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Sergio Saraiva

ISO 9000 e qualidade: uma discussão onde todos ganham e ninguém se entende

A adoção da norma ISO 9000 por uma organização garante a qualidade do produto dessa organização? Sim. Mas o que é qualidade? É aí que começa a confusão.

Ter qualidade é ser "o melhor"?

O colega Marcos Carvalho propôs, em um texto anterior, que não há dúvidas de que a adoção da norma ISO 9000 garante a qualidade dos produtos da organização que aplica essa norma. Ele está correto.

Porém, muitas vezes, a ISO 9000 é vista como um diferencial de qualidade entre produtos. Os produtos com "o ISO 9000" seriam "os melhores".

Não. 

Melhoria, sustentabilidade do negócio e "excelência" são termos associados ao conceito de qualidade. Mas enquanto os dois primeiros pertencem ao dia-a-dia da administração, o terceiro é muito mais afeito ao campo do marketing.

Acho que, agora, cabe alguma fundamentação.

Qualidade é um conceito intuitivo carregado de subjetividade.

Associamos intuitivamente o termo qualidade com o conceito de bom. Lato senso, não deixa de ser. E qualidade é o que esperamos de qualquer produto ou serviço que estejamos adquirindo. Logo, queremos um produto que seja bom.

Mas ocorre que o bom varia de pessoa para pessoa. O que é bom para uma pessoa não necessariamente é bom para outra. Se usarmos o conceito de bom, a qualidade passa a ser um conceito pessoal. Não raramente, subjetivo.

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A quadrilha de cada um, por Sergio Saraiva

Como em uma quadrilha, Cunha, Aécio, Moro, Gilmar e o STF podem estar em passos diferentes, mas dançam a mesma música.  J.Pinto Fernandes é o maestro.

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. E há ainda J. Pinto Fernandes que manipula os cordames dessa quadrilha e manobra para que tudo mude para ficar como está.

É assim, como uma combinação entre o poema “A quadrilha” de Drummond e o “O Leopardo” de Lampedusa que podemos entender o aparente caos do momento político brasileiro em que vivemos. Momento, no qual, as regras do jogo estão sendo questionadas.

O deputado Eduardo Cunha, o senador Aécio Neves, o juiz Sergio Moro e o ministro Gilmar Mendes mais o STF são personagens representativos desse momento. Representam, cada um ao seu modo, uma faceta do questionamento como um todo. Mas não estão, nenhum deles, no comando do movimento. Se há comando e se alguém comanda, esse alguém é J. Pinto Fernandes. Aliás, como sempre, até aqui.

As regras do jogo são o financiamento privado das campanhas eleitorais, pedra angular dos nossos sistemas político e de poder e fonte primária da depravação que os caracteriza. Em torno delas, há os que jogam conforme as regras, os que querem mudar as regras, os que querem impedir que as regras mudem, os que querem quebrar as regras e os que fazem suas próprias regras.

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Os campos de batalha não são lugar para sonhadores, por Sergio Saraiva

Todo autoengano é constituído da matéria da qual os sonhos são feitos.

Por quão belo eu o tenha achado, a exceção, por ventura, de uma ingênua tentativa de cativar o Ministério Público para a causa que defende, não se pode dizer do texto “A Lava Jato fará bem ou mal ao Brasil?” mais do que a expressão acima.

O professor Ruben Bauer Naveira é didático e brilhante na forma de nos apresentar o diagnóstico de que o Brasil jamais teve uma elite e sim classes dominantes e subalternas.

Encantadoramente sonhador, contudo, ao meu ver, quando espera do Ministério Público uma ação transformadora da estrutura da nossas relações sociais. O Ministério Público sonhado como “salvador da pátria” não tem como substituir a própria Pátria. Tal e qual outros salvadores anteriores tampouco puderam substituí-la.

Somos uma sociedade estamental, daí não termos elites e sim classes dominantes.

E classes dominantes são predatórias e acumuladoras ou não seriam classes dominantes. Seriam a elite que não temos e nunca tivemos. Malgrados o Nabuco que o professor tão bem lembra e que também admiro e o Mauá que eu acrescentaria. Mauá e o trabalho como valor jamais foram aceitos pela sociedade imperial escravista e patrimonialista da qual nossa burguesia é herdeira. Nabuco, um monarquista de escol, jamais ocupou cargo de relevo no Império.

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Eremildo - o idiota, no Bacalhau do Batata, por Sergio Saraiva

Elio Gaspari não brinca Carnaval, aproveita o tríduo momesco para exercícios mediúnicos. Deixou sua coluna a cargo de Eremildo. O idiota, no entanto, abandonou o serviço e caiu na folia.

Dispensando-se do necessário tempo de introspecção da Quaresma, Gaspari, nesta quarta-feira de cinza, 18fev2015, em sua coluna da Folha de São Paulo, antecipa a Páscoa e malha seus Judas em ”O galinheiro de ovos Fabergé”.

Sob o pretexto de surrar Eike Batista, amarra no poste dois programas do governo federal. O programa para a indústria naval brasileira e o FIES, programa de financiamento estudantil para o ensino superior.

Gaspari é um americanófilo, em vários textos já louvou o ensino pago das universidades americanas, donde ter simpatia pelas formas onde o próprio estudante banca a sua formação. Com o FIES não é diferente. Porém, crítico abre-alas do governo federal, Gaspari critica até os acertos nas correções de rota que o governo fez nesse programa.

“O governo propôs duas mudanças singelas: só terão acesso ao Fies os jovens que tiverem conseguido 450 pontos no exame do Enem e as faculdades com bom desempenho”.

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Números não enchem barrigas: reflexões a partir de “Brasil X Aliança do Pacífico”

Há números para todos os gostos, ideologias, vieses e fins. Mas o poeta não se engana: “riquezas são diferentes, miséria é miséria em qualquer canto”.

O texto ”Brasil X Aliança do Pacífico: qual o melhor resultado?” , de Gunter Zibell, levou-me mais uma vez a refletir sobre como números, quando aplicados às ciências humanas, exigem extremo cuidado ao interpretá-los.

Eu mesmo fui atrás de alguns desses números. Por eles, diferente do que relata Zibell, o Brasil é um sucesso, está à frente não só do México ou da Aliança do Pacífico - muito à frente, aliás, como está à frente do Reino Unido. A Índia está à frente da Alemanha.

Porém, acho sempre inapropriado comparar sucesso ou fracasso entre países baseado apenas em resultados econômicos, ou pior, financeiros. São tantas as variáveis geográficas, históricas, demográficas e até de língua a serem consideradas.

Como comparar o Chile com uma população de 18 milhões de habitantes, menos da metade da do Estado de São Paulo, com o Brasil com uma população de 205 milhões? Como comparar o Chile que atingiu um patamar de crescimento populacional abaixo de 2% ao ano a partir de 1969 com o Brasil que só atingiu esse patamar a partir de 1985?

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Da arte de contar mentiras dizendo apenas a verdade, por Sérgio Saraiva

Nas manchetes abaixo temos notícias boas e ruins. Mas, diferente do que está escrito, “o mal é bom e o bem cruel”.

A primeira página da Folha de São Paulo de sábado, 24/01/2015, destaca duas manchetes.

Com destaque maior, a má notícia:

”Geração de empregos em 2014 foi a pior dos anos PT - com demissões da indústria e na construção, mercado de trabalho tem pior ano de geração de emprego desde 2002”.

Com um destaque menor a manchete que traz, pelo menos, uma boa notícia: Leia mais »

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O Lulismo acabou mais cedo, por Sérgio Saraiva

Torço pelo sucesso do governo Dilma neste 2015 que será um ano dos mais difíceis. Mas não posso mais considerá-lo como um governo trabalhista.

 

Avaliava que o lulismo se encerraria em 2018 – um fim de ciclo natural. Acabou antes do fim do ano de 2014.

Há símbolos que não podem ser quebrados. E, desde 30/12/2014, mais do que um símbolo, um elo de confiança entre o governo e os trabalhadores foi rompido.

Nesse dia, um governo tido como trabalhista e eleito com iludidos votos trabalhista anunciou uma brutal redução de benefícios trabalhistas. Atingindo os mais frágeis, os pensionistas, os desempregados e os afastados por doença. Pensões reduzidas à metade ou simplesmente negadas. 

Não há como não sentirmo-nos traídos. E em uma relação de confiança, aceita-se fazer sacrifícios para mantê-la, mas nenhuma relação de confiança resiste a uma traição.

Os trabalhadores foram responsabilizados pelo ônus do reequilíbrio fiscal. Aos trabalhadores foram cobrados 18 bilhões de reais ao ano em direitos trabalhistas. E direitos trabalhistas uma vez retirados jamais são recuperados. Do outro lado, 60 dias antes, os financistas haviam sido agraciados com um acréscimo de 0,25% de juros a uma SELIC já indecente. São agora 11,25% de juros ao ano para uma inflação anual de 6,5%. Cada 1,5% da taxa de juros correspondem a um Bolsa-Família.

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O PT no poder: nossa Bastilha sem revolução e sem guilhotina

Seremos capazes de construir uma nova ordem social sem confronto?

Em exatos 15 dias, entre os dias 15 e 30 de dezembro de 2014, quatro grandes jornalistas, Luis Nassif, Paulo Nogueira, Saul Leblon e o mestre Janio de Freitas escrevem artigos em que tentam racionalizar a insólita crise do governo petista. Três desses grandes jornalistas fazem duras criticas ao PT, um, pelo menos, vê esperanças em um rearranjo das forças progressistas.

Às vésperas da posse de Dilma Rousseff , vencedora da mais acirrada eleição pós-redemocratização, com o PT iniciando seu quarto mandato consecutivo e sendo tais jornalistas esteios do pensamento progressista na imprensa, tais artigos deveriam soar-nos estranhos. Por que então nos parecem tão sensatos?

O PT não é mais o PT.  O “PT de Lutas”, o grande “PT de Lutas”, com sua poderosa base sindical e movimentos populares, não resistiu ao “PT do Lula Lá” que assumiu o governo em 2002. O “PT do Lula Lá” estará subindo a rampa do Planalto com a vitória de Dilma em 2014, o “PT de Lutas” se debate em dúvidas e desencanto.

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A Revolta Cashmere – o ano em que o brasileiro encarou seus mitos, por Sérgio Saraiva

Em um ano de acontecimentos da ordem de uma Copa do Mundo e de uma eleição antecedida de uma tragédia que vitimou um dos seus principais candidatos, o personagem principal não foi nem um atleta e nem um político, mas sim a figura do revoltoso cashmere.

Revolta Cashmere – assim a “The Economist” chamou o inusitado movimento que tomou as ruas do Brasil em 2014. Pessoas brancas, bem vestidas, daí o designativo de cashmere, bem posicionadas social e financeiramente, de repente saem às ruas no intento de derrubar um governo democraticamente eleito.

Sem a ironia típica dos ingleses, chamamos os de “os coxinhas”.

A “The Economist” foi realmente feliz. Sem dúvida, Revolta Cashmere é um nome adequado para descrever nossa luta de classes unilateral e invertida.

Não nos enganemos, vivemos a última década envolvidos em uma luta de classes como nunca antes neste país. Luta de classes singular, invertida, onde as classes dominantes são protagonistas. Reagem ao avanço das classes populares que marcham inconscientes da própria luta em que estão inseridas.

Em 2014, a luta que até então era surda, frente à eminência de mais quatro anos fora do poder federal, jogou o revoltoso cashmere nas ruas.

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Caso Venina-Petrobras: contando outra história

A reportagem do Valor Econômico de 12/12/2014, com as declarações de Venina Velosa da Fonseca é uma enorme mistura de dados, personagens e, principalmente, datas. A ordem cronológica é atropelada e tenta envolver a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, com o escândalo da Operação Lava Jato. Quando se colocam nomes, fatos e datas em sequência lógica, outra história é contada.

Antes de qualquer coisa, algumas datas e personagens são importantes:

Sergio Gabrilelli – presidente da Petrobras de 2005 a 13FEV2012. Substituído por Graça Foster a partir de então.

Graça Foster – diretora de óleo e gás até FEV2012 e presidente da Petrobras a partir de 13FEV2012.

Paulo Roberto Costa – diretor de abastecimento da Petrobras a partir de 2004. Responsável pelas obras da Refinaria Abreu e Lima. Demitido por Graça Foster em 02MAI2012.

Operação Lava Jato da Polícia Federal – deflagrada em 17MAR2014, Paulo Roberto Costa é preso em 20MAR2014. Leia mais »

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O golpe está em marcha, mas não é o impeachment, por Sérgio Saraiva

Gilmar Mendes, as contas de Dilma e a estratégia do inimigo ferido.

Em uma batalha, um soldado inimigo ferido é estrategicamente mais interessante que morto. Estará fora de combate como se estivera morto e imporá ao inimigo o esforço de socorrê-lo.

Os movimentos que vemos da parte dos derrotados nas urnas de outubro de 2014 – Aécio e seu grupo, bem como, nas ruas e galerias do Congresso onde um pequeno número de desordeiros e saudosos da ditadura tenta sem sucesso criar um clima de instabilidade têm claramente a intenção de insurgir contra o resultado das eleições presidenciais. O PSDB nacional irresponsavelmente chegou a colocar a lisura das urnas eletrônicas em dúvida e questionou as contas da campanha de Dilma. Em ambos os casos sofreu derrotas humilhantes no TSE e MPE. Nas ruas, otários, este fim de semana, ficaram esperando por Godot.

Por si só, seriam cenas patéticas de inconformismo e não mais do que isso.

Ocorre que a essas cenas somam-se pelo menos dois movimentos em progresso continuado desde o fim das eleições. A grande mídia tentando vincular a campanha de Dilma aos escândalos da Petrobras e a manobra Dias Toffoli – Gilmar Mendes atribuindo a esse último, notório desafeto do PT, a análise das contas das campanhas de Dilma e do próprio PT, mesmo contrariando regimento interno do TSE e parecer do PGE – procurador geral eleitoral.

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Marina no IBOPE: resultados à espera de uma teoria que os explique

Com o índice de indecisos retornando a níveis normais para uma eleição e, finalmente, com o sumiço dos nanicos, a pesquisa eleitoral para a presidência da República do IBOPE para Globo-Estadão estabeleceria o teto a que cada candidato poderia chegar neste primeiro turno. Crescer, agora, somente avançando sobre o eleitorado dos adversários.  

Porém, que isso já tenha começado e a favor de Marina Silva é algo que, em princípio, foge de um padrão esperado.

O comportamento do eleitor petista teria mudado com a presença de Marina na corrida eleitoral?

O eleitor de Aécio já entregou os pontos e passou a praticar o voto útil?

Se isso não aconteceu, há informações na pesquisa IBOPE que precisam de uma teoria que as explique. Pois, há um dado que soa estranho quando comparado os resultados desta pesquisa IBOPE de 26/08/2014 com os da pesquisa DataFolha de 18/08/2014.

Marina cresceu retirando votos de Dilma e Aécio.

Na pesquisa DataFolha , Marina tinha chegado aos 21% pelos 9% de Eduardo Campos somados a 10 pontos percentuais dos que, até então, votavam branco/nulo ou não sabiam em quem votar – os indecisos. O outro 1 ponto percentual foi tirado dos nanicos, que, agora, desnecessários, sumiram das pesquisas. Aliás, esse é um dado anedótico, a partir de Marina, os nanicos sumiram.

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Sininho e o dia seguinte na Terra do Nunca.

Sininho como representação e o desencanto de uma geração adultescente que acreditou na inconsequência como ação de transformação revolucionária da realidade.

Não há como não se enternecer, de alguma forma, com a figura da personagem Sininho. Traz em si a figura da filha adolescente, frágil e radical.

Até o codinome – Sininho – lhe cai apropriadamente bem. Uma personagem que saiu da “Terra do Nunca” da internet e inspira a tropa dos “meninos perdidos” na sua tentativa de alcançar a utopia pela destruição do mundo real.

Sintomático dos dias atuais é que há Sininho e há meninos perdidos, mas não há um Peter Pan. Sininho é a líder dos meninos perdidos.

Mas Sininho é uma ficção. Não é professora, não é sindicalista, não é bailarina, não é socialite. É qualificada ora como “ativista”, ora como “produtora cultural”. Leia mais »

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Pesquisa Globo-Datafolha e a igualdade entre diferentes

Dilma pode ganhar já no 1º turno, mas se não ganhar, pode dar Aécio no 2º turno ou Eduardo Campos ou até Dilma mesmo.

Se essa conclusão é meio, digamos assim, inconclusa, é porque a pesquisa Globo-Datafolha de 17/07/2014 para as eleições presidenciais traz uma contradição em si. E um hiato não explicado entre os gráficos de inteção de votos do primeiro e do segundo turno que acaba por descrever a situação proposta acima. 

Dilma ganha no 1º turno.

Já de algum tempo percebe-se uma estabilização nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2014. Dilma com algo em torno de 37%, Aécio 20%, Eduardo Campos próximo de 10% e Pastor Everaldo consistentemente em torno de 4%.

Basta reparar no ângulo da reta que resolve os pontos.

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Seleção Brasileira, uma vítima da nossa guerra fria tardia

Caía a tarde feito um viaduto.

Lembrei-me desse verso de Aldir Blanc olhando para o estado de ânimo da nossa seleção na derrota para a Alemanha. A imagem de uma estrutura que se colapsa sob um peso para o qual não estava preparada nem era de sua responsabilidade suportar.

Não está sendo fácil, mesmo para os mais experimentados comentaristas esportivos, explicar o “apagão” da seleção brasileira de futebol nesta Copa do Mundo do Brasil. E que o assunto seja, nos nossos jornais, tão comentado nas colunas de política quanto nas sobre futebol é sintomático da dificuldade que nossos cronistas esportivos terão para fazer um diagnóstico, se é que um dia o farão.

Falam dos jogadores, falam do esquema tático escolhido pela nossa comissão técnica. Não, isso explicaria as derrotas de 2006 e 2010, mas não a de 2014.

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