homem ambiciona a imortalidade. Os pais, através dos filhos; os empresários, através da perpetuação de suas empresas; os políticos, de seus mandatos; os arquitetos, de seus castelos. Leia mais »

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Oración del remanso, uma das mais belas canções do continente

Ouvi pela primeira “Oracion del remanso” aqui em casa, em um sarau, pelo duo Renato Braz e Thamires Tannous. Inesquecível! Uma das mais belas canções já compostas no continente.

É de Jorge Fandermole, que nasceu em Pubelo Andino em 1956, mas que se mudou para a cidade que meu pai nasceu, Rosário, um santuário da melhor música argentina, terra de Ariel Ramires, Gustavino e tantos outros craques.

Aqui, uma seleção de gravações da música. Mas, adianto: nenhuma chega aos pés de Renato Braz. Donde concluo que não é apenas o maior cantor brasileiro, mas latino-americano. A capacidade de Renato de assimilar o estilo de canto de qualquer gênero, e de cantar uma típica canção argentina melhor do que os vizinhos, é espantosa.

 

E aqui, com Renato

 

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Titulares do Ritmo, os cantores cegos que maravilharam o Brasil

Um dos melhores conjuntos vocais brasileiros foram os Titulares do Ritmo, um sexto formado por Francisco Nepomuceno de Oliveira, o Chico - Fortaleza, CE, 1927 - Líder, compositor, arranjador, violonista e pianista. Geraldo Nepomuceno de Oliveira - Fortaleza, CE - 1931 - Cantor e violonista. Domingos Ângelo de Carvalho - Moeda, MG - 1921 - Cantor. João Cândido Brito - (...), segundo dados do Dicionário Cravo Albim.

A fase áurea foi nos anos50 e 60, quando gravaram o hit “A taça do mundo é nosso”. Mas o sucesso perdurou até os anos 70. Naqueles tempos, plena ditadura, lançaram um LP com paródias divertidíssimas de músicas conhecidas.

Nos anos 80 ainda cruzei com um deles no Conjunto Nacional. Mas nem sei por onde andam os sobreviventes.

Aqui dois exemplos másculos dos craques que foram:

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Olha que baita interpretaçào  de “Onde o céu é mais azul” Leia mais »

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A cooperação internacional na visão de Herve Juvin, por Luis Nassif

Nesses tempos de redes sociais, de megabancos de dados, de informações circulando freneticamente, há um descompasso fundamental entre as ações políticas e a capacidade da academia e dos think tank dos diversos países em entender a tempo o que ocorre.

O tema da cooperação internacional entre a Justiça e o Ministério Público Federal brasileiro com o Departamento de Justiça norte-americano foi levantado pioneiramente aqui. Diversos Xadrez e artigos do André Araújo chamaram a atenção para o novo fenômeno global e suas implicações sobre a economia e a política brasileira.

Surpreendentemente, jamais houve, nem antes nem depois, uma discussão aprofundada do fenômeno seja nos partidos políticos, no MPF, no Instituto Fernando Henrique Cardoso ou Instituto Lula.

Algum tempo atrás, no Brasilianas da TV Brasil entrevistei o historiador Luiz Felipe de Alencastro, professor emérito da Universidade de Sorbonne, França. Indaguei como o tema estava sendo discutido na França e nos grupos de discussão de cientistas políticos. Ainda não haviam começado os estudos.

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O Canto com C, de Celia e Celma

Tenho uma afeição especial pelas cantoras gêmeas Célia e Celma.

Nos meus tempos de secundário emplaquei um frevinho no Festival Universitário da TV Tupi. Fernando Faro passou a música para as gêmeas defenderem, com um arranjo especial do grande Élcio Álvares, o rei dos metais.

Eram novinhas, recém-chegadas de Ubá, terra de Ary Barroso. Defenderam lindamente o “Beijo Maroto”, para minha emoção, de ver a primeira composição com arranjo de orquestra.

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Os cem anos de Tico Tico no Fubá

Recebo convite honroso da Câmara de Vereadores de Santa Rita do Passa Quatro, para uma medalha comemorativa dos cem anos de “Tico Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu.

Trata-se de uma das três ou quatro músicas brasileiras mais tocadas internacionalmente, ao lado de Garota de Ipanema, Aquarela do Brasil e Manhã de Carnaval.

É de 1917. Mas foi imortalizada pela interpretação admirável de Carmen Miranda, calando os críticos que menosprezavam sua interpretação. Até hoje é uma versão imbatível do Tico Tico cantado.

Além de Carmen Miranda, mais duas intérpretes norte-americanas ajudaram na sua difusão: as Andrew Sisters e a organista Ethel Smith, dos primeiros musicais de Hollywood.

De lá para cá ganhou todas as versões possíveis, do jazz latino de Oscar Aleman e Paquito de Rivera, à música orquestral de Mantovani e, mais recentemente, as diversas gravações sinfônicas em cima dos arranjos de Daniel Barenboim.

Aqui, uma seleção de versões do Tico Tico no Fubá. Leia mais »

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Xadrez da influência dos EUA no golpe, por Luís Nassif

A cada dia que passa fica mais nítida a participação de forças dos Estados Unidos no golpe do impeachment. Trata-se de tema polêmico, contra o qual invariavelmente se lança a acusação de ser teoria conspiratória. O ceticismo decorre do pouco conhecimento sobre o tema e da dificuldade óbvia de se identificar as ações e seus protagonistas. Imaginam-se cenas de filmes de suspense e de vilões, com todos os protagonistas  orientados por um comitê central.

Obviamente não é assim.

Um golpe sempre é fruto da articulação das forças internas de um país, não necessariamente homogêneas, e, em muito, da maneira como o governo atacado reage. No decorrer do golpe, montam-se alianças temporárias, em torno do objetivo maior de derrubar o governo. Há interesses diversos em jogo, que provocam atritos e se acentuam depois, na divisão do butim.

A participação gringa se dá na consultoria especializada e no know-how da estratégia geral.

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As incoerências do ajuste fiscal do governo, segundo a STN

Trabalho da Comissão de Representantes da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) levanta as principais incoerências do pacote fiscal do governo. Saliente-se que partiu da própria STN a reação contra as estripulias do ex-Secretário Arno Agustin.

Mesmo assim, reflete a visão de uma parte da tecnocracia do Estado, aliás tecnicamente bastante boa. 

O trabalho obviamente não contempla argumentos contrários.

Na atual crise de endividamento, por exemplo, a renegociação das dívidas de Estados e Municípios é essencial para impedir a paralisação total da sua operação. Da mesma maneira, os estragos das políticas econômicas sobre a economia, e a criação de um gigantesco endividamento circular, exige medidas enérgicas para romper o círculo de endividamento.

Pode-se argumentar, também, que, ao contrário das carreiras civis, a carreira militar não permite especializações para servir no setor privado.

O trabalho foge, além disso, da parte mais relevante do corte: aquela que afeta as políticas sociais. Leia mais »

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Procurador que livrou Temer reclama da Câmara, por Luis Nassif

Figura frequente e banalizada da mídia, o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima retorna em entrevista ao Valor Econômico. Nela, admite que irá se aposentar e trabalhar com “complience”, que a advocacia norte-americana transformou no negócio do momento.

Depois, põe-se a analisar a situação do presidente Michel Temer e a decisão da Câmara de não autorizar a abertura das investigações. Defende as delações premiadas, sustentando que não houve banalização das denúncias.

Segundo ele, “o certo mesmo de qualquer acusação é que seja recebida e o Judiciário enfrente o mérito. Se é verdade ou não é verdade o fato relatado pela acusação, é o juiz que tem de dizer. E eles [os deputados] não deixaram isso acontecer”.

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Os colunistas do GGN: Romério Rômulo e a solidão da poesia

Romério Rômulo e a solidão da poesia

O contato do poeta Romério Rômulo com o Blog tem mais de dez anos. Nesse período todo, Romério tornou-se um colaborador precioso, com seus poemas e suas histórias. Sua série sobre Maradona e outros poemas encantam permanentemente os leitores do Blog.

Doze poemas de Romério Romulo

Hoje, Romério conversou longamente comigo, trazendo informações preciosas sobre o mundo da poesia, para um levantamento que estamos fazendo sobre os colunistas do GGN.

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Bolívar Lamounier, e a miséria da intelectualidade tucana, por Luis Nassif

O cientista político Bolívar Lamounier permite uma boa análise de caso. Não apenas por sua história política, que se confunde com a do PSDB, mas por explicitar bem os grupos que compõem o partido.

No plano histórico, saiu da social-democracia da Constituinte para a visão simplista e preconceituosa do neoliberalismo tipo irmãos Kock, aquela que reduz o projeto de Nação a uma mera questão de corte de gastos sociais. A idade enrijeceu a alma e o espírito do sobrinho neto de Gastão Lamounier, o lírico compositor de almas.

Na quadra atual, ele expõe de maneira crua as divisões do partido. Ele e seu líder, Fernando Henrique Cardoso, historicamente alinhados com o Partido Democrata norte-americano, representam o elo com o pensamento dos EUA e de lideranças de mercado, como Jorge Paulo Lehman, Armínio Fraga, os herdeiros do Itaú entre outros grupos. Na mídia, os ideólogos mais ostensivos são os economistas Marcos Lisboa e Samuel Pessoa. São eles que fazem as ligações com a alta tecnocracia pública do Tribunal de Contas da União, Secretária Nacional do Tesouro, entre outros.

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Super Janot, tem herói no universo de Marvel, por Luís Nassif

Paulo Sotero é um ex-jornalista brasileiro que há anos dirige o Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center for Scholars, em Washington, um think tank que se tornou um dos principais centros de lobby em relação ao Brasil.

Uma de suas funções é conceder bolsas para alunos interessados em políticas públicas. Outra, preparar estudos sobre diversos aspectos do Brasil atual. Há uma atenção especial a tudo o que se relaciona com o poder judiciário, informações abundantes sobre a Lava Jato, Gilmar Mendes falando de reforma política, Carmen Lúcia, Torquato Jardim e, obviamente, o Procurador Geral da República.

Um dos instrumentos mais eficientes de atuação do Woodrow Wilson é o de conceder atestado de boas maneiras a brasileiros alinhados com seu pensamento. Trata-se de uma versão contemporânea das miçangas com que os descobridores atraíam a simpatia dos indígenas.

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Os sambas afros de Paulo César Pinheiro, com Sérgio Santos e Pedro Amorim

Paulo César Pinheiro tem um fraco por temas afro-brasileiros. Tem uma mesma linha de letras para parcerias com Guinga, um clássico com o mineiro Sérgio Santos, algumas parcerias ótimas com Breno Ruiz. E, agora, arrisca um segundo sambas-afro com Pedro Amorim, o “Voz Nagô”.

Até então conhecia Amorim apenas como o excelente bandolinista de vários trios de choro. No CD aparece seu lado compositor e cantor e um ótimo CD.

Embora galhos da grande árvore plantada décadas atrás por Baden Powell com Vinicius, cada qual tem seu próprio sotaque. O de Sérgio Santos, um clássico, lembra a pulsação de Milton Nascimento nos tempos do Som Imaginário e o modo de escandir as sílabas de João Bosco. É um clássico. O de Amorim está ligado às raízes cariocas do próprio Baden.

Aqui, os dois CDs para que você possa comparar.

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