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Música

Targino Gondim e sua sanfona em especial do Jornal GGN

Jornal GGN - Targino Gondim integra um grupo seleto da música popular brasileira. Assim como Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Djavan e Hamilton de Holanda, o sanfoneiro pernambucano, natural de Salgueiro, é um dos vencedores do Grammy Latino de melhor canção em língua portuguesa. A música foi "Esperando na Janela", que ganhou fama na voz e com a parceria de Gilberto Gil. Targino, porém, nunca recebeu o prêmio, já que a cerimônia foi realizada dois dias depois do atentado às Torres Gêmeas.

Na década de 90, o músico já tinha agenda de shows lotada no nordeste e estava em seu quarto CD gravado. O reconhecimento nacional, porém, aconteceu depois de ter negada a participação no filme "Eu, Tu, Eles" (2000) - Targino "não teria cara de sanfoneiro", segundo o diretor, Andrucha Waddington. Meses depois, foi convidado a tocar na festa de finalização do longa-metragem e encantou o público, principalmente a atriz Regina Casé. Logo foi formada a parceria com Gil, que compôs a trilha sonora do filme e com quem fez uma série de apresentações nos anos seguintes. Leia mais »

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Lembranças do Festival de Casa Branca de 1969

Fuçando em coleções antigas, encontrei um disquinho de 1969, de Carlos Molin, com acompanhamento do Conjunto de Carlinhos Mafazolli tendo Poly como “convidado de honra”. Nele, uma faixa, “Frevo Gamado”, de minha autoria, interpretada por Molin e pela Mônica, nossa cantora, que tinha um agudo afinadíssimo.

Foi uma edição do Festival de Casa Branca, organizado pelo 2o Sargento Moacir. Premiava a melhor canção geral e a melhor canção de atiradores. Levei ambos.

O Festival me garantiu 30 dias de licença no Tiro de Guerra de Poços para participar de vários outros festivais, incluindo um da TV Tupi.

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Áudio

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Pra que discutir com Madame, por Barão do Pandeiro

por Barão do Pandeiro

Magdala da Gama Oliveira trabalhava como crítica no jornal "Diário de Notícias",tinha profunda aversão ao Samba e a tudo que ele representava. Foi a "musa inspiradora" do clássico "Prá que discutir com Madame" (Janet de Almeida/Haroldo Barbosa).

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Trivial de Aldir Blanc

Tive a honra de escrever o release do CD de 50 anos de Aldir Blanc. Nele, dizia que Aldir era a síntese de Orestes Barbosa e Luiz Peixoto.

No lançamento paulista, no bar do Alemão, Aldir admitiu que este justamente era seu sonho, os tipos populares de Luiz Peixoto com a contemporaneidade e o lirismo de Orestes.

Agora, nos seus 70 anos, o Sesc de Danilo Miranda lança um CD extraordinário, “A poética de Aldir” pela cantora portuguesa Maria João.  E se tem, aí, a intérprete definitiva de Aldir, um casamento que só a sensibilidade de Danilo para patrocinar. Junto com um texto apaixonado do amigo José Trajano.

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Trivial de Guinga

O último CD de Guinga, “Avenida Atlântica”, com Quarteto Carlos Gomes, é uma obra prima.

Lançado pelo selo SESC, de São Paulo, consiste em 13 peças de Guinga, sozinho ou com parceiros, e com arranjos, quase coautoria, de Paulo Aragão, um craque, profundo conhecedor dos embricamentos entre a música instrumental brasileira e os clássicos.

A música de Guinga não se explica pelos cânones normais da música popular, na qual harmonia e melodia criam pontos de tensão, que se resolvem voltando para o acordo inicial. Melodia e harmonia voam, às vezes dão a impressão de caminhar por uma estrada reta e, de repente, na melodia surgem pontos de tensão sutis, que transbordam os limites da harmonia e saem voando, conduzindo a harmonia atrás de si, como os tapetes mágicos dos contos ancestrais.

O CD abre com o emocionante “Meu Pai”, que fica ainda mais emocionante quando acompanhado das lembranças de infância de Guinga, que ele narrou em uma apresentação intimista no Bar do Alemão, semanas atrás. Leia mais »

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Trivial de Guinga, por Luis Nassif

O último CD de Guinga, “Avenida Atlântica”, com Quarteto Carlos Gomes, é uma obra prima.

Lançado pelo selo SESC, de São Paulo, consiste em 13 peças de Guinga, sozinho ou com parceiros, e com arranjos, quase coautoria, de Paulo Aragão, um craque, profundo conhecedor dos embricamentos entre a música instrumental brasileira e os clássicos.

A música de Guinga não se explica pelos cânones normais da música popular, na qual harmonia e melodia criam pontos de tensão, que se resolvem voltando para o acordo inicial. Melodia e harmonia voam, às vezes dão a impressão de caminhar por uma estrada reta e, de repente, na melodia surgem pontos de tensão sutis, que transbordam os limites da harmonia e saem voando, conduzindo a harmonia atrás de si, como os tapetes mágicos dos contos ancestrais.

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Tem Alemão no Choro!

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Sexo e luto: Nietzsche, Wagner e as músicas mais tocadas nas rádios brasileiras, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Se até a explosão do sertanejo e forró eletrônicos as músicas vivam no trinômio Festa, Sexo e Amor, hoje a parada de sucesso parece viver uma atmosfera mais sombria: de um lado, nas letras, processos de lutificação (perdas, separações etc.); e do outro acumulação de uma tensão sexual neurótico-compulsiva. Se revisitarmos as críticas que Nietzsche fez ao seu ex-amigo, o compositor Richard Wagner, veremos que guardam uma similaridade com os tempos atuais. Nietzsche via na música de Wagner uma arte feita para o “homem doente de si mesmo”, que necessita de três estimulantes psíquicos para sobreviver numa cultura decadente: “a brutalidade, o artifício e a candura idiotizante”. A estrutura musical da música de Wagner (leitmotiv, cromatismo extremo etc.) foi precursora da moderna música de sucesso da indústria cultural. Portanto, na atual trilha musical da crise brasileira podemos encontrar os elementos Wagnerianos denunciados por Nietzsche – fragmentação, a sedução, a memória sobreposta a expressão das emoções, repetição e previsibilidade, o artifício, a brutalidade. Seriam os sinais de uma caminhada para a “décadence” e niilismo similares a de uma Alemanha que Nietzsche via caminhando a passos rápidos para o abismo nazi-fascista? 

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Garoto de morro...

Resgate de Luciano Hortencio

Garoto nascido em barraco de zinco

No morro sem água de barro batido

Que veste farrapo de roupa esmolada

E come alimento de feira acabada.

Garoto que pega traseira de bonde

E corre e se esconde do homem fardado

Garoto que dorme sonhando pecado

Que lê na cartilha do homem marcado

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Um projeto precioso sobre o samba paulista

O Movimento Samba São Paulo mostra definitivamente a maioridade do samba paulista. Projeto do produtor Denilson Miller e do sambista Brau de Souza, o CD lançado traz sambistas de primeira linha, pouco conhecidos fora do circuito de botecos do samba.

http://movimentosambasaopaulo.com.br/

O CD conta com a participação luxuosa do gaitista Rildo Hora, padrinho do movimento.

O projeto juntou um time vigoroso de novos intérpretes, como Brau de Souza, Jurema Pessanha, Mauricão, Luis Batucada, Simone Ancelmo, Yvison Pessoa, Marcos Padovezi, Valnei da Bahia, Pegada de Gorila e Yvani Coelho.

E, como apoio, artistas consagrados, como o Maestro Rildo Hora e sua filha Patricia Hora, Luiz Américo, Osvaldinho da Cuíca, Alceu Maia, Dedé Paraiso, Dora Vergueiro, Adryana Ribeiro e Iracema Monteiro. Leia mais »

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Bira da Vila se apresenta como um sambista engajado no segundo CD, por Augusto Diniz

Bira da Vila se apresenta como um sambista engajado no segundo CD

por Augusto Diniz

O segundo CD de Bira da Vila, somente de composições próprias, é um trabalho cuidadoso que possui sambas dedicados aos problemas atuais, na visão de quem vive muito perto deles. O cantor e compositor nasceu e mora até hoje na Baixada Fluminense. Há no disco uma composição inédita dele com o inesquecível Luiz Carlos da Vila.

Bira da Vila produziu um disco forte, na altura da representatividade do samba no País: “Quis fazer um CD diferente, focado no momento que vivemos. Trata-se de uma provocação reflexiva”.

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Bravo para Antonio Meneses e André Mehmari!, por Aquiles Rique Reis

Bravo para Antonio Meneses e André Mehmari!

por Aquiles Rique Reis

O selo SESCSP lançou um dos encontros mais surpreendentes e instigantes dos últimos tempos: Antonio Meneses com André Mehmari.

Eles gravaram AM60 AM40 (título referência a coincidência  das letras iniciais dos dois nomes e os números, a idade deles), com sete composições do próprio Mehmari e quatro obras de Johann Sebastian Bach, além de composições de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera, André Vitor Corrêa e Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

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Juninho Thybau lança EP na plataforma de música digital, por Augusto Diniz

Juninho Thybau lança EP na plataforma de música digital

por Augusto Diniz

Sambista da nova geração, Juninho Thybau lança nesta sexta (15/9) um EP - sigla de extend play, versão adotada no mercado de CD com menos músicas que o habitual - nas principais plataformas de serviço de música digital, como iTunes, Spotify e Deezer.

Esse mesmo EP – intitulado “Nosso jeito” - podia ser ouvido apenas no site do artista aqui. A estratégia de ampliar acesso às suas músicas exclusivamente por meio da internet, usando o EP, chama à atenção.

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Trivial de Neymar Dias

Dia desses fui assistir a um show da Thamires Tannous, jovem cantora representante da música do centro-oeste. Delícia de show!

Mas lá ouvi pela primeira vez a viola de Neimar Dias. De arrebentar. Hoje em dia, no rastro de Almir Satter e Tavinho Moura, Renato Andrade, Ivan Vilela, Pereira da Viola, Roberto Correa e outros, filhos fieis de Tião Carrero.

Mas o que ouvi naquele show me deixou sem fala. A maneira como Neymar toca a viola, a facilidade dos bordados, reforçando as canções, o uso dos acordes, criando a cortina harmônica que vale por uma orquestra, e que só a viola proporciona, me deixaram embasbacado.

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Trivial da Banda de Pau e Corda

Jornal GGN – Com origem no Recife, em Pernambuco, a Banda de Pau e Corda surgiu em 1972, e sua proposta era valorizar os ritmos nordestinos, trazendo uma mistura de música e poesia. Originalmente era formada por Roberto Andrade, na bateria; Waltinho, no violão; Sérgio, voz; Paulinho, baixo; Netinho, viola; e Beto Johnson, na flauta.

Hoje tem uma formação um pouco mudada, com Sérgio Andrade (voz); Waltinho (violão, voz); Beto Johnson (flauta); Júlio Rangel (viola, voz);Emerson Andrade (baixo); George Rocha (percussão); Evandro Natividade (bateria).

Em 2006, a Banda foi até a Argélia se apresentar no Congresso Mundial de Povos e Culturas do Deserto como representante do Brasil no evento.

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