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Geopolítica

OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia, por J. Carlos de Assis

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Foto: Kremlin

OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia

por J. Carlos de Assis

Os problemas brasileiros tornaram-se tão graves nos últimos anos que corremos o risco de não ver nenhum deles resolvido antes que um tsunami internacional, uma guerra da Rússia contra a OTAN, inicialmente em solo ucraniano, nos envolva em terríveis desafios externos. Na eventualidade dessa guerra podemos ser atingidos de diferentes formas, a mais elementar delas sendo os Estados Unidos  impondo um embargo total contra os russos, o que nos afetaria diretamente.  No caso das proteínas, isso seria grandemente facilitado pela JBS, o maior produtor e exportador mundial, agora plantada em território norte-americano.

A grande imprensa brasileira praticamente não acompanha ou dá notícias sobre essa crise. Os principais correspondentes de televisão estão baseados em Nova Iorque. Refletem o que noticia a imprensa norte-americana padrão, enquanto a imprensa norte-americana padrão dá a exata versão de propaganda do Departamento de Estado. Foi assim quando o que chamam de Massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, foi apresentado como massacre de milhares de jovens, quando a contabilidade final (Foreign Affairs) não apontou um único morto. Entretanto a  imprensa padrão, lá e cá, ainda fala em massacre.

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Proposta de privatização das estatais do RS em debate

Proposta de privatização das estatais do RS em debate
 
Neste debate, que foi ao ar na 5a dia 15 de junho de 2017, no programa Conexão RS, houve um bom debate a respeito do desenho de Estado, de governos subnacionais e os limites da soberania popular diante da frágil soberania nacional. 

No estado do Rio Grande do Sul, o governo gaúcho (governo de José Ivo Sartori, PMDB) quer privatizar três empresas estatais ou de economia mista do setor energético: CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). 

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Nova guerra fria: faz sentido?, por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Nova guerra fria: faz sentido?

por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Comentário ao post "A miopia da 'nova guerra fria' sob a perspectiva anti-Rússia e anti-bolivariana"

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: a ideia de nova guerra fria faz sentido a meias, como síntese discursiva com certo apelo retórico.

Da mesma maneira como a primeira guerra fria não era a confrontação diplomática, propagandística, de inteligência e de armamentismo entre o "mundo livre" e o "mundo novo" da utopia socialista, mas sim a confrontação entre dois blocos de poder geopolítico, também a nova guerra fria insinua-se como a mesma coisa, sem ser o que declara: a "(pseudo-)democracia americana de livre-comércio" contra "o ingerencismo autoritário sino-russo".

Quem cair na leitura estreitamente ideológica (mesmo que seja só para qualificar um dos lados e manter silêncio sobre o outro) estará caindo numa esparrela.

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O Brasil sob o avanço da linha neoliberal chilena, por Bruno Lima Rocha

O Brasil sob o avanço da linha neoliberal chilena

por Bruno Lima Rocha

Introdução

Neste texto, aponto três perspectivas complementares: a primeira aponta tanto o excesso de confiança nas instituições republicanas por parte do governo deposto assim como a complexidade que é preparar um contra-golpe ou uma antecipação de hipóteses de interferência estrangeira no país; na segunda, realizo uma analogia com o derradeiro momento de Salvador Allende e como as mesmas ilusões aqui encontradas estavam presentes no 11 de setembro da América Latina; na terceira, uma cronologia do crescimento desta linha chilena, com a versão viralatista dos herdeiros dos Chicago Boys do século XXI. Vamos ao debate, há muito a fazer.

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A crise política após a Lista de Fachin - entrevista UlbraTV

Entrevista de Bruno Lima Rocha para o programa Conexão RS, Ulbra TV, Grande Porto Alegre. Realizada na segunda 17 de abril de 2017, aborda a crise política derivada da difusão da Lista de Fachin e a continuidade do governo ilegítimo. 

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Ausência de ideologia de câmbio e a base para a guinada à direita, por Bruno Lima Rocha

Ausência de ideologia de câmbio e a base para a guinada à direita

por Bruno Lima Rocha

É lugar comum ouvir em análises e expressões vindas de todas as camadas da esquerda e da centro-esquerda, algo como “quando este povo vai se levantar indignado”? Além do sentimento de revolta e frustração – totalmente compartilhado por este que escreve – a afirmação também traz elementos de certa condescendência com o governo deposto e algo da perigosa inocência politica. Neste breve texto, tento demonstrar como a categoria ideologia foi desprezada e, por óbvia consequência, a relação com o oligopólio da mídia – em especial com a empresa líder – foi reificada.   

Se levarmos em consideração os 13 anos de governo petista na Presidência, nos damos conta de que faltaram elementos fundamentais para um projeto de poder prolongado. Quando me refiro a projeção de uma vontade política, não significa perpetuar no Poder Executivo a este ou aquele partido, mas sim a construir condições de conquistas permanentes e não retorno. Não retornar para situações anteriores implica ir além de melhorias materiais – embora estas sejam fundamentais – mas também dar um significado ideológico para a base da sociedade.

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Assad afirma que ataque químico foi "100% fabricado"

 
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Foto: Kremlin
 
Jornal GGN - Em entrevista divulgada hoje (13) pela agência France Presse, o presidente sírio Bashar al-Assad afirmou que o ataque químico atribuído ao seu governo foi “100% fabricado”.
 
Assad também disse que a o ataque em Khan Cheikhoun teria sido fabricado para servir como pretexto ao bombardeio americano contra uma base aérea na Síria. 
 
"Para nós, trata-se de um evento 100% fabricado" disse Assad. "Nossa impressão é que o Ocidente, principalmente os Estados Unidos, é aliado dos terroristas. Eles fabricaram essa história para servir de pretexto para o ataque."

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EUA lança sua maior bomba não nuclear no Afeganistão

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Foto: Departamento de Defesa dos EUA

Jornal GGN - De acordo com oficiais norte-americanos, os Estados Unidos lançaram no Afeganistão a sua maior bomba não-nuclear de seu arsenal, com o intuito de destruir um sistema de cavernas e túneis utilizadas pelo Estado Islâmico.

Segundo o Pentágono, a bomba GBU-43, apelidada de "a Mãe de Todas as Bombas", foi lançada na província de Nangarhar através de um jato MC-130.

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Ataque à Síria é um recado para a Coreia do Norte, diz EUA

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Foto: US Navy
 
Jornal GGN - Neste domingo (9), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, afirmou que o bombardeio do país contra uma base aérea na Síria, ocorrido na semana passada, é um recado para a Coreia do Norte e também outros países que sejam considerados uma ameaça internacional.
 
No final de semana, o governo do presidente Donald Trump enviou cinco navios militares para as águas territoriais da Península Coreana, incluindo um porta-aviões nuclear. “Esse é um Estado deliquente que agora tem um regime com capacidade nuclear”, justificou o chefe do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, H.R. McMaster. 

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Ataque de um império em decadência, por John Wight

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Foto: Gage Skidmore

Do Outras Palavras

Ataque de um império em decadência

Bombardeio da Síria nada tem a ver com justiça e não será capaz de restaurar poder dos EUA no Oriente Médio. Mas pode incendiar de novo um dos barris de pólvora do planeta

Por John Wight | Tradução: Maurício Ayer e Inês Castilho

Descrever o ataque dos Estados Unidos à Síria como uma medida séria é ser incapaz de avaliação.

Sem nenhum respaldo do direito internacional ou na ONU, o governo Trump cometeu um ato de agressão contra mais um Estado soberano do Oriente Médio, o que confirma que os neoconservadores retomaram seu domínio sobre a política externa de Washington. Este ato de agressão acaba com qualquer perspectiva de desanuviamento entre EUA e Rússia no futuro próximo. Ao contrário: aumenta consideravelmente as tensões entre os dois países, não apenas no Oriente Médio como também no Leste Europeu, onde há algum tempo tropas da OTAN vem realizando exercícios militares a uma distância de ataque do território russo.

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Síria: um antepasto da guerra mundial naval muito desejada, por Fabio de Oliveira Ribeiro

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Foto: US Navy

Por Fábio de Oliveira Ribeiro

Quase todas as guerras norte-americanas começaram com base em pretextos forjados. O incidente do Golfo de Tonkin (ataque a embarcação dos EUA por lanchas da CIA que foi atribuído aos norte-vietnamitas) e as inexistentes Armas de Destruição em Massa de Saddan Hussein provocaram respectivamente a Guerra do Vietnã e a II Guerra do Iraque. Nas duas oportunidades parte da imprensa norte-americana ou quase toda ela tocou os tambores de guerra legitimando a opção militar.

A mesma coisa está ocorrendo neste momento. Os terroristas armados e financiados pelas potências ocidentais usaram armas químicas fabricadas nos EUA e na Inglaterra contra a população civil na Síria, mas os EUA atacou as tropas regulares daquele país culpando-o pelo incidente. A imprensa reproduziu a versão oficial dos fatos dando ao governo Trump liberdade para agir.

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Aula Pública sobre a Reforma da Previdência na Unisc

Aula pública sobre a Reforma da Previdência na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), com Bruno Lima Rocha. O evento era de lançamento de um comitê regional contra as reformas de Temer. No video, aborda-se a dimensão geopolítica do golpe parlamentar,os golpes semelhantes ocorridos na América Latina, o emprego da Lawfare como mecanismo desestabilizador de regimes e os limites da democracia liberal representativa como regime de desenvolvimento e distribuição de renda e poder para brasileiros e latino-americanos. 

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Carne fraca na política econômica e na PF, por Tatiana Berringer

Novo cenário global exige reindustrializar países do Sul. Mas governo Temer segue a toada da submissão – com notável apoio da polícia

do Outras Palavras

Carne fraca na política econômica e na PF

por Tatiana Berringer

A conjuntura política internacional e nacional traz à tona debates, reflexões e polêmicas muito importantes para entender a inserção internacional do Brasil e as características da burguesia brasileira.

Até a eleição do Donald Trump e a aprovação do Brexit, havia entre os intelectuais marxistas quem defendesse que o neoliberalismo baseia-se em uma globalização produtiva, econômica e financeira de tal sorte que teria sido criada uma burguesia mundial, isto é: um bloco monolítico do capital financeiro (monopolista) que atua independentemente da estrutura jurídico-política dos Estados-nações. As grandes corporações multinacionais e os agentes do capital financeiro (fundos de pensões, seguradoras, etc.) seriam os principais atores políticos do capitalismo contemporâneo, solapando a existência de burguesias nacionais e/ou internas. Nessa linha de raciocínio o Brasil teria se integrado de maneira subordinada ao imperialismo estadunidense e a burguesia brasileira (industrial e de serviços) teria se diluído ou se tornado associada ao capital externo.

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Entre muros, por Manoel Dias

Foto - National Geographic

Entre muros

por Manoel Dias

O modelo tradicional político inaugurado com a Revolução Francesa está em crise na democracia global e nos sistemas de representação política. O fracasso capitalista de um mundo de exclusão, guerra, e ganância aguçada gerou, em pleno século XXI, uma das piores crises humanitárias com os refugiados e de acúmulo de riquezas em nossa história, aprofundando ainda mais o abismo social do mundo globalizado.

A inesperada eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos traz apreensão e perplexidade. Dias sombrios para o mundo, onde os vínculos civilizatórios agregados em conexões, união, relações, elos, são substituídos por muros, litígios, descortesias e inseguranças.

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A projeção ideológica da Operação Lava Jato na América Latina, por Bruno Lima Rocha

 

A projeção ideológica da Operação Lava Jato na América Latina

por Bruno Lima Rocha

A Operação Lava Jato, levada a cabo por uma Força Tarefa baseada em Curitiba (PR) e subordinada ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4, com sede em Porto Alegre e com jurisdição nos estados da Região Sul), tem uma dimensão que supera, e muito, as fronteiras do Brasil. A lógica é bastante simples nos efeitos, mas tem certa complexidade para o pensamento crítico.

O mimetismo institucional e a idealização do liberalismo conservador anglo-saxão

Insisto que a Lava Jato traz em sua gênese, além do Projeto Pontes (já muitas vezes aqui denunciado e que pode ser lido na integra neste link: http://migre.me/wi7de), uma idealização do sistema político, mas em especial do sistema jurídico dos países anglo-saxões.  Consigo fazer um perfeito paralelo ao que tanto é criticado na ciência política como “transitologia”, onde o pacto de saída do regime franquista (o chamado Pacto de la Moncloa), afiançado pelo professor Juan José Linz (um dos gurus de Fernando Henrique Cardoso) se dera sem incluir uma dimensão distributiva de poder e recursos, e,  obviamente, normatizando a rebelião de base juvenil e sindical no Estado Espanhol. A idealização de uma transição institucionalista quase matou a legitimidade da politologia brasileira e, vejo o mesmo ocorrer dentro dos aparelhos jurídicos e coercitivos do Brasil pós-lulista. Sem nenhum exagero faço esta afirmação tomando por referência ao seguinte comunicado:

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