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Entenda a Reforma Política aprovada pela Comissão da Câmara


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A Comissão Especial da Câmara aprovou, na madrugada desta quinta-feira (10), o texto da Reforma Política. Além do polêmico "distritão", que acaba com o sistema proporcional, e do uso de um fundo especial para bancar as eleições 2018, o texto traz outras mudanças.
 
As duas mais polêmicas são a do chamado "distritão", que passará a valer a partir das eleições municipais de 2022, que é uma transição para o sistema distrital misto. No "distritão", metade dos parlamentares são eleitos da forma como ocorre hoje, majoritária, e a outra metade com base em uma lista partidária. Parte do pressuposto que cada estado ou município torna-se um distrito eleitoral, sendo mais votados os candidatos de dentro do distrito. 
 
O sistema é criticado pela tendência a se repetir os mesmos parlamentares, com o intuito de trazer votos ao partido e, ao mesmo tempo, eleger os caciques, o que interfere em uma renovação de figuras políticas dentro do Congresso.
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A Estética do fascismo, por Fernando Horta

A Estética do fascismo

por Fernando Horta

Os regimes fascistas e nazistas foram os primeiros a entenderem a importância dos meios de comunicação de massa para a política. No final dos anos 20 e início dos anos 30, o rádio se constituía na grande novidade da tecnologia transformada em produto pelo capitalismo. O rádio, paulatinamente, diminuía de tamanho físico e se tornava um aparelho fundamental na vida das pessoas, em tempos de paz e, mais importante ainda, em tempos de guerra.

O nazismo foi ainda mais além, reconhecendo, na segunda metade dos anos 30, a importância da comunicação, em todas as suas áreas. Hitler e Goebbels, por exemplo, conceberam a necessidade de uma comunicação efetiva, que transmitisse mais do que apenas o texto ou a narração. Contrataram a cineasta alemã Leni Riefenstahl porque, diziam eles, precisavam “aliar a arte à política”. Eis o ponto. Riefenstahl criou uma estética para representar o nazismo. Uma estética embebida em sentidos políticos e sociais que são replicados até os dias de hoje.

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O que é Olavo de Carvalho?, por Zegomes

O que é Olavo de Carvalho?, por Zegomes

Os filósofos brasileiros subestimam Olavo de Carvalho. Entretanto, esse que chamam depreciativamente de “o astrólogo” é um dos mais importantes mentores da atual geração de fascistas que infesta o país e que derrubou a democracia.

Os filósofos brasileiros, em cima do salto alto, consideram indigno refutá-lo, fazer marcação cerrada em cima dele, talvez porque pensem que assim o estão valorizando, ou talvez porque tenham vergonha dos colegas do mundo acadêmico, se se dedicarem a objeto tão “abjeto”.

Então deu no que deu. Esse homem adquiriu uma estatura de suporte e musculatura de formador máximo da opinião das hordas bárbaras fascistas. Ai, cometi uma gafe, Olavo não gosta dessa palavra!

Olavo de Carvalho disse:  Um esquerdista, quando começa a chamar histericamente o adversário de “fascista”, é porque nada sabe contra ele e já perdeu a briga. Temos de espremer a mente esquerdista por todos os lados até que nada mais lhe reste senão o apelo forçado a esse expediente verbal pueril.

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GGN surgiu como um dos primeiros jornais colaborativos do Brasil, para os que buscam uma alternativa às informações engessadas pelos filtros dos grandes meios de comunicação.

Formado por uma equipe de jornalistas para as apurações diárias e especiais, também contamos com as colaborações de um forte grupo de comentaristas, especializados em diversos campos, que aprofundam temas relevantes dos setores público e privado, política e cultura.
 
Fiéis a esta linha e buscando alternativas de financiamento para seguir nosso trabalho, criamos a opção de assinaturas. Além de ajudar o jornal, os assinantes terão à sua disposição uma série de Ferramentas dinâmicas para enriquecer sua experiência como colaborador do GGN. Nossa equipe preparou uma apresentação para que você as conheça. Assine e confira!

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Saiba o que acontece em seu cérebro quando você lê poesia, por Jennifer Delgado Suárez

Sugestão de Gilberto Cruvinel

do Pensar Contemporâneo

Saiba o que acontece em seu cérebro quando você lê poesia

por Jennifer Delgado Suárez, psicóloga

Poesia são dardos em forma de palavras que vão direto para a parte mais emocional do nosso cérebro. Há poemas que despertam um tsunami emotivo real e nos arrepiam, como “A Primeira Elegia”, de Rainer Maria Rilke, cujos versos dizem:

“A beleza é nada mais que o princípio do terrível,
Aquilo que somos apenas capazes de suportar,
Aquilo que admiramos porque serenamente deseja nos destruir,
Todo anjo é terrível. ”

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Para entender como Moro mantém Vaccari preso em Curitiba

 
Jornal GGN - A sentença proferida pelo desembargador João Gebran Neto contra a liberdade imediata de João Vaccari Neto, nesta quarta (5), resume a bola de neve criada pela Lava Jato para manter o ex-tesoureiro em Curitiba.
 
Em suma, para impedir que Vaccari recorra de suas condenações em liberdade, Moro usa o passado criminoso de outros delatores e os múltiplos processos contra o petista que seguem em andamento.
 
O imbróglio para que a absolvição de Vaccari no TRF-4 tenha força para derrubar a prisão preventiva passa pelas decisões tomadas por Moro entre a primeira sentença, dada em setembro de 2015, e a sentença de outro processo, este envolvendo o marqueteiro e delator João Santana, de fevereiro de 2017.
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De origem medieval, Sífilis chega discretamente e pode matar, por João Luiz Vieira

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Foto: Reprodução

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Os homens bons que apoiaram o pronunciamento de Temer

Jornal GGN - Este infográfico roda pelo Facebook e ilustra bem aqueles que cercam Michel Temer. Ou são cercados por ele. A foto do momento do pronunciamento foi dissecada, com a capivara de muitos que ali estão. A autoria é do dono do perfil do Twitter @Política_Santos.

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De Roosevelt a Trump: entenda decadência de lideranças no mundo

E ainda, crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo   
 

Crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo

Jornal GGN – Já está claro entre os estudiosos de que a crise política e econômica enfrentada hoje no Brasil não é isolada e está dentro de uma crise mais ampla. Agora, o que colocou o mundo dentro desse contexto, que vem se arrastando de forma mais acelerada desde 2008? Os fundamentos estão no fim da Ordem Bipolar em que o mundo foi submetido de 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, até 1989 com a derrubada do Muro de Berlim, símbolo da divisão geopolítica entre dois blocos na Guerra Fria.

Segundo Pedro Costa Júnior, mestre em ciências sociais e políticas pela PUC-SP e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, junto com a queda do Muro de Berlim ocorreu a redução gradativa de lideranças políticas.

O pesquisador explica que, durante a Guerra Fria (1947 – 1991), o mundo seguia uma trajetória previsível e isso fica claro nas rodadas de acordos de paz de Potsdam, Yalta e São Francisco, que ajudaram a definir os rumos da geopolítica. Na conferência mais importante, de Yalta (1945), balneário localizado às margens do Mar Negro na península da Criméia, reuniram-se os três maiores líderes da época: Franklin Roosevelt, Josef Stalin e Winston Churchill, dos Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra, respectivamente.

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Estudantes se reúnem por uma economia crítica na teoria e na prática

Reprodução

na Carta Maior

Centenas de estudantes se reúnem por uma economia crítica na teoria e na prática

Em breve, dos dias 30 de maio a 02 de junho, nas terras heterodoxas campineiras irá ocorrer o 22º Encontro Nacional de Economia Política (ENEP).

Ana Paula Guidolin (CAECO), Carolina Michelman (FENECO e CAECO)

Em breve, dos dias 30 de maio a 02 de junho, nas terras heterodoxas campineiras irá ocorrer o 22º Encontro Nacional de Economia Política (ENEP) organizado pela Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP). O tema deste ano é “Restauração neoliberal e as alternativas na periferia em tempos de crise do capitalismo” e tem como objetivo a reflexão crítica, abordando os tópicos sobre ajuste fiscal, reformas estruturais, privatizações e seus impactos sobre os direitos sociais, perspectivas socioeconômicas, e momento político de nossa sociedade.

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Resistência e Contestação - Sociedade Brasileira e Comunidade Internacional contra o Golpe

Apresentação do Livro:

Resistência e Contestação - Sociedade Brasileira e Comunidade Internacional contra o Golpe

Um ano após a fatídica aceitação da admissibilidade do Impeachment contra Dilma Rousseff, a Fundação Perseu Abramo lança o livro "Resistência e Contestação - Sociedade Brasileira e Comunidade Internacional contra o Golpe". A obra, organizada por Sérgio Guedes Reis, José Celso Cardoso Jr., José Antonio Moroni, Elton Bandeira e Otávio Ventura, apresenta 200 manifestos, notas, petições e abaixo-assinados redigidos pelas mais distintas forças sociais brasileiras e estrangeiras, situadas no Brasil e no exterior, produzidos em oposição ao Impeachment da Presidenta Dilma e em defesa da democracia e do Estado de Direito. A pesquisa feita ao longo de 2016 encontrou mais de 550 manifestos com esse propósito - os quais, em sua integralidade, serão apresentados no sítio da Fundação.

São textos que possuem tamanhos distintos, referenciais teóricos próprios, valores e prioridades peculiares, pontos de vista próprios sobre diversas questões importantes sobre a realidade nacional. São, afinal de contas, documentos feitos por sujeitos das mais variadas origens: Há abaixo-assinados de evangélicos, católicos, muçulmanos e de praticantes do candomblé; de engenheiros, médicos e juízes; de sambistas, de praticantes do Hip Hop e de artistas em geral; de tricolores e da democracia corinthiana; de ambientalistas e de profissionais do setor rural; de mulheres, negros e de diversos movimentos lgbt; de professores e estudantes da PUC-RIO, do Mackenzie, e também do Tocantins, Amazonas e Paraíba, dentre tantos outros; de Auditores da Receita Federal, de Policiais, de Defensores Públicos e de Analistas de Políticas Sociais; do Alto Comissariado da ONU, da CEPAL, de intelectuais britânicos e de brasileiros residentes na França, na Alemanha, na Holanda. Enfim, um conjunto de documentos do tamanho e da complexidade deste país.

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Ao vivo: Singer, Haddad e Avritzer discutem democracia e sistema político no Brasil

Jornal GGN - Acompanhe agora, ao vivo, do Teatro Aliança Francesa, aula pública sobre a crise da democracia e dos valores republicanos, com o professor dr. Leonardo Avritzer, coordenador do Projeto Democracia da Fafich-UFMG, o ex-prefeito de São Paulo e professor na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Fernando Haddad, e o cientista político da USP, André Singer. 

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Singer, Haddad e Avritzer discutem democracia e sistema político no Brasil

Seminário, realizado no Teatro Aliança Francesa, analisará crise dos valores republicanos 

 
Jornal GGN - Nesta segunda-feira (24), a partir das 19h, no Teatro Aliança Francesa, acontecerá a primeira aula do seminário ‘Pensando a Democracia, a República e o Estado de Direito no Brasil’. O evento faz parte de uma série que será realizada nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte para discutir a crise da democracia e dos valores republicanos, um fenômeno não só verificado no Brasil como em diversos países.
 
O idealizador da proposta é o professor dr. Leonardo Avritzer, coordenador do Projeto Democracia da Fafich-UFMG, graças ao apoio do BDMG e parceria do Cenedic-USP, Cedec-USP e Aliança Francesa.
 
Em Belo Horizonte, as aulas vão acontece todas as primeiras segundas-feiras, a partir de maio, no Auditório do BDMG. Em São Paulo, da mesma forma, no Teatro Aliança Francesa. 
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Nove verdades e uma mentira sobre a América Latina, por Wagner Iglecias

Foto - Reprodução

Brincadeira sem graça nenhuma

Nove verdades e uma mentira sobre a América Latina

por Wagner Iglecias

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1- Um dos maiores, se não o maior genocídio da História da Humanidade, foi cometido pelas potências colonialistas européias contra as mais diversas nações indígenas que existiam no chamado "Novo Mundo", do Alasca à Patagônia, passando inclusive pela destruição dos dois maiores impérios indígenas do século XVI, o Azteca e o Inca.

2- A incorporação da América Latina ao capitalismo mundial sempre ocorreu de forma subalterna e submissa. Seu papel em cinco séculos de existência tem sido o de fornecedor, a preços baixos, de commodities agrícolas, minerais e fósseis às potências colonialistas. Além, obviamente, de fornecedor de mão-de-obra super-explorada.

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Para entender os Estados Unidos, por Benjamin Moser

Enviado por Gilberto Cruvinel

do Nexo

Benjamin Moser, escritor e historiador americano, indica 5 livros para entender os Estados Unidos

Suponho que estes livros não são traduzidos ao português, mas enfim, para “entender o Brasil” (se é que alguém entende o Brasil) é preciso saber português - e para entender os Estados Unidos (se é que alguém entende os Estados Unidos) é preciso saber inglês.

O que sempre digo quando falo dos Estados Unidos para públicos estrangeiros é que ninguém deve pensar que sabe a mais mínima coisa da cultura e história americanas só pelo fato de consumir a nossa cultura popular. Isso é o problema maior: se eu fosse da Mongólia e dissesse “vocês não sabem nada sobre a Mongólia”, ninguém acharia estranho. Mas as pessoas sempre acham que já sabem tudo sobre nós. Não sabem nada. O país é muito maior, muito mais estranho e muito mais complicado do que se pode ter uma ideia sem um conhecimento profundo das nossas raízes. Estes livros talvez ajudem.

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