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Ciência

Os 160 anos do nascimento de Sigmund Freud

Jornal GGN - Hoje (6), o Google faz um doodle que homenageia os 160 anos de nascimento de Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Nascido em 1856 na República Tcheca, Freud ingressou na Universidade de Viena. Após se formar médico, ele dedicou seus estudos nas propreidades anestésicas da cocaína. Em 1886, Freud abriu uma clínica particular onde utilizava a hipnose no tratamento da histeria, empregando o método catártico de Josef Breuer.

Em 1889, publicou o livro A Interpretação dos Sonhos, sua obra mais importante, que definiu as bases da psicanálise. No final de sua vida, Freud foi declarado inimigo do Terceiro Reich e teve de fugir para Londres. Seus livros foram queimados publicamente e suas irmãs morreram em campos de concentração. 

Do El País

 
Nascimento do pai da psicanálise completa 160 anos nesta sexta-feira e é lembrado em um 'Doodle'
 
Sigmund Freud, o pai da psicanálise, nasceu há exatos 160 anos. E seu nascimento não foi esquecido pelo Google, que o homenageou com um doodle nesta sexta-feira. Somos como um iceberg, do qual só se vê a ponta. Tudo o que está debaixo da água é o nosso subconsciente, um amontoado de desejos e traumas que reprimimos, mas que dão forma aos nossos sonhos. E foi o neurologista quem criou essa teoria, hoje tão aceita e, com isso, mudou a nossa forma de pensar, com conceitos como narcisismo, pulsão de morte e Complexo de Édipo. Foi uma das figuras mais polêmicas e influentes do século XX.
 
Sigmund Freud nasceu em 1856 em uma cidade da República Tcheca, dentro de uma família judia que vivia grandes dificuldades econômicas, o que não lhe impediu de ingressar na Universidade de Viena, capital aonde chegou aos três anos de idade e onde viveu a maior parte de sua vida. Depois de se diplomar como médico em 1881, Freud focou seus estudos na pesquisa das propriedades anestésicas da cocaína, o que gerou a sua primeira polêmica, já que, segundo se depreende de algumas correspondências, ele acabou por provocar a dependência de um amigo que pretendia curar (e até mesmo a sua própria).
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Fapesp responde críticas de Alckmin sobre pesquisas "sem utilidade prática"

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Jornal GGN - Por meio de nota, o Conselho Superior da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) responde às críticas do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que recentemente afirmou que o órgão estaria dentro de uma "bolha acadêmica" e que financiaria pesquisa sem "nenhum serventia prática".

A Fapesp afirma que determinados estudos são realizados não para chegar a resultados práticos, "mas sim para tornar as pessoas e sociedades mais sábias", explicando que, pela própria natureza da ciência, os resultados podem ser obtidos em diferentes prazos, de maior ou menro extensão. A fundação também afirma que as pesquisas com aplicabilidade prática tem recebido mais da metade dos recursos destinados à atividades-fim do órgão. Leia mais abaixo:

Da Fapesp

 
O Conselho Superior da FAPESP divulgou, em 28 de abril de 2016, a seguinte nota: 
 
A FAPESP considera importante o debate na sociedade sobre o papel da pesquisa no Estado de São Paulo. Por determinação constitucional, esta Fundação deve apoiar o “desenvolvimento científico e tecnológico” no Estado de São Paulo (artigo 271, caput da Constituição Estadual) em todas as áreas do conhecimento (artigo 16, parágrafo primeiro da Lei 5918 de 1960).
 
Pela natureza intrínseca da ciência, resultados práticos de diferentes pesquisas podem se verificar em diferentes prazos, de maior ou menor extensão. Algumas pesquisas não se realizam para chegar a resultados práticos, mas sim para tornar as pessoas e as sociedades mais sábias e, assim, entenderem melhor o mundo em que vivemos, o que é uma das missões da ciência.
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O canal entupido de Alckmin com a ciência, por Maurício Tuffani

Do Direto da Ciência

O canal entupido de Alckmin com a ciência

MAURÍCIO TUFFANI,
Editor

Após ter “anunciado” desastradamente o fim da crise hídrica, não só com parte da população de São Paulo sofrendo com a falta de água em suas casas, mas também com os reservatórios da região metropolitana em situação desfavorável para um final do período de chuvas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a se enrascar mais uma vez com um tema relacionado ao conhecimento científico. Hoje, naFolha, a reportagem Alckmin critica Fapesp por pesquisas ‘sem utilidade prática’ , dos jornalistas Thaís Arbex e Reinaldo José Lopes, mostra irrefutavelmente o lamentável despreparo do chefe do Executivo paulista, apesar de sua formação em medicina, ao criticar a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

‘Nenhuma utilidade’

Na segunda-feira (25/4) em nota em sua coluna Radar On-line, na Veja, a jornalista Vera Magalhães noticiou que o governador Alckmin, em reunião com seu secretariado na semana passada, teria reclamado da Fapesp com as seguintes palavras, que foram confirmadas por três secretários estaduais presentes à reunião, segundo a colunista.

Gastam dinheiro com pesquisas acadêmicas sem nenhuma utilidade prática para a sociedade. Apoiar a pesquisa para a elaboração da vacina contra a dengue, eles não apoiam. O Butantã sem dinheiro para nada. E a Fapesp quer apoiar projetos de sociologia ou projetos acadêmicos sem nenhuma relevância.

Exposição pública

Passados dois dias desde sua revelação pela coluna da Veja, essas afirmações estapafúrdias de Alckmin estão completamente desmoralizadas, seja por esclarecimentos como os da reportagem da Folha, seja pelo simples fato de terem sido propaladas além do ambiente palaciano controlado. Inclusive por exporem publicamente a forma tosca com que o ex-postulante à Presidência da República em 2006 e governador pela quarta vez do estado mais rico do Brasil se refere a uma área do conhecimento, a sociologia. Que, ironicamente, é o campo de atuação de importantes fundadores do próprio PSDB, a começar pelo casal Fernando Henrique e Ruth Cardoso.

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UFMG pesquisará sobre dengue e esquistossomose

Enviado por Antonio Francisco

da UFMG

Pesquisas da UFMG sobre dengue e esquistossomose serão financiadas com recursos da Fapemig e de organismo britânico

Dois projetos de pesquisa propostos pela UFMG foram aprovados, nesta semana, em chamada da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) estruturada em parceria com o Medical Research Council (MRC), do Reino Unido, e com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

O projeto Otimização de estratégias de diagnóstico e controle da esquistossomose em áreas de baixa e moderada endemicidade no Brasil é coordenado pelo professor Ricardo Toshio Fujiwara, do ICB. A Fapemig aportará R$ 748 mil na pesquisa. Também do ICB, o professor Mauro Teixeira coordena a pesquisaTratando o hospedeiro em dengue: mediadores e vias de resolução com um novo paradigma terapêutico. A Fapemig destinará R$ 888 mil ao financiamento do estudo.

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Cientistas brasileiros testam resistência de satélite a radiação cósmica

Ela pode interferir nas informações geradas por componentes eletrônicos e até mesmo inutilizá-los

Da Agência USP de Notícias

Cientistas testam dispositivo para satélite brasileiro

Por Hérika Dias

A radiação cósmica ionizante presente no ambiente espacial é um desafio para o bom funcionamento de equipamentos, como satélites, foguetes e sondas. Ela pode interferir nas informações geradas por componentes eletrônicos e até mesmo deixá-los inutilizados. Testar a resistência desses componentes à radiação cósmica é primordial para projetos espaciais. A tecnologia necessária para a realização de um desses testes foi dominada por pesquisadores do Instituto de Física (IF) da USP.

Ao longo dos últimos dois anos, esses pesquisadores têm realizado medidas para verificar a presença de Single Event Effect (SEE) em diversos componentes eletrônicos quando irradiados por íons pesados. Em janeiro, eles efetuaram com sucesso testes de radiação em FPGA (Field Programmable Gate Array, em português Arranjo de Portas Programável em Campo) que poderão ser usados em sistemas de controle de satélites brasileiros.

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O Universo em expansão e a Teoria da Relatividade de Einstein

Enviado por Almeida

do Instituto Humanita Unisinos - IHU

A grande beleza do Universo em expansão e a Teoria da Relatividade de Einstein. Entrevista especial com Carlo Rovelli

"Espaço e tempo agora são entendidos como aspectos de um campo dinâmico, uma espécie de enorme água-viva em movimento na qual estamos imersos", destaca o físico italiano.

O físico e o artista trilham caminhos diferentes, mas rumam para o mesmo lado: a grande beleza. No fundo, parece ser o belo que nos leva a construir uma ética que possa ser compatível com o nosso espaço-tempo. Pensar os fenômenos da física é pensar o ser humano.

“Acho que os ensinamentos mais importantes da física são (1) que não devemos acreditar muito na intuição direta: devemos estar prontos para mudar a mente, e (2) não devemos acreditar no que as gerações anteriores pensavam: elas sabiam muito pouco, menos ainda do que nós”, sustenta o professor e pesquisador Carlo Rovelli, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

Rovelli considera a Teoria da Relatividade a mais bela das teorias. “Em primeiro lugar, porque é uma ideia muito simples (espaço e tempo se curvam). Em segundo lugar, porque previu uma longa lista de fenômenos incríveis (buracos negros, big bang, as ondas de espaço-tempo, retardamento do tempo...), os quais todos se confirmaram depois”, avalia.

“Ela (a Teoria da Relatividade) nos deu um entendimento diferente da natureza do espaço e do tempo. Espaço e tempo agora são entendidos como aspectos de um campo dinâmico, uma espécie de enorme água-viva em movimento na qual estamos imersos”, complementa.

Carlo Rovelli é doutor em Física pela universidade de Pádua. Atualmente é professor no Centro de Física Teórica da Universidade de Marseille, na França, e diretor do grupo de pesquisa em gravidade quântica do Centro de Física Teórica de Luminy.

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Confirmada existência de planeta errante

Multicolor image from the Pan-STARRS1 telescope of the rogue planet PSO J318.5-22. N. Metcalfe & Pan-STARRS 1 Science Consortium

Enviado por Edson Marcon

Mas não comecem a falar em NIBIRU. por favor!!!!

do Hype Science

Astrônomos desvendam misterioso objeto nos arredores de Beta Pictoris

Há três anos, observou-se um misterioso objeto flutuando sozinho no espaço interestelar, a 80 anos-luz de distância da Terra. Muito maior do que Júpiter, mas menor do que a maioria das estrelas, à época ele foi chamado de planeta errante. Agora, os astrônomos podem confirmar que seu palpite estava certo: o objeto é, de fato, um planeta. As informações são do site I Fucking Love Science (http://www.iflscience.com/space/curious-stellar-object-confirmed-rogue-p...).

O PSO J318.5338-22.8603 ou PSO J318.5-22, é um grande objeto planetário se movendo no grupo ao redor da estrela Beta Pictoris. Tem 8,3 vezes a massa de Júpiter e a uma temperatura de cerca de 1100 graus Kelvin. Uma descrição detalhada das conclusões dos cientistas foi publicada no site ArXiv ( http://arxiv.org/pdf/1601.04717v1.pdf )

Quando foi descoberto, o PSO J318.5-22 foi considerado uma estranha anã marrom, um tipo de estrela que falhou em iniciar a fusão nuclear. O objeto estava sozinho no espaço, sem uma estrela companheira, e tinha uma temperatura elevada, sugerindo que era um objeto estelar, mas a luz emitida era semelhante ao exoplanetas gasosos visto em outros lugares na galáxia, por isso os cientistas acreditavam que poderia ser um planeta errante.

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Mídia esconde dissidentes de Einstein na descoberta das ondas gravitacionais

Por Wilson Ferreira

O anúncio de que pela primeira vez cientistas detectaram ondas gravitacionais que passaram pela Terra originadas de uma fusão de dois buracos negros foi recebido pela grande mídia como “revolução na astronomia”,  “janela aberta para um novo Universo” e “confirmação das previsões da Relatividade Geral de Einstein”. Mas todo esse “hype” que leva a grife de Einstein (o ícone pop da genialidade) esconde uma crise na Física provocada pelos resultados de experiências com interferômetros que buscam ondas desde o século XIX: a disputa entre Éter versus Relatividade – de um lado os dissidentes de Einstein (Nikola Tesla, Dayton Miller etc.) que defendiam um Universo cujo espaço é preenchido pelo Éter (substrato pré-físico de onde se originaria toda energia); e do outro o modelo Newtoniano do vácuo e inércia, além de Einstein que substituiu a noção de Éter pelo continuum espaço-tempo. A descoberta dos cientistas do LIGO suscita a dúvida central dessa crise: como uma onda se propaga no vazio?

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Pesquisadores da UFRJ fazem sequenciamento do genoma do zika

Da Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram fazer o sequenciamento do genoma do vírus Zika e encontraram mais evidências de que a doença está relacionada a casos de microcefalia – uma malformação em que o bebê nasce com crânio de tamanho menor do que o normal e desenvolve danos neurológicos, afetando a cognição. Leia mais »

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Brasileiros estão entre os pesquisadores que confirmam teoria de Einstein

Jornal GGN - Brasileiros fazem parte do projeto Ligo (sigla em inglês de Laser Interferometer Gravitacional-wave Observatory), que comprovou ontem (12) a existência de ondas gravitacionais formadas pela colisão de dois buracos negros, como Einstein havia previsto no século passado. Elton Alisson, da Agência FAPESP, divulgou que são nove brasileiros na equipe de mais de mil cientistas participantes do projeto, incluindo Riccardo Sturani, pesquisador do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (IFT-Unesp).

Da Agência FAPESP

Brasileiros integram consórcio que observou ondas gravitacionais e buracos negros

Por Elton Alisson

Após uma série de rumores nos últimos meses, um consórcio internacional de cientistas, integrado por pesquisadores do Brasil, confirmou ontem (11/02) ter feito a primeira detecção direta de ondas gravitacionais – oscilações do espaço-tempo previstas por Albert Einstein (1879 –1955) há um século – geradas pela colisão e fusão de dois buracos negros.

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Para entender o experimento que comprovou a teoria de Einstein

Do Universo Inteligente, via Facebook

O futuro chegou!

Brian Greene - Ondas Gravitacionais Encontradas!
 
Um dia marcante para Albert Einstein e para nossa compreensão do Universo: a detecção de ondas gravitacionais. O físico e autor de best-seller Brian Greene explica a descoberta.
 
 
Einstein estava correto.

O futuro chegou!Brian Greene - Ondas Gravitacionais Encontradas!Um dia marcante para Albert Einstein e para nossa compreensão do Universo: a detecção de ondas gravitacionais. O físico e autor de best-seller Brian Greene explica a descoberta.Legenda por: Luc Anderssen

Publicado por Universo Inteligente em Quinta, 11 de fevereiro de 2016

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Cientistas comprovam teoria de Einstein

Enviado por Almeida

Da Agência Brasil

Confirmando rumores que circulavam há alguns dias, o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (Ligo, sigla em inglês), dos Estados Unidos, anunciou hoje (11) a descoberta das ondas gravitacionais previstas, há um século, pela Teoria da Relatividade de Albert Einstein.

A novidade foi publicada na revista científica Physical Review Letters e divulgada simultaneamente nos EUA e na cidade de Cascina, na Itália, onde está o projeto Virgo, colaborador das pesquisas do Ligo.

"É a primeira detecção direta das ondas gravitacionais e abre um novo capítulo na astronomia", declarou o cientista italiano Fulvio Ricci, coordenador do Virgo. Previstas há um século por Einstein, as ondas gravitacionais são ondulações no tecido do espaço-tempo provocadas por eventos cósmicos violentos, como quando se atira uma pedra em uma lagoa.

No caso das ondas descobertas pelo Ligo, a origem do fenômeno está na colisão entre dois buracos negros ocorrida 1 bilhão de anos atrás. Ou seja, para a física a novidade é duplamente surpreendente, já que também dá a primeira prova direta da própria existência dos buracos negros.

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Vacina contra zika pode levar cinco anos, diz Fiocruz

Da Agência Brasil

O presidente da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Gadelha, disse hoje (4) que o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Zika pode levar cinco anos, prazo menor que a média para a descoberta de outros imunizantes.

Segundo Gadelha, a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de declarar emergência internacional por causa da microcefalia associada ao vírus Zika pode agilizar as pesquisas para o desenvolvimento da vacina.

“A OMS agiu corretamente ao tomar a decisão. É uma iniciativa que pode levar à descoberta da vacina de maneira muito mais rápida, pois a declaração vai facilitar a busca de parcerias em todo o mundo, reunindo esforços de entidades de pesquisas de todo o mundo”, disse Gadelha em entrevista após participar da solenidade que marcou o início das transmissões dos canais do Poder Executivo na TV digital aberta no Rio de Janeiro. 

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Médica paraibana descobriu ligação entre zika e microcefalia

Enviado por Antonio Francisco

Dra. Adriana Melo, médica de Campina Grande, PB, teria sido a descobridora da "ligação" entre zika e microcefalia.

Da Barra Portal

O ano de 2016 pode ser “caótico” no Brasil por causa da proliferação do zika vírus. Essa é a previsão da médica paraibana Adriana Melo, especialista em medicina fetal e responsável pela iniciativa que acabou confirmando a associação entre o aumento no número de casos de microcefalia com a zika, inédita na medicina no Brasil. Segundo ela, não combater o mosquito vai acarretar problemas que vão além da malformação que vem afetando os fetos.

“De acordo com as pesquisas e os prognósticos feitos por nós, entre fevereiro e março do ano que vem todos os mosquitos Aedes aegypt poderão ter o vírus da zika. Atualmente, nem todo mosquito porta o vírus, mas com o passar do tempo vai ter a proliferação, caso não sejam tomada medidas drásticas. Parece que a população ainda não se deu conta da gravidade da situação”, afirmou a especialista.

Nesta sexta-feira (11) completa um mês que o governo federal declarou estado de emergência por conta do crescimento no número de casos de microcefalia no país. Desde então, o número de notificações na Paraíba cresceu de nove casos no dia 12 de novembro para 316 notificações até segunda-feira (5), sendo que em 40 deles a microcefalia foi descartada. Em todo o país, já são 1.761 casos em 13 estados e no Distrito Federal. Também são investigadas 19 mortes de crianças em oito estados. No último dia 4, a Paraíba também decretou emergência por causa da quantidade de casos de malformação notificados.

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No Quênia, cientistas encontram indícios mais antigos de um massacre

Da Revista Pesquisa Fapesp

Indícios mais antigos de um massacre foram encontrados na África

Esqueletos articulados preservam testemunho de ataque a comunidade há 10 mil anos

“Tenho ossos para você.” Ao ouvir a tradução do aviso do queniano Pedro Ebeya, que trabalha na busca de fósseis, a bióloga Marta Lahr não imaginava o que veria. “Na superfície havia restos humanos quebrados”, disse ela em entrevista ao podcast da revista Nature, “mas em seguida vi a parte de trás do crânio de uma pessoa emergindo do solo”. Era o primeiro dia de trabalho de campo em 2012 na bacia do Turkana, no Quênia, e a escavação subsequente revelou uma raridade: um esqueleto inteiro, articulado, mostrando que aquele homem foi morto pela pancada na cabeça e ali ficou. Foi o primeiro de 12 esqueletos que se tornaram o mais antigo registro de um massacre, acontecido há 10 mil anos e descrito agora em artigo publicado na Nature de 21 de janeiro.

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