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O Xadrez da teoria que produziu 12 milhões de desempregados

Peça 1 –  do plano Joaquim Levy à PEC 241

Em 2015, mal assumiu o segundo governo, a presidente Dilma Rousseff anunciou o plano Joaquim Levy, um enorme aperto fiscal que, segundo ela, ajudaria a tirar o país rapidamente da crise. Em março daquele ano, baseada nos estudos de Levy, Dilma sustentava que o pior da crise já havia passado. Nem havia começado.

Em 2016, Michel Temer e o seu Ministro da Fazenda - e o editorialista da Folha -prometem que, depois da PEC 241 virá o paraíso do crescimento porque, graças aos cortes fiscais, haverá a redução dos juros e a retomada do crescimento.

Sem consumo de governo (por conta da PEC 55), sem consumo das famílias (por conta do desemprego) e sem o impulso das exportações (por conta da apreciação cambial), de onde viria o crescimento? Da fé cega e da faca amolada dos cortes. Será um desastre continuado, fazendo a economia regredir uma década.

No primeiro semestre de 2017 dirão que o pacote não deu certo porque não foi duro o suficiente. Os crentes aceitarão que a culpa foi da sua falta de fé. E toca sacrificar mais empregos, produção e riqueza para seus experimentos.

Peça 2 – a teoria que legitimou os desastres

Em ambos os casos, de Dilma-Levy e Temer-Meirelles, houve a obediência cega a teorias que surgiram nos anos 80 e 90 visando demonstrar a pouca eficácia das políticas fiscais.

Nos anos 90, duas duplas de autores – Giovani-Pagano e Alesina-Perotti – sistematizaram os estudos, querendo provar que aumento dos gastos públicos não tinha nenhum efeito sobre a demanda agregada.  Portanto, a melhor alternativa seria efetuar grandes cortes – com baixo impacto no produto – e, com isso, recuperar a confiança empresarial, despertando o espírito animal do empresário. Tornou-se o cabo de guerra do neoliberalismo.

A teoria estimava os multiplicadores (o cálculo do efeito de cada unidade gasta) para subsídios, gastos sociais, compra de ativos etc., com impacto aparecendo de 3 a 10 meses depois:

·      Benefícios Sociais: 0,8416

·      Ativos Fixos: 0,414

·      Subsídios: 1,5013

·      Gasto de pessoal: 0,6055

Eram esses estudos que lhe davam confiança para afirmar, em março de 2015, que o pior da crise já havia passado. Ou, então, nos anos anteriores, para investir tão pesadamente nos subsídios. Afinal, para cada 1 de subsídios haveria um efeito de 1,5013 no produto, em um prazo de 3 a 10 meses. E com cortes fiscais, haveria impacto mínimo sobre o produto.

Seria como jogar na Loto sabendo os resultados antecipadamente.

E de nada adiantavam os alertas dos que dispõem de conhecimento empírico da realidade econômica, que conseguem prever a rota de desastre de teorias que ignoram a realidade econômica. Serão considerados meros palpiteiros até que, com o desastre consumado, algum economista consolide os erros cometidos em um paper.

Peça 3 – a identificação dos erros na teoria

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) acaba de premiar o trabalho “Política Fiscal e Ciclo Econômico: uma análise baseada em multiplicadores de gastos públicos” – de autoria de Rodrigo Octávio Orais, Fernando de Faria Siqueira e Sergio Wulf Gobetti –, de onde foram tirados os dados acima, apontando um erro crucial nos trabalhos originais de Giovani-Pagano e Alesina-Perotti .

Os autores dos trabalhos iniciais montaram uma metodologia analisando a média histórica dos indicadores. E não se deram conta de que havia variações fundamentais dependendo dos ciclos econômicos: quando a economia está em expansão, o impacto dos cortes fiscais é mínimo; mas com a economia em recessão, o impacto é significativo.

Os brasileiros refizeram, então, as séries, mas separando os resultados da média (levantada de acordo com a metodologia em vigor), e dos multiplicadores com a economia em expansão e em recessão. Abaixo, se tem o raio-x dos desastres econômicos produzidos pelo uso acrítico da teoria.

Multiplicadores

Linear

Expansão

Recessão

Benefícios Sociais

0,8416

0,1536

1,5065

Ativos Fixos

1,0414

0,1623

1,6803

Subsídios

1,5013

4,7338

0,5972

Gasto de Pessoal

0,6055

0

1,3265

 

Dilma havia lido apenas o trabalho anterior. O multiplicador para subsídio era de 1,5013 na média, porque de 4,7338 em períodos de expansão. Na recessão, no entanto, caía para 0,5972. Foi esse o resultado que explicou a falta de impacto dos subsídios no produto em 2013 e 2014.

Com a economia em expansão, há a garantia de demanda que leva o empresário a investir. O subsídio barateia o investimento ou o custo de produção e ele consegue ampliar sua produção. Na recessão, sem garantia de mercado, o empresário aproveitará os subsídios para melhorar sua margem e fazer caixa, não para ampliar os investimentos.

O segundo macro-erro foi no pacote Levy.

Do mesmo modo, na recessão o multiplicador para benefícios sociais é de 1,5065 – expressivo. Para compra de ativos, é mais ainda: 1,6803. Dilma imaginava que para cada unidade de gasto em benefícios sociais, o retorno seria de 0,8417, inferior, portanto ,ao que foi gasto. O mesmo para investimento em ativos fixos. Baseou-se em dados errados.

Repare que, depois de afastada no cargo, nas sessões históricas do Senado, Dilma invocou várias vezes o FMI para sustentar a importância dos gastos públicos. Ou seja, só depois de apeada do poder, tomou conhecimento dos estudos confirmando o que os críticos diziam sobre o desastre do plano Levy. E Henrique Meirelles nem chegou lá ainda.

De fato, segundo os autores do estudo do STN, o FMI estimulou um debate público entre 2011 e 2012 – três a quatro anos antes do desastre do pacote Levy - sobre os rumos da política fiscal nas economias avançadas e em desenvolvimento, em cima dos motes "O que nós pensávamos que sabíamos" e "O que nós aprendemos com a crise".

O estudo do FMI, de autoria de Blanchard, Dell'Ariccia e Mauro (2010) sustenta que "a política fiscal anticíclica é um importante instrumento na conjuntura atual, dada a durabilidade esperada da recessão e o escasso espaço de ação para a política monetária".

As conclusões são diametralmente opostas aos enunciados do período Levy-Dilma e Meirelles-Temer. Concluem que se vive um período extraordinário no qual o gasto público tem efeitos multiplicadores significativos e no qual ajustes fiscais convencionais podem ter efeitos contraproducentes para o próprio objetivo de consolidação fiscal e redução do endividamento (Romer, 2012; De Long e Summers, 2012), segundo dados que constam do trabalho premiado. 

Concluem os autores:

“A  luz  desses  parâmetros,  por  exemplo,  é totalmente inapropriado o corte de investimentos  públicos  realizado  em  2015  e mantido em 2016.  Diante  disso,  constituiu se  um  consenso  no mainstream, principalmente  acadêmico,  de que o foco da política fiscal deveria se concentrar na sustentabilidade do endividamento público e em regras fiscais voltadas a limitar a discricionariedade dos governos, deixando preferencialmente para a política monetária o papel estabilizador da demanda agregada.

O pesado manto ideológico de que se revestiu a teoria econômica impediu qualquer questionamento a essas supostas verdades estabelecidas. A fé cega nesses estudos derrubou a economia sob Dilma, contribuiu para derrubar seu próprio governo, e continuará derrubando a economia sob Temer. Milhões de empregos perdidos, riqueza transformada em pó, dívida pública explodindo, receitas fiscais caindo, tudo com base na fé cega nesses estudos.

Agora, os grandes gurus da ortodoxia – como os economistas Afonso Celso Pastore e Armínio Fraga – já começam a preparar terreno, buscando explicações antecipadas para o fato da economia não se recuperar no próximo ano.

Peça 4 – os abusos do experimentalismo econômico

A economia não é nem ciência exata nem universal. Mais ainda que na medicina, exige o conhecimento teórico, mas associado à sensibilidade para analisar as condições do paciente.

No entanto, há uma ignorância ampla e generalizada do mainstream econômico em relação ao mundo real. Como se o conhecimento da economia real fosse uma extravagância, acientífica, uma forma menor de conhecimento.

Nesse mesmo período, o pacote Levy promoveu um superchoque tarifário e cambial, simultaneamente a problemas internos de seca impactando os alimentos.  Imediatamente explodiu a inflação. Ao choque inicial sucedem-se ondas inflacionárias em diversos setores. A lógica dizia que bastaria os meses do choque saírem da contagem da inflação anual, para os preços irem se acomodando e a inflação refluir.

No entanto, a visão do cabeça de planilha é incapaz de ir além da planilha. Não entende a economia real, os impactos dos choques nas diversas cadeias produtivas, as maneiras como ada setor reage, para poder chegar a uma conclusão sobre a melhor posologia.

Substituem esse amplo desconhecimento pela análise exclusiva dos grandes agregados.

É o caso da economista Mônica de Bolle, analisando a demora da inflação em refluir. Segundo ela, o país estaria entrando na fase da dominância fiscal, na qual os instrumentos monetários e fiscais não produzem mais efeito deflacionário. A única saída seria vender reservas cambiais para montar uma âncora cambial. Não dispensou um parágrafo sequer analisando os impactos da queda de reservas na volatilidade cambial ou ao menos estimando o que aconteceria com a inflação quando o impacto dos choques tarifário e cambial saíssem da contagem anual.

No fim, a inflação está refluindo sem nenhuma atitude heroica.

Pior é a questão das metas inflacionárias, um sistema que drenou para os rentistas a maior parte do orçamento público. Provavelmente, o excedente dos juros pagos no período daria para prover toda a malha ferroviária brasileira e grande parte do sistema de saneamento.

Peça 5 – os limites Constitucionais.

Por todos esses fatores, o ideal seria que a sede de participação do Judiciário o levasse a pensar em limites constitucionais para a política econômica.

Tome-se o caso do Banco Central. Nos Estados Unidos, o FED é obrigado a seguir dois objetivos: controle da inflação e preservação do emprego. No Brasil, apenas o controle da inflação.

Como não tem em suas mãos os instrumentos fiscais, o BC joga todo o peso em juros estratosféricos, que arrebentam com a atividade econômica, sem nenhuma preocupação com os impactos sobre o produto e o emprego.

Para fazer demagogia de baixo risco, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Carmen Lúcia afirmou que não é Ministra da Fazenda, para avaliar o impacto de medidas judiciais na economia.

Seria mais consistente se, junto com seus colegas, definissem limites constitucionais ao experimentalismo da política econômica e aos abusos das politicas fiscal e monetária.

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86 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

E quando o crédito seca até nos bancos públicos? E as empresas?

"Sem consumo de governo (por conta da PEC 55), sem consumo das famílias (por conta do desemprego) e sem o impulso das exportações (por conta da apreciação cambial), de onde viria o crescimento? Da fé cega e da faca amolada dos cortes. Será um desastre continuado, fazendo a economia regredir uma década."

Nos momentos de crise, recessão econômica, compreende-se que a banca privada se retire do mercado de crédito, seja extremamente seletiva e restritiva. Porém, torna-se trágico e desastroso quando o maior banco público faz o mesmo. O BNDES devolve ao tesouro R$ 100 milhões, e sinaliza que vai priorizar os financiamentos da desestatização. E o BB, que supostamente atenderia a média e pequna empresa, como fica? Desde 01.11, o Banco do Brasil, que já vinha operando de forma análoga aos bancos privados quanto a restrição creditícia, passou a exigir garantia real nas operações com empresas classificadas como risco C, garantia pessoal não mais, operações já concedidas permanecem até a liquidação, novas, somente garntia real. Ora, a esmagadora maioria do segmento MPE está situado no risco C, na prática significa que acabou o crédito. 

Acrescente-se a isso que, em cenários de crise, a Diretoria de Crédito dá uma volta no parafuso dos parâmetros de análises de clientes, fazendo com que aquela pequena empresa que nos últimos anos sempre foi risco B, caia para C no atual cenário, ampliando ainda mais a restrição de crédito sobre o segmento empresarial. 

PROGER - Programa de Geração de Emprego e Renda - A jóia da coroa do BB, linha de crédito exclusiva do BB, com recursos do FAT, destinada a financiar investimentos, prazos de até 6 anos, carência de até 6 meses, juros baixos. O BB era "incentivado, motivado" a oferecer a linha de crédito por causa do baixo risco, visto que 80% do risco banco era coberto pelo FGC - fundo Garantidor de Crédito. Na prática, se uma operação de 100 mil desse chabu, o banco contbilizaria em prejuízo apenas 20 mil, os 80 mil eram empurrados para o FGC. Era. O FGC acabou (não sei quando, mas acabou), e como o Banco do Brasil tornou-se, há muito tempo, adepto da intermediação financeira sem riscos, colocou a linha de crédito no limbo. Acabou-se o "incentivo", acabou a linha. Conheço gerentes de banco que não assinaram uma única operação de Proger nos últimos 24 meses. 

O Proger é uma linha de crédito guarda-chuva, debaixo dela cabe praticamente tudo, atende todos os segmentos empresariais situados na MPE, todos os itens são passíveis de financiamento de longo prazo. Em cenários de crise, fecha-se o crédito, encurtam-se os prazos, elevam-se brutalmente as taxas de juros (risco alto=juros altos) nos bancos privados. Inadmissível que bancos públicos pratiquem o mesmo. 

Com o BNDES fora e o BB também fora, será sim um desastre (ferroviário) continuado. 

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O centro do caos de hoje são Rede Globo, Lava-Jato e Mercado.

Opinião minha.

O que levou a este quadro econômico atual é muito mais amplo do que uma simples escolha de Teoria Econômica/ Estudo intelectual.

Desde 2012 com o Mensalão, passando pelas Jornadas de Junho em 2013 e com a Lava-Jato em 2014 já se preparava o terreno para a derrubada do Governo Dilma de centro-esquerda, para a retomada à-fórceps do neoliberalismo radical no Brasil com ou sem votos.

Bem sabemos que a velha mídia oligopólica capitaneada pela Rede Globo, a oposição de direita apoiada pela velha mídia e o Judiciário capitaneado pelo “tupiquinismo Lavajatense” estão em consonância com as forças do Mercado.

O Brasil caminhava para ser a 5ª economia do mundo em 2013. E, forças externas ao Brasil desenvolvido financiaram a sabotagem (termo usado pelo Mano Brown) interna do País.

O Congresso eleito na esteira da Lava-Jato e a própria Lava-Jato são agentes com o Poder da caneta que nos propiciaram este buraco. Congresso com as pautas-bombas, com o boicote a todas as medidas propostas pelo Governo Dilma em seu segundo mandato, com a preparação do Golpe, já no dia seguinte à Eleição de 2014.

Levy era para ser um “splash and go” e não o pôde ser, sequer uma medida pontual para 1 semestre, nos moldes do que apregoa o Mercado foi aceita, porque na verdade, o Congresso golpista já estava de olho no Impeachment a qualquer custo, mesmo sem crime de responsabilidade.

Dilma tinha um Congresso neoliberal radical, e acreditou que era possível um ajuste fiscal rápido nos moldes neoliberais, para seguirmos a caminhada do desenvolvimento. Vivíamos a menor taxa de desemprego da História. Não foi possível nada. Só enxergaram o Golpe de Estado na frente dos olhos.

Nem a mudança da economia com o Nelson Barbosa surtiria efeitos, nenhuma medida outra, por exemplo, a reintrodução da CPMF, os contratos de leniência podiam ser firmados.

O Congresso Golpista só tinha olhos para o Impeachment.  

Quem não se lembra do ódio estampado nos rostos e deflagrado em cada fala dos deputados e senadores golpistas escudados na Lava-Jato e nos meios de comunicação hegemônicos. Com a força de uma Rede Globo é impossível fugir do cadafalso. E, tudo sem o mínimo diálogo e civilidade. O Brasil pré-Golpe não tinha, continua não tendo, limites éticos e sequer se enxergou um País, um povo e seus problemas estruturais, econômicos e sociais desde o surgimento da Lava-Jato.

Dilma errou em não ser capaz de perceber que a Lava-Jato era a timoneira do Golpe, que Moro era o Capitão do navio que tinha por meta naufragar o Brasil. E, bem sabemos o controle remoto não serve de nada em um País, onde, qualquer TV com mínima audiência pregava e prega a mesma coisa: uma exaltação irrestrita a Lava-Jato e dizia que tudo era um caos em um País que estava se tornando a 5ª economia do mundo, os salários dos trabalhadores cresciam mais que o dobro da média mundial, segundo, a OIT e tínhamos índices de emprego recordes.

O Brasil foi sabotado.

Nenhum Político progressista no lugar de Dilma teria as chances de fazer muito diferente. A sociedade estava, boa parte, ainda está, hipnotizada com a Lava-Jato e o mote do combate “fabricado” da corrupção.

Quem é o centro de toda a crise econômica atual é a Lava-Jato e todos os que a incensaram no Brasil. Toda a Indústria pesada nacional (grandes empreiteiras) + Petrobrás + Indústria Naval + Indústria de Defesa foi sendo destruída aos poucos nesta Operação patrocinada pelo Capital Internacional, pelo Imperialismo e as petroleiras estrangeiras.

O Brasil dos sonhos e desenvolvido foi destruído pela Lava-Jato e Dilma retirada do Poder na marra, porque a meta principal em 2014 da Lava-Jato, que era dar a vitória a Aécio, não se concretizou. E, precisaram sujar as mãos em um Golpe de Estado.

Hoje, a Lava-Jato se sustenta na perseguição a Lula, para que ele não vença em 2018, é o que restou à Operação, já que o intento de destruir o Brasil vai de vento em popa e os intentos de derrubar Dilma e enfraquecer o PT ao máximo já se concretizaram.

Enfim, o que seria um ajuste das contas públicas, uma contenção de despesas pontual do Governo Federal, porque o caixa tinha esvaziado com as desonerações do setor produtivo virou este caos absoluto, caos que não foi fabricado exclusivamente por Dilma e Levy, estes são apenas uma parte da engrenagem, os outros, os escudados na Lava-Jato e na Rede Globo de Televisão é que foram e continuam sendo personagens centrais da destruição do Brasil.  

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Andrea Trindade

Muito idiota...

Só pq falou em neoliberalismo, já perdeu toda a credibilidade pra mim... Se vc curte Keynes, e tem o espírito gastador, mantenha-se longe de cargos de economia por gentileza e vá ler um pouco de Hayek. 

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Clever Mendes de Oliveira

Sem tirar meus motivos, achei válido o seu chamamento de atenção

 

Ingrid Mariana (sexta-feira, 18/11/2016 às 11:22),

Obrigado pela sua atenção com o meu comentário.

E não discordo do que você disse. Quando a União Soviética estava no processo de destruição, o Ignácio Rangel, se não me engano em artigo escrito na Folha de S. Paulo, responsabilizou o Mikhail Sergueievitch Gorbachev pela destruição de um modelo que segundo o Ignácio Rangel, naquele momento, considerando o período mais recente, ainda apresentava crescimento na produção maior do que o dos países capitalista desenvolvidos.

Agora quando você observa pequenos empresários se matando, trabalhando 12 a 16 horas por dia para sobreviver, você começa a entender essa capacidade de o capitalismo, mesmo em um processo que muitas vezes é desorganizado e ineficiente, conseguir aumentar a produção em ritmo mais rápido do que qualquer outro modelo.

O capitalismo é muito contraditório. Ele gera desigualdade pela acumulação de capital via a apropriação de trabalho de terceiro e quanto mais ele possibilita essa acumulação mais ele é produtivo e mais ele gera desigualdade e em quanto mais a desigualdade se acentua mais o capitalismo se enfraquece.

E a contradição também se observa na questão da eficiência. Quanto mais eficiente mais ele é produtivo, mas quanto mais eficiente mais ele acentua a desigualdade pois os mais ineficientes vão sendo deixados de lado. A ineficiência, entretanto, traz também benefícios para o funcionamento do capitalismo. Imagine duas farmácias com quatro funcionários uma do lado da outra, algo comum em qualquer pequena cidade do interior, sendo substituída por uma só com 6 funcionários e, portanto, muito mais eficiente. A ineficiência gerou empregos e provavelmente o lucro de cada empresário é menor quando comparado com o lucro da farmácia de um dono só. Os 8 salários serão menores do que os 6 salários, mas se gera mais emprego é até mais justo. Então, a ineficiência do sistema capitalista é uma espécie de remédio contra a própria eficiência do sistema capitalista, pois a eficiência gera injustiça e a ineficiência gera justiça.

E há muitos fatores a ajudar o capitalismo a crescer e que são esquecidos, sendo que muitas vezes são até encobertos. Um fator importante é o déficit privado. Essa ideia do déficit privado é o seguinte. Imagine que a todo momento um empresário junta um dinheiro e pega emprestado um outro tanto e tenta fazer ir para frente um empreendimento qualquer. Fracassa e pouco aparece do que ele investiu para pagar as dívidas. Todos os prejuízos somados de todos os empreendimentos fracassados em um ano correspondem ao que eu chamo de déficit privado. Foi um déficit que gerou muitos empregos tanto direto como indireto e com os empregos salários e com os salários gastos e assim por diante que ajudaram no crescimento do país.

É claro que ao déficit privado deve-se juntar também o déficit público. E o déficit público junto com a parte não deficitária é o que se chama de orçamento público e que é o grande instrumento para dar estabilidade ao capitalismo. Os três juntos (déficit privado, déficit público e parte não deficitária do orçamento) e acrescido da ganância dos pequenos empresários são fatores a impulsionar a produção no sistema capitalista.

E analisando as alternativas ao capitalismo, o que se viu e o que se vê na tentativa de se colocar um modelo substituto é de certo modo no melhor dos casos um sucesso relativo como é o caso de Cuba quando não um grande fracasso. Talvez Cuba seja um exemplo que cria dúvida. Não teve a dificuldade de implantação como foi na União Soviética ameaçada pela guerra contra a Alemanha e ameaçada pelos seus próprios descontentes internos. Apresenta bons índices na questão de educação e saúde e talvez moradia, água potável e esgotamento. Só que a produção agrícola de Cuba parece deficitária e aquelas terras e o índice pluviométrico de lá são muito favoráveis.

E no momento, o exemplo da China evidencia muito a pujança do capitalismo. Na década de 70, a China percebeu que não conseguia aumentar a produção em ritmo adequado no modelo socialista e fez a opção pelo capitalismo e, no ritmo atual de crescimento, daqui a vinte anos terá o maior PIB do planeta. Provavelmente uma vez e meia maior do que o PIB americano. O que a China traz para discussão é se a democracia é o melhor regime para assegurar o crescimento econômico no capitalismo. Eu acho que não é. Agora tenho defendido a democracia mesmo se provado que outros regimes são mais eficientes. É claro que sei o quanto no caso a minha opinião é tendenciosa, uma vez que me parece que para quem é filho de classe média a democracia seja um regime mais favorável o que a torna mais palatável e atrativa. É claro que para os milhões de marginalizados, cujos filhos não sobreviverão e se o fizerem será sem formação educacional e cultural e sem saúde, essa alternativa não é nada agradável.

E não são só os fatores relativos ao aumento de produção que devem ser considerados na avaliação do capitalismo. Há o problema das pessoas geniais (arquitetos, cirurgiões plásticos excepcionais, músicos, pintores, artistas das artes cênicas, esportistas, etc). Será que eles produziriam o mesmo tanto sem um espírito competitivo e sem uma recompensa desproporcional. E o resultado do dom deles é usufruído por toda a sociedade.

E o próprio sistema capitalista permite impor limites aos ganhos extravagantes mediante o imposto de renda. É claro que deveria também haver limites para determinados ganhos que me parecem um tanto doentios não pela quantidade do ganho, mas pela forma. Serve como exemplo os que ganham muito correndo contra o destino (corrida de automóvel com risco de morte, lutas de boxe e similares, etc) e a plateia acaba funcionando como uma espécie de vampiro e os artistas dos espetáculos aparecem como quem gosta de ser vampirizado ou como quem por uma boa grana vende o sangue. Essas, entretanto, são etapas que podem ser deixadas para serem vencidas no futuro.

Eu creio que a esquerda deveria buscar o caminho para a superação do capitalismo e não para a destruição do capitalismo. A essência do capitalismo é a possibilidade de acumulação do trabalho de terceiros via capital. Essa essência não tem realmente como mudar, mas mudam as instituições que regulam essa acumulação (o Estado), as instituições que possibilitam a acumulação (as empresas) e há o avanço tecnológico.

Há então que buscar o aperfeiçoamento do capitalismo. E o principal instrumento para esse avanço é o Estado. O Estado pode atuar tanto na regulação e controle do processo de acumulação de capital, como no próprio incentivo a essa acumulação como também na etapa posterior de distribuição da produção. É o Estado que pode reduzir as desigualdades que é uma consequência natural da essência do capitalismo: a acumulação de capital mediante a apropriação do trabalho de terceiro.

O problema da via de superação do capitalismo é que ela é demorada, pois só ocorrerá para gerações vindouras, e as pessoas têm pressa. E ela é custosa de ser aceita pelas pessoas, pois a única forma dessa via acontecer é via fortalecimento do Estado e o Estado é de certo modo um instrumento para a dominação. Além disso, a única forma, ou pelo menos a forma mais consistente de fortalecimento do Estado é via aumento da carga tributária.

A esquerda não gosta do Estado porque o vê como instrumento de dominação capitalista e a direita não gosta do Estado porque o vê como um terceiro que apropria a mais valia que o empresário retira do trabalhador. Com a oposição de todos há o enfraquecimento natural do Estado e com o Estado fraco fica mais difícil se encaminhar para a superação do capitalismo.

E lembraria que até a década de 80, o Brasil era um dos três países que mais tinham crescido no século XX. E isso sob um regime capitalista. Os últimos 35 anos é que nos foram catastróficos relativamente ao crescimento econômico, mas esses mesmos anos nos concedeu uma democracia plena e moderna, com uma das mais avançadas constituições do mundo.

E ao longo desses mesmos 35 anos pudemos observar que o Brasil se mostrava capaz de se recuperar se a linha da moeda desvalorizada fosse adotada. Era preciso que os governantes tivessem aplicado com afinco a opção pelo mercado externo. Fracassamos em adotar essa política, mas a democracia com todos os seus percalços vem saindo vitoriosa.

O grande problema é a nossa desigualdade de renda que torna a nossa democracia disfuncional. E a própria desigualdade que o capitalismo gera se não for combatida não só exacerba a desigualdade como enfraquece o capitalismo. E o problema se avoluma quando se observa que o sistema capitalista é mais produtivo quando mais se permite a acumulação de capital via a apropriação do trabalho de terceiro. Então deixado a própria sorte, no primeiro momento o capitalismo se fortalece para na sequência ir em direção ao precipício e então sucumbir. Já quando ele é controlado e regulado ele no primeiro momento se enfraquece, para então encontrar forças para crescer e se expandir.

E nos últimos 35 anos acabamos fazendo opções equivocadas que levaram a economia a não funcionar direito. Ao meu ver quando tivemos oportunidade não optamos pelo mercado externo que é a solução para os países pobres crescerem mais rápido. Essa oportunidade veio com a maxidesvalorização de 83, mas foi estancada com o Plano Cruzado que em troca nos deu uma das mais avançadas constituições do mundo. Depois houve a oportunidade de 1999, mas houve o temor da inflação e a desvalorização ficou incompleta além da falta de planejamento do governo de Fernando Henrique Cardoso ter nos levado a crise do apagão elétrico.

Ocorre que em geral o caminho do mercado externo é muito difícil de ser trilhado ainda mais em uma democracia. Primeiro porque em um primeiro momento o modelo que precisa de moeda desvalorizada beneficia os grandes produtores exportadores do país. E depois porque a moeda desvalorizada cria mais tensões inflacionarias o que leva ao descontentamento popular. A essência do modelo externo é a criação de um excedente interno para poder gerar o superávit na Balança Comercial. Ora, o excedente é uma poupança interna. E, portanto, ele requer sacrifício interno. E ninguém quer suportar esse sacrifício.

Assim para países em desenvolvimento que poderiam precisar de uma inflação mais elevada que funcionasse como um instrumento de ajuste de preços e também distribuiria o sacrifício, há uma pressão democrática contra a inflação e o governante acaba por deixar a inflação bem baixa para não descontentar o povo. Assim é muito difícil para um governante que busca popularidade manter a moeda brasileira desvalorizada.

A ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff tentou dar competitividade a nossa moeda, em uma fase muito adversa, não só porque as políticas de "quantitative easing" (QE) enfraqueciam o dólar como em razão de seca no oeste americano entre final de 2011e início de 2013, que elevou os preços das commodities da pauta de exportação brasileira pressionando a nossa inflação e elevou também o preço do trigo que ainda pesa na nossa importação e nos índices inflacionários. E quando a apareceu a oportunidade para a desvalorização, em 2015 e 2016, em que a presença de Joaquim Levy na equipe econômica dela tinha o objetivo específico de criar mecanismos que ajudassem o país a ter o excedente interno, ela foi defenestrada.

E a minha crítica foi uma forma rápida que eu encontrei de também criticar Luis Nassif pela mistura que ele faz em juntar no mesmo poço Levy e Meirelles. E o é pior é que ele junta Levy que estava sob a sombra da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff a Meirelles que faz sombra furada para o presidente antes interino agora em definitivo às custas do golpe Michel Temer. Não queria estender em meu comentário fazendo uma crítica de leigo e, portanto, sem o valor de uma crítica de autoridade a muitos pontos de natureza econômica que precisariam de uma avaliação mais detalhada e que em meu entendimento Luis Nassif tratara muito mal.

E os erros de Luis Nassif que me exasperam não são por desconhecimento. Em meu comentário anterior eu menciono dois exemplos que mostram que Luis Nassif sabe a origem do problema e as diferenças entre as ideias das pessoas e as consequências que essas diferenças podem causar. Tanto no comentário que transcrevi como na parte final do meu comentário anterior eu faço menção a esse conhecimento de Luis Nassif. Não detalhei por falta de tempo.

Sua boa advertência serve-me de motivo para detalhar as demonstrações de conhecimento de Luis Nassif que não justificariam a mixórdia que ela faz ao equiparar a política econômica de Joaquim Levy com a de Henrique Meirelles. No meu comentário anterior na parte que eu transcrevi, eu faço a seguinte afirmação:

“Tivesse havido uma só desvalorização ali no início de 2015, a economia brasileira se encaixaria na sua segunda fonte de dinamismo para economia expressa na “demanda externa” na qual uma política de maior controle dos gastos públicos é necessária”

E volto a referir à segunda fonte de dinamismo para a economia segundo Luis Nassif quando finalizo meu comentário anterior com a seguinte frase:

“Aliás lá no post “Xadrez da reconstrução do Brasil”, você faz também uma análise acertada ao considerar as opções de desenvolvimento econômico que se oferecem para o governo de Michel Temer e em que você inclui como opção, que infelizmente o governo tem aceitado passivamente o fechamento, a de crescimento pelo mercado externo.”

E para mais esclarecer essa frase que transcrevi acima, eu reproduzo a seguir o trecho do post “Xadrez da reconstrução do Brasil” em que Luis Nassif faz referência às fontes de dinamismo para uma economia. Luis Nassif diz lá no trecho em questão o seguinte:

“O mercado tem as seguintes fontes de dinamismo:

·      Gastos públicos.

·      Demanda externa.

·      Novos investimentos.”

E mostrava em seguida como essas fontes de crescimentos estavam sendo fechadas pela política econômica do governo atual.

E Luis Nassif demonstrou várias vezes conhecer as diferenças entre Joaquim Levy e Henrique Meirelles. No post “O tiro no pé da indicação de Meirelles para a Fazenda” de quarta-feira, 11/11/2015 às 19:43, aqui no blog de Luis Nassif em que ele trata da possível substituição de Joaquim Levy por Henrique Meirelles ainda no governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, e cujo título já revela a que veio, logo na primeira frase Luis Nassif faz uma distinção precisa quando diz o seguinte:

“Joaquim Levy tem inúmeros defeitos. É duro de cintura, extremamente ortodoxo. Mas tem uma virtude: é homem público, manteve a vocação de funcionário público responsável e jamais ousaria aventuras.

Meirelles é um bon vivant que, em seu tempo de Banco Central, limitou-se a endossar a apreciação irresponsável do câmbio.”

E ele conclui o post assim:

“Levy é um técnico cabeçudo, porém de boas intenções. Puxar seu tapete para abrir espaço para Meirelles será (mais) um tiro no pé.”

E há também uma frase muito bem bolada em que Luis Nassif expressa com precisão o que eu também penso de Henrique Meirelles. A frase se encontra junto ao post “Mais uma vez a bola está com Dilma” de terça-feira, 17/11/2015 às 19:28, aqui no blog dele e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/mais-uma-vez-a-bola-esta-com-dilma

E na frase bem crítica a Henrique Meirelles, e que se a tenho transcrito com menos frequência atribuo a considerar que Henrique Meirelles não está à altura dela, Luis Nassif diz o seguinte:

“Meirelles é do tipo que cede o que for necessário para sustentar uma imagem vazia”

Em meu comentário anterior quando eu disse que Henrique Meirelles é mais subserviente eu pretendia fazer referências a todas passagens, mas evidentemente não tinha tempo.

É evidente então que Luis Nassif sabe a diferença entre Joaquim Levy e Henrique Meirelles. Não caberia então introduzir o post com a mistura dos dois como se um fosse mais do mesmo do outro. Não são, ele sabe que não são a mesma política econômica e eu me esmoreço em ver uma miscelânea como a que ele fez. Como a esquerda em geral também faz a crítica a Joaquim Levy, não levando em conta a situação específica em que a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff chamou Joaquim Levy para compor a equipe de governo, eu quis fazer uma crítica ligeira, sem entrar em detalhes, tanto a ele como à esquerda, e a crítica ficou a dever e em boa hora você a criticou, mas eu não estou de todo equivocado.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 19/11/2016

Seu voto: Nenhum
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Clever Mendes de Oliveira

Os textos referidos estão defasados no espaço ou no tempo

 

Luis Nassif,

Faço primeiro um elogio aos seus últimos posts nessa séria de Xadrez em que você parece se dedicar com mais empenho a um apanhado geral para a elaboração de um post. Não vejo, entretanto, como fazer meu o elogio que em comentário enviado segunda-feira, 14/11/2016 às 12:16, aqui neste seu post Alexandre Weber - Santos –SP faz a você. Não faço meu o comentário dele não em razão da referência que ele me faz, até porque ali eu considero que ele foi desleal a você, mas por ele atribuir a este seu post uma boa fundamentação.

Ao contrário eu avalio esse seu post como perfunctório nas generalidades que aponta e sem embasamento, pois utiliza textos aplicáveis a realidades diferentes seja no tempo seja no espaço.

A minha birra com você, pelo que me parece ser apenas intenção de polemizar e de trazer leitores de matizes diferentes, com a direita, pelo que me parece apego a ideias anacrónicas, e com a esquerda refratária ao capitalismo, pela falta de compreensão para o estágio de desenvolvimento em que a humanidade se encontra, não tem descanso. E isso realmente me cansa.

É fatigante ver a direita fazendo ao governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff a mesma crítica que a direita fazia ao governo de Obama e saber que essa crítica aqui no Brasil acabou pegando e lá de certa forma pegou também ao se eleger um candidato de partido adversário ao do partido de Barack Obama. Ainda mais quando se sabe que aqui e lá a crítica afirmava uma inverdade e com ideias anacrônicas. É triste e de difícil aceitação ver a esquerda atacar o capitalismo esquecendo que é o sistema que assegura maior crescimento e que nós somos muito pobre para parar de crescer agora.

Em relação a você o que mais me esmorece é ver você atirar em todos aonde todos estão atirando. Atiram na mídia, culpando-a pelos nossos males, e você também atira, atiram no Poder Judiciário junto com a Operação Lava Jato e você também atira, atiram no Guido Mantega, e você também atira, atiram no Alexandre Tombini, você também atira.

Há que reconhecer que muitas vezes você tem a primazia e atira antes. É no entanto um atirar fortuito porque logo à frente você põe de lado em que você estava atirando para puxar de novo um antigo alvo para atirar sem fim. Você atirou antes no Eduardo Cunha e depois todos passaram a atirar, e depois você voltou atirando mais no Tombini do que no Eduardo Cunha, em comparação destrambelhada. E atirou como pode no Joaquim Levy.

Bem sobre o atirar no Joaquim Levy eu vou transcrever o comentário que eu enviei terça-feira, 08/11/2016 às 19:32, para você junto ao post “Xadrez da reconstrução do Brasil” de domingo, 06/11/2016 às 06:11, aqui no seu blog e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-reconstrucao-do-brasil

É só parte do meu comentário que é sobre Joaquim Levy, mas como o restante do comentário esta vinculado à parte sobre o Joaquim Levy, eu transcrevo o meu comentário na íntegra. Lá no post “Xadrez da reconstrução do Brasil” eu disse o seguinte:

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“Luis Nassif,

Vi este seu post “Xadrez da reconstrução do Brasil” de domingo, 06/11/2016 às 06:11, na noite de sábado, 05/11/2016, quando ele foi postado. Avaliei como um bom post, mas com o qual eu tinha alguma discordância. Algumas são relevantes, mas não custa nada falar sobre as quatro que me pareceram mais evidentes.

Primeiro não gostei da referência de Fernando Henrique Cardoso como inoperante. Não creio que o termo adequado seja inoperante, no sentido de não ser esse o termo que serve para refletir o governo dele. Ele não é um líder, não é um homem de ação, sendo mais um assessor, e nesse sentido ele é inoperante, mas a política econômica do primeiro governo foi tocada por G. Henrique de Barroso F. e pouco importava a inoperância de Fernando Henrique Cardoso. E no segundo governo, Armínio Fraga deu as rédeas. Então não é pela inoperância que se deve acusar o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O que deve servir de característica de Fernando Henrique Cardoso que tenha mais impregnado o governo dele é o fato de ele ser um aculturado. Fernando Henrique Cardoso virou presidente em um momento de divulgação do termo globalização e ele apegou ao termo pelo caráter marxista que o termo tinha e pelo caráter de aculturado que o domina. Aliás o próprio marxismo de Fernando Henrique Cardoso é mais decorrente de ele ser aculturado.

É para Fernando Henrique Cardoso provavelmente aqueles versos de "Diamante Verdadeiro" em que Caetano Veloso diz: “Pois todo toque do que você faz e diz só faz fazer de Nova Iorque algo assim como Paris”. Fernando Henrique Cardoso sempre foi um apaixonado pela cultura alienígena e pensou em a trazer para o Brasil. Muito provavelmente esse era o projeto de nação dele. E ainda o é.

Agora não há a menor relevância discutir divergências em relação ao entendimento sobre Fernando Henrique Cardoso. Essa [irrelevância de Fernando Henrique Cardoso] me parece ser uma conclusão que mais à frente vai surgir e vai perdurar no futuro entre os analistas mais sérios.

Minha segunda discordância diz respeito ao seguinte parágrafo:

“Na ponta do mercado, um grupo de economistas que se move exclusivamente por bordões ideológicos e visão de curtíssimo prazo. São a contrapartida do mercado à superficialidade desenvolvimentista de um Guido Mantega”.

Não entro no mérito da sua avaliação dos economistas de mercados, pois não sei exatamente a quem você se refere. O meu questionamento diz respeito ao trecho final da segunda frase do parágrafo em que você faz referência à: “superficialidade desenvolvimentista de um Guido Mantega”. É bem verdade que Guido Mantega ficou mais de oito anos no governo, mas o tanto que ele fez daria para riscar e jogar para longe a expressão “superficialidade desenvolvimentista de um Guido Mantega”.

Só para mostrar como é tacanha e despicienda essas referências perfunctórias a Guido Mantega, vou relacionar aqui alguns dos feitos dele, que as pessoas sem tempo para uma análise mais detalhada nunca levaram em consideração, e que me ocorrem de supetão sem nenhum esforço de memória.

Guido Mantega acabou com a bolha da construção civil em um processo lento que começou ainda no final do governo do presidente Lula e que foi até 2013. Ele manteve durante quatro anos a inflação em torno de 6%, talvez o patamar mais indicado para o índice de inflação em um país em desenvolvimento e de dimensões continentais como o Brasil, com uma variação mínima. Talvez seja exatamente em razão disso que nós tivemos durante o comando dele no Ministério da Fazenda as mais baixas taxas de juros reais da época do Plano Real.

Ele conduziu uma política de desvalorização do real dentro de uma camisa de força constituída pelo câmbio flutuante, o livre fluxo de moedas e a meta de inflação que praticamente inviabilizava a desvalorização do real.

Ele fez correções no preço de combustível dentro do limite de não estourar a meta de inflação nem tornar o mercado do álcool extremamente vantajoso com a paulatina expulsão de cultivo de alimentos em terras boas para a exploração da cana-de-açúcar, pressionando ainda mais a meta de inflação.

Ele encontrou o mercado de energia elétrica em uma barafunda em que juízes de primeira instância, TCU, órgãos de defesa do consumidor e ANEEL davam decisões desencontradas, obrigando umas decisões a que se fizesse a redução dos preços e outras ao aumento. Tentou então colocar em funcionamento um novo modelo, aproveitando o vencimento dos contratos de concessões e antecipando outros contratos. Além do propósito de normalização do setor, a política de energia elétrica também favorecia a competitividade do produto nacional.

Na impossibilidade de desvalorizar mais a moeda, ele utilizou aa sistemática de desvalorização fiscal via a adoção de tributos que favorecessem a empresa nacional e pudesse incidir no produto importado, como se pode ver na política de desoneração da Folha de Pagamento.

De todo modo ainda que se desconsidere tudo que ele fez é preciso saber primeiro porque no terceiro trimestre de 2013 os investimentos tiveram uma queda muito elevada depois de três trimestres que denotavam uma recuperação da melhor qualidade possível. Se você sabe a razão repasse a informação para os seus leitores. Se você não sabe e ainda assim você utiliza a expressão superficialidade desenvolvimentista para se referir a Guido Mantega, é de se perguntar de quem é a superficialidade. Eu não tenho dúvida que há superficialidade na sua referência a Guido Mantega. O que eu não sei [já que você prefere a polêmica a uma discussão mais consubstanciado] é o quanto você sabe da superficialidade da sua referência.

Também não vi sentido na sua insistência no projeto de Nação. Já de antemão eu lembro que a idéia de projeto de Nação tem um veio autoritário. Como a democracia é antagônica oi autoritarismo, eu costumo dizer que o sistema democrático é refratário à ideia de projeto de Nação. É claro que um governante eleito tem um veio ideológico no qual ele vai percorrer, salvo se ele perceber que ele não tem o apoio suficiente para por em prática as ideias que estão associadas a ideologia que ele defende. [Nesse sentido, é de reconhecer que qualquer chefe de executivo, pela natureza da atividade é minimamente autoritário e tem minimamente um projeto de nação].

Agora, a linha ideológica de um governo não pode levar a que se traga um modelo pronto e tente implementar tudo tal qual o modelo prevê. E é preciso perceber que o sistema capitalista ainda vai imperar por muitos anos. Pode-se encaminhar para um aperfeiçoamento desse sistema, mas é preciso compreender bem o sistema para não cair em alguma esparrela. Nesse sentido não custa salientar que em um sistema capitalista a idéia de projeto de Nação é caduca. Imagine alguém sendo eleito no final da década de 80 prometendo como projeto de nação dar a cada brasileiro uma máquina de datilografia.

E há ainda a referência a Joaquim Levy, como coveiro da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Não foi. O coveiro da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff foi e é a desigualdade astronômica do Brasil que permite ter um parlamento com um extremado viés de direita. Também foi coveiro da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, a concentração das elites financeiras e empresariais brasileiras em São Paulo que facilita a imposição de decisões que favorecem no curto prazo a essas elites.

Também foi coveiro da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff a nossa crise econômica. Agora se a crise dos investimentos no terceiro trimestre de 2013 for esclarecida e ficar demonstrado que ela não guarda relação com a crise de 2015 e 2016, fica ainda para saber se a atual recessão brasileira é fruto da política econômica posta em prática no segundo governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, ou se é fruto da realidade do mercado mundial que levou à queda dos preços de commodities nas vésperas da eleição de 2014, com o concomitante desvalorização do real no final de 2014 e no início de 2015, à queda dos preços das commodities no final do primeiro semestre de 2015 com a concomitante segunda rodada de desvalorização do real no início do segundo semestre de 2015 e ao aumento do juro americano em dezembro de 2015 com a concomitante desvalorização do real no início de 2016.

Tivesse havido uma só desvalorização ali no início de 2015, a economia brasileira se encaixaria na sua segunda fonte de dinamismo para economia expressa na “demanda externa” na qual uma política de maior controle dos gastos públicos é necessária. E dentro dessa perspectiva já no segundo semestre de 2015 haveria sinais enfraquecimento da inflação e o próprio Banco Central poderia iniciar o processo de baixa de juros.

Enfim tanto a sua crítica a Guido Mantega como a Joaquim Levy só se sustenta na ignorância que temos sobre o que realmente aconteceu com a economia brasileira. É claro que essas críticas enviesadas são adequadas para dar caráter de neutralidade aos seus escritos. Tanto a direita como a esquerda que não conhecem a nossa realidade econômica com a devida fundamentação acabam avaliando seus escritos como a revelação.

Se analisadas corretamente vê-se que você não diz nada com grau mínimo de razoabilidade e diz coisas que qualquer criança posta para decorar poderá repetir sem titubeios. Decorado é fácil dizer as expressões “superficialidade desenvolvimentista de Guido Mantega” ou “Joaquim Levy, coveiro da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff”. Agora se ditas por pessoa mais preocupada em guardar certa razoabilidade e coerência nos seus dizeres, ao se pedir uma explicação coerente sobre o que as duas frases significam, certamente somente se vão escutar balbucios, tropeços e engasgos.”

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Agora não haveria razão para tratar o segundo governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff do mesmo modo como se trata o governo de Michel Temer onde a política econômica está sendo conduzida por Henrique Meirelles. A ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff não chamaria para compor o governo dela alguém como Henrique Meirelles.

Não é porque ela preferiria alguém com mais conhecimento econômico como é o Joaquim Levy em relação ao Henrique Meirelles, que ela não chamaria o Henrique Meirelles. A razão para ela não chamar de bom grado o Henrique Meirelles reside no fato de que ela tinha consciência da necessidade de desvalorização da moeda para conduzir o governo dela e evidentemente, apesar de Henrique Meirelles ser mais subserviente, ela sabia que ela não poderia contar com o apoio dela para por em prática uma política de desenvolvimento puxada pelo mercado externo.

E nessa mania de atirar para tudo quanto é lado eu penso em trazer depois um post em que você critica com propriedade a substituição de Joaquim Levy por Henrique Meirelles como proposta de mudança do governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. Aliás lá no post “Xadrez da reconstrução do Brasil”, você faz também uma análise acertada ao considerar as opções de desenvolvimento econômico que se oferecem para o governo de Michel Temer e em que você inclui como opção, que infelizmente o governo tem aceitado passivamente o fechamento, a de crescimento pelo mercado externo.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 17/11/2016

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Sobre a esquerda

Clever,

Você diz assim: "É triste e de difícil aceitação ver a esquerda atacar o capitalismo esquecendo que é o sistema que assegura maior crescimento e que nós somos muito pobres para parar de crescer agora."

Algumas conclusões:

1- O capitalismo não assegura maior crescimento. Aprecie o exemplo histórico da Revolução de Outubro e traga um crescimento mais acentuado que aquele....

2- Estamos condenados a ser um 'resto de aborto' enquanto houver esse sistema. O imperialismo como fase superior do capitalismo cria as condições para que 'restos de aborto' como o Brasil nunca se desenvolvam e, caso haja algum avanço reformista, a base do tímido avanço dentro do próprio sistema pode ser facilmente destruída. Isso colocaria o 'resto de aborto' em uma economia feudal, mais deteriorada que na situação anterior aos reformistas.

3- Nós somos muito pobres para parar de crescer agora, mas o capitalismo nos relega a impossibilidade eterna de crescimento. Se crescer e começar a alcançar vôos maiores: olha o golpe chegando e com ele trezentos anos de retrocesso.

O capitalismo permite o desenvolvimento dos países atrasados? É um clube para membros exclusivos. Deixemos as ilusões.

Um abraço,

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" Se o discurso controla mentes, e mentes controlam ação, é crucial para aqueles que estão no poder controlar o discurso em primeiro lugar." Teun A. Van Dijk

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AMORAIZA

Perfeitamente! Nossa história

Perfeitamente!

Nossa história política recente não deixa dúvidas a respeito.

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Clever Mendes de Oliveira

Era para você o comentário que caiu direto no post

Ingrid Mariana (sexta-feira, 18/11/2016 às 11:22),

Fiz comentário para você ontem e cheguei a clicar no responder do seu comentário para o enviar, mas como estava tarde achei melhor deixar para o enviar hoje fazendo algumas correções ou acréscimos que eu achasse necessário.

Hoje antes de enviar fui testar se o título cabia e distraído coloquei o comentário na página principal e o enviei. Só quando eu cliquei no salvar de enviar é que percebi que não tinha acionado o responder do seu comentário. E aí o comentário que era para você aparece solto, como tendo sido enviado hoje, sábado, 19/11/2016 às 13:12. Não dá para corrigir, sem ficar repetitivo, mas retirando o link que já existe no comentário, não tem importância enviá-lo novamente junto ao seu e depois, com mais tempo eu farei isso.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 19/11/2016

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Romeo RJ

Caro Nassif,  Esse Xadrez foi

Caro Nassif, 

Esse Xadrez foi ótimo, mas não está na hora de atualizar? A mensalidade do site está bem salgada (verdade que menor do que a do PHA), mas mesmo assim é quase um Spotify.. vamos dar uma atualizada no Xadrez?

 

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Tecnologia & Desempregos

Não bastassem as políticas econômicas irracionais da direita braba, sem a devida competência e vontade para tentar, racionalmente, gerar a necessária criação de empregos em todo o mundo, a formidável e desejada Dona Tecnologia, prossegue a toda velocidade, exterminando o trabalho humano, braçal e intelectual, em todos os campos e lugares. Comprovadamente, Dona Tecnologia não se dá bem com o sistema capitalista.

A seguir, uma pequena comprovação do que vai correndo pelo mundo:

“Ao que tudo indica, a impressão 3D chegou para ficar no mercado aeronáutico. Vice-presidente da GE Aviation, Anthony Aiello anunciou que a maior ênfase na nova tecnologia vai aumentar a confiabilidade e reduzir o custo e o peso dos futuros motores da fabricante. Além de diminuir drasticamente a quantidade de componentes e seu tempo necessário de fabricação. Exemplo desta mudança é o novo turboélice avançado para o Cessna Denali, que passou a ser construído com apenas 12 peças, em vez das 845 necessárias anteriormente.”

Imaginem só, quantas máquinas, altamente especializadas, perderam a função, da noite para o dia. Ídem, todo os trabalhadores ligados diretamente e indiretamente, à fabricação dessas 845 peças. Possivelmenhte, estarão indo para o olho da rua!

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Luiz_R

eu avisei

liga a TV

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Luiz_R

hora do contra-ataque

Link extremamente importante

 

Um dos fatores que Explica o interesse secreto dos militares em novamente se envolver na política

http://www.oantagonista.com/posts/previdencia-dos-militares-e-uma-bomba

 

 

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Prof. Ricardo

Gestão dos Ciclos Econômicos

Com o fim da 2° Guerra Mundial, a procupação dos administradores públicos Americanos era com uma possível volta dos efeitos dramáticos da Crise de 29.
Estudos minuciosos dessa época mostraram que a principal causa da Crise 29 tinha sido as apostas excessivamente altas para cima feitas durante toda a década de 1920.
Assim, configurou-se uma gestão de ciclos econômicos que partia do princípio de que, eventualmente, os ciclos vão para baixo na mesma proporção e intensidade com que foram para cima.
Baseado nesses conceitos, os EUA foram administrados, desde de 1945 até o advento do besterol neoliberal, tentando-se gerenciar ciclos econômicos suaves, mantendo-se a inflação em 5%, o déficit público em 5%, o desemprego em 5%, os juros em 5% e assim estabilizar-se o crescimento econômico na faixa dos 5% (Teoria de Philips).
Os neoliberais, totalmente ignorantes desses estudos sobre a gestão dos ciclos econômicos têm feito apostas excessivamente altas ( do tipo pau na máquina), insulflando bolhas econômicas uma atraz da outra.
E, no topo disso, estimularam apostas vertiginosamente altas num país pobre de 1,5 bilhão de habitantes como China. Eventualmente, esse ciclo virá para baixo na mesma proporção com que foi para cima.
Aí, então a culpa do que acontecer na China será exclusivamente desses desmiolados neoliberais de Yale, Harvard e Chicago.

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O resto é bucha de canhão...

Já passamos por isso antes, com o governo FHC foram 22 milhões de desempregados, picos altíssimos de violência social e nenhuma perspectiva de crescimento à vista nem saída da miséria coletiva

Por isso o Lula ganhou

O brasileiro em si é idioticamente manipulado pela mídia o que lhe faz crer que todas as misérias fetias daqui em diante pelo governo PMDB-PSDB serão e sempre será culpa da adminsitração petista, é de uma falta de lógica e de argumentos tão fortes que não vou perder meu tempo comentando isso

Mas o futuro é tenebroso e como sempre após as privatizações e o socorro do FMI ao governo Temer, de onde virá o seu último suspiro econômico, iremos regredir economicamente de tal maneira num cenário mundial de recessão tão alta que não vai sobrar nenhuma panela pra bater

Seremos todos miseráveis num país mais desigual que nunca

Não adianta pensar que os economistas de planilha não sabem aonde vai parar o país depois das medidas do neoliberalismo de Temer, todos sabem, mas servem a um mestre: o financimento dos mercados especulativos que é de onde a burguesia nacional, desde os marinho até os Sarney, tiram seu quinhão

O resto é bucha de canhão...

 

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Que falta faz uma rigorosa educação científica

Caro Nassif,

chamo atenção para o seguinte trecho:

"No entanto, há uma ignorância ampla e generalizada do mainstream econômico em relação ao mundo real. Como se o conhecimento da economia real fosse uma extravagância, acientífica, uma forma menor de conhecimento."

Houvesse no Brasil uma rigorosa cultura científica minimamente difundida e nenhum tomador de decisão seria seduzido pelo canto da sereia da teoria proposta pelos economistas mainstream. Em Física, teorias cujas previsões não são verificadas experimentalmente são descartadas e sua menção serve apenas para propósitos didáticos: para que os estudantes entendam como não fazer ciência. Um exemplo simbólico é a teoria do éter que estava em voga durante o Sec. 19 (https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_éter). Uma vasta quantidade de cientistas renomados daquele período concebiam, intelectualmente, uma entidade que chamavam de eter. A teoria do éter visava estabelecer a consistência lógica necessária à compreensão dos fenômenos eletromagnéticos. Todavia, o experimento de Michelson-Morley (https://pt.wikipedia.org/wiki/Experiência_de_Michelson-Morley) demonstrou a inexistência do éter e este foi descartado para propósitos científicos. 

Esse é um exemplo de aplicação do critério de verdade científica: verificação experimental de previsões teóricas. Se esse critério não é satisfeito pode-se afirmar que a previsão motivada pela teoria está errada. Eventualmente, há teorias que predizem qualitativamente a ocorrência de um determinado fenômeno mesmo que não tenham acurácia quantitativa. Por exemplo, a teoria da Gravitação de Newton prediz com grande precisão quantitativa as órbitas dos planetas do sistema solar. Já na precessão do periélio de Mercúrio, a teoria newtoniana prediz sua ocorrência mas há uma grande diferença entre os valores numéricos previstos e os dados obtidos experimentalmente (https://pt.wikipedia.org/wiki/Precessão_do_periélio_de_Mercúrio). Essa incorreção motivou a construção de novos modelos teóricos com o propósito de descrever o mesmo fenômeno e, somente após a proposição da teoria da relatividade geral, foi possível obter uma previsão da recessão do periélio de Mercúrio com a mesma acurácia observada experimentalmente. Sendo assim, consideram-se que a teoria da relatividade geral está correta para explicar esse fenômeno. Vale mencionar que a teoria da Gravitação de Newton não se tornou errada e sim que seu escopo de aplicação ficou melhor delimitado. 

Voltemos então aos economistas mainstream acima citados. Para estes, observar a realidade deveria corresponder à observação experimental do fenômeno natural que se pretende predizer. Sendo assim, quando a realidade é rejeitada como o elemento essencial para confirmar a correção de uma teoria, o indivíduo está atuando de forma literalmente acientífica. Ao menos segundo os critérios da Física.

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Alexandre Ferreira Ramos

Nassif, comecei a escrever comentario e - cm sempre - virou post



  12 MILHÕES DE DESEMPREGADOS:
 HOLOCAUSTO NO ALTAR DOS DOGMAS MODERNOS

  Por Romulus

  – Lamento ser (de novo!) o portador de notícias ruins, mas não adiante apelar para o STF. Os juristas mainstream sofrem do mesmo mal dos economistas neoclássicos.

  O problema é filosófico:
 – Seja por credo sincero, seja por malícia, encontram-se todos ainda nos paradigmas da modernidade. O mainstream ainda não chegou à pós-modernidade!

  – Para quem franze a testa quando lê a palavra “filosofia” ou diante do palavrão “epistemologia”, é preciso vencer preconceitos e traumas escolares.

  E para já:
 – A questão “modernismo” vs. “pós-modernismo” não é "academicismo", nem tampouco discutir o sexo dos anjos.

  Pelo contrário:
 – É fundamental para entendermos como chegamos até aqui.
 – E, mais importante ainda, pensar como sair desse atoleiro.

*

Na sua última coluna, publicada no GGN, Luis Nassif, em vista da tragédia econômica que o Brasil vive a partir de 2015, aborda os abusos de um experimentalismo econômico.
  

  Diz ele:

  <<A economia não é nem ciência exata nem universal. Mais ainda que na medicina, exige o conhecimento teórico, mas associado à sensibilidade para analisar as condições do paciente. No entanto, há uma ignorância ampla e generalizada do mainstream econômico em relação ao mundo real. Como se o conhecimento da economia real fosse uma extravagância, acientífica, uma forma menor de conhecimento>>

  E ao final apela ao STF:

  <<O ideal seria que a sede de participação do Judiciário o levasse a pensar em limites constitucionais para a política econômica. (...) Para fazer demagogia de baixo risco, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Carmen Lúcia afirmou que não é Ministra da Fazenda, para avaliar o impacto de medidas judiciais na economia. Seria mais consistente se, junto com seus colegas, definissem limites constitucionais ao experimentalismo da política econômica e aos abusos das políticas fiscal e monetária>>

  *

  Lamento ser (de novo!) o portador de notícias ruins, mas não adianta apelar para o STF. Os juristas mainstream sofrem do mesmo mal que Nassif corretamente aponta nos economistas neoclássicos.

  O problema é filosófico!

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Rinaldo Paes

Caro Nassif, Levy e seu plano foram impostos a Dilma...

Caro Nassif, concordo contigo quanto ao grande erro do plano Levy. Só ficou faltando na sua análise o IMPORTANTÍSSIMO DETALHE DE QUE JOAQUIM LEVY FOI EXPLICITAMENTE "IMPOSTO" À DILMA ROUSSEF. Terminada a eleição e com a não aceitação por parte do aécio e também da mídia, a figura de Levy ou de qualquer outro economista de direita foi imposta a Dilma como requisito mínimo para que ela pudesse assumir o segundo mandato. A Selic, nessa época, estampava seu patamar mais baixo, ao redor de 7,5%, um dos grandes crimes do PT, enfrentar os banqueiros que sempre mandaram no país. Veja as manchetes dos últimos meses de 2014. Todos os jornalões exigiam austeridade do novo governo Dilma, exigindo uma figura de direita na economia, em troca de alguma condição de governabilidade. Memória curta hein Nassif...

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Atila Rodrigues

Se isso é verdade, ela foi

Se isso é verdade, ela foi uma completa imbecil.

Cedendo os anéis, para perder os dedos, o braço e o mandato.

 

 

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Clever Mendes de Oliveira

Uma criança também é capaz de chamar um presidente de imbecil

 

Atila Rodrigues (terça-feira, 15/11/2016 às 21:31),

Chamar uma presidenta de imbecil qualquer cabeça oca pode fazer. Não é bem o seu caso porque um cabeça oca não faz uma afirmação com base em uma ilação. Ainda assim sua ilação foi com base em dados equivocados.

Como uma frase genérica, dizer que Joaquim Levy foi imposto explicitamente à ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, não está errado, pois foram as condições do momento que obrigaram a ex-presidenta às custas do Dilma Rousseff a buscar em alguém como Joaquim Levy o conhecimento que facilitaria enfrentar o desafio de se lidar com a desvalorização da moeda necessária para retirar o Brasil da crise no Balanço de Pagamentos.

Joaquim Levy era conhecido pelo apelido de Joaquim mãos de tesoura por ter atuado de modo muito rigoroso nos controles dos gastos públicos tanto como auxiliar de Antonio Palocci como na Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro na primeira gestão de Sérgio Cabral. E também tinha tido uma experiência de relacionamento com o PMDB do Rio de Janeiro, o estado em que o PMDB é mais forte.

Então Joaquim Levy foi imposto explicitamente pelas circunstâncias, mas foi uma escolha da presidenta Dilma Rousseff.

E a taxa Selic não estava em 7,5% em 2014. Os dados da taxa Selic podem ser vistos no Histórico das taxas de juros no site do Banco Central do Brasil no seguinte endereço:

https://www.bcb.gov.br/Pec/Copom/Port/taxaSelic.asp

A taxa Selic entrou 2014 no patamar de 10,50% e já em janeiro de 2014, na 180ª reunião do Copom, a taxa subiu para 10,50. Na véspera do segundo turno da eleição presidencial a taxa de juros foi aumentada de 11,00% para 11,25% e no final do ano a taxa foi para 11,75%. E no final de julho de 2015 ela chegou ao seu patamar quase atual de 14,25% não fosse a redução para 14,00% na 202ª Reunião do Copom em 19/10/2016.

Então a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff foi quem escolheu o Joaquim Levy e o escolheu com inteligência das circunstâncias que indicavam que uma pessoa com a visão de Joaquim Levy era a pessoa mais indicada para conduzir a política econômica do governo. Não enxergar essas circunstâncias é que revela certa obtusidade.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 19/11/2016

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Xadrez de Cartargo

Cartargo, a colônia de Roma Antiga, destruida e seu solo salgado para que mais nada crescesse lá.

Vamos aos objetivos da Operação Policial " LJ " :

Peça 1 Entregar o pre sal às petroleiras estrangeiras  e destruir por completo a Petrobrás.

Peça 2 A PEC 55 durará 20 anos porque é o tempo que eles precisam para extrair os melhores poços do pre sal. Neste meio tempo o Brasil ficará assoberbado com seu desemprego e depressão econômica. A PEC 55 é uma  cortina de fumaça. Depois só sobrarão os restos de petróleo nos poços que talvez deixem para o Brasil.

Peça 3. Um dos maiores objetivos da destruição completa da indústria brasileira é impedir que o Brasil volte a se aliar à China e Rússia, inimigos do Império. Cartargo será destruida e seu solo salgado para que nada mais cresça aqui.

Peça 4 . Com décadas de desemprego, e depressão econômica, provavelmente pretendem  eliminar, a classe operária, pois sem indústria não há classe operária, nem sindicatos, nem nada. Deste modo esperam impedir que um partido de esquerda volte a ocupar o poder. Assim fizeram na Europa, onde países mediterrâneos tem migração em massa, e queda de natalidade record, dentro de algumas décadas esperam que não existam mais pobres naqueles países. Não pretendem acabar com a pobreza, e sim com os pobres.

Peça 6 Cortando todos os subisídios aos pobres, saúde, educação, emprego, tudo, vão reforçar o ítem acima..

Peça 7 Talvez, quando o Brasil estiver hiper endividado, eles vendam a dívida aos EUA, e este venha a anexar nosso país ao seu, como uma colônia qualquer;  semelhante a um Porto Rico. Provavelmente a língua oficial aqui será o inglês, e nosso PIB se equipare ao de algumas nações africanas. Como nos tempos do FMI, precisaremos de pedir permissão aos EUA para qualquer coisa que se queira fazer aqui.

Até na loucura, tem alguma lógica.

 

 

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Ze Guimarães

A QUESTÃO POLÍTICA!

O estudo não leva em conta as pressões políticas e as propinas de quem queria quebrar o Brasil, e comprar nossos campos de petróleo. Verdeiros carrapatos, que não pagam impostos, e não ajudam a construir escolas, hospitais, creches, moradias populares, etc. Afinal, a receita saiu perfeita para eles...

Falamos das empresas estrangeiras, que importam produtos várias vezes mais caros de suas matrizes no exterior, ficando sem lucros no Brasil. Elas transferem os lucros exorbitantes para suas matrizes, que pagarão um SUPER IMPOSTO por lá. E embora sejam importantes e necessárias ao país, precisam ser regulamentas por uma legislação mais moderna, que iniba essa prática. Confiram o que estamos falando, e como não podemos mais conviver com uma legislação colonial: http://www.valor.com.br/valor1000/2015/ranking1000maiores  https://pt.wikipedia.org/wiki/Carta-testamento_de_Getúlio_Vargas

Seria interessante um "xadrez" sobre esses efeitos em nossa economia...
 

 

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DEMOCRACIA DIRETA
Porque o Brasil é de todos os brasileiros.
https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/
 

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dja

cronologia da incipiência eterna da economia brasileira

Fator psicosocial e o não pragmatismo econômico foram o grande males da crise financeira brasileira. Por que ninguém se da conta disso, sem apartidarismo?

Em 1994, FHC é eleito presidente do Brasil e naquele contexto a população explodiu em euforia aos gritos: Hiperinflação nunca mais!, por acreditar que a política econômica da implantação do R$ iria transformar o País, em pouco tempo, em uma nação de primeiro mundo, nessa onda os brasileiros aqueceram a economia aumentando o consumo interno sem temer os riscos de se individarem com a anuência do governo, entretanto, no final do primeiro e começo do segundo mandato a 'bolha da esperança' estourou, a ponto de FHC tirar do papel a reforma impopular da previdência e, insanamente, acreditar que a solução seria as privatizações.

Poucos anos depois, é a vez de um presidente de origem humilde com total identificação com o povo ser eleito presidente do Brasil, Lula ja nos primeiros meses de 2003, tranquiliza o mercado financeiro com o avalista, antes banqueiro, H. Meirelles. Novamente, a população brasileira volta a entrar em uma atmosféra de 'país pujante', no entanto, o excesso de keynesianismo da equipe de Lula, em liberar créditos para pagar a prazos bastantes longos,consequentemente, dobrando, muitas vezes, o valor final do pagamento da dívida, embora com isso, Lula conseguir ficar 8 anos no comando do Brasil de forma competente com uma política de distribuição de renda, sua sucessora, Dilma, não conseguiu segurar a insatisfação pelo próprio individamento irracional do consumidor brasileiro, então com a deflagação da Lava Jato  fomentada pela mídia conservadora, a presidenta sofre impeachment sem provas e,Temer, o vice, aceita o cargo sem pestanejar, em consequencia disso, o povo desconfiado não se ilude com a 'ponte para o futuro' e entra em estado descrença total não se comprometendo com quase nada financeiramente. Na sua última cartada, Temer, desesperadamente, por não ter noção da realidade social brasileira aventura-se com a PEC 241 ou PEC 55 ou sei lá o quê, causando mais trauma a todos.

Desta vez, o choque de otimismo nos brasileiro só se dará através de eleições presidenciais diretas e - quando isso for possível, o novo presidente do Brasil precisa ser menos ambicioso e segurar o consumismo insustentável, até o dia que tiver plataformas macro-produtivas para exportação para haver um crescimento verdadeiro. Por isso, creio eu, na atual situação econômica nacional, quem tem menos relevância é o STF e o juros.

 

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Benedito D.

Eu continuo insistindo: que

Eu continuo insistindo: que tipo de crise leva um país como o Brasil a cair de 4, numa recessão de mais de 8% em apenas 2 anos Nassif.

Como essa recessão não foi antecipada pelo governo?

Uma vez você falou que o fracasso de Dilma 2 foi a de não ter projeto de nação.

Agora se está tentando colocar a culpa ora na Lava-Jato, hora no Levi.

O Brasil merece ser um caso a ser estudado por todas as faculdades de economia do Mundo. Estudo de Caso: A Derrocada do Brasil pelos Brasileiros. Como arruinar a economia de um país em 6 anos.

E os economistas ligados ao PT? Ninguém viu o Iceberg vindo de encontro ao Brasil senão em 2015, quando já tinhamos colidido e nada mais podia ser feito?

Finalmente o Nassif começa a enxergar que a origem da crise atual se deu no governo Dilma 1. Mas o que se produziu de criticas nesse período foi irrisório diante da crise que que emergiu.

Aqui se criticam Sardembergs, Mirian, etc. Mas onde estão os economistas, o que eles diziam no governo Dilma 1 sobre o desastre iminente que se aproximava?

E a grande pergunta? Sabendo o tamanho da crise que se aproximava, continuaram insistindo na Dilma, votando nela para mais um mandato?

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Joao Luis

Sim, Benedito isso mesmo. A

Sim, Benedito isso mesmo. A culpa é só do Levi e da Lava Jato. A pior crise mundial desde 1929, que jogou o desemprego na Europa a 30% elegeu até o Trump não conta, é bobagem. O boicote golpista do congresso que contribuiu com a incerteza também é pura ficção. O fato do país estar entregue ao governo mais corrupto da história ajuda muito o crescimento.

Realmente você é um jênio. É a única pessoa do mundo que consegue prever errado o passado.

 

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Não seja tolo, Benedito.

Não seja tolo, Benedito. Basta conferir no GGN para saber que o blog tem posição crítica em relação à política econômica da Dilma desde que voltou a subir a Selic.

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Nassif A pec 241 / 55 é

Nassif

A pec 241 / 55 é sabotagem do orçamento da educação que foi dobrado em 2013 !!!

Lembra que era 5% e passou para 10% com sua implementação até 2022?

 

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Mário Mendonça

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Severino Januário

A teoria foi bolada para

A teoria foi bolada para obedecer a objetivos políticos claros. Os furos são evidentes, já que dá para meter um elefante adulto em um fusca.

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Lembranças

Consegue se recordar da campanha da Dilma em 2014? Lembra da comida sumindo na mesa da familia pobre porque uma adversária era a candidata dos banqueiros, porque o outro adversário que iria inventar uma crise pra cortar salarios e benefícios dos trabalhadores? E o que ela fez na semana seguinte a eleição? Coloca um banqueiro na principal pasta do Governo e anuncia uma série de cortes e ajustes porque o país estava em crise! Me desculpem os adoradores mas João Santana e o PT produziram o maior estelionato eleitoral da história, e claro que oposição e opinião pública iriam "cair de pau" em cima. O Governo que já não tinha credibilidade para o mercado deixou de ter também para a população (pior índice de aprovação da história) e daí pra perder o Congresso foi um pulo. A queda da Dilma se inicia aí, no dia seguinte de uma eleição vencida ignorando a realidade e a baixa porém existente capacidade de dicernimento da população.

Não Nassif, a culpa de termos 12 milhões de desempregados não é do Levi, nem da mídia, nem da Lavajato, foi da incompetência Petista na gestão da economia a partir de 2009 com políticas anticíclicas, gastos sempre crescentes e acima da receita, resultado anabolizado de 2010 pra ganhar eleição, contabilidade criativa/pedalada fiscal, desonerações localizadas sem contrapartidas, e nenhuma, repito, nenhuma reforma decente pra por exemplo, conter a explosão da Previdência, reforma Tributária ou Fiscal para regularizar os gastos da União, Estados, e Municípios.

O Ajuste Fiscal a partir de 2015 foi sim inevitável, não havia outra coisa a fazer, até porque a outra coisa já estava sendo feita há anos, e sem efeito nenhum na recuperação da economia. 

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policarpo

Cristiano você precisa olhar

Cristiano você precisa olhar as séries históricas do BC porque ao contrário do que você imagina até 2014 durante os mandatos dos governos petista tivemos todos os anos superavit primário na ordem de 2 a 3% do PIB, ou seja, as receitas foram maiores do que as despesas (excluindo as despesas financeiras). 

Antes de apontar erros ou oferecer teorias conspirativas para explicar esses dois anos catastróficos para a economia e a sociedade brasileira é preciso analisar e reconhecer algumas coisas.

É preciso reconhecer primeiro o acerto do crescimento econômico dos oito primeiros anos dos mandatos de Lula, baseado na expanção do crédito, no aumento da massa salarial e no ciclo de alta nos preços das commodities, mas é preciso também reconhecer que ele por si só não conseguiu induzir um ciclo de investimentos em infraestrutrua física e humana que pudesse sustentar e manter o ritmo de crescimento. Esse é o ponto que o une a continuidade do primeiro mandato de Dilma com esses oito anos de um estratégia de sucesso de crescimento.

Os problemas começam quando esse quadro começa a mostrar os primeiros sinais de esgotamento, primeiro, nos limites para a expansão econômica num quadro de pleno emprego e pressões inflacionárias ainda que tópicas naquele momento. A política de desoneração fiscal e o uso de swaps cambiais tentando contornar a enorme valorização cambial do período que Dilma adotou tinha apoio no .

A resposta do governo Dilma foi um certo "ativismo econômico" que foi denominado "nova matriz econômica" um conjuto de medidas marcadas pelos investimentos públicos (PAC), as parceria público-privadas, apostas pelas "campeãs nacionais" empresas privadas e públicas que liderariam um novo ciclo de investimentos, o uso bancos públicos e BNDES na redução dos spreads bancários e na sustentação do investimento e principalmente a decisão do Bacen em reduzir a taxa de juros básica da economia, . Além dessas linhas mestras também adotou-se posteriormente uma série de desonerações fiscais e de uso de instrumento financeiros e fiscais tentando-se evitar a valorização do real, ambas as políticas, buscavam fazer frente as dificuldades da industria nacional atendendo o reclamo das principais entidades empresarias e sindicais do país.

Essa resposta do governo soou como as trombetas para o ataque das forças contrárias a essas políticas e marcou o início do confronto aberto entre o Governo e o "mercado" (no início basicamente as finanças e seus porta vozes na grande imprensa). A primeira vitória do "mercado" contra as forças governista se deu no item mais importante dessa estratégia que foi a redução da taxa dos juros que foi a primeira concessão de Dilma (muitíssimo antes de Levy e o cerco de 2015-6). Logo após a chegar nos níveis mais baixos dos juros nominais e reais, Dilma recua diante das primeiras ameaças de "descalabro inflacionário" conforme propalado pelo "mercado" e repercutido de forma espalhafatosa pela mídia (até Ana Maria Braga e seu colar de tomates teve que participar dessa luta inglória) e aceita iniciar um aumento paulatino nas taxas de juros revertendo todos os ganhos anteriores (na falta de uma explicação melhor André Singer caracteriza esse recuo com a imagem daquele descuidado que cutuca a onça com vara curta).

Sinceramente entendo que todos os tristes personagens que aparecem nessa farsa diabólica são consequência direta desses primeiros persistentes e silenciosos combantes, o "mecado" e suas forças "invisíveis"

 

 

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Policarpo, pegue a série

Policarpo, pegue a série histórica da evolução das despesas x receitas dos Governos Petistas, vai ver que o que existiu de austeridade e pragmatismo econômico no PT, foi-se embora junto com o Palocci. A partir daí, os superávits primários foram à base de contabilidade criativa (despesa virou investimento) e pedaladas fiscais cada vez maiores (despesa não contabilizada no ano corrente), assim fica fácil fazer superávit. Há vários anos os governos do PT vinham aumentando sim sistematicamente ano após o ano o nível de despesas comparado ao das receitas. Aumentou também o nível de endividamento interno e externo do país, além da inflação sempre no limite do teto da meta, as vezes ultrapassando. Tudo isso antes de 2015, antes de Levy.

Sobre as forças diabólicas e o maldoso "mercado" mencionados por você tenho a dizer o seguinte, existe aquele que empresta dinheiro (mercado), e existe aquele que pega emprestado (governo). Quem empresta quer receber, e logicamente se preocupa com a capacidade de quem pegou emprestado em honrar o pagamento. A partir do momento que o Governo deu sinais de que teria dificuldades, através do desajuste fiscal e frouxidão no controle da inflação, é lógico que o mercado se mostrou contra, e demonstrou isso várias vezes, falta de aviso que o Brasil estava indo pelo caminho errado não foi. Não quer depender do maldoso "mercado"? Não tome dinheiro emprestado do mesmo, não gaste mais do que tem. O Governo fez o contrário, gastou mais, sinalisou descomprometimento com a dívida, e depois ainda pra continuar captando teve que aumentar os juros, já que este é proporcional ao risco. Não deu outra.

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Peixotinho, Palocci saiu da

Peixotinho, Palocci saiu da Fazenda em 2006. Os superavits foram até 2013, portanto, 7 anos depois que ele deixou o ministério as receitas operacionais foram maiores que as despesas.

Peixotinho o "mercado" sempre tomou mais do Estado Brasileiro (isto é, do dinheiro de todos) do que deu, ontem, hoje e sempre. Boa parte do estoque de dívida pública se formou para e pelo "mercado" (sem o Estado brasileiro,  seríamos ainda um "mercadinho"). O gasto histórico do Estado e a tributação favoreceu muito mais o "mercado", do que a maioria do povo, como se pode notar olhando nossa sociedade (se não fores cego, é claro). A forma como financiamos essa dívida é outra jabuticaba, caso único no mundo, pelos prazos e pela forma dos papéis.

O "mercado" (o de mentirinha, não o de verdade) é seu mantra, mas você não tem a mais mínima idéia de como ele funciona de fato. Por isso você repete a "sabedoria convencional" que escutas e já que não sabes discernir o que é opinião e o que é fato.

Peixotinho como vocês mesmos gostam de apregoar "vai fazer o dever de casa" e olha os números primeiro antes de falar besteiras. Sua narrativa é política mas você não sabe disso.

 

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Policarpo, obrigado pela

Policarpo, obrigado pela denominação carinhosa à minha pessoa. Seria bom tentar manter o nível da discussão sem denegrir ou subjulgar o conhecimento ou a linha de pensamento de cada um.

Se guardar sua soberba um pouco e ler o que eu escrevi desde o primeiro comentário, vai realizar que hora nenhuma falei que não houve superávits. Disse e repeti que o CRESCIMENTO das despesas é maior que o das receitas há vários anos. Disse também que os ultimos superávits foram obtidos com a ajuda de chamar despesa de investimento e de pedaladas fiscais cada vez maiores.

Sobre o Mercado, não entrei no mérito se ele ganha mais ou menos que o Estado, se favoreceu ou não o povo. Menos infantilidade e mais atenção ao tema, menos teoria da conspiração e mais realidade. 

Desde o primeiro coment tento mostrar que o texto do Nassif mais uma vez foi extremamente parcial ao ignorar a culpa da má gestão economica dos ultimos anos petistas na situação atual do país. O senhor na tentativa desesperada de defesa se enrola, dá voltas, ignora uma série de pontos levantados por mim, e no final usa e abusa de ironia. Deu pra ver que não é só o PT que não consegue assumir erros, a sua claque tem a mesma dificuldade. 

 

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Policarpo

Floriano e a turma do Balão

Floriano e a turma do Balão Mágico vivem no mundo da Lua. Você afirmou que os gastos eram "sempre crescentes" e "acima da receita", incapaz de reconhecer a besteira que falou atribui o que a princípio negava (os superavits primários) a presença mágica do ministro Palocci, mesmo este tendo deixado a Fazenda em 2006. Você é como os jovens turcos do ministério público, não tem provas mas tem muita convicção. Contra fatos não existem argumentos. Você não pode assumir o erro porque se o assumir cai por terra o teu enredo, que aliás não é teu, mas que você repete com a fé dos novos convertidos.

Não adianta ter postura séria e esgrimir idéias simplistas e rasteiras.

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Ok Policarpo, da próxima vez

Ok Policarpo, da próxima vez tentarei ser mais simples na dissertação pra não causar problemas de interpretação. Mais uma vez, não disse que não houve superavit pós Palocci, o senhor se apegou muito à essa questão. O ponto é que pós Palocci, e principalmente pós Crash de 2008, o pragmatismo economico foi pro saco. Medidas anti-ciclicas, mais expansão de crédito, AUMENTO DE GASTOS ACIMA DA RECEITA (significa que as despesas aumentaram mais que a receita, ok?), e superávits primários cada vez menores e às custas de contabilidade criativa, transformando despesa corrente em investimento, pedalando até 60 Bilhões no ano. Porque o senhor não comenta nada sobre isso? E as desonerações descoordenadas, deram algum efeito? E o controle de preços no setor energético e prejuizo bilionário da Petrobrás? Nenhum comentário... E sobre o aumento do endividamento interno e externo pós esse período, algum comentário? E sobre o descontrole inflacionário? Tudo certo? A inexistencia de reformas de base também o senhor esqueceu de rebater. Sobre a nova matriz econômica que fez o mercado arrepiar os cabelos e por consequencia os juros voltarem as alturas? Ativismo economico com dinheiro dos outros é refresco né... "Outros" quero dizer dinheiro do cidadão brasileiro, só pra deixar claro.

Então, Policarpo, se você acha que nada disso são fatos, que tudo foi inventado pela "midia golpista", e que nada disse causou a crise que vivemos hoje, fala aí, gostaria de ver seu nível de convicção, e de fanatismo.

Por falar nisso, seu ídolo em breve será condenado, em primeira e segunda instância, após amplo direito de defesa plenamente exercido num Estado democrático, pode ter certeza que ele não vai pra cadeia por convicção. 

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Policarpo

Esses tucaninhos do bico

Esses tucaninhos do bico torto são simplesmente sensacionais, são campeões do moralismo sem moral e das políticas ecômicas virtuosas que arruinaram o país. A única coisa que conseguiram produzir são inocentes úteis como o senhorito e a quebra da prévia. Estado de direito e democracia são complementares, quando um cai o outro não se sustenta. E os golpista de 2016 são responsáveis pela quebra da soberania popular, pilar básico de um sistema democrático.

Dissertação, debate e floreios mal cheirosos é a única coisa que tipos como você conseguem produzir. Seus mentores se comportam como piratas e tipos como você como papagaios de pirata.

Te dou uma bala juquinha se você conseguir demonstrar com dados estatísticos o "endividamento externo" do setor público, ou o aumento da dívida líquida interna até 2014, ou as pedaladas fiscais.

Seu problema é repetir mantras sem olhar as cifras, explicar políticamente o que é um problema econômico (o crescimento da economia), e economicamente o que é um problema político (o golpe e a política de terra arrasada).

Ninguém em sã consciência nega a crise econômica e as dificuldades na recuperação depois de 2009. No entanto dois anos de queda do PIB em torno de 4% não é um evento relacionado a esses  como você acredita. A variável chave é o investimentos que tem sido muito abaixo das necessidades da economia desde fins da década de 70 e aqui falharam o setor público e o privado.

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É até engraçado como

É até engraçado como imediatamente classificam de Tucano qualquer crítico do Petismo. Bom pelo menos uma mea-culpa você fez no final, baixo nível de investimento, boa, a grande oportunidade perdida, o crescimento de receita absurdo impulsionado pela estabilidade economica e o boom das commodities, e o governo petista elevou gastos ao invés de investimento, inchou a máquina, quando a seara acabou, sobrou a conta. Mas você vai dizer que a culpa é do Levy e do Temer, hehehe... Então assim, já deu pra ver que tudo que eu escrever aqui vai ser simplesmente ignorado, ou seja, pura perda de tempo, parece que estou discutindo com um torcedor de futebol. Fico por aqui, um abraço.

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primeiro post, escrevi: Essa

primeiro post, escrevi:

Essa resposta do governo soou como as trombetas para o ataque das forças contrárias a essas políticas e marcou o início do confronto aberto entre o Governo e o "mercado" (no início basicamente as finanças e seus porta vozes na grande imprensa). A primeira vitória do "mercado" contra as forças governista se deu no item mais importante dessa estratégia que foi a redução da taxa dos juros que foi a primeira concessão de Dilma (muitíssimo antes de Levy e o cerco de 2015-6)

Tira a orelha da frente da fuça que já ajuda bastante. Como dizia minha avó, "para burro só falta as penas". E por falar em penas, esqueceste de esconder o bico torto. Vai ficar sem a Juquinha.

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Espelho Narciso

Espelho Narciso

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de economia só tenho a dizer o seguinte...

todo empresário adora e precisa de megaprojetos

mas, para a infelicidade geral da nação, justamente durante o período em que um governo tenta desesperadamente acabar com a miséria é que eles detestam lucros ou retornos gotejados

ou a economia cresce lateralmente, a todos incluindo, ou não há como apontar erros de quem quer que seja

impossível prever, sequer planejar, sem primeiramente tentar limitar as carências sociais

mas o que eu queria dizer na verdade é o seguinte:

falou mal de Dilma, depois de tudo que aconteceu, fechou o post para quem é apenas povão

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A GENI NÃO TEM TANTA CULPA

Pobre da Geni.

Tornou-se a culpada por todos os males da nação.

Enquanto na realidade foi um das pessoas mais serias que  atuou na historia politica do pais.

Pobre tambem de quem, da esquerda ou da direita  tentar defende-la.

Sera linchado.

É assim que o nosso pais, erradamente, vai resolvendo as suas questões.

Escolhe uma Geni e joga sobre ela todas as culpas.

Fica mais facil.

O erro começa na afirmação de que "a Dilma escolheu o Levy".

O Levy seria a ultima pessoa que a presidente iria escolher.

Na verdade não lhe restou outra alternativa.

O golpe, que começou muitos anos antes, com o tal "mensalão", se concretizou em 2014, antes da eleição.

A direita resolveu surfar nas ondas da grave crise economica mundial para derrubar o governo.

Conseguiu colocar todos os empresarios contra o governo.

Os meios de comunicação batiam diariamente na tecla que havia uma enorme crise, na verdade muito maior que a real naquele momento.

Foram deliberadamente parando o pais, impedindo o governo de governar.

A presidente Dilma foi empossada com todo o empresariado contra ela, apostando que a crise seria o fator para afasta-la.

Não lhe restou outra alternativa de que escolher um Levy, para mostrar ao empresariado que estava disposta a dialogar.

O resto da historia ja conhecemos, a direita não entrou, a esquerda ficou contra.

A direita não estava interessada em dialogo algum.

Acreditava que depois da derrubada do governo tudo voltaria facilmente ao normal.

Porem a realidade tem contornos mais complexos de que planos.

Estamos afundados numa crise e não sera facil sair dela, como pensavam os que a estimularam.

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Marcelo33

PEssoal fala muito de LEvy,

PEssoal fala muito de LEvy, mas o ministro que derrubou Dilma foi o Traidor Zé da Justiça.

Em pouquíssimo tempo ninguém terá como negar o quinta-colunismo deste.

Zé da Justiça é o coveiro da democracia no Brasil... e ele esteve junto com os golpistas o tempo todo. Isso ainda ficará bem claro !!!

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Valdir Borges Filhoo

Um grande conluio e o antipetismo

Tudo se antecipa em 2002, ganha força após o mensalão, em 2006 o governo fica sob a batuta do PMDB, PT refém de ter que ceder-lhes cargos, a articulação continuou, 2007 quando o pré-sal passou a ser uma nova peça do jogo, a pressão e aglutinação de novos jogadores internos e externos ficou maior, em 2008 já foram implantados "dispositivo" como o "sobrinho" do Lula, 2009 Cosan queria comprar ativos Petro mas não podiam, LJato começou, e a história vem crescendo, em 2011 Cosan se associa a Shell, houve o escândalo do DNIT com o PP o câncer da Dilma chamou a atenção do tio Sam e começaram a achar viável Temer substitui-la, em 2012 FHC no Qatar avisou sobre o golpe e como seria sabotada a economia, começou a TThank Imil pelo Rosenfield.a articular com Temer, 2013 alguém começou a ocultar dados sobre o que seriam as pedaladas, houve a redução da arrecadação já articulada (com FIESP, imil, PIG), a LJato acho um buraco para entrar, não fazia sentido um morto estar sendo investigado por 3 anos (Janene), 2014 chamam Lula para o Triplex, fotografam intencionalmente, LJato se intensifica "plantam" doações de campanhas, um grupo coloca KimKata para fazer parte do conluio da mídia.... tem muito para falar ainda, celular é impossível.

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Benedito D.

O Nassif continua insistindo

O Nassif continua insistindo que o governo deve gastar (ainda mais do que já gasta) para o Brasil sair da crise.

Só não explica de onde tirar esse dinheiro.

Ele já colocou a culpada crise do Brasil na Lava-jato, agora coloca a culpa no Joaquim Levi, mas a culpa foi da DILMA, dos anos e anos de erros e roubalheira do governo Dilma.

País nenhum entra numa crise econômica com queda de 8% do PIB em dois anos sem uma catástrofe de proporções bíblicas.

Sair de 0,1% de crescimento para dois anos segidos de -3,8%. Isso não existe no mundo.

Na verdade o Brasil já estava em grave crise desde 2013 e o povo, intuitivamente, já sabia disso, daí os protestos de 2013 porque já se sabia que algo ia realmente muito mal.

A crise estourou como a barragem de Mariana. Foram anos e anos acumulando dejetos, roubalheira, incompetencias, tudo escondido pela contabilidade criativa e pelas pedaladas da Dilma, Mantega et caterva.

Quando a barragem finalmente se abriu, desceu tudo de uma vez.

Eu já falei pro AA. A crise brasileira não tem nada a ver com a crise européia, ou as crises do governo FHC. É uma crise aguda de credibilidade do governo. Só não estamos convulsionados porque ao menos a Dilma preservou as reservas cambiais.

Tem de por ordem na casa, colocar um pente-fino nos gastos do governo e essa PEC é a saída. Depois se pensará em incentivar a economia com gastos públicos, investimentos, etc.

Antes disso é como combater o afundamento do Titanic com um balde de água.

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Roberto Monteiro

O teu saber é comovente.

Não! é como o vento. Se dissolve na atmosfera. Retardado é pouco. Quais foram os roubos do governo Dilma? Em 2013 tudp começou pela história dos 20 centavos. A mídia, ixxxperrrta como sempre, aproveitou e insuflou a orda, sabendo bem onde iria dar tudo isso. Tu bem sabes disso, mas preferes te fazeres de tonto. Retardado mal intencionado.

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Joao Luis

Acho que devemos ouvir mais o

Acho que devemos ouvir mais o Benedito D., ele tem boas ideias. Vejam só, ele descobriu que a culpa da crise é a roubalheira da Dilma e que agora estamos no caminho certo com a PEC. Podemos então concluir que o governo Temer-Padilha-Moreira Franco-Eduardo Cunha não tem roubalheira.

Benedito D., você é um jênio. Merece o trofeu "cachorro dos golpistas". Abane o rabo e lata feliz quando receber seu pote de ração.

 

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Ugo

troll demente

E testa da cazzo.

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E quando o crédito seca até nos bancos públicos? E as empresas?

"Sem consumo de governo (por conta da PEC 55), sem consumo das famílias (por conta do desemprego) e sem o impulso das exportações (por conta da apreciação cambial), de onde viria o crescimento? Da fé cega e da faca amolada dos cortes. Será um desastre continuado, fazendo a economia regredir uma década."

Nos momentos de crise, recessão econômica, compreende-se que a banca privada se retire do mercado de crédito, seja extremamente seletiva e restritiva. Porém, torna-se trágico e desastroso quando o maior banco público faz o mesmo. O BNDES devolve ao tesouro R$ 100 milhões, e sinaliza que vai priorizar os financiamentos da desestatização. E o BB, que supostamente atenderia a média e pequna empresa, como fica? Desde 01.11, o Banco do Brasil, que já vinha operando de forma análoga aos bancos privados quanto a restrição creditícia, passou a exigir garantia real nas operações com empresas classificadas como risco C, garantia pessoal não mais, operações já concedidas permanecem até a liquidação, novas, somente garntia real. Ora, a esmagadora maioria do segmento MPE está situado no risco C, na prática significa que acabou o crédito. 

Acrescente-se a isso que, em cenários de crise, a Diretoria de Crédito dá uma volta no parafuso dos parâmetros de análises de clientes, fazendo com que aquela pequena empresa que nos últimos anos sempre foi risco B, caia para C no atual cenário, ampliando ainda mais a restrição de crédito sobre o segmento empresarial. 

PROGER - Programa de Geração de Emprego e Renda - A jóia da coroa do BB, linha de crédito exclusiva do BB, com recursos do FAT, destinada a financiar investimentos, prazos de até 6 anos, carência de até 6 meses, juros baixos. O BB era "incentivado, motivado" a oferecer a linha de crédito por causa do baixo risco, visto que 80% do risco banco era coberto pelo FGC - fundo Garantidor de Crédito. Na prática, se uma operação de 100 mil desse chabu, o banco contbilizaria em prejuízo apenas 20 mil, os 80 mil eram empurrados para o FGC. Era. O FGC acabou (não sei quando, mas acabou), e como o Banco do Brasil tornou-se, há muito tempo, adepto da intermediação financeira sem riscos, colocou a linha de crédito no limbo. Acabou-se o "incentivo", acabou a linha. Conheço gerentes de banco que não assinaram uma única operação de Proger nos últimos 24 meses. 

O Proger é uma linha de crédito guarda-chuva, debaixo dela cabe praticamente tudo, atende todos os segmentos empresariais situados na MPE, todos os itens são passíveis de financiamento de longo prazo. Em cenários de crise, fecha-se o crédito, encurtam-se os prazos, elevam-se brutalmente as taxas de juros (risco alto=juros altos) nos bancos privados. Inadmissível que bancos públicos pratiquem o mesmo. 

Com o BNDES fora e o BB também fora, será sim um desastre (ferroviário) continuado. 

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Felipe Lopes

A teoria do desastre é a de Mantega-Dilma-Arno Augustin

O estado de negação da nossa esquerda é terrível. Não dá para votar na esquerda enquanto não entenderem seus erros. Estão jogando o eleitorado nos braços da extrema-direita desse jeito.

 

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gabi_lisboa

Olha o nível do sujeito que criou a tal da pec

esperar o que de uma combinação tão perfeita de arrogância, mediocridade e ódio aos pobres?

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J.marcelo

A volta da confiança

A volta da confiança empresarial e empregos,somente com a
VOLTA DA DILMA e consequentemente a democracia,PQ NÃO?
Ora todos erram,vamos corrigir,sem orgulho,o país necessita desta
correção,com Trump agora a coisa está muitíssima mais incerta,
ainda há tempo,vamos nessa "empresários,judiciário e elites!"
Obs:Não me importo de ser chamado de utópico ou louco!!
Obs 2: Não sou petista,sou é "Brasileirista" e vcs não? ACORDEM!

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j.marcelo

Desculpem gente,sou emotivo

Desculpem gente,sou emotivo muitas vezes nos comentários,lógico q VOLTA DILMA teria q

ser em circunstâncias diferentes e uma Dilma TURBINADA,relaxem o espaço aqui é democrático,

eu o aproveito e sei q o mundo ñ é do jeito q quero(Fantasia,utopia ou loucura mesmo!)

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J.marcelo

Nassif,estamos nas mãos de

Nassif,estamos nas mãos de egoístas e irresponsáveis,como é q
negam ao povo melhores salários,educação,saúde...a Petrobras fez
encomendas na China(absurdo) são irracionais pq enxergam só a
sí mesmos,seus interesses ,será q é tão difícil de entender q o povo
com dinheiro COMPRA ,ainda mais o brasileiro q não economiza,os
industriais,empresários produtivos foram iludidos pelos financistas
fazendo-os crer q o capeta era Dilma/Lula/PT situação tipo Hitler
convencendo a Alemanha q os judeus e etc...eram o mal da nação!
Obs:Os atores irresponsáveis fazem isso pq o salário deles está
garantido,por isso discordo como cidadão de pagá-los !!!

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