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Bem Estar

A maioridade da alma, por Matê da Luz

A maioridade da alma, por Matê da Luz

Tanto acontecimento no mundo e o medo pulsando forte no contexto geral, social, econômico. As inseguranças externas acabam por atropelar o tempo preciso de amadurecer com calma - quem disse que isso de fato acontece? Será que são os memes da vida digital, esses que dão conta de trazer a certeza de que em dez encontros/12 passos a gente chega lá? E se não soubermos onde é lá, como é que faz? Ansiedade é a dificuldade de viver no presente, seja ele bom ou ruim - e disso eu entendo, ah, entendo bem mesmo. 

Daí que ano vai, ano vem e o trabalho pelo amadurecimento do que importa, que há de ser a alma, clama por uma tranquilidade jamais experimentada e então, como se só fosse possível assim, as mudanças começam a brotar. De cidade, de religião, de estado de consciência. De preferências alimentares, de alergias, de alegrias, de saudade, de um tanto de coisa que a vida quase não dá conta. E chega o momento, daí, o momento mais crucial de todos, que é o olhar de frente praquilo que a gente tem mais medo. Olhar, reconhecer, respirar e sentir todas as dores e, com sorte e um pouco de treino, entender que resisitir ao sofrimento é cultivo e que, de verdade, pra soltar é preciso passar por ali. Pego papel e caneta e desenho, escrevo palavras soltas e que me conectam com isso e aquilo e as lágrimas saem pra brincar. Tenho medo, muito medo. Pode ser sina, pode ser trauma, pode ser memória atemporal daquelas que nem o véu de Maya consegue encobrir. É esse medo esquisito que apita "a vida não pode dar certo pra você", essa coisa que me torna paralítica mesmo que todos os indícios físicos e reais dêem conta do contrário. 

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O Atlas das emoções do Dalai Lama, por Matê da Luz

O Atlas das emoções do Dalai Lama

por Matê da Luz

Era uma vez um ditado que dá conta de que se queremos mudar o mundo o primeiro passo é mudar a nós mesmos. Tudo bem, é uma música do Michael Jackson, mas vale como um ditado - e daqueles que devem ser levados ao pé da letra. 

Era uma mesma vez, só que em outra análise, um estudo que diz que o prazer recebido pelo cérebro quando nosso eleitorado curte e compartilha o que postamos nas redes sociais é semelhante ao de drogas pesadas, como a cocaína, por exemplo - e o poder de vício dessa substância é comparado ao do crack. (veja o vídeo aqui)

Somadas as duas histórias, o nível de ansiedade generalizada e insatisfação com a realidade (a realidade mesmo, não essa coisa que a gente vive postando e achando que compartilha), e o resultado é a cara da sociedade atual, sejam em termos de oferta, seja em termos de procura.

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A natureza possível de usar no dia a dia, por Matê da Luz

A natureza possível de usar no dia a dia

por Matê da Luz

Que eu amo as práticas naturais de cura e desenvolvimento acho que você já sabe. Que acredito em mudanças de conduta e formulação pra manutenção do bem-estar também. O que você ainda não sabe é que eu andei pesquisando muito sobre sites que promovem a inserção da cultura natureba na vida prática das pessoas , estimulando que a gente faça e aconteça na vida real, essa onde a deterioração do espaço físico impacta absurdamente a vida de quem vive e também a de quem ainda não chegou. 

Se liga nessa lista e salva estes links nos favoritos, além de me contar e compartilhar comigo sobre sites e blogs que tratem do assunto, por favorzinho. 

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As cores para 2017, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Ainda não acabou. Respira, profunda e lentamente. 2016 está sendo um ano daqueles, cada mergulho um flash. Ontem foi o George Michael, após tantos outros ícones que foram passear do lado de lá, dentre outras surpresas nada bacanas que este período complexo trouxe pra gente por aqui. 

Daí que algumas pessoas, como eu, começam a pensar e planejar o ano novinho em folha que chega por aí: agenda nova, folhas A3 riscadas mensalmente e as canetas - ou, mais tecnológicos, utilizam os planners digitais. Não importa: o que é premissa pra este momento é a alegria e a vontade de se comprometer com o que vem pela frente, animando as intenções "apesar da crise", pra usar um dos bordões mais fortes de 2016. 

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Meditação: a droga dos gênios, por Marcos Villas-Bôas

Meditação: a droga dos gênios

Estudos científicos comprovam que a meditação deve ser ensinada na escola.

por Marcos Villas-Bôas

Em seu best seller The Happiness Hypothesis: Finding Modern Truth in Ancient Wisdom (A Hipótese de Felicidade: Encontrando a Verdade Moderna na Sabedoria Antiga), o psicólogo social e pesquisador americano, Jonathan Haidt, disse: “Suponha que você leu sobre uma pílula que poderia tomar uma vez por dia para reduzir a ansiedade e aumentar o seu contentamento. Suponha que a pílula tem uma grande variedade de efeitos colaterais, todos bons: aumento da autoestima, empatia e confiança, que melhora até a memória. Suponha, finalmente, que a pílula é natural e não custa nada. Você a tomaria? A pílula existe, é chamada meditação”.

A meditação é, infelizmente, como vários outros temas, ainda bem menos conhecida no Brasil do que em outros países, especialmente nos desenvolvidos. Isso decorre dos mesmos fatores de sempre: a pobreza impede que informação avançada chegue a mais da metade do país, o pouco conhecimento de línguas estrangeiras dificulta o acesso aos estudos realizados no exterior, os brasileiros leem pouco etc.

Há também em torno da meditação alguns preconceitos, sendo ela associada à religião budista ou ao espiritualismo, que é uma verdade apenas parcial, pois já se tornou tratamento médico e psicológico há algum tempo. 

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Um tanto de tudo e o tempo, como fica?, por Matê da Luz

por Matê da Luz

A correria de final de ano é daquelas coisas que a gente sabe que vai ter e que acaba sempre pegando - por que diabos, então, a gente não se programa pra não ter que correr contra o tempo esta época do ano? 

Se todo ano é assim, o que falta pra não se atropelar? 

Este tipo de reflexão tem aparecido por aqui com mais e mais força por conta da inclusão de um curso universitário com provas (esqueci como era isso de estudar pra ter que tirar nota, gente do céu!!!!), o crescimento da minha pequena empresa (em tempos de crise, quem se beneficia é o pequeno, vai por mim) e com algumas despedidas melancólicas e felizes, como a da filha que já caminha pra faculdade - ou não, porque a gente meio que acha uma baita sacanagem sair da escola e já se envolver com outra vida acadêmica, mas isso é assunto pra um outro post que vem, vem sim, tomara que sem muito atraso pra editora não brigar comigo! 

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Gustavo Gitti, um cara que eu acho que você precisa ler, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Fiz uma seleção forçada no conteúdo que venho absorvendo ao longo do ano e, choque positivo!, minha vida melhorou e não foi pouco não. Isso porque tenho uma cabeça que funciona à pleno vapor e me envolvo com os temas, sim, eu sei, selecionar o que absorvo é também meta pro ano que chega. 

Enquanto isso de não ser tão esponja não acontece, resolvi peneirar o conteúdo com que tenho relação rotineira e estou/sempre fui encantada com o Gustavo Gitti. 

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Estado de pausa mental, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Não sei se você já passou por isso mas de repente você olha pra vida e ela parece um filme em slow motion mas ao mesmo tempo abarrotada de atividades que parecem não ter fim - por mais que você insista em editar as listas de afazeres do dia por ordem de prioridade, parece que tudo é pra ontem e nada parece ir pra frente de fato, de tanta pendência que você tem. Ufa! Acho que este é o pior tipo de consumidor de energia, um carburizador mesmo, porque além de todas as coisas e sensações do que você simplesmente tem que fazer, fica a falta de realização que só o comprometimento com o passado é capaz de trazer à tona. 

Por acaso você já se comprometeu com algo que está no seu sonho? Alguma coisa que você mal consegue enxergar mas que move seu dia a dia, move suas vontades e escolhas rotineiras e, então, por mais coisas e tarefas que você tenha, por mais degraus que precise galgar, por mais energia e tempo que isso te tome - parece que a energia se multiplica, vem não sei de onde, aparece, é trocada nos encontros e reencontros que a vida nos dá. 

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Nilton Bonder e sua impressão sobre o hoje, por Matê da Luz

por Matê da Luz

"Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo." - NIlton Bonder

Meu primeiro contato com NIlton Bonder aconteceu há muitos anos: recebi da então terapeuta a indicação de um de seus livros, A Alma Imoral, e devorei o livro umas três ou quatro vezes. Acontece vez ou outra de ter uma peça sobre o livro e, prometo!, na próxima temporada não vou perder. Também tive contato mais próximo com o autor, que é um rabino, num evento em São Paulo sobre espiritualidade e escassez e, não preciso falar mas vou, saí de lá ainda mais encantada. 

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Ah, meu santo, eu preciso meditar!, por Matê da Luz

por Matê da Luz

A filha está em época de vestibular. Diz o ditado que pressão demais espana, cobrança de menos deixa irresponsável. Ela também namora agora, decidiu que ia mudar a prática de ser livre, leve e solta bem no final do terceiro colegia, veja bem, logo ela que falava que o foco ia ser outro, Ciuminhos à parte, gosto muito do moço, da relação, dos sorrisos que ela descobriu por ali mas, de fato, na prática, é mais uma atividade na vida - fora a escola em período integral que, pasmém!, traz simulados insanos sábado sim, sábado também. 

Minha cabeça anda à mil com a última reordenação no meu negócio próprio. Sabendo-me apaixonada pelo core-business da coisa toda, decidi estudar e pedir ajuda pra quem sabe lidar com o que eu não sei, que é justamente aquela parcela de administração e gerenciamento de sonhos que os faz tornar realidade ou pesadelo. Descobri que estava pagando pras pessoas usarem alguns de meus produtos. Muito choro, porque eu sou emocional pra caramba, recálculo e chegamos num custoXbenefício que faz a missão fundamental da empresa, que é gerar lucro, acontecer - "pensa que foi verba de marketing", me disse o contador, talvez tocado pelas minhas lágrimas, as verdadeiras que me deixam com pintinhas no rosto, as pintinhas da mágoa. 

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