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Ciência

Em encontro com Kassab, cientistas pedem volta do Ministério da Ciência

Jornal GGN - Durante encontro com Gilberto Kassab,  ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) na Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), cientistas criticaram a fusão dos ministérios pelo governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) e prometeram intensificar os atos contra a medida e pela volta do MCTI.

No encontro, Kassab afirmou que o objetivo da fusão não é só economizar recursos, mas também unir setores estratégicos e afins. "A pasta ganha em empoderamento político e otimização de gestão e atende a anseios da sociedade, que quer a redução do número de ministérios", afirmou.

O físico Ildeu de Castro Moreira rebateu a argumentação do ministro e reclamou sobre a falta de diálogo. "Esses argumentos são frágeis. Ciência tem interface com todas as demais áreas, não só Comunicações. Ninguém foi ouvido a respeito e até agora o governo não respondeu com clareza nossos questionamentos", disse o professor do Departamento de Física Teórica da UFRJ.

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Ato na UFMG protesta contra fusão do Ministério da Ciência com pasta das Comunicações

Jornal GGN - Na tarde desta quarta-feira (8), cerca de 300 pessoas participaram de ato no campus Pampulha, da Universidade Federal de Minas Gerais, em protesto contra a fusão do a fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério das Comunicações, e pedindo uma pasta exclusiva e política de Estado para a ciência no país. Participaram do ato servidores, pesquisadores e estudantes da universidade. 

Na abertura da manifestação, foi lida uma nota divulada pelo Conselho Universitário da UFMG que classifica como um "grave retrocesso" a fusão dos ministérios, promovida pelo governo interino de Michel Temer. O reitor Jaime Ramírez disse que a comunidade precisa deixar clara sua indignação com uma decisão "inaceitável". "Precisamos estar preparados para indicar nossa contrariedade com relação a essa nova configuração e resistir, seja como for”, afirmou.

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Cientistas fazem novas descobertas sobre as propriedades dos buracos negros

Jornal GGN – Cientistas avançaram nas descobertas sobre as propriedades dos buracos negros. Um estudo publicado recentemente dá força à teoria de 1990 do físico norte-americano Leonard Susskind.

Ele provou matematicamente que o universo não precisa de mais do que duas dimensões para que as leis da física e a gravidade funcionem. Sua teoria diz que ao invés de massivos gigantes tridimensionais, os buracos negros podem ser pares de superfícies 2D projetas em 3D como um holograma.

Um estudo da equipe do Instituto de Física Teórica Max Planck, na Alemanha, liderado por Daniele Pranzetti, avançou nessa hipótese. “Nós conseguimos usar um modelo mais completo e rico comparado com o que tem sido feito no passado… e obter um resultado muito mais realístico e robusto”, disse. “Isto nos permitiu resolver várias ambiguidades que afetam os cálculos anteriores”.

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Especialistas debatem Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação

Jornal GGN – Os efeitos do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação serão debatidos na próxima terça-feira (14), em evento realizado na Associação de Docentes da Unicamp. O jornalista Luis Nassif e os professores Epitácio Macário Moura e Renato Dagnino darão o tom da discussão.

O objetivo é ampliar a discussão sobre a Lei 13.243/16, sancionada em janeiro deste ano pela presidente Dilma Rousseff, que afeta diretamente as atividades de pesquisa em universidades e institutos públicos e as relações público-privadas. O debate tem como tema “Ciência e Tecnologia pública: caminho para uma sociedade igualitária”.

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Burocracia deixa Brasil atrás do Vietnã e países da África na ciência

Em 2015 o Brasil ficou em 75ª lugar no ranking do Relatório Global de Competitividade, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial
 
Jornal GGN - Um trabalho realizado pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2010 e repetido em 2014 com 165 cientistas de 35 instituições de pesquisa de 13 Estados apontou a alfândega como um ponto estratégico para a dificuldade de se desenvolver ciência e tecnologia no país. Praticamente todos os entrevistados (99%) declararam que precisam de matérias primas importantes para pesquisas sendo que 76% já perderam encomendas por causa do longo tempo de espera em que os produtos importados ficaram retidos - 98% afirmaram que já deixaram de realizar alguma pesquisa por conta deste problema. 
 
A matéria à seguir, do jornal O Tempo, traz mais dados preocupantes da pesquisa, como por exemplo a forma como os impostos atrasam o desempenho da ciência no país. Por conta dessa barreira, o valor final de um produto desenvolvido no Brasil pode chegar a três vezes mais do que é investido por cientistas nos Estados Unidos. Em 2015 o Brasil ficou na 75ª posição do ranking do Relatório Global de Competitividade, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial. Foi a pior marca já alcançada pelo país que, segundo levantamento da Thomson Reuters, está na 13ª posição entre as nações com maior produção científica.  
 
 
 
Papelada, morosidade e impostos atrasam pesquisas que melhorariam a vida da população, e Brasil fica atrás de países como África e Vietnã na ciência
 
Por Litza Mattos
 
Um cientista, uma ideia, uma pesquisa e muita burocracia pelo caminho. Ano após ano, os exemplos de dificuldades operacionais se multiplicam nos laboratórios científicos pelo Brasil, impedindo que pesquisadores promovam avanços que poderiam alçar o país à vanguarda da inovação. Esses obstáculos desestimulam novos e veteranos estudiosos, que acabam optando pelo êxodo científico, gerando atrasos significativos no desenvolvimento nacional. Com a posse de Michel Temer na Presidência, o Ministério da Ciência se fundiu com a pasta das Comunicações, levando pelo menos 13 associações científicas a publicar uma carta de repúdio à medida, reclamando de rebaixamento. O TEMPO trará, nas próximas semanas, uma série de reportagens abordando um tema negligenciado a preço alto: a burocracia na prática da ciência no Brasil.
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Governo de São Paulo prossegue no desmantelamento da pesquisa

Jornal GGN - Dando continuidade ao desmantelamento da pesquisa no Estado de São Paulo, a gestão estadual de Geraldo Alckmin pretende vender pelo menos 13 fazendas voltadas para pesquisas de agricultura e pecuária, no intuito de aumentar as receitas estaduais. A venda faz parte de um pacote de alienação de 79 imóveis que tentar levantar R$ 1,43 bilhão e que tramita em caráter de urgênca no Legislativo paulista. Criticada por pesquisadores, a venda das fazendas devem representar em torno de 90% do total.

Em carta para a Assembleia Legislativa, Saulo de Castro, ex-secretário de Segurança Pública e atual secretário, justificou o pacote de alienação de imóveis colocando a culpa na "crise macroeconômica que atinge o país" e que resultou na queda de arrecadação de impostos. 

Vinculada à Secretaria da Agricultura, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios tem mapeado suas 42 propriedades para estabelecer as áreas prioritárias para pesquisa. Segundo a agência, algumas dessas propriedades perderam a funcionalidade para pesquisas. Em um primeiro momento, serão disponibilizadas ao mercado unidades nas regiões de Araçatuba, Jundiaí, Piracicaba, Campinas e Ribeirão Preto. 

Do Valor

Governo paulista pretende vender 13 fazendas de pesquisas agropecuárias

O governo paulista pretende colocar à venda ao menos 13 fazendas de pesquisa científica voltadas à agricultura e pecuária, na tentativa de elevar as receitas do Estado. A venda, que tem provocado críticas de pesquisadores, faz parte de um pacote de alienação de 79 imóveis que tramita em caráter de urgência na Assembleia Legislativa e prevê levantar R$ 1,43 bilhão. Somente as fazendas vinculadas à Secretaria de Agricultura deverão representar cerca de 90% desse total.

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Instituto Liberal pede desculpas por enquadrar física quântica como instrumento marxista

Jornal GGN - Em nota publicada hoje (1), o Instituto Liberal pede desculpas pelo artigo "A complicação como método ideológico", que denunciava a física quântica como instrumento de dominação marxista. A nota afirma que o texto causou repercurssão negativa, ofendendo os cientistas do ramo por "fazer críticas e questionamentos a diferentes áreas do conhecimento sem o devido embasamento". 

No artigo, que foi retirado do ar, o autor dizia que a física quântica, "através de extrapolações indevidas de descobertas de cientistas como Einstein, Heisenberg, Schrödinger, Planck e outros, ganhou a fama de ser o ramo científico onde “tudo pode”. Estar em dois lugares ao mesmo tempo, ser e não ser, teletransporte, telepatia, o mundo como um sonho, o nada que é tudo, enfim, uma espécie de “liberou geral” da ciência". Ainda afirmava que há um interesse da esquerda neste ramo da ciência "porque “harmoniza” com o uso de drogas, com a ideia de que o indivíduo é uma ilusão, criando uma justificativa racional para a irresponsabilidade e o ateísmo". Leia a nota do Instituto Liberal abaixo:

Leia mais: Instituto Liberal denuncia a física quântica como instrumento marxista

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Cérebros humanos podem ser ressuscitados no projeto pós-humano "ReAnima"

Por Wilson Ferreira

Longe de Frankenstein e mais próximo de filmes pós-humanistas e tecnognósticos como “A Ilha”, “Ex-Machina” ou “The Machine”. A realidade está cada vez mais próxima da ficção. Estamos falando sobre o Projeto ReAnima da empresa norte-americana Bioquark que pretende ressuscitar cérebros de pacientes dados como clinicamente mortos e ainda mantidos vivos por meio de equipamentos. A ideia é encontrar na mente o botão de “reiniciar” e encarar o cérebro como um HD que poderia ser reformatado. Sem as memórias, de quem seria essa mente ressuscitada? Ou a questão mais sombria: para quê? Guerra, mercado e a imortalidade de uma elite poderiam estar por trás dessa agenda tecnocientífica.

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Experimentos soviéticos em ressuscitação de organismos - 1940
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Cientistas estranham ‘cabeças-de-planilha’ do novo ministério

Fachada do edifício do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Foto: Ascom/MCTI

Do Direto da Ciência

Por Maurício Tuffani

O novo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MTCIC), cujo titular é Gilberto Kassab (PSD-SP), ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro das Cidades do governo de Dilma Rousseff (PT-RS), já provocou estranhamentos entre as Organizações Sociais ligadas à pasta. Funcionários de três das seis OS, que pediram para não serem identificados, confirmaram ontem, quarta-feira (18/5), que as direções de suas instituições foram contactadas por telefonemas e por e-mails pelo gabinete do ministro pedindo informações sobre salários e também sobre cargos. O que incomodou, segundo as fontes, não foi o pedido dessas informações, mas a absoluta falta de interesse da pasta nesse contato por dados estratégicos, principalmente indicadores de desempenho.

‘Busca de cargos’

A sondagem deixou também a suspeita de que o ministério comandado por Kassab esteja buscando alternativas para contratar políticos. Uma quarta OS também teria sido contactada com a mesma abordagem pelo gabinete do ministro, segundo duas das fontes, mas Direto da Ciência não obteve confirmação com ninguém da própria entidade mencionada.

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Com fim de contrato, Impa corre risco de fechar

Jornal GGN - Com o contrato com o Governo Federal terminando no final deste mês, os diretores do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada estão preocupados com o futuro. Vencedor de alguns dos prêmios mais importantes da área, o Impa é mantido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com o Ministério da Educação e tem orçamento de R$ 88 milhões, destinado para o pagamento de funcionários, professores e para a realização das Olimpíadas de Matemática.

Para o dinheiro ser liberado, é preciso que os ministérios renovem o contrato com prazo até o dia 30 de maio. A direção do Impa se preocupa com o fato de que o documento tem de ser analisado por diversas equipes, o que costuma levar algumas semanas. “Na eventualidade do contrato não ser assinado até o dia 30, as atividades do Impa teriam que ser interrompidas”, afirma Marcelo Viana, diretor geral do Instituto.

O Ministério da Ciência diz que a renovação segue a tramitação normal e será concluído dentro do prazo.

Do G1

 
Impa é ganhador de alguns dos prêmios mais importantes de matemática. Contrato com o Governo Federal termina no final deste mês.

Os diretores do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), do Rio de Janeiro, estão preocupados com o futuro. O contrato com o Governo Federal termina no fim deste mês. O Instituto é ganhador de alguns dos prêmios mais importantes de matemática.

O Impa venceu o prêmio científico mais importante da França, o Louis D, que pela primeira vez é dado para matemática e para o Brasil. Em 2014, foi o ganhador da Medalha Fields, considerada o prêmio Nobel da matemática. Foi a única vez que um pesquisador brasileiro e da América Latina recebeu esse prêmio criado nos anos 30.

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Fusão de ministérios irrita cientistas brasileiros, diz revista Nature

Do Opera Mundi

 
Revista pontua que fusão de gabinetes de Ciência e Comunicações contrariou comunidade científica, já alarmada por possível nomeação de bispo para ministro

Em artigo publicado nesta quinta-feira (12/05),  a revista britânica Nature destaca que o "rebaixamento do Ministério da Ciência" – fundido com a pasta de Comunicações no novo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, uma das primeiras medidas do presidente interino do Brasil, Michel Temer – irritou cientistas e pesquisadores brasileiros. A nova pasta será chefiada pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

Treze associações científicas, lideradas pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e ABC (Academia Brasileira de Ciências), enviaram na quarta-feira (11/05)  uma carta a Temer na qual argumentam que a fusão entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério das Comunicações trata-se de "uma medida artificial" em detrimento do "desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do país".

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Pesquisa brasileira vence maior prêmio científico da França

Jornal GGN – Um projeto de pesquisa brasileiro, coordenado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) venceu o maior prêmio de ciências da França, o Grand Prix Scientifique Louis D.

O projeto do Impa era sobre sistemas dinâmicos. Ele foi coordenado pelo diretor do Instituto, Marcelo Viana. De acordo com o pesquisador, o objetivo é desenvolver a área da matemática conhecida como “sistemas caóticos” e promover a colaboração bilateral entre os dois países.

“Eu fiz um projeto não tanto focado no meu trabalho, mas na colaboração entre o Brasil e a França em matemática, o nosso principal parceiro por razões históricas. Nos anos 1970 e 1980 o sistema de serviço militar francês podia ser substituído por trabalho em outros países nas áreas de educação ou ciência. Então, o Impa recebeu muitos jovens cooperantes. E isso criou laços que duram até hoje. Depois que acabou essa colaboração do serviço militar, temos buscado outros modos de aumentar cada vez mais essa colaboração”, disse Marcelo.

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Os 160 anos do nascimento de Sigmund Freud

Jornal GGN - Hoje (6), o Google faz um doodle que homenageia os 160 anos de nascimento de Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Nascido em 1856 na República Tcheca, Freud ingressou na Universidade de Viena. Após se formar médico, ele dedicou seus estudos nas propreidades anestésicas da cocaína. Em 1886, Freud abriu uma clínica particular onde utilizava a hipnose no tratamento da histeria, empregando o método catártico de Josef Breuer.

Em 1889, publicou o livro A Interpretação dos Sonhos, sua obra mais importante, que definiu as bases da psicanálise. No final de sua vida, Freud foi declarado inimigo do Terceiro Reich e teve de fugir para Londres. Seus livros foram queimados publicamente e suas irmãs morreram em campos de concentração. 

Do El País

 
Nascimento do pai da psicanálise completa 160 anos nesta sexta-feira e é lembrado em um 'Doodle'
 
Sigmund Freud, o pai da psicanálise, nasceu há exatos 160 anos. E seu nascimento não foi esquecido pelo Google, que o homenageou com um doodle nesta sexta-feira. Somos como um iceberg, do qual só se vê a ponta. Tudo o que está debaixo da água é o nosso subconsciente, um amontoado de desejos e traumas que reprimimos, mas que dão forma aos nossos sonhos. E foi o neurologista quem criou essa teoria, hoje tão aceita e, com isso, mudou a nossa forma de pensar, com conceitos como narcisismo, pulsão de morte e Complexo de Édipo. Foi uma das figuras mais polêmicas e influentes do século XX.
 
Sigmund Freud nasceu em 1856 em uma cidade da República Tcheca, dentro de uma família judia que vivia grandes dificuldades econômicas, o que não lhe impediu de ingressar na Universidade de Viena, capital aonde chegou aos três anos de idade e onde viveu a maior parte de sua vida. Depois de se diplomar como médico em 1881, Freud focou seus estudos na pesquisa das propriedades anestésicas da cocaína, o que gerou a sua primeira polêmica, já que, segundo se depreende de algumas correspondências, ele acabou por provocar a dependência de um amigo que pretendia curar (e até mesmo a sua própria).
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Fapesp responde críticas de Alckmin sobre pesquisas "sem utilidade prática"

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Jornal GGN - Por meio de nota, o Conselho Superior da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) responde às críticas do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que recentemente afirmou que o órgão estaria dentro de uma "bolha acadêmica" e que financiaria pesquisa sem "nenhum serventia prática".

A Fapesp afirma que determinados estudos são realizados não para chegar a resultados práticos, "mas sim para tornar as pessoas e sociedades mais sábias", explicando que, pela própria natureza da ciência, os resultados podem ser obtidos em diferentes prazos, de maior ou menro extensão. A fundação também afirma que as pesquisas com aplicabilidade prática tem recebido mais da metade dos recursos destinados à atividades-fim do órgão. Leia mais abaixo:

Da Fapesp

 
O Conselho Superior da FAPESP divulgou, em 28 de abril de 2016, a seguinte nota: 
 
A FAPESP considera importante o debate na sociedade sobre o papel da pesquisa no Estado de São Paulo. Por determinação constitucional, esta Fundação deve apoiar o “desenvolvimento científico e tecnológico” no Estado de São Paulo (artigo 271, caput da Constituição Estadual) em todas as áreas do conhecimento (artigo 16, parágrafo primeiro da Lei 5918 de 1960).
 
Pela natureza intrínseca da ciência, resultados práticos de diferentes pesquisas podem se verificar em diferentes prazos, de maior ou menor extensão. Algumas pesquisas não se realizam para chegar a resultados práticos, mas sim para tornar as pessoas e as sociedades mais sábias e, assim, entenderem melhor o mundo em que vivemos, o que é uma das missões da ciência.
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O canal entupido de Alckmin com a ciência, por Maurício Tuffani

Do Direto da Ciência

O canal entupido de Alckmin com a ciência

MAURÍCIO TUFFANI,
Editor

Após ter “anunciado” desastradamente o fim da crise hídrica, não só com parte da população de São Paulo sofrendo com a falta de água em suas casas, mas também com os reservatórios da região metropolitana em situação desfavorável para um final do período de chuvas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a se enrascar mais uma vez com um tema relacionado ao conhecimento científico. Hoje, naFolha, a reportagem Alckmin critica Fapesp por pesquisas ‘sem utilidade prática’ , dos jornalistas Thaís Arbex e Reinaldo José Lopes, mostra irrefutavelmente o lamentável despreparo do chefe do Executivo paulista, apesar de sua formação em medicina, ao criticar a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

‘Nenhuma utilidade’

Na segunda-feira (25/4) em nota em sua coluna Radar On-line, na Veja, a jornalista Vera Magalhães noticiou que o governador Alckmin, em reunião com seu secretariado na semana passada, teria reclamado da Fapesp com as seguintes palavras, que foram confirmadas por três secretários estaduais presentes à reunião, segundo a colunista.

Gastam dinheiro com pesquisas acadêmicas sem nenhuma utilidade prática para a sociedade. Apoiar a pesquisa para a elaboração da vacina contra a dengue, eles não apoiam. O Butantã sem dinheiro para nada. E a Fapesp quer apoiar projetos de sociologia ou projetos acadêmicos sem nenhuma relevância.

Exposição pública

Passados dois dias desde sua revelação pela coluna da Veja, essas afirmações estapafúrdias de Alckmin estão completamente desmoralizadas, seja por esclarecimentos como os da reportagem da Folha, seja pelo simples fato de terem sido propaladas além do ambiente palaciano controlado. Inclusive por exporem publicamente a forma tosca com que o ex-postulante à Presidência da República em 2006 e governador pela quarta vez do estado mais rico do Brasil se refere a uma área do conhecimento, a sociologia. Que, ironicamente, é o campo de atuação de importantes fundadores do próprio PSDB, a começar pelo casal Fernando Henrique e Ruth Cardoso.

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