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Literatura

Gilberto, Darcy e a semiótica no LIDE, por Rui Daher

Gilberto, Darcy e a semiótica no LIDE, por Rui Daher

Viva Sérgio Porto e Ivan Lessa!

Tenho que a leitura que hoje em dia mais me agrada são as colunas do sociólogo e professor da Federal de Juiz de Fora, Gilberto Felisberto Vasconcellos, na revista Caros amigos.

A mais recente tem o título “Darcy Ribeiro Piccoloburguese Petucano Conciliador Republicano”. Quem não se assustaria? Ainda mais eu, que já confessei ter longas conversas com o espírito de Darcy na Redação do BRD e sucursal no FB, O Fígado Diário.

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Lista de Livros: A Sabedoria dos Antigos, de Francis Bacon

Lista de LivrosA Sabedoria dos Antigos, de Francis Bacon

Editora: Unesp

ISBN: 978-85-7139-396-7

Tradução: Gilson César Cardoso de Souza

Opinião: bom

Páginas: 100

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Dois capítulos de “Somos todos assassinos”, minha ficção sobre publicidade, por Sebastião Nunes

Dois capítulos de “Somos todos assassinos”, minha ficção sobre publicidade

por Sebastião Nunes

Enquanto os livros antigos não são reeditados, cato de vez em quando alguns textos que publico como amostra e, sem um pingo de vergonha, certo de sua atualidade nestes tempos de golpe e de golpistas. Hoje são duas páginas do STA.

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Livro sobre o movimento estudantil na ditadura militar é tema do Sábado Resistente

O evento contará com a participação do autor Geraldo Jorge Sardinha; do diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Matheus Nunes; e do jornalista Edilberto Veras

Lançamento de Geraldo Jorge Sardinha, pelo Núcleo dos Irredentos

Jornal GGN - O lançamento do livro “Calabouço – Rebelião dos Estudantes contra a Ditadura Civil-Militar em 1968”, de Geraldo Jorge Sardinha, será atração da próxima edição do Sábado Resistente, um projeto realizado pelo Memorial da Resistência, em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política. A programação, com Mesa Redonda e música ao vivo, acontece em São Paulo, dia 25 de março, a partir das 14h.

A narrativa de “Calabouço" se baseia na  trajetória de Edson Luis, estudante secundarista assinado em 1968. Sua morte, que completa 49 anos dia 28 de março, levou milhares de jovens à primeira grande manifestação pública da época.

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Lista de Livros: Vida Nova & Monarquia, de Dante Alighieri

Seleção de Doney

Lista de Livros: Vida Nova / Monarquia, de Dante Alighieri

Editora: Nova Cultural

Tradução: Paulo M. Oliveira e Blasio Demetrio (Vida Nova) e Carlos do Soreval (Monarquia)

Opinião: Vida Nova (regular) / Monarquia (ruim)

Páginas: 90

Vida nova (1293)

Vós, que a via de Amor vejo seguir,

Procurai distinguir

Se há dor alguma, quanto a minha, grave;

E consenti apenas em me ouvir,

Para então decidir

Se não sou da desgraça abrigo e chave.

Amor, não pelo bem que em mim se vir,

Mas que nele existir,

Pôs-me em vida tão doce e tão suave,

Que escutei, muitas vezes, proferir:

“Por que o vejo sempre ir,

Contente, sem tristeza que o agrave?”

Agora já perdi minha ousadia,

Que somente em amor tinha razão;

Infeliz dizer quão

Permaneço, difícil me seria.

Assim, por ser me esforço como o são

Os que escondem a sua vilania:

Sou por fora alegria

E por dentro amargor no coração.

*

Cavalgando eu seguia o meu destino,

Queixoso do trajeto que fazia,

Quando encontrei Amor em meio à via,

Com hábito vulgar de peregrino.

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tua mão que endurece, por romério rômulo

tua mão que endurece

por romério rômulo

 

teu grito mutilado, um elo solto

da substância vil que sempre morre

teu osso atormentado, aço e esgoto

tua mão que endurece e não socorre

 

escondem visgos de vida decantada

nas sobras da tua carne que escorre.

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Música Brasileira, por Olavo Bilac

Enviado por Gilberto Cruvinel

Tens, às vezes, o fogo soberano
Do amor: encerras na cadência, acesa
Em requebros e encantos de impureza,
Todo o feitiço do pecado humano.

Mas, sobre essa volúpia, erra a tristeza
Dos desertos, das matas e do oceano:
Bárbara poracé, banzo africano,
E soluços de trova portuguesa. Leia mais »

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Acalanto triste (porém esperançoso) para um país em ruínas, por Sebastião Nunes

Uma releitura brasileira de um dos textos fundamentais da poesia oriental, o “Mantiq ut-tair”

Por Sebastião Nunes

Certo dia, o rei dos pássaros deixou cair uma pena, uma simples pena, bem no centro do maior deserto da Terra.

            Mas era uma pena tão magnífica, de tal forma maravilhosa, que os pássaros que a encontraram, muitos anos depois, não tiveram a menor dúvida: era uma pena de seu rei.

            A descoberta correu de bico em bico e, dentro de mais alguns anos, todos os pássaros do mundo visitaram o deserto e viram, deslumbrados, a primeira prova verdadeira da existência de seu desconhecido rei.       

            Sabiam, por velhas lendas, que o rei dos pássaros tinha construído seu ninho no ponto mais alto da mais alta montanha da Terra.

            Também sabiam, narrado de pais para filhotes, que o nome secreto de seu rei queria dizer “trinta pássaros”.
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Raduan, o poeta e a máquina, por Psicanalistas pela Democracia

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Do Psicanalistas pela Democracia

 

No editorial ‘2017’ lembramos e chamamos a atenção para a tensão entre a verdade e a falsidade; a afirmação de princípios morais e estéticos e o descalabro ético; a palavra justa e o discurso velador. Falávamos da celeuma envolvendo o poeta e tradutor Augusto de Campos e o Jornal Folha de São Paulo ocorrido ano passado. Destacamos dessa vez outro episódio, ocorrido no ato de premiação do escritor Raduan Nassar na ocasião em que foi agraciado com o prêmio Luis de Camões. Essa passagem é citada também no texto recém publicado de Ana Costa no Psicanalistas pela Democracia.

O Brasil é privilegiado por ter Raduan Nassar. Um escritor que deu ao país o melhor da literatura. Aclamado dentro e fora do Brasil, Raduan é um cidadão que, do mesmo modo como se recusa a escrever um novo livro, a despeito das inúmeras demandas, solicitações e apelos, se recusa a se calar diante do maior golpe parlamentar, branco e cínico já sofrido no país.

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Lista de Livros: O sofrimento de Deus – inversões do Apocalipse (parte II), de Slavoj Žižek e Boris Gunjević

Lista de Livros: O sofrimento de Deus  inversões do Apocalipse (parte II), de Slavoj Žižek e Boris Gunjević

Editora: Autêntica

ISBN: 978-85-8217-463-0

Tradução: Rogério Bettoni

Opinião: bom

Páginas: 240

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para raduan nassar, por romério rômulo

Raduan Nassar

meu copo de cólera

minha lavoura arcaica

meus deuses de papel e tinta

quero-os todos na alma e na tesão.

romério rômulo

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Lista de Livros: O sofrimento de Deus (parte I), de Slavoj Žižek e Boris Gunjević

Lista de Livros – O sofrimento de Deus: inversões do Apocalipse (parte I) – Slavoj Žižek e Boris Gunjević

Editora: Autêntica

ISBN: 978-85-8217-463-0

Tradução: Rogério Bettoni

Opinião: bom

Páginas: 240

A mistagogia da revolução – Boris Gunjević

     “A divina comédia foi escrita no exílio, um produto da vida nômade de Dante. Desse modo, não admira que a própria Comédia descreva a jornada pelo Inferno, pelo Paraíso e pelo Purgatório na companhia de viajantes incomuns que têm um significado especial para o autor. Depois de uma cisão no partido político dos Brancos, do qual Dante era membro, e de um ataque por parte dos vassalos do papa, chamados de Negros, Dante foi banido de Florença em 1302 e subsequentemente condenado in absentia à morte na fogueira. Essa sentença transformou Dante em um nômade poeta e político que jamais voltaria para sua cidade natal. Depois de perambular pela Europa, ele chegou a Ravena, onde finalmente morreu. Boccaccio diz que Dante queria descrever em vulgata, e em rimas, todas as obras de todas as pessoas e seus méritos na história. Tratava-se de um projeto notadamente ambicioso e complexo, que requeria tempo e trabalho, principalmente porque Dante era um homem cujos passos eram seguidos pelo destino a cada esquina, cercados pela angústia da amargura.
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Soneto de todas as putas, por Manuel Maria Barbosa du Bocage


 

Por Gilberto Cruvinel 

Não lamentes, ó Nize, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas teem reinado:

Dido foi puta, e puta d'um soldado;
Cleópatra por puta alcança a c'roa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu conno não passa por honrado:

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O que nos reserva o futuro: como se divertirão nossos filhotes inclames, por Sebastião Nunes

Por Sebaestião Nunes

Continuando minha análise do futuro controlado pelos inclames, eis uma pequena amostra de uma festança entre eles, talvez num clube particular e exclusivo, quem sabe num condomínio fechado. Se não for assim, será quase assim.

O PRAZER DE CHURRASQUEAR

Grupo numeroso de inclames, funcionários de multinacional, costumava reunir-se semanalmente em animadíssimo churrasco. Levavam família toda: consortes e sogros e filhos e pais e avós. Bisavós e cunhados e concunhados e genros. E noras e carros e gatos e cachorros.

As carnes do famoso churrasco eram sorteadas na hora, entre os participantes.

As picanhas (sempre em número de quatro) eram extraídas da bunda de duas das buclames-sogras.

As maminhas, dos peitos de quatro das buclames-avós.

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Cárcere das Almas, por Cruz e Sousa

Enviado por Gilberto Cruvinel

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Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
soluçando nas trevas, entre as grades
do calabouço olhando imensidades,
mares, estrelas, tardes, natureza.

Tudo se veste de uma igual grandeza
quando a alma entre grilhões as liberdades
sonha e sonhando, as imortalidades
rasga no etéreo Espaço da Pureza. Leia mais »

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