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Opinião

Gilmar Mendes é "manipulador", "vingativo" e "cooptador", denuncia advogado

Foto: Carlos Humberto / STF
 
Jornal GGN - "Gilmar Mendes só poderia ser mantido na magistratura em uma República de Bananas", afirmou ao GGN o professor doutor Marcelo Neves, um dos autores do pedido de impeachment no Senado, do pedido de denúncia na Procuradoria-Geral da República e de afastamento do ministro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Ocupando o cargo de conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por indicação do Senado, mais especificamente do então parlamentar Aloizio Mercadante (PT), os anos de 2009 a 2011 foram suficientes para Neves conhecer de perto algumas posturas do ministro do Supremo, quando Gilmar presidiu a Corte e também o Conselho (2008-2010).
 
Começando por sua própria entrada no órgão, Marcelo Neves acompanhou, como observador, a relação do jurista nas indicações e o poder político de influência que exercia sobre elas. 
 
Á época, Neves era professor de Teoria do Direito no Programa de Estudos da Pós-Graduação da PUC/SP e professor doutor de Teoria do Estado da USP. Não esperava se enredar por cargos da vida pública. Até que o líder do PT no Senado, Mercadante, analisasse quem seria um forte indicado para ser conselheiro do órgão e, juntamente com Gilmar, tomaram conhecimento de seu nome.
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Porque chamar de supremos e superiores tribunais que assistem o Brasil ir ladeira abaixo?, por Paulo Endo

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Foto: Fellipe Sampaio/STF

Porque chamar de supremos e superiores tribunais que assistem o Brasil ir ladeira abaixo?

por Paulo Endo

A lei permite muitas coisas, inclusive inexoráveis injustiças. Não é preciso gastar muita tinta e papel para, numa olhadela, perceber que os operadores do direito no Brasil são frequentemente flagrados, à luz do dia, cometendo brutais injustiças, envolvidos em corrupções escandalosas, apaniguando e sendo apaniguados por personalidades políticas suspeitas.

Podemos relembrar fatos anteriores à miríade de atitudes, ações e julgamentos que sobrevieram ao impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, inteiramente capitaneados por um criminoso profissional, hoje na cadeia, que mandou e desmandou como quis no projeto de impedimento de uma presidente eleita diretamente nas barbas da justiça brasileira. Onde estava  o supremo tribunal  do país para evitar que o mais decisivo e, nesse caso, mais controverso processo de nossa história recente tivesse o desfecho que teve, colocando o governo do país nas mãos de personagens suspeitos de gigantescos esquemas de corrupção e lavagem, que tornam risíveis as acusações sobre pedaladas fiscais contra o governo Dilma Roussef? Vimos o STF assistir tudo de camarote, enquanto atrasava o julgamento de Eduardo Cunha, e permitia que um criminoso julgasse uma presidenta em relação à qual não foi comprovado nenhum crime, nenhum enriquecimento ilícito, nenhum desmando.

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Diálogo amplo e irrestrito para garantir as Diretas Já, por Carlos Zarattini

Diálogo amplo e irrestrito para garantir as Diretas Já

por Carlos Zarattini

A condição para o Brasil superar a profunda crise econômica, política e social em que está imerso passa, primeiramente, pela saída do presidente ilegítimo Michel Temer, responsável direto pelo aprofundamento da turbulência que está levando o país para o abismo. Em seguida, pela convocação de eleições diretas, ainda neste ano, para os cargos de presidente da República, vice-presidente, senadores e deputados federais.

Para curar uma democracia enferma, nada mais saudável do que eleições diretas. A única fonte real de legitimidade na democracia vem do voto popular. É o povo que tem de eleger um presidente da República para ter a legitimidade de implementar políticas públicas que possam fazer o Brasil voltar a crescer de forma autossustentável e com justiça social.

O governo Temer é antipopular, executa um plano antinacional e não tem mais condições de governar diante de denúncias gravíssimas e por ser controlado por uma gang que tomou de assalto o Palácio do Planalto. É uma quadrilha que executa um programa econômico que aumenta a exploração do povo e retira direitos sociais, trabalhistas e previdenciários duramente conquistados ao longo de décadas.

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O destino do Brasil e o próximo Procurador Geral da República, por Sergio Medeiros

O destino do Brasil e o próximo Procurador Geral da República

por Sergio Medeiros

A esquerda parece que ainda não aprendeu a pensar conforme os movimentos da direita, e se antecipar a eles, ou, ao menos, se contrapor tempestivamente.

Esta questão de quem vai ser o próximo Procurador Geral da República (em setembro se dará a substituição) é fundamental para toda a articulação dos golpistas (leia-se governo Temer e sua base de sustentação), bem como, a composição a ser feita para atingir tal objetivo.

E, não é por acaso que a grande mídia, em particular a Rede Globo, passou, decididamente  a atuar de forma explícita em tal escolha.

No caso, em razão das atribuições acometidas ao cargo de Procurador Geral da República, tem-se que, ao desempenho de seu titular, estará inevitavelmente atrelado o futuro da nação, ou seja, pelos seus atos e omissões é que se definirá o quadro político institucional brasileiro, notadamente se for mantida a prerrogativa de foro em seu atual modelo.

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Não existe sangue igual ao nosso, por Régis Mubarak

Não existe sangue igual ao nosso

por Régis Mubarak

Não é sobre o orgulho de ser gaúcho. Não é sobre nosso sangue gaudério, metade Chimango, metade Maragato. Metade Gremista, metade Colorado. Não é sobre as raízes da Bacia do Prata que abraçam na memória vastas extensões do Pampa Rio Grandense e nos mesclam aos nossos meio irmãos Argentinos, ora do lado da mãe, ora do lado do pai, derrubando fronteiras num ritmo tão contagiante quanto ao do chamamé. Pois no íntimo, alguns de nós, os fronteiriços, por sermos “meio bastardos” nos desafiamos a todo instante uns aos outros por insignificâncias, justamente por carregar esse peso, da falta de reconhecimento dessa paternidade atávica sob nossos ombros!

Não é sobre nossos primos Catarinenses e suas praias abençoadas. E também não é sobre nossos primos mais distantes, os simpáticos Paranaenses. É sobre o sangue vermelho, ora tinto como o mais excitante dos vinhos envelhecidos, ora marrom e arrebatador como a terra sagrada, onde nossos antepassados pisaram aqui séculos atrás.

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Aécio... vada a bordo, cazzo!, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Aécio... vada a bordo, cazzo!

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Afastado do Senado e correndo o risco de ser preso a mando do STF, o candidato presidencial do PSDB só tem feito duas coisas: chorar e se entupir de whisky. Digo isto me fiando no que dizem os adoráveis blogues sujos.

Aécio Neves não faz jus ao seu nome inspirado no último grande general romano – Flávio Aécio derrotou as tropas de Átila na batalha dos Campos Cataláunicos. Ao conspirar contra a democracia ele já havia desonrado a memória do avô, político corajoso que preferiu fazer oposição à uma ditadura militar.

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Desunidos, venceremos!, por Carlos Motta

​Desunidos, venceremos!

por Carlos Motta

O incidente aeroideológico protagonizado pela jornalista Miriam Leitão dias desses trouxe à tona um velho debate das esquerdas brasileiras: a global recebeu a solidariedade de boa parte do chamado "campo progressista", enquanto a outra porção não só continuou a esculachá-la, como estendeu a bronca àqueles que a defenderam.

Já ouvi umas mil vezes que, por mais que pareça o contrário, o pessoal da direita está sempre unido quando é preciso, e o da esquerda briga até quando concorda em alguma - rara - coisa. 

Por isso, toda essa discussão sobre achar certo ou não dar um escracho na multicomentarista não surpreendeu quem acompanha, ao menos minimamente, a política nacional.

A divisão das esquerdas é histórica, vem desde sempre.

Um partido como o PT, por exemplo, é, desde sua fundação, uma tremenda zona. 

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A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro, por Armando Coelho Neto

A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Vaidoso, safado, conspirador e ladrão tem sido alguns adjetivos com os quais o enigmático político Ciro Gomes tem presenteado o impostor Michel Temer. Às vezes, esses mimos vêm acompanhados da gentileza com a qual torcedores costumam agraciar juízes de futebol. Tudo, entretanto, muito aquém do abominável e indescritível que possa representar esse ser repudiado por 95% dos brasileiros. Das supostas falcatruas no porto de Santos às urdiduras nos bastidores do golpe, nada serve de perfil para definir um político que mandou “bilhetinho” para Dilma Rousseff, deixou vazar discurso de posse antes do golpe e hoje empenhado em defenestrar da história um partido que ousou enfrentar a miséria do País. Leia mais »

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Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual, por J. Carlos de Assis

Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual

por J. Carlos de Assis

Imaginem que um marciano, desses que visitam a terra com frequência a convite dos teóricos dos antigos astronautas, pousem no Brasil com a incumbência de estudar a realidade política e sociológica do país. Teriam que se basear em paradigmas preliminares, presentes em todo o universo, como o silogismo elementar segundo o qual se A implica B e B implica C, A implica C!

A regra clássica seria: se o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer, e se Temer, do PMDB, pertencia à chapa como aliado do PT, é óbvio que Temer, agora aliado do PSDB, teria efetivamente que ser cassado se a chapa encabeçada pelo PT o fosse. Haveria, obviamente, um embrulho dos diabos no que se refere à sucessão. Contudo, lei é lei. Não se diz que ela é feita para todo mundo?

Em termos práticos, o que o marciano observou foi o seguinte:  o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer para atacar o PT, e a então possível cassação de Temer, do PMDB, agora em aliança com o PSDB, acabou batendo nos novos  interesses do PSDB. Aliaram-se assim, efetivamente, ao PT,  o que acabou numa  curiosa situação em que os três grandes partidos inimigos se viram do mesmo lado, entregues ao arbítrio do TSE.

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Temer não tem condições de conduzir reformas, por Janio de Freitas

Foto Pedro Ladeira/Folhapress

Jornal GGN – Janio de Freitas, em sua coluna de hoje, na Folha, aborda a cobrança feita pela ONU a um Brasil signatário de compromisso internacional de não permitir retrocesso em legislação de fins sociais e em direitos da pessoa. Para Janio, este curvar-se à nova desonra tem um fato peculiar, de que a transgressão vem sob a égide de um governo onde pululam acusações de delinquência que assola não só o ocupante da cadeira da Presidência, mas também grande parte do Congresso.

Temer se agarra ao poder contando com o apoio de outro poder, o empresarial, que conta com as reformas num doce retorno ao tempo escravagista. E este apoio não abala a cadeira da Presidência, que com tantas gravações e acusações ainda não cedeu. Até o PSDB participa da onda, como representante das elites que é, confirmando sua decisão de continuar apoiando o governo Temer.

Leia o artigo a seguir.

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A pimenta e os olhos azuis de Miriam Leitão, por Sergio Saraiva

Não pretendia tratar do assunto da “agressão de petistas a Miriam Leitão”. Desde o início, pareceu-me algo como a tal “agressão de moças pretas à moça branca que usava turbante afro”.

Miriam

A pimenta e os olhos azuis de Miriam Leitão

por Sergio Saraiva

E talvez, melhor, pelo tempo decorrido entre o fato e sua denúncia e pelos desmentidos de terceiros que presenciaram ocorrido, pareceu-me com aquela história mal contada do ministro Gilmar Mendes em relação a uma ameaça feita a ele por Lula no apartamento de Nelson Jobim.

Porém, dada a repercussão na imprensa, em solidariedade a Miriam, não vejo como não me posicionar.

Primeiro, achei um absurdo os posicionamentos de Merval Pereira, no Globo, e Vera Magalhães, na Folha. Ambos acabaram, em seus textos sobre o assunto, por responsabilizar a própria Miriam pela agressão sofrida. Culpabilizaram a vítima.

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Vinde a mim as criancinhas, por Ana Lucia Silva

Vinde a mim as criancinhas

por Ana Lucia Silva

Na quinta-feira, 15 de junho aconteceu a 25a. Edição da Marcha para Jesus em São Paulo, organizada pela igreja Renascer em Cristo de denominação neopentecostal com Sonia Hernandes e Estevam Hernandes à frente.  O casal que contabiliza inúmeros escândalos e prisões, também soube criar grandes eventos pelo país como shows e festivais de música gospel e a organização da Marcha para Jesus que chega a 2 milhões de fiéis.

Em cima do trio elétrico, logo no início da passeata, Hernandes foi breve. "Oramos contra a corrupção e a prostituição, baseado em um preceito bíblico. A Bíblia fala que, quando nós oramos e clamamos, mudamos situações", afirmou. "Como brasileiros, nós estamos sendo afetados com toda essa loucura que o Brasil tem passado, de corrupção, de miséria." 

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Considerações sobre o Xadrez de Janot e o fundo do poço, por Claudio Santana Pimentel

Considerações sobre o Xadrez de Janot na estrada de Damasco e o fundo do poço, de Luis Nassif

por Claudio Santana Pimentel

Já que se trata de xadrez, e eu no máximo joguei damas, na infância, e mal, lá vai minha visão do que poderia estar por vir:

1. A direita, a esquerda e as mídias tradicionais

A inexistência de um único nome digno que pudesse liderar as forças reacionárias e reconduzi-las a um patamar de no mínimo respeito pelas regras do jogo democrático. Forças reacionárias que se esforçam para destruir os parcos avanços da Constituição Federal de 1988, e, na esteira destes, aqueles que vieram com o Plano Real (fim da hiperinflação - mas que, por outro lado, fez do Brasil o maior sustentador de rentistas internacionais do mundo, coisa que os governos do PT não conseguiram reverter e nem sequer parecem ter tentado enfrentar); os avanços do período Lula-Dilma, simbolizados na democracia de consumo, mas que foi incapaz de preparar e consolidar um modelo democrático de maior participação popular, o que teria sido a consequência mais feliz do espírito da hoje moribunda constituição;

A inviabilidade pelo lado da esquerda, de se unir em torno de um projeto nacional que tivesse por objetivo a restituição da ordem democrática e a possibilidade de avançar essa hoje pífia democracia;

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O fim do poço ainda está distante, por Marcio Valley

Do blog do Marcio Valley

O fim do poço ainda está distante

Gostaria muito de acreditar que estamos nos aproximando do fundo do poço, momento que forçaria a composição das forças políticas adversárias como meio de salvação geral. A ideia de que as hecatombes são unificadoras é óbvia. O ser humano sempre se une na tragédia. Um dos maiores avanços civilizatórios jamais testemunhados na face da Terra, senão o maior, ocorreu logo após o encerramento de duas de nossas maiores barbaridades: as grandes guerras mundiais que mantiveram o mundo em suspenso durante meio século.

Na mitigação do lucro insano, a humanidade desabrochou e floresceu como nunca dantes. Nascia a preocupação social com sua política de bem-estar. Época dos baby boomers, dos Trinta Gloriosos da França e até dos cinquenta anos em cinco de JK. Os poderosos descobriram que um mundo menos indigno era melhor para os negócios... Mas isso durou um espirro histórico, uns quarenta anos, logo esqueceram e retornaram à ciranda da loucura financeira. Por paradoxal que seja, o boom civilizatório pós-Segunda Guerra e o atual caos político brasileiro possuem algo em comum, ainda que em sentidos inversos: o medo da esquerda. Explico.

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A juventude, as convicções, e o cachê de R$ 40 mil, por Carlos Motta

Dallagnol no Congresso

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A juventude tem coisas boas, mas outras nem tanto.

Os jovens tendem a se considerar invulneráveis, acham que podem fazer tudo sem que nada tenha consequência, sem que nenhum ferimento resulte das aventuras em que se metem.

Mesmo nos dias de hoje, nos quais o consumismo encharca e obnubila as consciências, há jovens destemidos o suficiente para achar que têm condições de, quais Quixotes, mudar o mundo em um lugar mais acolhedor para se viver.

Alguns desses jovens se lançam, desesperadamente, na paixão pela arte, cultivando versos, melodias, rabiscos ou pinceladas com a marca dos seus hormônios em febre, outros desprezam os afazeres mundanos e entregam suas almas aos mistérios da fé religiosa, e uns tantos se engajam na luta política, muitas vezes até mesmo sem saber que estão fazendo isso.

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