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Sociedade

Construindo mundos, por Gustavo Gollo

  

Sobre a proliferação de mundos

Recapitulemos: o que existe é o mundo real. Podemos construir coisas reais, assim como os passarinhos tecem ninhos e as abelhas constroem colmeias. Do mesmo modo, construímos casas, fábricas e objetos. Com o auxílio de fábricas, podemos construir uma vasta profusão de objetos reais, objetos com existência material, que podemos segurar, apalpar.

Inventamos também, uma outra forma de existência, não material. Trata-se de um outro modo de existir, não materialmente, mas simbolicamente. Esse modo de existência não transcorre diretamente no mundo real, mas em um mundo simbólico em nossas mentes. Ao contrário dos objetos reais, que existem no mundo real, as entidades simbólicas existem apenas no mundo simbólico, exercendo, assim, um outro nível de existência, um outro modo de existir.

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Crônicas de um amor à base de muito sim e alguns nãos necessários, por Matê da Luz

Meu guia de vida vendido nas bancas, a Revista Vida Simples, traz este mês um tema já abordado por aqui - alô, sou tendência! - e discutido a duras penas por todo e qualquer ser humano, seja exterior ou interiormente. Afinal, quem nunca teve dúvidas pra dizer NÃO que atire a primeira pedra... mas lá, pro outro lado, que eu não quero me machucar (o que tenho já basta).

Dizer não requer prática, consciência, sabedoria quase que ancestral - afinal de contas, palavrinha que estabelece limites jamais passa assim, batido. O não em sua infinita finitude traz pontos. Pingos nos is. E isso tem importado deveras por aqui.

 

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A imprensa e a construção do inimigo interno, por Fábio de Oliveira Ribeiro

A imprensa e a construção do inimigo interno

por Fábio de Oliveira Ribeiro

A Constituição de 1967, emendada em 1969, garantia a integridade física e moral do detento. A regra não se aplicava aos acusados de serem comunistas, pois eles eram torturados e até mortos pelos agentes da ditadura militar.

O moinho do mundo girou e ganhamos uma nova Constituição em 1988. Ela garante o princípio da legalidade, a presunção de inocência e o devido processo legal. Mas José Dirceu foi condenado e preso porque não provou sua inocência e Lula foi obrigado a recorrer de uma sentença condenatória que o responsabilizou por receber, a título de propina, um imóvel cuja posse e propriedade ele nunca teve. Todos os bens legitimamente de Lula foram bloqueados, menos o Triplex objeto de crime (pois o imóvel estava e está em nome do seu verdadeiro proprietário).

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Bonsonarices do bolsonaro

Há alguns dias o deputado Jair Bolsonaro disse que a especialidade dele é matar. Bob Fernandes comentou a frase, chamando-o de fascista, mencionou o resultado de uma pesquisa e relembrou a história da Alemanha nos anos 1930 https://www.facebook.com/bob.fernandes.imagine/videos/1361582410603761/.

Franklin Delano Roosevelt, pai do Neal Deal, disse que a única coisa a temer é o próprio temor. Ele estava certo nisto e na absoluta necessidade do Estado tributar os ricos e investir em obras de grande envergadura para recuperar uma economia submetida à uma forte depressão.

Não Bob Fernandes. Não devemos temer Bolsonaro. Devemos apenas dizer três coisas para ele:

1-    Seu discurso não me convence – nenhuma guerra civil é necessária ou inevitável.

2-    Você não me amedronta – sei quais são os meus direitos e vou lutar para defendê-los de maneira pacífica e de outras formas também. Leia mais »

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Editorial. “Fora Marcela, mas deixem o Temer”, por Rui Daher

Editorial. “Fora Marcela, mas deixem o Temer”

por Rui Daher

Preferem? Melhor assim? Pelas reações negativas ao meu texto de ontem, publicado no BRD, Blog-Boteco Rui Daher, e sucursal FD, Fígado Diário, hospedados neste GGN, espero que o título-antípoda de hoje sirva de pedido de desculpas a quem tanto se indignou.

Quem me conhece sabe que sou uma moça e nunca ousaria ferir os estamentos da paróquia feminista, pois estaria ferindo a mim mesmo.

Enquanto escrevia já previa tais reações. Nojo, vergonha alheia, pior que o Danilo Gentili, mau gosto, merda, grossura. No fundo, censura e patrulha. A mesma que já acontecera quando postei um texto ilustrado pela foto de uma atriz linda em casto maiô. Disseram eu ter tratado a mulher como objeto. Brilhantes intelectuais que são, poderiam ter optado entre reificação (Marx) ou coisificação (Adorno).

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Como pensa o morador de periferia que se declara ex-eleitor do PT

Foto: Fábio Arantes/Secom
 
 
Jornal GGN - A Fundação Perseu Abramo realizou, entre novembro de 2016 e janeiro de 2017, uma pesquisa com 63 moradores da periferia de São Paulo, cuja renda familiar gira em torno de dois a cinco salários mínimos, e que declararam algo em comum: votaram no PT em todas as eleições desde 2000, mas não ajudaram a reelger Dilma Rousseff em 2014 nem Fernando Haddad em 2016.
 
A pesquisa revela como pensa esse eleitor em relação ao Estado, à política, ao trabalho, religião, família e sociedade. E concluiu, entre outros pontos, que para esse campo, a política está em descrédito, o Estado é sinônimo de coisa pública e de má qualidade, que as igrejas neopetencostais cresceram não por difundir um pensamento conservador, mas por dar sentido às relações comunitárias, e que figuras como Silvio Santo, Lula e João Doria são exemplos do que esses eleitores querem ser: alguém que ascendeu de baixo e "chegou lá". 
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Ode a Brecht, através de uma obra sua

Enviado por Alfeu

"Nada é impossível de mudar", com Antonio Abujamra

 

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A Revista Poder deste mês, por Matê da Luz



Por Matê da Luz

Não sei onde li que não é pra começar a retrospectiva ainda, porque 2016 está sendo "cada dia um flash".

Estudei em escolas particulares caras, tive oportunidade atrás de oportunidade na vida (e ainda tenho, axé!), já fiz muito rolo com dinheiro por conta de ambição e vazio existencial e, enfim, me recordo de momentos quase que absolutamente egoístas na minha trajetória. Tenho o que comer (bem), onde dormir (confortavelmente) e uma família que garante bases excelentes para meu desenvolvimento. Viajei para alguns países, falo inglês, tenho assinatura de Netflix e Spotify, plano de saúde com boa cobertura, além de garantir basicamente os mesmos benefícios para minha filha.

Definitivamente não sou partidária de esquerda porque tive uma vida sofrida.

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O mundo do faz de conta de Bia Doria, por Marcelo Rubens Paiva

do Estadão

O mundo do faz de conta de Bia Doria

por Marcelo Rubens Paiva

É a estrela da semana; duas grandes entrevistas.

Uma para o ESTADÃO [Sonia Racy] e outra para a Folha [Silas Mastí].

Seu site foi atacado por hackers: http://www.biadoria.com.br/

Mas ficamos sabendo da intimidade e o que pensa a artista plástica BIA DORIA, nova primeira-dama de São Paulo.

Requereu Lei Rouanet [inimiga da direita raivosa] para uma exposição em Miami em 2014 e produzir e publicar um livro no primeiro semestre de 2016 sobre sua obra [Pronac 154597].

O livro BIA DORIA – PRETO NO BRANCO, com tiragem de 1.500, para documentar suas esculturas vem com texto de Márcio Pitliuk, em duas línguas.

JUSTIFICATIVA para a captação: “Livro servirá de referência para estudantes, leitores interessados na arte brasileira, colecionadores que buscam informação e registro documental da artista”.

Pediu R$ 373 mil. Foi autorizada a captar R$ 300 mil.

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Porque errar, às vezes, faz bem!, por Gi Oliveira

Porque errar, às vezes, faz bem!

por Gi Oliveira

Já parou para pensar em quem você seria hoje se tudo o que planejou fazer, ao longo da sua vida, tivesse dado certo, exatamente como imaginou? Seria uma pessoa feliz, mais culta, satisfeita, realizada? Você conheceria as mesmas pessoas e lugares? Saberia tudo o que sabe hoje? Se sua resposta foi sim, acredito que esteja enganado e já digo o porquê.

Vários conhecimentos acumulados ao longo de sua vida só foram possíveis por conta do aprendizado conquistado com seus “erros”. Quando algo saiu diferente do programado, você utilizou sua capacidade de raciocínio para instintivamente aproveitar o que era possível e reorganizar sua estratégia. Criou uma solução ou adaptação para aquela fragilidade, aquele fato não previsto. Conclusão: independente do que planejou executar, você se sofreu um up grade, se aperfeiçoou ao superar esta adversidade, persistir e adaptar-se à nova situação ou circunstância.

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A integridade de Dilma, o golpe e o dilema do brasileiro, por Sérgio Reis

A integridade de Dilma, o golpe e a rejeição do brasileiro à corrupção como mera questão moral – e não ética

por Sérgio Reis

Uma das questões interessantes desse (farsesco) processo de Impeachment é que ele produziu um resultado diametralmente oposto às expectativas de um contingente social significativo. Explico. Por aqui, pelo menos dois elementos sempre acompanharam vigorosamente, no sentimento social médio, a política nacional: o personalismo e a rejeição moral à corrupção. Leia mais »

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STF derruba restrição de horários para programas com classificação indicativa

 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta quarta-feira (31) a limitação para veicular programas de rádio e televisão em horários antes não permitidos, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
 
O dispositivo proibia, por exemplo, que programas para maiores de 14 anos fossem exibidos antes das 21h. Agora, as emissoras de rádio e TV têm liberdade para definir os horários de programação, devendo apenas exibir o aviso sobre o conteúdo dos programas.
 
O fim da regra foi motivado pela Ação Direta de Inconstitucionalidade protocolada pelo PTB, em 2001, e que tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF), desde 2011. De acordo com o relator da ação, o ministro Dias Toffoli, a restrição era inconstitucional. 
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O sonho brasileiro e olímpico de 2009, por Gustavo Gollo

Em 2009, enquanto o mundo tentava se desvencilhar de uma crise gigantesca, o Brasil festejava enormes conquistas sociais recém-conseguidas, e grandes a ponto de sustentar o crescimento econômico do país em meio ao maremoto financeiro que alvoroçava todo o planeta. Depois de 500 anos, tínhamos finalmente entrado nos trilhos e, em reconhecimento, ganhávamos o direito de sediar as duas grandes festas esportivas mundias, os dois eventos mais populares no mundo. A conquista era significativa, as olimpíadas nunca haviam sido realizadas na América do Sul e tal ocorrência decorria da constatação de que as coisas iam muito bem por aqui.

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Por que a esquerda é incapaz de propor alternativas? Por Rui Daher

Por Rui Daher

Da CartaCapital

O filósofo esloveno Slavoj Žižek e o economista turco Dani Rodrik, de Harvard, colocam o dedo na ferida. Robert Gordon, "Ascensão e Queda do Crescimento Americano"

Chico Buarque não perde a atualidade. Experimentem multiplicar por menos um a letra de “Vai passar” e vejam se o resultado não retrata exatamente a atual situação política do Brasil. Voltamos a “uma página infeliz de nossa história”.

Não, não mudei de ideia. Falaremos das garfadas que se pretende dar nos direitos trabalhistas. Antes, porém, quero comentar a desilusão exposta, nesta CartaCapital, pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek, com a incapacidade de uma esquerda fragmentada propor saídas ao capitalismo.

Pode parecer irônico, mas hoje em dia é no lado sério do pensamento conservador que leio os melhores arrazoados sobre a inação da esquerda, num momento em que o capitalismo mostra sinais óbvios de avançada necrose. Nada a ver, porém, com os arremedos de ortodoxia econômica que temos na Federação de Corporações.

Dani Rodrik, professor de economia política internacional, em Harvard, escreveu artigo publicado no Valor (18/07), perguntando: “se a globalização acentua a divisão de classes (...) por que a esquerda foi incapaz de articular uma contestação política significativa a ela”?

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A loucura da meritocracia, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

A loucura do pensamento meritocrático está em dizer prá você que só vai vencer através do estudo, esforço e mérito... até o momento que você tem tantos méritos que se torna caro para a corporação... e aí ela te manda embora junto com todos os seus méritos...

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