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Saúde

Dimensionando o retrocesso, o tempo e as forças em disputa, por Ion de Andrade

Foto: Reprodução

Recentemente assisti a um filme de Renato Tapajós de 2006 intitulado “Políticas de Saúde no Brasil: Um Século De Luta Pelo Direito à Saúde”.

O filme estabelece um paralelo entre a história do Brasil no século XX e a evolução dos diversos modelos assistenciais que atravessaram a nossa história. Os últimos fatos mostrados tocam à oitava Conferência Nacional de Saúde e à criação do SUS.

Interessante ter visto esse balanço histórico de um século, soldado por inúmeras vitórias populares, das quais o SUS é parte, à luz dos dias de hoje.

Obcecados pelo presente, como estamos hoje, e não sem razão, o filme retrospectivo me permitiu :

a) dimensionar o retrocesso atual à luz da história,  

b) dimensionar as forças em disputa ontem e hoje e

c) perceber, para além da tristeza e dores do momento que a luta social se desenrola em longos períodos de tempo e que as vitórias são a obra de um ator social que vence o tempo, que é maior que a singularidade dos indivíduos e que é transcendental. Leia mais »

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Maioria dos hospitais não têm condições de atender casos de AVC, diz CFM

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com médicos afirma que 76% dos hospitais públicos não têm condições para atender adequadamente casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
 
Os médicos neurologistas e neurocirurgiões dizem que somente 3% dos serviços possuem estrutura considerada muito adequada, enquanto 21% são adequados. Foram entrevistados 501 médicos que atuam em serviços de urgência e emergência na saúde pública de todo o país. 
 
Os profissionais responderam um questionário que levava em consideração pontos como o acesso a exames de imagem em até 15 minutos, a disponibilidade de leitos e medicamentos específicos, triagem dos pacientes identificados com AVC de maneira imediata, a capacidade da equipe médica especializada e a qualidade das instalações disponíveis. 
 
Hideraldo Cabeça, neurologista responsável pela pesquisa, aponta que o AVC é a segunda principal causa de morte no Brasil, e a principal causa de incapacidade no país e no mundo. 

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Mais de um milhão de pessoas deixaram de ter plano de saúde, aponta levantamento

 
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Foto: Darko Stojanovic/Pixabay
 
Jornal GGN - Números do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostram uma queda de 2,2% no mercado brasileiro de planos de saúde em maio, na comparação com o mês anterior. 
 
A diminuição representa uma perda de cerca de 1 milhão de vínculos, reduzindo o total de benefícios de beneficiários de planos de saúde a 47,36 milhões. Leia mais »
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Usuários de drogas da 'nova cracolândia' em SP são impedidos de montar barracas

Atualizado 15h30
 
Nova ação da política anticrack promovida por Doria e Alckmin aconteceu na manhã deste domingo (11). Seis horas após a intervenção, a PM liberou os usuários que passavam por revista a reocuparem a praça
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - A prefeitura e o Estado de São Paulo promoveram uma nova ação na manhã deste domingo (11), por volta das 6h para dispersar usuários de drogas na região central da cidade. Com o auxílio da Guarda Civil Municipal a da Polícia Militar, o perímetro a volta da praça Princesa Isabel foi isolado e os dependentes químicos que mantinham barracas no local foram dispersados e alguns deles, considerados traficantes, presos. O local ficou conhecida como a "nova cracolândia" depois da ação do dia 21 de maio que dispersou usuários de crack da antiga cracolândia. 
 
Seis horas após a ação, a PM liberou os usuários que passavam por revista a reocuparem a praça, localizada a 400 metros da cracolândia. Os dependentes foram proibidos de levar elementos para a construção de barracas, como lonas e atacas. 
 
Segundo a Folha de São Paulo, não houve enfrentamento, mas alguns dependentes atearam fogo em lixos e colchões para tentar obstruir as atividades. As administrações de Alckmin e Dória anunciaram que não irão mais permitir a montagem de barracas por usuários em qualquer ponto central da cidade. No dia 21, os dois governos receberam críticas por realizarem as atividades sem a consolidar uma estratégia mais ampla com os responsáveis pela área da saúde e assistência social, e sem realizar o cadastramento prévio dos usuários, uma das promessas do novo programa anticrack de Doria.
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"Planos de saúde acessíveis" rebaixam direito de saúde a bens, diz PFDC

 
Jornal GGN - A sugestão do governo de Michel Temer, apresentada pelo Ministério da Saúde, comandado pelo já alvo de críticas e polêmicas Ricardo Barros, de oferecer "planos de saúde acessíveis" é uma "clara ofensa à disciplina constitucional" do SUS (Sistema Único de Saúde) e sequer representa uma "garantia de benefício" aos consumidores, afirmou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) .
 
Em nota técnica encaminhada na última semana, a Procuradoria do Ministério Público Federal critica duramente a proposta do Ministério, encaminhada no dia 7 de março à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que tem como tese oferecer planos de saúde com preços mais baixos e, consequentemente, com menor cobertura.
 
"A ideia é desonerar o sistema público de saúde de uma parcela dos serviços que atualmente presta, que passariam a ser ofertados pelo setor privado", explicou o órgão. Segundo o relatório dos procuradores, a sugestão não só "não oferece vantagens ou melhorias para a prestação da atenção à saúde pelo serviço público", como "desorganiza o SUS".
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O cenário pós-eleições da saúde mental no país, por Adriana Marino

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Do Psicanalistas pela Democracia

Back to the future ou o cenário pós-eleições da saúde mental no país

por Adriana Marino

Psicanalistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, médicos e demais profissionais ligados à saúde mental: o que podemos esperar com relação ao cenário que se desponta com a chegada dos governos municipais na virada do futuro ano de 2017? A resposta é simples: governos engendram políticas públicas de saúde e de saúde mental que marcam a situação e trazem os destinos em que estamos e iremos nos inserir como profissionais em nossas práticas públicas e privadas.

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Carne brasileira é forte, defende ex-servidor do MAPA

Jornal GGN - Esclarecimento de um ex-servidor do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que ajudou a estruturar no Sistema de Inspeção Federal (SIF), a respeito da Operação Carne Fraca da Polícia Federal: 
 
 
Enio Marques defende Sistema de Inspeção Federal e alerta à necessidade de Ministério assumir forte posicionamento na comunicação: 
 
Caros, o centenário SIF e os seus servidores são vítimas.  A seguríssima carne brasileira é vítima. Entendam que não são a carne e o SIF os acusados. Os acusados são os gestores do Mapa no Paraná que, segundo a Justiça Federal, usaram as suas investiduras para promover extorsões, criar dificuldades, vender facilidades, perseguir servidores. 
 
Por Enio Marques 
 
Caros amigos, a carne é forte!!!!
 
A repercussão internacional parece, de fato, ter potencial de dano as imagens do SIF e das carnes. 
 
Alguns governos, com base no que está sendo divulgado, poderão ceder à pressão de produtores, da imprensa, de parlamentares e de consumidores. Sei muito bem o que é isso!!!
 
Na sexta feira (17) pensei que os riscos às exportações e ao consumo de carnes fossem insignificantes. Mas a maciça divulgação e as matérias jornalísticas nas grandes mídias levaram muitos a acreditar que as carnes têm problemas. Um boi puxa uma boiada...
 
Lamentavelmente, a comunicação da prisão de acusados de corrupção deu a entender a população que carne é risco à saúde pública.
 
Por ter atuado tantos anos na construção dessa sólida base internacional de credibilidade do SIF e da defesa, por ter vivenciado várias crises, por talvez ser um dos poucos brasileiros, ainda vivo, que participou das rodada de negociações sanitárias e fitossanitárias internacionais, no maior número de acordos bilaterais realizados pelo Brasil, sinto-me credenciado e, por isso, na obrigação, de colaborar na busca da verdade.
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Ministro da Saúde diz que obesidade infantil é culpa das mães que "não ficam em casa"

Da Fundação Perseu Abramo

Após o fiasco da fala de Temer no dia 8 de março sobre as mulheres, naturalizando a limitação da mulher ao âmbito doméstico e afirmando que nossa contribuição à economia se restringia a notar desajustes nos preços do supermercado, o ministro da Saúde não ficou atrás: no dia 16 de março, Ricardo Barros afirmou que a obesidade infantil decorre do fato de que as crianças não têm oportunidade "de aprender a descascar alimentos" com suas mães.

Disse, ainda, que hoje "as mães não ficam em casa, e as crianças não têm oportunidade, como tinham antigamente, de acompanhar a mãe nas tarefas diárias de preparação dos alimentos". Assim como Temer, Barros interpreta que o cuidado com a casa e com os filhos é responsabilidade exclusivamente materna e culpa as mães que ousam trabalhar fora de casa.

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Fosfoetanolamina: Anvisa manda suspender propaganda

Oncologista alerta para falta de estudos que comprovem eficiência terapêutica do produto que passou as ser vendido como suplemento



Jornal GGN - Para burlar o controle sanitário, a fosfoetanolamina deixou de ser comercializada como medicamento,  passando a ser vendida como suplemento alimentar.

Ainda assim a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou recentemente que as propagandas publicitárias na internet sobre o produto sintético fossem retiradas, destacando que a legislação sanitária não permite que um suplemento alimentar alegue propriedades terapêuticas – tipo de informação que está sendo divulgada nas propagandas veiculadas na internet.

Em entrevista ao portal Brasileiros, o oncologista clínico Helano Freitas, coordenador de Pesquisa Clínica do A.C.Camargo Cancer Center, alertou para a falta de estudos empíricos que comprovem a eficácia do produto e ainda questionou: Por que os desenvolvedores não investiram em estudos e decidiram distribuir indiscriminadamente a substância? E por que agora decidiram comercializá-la a qualquer custo, não mais com finalidade terapêutica, mas como suplemento?
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Dona Marisa segue na UTI com condições inalteradas

 
Jornal GGN - De acordo com boletim médico divulgado ontem (29), a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva segue internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Sírio-Libanês. 
 
Dona Marisa “segue sob monitorização, com condições clínicas e neurológicas inalteradas”, segundo o hospital. 

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Em novo boletim, hospital informa que dona Marisa passou por novo procedimento

Jornal GGN - O hospital Sírio Libanês atualizou o boletim médico da ex-primeira-dama Marisa Letícia, na manhã desta quarta (25). Segundo o informe, a esposa do ex-presidente Lula "segue internada sob cuidados intensivos. Nas últimas horas, foi submetida a nova avaliação tomográfica de crânio para controle de sangramento cerebral. Após avaliação das equipes médicas foi realizada a passagem de um cateter ventricular para monitoração da pressão intracraniana."

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SUS perderá R$ 1 bilhão e meio com mudanças no seguro de veículos

Jornal GGN - O SUS (Sistema Único de Saúde) vai perder R$ 1,5 bilhão de recursos. Isso porque a nova regulamentação do DPVAT vai impactar diretamente no orçamento direcionado à saúde.

Em sua coluna em O Globo, nesta quarta (21), Lauro Jardim explicou que o DPVAT, seguro obrigatório dos veículos, teve alterações: caiu em 37,2% o valor a ser pago pelos proprietários. 

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Aos colegas Cubanos, por Régis Eric Maia Barros

Aos colegas Cubanos, por Régis Eric Maia Barros

Nesse período do Programa “Mais Médicos”, eu tiver o prazer de conhecer alguns médicos cubanos. E, com esse pequeno texto reflexivo, reporto-me a eles. Pois bem, o referido programa governamental foi capaz de trazer um desconforto imenso nas entidades médicas e em muitos médicos. Esse desconforto, infelizmente, se materializou em vários atos que, para mim, atacam à ética. Certamente, as relações estremecidas entre o governo federal e parte da classe médica catalisaram muitas atitudes destas que merecem reprovação. No entanto, eu não creio que isso tenha sido o único promotor das diversas posturas ora desdenhosas, ora agressivas, ora preconceituosas aos colegas cubanos.

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Saúde, direito dos planos, dever dos mais pobres, por Ion de Andrade

Por Ion de Andrade

Pode um ministro da saúde ameaçar a ordem constitucional?

Na semana passada o ministro da Saúde Ricardo Barros foi a público, em entrevista à BBC, dar como inviável o princípio constitucional da saúde como direito de todos e dever do Estado. A suposta falta de recursos estaria na raiz do problema. Os planos de saúde, mais baratos e com menor cobertura, seriam a solução.

É evidente que o Ministério da Saúde já teve ministros preocupados com o financiamento da saúde, como foi o caso de Adib Jatene, que propôs a criação da CPMF, além de outros que militaram pela inclusão dos recursos oriundos do pré-sal na saúde, ou pela regulamentação da emenda 29 que estabelece a vinculação de recursos das três esferas de governo para um processo de financiamento mais estável do SUS. O atual ministro não pertence a essa família honrosa de ministros, aliás de muitas e variadas origens partidárias.

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A entrevista de Oliver Sacks que virou documentário e transformou uma vida

Oliver Sacks com óculos de mergulho
 
Jornal GGN - "Eu não posso fingir que eu não tenho medo. Mas o meu principal sentimento é só um: de gratidão. Eu tenho amado e tenho sido amado; Eu tenho ganhado muito e tenho dado algo em troca; Eu tenho lido, e viajado, e pensado, e escrito". O trecho é do impactante artigo do neurologista Oliver Sacks, anunciando no The New York Times, em fevereiro de 2015, que morreria em breve de um câncer intratável.
 
A história do neurologista mais famoso do mundo, que lidava com pessoas com doenças e síndromes congênitas incuráveis, comoveu os países. Mas meses antes de sua morte, a jornalista Mônica Vasconcelos da BBC Brasil, sem saber o que passaria com o médico, o entrevistou.
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