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Luis Nassif

Contrato de Separação, o clássico de Dominguinhos e Anastácia em dez versões

Uma das mais belas canções da música brasileira, "Contrato de Separação", de Dominguinhos e Anastácia, à altura das canções de Tom-Vinícius ou de Tom-Chico. Aqui em várias interpretações.

De matar.

 

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O dia em que Ron Carter incluiu Rosa Passos na seleção das suas 10 maiores gravações

Durante bom período, anos 90 até meados dos 2.000, me vangloriava de ter sido o primeiro jornalista a chamar a atenção para os novos craques que surgiam, de Renato Braz a Fabiana Cozza, Yamandu, Alessandro Penezzi.

Mas, admito, perdi duas enormes oportunidades: o reconhecimento de Rosa Passos (o primeiro a falar dela foi o Ruy Castro) e do Guinga (mérito do Mauro Dias).

Aqui, um exemplo da razào de Rosa Passos ser das maiores. Alguém já a chamou de João Gilberto de saias. João tem méritos históricos, a consolidaçào da batida da bossa, criada por Garoto e Johnny Alf, e a síntese histórica da MPB.

Mas, cantor por cantora, Rosa Passos é um passo além. O que faz com a pequena voz, o uso de timbres sutilíssimos, o balanço, consegue se diferenciar do mestre maior. João usava basicamente o mesmo timbre, fazendo a diferenciação no balanço e nas maneiras de usar a boca.

Já os timbres de Rosa saem do fundo da garganta, como gotículas de ouro ornamentando a interpretação. E um senso de balanço à altira de João.

Confiram o que ela faz com "Só danço o samba".

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A procuradora Raquel Dodge e os aloprados da Polícia Federal, por Luís Nassif

Um dos grandes dilemas dos modernos sistemas de controle do crime organizado, é a estrutura de comando, as maneiras de coordenar uma corrente que tem como elos principais o Judiciário, o Ministério Público Federal e a Polícia e na qual as relações hierárquicas não são suficientemente claras.

São conhecidos os arrufos periódicos entre MPF e PF acerca das atribuições de cada um. O MP questiona o monopólio da investigação pela PF que, por sua vez, rebela-se contra o controle externo da PF, a ser exercido pelo MP. É um conflito que se estende também aos MPs estaduais.

Trata-se de convivência complicada, cheia de resistências de lado a lado.

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As relações de Palocci e do BTG Pactual, por Luis Nassif

Não tenho motivos pessoais para gostar de Guido Mantega. Pequeno, mesquinho, inseguro, foi o primeiro Ministro da Fazenda, desde que iniciei a carreira de jornalista econômico, a me colocar na lista negra. Ele e Alexandre Tombini, presidente do Banco Central.

Mas não bate bem esta história de Antônio Pallocci, de que Mantega montara uma central de vazamento de informações financeiras.

Vamos entender um pouco mais esse jogo.

Desde que se criou o chamado Open Market brasileiro – venda diária de títulos públicos e privados – há vazamentos de informação. No governo Sarney, Maílson da Nóbrega tinha um esquema de vazamento de informações, não apenas no Banco Central, mas na Receita Federal – que dispunha de um índice de correção.

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O STF, o CNJ e a mídia digital, por Luis Nassif

Há duas semanas estive com a Ministra Carmen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em uma audiência por mim solicitada.

A Ministra foi muito gentil, me recebendo com pão de queijo e histórias de Minas.

A visita teve dois motivos:

A Ministra anunciou a recriação de um grupo de mídia, no âmbito do CNJ, visando resguardar a liberdade de imprensa contra a indústria das ações judiciais. Mas incluiu no grupo exclusivamente a parte menos vulnerável da imprensa: os grupos de mídia, empresas consolidadas, com departamentos jurídicos, capazes de se defender.

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Nassif: O dia em que André Lara descobriu os cabeças de planilha

Finalmente, no livro "Juros, moeda e ortodoxia: Teorias monetárias e controvérsias políticas -  André Lara Rezende - um dos dois pais do Real - descobriu os cabeças de planilha, a imensa legião de economistas que, armados de slogans e planilhas, sem conhecimento de história, de política, até dos princípios fundamentais de uma economia liberal. .

Ao seu conhecimento e criatividade na política monetária - que resultou na fórmula engenhosa do Real -, o companheiro André inclui agora condimentos de história econômica, preocupações com os impactos políticos das medidas monetárias e outros elementos essenciais nas formulações econômicas, deixando de lado os bordões simplistas com os quais eles, os economistas do Real, conquistaram o jornalismo econômico, abandonado veleidades de análise de realidades complexas.

Não é à toa as expressões de surpresa de Mirian Leitão, na entrevista feita na Globonews. André só faltou falar em problemas estruturais da economia (bordão dos desenvolvimentistas), ao lado dos problemas institucionais (bordão dos liberais), para um certo pensamento econômico que só sabe seguir o manual de frases feitas: se a inflação sobe, é porque os juros estão altos; se o dólar cai, é porque a reforma da Previdência vai ser aprovada; se sobe, é porque não se sabe se a reforma da Previdência será aprovada.

Quando juntar as duas pontas, se terá, finalmente, um diagnóstico preciso de país, por enquanto nublado por uma polarização fundamentalmente emburrecedora. E André poderá ser alçado ao restrito panteão dos grandes pensadores econômicos, ocupado hoje exclusivamente por Delfim Neto.

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Nassif: A Polícia Federal na era das tecnologias de rede

A física do crime organizado

Algumas conclusões importantes, na entrevista com o   Agente da Polícia Federal Bruno Requião.

Formado em física, com mestrado pela Unicamp e em conclusão do doutorado na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Bruno trabalha em uma das áreas científicas da Polícia Federal: os estudos sobre Teoria de Redes e Sistemas Complexos, novo ramo da ciência que está sendo aplicado em vários campos, como biologia, física, ciências sociais.

Seu trabalho consiste em analisar grandes bancos de dados visando tirar conclusões e linhas de investigação.

Trabalhou por anos com repressão a entorpecentes e inteligência policial em regiões de fronteira.

Mais recentemente vem trabalhando com crimes cibernéticos na Delegacia de Defesa Institucional na Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, onde, em especial, se destacaram em 2014 e 2016 a Operação Darknet fases I e II de combate à pedofilia virtual na Deepweb.

Da entrevista concedida ao GGN, destacam-se as seguintes informações.

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Lava Jato: É proibido jogar amendoim, por Luis Nassif

Deltan Dallagnol afirmou que os cachês das palestras de 2017 foram doados para um fundo anticorrupção. Jamais comprovou a afirmação, sequer deu o nome do fundo, o CNPJ. Depois, mudou o discurso. Disse que estaria doando, agora, para a APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) do Paraná, entidade que nunca primou pela transparência.
 
Todas as ações jurídicas das APAEs do Estado eram transferidas pela diretora jurídica, esposa do juiz Sérgio Moro, ao advogado Marlus Arns, sobrinho de Flãvio Arns que, por sua vez, como Secretário de Educação do Estado, transferiu R$ 450 milhões para as APAEs paranaenses.

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Nassif: Como o MPF criminalizou a compra do Gripen

O Brasil deu o primeiro passo para entrar no seletíssimo mercado dos aviões de guerra. Segundo o repórter especialista Roberto Godoy, do Estadão, há duas semanas está em testes o Gripen NG/E 39-8, o novo caça comprado pela Força Aérea Brasileira (FAB).

A licitação FX, que escolheu o Gripen, permitirá ao Brasil avanços extraordinários no setor aéreo. Antes disso, o Supertucano adquirido pelo FAB no início dos anos 90, permitiu à Embraer enormes avanços tecnológicos, que acabaram incorporados às linhas comerciais da empresa.

O que diz a reportagem de Godoy:

O programa, segundo analistas internacionais, também abre a possibilidade do Brasil disputar negócios de até US$ 370 bilhões, segundo o Centro de Estudos da Defesa, de Londres.

A partir da próxima década, esse mercado será dominado por cinco protagonistas – Estados Unidos, Rússia, China, Suécia e Índia – com a entrada de novos participantes (...)

O contrato atual, de US$ 4,7 bilhões, prevê amplo acesso a informações técnicas capazes de dar a agências do governo, como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e a complexos industriais, como a Embraer, a capacidade de conceber uma aeronave de combate de alto desempenho, em dez anos”.

Trata-se de um feito extraordinário. E o que aconteceu com seus criadores?

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Xadrez dos atos estranhos do Ministro Fachin

Nos últimos dias aconteceram vários episódios que, de certo modo, enfraquecem o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot e dão algum alento à organização que tomou conta do Executivo. Mas não indicam  mudança radical na correlação de. Mesmo porque ainda  há um enorme acervo de malfeitos de Michel Temer e seu bando a serem revelados.

O STF (Supremo Tribunal Federal) continua sendo uma incógnita.  Não  se sabe para que lado vai e o que motivou a mudança surpreendente de posição do Ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato.

Há algo de podre no ar, mas ainda não há clareza sobre tamanho e consistência.

Nos últimos dias houve uma confluência de fatores que permitiu algum contra-ataque da turma de Michel Temer.

Passo 1 – críticas gradativas dos jornais aos métodos da Lava Jato, por aplicar o direito penal do inimigo nos amigos.

Passo 2 – o impacto da nomeação da nova Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, marcando simbolicamente o fim da era Janot.

Passo 3 – Mudanças no comportamento do STF. Aumentou a intenção de enquadrar a Lava Jato nos limites da lei. Mas  não está claro se já começou, em definitivo, a operação pizza.

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Nassif: A morte de Paulo Nogueira, jornalista

Quando iniciei a série sobre a Veja, quase dez anos atrás, me surpreendeu a anomia total da categoria jornalística. Veja enveredara pelo antijornalismo mais pernicioso, atropelando os princípios mínimos de técnica, ética e seriedade. Afetava a maneira como cada um de nós, jornalistas, exercíamos a profissão. Desmoralizava o trabalho duro dos que tentaram praticar jornalismo no período.

Da Abril, de vez em quando, recebia informações vagas de que havia pelo menos um diretor inconformado com aquele jornalismo. Era Paulo Nogueira, que ocupava um cargo relevante na editora, próximo ao cappo Roberto Civita.

Quando Veja  cometeu o absurdo de um secretário de redação, Mário Sabino, publicar uma resenha consagradora sobre seu próprio livro, foi Paulo quem me passou a informação de como as publicações de respeito, como o Financial Times, colocavam em seus manuais de redação a maneira dos jornalistas tratarem seus próprios livros.

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Nassif: A crise da Lava Jato e os ganhos de Lula e Temer

Vamos a um balanço rápido das notícias de hoje.

O primeiro ponto relevante é o esvaziamento da Lava Jato, tal como a opinião pública testemunhou até agora. Ou seja, vazamentos abusivos, uso intensivo do tribunal da mídia, coerção sobre réus para que incluíssem na delação o que os procuradores desejavam, as inovações teóricas a fórceps de Deltan Dallagnol para conseguir viabilizar denúncias.

Os fatos relevantes são os seguintes:

Fator Raquel Dodge

Não estranhe o fato de os jornais, após consumada a indicação de Raquel Dodge para a Procuradoria Geral da República, começarem a enaltecer sua biografia.

Até então, permitiram que o PGR Rodrigo Janot armasse uma acusação injuriosa contra ela, no episódio do Conselho Superior do Ministério Público, no qual Raquel quis incluir uma cláusula que limitasse em 10% o número de procuradores de cada unidade que poderiam ser convocados para tarefas especiais.

A imprensa em Brasília endossou rapidamente a tese para garantir o acesso aos vazamentos, com os quais o Ministério Público Federal cativa os jornalistas. Nenhuma das pessoas que, hoje, saem em defesa de Raquel – incluindo o presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) – moveu uma palha quando das acusações de que foi alvo.

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O fator Raquel Dodge na PGR

Primeiro, uma ressalva: há um fator indeterminado que afeta os mortais quando nomeados para cargos relevantes, especialmente na área jurídica. Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Ayres Brito, Carmen Lúcia eram um, antes da indicação; depois, viraram outro.

A história de que a subprocuradora Raquel Dodge – escolhida para substituir o Procurador Geral da República Rodrigo Janot – era a preferida dos caciques do PMDB, de Gilmar Mendes, de Osmar Serraglio, da Joaquim Silvério dos Reis e Calabar foi uma invenção política do grupo de Janot em conluio com a Globo.

Aliás, se a corporação dos procuradores acreditasse minimamente nesses jogos de injúria, certamente não daria à Raquel a votação conquistada. Aliás, as jogadas acabaram por fortalece-la, em detrimento de outras candidaturas femininas afirmativas, como a de Ela Wiecko.

Aqui você tem uma explicação detalhada de outra jogada do gênero, armada por Janot para tentar caracterizar Raquel como inimiga da Lava Jato. Aqui, outra explicação das jogadas mais recentes da dobradinha Janot-Globo.

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Xadrez do roteiro de manipulação dos sorteios do STF

O STF (Supremo Tribunal Federal) é o último guardião da Constituição, a derradeira barreira contra o arbítrio e as ilegalidades. Tem que ser preservado de todas as formas. E, para evitar que seja desmoralizado, é necessário acabar de vez com a manipulação dos sorteios de processos para Ministros.

Não dá mais! O momento atual, delicado, em que as instituições se esboroam desmoralizadas, não comporta mais essa hipocrisia de manipulação dos sorteios.

A presidente Carmen Lúcia consagraria sua gestão se abrisse a metodologia e os pontos de vulnerabilidade do sistema de distribuição e revogasse essa escandalosa distribuição dos processos de José Serra e caciques do PSDB para Gilmar Mendes e de Aécio Neves para Alexandre de Moraes.

Desde o início da crise, as distribuições no STF e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estavam viciadas. Nas primeiras jogadas, aceitava-se como mão do destino a distribuição de processos críticos do governo Dilma para o Ministro Gilmar Mendes. Agora, não dá mais!

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A roleta suspeita dos sorteios do Supremo

Atualizado às 10:00

Vamos a uma análise probabilística, tão ao gosto dos procuradores midiáticos.

Para avaliarmos a extraordinária coincidência dos processos de José Serra e Aloysio Nunes caírem com o Ministro Gilmar Mendes e o de José Serra com Alexandre de Moraes, o roteiro é o seguinte:

O STF (Supremo Tribunal Federal) tem 11 Ministros:

1.     Ministro Roberto Barroso

2.     Ministro Marco Aurélio

3.     Ministro Luiz Fux

4.     Ministra Rosa Weber

5.     Ministro Alexandre De Moraes

6.     Ministro Gilmar Mendes - Presidente

7.     Ministro Celso De Mello

8.     Ministro Ricardo Lewandowski

9.     Ministra Cármen Lúcia

10.  Ministro Dias Toffoli

11.  Ministro Edson Fachin

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