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Memória

A Mulata, de Mello Moraes Filho e Xisto Bahia, na interpretação de Clara Petraglia

Resgate de Luciano Hortencio

A MULATA - Mello Moraes Filho - Xisto Bahia

Eu sou mulata vaidosa,

Linda, faceira, mimosa,

Quaes muitas brancas não são!

Tenho requebros mais belos,

Se a noite são meus cabelos,

O dia é meu coração.

 

Sob a camisa bordada,

Fina, tão alva, arrendada, bis

Treme-me o seio moreno:

É como o jambo cheiroso,

Que pende ao galho frondoso bis

Coberto pelo sereno.

 

Nos bicos da chinellinha,

Quem voa mais levezinha, bis

Mais levezinha do que eu?

Eu sou mulata tafula,

No samba, rompendo a chula, bis

Jamais ninguém me venceu.

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PL da ‘queima de arquivo’ é aprovada no Senado

Senado Federal
 
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
 
Jornal GGN - Na semana passada, o Senado Federal aprovou o PLS 146/2007, que permite que documentos originais sejam destruídos após serem digitalizados. O projeto foi criticado por historiadores e arquivistas, que dizem que ele vai favorecer a destruição de provas e de documentos históricos. 
 
Para Challey Luz, especialista em informação digital e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, o PL atenta contra a segurança jurídica e a memória do país. O projeto permite que os documentos, após digitalização, sejam "eliminados por incineração, destruição mecânica ou por outro processo adequado que assegure a sua desintegração”.
 
“Isto é um ataque e um atentado ao patrimônio documental brasileiro, pois sabemos que a digitalização gera um Representante Digital que nunca será igual ao documento original por motivos diplomáticos e de garantia histórica e da verdade”, diz o professor. 

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O Instrumentista-Compositor Demerval Fonseca Neto - Furinha, por Laura Macedo

O Instrumentista/Compositor Demerval Fonseca Neto - Furinha

por Laura Macedo

O Instrumentista e compositor Demerval Fonseca Neto [Furinha] nasceu no bairro do Catumbi, no Rio de Janeiro (RJ) em 1903 e faleceu provavelmente nos anos 1970. [As fontes pesquisadas quanto o ano de sua morte são contraditórias].

Toda a família tocava de ouvido e, por volta de 1920, começou a tocar cavaquinho e, logo depois, bandurra (espécie de bandolim). Começou a compor ao iniciar seu trabalho em orquestra. Em 1926 participou da Orquestra Raul Lipoff, tocando banjo e com ela se apresentava em festas e bailes.

Em 1927 lançou pela Odeon o choro “Tudo teu”, sua primeira composição gravada. Dois anos depois obteve sucesso com a gravação do choro “Verinha”, pelo trompetista Djalma Guimarães, na Odeon.

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Rubens Soares - Integração entre Música e o Boxe, por Laura Macedo

Rubens Soares

*29/05/1911 - Rio de Janeiro (RJ)
+13/06/1998 - Rio de Janeiro (RJ)

por Laura Macedo

Foi em 1936 que o compositor Rubens Soares obteve seu primeiro grande sucesso com o samba "É bom parar", que segundo alguns teriam sido feito em parceria com Noel Rosa, embora essa parceria não conste do selo do disco gravado por Francisco Alves, na Victor. Com este samba ganhou o primeiro prêmio no Concurso Oficial de Músicas Carnavalescas da Prefeitura do Rio de Janeiro.

É bom parar” (Rubens Soares/Noel Rosa) # Francisco Alves e Conjunto Regional RCA Victor. Disco Victor (34.038-B) / Matriz (80101). Gravação (28/01/1936) / Lançamento (fevereiro/1936).

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Cai, cai, cai, cai! Quem mandou escorregar...

Resgate de Luciano Hortencio

Cai, cai, cai, cai.

Eu não vou te levantar.

Cai, cai, cai, cai.

Quem mandou escorregar. (bis)

 

Cai a chuva no telhado,

Teu olhar caiu no meu.

Cai a cinza do passado

Sobre um sonho que morreu.

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Um perfeito Mané Besta...

Resgate de Luciano Hortencio

 

Você nasceu de um conto-do-vigário,

Jogado fora dentro de uma cesta.

Em tudo você faz papel de otário,

Com esta cara de Mané Besta. (bis)

 

Eh, eh, você bobeia demais,

Porque, no que pretende ou pretexta,

É é passado logo pra traz,

É um perfeito Mané Besta.
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Camarada Miguel Urbano Rodrigues: Presente!

Enviado por Almeida

Os sítios portugueses resistir.info e odiário.info noticiaram neste sábado, a perda de seu fundador e um dos mais brilhantes jornalista de expressão lusófona:

MIGUEL URBANO RODRIGUES, 02/08/1925 - 27/05/2017

"Com profundo pesar resistir.info informa que Miguel Urbano Rodrigues, seu fundador, faleceu hoje em Vila Nova de Gaia. O corpo estará em câmara ardente a partir das 14h00 de domingo, 28 de Maio, no Centro Funerário da Lapa (junto à igreja da Lapa, R. de São Brás, nº1, 4000-494 Porto). O funeral será segunda-feira, 29 de Maio, às 16h00".
 

"ODiario.info comunica aos seus leitores e amigos a morte do seu fundador e editor Miguel Urbano Rodrigues.

Nascido em Moura, Alentejo, em 1925, filho de pai jornalista e escritor, no seio de uma família de agricultores abastados de tradição republicana, experimentou a implantação da ditadura do “Estado Novo”, enquanto colhia a influência e inspiração das gentes insubmissa de sua terra.

Miguel Urbano Rodrigues cursou a Faculdade de Letras de Lisboa. Veio a ser redactor do Diário de Notícias (com início em 1949) e chefe de redacção do Diário Ilustrado. Jovem dotado de curiosidade e talento intelectual invulgares, e comprometido com as causas do povo, encontrou-se constrangido e ameaçado pelo regime fascista que amordaçava e aprisionava o seu país.

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Morre o músico pernambucano Expedito Baracho

Jornal GGN - Conhecido como um dos maiores intérpretes do frevo pernambucano e grande seresteiro, o músico pernambucano Expedito Baracho morreu aos 82 anos, na manhã deste sábado (27), em Olinda. 
 
O cantor Paulo da Horta, filho do amigo e parceiro de muitos anos de Baracho, Claudionor Germano, disse que o músico teria passado mal por altas taxas de glicose no sangue, e foi levado ao hospital, onde teve uma parada cardíaca. 
 
 
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Festa de Casamento - Perseverança recompensada, por Luciano Hortencio

por Luciano Hortencio

Quem tem paciência de ler meus posts sabe que meu esforço maior consiste em resgatar velhas melodias, antigas composições que foram esquecidas pela poeira do tempo e deixadas pra trás por uma mídia sequiosa de sucessos modernos e efêmeros. 

Muitas dessas melodias que busco resgatar sequer foram gravadas em disco e estão somente na memória de alguns poucos, malgrado serem excelentes e dignas de figurarem na nossa memória musical.

Há alguns dias  acordei com essa melodia e versos tipicamente juninos nas oiças:

Viva o noivo minha gente,

Tão alegra, tão contente.

Viva a noiva tão faceira,

Com botões de laranjeira...

Telefonei para gregos e troianos, porém não tive auxílio. Uma amiga do Facebook chegou mesmo a dizer que a composição não existia, que eu não devia ir dormir bêbado, obviamente em tom de brincadeira...

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O Eterno Balanceio de Lauro Maia, por Laura Macedo

Lauro Maia Teles
*06/11/1913 - Fortaleza (CE)
+05/01/1950 - Rio de Janeiro (RJ)

O Eterno Balanceio de Lauro Maia, por Laura Macedo

Provavelmente o Brasil, como um todo, não conhece a grandiosa da obra deixada pelo cearense Lauro Maia. Foi o pesquisador/colecionador cearense Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez) que resgatou a vida e obra de Lauro Maia, preenchendo uma grande lacuna na história a Música Popular Brasileira.

Lauro Maia, além de compositor, dominava a arte de tocar os instrumentos: piano e acordeom. A influência foi herdada da mãe - Laura Maia Teles -, professora de piano e compositora. Lauro atuou na “Ceará Rádio Clube” dirigindo o programa “Lauro Maia e seu Rítmo”.

 

 

Quem mais gravou a obra de Lauro Maia foram os Conjuntos: “Quatro Azes e Um Coringa” e “Vocalistas Tropicais”. Outros grandes nomes do cenário artístico da época gravaram, também, suas composições, a exemplo de Joel e Gaúcho, Orlando Silva, Zeca Pagodinho, Claudete Soares, Carmélia Alves e Cyro Monteiro.

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Adeus ao maior crítico literário que o Brasil já teve, por Emmanuel Santiago

Antonio Candido de Mello e Souza (1918-2017)

Para além de sua grande envergadura intelectual, Candido foi uma figura inspiradora, capaz de despertar em muitos (ou confirmar) o amor pela literatura

por Emmanuel Santiago

Especial para o Jornal Opção

Na sexta-feira, 12, morreu, aos 98 anos, Antonio Candido — o maior crítico literário que o Brasil já teve (ou, no mínimo, o mais influente). Quase não há um grande clássico da literatura brasileira sobre o qual ele não tenha escrito uma ou duas observações relevantes, quando não textos indispensáveis. Candido, praticamente, colocou de pé a crítica acadêmica brasileira. Basta passar os olhos pela extensa lista de seus orientandos e dos que por estes foram orientados.

Formação da literatura brasileira (1959), que, durante décadas, esteve no centro de um intenso debate e ainda hoje suscita algumas controvérsias, é um marco fundamental de nossa historiografia literária, uma referência incontornável, como até mesmo seus detratores são obrigados a reconhecer. A obra alia vasta erudição, fina sensibilidade estética e um esforço teórico até então inédito em nossos estudos literários. Trata-se de uma leitura obrigatória para todo aquele que deseja compreender o papel da literatura em nosso processo de formação histórica, servindo de complemento a estudos seminais como Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, e Formação do Brasil contemporâneo, de Caio Prado Júnior. Basicamente, a obra descreve o surgimento de uma consciência nacional em nossa literatura, levando em conta as circunstâncias sociais e culturais que permitiram o desenvolvimento desta, tudo acompanhado de inúmeros comentários reveladores sobre os autores e os textos elencados. Vários insights de Candido no Formação… já serviram de gatilho para dissertações de mestrado e teses de doutorado Brasil afora.

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Antonio Candido, por Roberto Schwarz

Blog da Boitempo recupera um texto histórico de Roberto Schwarz, escrito em forma de "verbete", sobre o mestre Antonio Candido

Enviado por Gilberto Cruvinel

do Blog da Boitempo

Antonio Candido

por Roberto Schwarz

Em homenagem a Antonio Candido de Mello e Souza, que nos deixou hoje, dia 12 de maio de 2017, o Blog da Boitempo transcreve abaixo um verbete escrito por Roberto Schwarz, um de seus maiores discípulos herdeiros intelectuais, em 1993 para a Revista da USP. O texto oferece um panorama sucinto e afiado de alguns dos pontos-chave da trajetória e obra deste que é amplamente considerado o maior crítico literário brasileiro, e um dos últimos representantes de uma geração de “intérpretes do Brasil” responsável por encabeçar nossa dita “tradição crítica”.

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Dulce Maia: Não somos vítimas nem heróis de uma época. De nada me arrependo!

Enviado por Nilva de Souza

por Paula Souza Lopez

do Facebook

Da pagina do querido Aimar Labaki que tive a sorte de encontrar por acaso hoje no cafe vizinho de casa com Pedro Pires...

Aimar fez ha pouco esta linda homenagem a Dulce Maia de Souza, mestra de todos nos (digo isso mesmo sem te-la conhecido de perto) E adotei ha pouco sua linda cidade: Cunha, que me acolhe mais a cada ida, a cada visita, a cada aproximacao!

Dulce, siga nos iluminando e nos fortalecendo!

"Dois obituários num mesmo dia. Seria demasiado, não fosse condizente com os dias que correm. Por outro lado, os protagonistas por certo ficariam felizes com a companhia um do outro. Horas depois de Antonio Cândido, se vai Dulce Maia de Souza. Exemplo para quantos atravessaram o inferno dos porões da ditadura, Dulce manteve até o fim a postura de quem não desiste de lutar pela Justiça, mesmo contra todas as evidências que a vida nos joga na cara de que essa luta está longe de terminar. Obrigado, muito obrigado, Dulce. Desculpe se não fazemos o mesmo tanto. R.I.P.

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3 antonios e 1 jobim

por Gilberto Cruvinel

O último dos quatro Antonios que ainda estava entre nós foi hoje se encontrar com os outros.

O bate papo informal entreTom Jobim, Antonio Callado, Antonio Candido e Antonio Houaiss em que eles tratam de suas experiências bem como do século XX brasileiro, vai continuar.

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A repressão da ditadura contra o Encontro Nacional dos Estudantes em 1977, por Evilazio Gonzaga

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Tropas da Polícia Militar durante a ocupação da Faculdade de Medicina, em 1977. Foto: Acervo Projeto República
 
Por Evilazio Gonzaga
Terceiro Encontro Nacional dos Estudantes. Aconteceu em 1977. Iria acontecer no dia 4 de junho de 1977, plena ditadura, e a pauta do encontro era a reconstrução da UNE. A repressão proibiu e a Movimento Estudantil resolveu enfrentar. As entidades, DCE's e DA's, em uma reunião na USP, decidiram bancar o encontro, mesmo com a ameaça da repressão.
 
Para garantir a realização do encontro, as entidades de BH resolveram fazer uma vigília no local onde estava marcado o encontro, o DA Medicina da UFMG.
 
Na noite do dia 3 de junho, estudantes de diversas escolas de BH foram para o DA, para passar a noite no local. No final da madrugada, a Polícia Militar de Minas, com uniformes de combate, diferentes do que a gente vê nas ruas, cercou cerca de 500 estudantes dentro do campus da Medicina.

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