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Não-ficção

Nesta sexta, intelectuais lançam livro sobre o rumo das esquerdas

Imagem: Divulgação

Jornal GGN - A fim de esclarecer as diversas questões que envolvem a esquerda brasileira, Aldo Fornazieri e Carlos Muanis reuniram textos e entrevistas de diferentes personalidades em “A crise das esquerdas”. A obra, que chega ao público pela Civilização Brasileira,  será lançada nesta sexta (23), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.Ontem, Tarso Genro participou de um debate sobre a obra na Livraria Leonardo da Vinci, no Rio de Janeiro.

Fazem parte do livro intelectuais e ativistas como Cícero Araújo, Guilherme Boulos, Renato Janine Ribeiro, Ruy Fausto, Sérgio Fausto, Tarso Genro, Aldo Fornazieri, Carlos Muanis, Carla Regina Mota Alonso Diéguez, Carlos Melo, Moisés Marques e Rodrigo Estramanho de Almeida. A orelha da obra ficou por conta do cientista político Leonardo Avritzer. 

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Soninha dá seu recado de braços abertos

Jornal GGN – Soninha Francine fala tudo. Sobre Doria, sobre o namorado que era morador de rua, sobre o De Braços Abertos, sobre o Cidade Linda, sobre Serra e Lula, dá sua versão sobre a saída da Prefeitura de São Paulo. Vai falando para Morris Kachani, do blog Inconsciente Coletivo, no Estadão. Aborda a questão dos 100 dias da gestão Doria e tece comentários sobre  os governos do PT e PSDB. Leia a entrevista a seguir.

do blog Inconsciente Coletivo / Estadão

As paixões de Soninha

Por Morris Kachani

Ao lado de seu parceiro, Paulo Sergio Rodrigues Martins, que conheceu em uma ação social quando ele ainda era morador de rua, Soninha fala sobre defeitos e virtudes do atual prefeito, que a demitiu após pouco mais de 100 dias de trabalho

João Doria, o prefeito de São Paulo, montou um bom time de secretários mas nenhum deles consegue despachar a sós com o chefe, pois ele só quer saber de soluções imediatas, que costuma cobrar em reuniões coletivas. O prefeito tem aversão a problemas e também se impacienta com assuntos de Direitos Humanos. Na Cracolândia, montou uma operação “destrambelhada”. É, enfim, um gestor obsessivo e com força de vontade, mas que peca pelo excesso de auto-confiança, nesse sentido se parecendo até com Trump.

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Lista de Livros: Discurso Sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens (Parte I) – Jean-Jacques Rousseau

Seleção de Doney

Lista de Livros: Discurso Sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens (Parte I) – Jean-Jacques Rousseau

Editora: Atena

Tradução: Maria Lacerda de Moura

Opinião: muito bom

Páginas: 202

     “Eu quisera viver e morrer livre, isto é, de tal modo submetido às leis que nem eu nem ninguém pudesse sacudir o honroso jugo, esse jugo salutar e doce, que as cabeças mais altivas carregam tanto mais docilmente quanto são feitas para não carregar nenhum outro.

     Eu quisera, pois, que ninguém, no Estado, pudesse dizer-se acima da lei, e que ninguém, fora dele, pudesse impor alguma que o Estado fosse obrigado a reconhecer; de fato, qualquer que possa ser a constituição de um governo, se neste se encontra um só homem que não esteja submetido à lei, todos os outros ficam necessariamente à discrição deste último: e, havendo um chefe nacional e outro estrangeiro, qualquer que seja a partilha da autoridade que possam fazer, é impossível que ambos sejam bem obedecidos e o Estado bem governado.

     Eu não quisera habitar uma república de nova instituição, por muito boas que fossem as leis que pudesse ter, de medo de que, constituído o governo de outra maneira, talvez, que não a exigida pelo momento, não convindo aos novos cidadãos, ou os cidadãos ao novo governo, ficasse o Estado sujeito a ser abalado e destruído quase desde o seu nascimento; porque a liberdade é como esses alimentos sólidos e suculentos, ou esses vinhos generosos, próprios para nutrir e fortificar os temperamentos robustos a eles habituados, mas que inutilizam, arruínam, embriagam os fracos e delicados, que a ele não estão afeitos. Os povos, uma vez acostumados a senhores, não podem mais passar sem eles. Se tentam sacudir o jugo, afastam-se tanto mais da liberdade quanto, tomando por ela uma licença desenfreada que lhe é oposta, suas revoluções os entregam quase sempre a sedutores que só fazem agravar as suas cadeias.”

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Um pouco da história de Poços e de Walther Moreira Salles na Flipoços

Aqui o vídeo da palestra que dei na Flipoços em cima da biografia de Walther Moreira Salles, que deverá sair em breve.

Algumas correções para lapsos de memória.

A cantora brasileira que encantou Acapulco foi Leonora Amar, que casou (ou foi amante) do presidente mexicano Miguel Aleman. Vive ou terminou a vida como incorporadora imobiliária no Rio de Janeiro.

O segundo marido da escritora Adalgisa Nery foi Lourival Fontes, todo-poderoso chefão do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda).

O prefeito de Poços, que se casou com a cantora Roxane, foi Justino Ribeiro, e não Justino Alves Bastos - o general que deflagrou o golpe de 1964.

O nome final da amante de Getúlio foi Aimée de Heeren - depois de se casar com o herdeiro da uma loja de departamentos dos Estados Unidos.

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Lista de Livros: Ensaio Acerca do Entendimento Humano (Os Pensadores) – John Locke

Seleção de Doney

Lista de Livros: Ensaio Acerca do Entendimento Humano (Os Pensadores) – John Locke

Editora: Nova Cultural

ISBN: 85-13-00906-7

Consultoria: Carlos Estevam Martins e João Paulo Monteiro

Tradução: Anoar Aiex

Opinião: bom

Páginas: 318

     “Certamente, o mundo estaria muito mais adiantado se o esforço de homens engenhosos e perspicazes não estivesse tão embaraçado pela erudição e pelo uso frívolo de termos desconhecidos, afetados e ininteligíveis, introduzido nas ciências, e fazendo disso uma arte a tal ponto de a filosofia, que nada mais é do que o verdadeiro conhecimento das coisas, tornar-se imprópria ou incapaz de ser apreciada pela sociedade mais refinada e nas conversas eruditas. Formas vagas e sem significado de falar, e abuso da linguagem, têm por muito tempo passado por mistérios da ciência; palavras difíceis e mal empregadas, com pouco ou nenhum sentido, têm, por prescrição, tal direito que são confundidas com o pensamento profundo e o cume da especulação, sendo difícil persuadir não os que falam como os que os ouvem que são apenas abrigos da ignorância e obstáculos ao verdadeiro conhecimento. Suponho que interromper o santuário da vaidade e da ignorância será de alguma utilidade para o entendimento humano, embora poucos estejam aptos a pensar que enganam ou são enganados pelo uso das palavras, ou que a linguagem da seita a que pertencem tem qualquer defeito que deva ser examinado e corrigido.”

*

     “Como as regras morais necessitam de prova, elas não são inatas. Outra razão que me leva a duvidar de quaisquer princípios práticos inatos decorre do fato de pensar que nenhuma regra moral pode ser proposta sem que uma pessoa deva justamente indagar a sua razão: o que seria perfeitamente ridículo e absurdo se ela fosse inata, ou sequer evidente por si mesma, coisa que todo princípio inato deve necessariamente ser, sem precisar de qualquer prova para apurar sua verdade, nem necessitar de qualquer razão para obter sua aprovação.”

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Os Pensadores, o retorno

Os Pensadores (atualizado)

por Gilberto Cruvinel

“Os Pensadores” é uma coleção de livros que reúne as obras dos filósofos ocidentais desde os pré-socráticos aos pós-modernos. O interessante desta coleção é que ela reúne em cada exemplar um pequeno apanhado sobre a biografia do autor em questão e um, dois ou três livros deste mesmo autor, normalmente os títulos mais conhecidos.

Publicada originalmente pela editora Abril Cultural, entre os anos de 1973/1975, era composta de 52 volumes.

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Lista de Livros: Benedictus de Spinoza – Tratado Político & Correspondência

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Lista de Livros: Benedictus de Spinoza – Tratado Político & Correspondência (Os Pensadores)

Editora: Nova Cultura

Tradução: Manuel de Castro (Tratado Político)

Tradução e notas: Marilena Chauí (Correspondência)

Opinião: Bom

Páginas: 92

Tratado Político

     “Seguindo os ensinamentos da religião, cada um deve amar o próximo como a si mesmo, isto é, defender como seu próprio o direito de outrem; mas nós mostramos já como esta persuasão pouco poder tem sobre as emoções. Triunfa, na verdade, quando se está perante a morte, quer dizer, a doença venceu as paixões e o homem jaz inerte, ou ainda nos templos onde os homens não têm interesses a defender; mas não possui eficácia perante os tribunais ou na corte, onde seria mais necessário que a tivesse.”

*

     “Não podemos duvidar que, se estivesse no nosso poder tanto viver segundo as prescrições da Razão quanto ser conduzidos pelo desejo cego, todos viveriam sob a conduta da Razão e segundo regras sabiamente instituídas; ora, nada disto se dá, pois cada um, pelo contrário, obedece à atração do prazer que procura. Não é verdade que esta dificuldade seja eliminada pelos teólogos, quando declaram que a causa desta incapacidade da natureza humana é o vício ou o pecado que têm a sua origem na queda do primeiro homem. Se o primeiro homem tivesse tido o poder de permanecer reto tanto quanto o de tombar, se estivesse na posse de si mesmo e de uma natureza ainda não viciada, como poderia ter acontecido que, possuindo saber e prudência, tenha caído? Dir-se-á que foi ludibriado pelo diabo? Mas, então, quem ludibriou o próprio diabo? Quem, pergunto eu, pôde fazer com que um ser preponderante sobre todas as outras criaturas tenha sido suficientemente louco para querer ser maior que Deus? Este ser, que tinha uma alma sã, não se esforçaria por conservar o seu ser tal como o possuía? Como pôde acontecer, além disso, que o primeiro homem, na posse de si mesmo e senhor da sua vontade, se tenha deixado seduzir e ludibriar? Se tinha o poder de usar retamente da Razão, não poderia ser ludibriado porque, tendo poder sobre si mesmo, se esforçaria necessariamente por conservar o seu ser e a sua alma sãos. Ora, supõe-se que tinha esse poder. Portanto, conservou forçosamente a alma sã e não pôde ser ludibriado. Porém, a sua história mostra que não é assim. É preciso reconhecer, por consequência, que não estava no poder do primeiro homem usar retamente da Razão, mas que ele estava, como nós o estamos, submetido às paixões.”

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