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Tatiane Correia

Imprensa internacional repercute aprovação do impeachment

Publicações ressaltam tom adotado por senadores e repercutem sessão

Jornal GGN - A aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff também foi alvo de análise dos jornais internacionais, que citaram os votos recebidos por ela na eleição e falando também dos problemas que o país enfrenta atualmente, além dos comentários relacionados à composição do governo interino do vice-presidente Michel Temer.

“Depois que um político chamou de “o dia mais triste da jovem democracia do Brasil”, a maioria dos senadores votou após um longo debate pela suspensão do mandato, colocando problemas econômicos, paralisia política e irregularidades fiscais à frente dos 54 milhões de votos que a colocaram no poder”, diz o jornal britânico The Guardian. A publicação também ressaltou a diferença de tom da votação em relação ao que foi visto na Câmara. “Ao contrário das cenas triunfantes durante a votação na Câmara que geraram escárnio ao redor do mundo, a maioria dos senadores adotou um tom sombrio (...) Em vez disso, muitos afirmaram ser triste e diziam que eles estavam aprovando a suspensão da chefe de Estado eleita com relutância, porque a economia estava em crise e a política estava em tumulto”.

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Ilan Goldfajn é cortejado para o BC da possível Era Temer

Executivo é o atual economista-chefe do banco Itaú Unibanco

Jornal GGN - O economista carioca Ilan Goldfajn é um dos nomes para assumir o cargo de presidente do Banco Central (cargo que, atualmente, possui status ministerial) durante o mandato de Michel Temer, em substituição a Alexandre Tombini. Embora seu nome já tenha sido cravado na mídia, ainda não existe um posicionamento oficial a respeito.

Goldfajn é o atual economista-chefe e um dos sócios do banco Itaú Unibanco, além de diretor do CDPP – Centro de Debates de Políticas Públicas. Anteriormente, exerceu o cargo de diretor de Política Econômica do Banco Central durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, entre 2000 e 2003, durante o mandato de Armínio Fraga. Goldfajn atuou no processo de implementação das metas de inflação.

O talvez futuro presidente do BC também foi também diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Economia da Casa das Garças (IEPE-CdG), entre 2006 e 2009, sócio-fundador da Ciano Consultoria (2008 e 2009), sócio-fundador e gestor da Ciano Investimentos (2007-2008) e sócio da Gávea Investimentos (2003-2006), onde foi responsável pelas áreas de pesquisas macroeconômicas e análise de risco.

Em 1999, ingressou no Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), atuando até o final de 2008 como professor do Curso de Mestrado em Finanças Internacionais e em Macroeconomia. Entre 1996 e 1999, trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI) e, no período de 1995-1996, foi professor assistente na Universidade de Brandeis, em Massachusetts.

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Efervescência política gera euforia no mercado

Quadro para o mês de abril deve seguir com forte movimentação atrelada ao cenário político nacional

Jornal GGN - A instabilidade do cenário político brasileiro, aliada à melhora de humor no mercado internacional; gerou um cenário que levou a bolsa brasileira a registrar ganhos expressivos no mês de março. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou o mês aos 50.055 pontos, avançando 16,97% - na maior alta desde outubro de 2002 (+17,92%), passando a acumular um ganho de 15,47% ao longo do ano, mas uma perda de - 2,14% em 12 meses.

O índice iniciou ascendente em março, suplantando logo os 45 mil pontos, e em quatro pregões, até o dia 4, atingiu os 49 mil pontos, patinando em seguida não distante desta pontuação. Já a partir de meados do mês, tornou a ascender e passou a oscilar ao redor dos 50 mil pontos. Leia mais »

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PIB reduz queda trimestral, mas como um sinal de acomodação

Dados dessazonalizados mostram desempenho econômico na margem

Jornal GGN - O Produto Interno Bruto (PIB) encerrou o ano de 2015 com queda de 3,8%, a maior perda apurada desde o início da série histórica atual, iniciada em 1996, na série sem ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  Em 2014, o PIB havia ficado praticamente estável (+0,1%).

Em relação ao terceiro trimestre, o PIB do quarto trimestre de 2015 caiu 1,4%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. É a quarta queda consecutiva nesta base de comparação. Segundo Fernando Sampaio, diretor da LCA Consultores, a comparação trimestre/trimestre imediatamente anterior é feita exclusivamente em termos dessazonalizados. “O PIB do quarto trimestre confirma que a economia está em contração, mas o ritmo de contração vem diminuindo embora ainda não seja desprezível. A leitura foi de uma queda pronunciada, embora menos pronunciada do que nas leituras anteriores”, explica.

Por exemplo: os dados de consumo de energia elétrica, efetuadas as correções de sazonalidade (no calor, o gasto com energia aumenta devido ao uso de ar condicionado), o nível de consumo desacelerou, embora o nível mais baixo de consumo tenha sido visto em agosto. “Desde então houve um ajuste gradual, mas é um indicativo de que a leitura do trimestre não foi, digamos, acidental, mas diminuiu a velocidade de queda, e outras informações conhecidas indicam que esse movimento prossegue. A economia continua muito fraca, mas o ritmo de contração já diminuiu no quarto trimestre e, provavelmente, no primeiro trimestre de 2016”.

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Copom mantém taxa Selic estável em 14,25% ao ano

Taxa Selic segue sem mudanças desde o fim de julho de 2015

Jornal GGN - O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros estável em 14,25% pela quinta reunião consecutiva por seis votos a dois, em decisão já esperada pelos analistas do mercado financeiro.

“​Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, e considerando as incertezas domésticas e, principalmente, externas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p”, diz a autoridade monetária, em comunicado divulgado logo após a reunião.  Votaram pela manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim e Otávio Ribeiro Damaso. Votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% os seguintes integrantes: Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon. Leia mais »

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Copom mantém taxa Selic estável em 14,25% pela quarta vez

Jornal GGN - O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central encerrou a primeira reunião de 2016 decidindo pela manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano, em decisão que não foi unânime. Esta foi a quarta reunião em que o BC decidiu pela manutenção dos juros nos patamares atuais.

“Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, e considerando a elevação das incertezas domésticas e, principalmente, externas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p”, diz a autoridade monetária, em comunicado divulgado logo após a reunião.

Votaram pela manutenção da taxa Selic em 14,25% o presidente do BC Alexandre Antonio Tombini, além de Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim e Otávio Ribeiro Damaso, enquanto Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon.foram favoráveis à elevação da taxa Selic para 14,75% a.a.

Em entrevista ao Jornal GGN, Tatiana Pinheiro, economista do banco Santander no Brasil, disse que a decisão da autoridade monetária surpreendeu o mercado, que precificava um ajuste em torno de 0,50%. “Até a semana passada, era quase unânime a (hipótese de) alta de 0,50%, e começaram a surgir algumas apostas de 0,25%. A decisão foi uma surpresa”.

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Mês de janeiro não deve ser dos mais fáceis para o mercado

Jornal GGN - O recente rebaixamento da nota soberana do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, junto com o já esperado início do processo de ajuste dos juros nos Estados Unidos, não deve facilitar a vida dos agentes do mercado de ações no mês de janeiro. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) recuou 3,92% em dezembro, fechando em 43.349 pontos. No ano, o Ibovespa perdeu 13,3% do seu valor de mercado, em seu terceiro ano de fechamento em campo negativo. Leia mais »

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Cenário econômico em 2016 ainda deve ser marcado pela apatia

Jornal GGN - O tumulto do cenário político brasileiro acabou por comprometer o desenrolar da economia brasileira ao longo de 2015, que prometia ser complicado por si só por conta da necessidade de se controlar a inflação e ajustar as contas públicas. E todos os prognósticos inicialmente traçados foram, literalmente, atropelados pela instabilidade dos últimos meses.

“2015 já se sabia que seria um ano difícil pela necessidade de conter inflação, principalmente depois que governo decidiu dar tarifaço no fim do ano passado, e justamente a razão do tarifaço é a necessidade de ajustar as contas públicas”, explica Fernando Sampaio, sócio-diretor da LCA Consultores. “O segundo fator que sinalizava 2015 ruim, é a necessidade de ajuste das contas públicas. O ajuste das contas públicas e o combate à inflação foram dois fatores recessivos, mas a potência foi muito reforçada pela queda da confiança, seja da confiança entre consumidores e empresários, seja entre investidores internacionais que se traduz em risco Brasil”.

Segundo Mauricio Molan, economista-chefe do banco Santander no Brasil, em 2015 tinha-se o início do segundo mandato de Dilma Rousseff, com um ministro da Fazenda (Joaquim Levy) que faria ajustes e levaria o país a uma retomada no crescimento. “Na prática, não se teve condições políticas, a contração do PIB dificultou ajuste e a economia continuou piorando em um ciclo vicioso. A expectativa foi totalmente frustrada, e você termina o ano com uma condição fiscal e ambiente político ruim”.

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Depois das dificuldades de 2015, cenário político ainda deve impactar em 2016

Jornal GGN - O ano de 2015 foi marcado pelas dificuldades no mercado financeiro, muito por conta do impacto gerado pela crise política e pela  instabilidade macroeconômica do país. E o cenário não deve ser muito diferente para o ano de 2016, pelo menos na visão de alguns analistas.

“Em relação ao que foi 2015, foi um ano muito difícil, principalmente tanto para a economia como para o cenário político”, explica a analista Sandra Peres, da corretora Coinvalores. “A inflação ficou novamente fora da meta, o dólar está valorizado e os juros começaram a ter uma elevação bem significativa, e acabaram afetando bastante as empresas – tanto que algumas revisaram seus planos de investimento”. Fora isso, fatores como crédito menor, queda da intenção de consumo levaram as empresas a adiar suas compras ou investimentos, o que afetou os resultados de várias empresas, com impacto direto no índice da bolsa.

Na visão de Pedro Galdi, analista da consultoria Whatscall, as questões políticas devem afetar operações. “Se a (presidenta) Dilma ficar, a bolsa vai sofrer muito, até abril se bobear. O primeiro trimestre pode ser meio morto, considerando que a economia está estagnada e piorando, e as agências já rebaixaram a nota do país – com dois rebaixamentos, o papel do país vira junk e não tem como reverter, parte do capital vai embora por regras de aporte em países que não são investment grade”.

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Setor externo deve manter ritmo de recuperação iniciado em 2015

Jornal GGN - O menor nível de volatilidade visto nos ativos financeiros (como moedas e bolsa de valores) e a maior estabilidade nas dívidas soberanas ajudam a consolidar o atual quadro de recuperação econômica na zona do euro e dos Estados Unidos, enquanto a situação da China continua gerando preocupação principalmente entre os países que dependem da venda de itens básicos.

“No cenário internacional, os Estados Unidos estão se recuperando e os emergentes patinando”, explica o economista Celso Grisi, professor do PROCEB (Programa de Comércio Exterior Brasileiro) da FIA (Fundação Instituto de Administração). “No caso específico da China, a gente tem o aumento dos juros nos Estados Unidos, que deve continuar de forma moderada”, diz o economista, que estima uma taxa básica de juros norte-americana na faixa de 2,5% em 2016.

Já o crescimento econômico norte-americano tem se consolidado a cada novo indicador divulgado sobre o desempenho do PIB. Em 2014, a taxa de crescimento apurada foi de 2,4%, ainda abaixo de sua taxa potencial de 3%. Para 2015 e 2016, a estimativa para o desempenho do PIB dos EUA foi mantida pelo FMI em 2,5% e 3%, respectivamente”, diz a consultoria Austin Ratings, em relatório assinado pelo economista-chefe Alex Agostini.

Na zona do euro, a projeção de Grisi aponta um avanço de 1,6% para o próximo ano, muito por conta da renovação das linhas de crédito no país. “No geral, não se espera um cenário ruim para o exterior, o que é bom para o Brasil, que não pode usar como desculpam, embora o custo de dívida mais caro pela perda de grau de investimentos vai dificultar o capital para áreas estratégicas”.

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​Copom encerra 2015 mantendo juros em 14,25%

Jornal GGN - Em decisão esperada pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. A taxa é a mesma desde julho deste ano, mas o documento divulgado após a reunião apresentou mudanças ante o encontro anterior.

“Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 14,25% ao ano (a.a), sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p”, segundo comunicado divulgado logo após a reunião.

Votaram pela manutenção da taxa Selic em 14,25% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim e Otávio Ribeiro Damaso. Votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% a.a. os seguintes membros do Comitê: Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon. Leia mais »

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Copom mantém taxa de juros estável em 14,25% ao ano

Jornal GGN - Em decisão já esperada pelo mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve a taxa básica de juros estável em 14,25%, de forma unânime e sem viés. Contudo, o horizonte para a convergência da inflação levado em conta pela autoridade monetária sofreu mudanças.

“O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária. O Copom ressalta que a política monetária se manterá vigilante para a consecução desse objetivo”, diz a nota divulgada pela autoridade monetária após a reunião. Com a manutenção na Selic, os juros reais brasileiros se contraem em 0,55 ponto percentual, devido às elevações recentes nas projeções de inflação em 12 meses, segundo cálculos do site MoneYou com parceria com a Infinity Asset Management – pelos cálculos divulgados, a taxa de juros atual (descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses) no Brasil é de 7,43% ao ano, levando o país a ocupar a primeira posição em uma lista de 40 países. Em segundo lugar aparece a Rússia, com 2,87% ao ano.

Em entrevista ao Jornal GGN, a economista Tatiana Pinheiro, do banco Santander, explica que o consenso já era vista no mercado, e que toda sinalização emitida no último Relatório de Inflação e na ata da reunião anterior vinham nesse sentido. Contudo, a mudança no comunicado quanto a extensão das medidas chamou a atenção. “Até então, nas 2 últimas reuniões, o comunicado pós decisão era que o Copom entende que patamar era suficiente para conversão à meta em 2016. Agora, é de uma conversão para horizonte relevante. Para a gente, é um período de dois anos – então, o que leva a 2017 sendo o alcance da meta. O que foi outra coisa que ele (BC) não tinha deixado claro, mas que indicou no Relatório de Inflação de setembro”.

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De maneira unânime, Copom mantém juros em 14,25%

Jornal GGN - Em decisão já esperada pelo mercado financeiro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou na noite desta quarta-feira (02) a manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e sem viés, e põe fim a uma sequência de sete ajustes consecutivos.

“Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% ao ano, sem viés”, diz a autoridade monetária, em comunicado divulgado após a reunião. “O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”.

Com o resultado,  o país ocupa em todos os cenários o primeiro lugar do ranking como o melhor pagador de juros reais do mundo, acima dos maiores pagadores nominais da atualidade, a Venezuela e a Argentina: segundo levantamento elaborado pelo site moneyou em parceria com a Infinity Asset Management, a taxa de juros dos últimos 12 meses descontada a inflação dos últimos 12 meses no Brasil atinge 4,28%, enquanto as taxas atuais descontadas a inflação para os próximos 12 meses aponta uma taxa anual de 5,01%. O país em termos nominais permanece na terceira colocação, à frente apenas da Argentina (com 23,86% ao ano) e da Venezuela, com 19,83% ao ano. “As projeções de inflação variaram bastante nesta compilação, mas o destaque continua a ser a projeção de alta do IPCA para os próximos 12 meses”, diz o relatório.

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Copom aumenta taxa Selic para 14,25% ao ano

Jornal GGN - Em decisão já esperada pelo mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu pelo aumento da taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, de 13,75% para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e sem viés.

Com o reajuste, a Selic retorna ao nível de outubro de 2006, quando também estava em 14,25% ao ano. A taxa é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 14,25% a.a., sem viés”, diz o colegiado, em comunicado divulgado após a reunião. “O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso e Sidnei Corrêa Marques. O diretor de assuntos internacionais, Tony Volpon, se absteve de participar.

Em entrevista ao Jornal GGN, o economista-chefe do banco Santander no Brasil, Mauricio Molan, explica que a decisão ficou dentro do esperado, mas que houve uma mudança na nota divulgada após a reunião. “O comunicado fala de balanço de riscos e manutenção da taxa. Acho que o Banco central sinaliza que encerrou o ciclo de aperto, e que pretende manter a taxa (Selic) estável por um longo período de tempo”.

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Governo revisa meta fiscal e aumenta contingenciamento

Jornal GGN - A arrecadação federal ficou abaixo do que o governo esperada, e levou a equipe econômica a anunciar no começo da noite desta quarta-feira (22) a redução para R$ 8,747 bilhões – 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) a meta de superávit primário do setor público para este ano, além de aumentar em R$ 8,6 bilhões o contingenciamento de despesas não obrigatórias no Orçamento deste ano. Segundo o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado pelo Ministério do Planejamento, o corte passou de R$ 69,9 bilhões para R$ 79,4 bilhões.

Sem o corte adicional, o governo teria de reduzir a zero a meta de esforço fiscal ou até encerrar o ano com resultado primário negativo. Para chegar ao novo valor contingenciado, a equipe econômica diminuiu a estimativa de receita líquida em R$ 46,7 bilhões e aumentou a previsão de despesas obrigatórias em R$ 11,4 bilhões.

De acordo com informações da Agência Brasil, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse em entrevista que o governo está empenhado em garantir a disciplina fiscal e o controle da dívida pública. “Há um contingenciamento adicional, uma ação bastante significativa, revelando compromisso com a disciplina fiscal do governo, o que é essencial para o relançamento da economia”, disse.

Levy ressaltou que as medidas tomadas pelo governo para ajustar a economia reduziram o risco de um novo rebaixamento da nota de crédito soberano do Brasil. Segundo ele, a meta de superávit primário foi reduzida por causa de dificuldades temporárias que fizeram a arrecadação ficar abaixo do previsto. “Temos perfeita consciência da magnitude do movimento que estamos fazendo. Sabemos que é uma mudança. Acreditamos que [o baixo superávit primário] é um fenômeno temporário, decorrente de uma série de fatores que inviabilizaram o cumprimento da meta neste ano”, disse o ministro.

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