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Sociedade

A Virgínia é para os que amam?, por Hélio J. Rocha Pinto

O slogan turístico do estado afirma que a "Virginia is for lovers" (Virgínia é para os que amam). Neste fim de semana, descobrimos que a Virgínia também acolhe alguns que odeiam. (Estátua de Robert Edward Lee, por Cville Dog, fonte: wikimedia)

A Virgínia é para os que amam?

por Hélio J. Rocha Pinto

O estopim foi a proposta de retirada da estátua do General Lee, que se ergue altaneira no centro do Lee Park, área central de Charlottesville. O ato Unite the Right, convocado por grupos de extrema direita, levou centenas de manifestantes e contramanifestantes às ruas dessa pacata cidade universitária. O confronto levou a três mortes: um contramanifestante atropelado por um supremacista, e dois policiais que morreram na queda de um helicóptero, além de uma dúzia de feridos.

Alguns leitores brasileiros podem ter ficado com a impressão de que Charlottesville é um antro de nazistas. A realidade é muito mais complexa.

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A satisfação constante e a força interior: os maiores presentes dos filhos para os seus pais

Enviado por Regis Mesquita

Ilustração: Snezhana Soosh

É caro ter filhos, dizem uns. Filho dá trabalho, dizem outros. É muita responsabilidade, é estressante... A negatividade segue em frente, desmotivando as pessoas a terem a mais profunda e completa experiência da vida: ser pai.

 

Tudo na vida tem seu custo, mas tem também sua beleza e sua facilidade.

 

Vamos entender com exemplo bem simples:

 

Um dia, para você, quando era bebê, o ato de andar foi muito difícil. Tinha o risco de cair, a falta de controle muscular, várias tentativas fracassadas de se levantar. Mas, você não desistiu. A natureza te deu força interior para persistir. Persistiu tanto que aquilo que era difícil tornou-se fácil. O que era complicado tornou-se simples e até hoje você usufrui do benefício de andar.

 

Todos os dias, a sua vida é mais fácil e mais satisfeita porque você aprendeu a andar. Você pode não valorizar, mas são estas pequenas satisfações constantes que garantem seu bem estar e sua motivação para seguir em frente. Você foi treinado para não ser grato por andar. Você foi treinado para não contabilizar e nem se maravilhar com os seus ganhos. Você foi treinado para focar sua insatisfação, o que falta e o que te incomoda. Sua perna funciona bem, seus passos são leves, então você esquece. Lembrará quando a dor ou a doença te mostrarem o que tinha e perdeu.

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Clínica Aberta de Psicanálise

 

 
do Psicanalistas pela Democracia
 

Vivemos um momento de grandes impasses políticos, econômicos e ecológicos que exigem da psicanálise o deslocamento de suas crenças originais de modo a escutar as singularidades das experiências contemporâneas.

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Alternativas locais para o campo brasileiro, por Rui Daher

Alternativas locais para o campo brasileiro

por Rui Daher

em CartaCapital

Nem todas as inovações da agricultura saem da pesquisa acadêmica ou dos grandes laboratórios: há muita coisa em pequenas empresas e até nas fazendas. Como tratar disso não traz patrocínio, a mídia convencional não fala isso.

Em 1776, num dia 4 de julho, os Estados Unidos da América se declarou independente da Inglaterra e a partir daí os países lusófonos, como o Brasil, ganhamos intimidade para os chamar de EUA. Exatos 89 anos depois, o escritor britânico Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Dodgson, publicou “Alice no País das Maravilhas”, exercício do que viria a ser a antiga colônia.

Mais de 50 anos atrás, nas reuniões da União Paulista de Estudantes Secundários (UPES), eu ouvia-se questionarem tal apropriação indébita: “Como América? Anexaram os países das Américas do Sul e Central”?

A História mostra que sim. Se não institucionalmente, na forma de invasões armadas ou, indiretamente, dando apoio diplomático, econômico e de armamentos a governos ilegítimos, caudatários dos interesses do império.

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Livro que aborda crise e futuro da esquerda é tema de debate pelo Fiocruz

Do CEE-FIOCRUZ

Os desafios de uma esquerda enfraquecida frente à abertura de um novo ciclo político serão analisados no próximo debate online da série Futuros do Brasil, realizada pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. A discussão se dará em torno do livro Esquerda: crise e futuro, do professor e pesquisador José Maurício Domingues, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj e pesquisador associado do CEE-Fiocruz. Ao seu lado, participará do debate a professora Ingrid Sarti, do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional (Pepi-UFRJ), fazendo comentários à exposição do autor. O evento será realizado em 1/6/2017, e como nos demais debates online da série, a participação é virtual. Qualquer pessoa pode se conectar pelo blog do CEE-Fiocruz, acompanhar o debate em tempo real e fazer perguntas aos participantes.  

No livro, José Maurício Domingues discute as perspectivas da esquerda, do século XIX às alternativas contemporâneas, conectando a discussão às escolhas feitas pela esquerda brasileira nas últimas décadas. “Busco apresentar que novos processos se apresentam e que respostas a esquerda precisa construir estrategicamente, para além do social liberalismo e do neodesenvolvimentismo, com o apoio ao combate à corrupção (neopatrimonialismo) que grassa no Estado brasileiro e com uma nova coalizão”, explica.

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Uma "fake news" que pode se tornar verdadeira

A popularidade de Michel Temer desabou.

Incompetente e corrupto, o usurpador brasileiro conseguiu unir contra si toda a oposição e parte do grupo que o levou ao poder.

Católicos e evangélicos exigem a renúncia.

O MPF ameaça Temer com novos processos.

Vários pedidos de Impedimento foram protocolados na Câmara dos Deputados.

Nas ruas já começou a ganhar força o Movimento Diretas Já, que encontrou nas redes sociais um multiplicador importante. 

Nem mesmo as Forças Armadas irão defendê-lo se o povo investir contra o Jaburu. 

Acuado, Michel Temer já não governa.  Leia mais »

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Uma corrente que segura também atropela

Aécio Neves foi vítima do seu desejo neurótico de controlar ferozmente a própria imagem. Se convivesse com as críticas (como Lula, por exemplo) ele provavelmente teria suavizado seus hábitos e modificado sua forma de se comportar.

Acostumado à ausência de críticas ele se tornou uma besta fera incontrolável. Quando a represa de notícias se rompeu, o lixo acumulado dele era comparável àquele da Samarco. O resultado aí está: num dia ele era Senador e presidente do PSDB; no outro se tornou um bebum chorão desesperado que não tem condições nem mesmo de lutar pela sua liberdade. Leia mais »

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Testemunhas reforçam tese de massacre a posseiros no Pará

Pertences foram deixados para trás na Fazenda Santa Lúcia, local das 10 mortes (Foto: CNDH)
 
Por Ciro Barros 
 
 
Da Agência Pública
 
Posseiros dizem ao Ministério Público que colegas foram rendidos antes de serem mortos; uma testemunha está desaparecida: teria sido levada pela polícia no dia dos assassinatos no Pará

Três testemunhas oculares ouvidas pelo Ministério Público do Pará e pelo Ministério Público Federal deram depoimentos que reforçam a suspeita do CNDH de que os posseiros mortos na fazenda Santa Lúcia, no município paraense de Pau D’Arco, foram executados.

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A hora do pesadelo municipal

Esta noite tive um novo pesadel interessante.

“Estou na sede de uma prefeitura. Não sei exatamente o que estou fazendo ali. As reclamações não tem fim, mas a leitura delas não vai começar. O prefeito que saiu deixou o município povoado de problemas enquanto se limitava a cultivar a vaidade e a dilapidar o orçamento com propaganda. Durante seu mandato as pilhas de papéis se acumularam nos corredores e nas salas. Já é quase impossível transitar entre elas. Leia mais »

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O discurso liberal na periferia de São Paulo: lições à esquerda

Por Laércio Portela

Até que ponto percepções cristalizadas na elite política e formadora de opinião, incluindo aí a esquerda acadêmica, partidária e de classe média, têm base na realidade das periferias brasileiras? O mundo dividido em direita e esquerda, a crítica absoluta à meritocracia e ao consumo, a associação dos valores da família e da religião ao conservadorismo político…

Algumas respostas a essa pergunta incômoda vieram à tona na pesquisa Percepções e Valores Políticos nas Periferias de São Paulo realizada pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao Partido dos Trabalhadores. Nela, foram realizadas entrevistas em profundidade e com grupos focais formados por moradores de bairros da periferia da cidade de São Paulo que ganham até 5 salários mínimos. Moradores que votaram no PT entre 2000 e 2012, mas não votaram em Dilma Rousseff para presidente em 2014, nem em Fernando Haddad para prefeito em 2016. Leia mais »

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Aos novos jornalistas, por Gilson Caroni Filho

Aos novos jornalistas, por Gilson Caroni Filho

Discurso de Paraninfo do Curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha)- Turma 2016.2

Prezados colegas que compõem a mesa, prezados formandos, familiares e amigos aqui presentes.

Uma formatura é sempre um momento especial. Nele rememoramos o que foi o convívio acadêmico, o aprendizado de saberes fundamentais (teóricos e práticos) para o bom exercício do jornalismo e o quanto lutamos para estarmos aqui, neste 29 de março de 2017, com a sensação de missão cumprida.

Meus queridos alunos, em toda solenidade como esta eu me emociono. Não só pela homenagem em si, mas pelo que ela contém: o entrelaçamento de duas histórias: a minha e a de vocês, que começou nas salas, em aulas de Sociologia e de Cultura, Memória e Sociedade, e, acreditem, não vai terminar aqui.

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Retratos da violência contra a mulher, por Maíra Vasconcelos

Retratos da violência contra a mulher

por Maíra Vasconcelos

Esta reportagem reúne 32 depoimentos de mulheres vítimas de violência, que se apresentaram formalmente para fazer o boletim de ocorrência (BO), na Delegacia Especializada da Mulher, do Idoso e da Pessoa com Deficiência, em Belo Horizonte. Os relatos foram colhidos em visita à delegacia, uma vez por semana, no período de um mês e meio – entre janeiro e março deste ano. A delegada Danúbia Quadros, da Polícia Civil de Minas Gerais, autorizou a reportagem a permanecer por duas horas na delegacia, todas as quartas-feiras. A abordagem aconteceu enquanto as vítimas esperavam na recepção para serem chamadas a prestar depoimento.

Por medo, muitas mulheres disseram não querer relatar seu caso à imprensa, afirmando estarem sob ameaça de morte. Foram muitas as vítimas que, por medo de “acontecer alguma coisa pior”, não quiseram falar. A frequência de mulheres na delegacia é maior nas segundas e terças-feiras, segundo explicou Danúbia Quadros, por serem os dias logo após o fim de semana, quando ocorrem festas, reuniões familiares, maior ingestão de álcool e drogas ilícitas.

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O plano perfeito de dois amigos para confundir seu professor

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Menino pede para cortar o cabelo igual ao do amigo e emociona as redes sociais
 
Enviado por Mara L. Baraúna
 
Do El País

O plano perfeito de dois amigos para confundir um professor nos EUA

Lydia Stith Rosebush disse ao seu filho Jax, de quase 5 anos, que estava na hora de cortar o cabelo. O menino lhe propôs então de raspar a cabeça, para ficar parecido com seu amigo Reddy Weldon, e assim os dois poderiam fazer uma brincadeira com seu professor: quando chegassem na segunda-feira à escola com o mesmo corte de cabelo, ele não conseguiria saber quem era um e quem era o outro.

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Liga pra mim também, Lulaaaa!!!!!, por Grauninha

Esse texto da Elika saiu aqui no Blog. Agora a pouco ela postou esse...Minha Nossa Senhora do Cosmos das Aves Tropicais, adivinhem quem ligou pra ela???? Eu aqui... anos... anos escrevendo... nadica de nadas. Inveja branca, sô!!!! Liga pra mim também, Lulaaaa! 03124988....hehehe

por Elika Takimoto

`Deixe de bobeira, companheira. Sou eu!`

no Minha Vida é um Blog Aberto

Estava eu lendo as mensagens que recebo inbox (são inúmeras e não dou conta de responder todas) quando vejo a de uma moça dizendo que trabalha no Instituto Lula e gostaria de conversar comigo sobre um texto que escrevi cujo link para quem não viu segue aqui:

https://elikatakimoto.com/…/24/prometo-nao-tocar-no-assunto/

A moça que se chama Gabriella pediu meu telefone. Dei uma estalqueada de leve nela para saber com quem estava conversando e se poderia fornecer meu número. Vi várias fotos no perfil dela com o Lula. Quem tira foto com o Lula não pode ser má pessoa, pensei. Quem acreditou e acredita nele torce para que a desigualdade social diminua, fica feliz em ver negros em universidades e pessoas saindo da linha da miséria. Então, concluí, ela tem cara de quem vai fazer um bom uso do meu telefone e do meu voto de confiança.

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Totalitarismo: 1984 - 2017, por Nirlando Beirão

Para Orwell, o totalitarismo não tinha mapa, não tinha dataGeorge Orwell

Sugestão de WG

da CartaCapital

Totalitarismo: 1984 - 2017

por Nirlando Beirão


Os dissidentes são “vaporizados” em expurgos que não deixam traços nem memória. A única verdade é a que emana do poder – e ela pode, claro, ser o tempo todo corrigida e reescrita. A democracia é o regime que enfraquece o homem. A ciência só faz sentido se atuar em prol da dominação.

Ao publicar seu arrepiante 1984, no verão de 1949, George Orwell, nascido Eric Arthur Blair, facilitou a imediata analogia com o totalitarismo soviético e as primeiras leituras vieram a ressaltar, quando a Guerra Fria começava a ferver, o até certo ponto inesperado realinhamento ideológico de alguém que tanto se interessara antes pela sorte dos deserdados do capitalismo britânico (em A Caminho de Wigan, de 1937, por exemplo) e que chegara a empunhar armas ao lado dos militantes antifascistas na Guerra Civil Espanhola (Homage to Catalonia, de 1938). 

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