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Televisão

A nova mitologia gastronômica com Rodrigo Hilbert e MasterChef, por Wilson Ferreira

 
por Wilson Ferreira

Comer não é apenas para o estômago. Junto com o alimento também ingerimos mitologias - conotações, simbolismos, narrativas, retórica etc. Como um sismógrafo, as mitologias dos alimentos mudam ao sabor dos contextos sociais e políticos de cada época. Dos velhos programas culinários da Ofélia e Etty Fraser que celebravam a mulher como o esteio da família, passando pelas receitas combinadas com fofocas de celebridades, até chegarmos na complexa mitologia atual: o raio gourmetizador da “simplicidade descolada” na TV fechada (o ingrediente “sustentável”, restaurantes “despretensiosos”, a religião do Food Truck e o requinte da “comida de rua”) e os programas culinários que viraram reality shows gastronômicos na TV aberta com chibatadas de meritocracia anestesiadas pelo sonho do empreendedorismo para as massas. Uma mitologia que se tornou engrenagem importante na atual guerra híbrida que resulta em golpes políticos e “reformas” socadas goela abaixo. Dois irradiadores dessa “nouvelle mythologie”: Rodrigo Hilbert e MasterChef.

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Série "América": é preciso pressa para ver o que está desaparecendo, por Wilson Ferreira


por Wilson Ferreira

Em novembro de 1989 ia ao ar pela extinta Rede Manchete a série brasileira “América”, dirigida por João Moreira Salles em parceria com o filósofo e roteirista Nelson Brissac Peixoto. Narrada pelo ator José Wilker, a série foi o resultado de uma viagem de quatro meses percorrendo 20 mil quilômetros através dos EUA – a primeira civilização na qual a História e a memória foram substituídos pelo movimento, velocidade e aceleração para o futuro que, paradoxalmente, virou um simulacro somente acessado através telas. Sem passado, Hollywood preencheu a ausência da memória da nação por uma sedutora mitologia que depois irradiou para o mundo. Composto por cinco episódios (“Movimento”, “Mitologia”, “Blues”, “Velocidade” e “Tela”), a série narra não só os impactos dessa cultura no cotidiano, na guerra, na política e na religião, mas também como criou o mal estar da alienação e estranhamento por meio do “olhar do exilado” dos três personagens principais da nossa época: o Viajante, o Detetive e o Estrangeiro.

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Muito além do entretenimento, por Mauricio Stycer

Foto Associeted Press/Pablo Martinez

Jornal GGN – O articulista da Folha, Mauricio Stycer, aborda em sua coluna o fenômeno Donald Trump. Fenômeno pelo papel assumido pela mídia em prol do então candidato, que soube aproveitar o espaço concedido. Entrando por esta senda, os pesquisadores James Shanahan e Michael Morgan publicaram um artigo no Journal of Communication apresentando os resultados de sua pesquisa, ligando a vitória de Trump ao cultivo do autoritarismo perpetrado pela programação de TV. Conforme Stycer levanta, Shanahan e Morgan partem do suposto de que quanto mais você assiste à televisão mais você tende a abraçar tendências e perspectivas autoritárias. Leia o artigo a seguir.

na Folha

Muito além do entretenimento

por Mauricio Stycer

A eleição de Donald Trump, em novembro de 2016, ainda é um fenômeno em busca de boas explicações. Uma delas, divulgada recentemente, aponta para o papel da televisão.

Não está se falando da cobertura enviesada dos canais de notícias ou do espaço gigantesco que o candidato, com seu faro midiático, soube conquistar gratuitamente, alertam os pesquisadores James Shanahan, da Universidade de Indiana, e Michael Morgan, da Universidade de Massachusetts Amherst.

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"Novo" na politica, Luciano Huck é o que há de mais antigo na TV, por Mauricio Stycer

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Foto: Justo Ruiz
 
Jornal GGN - Citado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o “novo” dentro da política, Luciano Huck tem a habilidade de remodelar o que há de mais velho no mundo televisivo.
 
A opinião é de Mauricio Stycer, crítico de TV da Folha de S. Paulo, que pontua que o eixo principal do “Caldeirão do Huck” é o assistencialismo, “uma tradição da TV de cunho popular no Brasil desde a década de 1960”.
 
Reforma de casas, carros e pequenos negócios, além de “testes de caratér” e também ações “inspiradoras” são as atrações do programa - exibido pela Globo há 17 anos - sempre com o patrocínio de empresas que anunciam durante a atração. 

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"Amor e Sexo", por Rui Daher

Por Rui Daher

Quinta-feira, 06 de abril, volto do interior paulista e vou direto para a Redação do BRD/FD, Blog-Boteco Rui Daher e Fígado Diário, sucursal extrema-unção apresentada em minha página no Facebook. Por quê? Ora, porque todos fazem.

Percebo Nestor e Pestana de bico, caras feias.

- Já sei, absurdo de um lado e de outro na Síria. Quantas vezes escrevi que não falta muito para a 3ª Guerra Mundial?

- Fosse só isso.

- Prenderam o Lula? Doriana Jr. mudou de perfume e figurino?

- Não, você.

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Tautismo da Globo vê na virada do Barça lição motivacional para brasileiros, por Wilson Ferreira

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por Wilson Ferreira

O final de domingo é um momento reconhecidamente depressivo para os telespectadores que repentinamente voltam a lembrar da segunda-feira. Nesse momento, a TV ataca com vídeos de pets engraçados e acidentes domésticos, ou, como no caso da Globo, também vídeos “motivacionais”. Como na introdução do “Fantástico” desse domingo na qual a virada histórica do time do Barcelona na “Champions League” serviu de mote para reunir várias outras histórias para provar que “o impossível acontece” e que “jamais podemos desistir” como fossem lições de moral para todos enfrentarem o baixo astral da vida e do próprio País. Ao sugerir que histórias sobre atletas e profissionais de alto nível poderiam ser fontes de inspiração moral e motivacional para os telespectadores comuns, revela a natureza da linguagem televisiva: o discurso metonímico ou “lateral” que vem se tornando crônico com o crescimento da doença do “tautismo” (autismo + tautologia) na grande mídia. A consequência é a “motivação” através do esquecimento e despolitização do telespectador, além da introjeção da culpa pelas mazelas do cotidiano.

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"Jamais podemos desistir" - "Fantástico" (TV Globo) - 12/03/2017
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Aos 80 anos, morre a atriz Mary Tyler Moore

Jornal GGN - Nesta quarta-feira (25), faleceu a atriz norte-americana Mary Tyler Moore, aos 80 anos, devido a complicações do diabetes. 

Indicada ao Oscar em 1980 por Gente como a Gente, a atriz foi uma pioneira na comédia na TV, uma das primeiras mulheres a ter um programa cômico com seu nome, o The Mary Tyler Moore Show.

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Documentário “Tomie” ganha destaque no Canal Curta!

O filme, de Tizuka Yamasaki, estreia na programação semanal canal e vai ao ar, dia 2 de agosto, na Terça das Artes

Jornal GGN – O destaque desta semana do canal Curta! fica por conta do documentário “Tomie”, que vai ao ar dia 2 de agosto, na Terça das Artes. O filme, que estreia no canal, reúne críticos que falam sobre a artista plástica Tomie Ohtake. Ao longo da semana, ainda serão exibidos muitos outros documentários.

Em “Tomie”, os críticos Paulo Herkenhoff, Agnaldo Farias e Miguel Chaia relatam a maneira harmoniosa como a vida de Tomie Ohtake e suas obras dialogam ao longo dos anos. A japonesa naturalizada brasileira, ganha a cena do longa com registros que mostram seu trabalho no ateliê.

Essa Segunda da Música, dia 1, é de Ícones do Jazz, com episódio sobre o multi-instrumentista Lionel Hampton. Já no dia 3, a Quarta do Cinema traz o documentário “O Crítico”, dirigido por Kleber Mendonça Filho. O “A Vida é Curta!”, também exibido na quarta-feira, em clima de Jogos Olímpicos traz curtas como “Atrocidades Maravilhosas”. 

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“Uma Noite em 67” abre a semana do canal Curta!

O canal preparou uma lista de documentários que serão apresentados durante toda a semana, com horários alternativos

Jornal GGN – O canal Curta! prepara toda semana uma programação especial, repleta de documentários, para o público. Hoje, dia 19 de julho, a exibição pretende atrair os amantes da música popular brasileira. A estreia, na Segunda da Música, fica por conta de “Uma noite em 67”, um convite para viver a final do Festival da Record que mudou os rumos da MPB, a partir das 22h05.

Como a semana não para por aí, na Terça das Artes, dia 19 de julho, vai ao ar “Oscar Niemeyer – A Vida É Um Sopro”. O documentário narra a trajetória do arquiteto Oscar Niemeyer, mostrando como sua vida profissional se cruza com a história do Brasil.

A Quarta de Cinema, dia 20 de julho, é do road movies (filme de estrada) “Cinema, Aspirinas e Urubus”. O encontro de dois homens de mundos completamente distintos que se passa no sertão brasileiro em 1942, já foi atração em muitos festivais, com participação na Mostra Un Certain Regard (Um Certo Olhar) do Festival de Cannes 2005; Festival do Rio, no "Prêmio Especial do Júri" e o prêmio de "Melhor Ator"; e na Mostra São Paulo, como o primeiro filme brasileiro a receber o prêmio máximo de "Melhor Filme".

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Os sete pecados capitais e as virtudes atuais, no café filosófico de Leandro Karnal

Sugestão de Zuraya

da CPFL na TV Cultura

O café filosófico e os 7 prazeres capitais

curadoria de Leandro Karnal

A série. Os 7 prazeres capitais - pecados e virtudes de hoje, veiculados em 2014, segundo semestre.

café filosófico cpfl na tv cultura apresenta a série “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, com curadoria do historiador leandro karnal. prazeres? talvez você os conheça como os 7 pecados capitais: orgulho, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria. você já pensou como isso tem se transformado? como ao longo do tempo, pecados e vícios foram sendo ressignificados?

confira os programas da série que já foram ao ar pela tv cultura:

orgulho nosso de cada dia

com leandro karnal

“o orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.”

este pensamento de santo agostinho parece não ser mais levado em tanta consideração. pois, a vaidade parece estar cada vez mais em alta nesta sociedade, onde o individualismo e o “empreendedorismo” passaram a ser metas, valores, fortemente estimulados.  aquele que já foi visto como o maior e o primeiro dos pecados capitais por seus atributos maléficos – o orgulho – hoje virou  virtude. disfarçada e rebatizada de autoestima, a vaidade é  agora “amor próprio”. este programa abre a série do café filosófico que traz os “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, com a curadoria e apresentação do historiador leandro karnal.

orgulho nosso de cada dia, com leandro karnal (versão tv cultura) from instituto cpfl | cultura onvimeo.

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Closes e silêncios: o legado de Fernando Faro para a TV

Jornal GGN – Morreu na madrugada desta segunda-feira (25) o jornalista, produtor musical e diretor, Fernando Faro, famoso por criar e apresentar o programa Ensaio, da TV Cultura. Ele tinha 88 anos e estava internado há três meses no hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Faro deu entrada no hospital com um quadro de desidratação, e foi vitimado por uma infecção hospitalar. Ele está sendo velado desde as 9h no Cemitério do Araçá, no bairro de Cerqueira César. Será cremado às 20h.

O programa Ensaio surgiu em 1969, na TV Tupi. Nele, o apresentador recebia grandes nomes da MPB e os colocava em close, interferindo apenas com a voz, permitindo erros e improvisações.

O programa era marcado por um uso consciente do silêncio, quase que como em uma sessão de psicanálise. "O meu vocabulário de TV tem a pausa, o silêncio", disse Faro em um especial da TV Cultura.

"Eu li uma vez um negócio do McLuhan em que ele dizia que o plano geral, em TV, não mostra nada. Só o close – o big close – pode mostrar alguma coisa”. Dessa forma, ele mostrava aspectos às vezes inéditos dos artistas que recebia.

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No Faustão, Zé de Abreu critica impeachment: 'vão entregar o cofre para as raposas'

Jornal GGN - Durante participação no programa 'Domingão do Faustão', na TV Globo, o ator José de Abreu criticou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, (PMDB-RJ), defendeu a permanência da presidente Dilma Rousseff no poder e falou sobre o caso da cuspida conta um casal na última sexta-feira.

Relembrando a passagem de Moreira Franco, aliado do vice Michel Temer, pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, José de Abreu disse que ele "quebrou o Rio duas vezes", afirmando que, com uma eventual saída de Dilma, "vão entregar o cofre para a raposa". Ele também apontou o papel da imprensa na radicalização e polarização política vivida no país. Veja mais abaixo:

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Explicando a crise política com personagens de Game of Thrones

Do O Vértice

Explicando o cenário político brasileiro atual com personagens de Game of Thrones

Jefferson Navarim

Dilma / Joffrey

Sucessor (a) de uma dinastia que tomou o poder com a promessa de dar novo fôlego ao Brasil / Westeros, mas destruiu tudo o que o seu antecessor construiu e causou o caos no reino com sua total inabilidade de governar, somado a isso uma guerra se iniciou por seu cargo, já que todos acham que tem mais direito que ela de estar no trono de ferro / na presidência. Todo mundo a (o) odeia e quer que ele (a) morra / saia do poder... ou morra mesmo.
 
 
Lula / Jon Snow

Não é necessariamente inteligente e "não sabe de nada", mas era uma grande promessa, um bom líder e bastante carismático, possivelmente o escolhido para salvar o povo (brasileiro), mas acabou indo para o lado dos selvagens / corrupção por um tempo e se esbaldou até não poder mais por lá. Está tentando voltar ao topo do Governo / Muralha, mas não sabemos se vai sobreviver a isso. Talvez volte a vida / a presidência em 2018 / 6° temporada. Se voltar vai representar e ser o líder supremo da esquerda / os Starks, mas eles já estão basicamente sem forças.

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Programa do Jô vai acabar no final deste ano

Jornal GGN - O programa de Jô Soares, um dos principais apresentadores da TV brasileira, vai acabar no final deste ano. A decisão foi anunciada em uma reunião da cúpula da TV Globo na última quinta-feira (18). De acordo com o próprio apresentador, o encerramento estava combinado há dois anos, desde a renovação do contrato. "São 28 de programa de entrevista. Foi um belo caminho", disse.

Jô Soares não pensa em se aposentar, mas seu futuro ainda não foi discutido. No lugar de seu programa, a Globo trabalha em um  talk show de Marcelo Adnet. Jô apresenta programas de entrevistas desde 1988, na SBT, e está na Globo desde o ano 2000.

Do UOL

 
Daniel Castro

Principal talk show da história da TV brasileira, o programa de Jô Soares vai acabar no final deste ano. A temporada que estreia em 28 de março será a última. A decisão foi anunciada na última quinta-feira (18) em reunião da cúpula da Globo com diretores da área artística e autores de novelas. Quem deu a notícia foi Ricardo Waddington, diretor de gênero responsável por atrações como o Amor & Sexo, Domingão do Faustão e Altas Horas _além do próprio Jô.

Jô confirma a informação. "Já estava combinado havia dois anos, desde que eu renovei contrato", diz. Segundo o apresentador, reuniões nas próximas semanas deverão esboçar como será a despedida da atração. "São 28 anos de programa de entrevista. Foi um belo caminho", constata.   

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Globalização acaba com monopólio da Globo no futebol

Da Folha de S. Paulo

Telespectador tende a ser beneficiado pela disputa entre TVs

Por Nelson de Sá

A aquisição do Esporte Interativo pela norte-americana Time Warner, em janeiro de 2015, e a valorização do dólar frente ao real, ultrapassando a barreira de R$ 3 em março de 2015, prepararam o caminho para iminente rompimento do controle da Globo sobre o futebol brasileiro.

O que a Record não conseguiu, com o endosso da Igreja Universal, a gigante americana de mídia está perto de alcançar, com a confirmação já pública de seu acordo com o Santos, pelos direitos para TV paga a partir de 2019.

Outros clubes estariam encaminhados, aproximando o EI de metade da primeira divisão do futebol.

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