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Mídia

O jornalismo sem honestidade intelectual de IstoÉ, feito com ajuda da Lava Jato de Curitiba

A turma de Curitiba - com algumas exceções - joga no mesmo time de Michel Temer. Todos estão pouco interessados que mais uma delação contra o presidente surja antes que a OAS ofereça mais munição contra Lula
Foto: Reprodução/IstoÉ
 
Jornal GGN - O jornalismo, quando exercido sem nenhum compromisso com a honestidade intelectual, além de indevidamente subestimar o leitor, corre o risco de revelar um pezinho na loucura. É o caso de IstoÉ e a matéria da última edição, que tenta colocar Michel Temer e aliados como vítimas da perseguição de Rodrigo Janot, um petista enrustido na visão dos procuradores de Curitiba e outros.
 
Basicamente, a revista disse aos leitores o seguinte: sabe aquelas delações da Lava Jato (Delcídio do Amaral, Sergio Machado e Joesley Batista) que outrora ajudaram a sacar Dilma Rousseff do poder, multiplicaram as ações penais contra Lula e continuam sendo usadas para destruir a imagem do pretenso candidato à presidência da República? Pois bem, acreditem ou não, elas fazem parte de um grande esquema montado pelo atual procurador-geral da República para "proteger o PT" e perseguir seus adversários políticos, de PMDB a PSDB.
 
Esse é o nível de argumentação de quem está comprometido com o atual governo e seus vultosos recursos publicitários. 
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Receita para fazer uma Revolução Popular Híbrida... mas não conte para a esquerda!, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

“Primaveras”, “levantes”, “jornadas”, “protestos”, não importa o nome. Egito, Ucrânia, Síria, Brasil: em todos eles, a mídia corporativa viu os acontecimentos sob a narrativa do “espontâneo”, do “novo”, da “renovação na política”. E sempre pelo mesmo viés: a “velha política” não conseguiria dar mais conta das insatisfações, principalmente dos jovens. O roteiro de todas essas “primaveras” é praticamente idêntico (ONGs e fundações educacionais dando apoio financeiro e operacional, jovens lideranças formadas em universidades dos EUA, faixas e cartazes em inglês, vítimas em manifestações principalmente femininas, vazamentos oportunos do Wikileaks etc.) sugerindo algo como uma receita de bolo com ingredientes bem definidos.  Propaganda, branding management, técnicas avançadas de psicologia de massas fermentam toda essa “espontaneidade” com objetivos geopolíticos bem definido contra o governo-alvo. Mas não conte para a esquerda – afinal, tudo não passa de “teorias conspiratórias”.

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Comportamento hipócrita da imprensa ocidental ante o drama dos refugiados, por J. Carlos de Assis

Comportamento hipócrita da imprensa ocidental ante o drama dos refugiados

por J. Carlos de Assis

Alguém por acaso se lembra do bombardeio franco-britânico em nome da OTAN – leia-se, os Estados Unidos da América -, contra a Líbia de Muammar Kadafi? Alguém se lembra da exaltação quase histérica com que a então secretária de Estado americana, Hillary Clinton, saudou a derrabada e o assassinato de Kadafi (viemos, vimos e vencemos)? Alguém se deu conta de que a guerra civil síria é uma encomenda norte-americana para mudar o regime do país a qualquer custo, a fim de debilitar o inimigo principal, a Rússia?

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A resposta de Dilma aos ataques de Veja


Foto: Jose Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - "Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista", disse em nota a assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff.
 
A manifestação é sobre reportagem supostamente exclusiva da revista Veja, de que uma sindicância do governo "constatou que petista furou a fila do INSS com ajuda de servidores e obteve benefício sem ter a documentação necessária na ocasião". Em resposta, a assessoria narra que além de ter sido presa pela ditadura no início dos anos 70, Dilma foi obrigada a se afastar de seu trabalho na Fundação de Economia e Estatística, desde 1977, por "integrar a chamada lista do General Frota". "Só no final dos anos 1980, foi anistiada".
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Folha publica "errata" com erro sobre a "herdeira" de banco suíço

Foto: Arquivo pessoal

Jornal GGN - Folha de S. Paulo publicou uma errata nesta sexta (18) admitindo que Roberta Luchsinger não é "herdeira" do banco Credit Suisse, ao contrário do que foi alardeando quando a socialite veio a público oferecer uma doação de R$ 500 mil ao ex-presidente Lula, como compensação pelo bloqueio de bens imposto por Sergio Moro na Lava Jato.

O problema é que o "erramos" da Folha continua errado: o nome do avô de Roberta, na verdade, é Roberto Pedro Paulo, conforme mostrou Luis Nassif no artigo "O caso da falsa herdeira do banqueiro suíço". O jornal, porém, afirmou que o avô seria Peter Luchsinger, que não passa de um homônimo - este, sim, ex-acionista e correntista do banco suíço.

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Revisitando o 7X1 de Brasil e Alemanha: uma bomba semiótica na guerra híbrida?, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

“Massacre de Belo Horizonte”. “Mineiraço”. Ou ainda jocosamente “Mineiratzen” para nomear a inacreditável goleada de 7X1 da Alemanha sobre o Brasil na semifinal da Copa do Mundo no estádio do Mineirão em BH. Em meio a uma pesada atmosfera de radicalização política e ideológica iniciada pelas “jornadas de Junho” de 2013 que deram início a chamada “Primavera Brasileira”, a goleada encaixou-se tão perfeitamente em uma narrativa da mídia corporativa (um país à beira do abismo) e na sinistra cadeia de eventos (a queda do guindaste na Arena Corinthians, o “escândalo Edward Snowden, a queda de uma ponte em BH às vésperas do “mineiraço” etc.) que incendiou a imaginação dos teóricos da conspiração. Revisitado agora, três anos depois, a controversa goleada revela inúmeras “coincidências” e “conveniências” para aquele momento: uma goleada geopolítica, anomalias reveladas em vídeos, a “teratopolitização” tanto da presidenta Dilma como do técnico da Seleção Felipe Scolari e, agora, o coincidente destino de dois jogadores pivôs das “teorias conspiratórias” da época – Thiago Silva e Neymar: os dois no time francês PSG, comprado por empresa de investimentos do Qatar, sede da Copa do Mundo de 2022.

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O indefensável, por Fábio de Oliveira Ribeiro

O indefensável

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Todo cidadão tem direito a um julgamento justo proferido por um Tribunal imparcial. Esta regra, que cria um direito para o réu, impõe uma obrigação para o juiz: ele deve ser imparcial e parecer imparcial.

A parcialidade ou não do juiz, porém, não depende exclusivamente da percepção do público. Existem situações em que a verdade factual impõe necessariamente o afastamento do juiz de uma causa: amizade ou inimizade com o réu; parentesco com os envolvidos na disputa; interesse econômico no resultado da lide; vínculo com o partido do réu ou com os adversários políticos dele, etc...

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Nem jornalistas confiam muito na imprensa, por Ricardo Kotscho

do Balaio do Kotscho/R7

Nem jornalistas confiam muito na imprensa

por Ricardo Kotscho

Menos de 25% dos participantes declararam concordar totalmente com as afirmações de que o jornalismo fornece narrativas verdadeiras e contextualizadas dos fatos, retrata a diversidade dos grupos sociais e dá voz à totalidade das pessoas.

Esta é a principal conclusão do levantamento feito pelo "Projeto Credibilidade" que entrevistou 314 profissionais sobre o papel do jornalismo na sociedade e sua visão das empresas de mídia.

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Vacina contra a desinformação, a ignorância e a estupidez

Enviado por Franklin Jr

“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” (MALCOM X, ativista norteamericano - 1925-1965). 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma” (JOSEPH PULITZER, jornalista norteamericano - 1847-1911).

Frente às epidemias de desinformação e analfabetismo político promovidas pelas "capitanias hereditárias" da grande mídia corporativa comercial (que no Brasil se tornou também uma usina de manipulação, promoção de ódio e intolerância, além de instrumento de uma guerra híbrida a serviço do sistema de dominação e opressão, do golpe contra a democracia e da geopolítica do saque) que assolam o país, torna-se fundamental identificar, mapear e difundir as fontes alternativas e contra-hegemônicas de informação e comunicação, comprometidas com a descolonização do pensamento, com os Saberes do Sul Global, com a liberdade de expressão, com a justiça e a emancipação social, com a cidadania plena, com a soberania e a autodeterminação do Brasil, e com um sistema democrático (representativo, participativo e popular) de alta intensidade social.

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Reveja a entrevista de Carlos Araújo a Luís Nassif

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IstoÉ será processada por "ofensas rasteiras" à Gleisi Hoffmann, diz PT

Jornal GGN - A direção do PT informou na noite de sexta (11) que a revista IstoÉ será processada por reportagem de capa em que acusa Gleisi Hofmann, presidente nacional da legenda, de "perder totalmente a noção de democracia" por defender a autonomia da Venezuela, além de usar inquéritos da Lava Jato para taxar a senadora de corrupta.

Em nota à imprensa, o PT avaliou que IstoÉ fez "ofensas rasteiras" e baseou-se em um inquérito da Polícia Federal, que aponta corrupção nas eleições de 2008, 2010 e 2014, "sem provas".

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Três didáticos casos de guerra híbrida e bombas semióticas que a esquerda finge não ver, por Wilson Ferreira

Wilson Ferreira

Três didáticos casos sobre o alcance da atual guerra híbrida que a esquerda parece fingir que não existe, encastelada na sua “estratégia política” ao dar corda para o desinterino Temer supostamente se enforcar: o porquê das panelas não baterem mais; o “conto maravilhoso” do ex-executivo que virou sem teto; e a minissérie da TV Globo “Sob Pressão”. Três pequenos casos exemplares de como as bombas semióticas, mobilizadas pela guerra híbrida, constroem a atual mitologia meritocrática que vige no País legitimando as reformas do ensino, trabalhista e previdenciária – uma mitologia que não nega a realidade, mas a pontua através da ficção, despolitizando o debate e normatizando a crise como fosse mais um desses desafios que surgem em nossas vidas, somente superados pelo esforço pessoal.

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Com fim da era Aécio e Temer, sem saída, revista detalha propinas

Reportagem de Época insere-se no contexto de mudança drástica de editoriais da imprensa em ritmo de sobrevivência e adaptação, com os inegáveis esquemas envolvendo PMDB e PSDB
 
 
Jornal GGN - O primo de Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, foi a ponte usada pelo senador para retirar R$ 2 milhões ilícitos acordados com o dono da JBS, Joesley Batista. Em ação similar também foi a entrega de outros R$ 500 mil destinados ao presidente Michel Temer, por meio do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures. A mala preta com rodinhas deste último e a de Fred, como é chamado o empresário e familiar de Aécio, contendo a segunda parcela de R$ 500 mil ao tucano foram registradas por fotografias da Polícia Federal, após as apreensões.
 
Ambas as entregas foram realizadas em ações controladas pelos delegados da PF, com o aval do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Apesar de algumas imagens das mochilas contendo notas de R$ 50 e R$ 100 já terem sido divulgadas, pelos relatórios das investigações e à imprensa, a revista Época publicou novas fotografias, nesta sexta (04).

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O “fora Temer” da Globo e a questão da legitimidade do poder, por Roberto Bitencourt da Silva

O “fora Temer” da Globo e a questão da legitimidade do poder

por Roberto Bitencourt da Silva

Instigante artigo escrito por Bia Barbosa e Camila Nóbrega, publicado em Carta Capital, descreve as divisões existentes entre os conglomerados de comunicação, a respeito do golpista Michel Temer (PMDB). Mapeia as diferenças entre as linhas editoriais das Organizações Globo em face da Band e do Estadão. Ademais, suscita uma importante indagação: o que a Globo quer?

A Globo, há algum tempo, tem se notabilizado pela veiculação de notícias desfavoráveis a Temer e pela retirada de potencial apoio ao nefasto e ilegítimo presidente. Uma circunstância realmente interessante e que merece reflexão, pois revela percepções distintas no seio do bloco de poder no Brasil.

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MP espanhol quer garantias de que MP brasileiro vai investigar a CBF, por Luis Nassif

Para transferir para o Ministério Público brasileiro o inquérito de Ricardo Teixeira, o Ministério Público espanhol exige garantias reais de que as investigações não serão abandonadas.

A informação é de Jamil Chade, correspondente do Estadão em Genebra, e primeiro jornalista a levantar o tema, em entrevista ao Jornal GGN Não se sabe de que maneira o MPF brasileiro poderá dar essa garantia. E ela é fundamental porque, depois de transferido o inquérito, o MP espanhol não poderá requere-lo de volta.

Ricardo Teixeira foi denunciado juntamente com o presidente do Barcelona Sandro Rossel, por esquema criminosa envolvendo a Seleção Brasileira de futebol e a venda de direitos da Copa Brasil.

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