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Luis Nassif

As suspeitas que as fitas lançam sobre Rodrigo Janot, por Luís Nassif

Uma análise cuidadosa das fitas entregues pela JBS traz apenas um indício de crime: as ligações entre o Procurador Geral da República Rodrigo Janot e o ex-procurador Marcelo Miller.

Fica nítido, nas gravações, de que Miller operava antes de pedir demissão, que Janot tinha ciência desse meio campo com a JBS e que a delação premiada da JBS superou qualquer concessão feita anteriormente a outros delatores.

Os movimentos de Janot, na divulgação de fita, levantam suspeitas fundadas:

1.     Tratou de assumir a interpretação do conteúdo das fitas, dar o lide para as matérias.

2.     Lançou suspeitas graves e infundadas contra o Supremo Tribunal Federal e o ex-amigo José Eduardo Cardozo, que não se confirmaram na análise das gravações. É evidente que foi manobra de despiste.

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O caso Marcelo Odebrecht x Dilma, por Luis Nassif


Foto: Reprodução

De um observador privilegiado da Odebrecht:

Marcelo Odebrecht e Dilma se detestavam. Marcelo assumiu a Presidência da Odebrecht com um estilo totalmente distinto do pai: agressivo, grosseiro com os assessores, megalômano, sem visão de país, sem empatia com seus executivos.

Nos primeiros encontros com Dilma, ainda Ministra, comportou-se como um chefe dando ordens para a subordinada. Criou-se uma antipatia imediata entre ambos.

Em algum momento do mandato de Dilma, bateram boca e Marcelo ironizou:

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Xadrez do canto de cisne de Janot, por Luís Nassif

No início da Lava Jato, trouxe aqui algumas previsões óbvias.

A primeira, que o excesso de poder corrompe. E por corromper não se entenda apenas o crime da corrupção lato sensu, mas também a onipotência de caminhar fora das regras.

A segunda, que à medida em que for terminando a fase de glória, os destroços viriam à tona, seja para aproveitar os últimos momentos de fastígio, seja pela percepção do fim da exposição pública.

O caso recente mais notório do Ministério Público Federal foi a aposentadoria do Procurador Geral Antônio Fernando de Souza. Para preparar o pós-aposentadoria, Souza negociou com Daniel Dantas, do Banco Opportunity. Em troca da retirada de seu nome da AP 470, o “mensalão”, ganhou um enorme contrato de advocacia da Brasil Telecom, na época controlada por Dantas, que era o principal financiador do valerioduto.

O MPF preferiu varrer o caso para baixo do tapete.

Marcelo Miller, o procurador que atuou para a JBS é filho direto dessa fragilização ética do MPF.

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Lava Jato, um modo simples de enriquecer os fiscais da probidade, por Luis Nassif

A declaração do professor Rene Ariel Dotti, advogado da Petrobras na Lava Jato, sobre o PT, em artigo no blog, traz à luz o contexto dos custos da advocacia da Petrobras, hoje na área externa dominada pela empresa Hogan Lovells, de Washington, que já levou 300 milhões de dólares em honorários e domina completamente essa área dentro da estatal.

A Hogan chegou à Petrobras em 2012, quando o diretor jurídico da Petrobrás Venezuela S.A., Diógenes Bermudez, saiu da empresa e foi para a Hogan Lovells.

Bermudez é formado pela Universidade Central da Venezuela e com especialização na Georgetown University. Antes de ir para a Petrobras Venezuela trabalhava na PDVSA como diretor jurídico da sua subsidiária Lagoven. Quando foi para a Hogan Lovells levou junto a conta da Petrobras Venezuela e a partir de Washington, sua base hoje comanda a conta da cliente Petrobras global, um mega cliente.

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Na 4a. Feira, novo Sarau de Belo Horizonte

 
Nos dias 6 e 7 próximos estarei em Belo Horizonte para o Congresso Nacional dos Economistas.
 
No dia 6, quarta-feira, véspera do feriado, faremos um novo Sarau de BH no Bar da Esquina, na rua Sergipe.
 
Os amigos e frequentadores do Blog, assim como os participantes do Congresso, estão convidados.
 
Bimba e Oscar, nossos anfitriões, prometem grandes nomes da música mineira. O Sarau começará às 21h.
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Advogado espanhol fez pagamentos a Rosangela Moro, por Luis Nassif

Com acréscimos às 23hs39

A nota da seção Radar, da Veja, mostrando página de um relatório da Receita Federal, de advogados que trabalharam para o escritório de Tacla Duran traz um complicador a mais para o juiz Sérgio Moro.

No dia 27 de agosto passado, a colunista Mônica Bérgamo revelou que o advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhava para a Odebrecht e está foragido na Espanha, acusou o primeiro amigo de Sergio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, de tentar intermediar negociações paralelas com a Lava Jato.

Zucolotto e a senhora Sérgio Moro eram sócios em um escritório de advocacia

Segundo Duran, haveria diminuição da multa e da pena que Duran deveria pagar, em um acordo de delação premiada, em troca de um pagamento que seria feito pelo caixa 2 para acertos com membros da Lava Jato. Leia mais »

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No aniversário do golpe, é hora de avaliar a Globo, por Luís Nassif

Peça 1 – os antecedentes do processo de concentração da mídia

Em 10 de novembro de 1996, em minha coluna na Folha, sob o título “A globalização da mídia”, alertei para os efeitos das novas tecnologias no mercado de mídia, e os riscos de uma concentração excessiva de poder nas mãos da Globo.

Dizia

Nos próximos anos, será a vez de a mídia entrar na dança da modernização e das grandes fusões que estão marcando a imprensa, em nível mundial..


No Brasil, será um dos últimos setores a sentir na própria carne os efeitos da globalização. E o resultado final poderá ser bom tanto para a mídia como para o Brasil, desde que se estabeleça um equilíbrio nesse jogo.

(...) Se não houver reação dos demais grupos, essa acumulação de forças poderá provocar o monopólio virtual da comunicação no Brasil, algo que não interessa nem aos concorrentes nem ao Brasil.
 

Mesmo que em seu segmento de atuação, individualmente, cada concorrente tenha uma operação específica mais competente ou, no mínimo, competitiva em relação à Globo, a soma de forças do complexo poderá desequilibrar a competição em todas as frentes, seja em jornal, editora ou televisão. Leia mais »

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Fabiana Cozza homenageia Bola de Nieve

Há tempos Fabiana Cozza é reconhecida como uma das maiores cantoras da atualidade. Mas em "Ay Amor!", sua homenagem ao cubano Bola de NIeve, ela excede. É um dos grandes CDs dos últimos anos, com interpretações tensas, emocionadas, sem ser derramadas, ou eminentemente satíricas, à altura  de Bola de Nieve.

O lançamento do CD será amanhã, no Teatro Ibirapuera, a partir das 21 horas.

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Mariana Melero, uma senhora cantora argentina e seu repertório brasileiro

Essas visitas aos provedores de sons e áudios permitem surpresas seguidas.

A cantora abaixo, Mariana Melero, é argentina de Buenos Aires. Tratada pelos jornais argentinos como a mais elegante intérprete argentina da música brasileira.

Uma senhora intérprete. Aqui seu CD, com várias composições modernas e alguns clássicos, como Marambaia, Noites Cariocas e Carinhoso. Certamente o violão que a acompanha é brasileiro.

 

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A outra Casinha da Marambaia

Uma das nossas músicas prediletas é "Casinha da Marambaia", do granbde Henricão.

Mas há uma resposta primorosa, do mesmo Henricão e de Rubens Campos, tão linda e delicada quanto a original, mas pouquíssimo conhecida.

No Spotify encontrei apenas uma versào, do Ze do Belo. Pesquisando no Google sobre o autor, qual a única menção? Do nosso incomparável Luciano Hortencio, aqui no GGN.

Aqui, a versão da Marambaia.

 

Aproveite e ouça que belezura de interpretação da Marambaia, de Mariana Melero.

 

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Financiador da Lava Jato é investigado pela Polícia Federal e pelo MPF no Pará

Atualizado às 16:42 do dia 31

Principal financiador do filme sobre a Lava Jato, o empresário Sérgio Amoroso é um tipo controvertido. Self-made-man, começou a vida como office boy, montou uma companhia de venda de papéis e, em 1999 conseguiu assumir o controle do Projeto Jari, que estava sob intervenção do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), pagando 1 real e assumindo as dívidas.

Desde então, tornou-se uma espécie de Dr. Jekill e Mr. Hide do setor de celulose. Numa ponta, recebeu vários prêmios de responsabilidade corporativa, apregoando a defesa da sustentabilidade, as iniciativas em favor de crianças com câncer, entre outras atividades meritórias.

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Xadrez do fator é a economia, estúpido!, por Luís Nassif

Peça 1 - a desinformação como regra

Em qualquer análise que se faça sobre o jogo político brasileiro, os movimentos das corporações, o comportamento da mídia, deve-se partir do pressuposto básico: trata-se de um país essencialmente mal informado. E, como tal, sem os instrumentos democráticos básicos para acertos de rumo na economia, na política, no social.

O meio campo entre a opinião pública e as instituições é feito pela imprensa. Com a redemocratização, grupos de mídia se viram dotados de um poder político inédito na história do país. E acabaram assumindo uma linha sensacionalista que começou com campanha do impeachment de Collor e nunca mais se desgrudou dos jornais.  

O próprio modelo de mídia, concentrado em poucas famílias de baixo nível intelectual, acentuou ainda mais a mediocrização – isto é, a identificação do jornalismo com o cidadão médio.

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O jogo de cena da Lava Jato com José Serra, por Luis Nassif

Muitos se surpreenderam com o fato do algoritmo do STF (Supremo Tribunal Federal) ter sorteado o processo do senador José Serra (no caso da delação da JBS) para a Ministra Rosa Weber, e não para os indefectíveis Gilmar Mendes ou Alexandre de Moraes.

Teria o algoritmo falhado miseravelmente em hora tão delicada?

Não. O algoritmo continua bem azeitado. E a maior prova é o fato de Serra ter emergido das sombras onde se oculta sempre que o medo bate, e voltado a falar, querendo pegar carona na bandeira do parlamentarismo.

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A 3G e o negócio do século com a Eletrobras, por Luís Nassif

O pano de fundo da privatização da Eletrobrás é o seguinte.

O pai da ideia é o Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, operador colocado para dar as cartas no MME. O Ministro é figura decorativa.

Pedrosa é ligado ao fundo de private equity  GP Investimentos, que nasceu das entranhas do Banco Garantia para administrar parte dos ativos, quando os três fundadores embarcaram na grande aventura Ambev.

GP é Garantia Partners, que comprou a Cemar (Centrais Elétricas do Maranhão) quando essa estava sob intervenção da Aneel depois de ter sido devolvida pela Pennsylvania Power and Light, que perdeu 330 milhões de dólares na primeira privatização da Centrais Elétrica do Maranhão e a entregou de volta por 1 dólar.

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Os crimes que o TCU criou para derrubar Dilma, por Luis Nassif

Nos Embargos de Declaração do procurador Ivan Marx, contra decisão da juíza que não homologou a desistência da ação que tenta criminalizar Dilma Rousseff pelas pedaladas, há uma analogia interessante que serve para demonstrar como o TCU (Tribunal de Contas da União) criminalizou práticas históricas para criar o álibi técnico para a derrubada do governo.
 
O TCU admitiu que as práticas eram recorrentes. O que diferenciava as pedaladas de Dilma era a intensidade:
 
32. Entretanto, a partir do momento em que há atrasos reiterados nos repasses dos recursos à Caixa, gerando saldos negativos significativos e prolongados nas contas de suprimento, estabelece-se nova relação: o banco passa a financiar a União, mediante “linha de crédito” que garante a continuidade dos pagamentos aos beneficiários, mas com ônus para o erário, na forma de juros bancários, e com graves consequências sobre o endividamento público.

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