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Xadrez da sinuca de bico da mídia

Os jornais estão entrando em uma encrenca cada vez maior.

Diz-se que o jornalismo é o exercício do caráter. Especialmente no jornalismo opinativo e na linha editorial dos jornais, o caráter é ponto central. Constrói-se o caráter de cada publicação analisando seu apego aos fatos, sua generosidade ou dureza de julgamento, sua capacidade de mediação ou parcialidade gritante. E, principalmente, sua credibilidade, o respeito com que trata a informação. Houve um bom período em que mesmo os adversários mais ferrenhos do Estadão respeitavam a seriedade com que tratava os fatos.

Desde que a mídia brasileira caiu de cabeça no pós-verdade e no jornalismo de guerra, esse quadro mudou.

No Olimpo da mídia de massa, há dois tipos de jornalistas e de celebridades: os que seguem cegamente a linha criada pelos veículos; e os que já têm ou caminham para ter personalidade própria, inclusive para se contrapor aos movimentos de manada.

Nesse grupo abrigado pela mídia, pequeno, mas influente, há um mal-estar crescente em relação ao governo Temer, à parcialidade da Lava Jato e ao próprio esforço da mídia em dourar a pílula do governo com um jornalismo eminentemente chapa-branca.

Por outro lado, após perder os leitores de esquerda, a velha mídia começa a perder os de direita, que se agrupam em torno de outros veículos. E está diante de um grave problema moral e jornalístico: qual a cara dos jornais? Que tipo de pensamento eles representam? Qual é seu caráter?

A imagem que passam é dúbia. E a aproximação com Temer agravou radicalmente esse quadro:

1.     Eu sei, os jornais sabem, a torcida do Flamengo sabe que o governo Temer é eminentemente corrupto.

2.     Mesmo assim, os jornais teimam em apoiá-lo, depois de justificar o impeachment como combate à corrupção.

Como pretendem se diferenciar dos blogs e sites jornalísticos sem tradição? Publicando artigos sobre a pós-verdade e, ao mesmo tempo, continuando adeptos incondicionais do jornalismo de guerra? E, agora, perdendo qualquer veleidade de encenação de superioridade moral, apoiando uma plutocracia unanimemente reconhecida como corrupta.

Peça 2 – o jornalismo chapa-branca

A maneira como os jornais atuam, sempre de forma concatenada, é sinal indiscutível de uma articulação, como a de um cartel combinando preços.

Analisem os jornais de hoje. Todos batem em três teclas simultaneamente: a de melhoria da economia e a leitura enviesada do depoimento de Marcelo Odebrecht, e a repetição das denúncias contra o PT, todas buscando beneficiar o governo Temer.

A crise está longe de ser vencida. Persiste a crise fiscal da União e dos estados, os principais setores – como o automobilístico – amargam quedas recordes, o pior bimestre nos últimos 11 anos, o desemprego avança de forma avassaladora. E a cada dia que passa mais se escancara a natureza fundamentalmente corrupta do governo Temer.

Como gerar notícias positivas?

O Valor Econômico, que já praticou um jornalismo mais objetivo, recorre a uma entrevista com Michel Temer e transforma em manchete sua “previsão”: “Temer aposta em alta do PIB acima de 3% em 2018” (https://goo.gl/tMvvs5). Fantástico! Um deputado que jamais se interessou por temas econômicos, que não tem nenhum histórico de previsões ou cenários, “aposta” em PIB acima de 3% e a aposta merece manchete principal do jornal.

Já a Folha prefere transformar a pessoa física de Temer em “gestão Temer”, e coloca na manchete principal a extraordinária informação de que a gestão vê retomada da economia e diminui corte orçamentário. E quais os indicadores? A informação de que a arrecadação continua caindo, sim, mas em ritmo mais lento. Ou seja, após 8% de queda do PINB, ainda não se chegou ao fundo do poço.

Em outros cantos, o jogo de previsões sombrias de que a saída de Temer poderia comprometer a salvação nacional, que são as reformas constitucionais empurradas goela abaixo da população – e, por isso mesmo, extremamente vulneráveis a futuros governos.

Assim, o jornalismo econômico e político na velha mídia fica dependendo de alguns raros praticantes de jornalismo efetivo, como José Paulo Kupfer, do Globo, e Vinicius Torres, da Folha. Ou ainda de analistas políticos escondidos pelo jornal, como José Roberto Toledo, do Estadão, ou, menos escondida, Maria Cristina Fernandes, do Valor e Bernardo Mello Franco, da Folha, Kennedy Alencar, da CBN. E os referenciais de sempre, como Jânio de Freitas.

Peça 3 – a desinformação de quem informa

Esses contrapontos são utilizados pelos jornais não como elementos de análise, mas como exemplo restritíssimo de biodiversidade política. No fundo, a inteligência interna, a visão estratégica dos veículos é tão rasa quanto a do público que cultivam, tal o desleixo com que trabalham as notícias, tal a mesmice das análises econômicas e políticas, sem nenhum controle de qualidade, nenhuma punição aos grandes erros factuais, e nenhuma visão de futuro.

Foi esse mesmo espírito que levou, no início de 1999, as empresas jornalísticas à maior crise da história porque acreditaram em suas fontes do mercado financeiro – e, muitas delas, em seus colunistas financeiros – de que não haveria desvalorização do real.

Agora, incorrem na mesma falta de visão estratégica, no simplismo de quem não consegue analisar os múltiplos desdobramentos do quadro econômico e político e, especialmente, as resultantes da própria ação midiática.

Mesmo estando em jogo o futuro do jornalismo e deles, como empresas, são incapazes de montar um conselho diversificado, capaz de traçar cenários minimamente complexos para orientar as estratégias editoriais. Subordinam-se à cartelização, provavelmente montada dentro do fórum do Instituto Millenium, que é a melhor maneira de minimizar responsabilidades: afinal, se houver erros, será coletivo. Para quem não sabe o que fazer, não deixa de ser um consolo.

Se não houver uma correção de rumos, se terá o seguinte quadro pela frente:

1.     A velha mídia vai continuar bancando um plano econômico sem nenhuma condição de superar a crise. O plano não tem nenhum componente anticíclico. Vai apenas prolongar a recessão e aprofundar as tensões sociais e políticas.

2.     Passar o desmonte da Previdência e do fim dos direitos sociais, sem nenhuma espécie de negociação, em um quadro de ampla recessão, é jogar gasolina na fogueira.

3.     Como intermediária e avalista da Lava Jato e, agora, de Temer perante a classe média, conseguirá se desmoralizar cada vez mais perante seu público, a exemplo do que está acontecendo com seus candidatos do PSDB, nenhum deles em condição competitiva para 2018. Apesar de merecer esse fim, não é bom para o país. Será o fracasso definitivo da sociedade civil, uma das últimas formas de articulação da institucionalidade, embora profundamente corroída por anos de discursos de ódio.

Peça 4 – o desafio das delações da Odebrecht

É assim, sem nenhuma visão, que a mídia entrará agora na cobertura das delações da Odebrecht.

Já está delineada uma estratégia para impedir que a Lava Jato chegue nos seus.

1      A denúncia dos abusos cometidos no período anterior, no qual as vítimas foram Lula e o PT. O destaque dado pelo Estadão à entrevista do ex-Ministro Nelson Jobim – no qual ele desanca as ilegalidades da Lava Jato e reclama da falta de punição aos abusos mais ostensivos – com mais de um ano de atraso.

2      A parceria renovada de Jobim com Gilmar Mendes.

3      Os inquéritos internos contra os delegados da Lava Jato, pela colocação de escuta clandestina na cela de Alberto Yousseff e outros. Até agora empurrou-se com a barriga o inquérito. Bastará trata-lo com seriedade para se enquadrar os dois principais delegados da Lava Jato. Que, assim como José Serra, decidiram abdicar de seus cargos em Curitiba e buscar paragens mais amenas.

4      O jogo de postergações de inquéritos envolvendo os parceiros da mídia e da Procuradoria Geral da República (PGR).

Todos esses movimentos são carne fresca a alimentar o leão das ruas, que vem embalando os sonhos de Bolsonaro, ou os sonhos com o general Villas Boas.

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103 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

É uma das piores imprensas do

É uma das piores imprensas do mundo, sem dúvida. Tirando países como Coreia do Norte, ou ditaduras árabes e africanas, dificilmente se encontrará tantas "qualidades" reunidas. Ignorância, puxa-saquismo de patrão, má-fé, mal caratismo e muitas vezes acrescido de arrogância.

Como no caso do Merval, que é burro, medíocre, escreve mal, lambe o saco dos Marinho quantas vezes for necessário, e ainda encontra tempo de ser arrogante. Um burro arrogante é insuportável. Igualmente medíocre é a dondoca dublê de jornalista, Dona Eliane tucanede. Essa é quase uma Danuza Leão.

Mas sim, Nassif, a imprensa brasileira já foi melhor, ainda que sempre porta-voz da elite econômica. Os patriarcas, noves fora tudo que eram, se preocupavam com a qualidade de seus veículos. Tinham por isso, uma certa tolerância com jornalistas de esquerda, porque eram os melhores. Como diz PHA o direito de herança acabou com a imprensa brasileira. A melhor é a Carta, que o Mino não herdou de ninguém, construiu com seu próprio esforço e competência.

Mas mesmo assim, o grande problema da grande imprensa brasileira estava lá e continua estando. Ela é anti-democrática. Não consegue conviver com a democracia, quando esta leva a caminhos que não lhe agrada

 

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Juliano Santos

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Eduardo Outro

"Virtus in medium est", o

"Virtus in medium est", o velho adágio latino que não fica velho. Algum dia o ponto de equilíbrio será alcancado. É verdade que vagarosamente, muito mais do que desejaríamos, mas inevitável. Os de baixo sobem e num ponto qualquer encontrarão os de cima que descem. Explico a quem possa estar estranhando meu delírio. Comparar os fundadores do Estadão com os remanescentes de sua família é comparar ouro com pirita. Isso para usar uma expressão cabível em qualquer ambiente familiar, não quero falar de coisa malcheirosa. Mas não tem jeito, relembrando charge que me parece ter sido do Jaguar, no imortal Pasquim, um banhista olha o mar de Copacabana cheio de massa malcheirosa boiando e dá o veredictum, "olha quantos robertomarinhos vindo em nossa direcão" ! Mesmo assim ele era infinitamente melhor que sua geracão. A geracão da FSP dispensa comparacões explicativas, por si só se explica. Enfim, todos descendo. Enquanto isso, negra, pobre, 17 anos, somente mãe presente, consegue aprovacão em primeiro lugar no vestibular disputadíssimo da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto ! E não foi só por méritos próprios, ela reconhece, foi beneficiada por pessoas. Que bela subida ! Alguém que analise superficialmente dirá, "é um caso isolado, um ponto fora da curva".  Não, não é, aqui já vimos diversas vezes os posts e comentários a respeito dos jovens secundaristas, impossível não se lembrar do discurso daquela "leoa"no Congresso, das meninas antenadas discutindo os males do machismo, enfim uma geracão que dá alento ao futuro. Todos subindo ! E tem mais, quando se der o encontro, os que sobem assim continuarão, olhos perscrutando o infinito, enquanto que os que descem caminham à extincão, por selecão natural daqueles que não estão adaptados a viver uma vida que não seja a inútil, fútil, preconceituosa, vazia, exclusiva, que vivem agora. O ruim é que o "medium" virá não por imposicão de uma política beneficiadora de todos, como o minúsculo exemplo 2002/2014. O imperativo será a necessidade de sobrevivência, direito absurdamente não entendido e negado pelos atuais detentores do poder, com as loas dessa imprensa condenada à morte, ao que parece já não lenta, por eles próprios.

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ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA DE QUE ALGUMA COISA ESTÁ MUITO ERRADA?

PUTAQUEOPARIU!

ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA DE QUE ALGUMA COISA ESTÁ MUITO ERRADA?
TEM ALGUMA IDEIA DO QUE SEJA? O QUE PODE ESTAR ASSIM TÃO ERRADO?

A GENTE JÁ SABIA, A GENTE SABE HÁ MUITO TEMPO…
> https://gustavohorta.wordpress.com/2017/03/06/a-gente-ja-sabia-a-gente-s...

“…Alguns tantos, bandidos e em quadrilha,
A implantar para todos nós outros a tal demo-cracia
O poder do Demo, o poder do capeta,
Para Lúcifer governar.
Na suruba deste bacanal a nós imposto,
Onde há apenas nosso ânus na farra da bandidagem, …”

 

pedro_parente17_pre_salhttps://gustavohorta.files.wordpress.com/2017/03/pedro_parente17_pre_sal... 150w, https://gustavohorta.files.wordpress.com/2017/03/pedro_parente17_pre_sal... 300w" style="margin: 10px auto; padding: 0px; border: 5px solid rgb(255, 193, 193); outline: 0px; vertical-align: baseline; background: transparent; max-width: 100%; height: auto; display: block; width: auto;">ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA DE QUE ALGUMA COISA ESTÁ MUITO ERRADA?
TEM ALGUMA IDEIA DO QUE SEJA? O QUE PODE ESTAR ASSIM TÃO ERRADO?

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Rui Ribeiro

Quanto pior, melhor

Muito polo conrraro, a caduca e caquética mídia vai continuar bancando um plano econômico que vai aprofundar a crise. Tem quem se beneficie do quanto melhor, pior.

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Afonso Celso de Oliveira

Midia

Ligo a TV logo cedo e vejo só estatisticas de que economia esta melhorando ,Globonews,mudo de canal ,passo para Bandnews e vejo uma entrevista de um propietario de um salão de beleza que seu faturamento melhorou em Janeiro e vejo reporter falando que este e o sinal que o governo esta certo,desligo a TV vou tomar cafe junto com minha esposa,somos socio em uma empresa textil,ela já leu o Estadão todo e fala parece que a economia esta melhorando.Mas quando chegamos no escritorio e abrimos  o balanço dos dois primeiros meses,das lojas,da fabrica e a renda de alugueis,tudo abaixo,comparando com os ultimos 15 anos,onde padronizamos nossa contabilidade,abrimos a nossa caixa de correspondencia tem uma carta enviada por um dos nossos clientes informando que ira encerrar as atividades no Brasil e que as duplicatas em aberto seram pagas antecipamente,em outra mensagem um colega que acabou de voltar da Holanda comentando que investidores Europeus consideram a Venezuela mais confiavel que o Brasil,vou ate uma das nossas lojas localizada em um Shopping recem inaugurado e vejo que loja da esquerda e a defrente estão fechadas para sempre,ficamos praticamente sozinho na rua.No final da tarde meu irmão me liga falando que as empresas de origem Japonesas que produzem equipamentos para o setor de petroleo estão desorientados ,pois instalaram fabricas no Brasil para atender a Petrobras e a lei muda,e que podem fechar estas unidades.A noite passo pela rua da consolação vejo o Bloco de carnaval,gritando Fora Temer,espontaneo,por toda classe social.Em casa,com minha esposa juntos a 32 anos,me pergunta o que esta acontecendo,não sei responder,ficamos um tempo em silencio e consegui resumir;A midia de um modo geral esta sendo julgada pela população pela sua ignorancia de analizar o momento do mesmo modo.como sempre fez,mas se esqueceu que hoje a verdade e formada por pequenos pedaços,imagens,textos,dados,compartinhamento imediatos e esta claro que sentença já esta dada sera viver na escuridão,escondida como os torturadores do passado.Eu particulamente não sigo orientação de nenhum economista da TV,são superficiais,e orientado pelo seu patrocionador da hora.Melhor proteção são  bens reais,LTN,Poupanças,Depositos Bancarios,Ações tudo pode virar pó,basta uma canetada ou uma votação no congresso,voce confia!

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João de Deus Souza Silva

Dúvida

Não entendi a parte onde você diz "A parceria renovada de Jobim com Gilmar Mendes".

Não seria Janot com Gilmar Mendes?

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AlvaroTadeu

Clóvis Rossi, Newton Rodrigues & Paulo Brossard

Nos anos oitenta, eu prestava muita atenção nessas pessoas. Os dois primeiros, colunistas da Folha. O segundo, político e jurista. Clóvis & Newton desancavam o governo José Sarney. Com razão. Mas no final do mandato, Newton, para meu espanto, mudou-se de mala e cuia para a seara de Fernando Affonso Collor de Mello e o apoiou. Um tolo ou bobo da corte apoiar Collor era natural, mas um jornalista "esclarecido? Só podia ser fascista ou mafioso. Itamar, vice de Collor, ficou na encolha durante sua derrubada. Tentou fazer um governo de conciliação nacional, mas o PT expulsou Erundina, que se empolgou com sua nomeação para um Ministério qualquer. PT apoiou a derrubada de Collor, mas ao contrário do PSDB, não participou do butim. Clóvis Rossi parecia decente e crítico honesto. Até que passou a defender tudo o que havia de podre na gestão FHC. Depois saiu na internet, sua esposa era presidente de um diretório do PSDB. Havia harmonia política no lar dos Rossi... E Brossard? Crítico feroz da Ditadura, era um homem de coragem. A Ditadura caiu, Sarney subiu, Brossard virou seu Ministro da Justiça. Mas Sarney havia sido presidente do partido da Ditadura, que coerência é essa?

A propósito Merval é o nome dca Bolsa de Buenos Aires. Quem quiser saber mais sobre ele, leia o livro do Mino, Brasil. Imperdível!

 

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altamiro souza

excelente artigo! 

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altamiro souza

perfeito!

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Serjão

O Bloqueio

A disparidade entre a versão da realidade imposta pela mídia e a realidade de fato é tão gritante que o bloqueio, aparentemente intransponível, começa a esgarçar, e por entre as frestas, a relidade de fato chega à ruas.

  

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Álvaro Noites

Isso foi no calçadão de

Isso foi no calçadão de Taubaté-SP.

Isso nos dá um fiapo de esperança de que haja contestação na Coxinholândia (ou Tucanistão).

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verbas governamentais

O encerramento das operações da Fnac no Brasil é um indicador bem aproximado do grau de obsolecência que determinados tipos de operações sofrem com o advento da internet.  Os jornalões, folha, estadão, globo e mesmo revistas de papel tornaram-se totalmente desfuncionais. Sobrevivem apenas devido aos aumentos de verbas de mais de 3000% oferecido pelo governo golpista. Essa gente não procura mais leitores, procura tetas.

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Aquela entrevista dos representantes dos jornalões no programa..

Aquela entrevista dos representantes dos jornalões no programa Roda Viva com o golpista michel temer após a consumação do golpe foi um dos mais deploráveis episódios protagonizado pelo PIG.

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Álvaro Noites

Aquilo foi o ponto mais baixo

Aquilo foi o ponto mais baixo do jornalismo brasileiro, creio que ficou "pau a pau" com a imprensa do Saddan Hussein.

A Eliane Tucanhede está fazendo um esforço hercúleo para enterrar de vez a carreira.

Que coisa rdícula aquela fala "cá entre nós, bem baixinho .... de romance o Temer entende".

Acho que nem aquele debate televisivo pós-golpe na Venezuela em 2002 (com um tal Napoleon sei lá de quê saudando os oficiais, a imprensa e a Fedecamaras pelo golpe) foi tão ridículo quanto aquela "entrevista" com o Temer.

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Sempre podemos contar com os esclarecidos...gente que sabe.

Ainda bem que o Lula defendeu a Globo quando o Chaves prendeu alguns de seus funcionários envolvidos em tentativa de golpe e assassinatos na Venezuela.

Porque, após a ajuda do PT, puderam continuar seu bom trabalho.

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Tulio

A lava jato não é tão

A lava jato não é tão seletiva como pensa Nassif. O Cabral do PMDB e boa parte da sua quadrilha local no RJ já caiu. Na verdade cai quem é mais descuidado. Lula por exemplo deve ter um ótimo laranjal. Tudo fica no nome de seus rebentos e laranjas mais distantes, já Pallocci e Dirceu não tiveram tanto cuidado e rodaram. O PSDB até concordo que seja blindado mesmo, aquela cena do Moro com o Aécio foi patética. Mas o Moro não é o único que investiga no país. Muita coisa já foi apresentada contra o PSDB, a máscara deles já caiu. A mídia pode tentar empurrar uma falsa sensação de melhora econômica, mas logo vão divulgar o PIB do quarto trimestre e vai ser difícil esconder já que pelos dados preliminares de PIM-PF, PMC e PMS, as pequisas conjunturais do IBGE, não tem como vir bom.

Em suma, tudo pode acontecer até 2018. Gostaria de saber qual é a solução do PT, se realiar ao PMDB pelo dobro do preço pra manter uma certa governabilidade? Para isso é melhor o Lula nem se eleger porque vai cair rapidinho. Melhor deixar uma figura conciliadora como Marina ter sua chance. O Lula é igual o Flamengo, o mais amado mas também o mais odiado.

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jose adailton v ribeiro

Resistência

Resumiria este post ao conteúdo das entrelinhas com uma simplória conclusão:

A Folha  está resistindo heroicamente ao seu fim inevitável.Mas, há muito se fala assim  A imprensa tradicional vai acabar no papel e também nos meios eletrônicos?

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Aurélio

Brasil, um doente em estado terminal, eu diria

Aragão: MPF só tem interesse em delação premiada que se encaixe na sua teoria --

No  Conversa Afiada

https://www.conversaafiada.com.br/brasil/aragao-o-brasil-esta-doente


O Brasil está com febre, uma febre provocada por delações inflamatórias no âmbito da famigerada operação “lava jato”. Não se especula sobre outra coisa senão as possíveis informações extraídas de Marcelo Odebrecht a respeito da vida financeira de candidatos e de políticos de ponta. A nação se crê apodrecida. Nunca a nudez das “acoxambranças” (ou, em novilíngua, “surubanças”) de nossas figuras públicas teria sido exposta em toda a sua extensão.

Que as práticas políticas brasileiras nunca foram negócios ao estilo de Madre Teresa de Calcutá, todos já sabíamos. O imaginário popular é suficientemente crítico para com as transações do “pudê”. Mas, agora, o Ministério Público quis entrar nos detalhes da lascívia política.

Vamos com muita calma nesta hora. As práticas investigativas do Ministério Público e da Polícia Federal são tão controversas quanto as práticas políticas que desejam expor. Não nos entreguemos à febre. Ela é antes de mais nada o sinal de um estado patológico a refletir o grave momento da saúde política e institucional do país.

Uma pessoa encarcerada em fase pré-processual por mais de ano (agora já condenada em primeiro grau), sem a mínima noção sobre quando vai ser solta, e da qual se exige, em troca da esperança de um dia ver novamente o olho da rua, que entregue gente, de preferência petistas ligados a Lula e Dilma, diz o que querem que diga. O mal da tortura é que não oferece provas sólidas da verdade, mas apenas provas sólidas da (in)capacidade de resistência do torturado. E a tortura não precisa ser física, aquela do pau-de-arara ou da cama elétrica, nem carece de extração de unhas com alicate ou de queimaduras no peito com toco de cigarro. Pode ser psicológica, mais fácil de ser escondida e mais controvertida em sua conceituação.

No Direito Penal alemão se fala de “Aussageerpressung” (StGB, parágrafo 343) ou “extorsão de declaração”, como crime contra a administração, diferente da “Körperverletzung im Amt” (StGB, parágrafo 340) ou “lesão corporal no exercício da função”. Sem dúvida as nossas delações chegam muito próximas da “Aussageerpressung”. Ela não traz vantagem processual significativa ao delator, a não ser a perspectiva da pena menor e a possibilidade de gozar de liberdade provisória. Fossem, porém, as normas penais e processuais penais seguidas a risco, a prisão cautelar inexistiria na maioria dos casos e a dosimetria da pena não comportaria gravames tão exacerbados. Portanto, a vantagem da delação, se existente, é ser tratado conforme manda a lei. Não é nada lisonjeiro para o nosso sistema judicial que o investigado tenha de submeter-se a uma extorsão para ver reconhecido seu direito ao tratamento legal.

O Ministério Público se defende mediante recurso a comparações com o direito estrangeiro. É o velho complexo de vira-latas. Se lá fora fazem, é porque é bom. Estão em voga os paralelos com a operação “Mani Pulite”, de desbaratamento da influência de organizações mafiosas na política italiana, na década de noventa do século passado. Poucos neste Brasil febril sabem que nossa prática de investigação diferenciada para apuração de delitos relacionados a organizações criminosas quase nada tem em comum com a festejada prática italiana. Sequer o festejo é merecido, diante dos controvertidos impactos da operação na vida política daquele país. Devemos, porém, ter em mente que o modelo italiano se limita apenas às organizações do tipo mafioso ou armado, conforme previsto no artigo 416-bis do Codice Penale.

O artigo 41-bis do Ordinamento Penitenziario Italiano, por sua vez, prevê o “carcere duro” para os integrantes desse tipo de organizações. A delação premiada (“disposizioni premiali”) foi introduzida pela Lei 203 de 12 de julho de 1991 como forma de abrandamento desse regime, em benefício de ex-mafiosos “arrependidos”, dispostos a colaborar mediante denúncia de comparsas na cadeia de comando da organização. Tais denúncias sempre implicavam sérios riscos para os colaboradores, submetidos ao princípio da “omertà”, ao dever de silêncio, cuja violação é punida com a morte. As negociações previam medidas especiais de proteção dos colaboradores, não só com o abrandamento do regime de execução da pena, mas, também, com a mudança de identidade e o acobertamento do paradeiro do delator e de seus familiares.

Trata-se de contexto bem distinto daquele que inspirou a legislação de repressão às organizações criminosas no Brasil. Para começar, o conceito de organização criminosa adotada entre nós é muito mais amplo do que o contemplado no artigo 416-bis do Código Penal italiano. A Lei 12.850/2013 define em seu artigo 1º, parágrafo 1º “organização criminosa” como “a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional”.

A nossa lei não contempla apenas organizações que adotam a violência ou ameaça como meio de manter sua funcionalidade. No Brasil, organizações desse tipo podem ser identificadas no tráfico de entorpecentes, como no caso do Comando Vermelho, dos Amigos dos Amigos, do Terceiro Comando, no Rio de Janeiro, ou do Primeiro Comando da Capital, em São Paulo. Violentas por natureza, elas se aproximam em alguns aspectos da tipologia das organizações mafiosas. Inserem-se perfeitamente na definição da Lei 12.850/2013, que, todavia, tem escopo bem mais amplo.

De fato, com a Ação Penal 470, o chamado caso do “mensalão”, houve, entre nós, certa banalização do uso do conceito de organização criminosa. Qualquer pessoa coletiva, como partidos políticos, instituições financeiras ou empresas, porque sempre “estruturalmente ordenados”, pode converter-se num abrir e fechar de olhos em organização criminosa, se seus filiados, sua direção ou seus sócios, na perspectiva do modelo teórico sobre os fatos em investigação, construído pela acusação, se “dividem em tarefas” para obter vantagens com a prática do crime.

Aliás, já se sugeriu até que o próprio governo federal poderia converter-se em organização criminosa, o que seria um rematado contrasenso. Pior ainda, um ajuntamento solto de pessoas poderia, na ótica de certos jovens procuradores, converter-se em organização, mesmo que nem todas se conhecessem. Nesse caso, bastaria construir uma estrutura teórica, para ordenar essas pessoas por tarefas em “núcleos” de atuação supostamente inter-relacionados e atribuir a todas a participação vantajosa no resultado de crime, que pode ser de um só ou de algumas delas. A existência ou não de uma “affectio societatis” seria absolutamente irrelevante para a configuração da organização criminosa.

Montam-se com enorme facilidade teorias sobre fatos investigados, que muitas vezes, como meros construtos abstratos, pouco têm a ver com a realidade empírica. E a vaidade ou o comodismo dos investigadores, que não tardam de divulgar com pompa e circunstância seus achados, por provisórios que deveriam ser, acabam por não lhes permitir mudar o rumo da interpretação de tais fatos ao longo da investigação ou instrução criminal. Preferem socar as provas nas categorias teóricas pré-estabelecidas e escondem eventuais inconsistências ou disfarçam-nas com puxadinhos doutrinários, como, por exemplo, o uso distorcido da teoria do domínio do fato de Claus Roxin, para conceber uma responsabilidade objetiva penal de quem, na posição de liderança em que se encontrava quando da prática do crime ou dos crimes, deveria saber da ilicitude e presumivelmente apoiá-la ou, ao menos, tolerá-la por omissão própria ou imprópria. Claro que um conceito tão amplo de organização criminosa como o adotado por nossa legislação permite que nele tudo ou nada caiba, para parafrasear Gilberto Gil em sua canção “Metáfora”.

Nesse frágil contexto, o uso do instituto da delação premiada só pode levar a abusos. Se no modelo italiano a premiação da delação faz todo o sentido como único meio de garantir acesso a informações que a “omertà” bloqueia com uso de violência e ameaça à vida e integridade de membros da organização e de seus familiares, no modelo brasileiro, no qual se conceitua de forma aberta a “organização criminosa”, ela não favorece virtudes, mas apenas a saída esperta ou desesperada para quem, implicado, quer se livrar do cárcere ou amenizar a pena.

O investigado delator não está em situação real de risco pessoal para ver na colaboração a única forma de sobrevida. A delação passa a ser apenas um conforto para quem está sob intensa pressão psicológica. Para obtê-lo, não necessariamente entrega informações completas, consistentes ou até mesmo verdadeiras. Conta com a desinformação e preguiça dos investigadores em aprofundar a apuração das informações. O resultado é esse: promete-se, mas nem sempre se entrega o prometido e a pessoa delatada não raro é acusada falsa ou distorcidamente, ao gosto de quem investiga ou instrui, para melhor adequá-la às categorias teóricas pré-estabelecidas do inquisidor.

É com esse déficit de seriedade que devemos compreender a delação premiada entre nós. E como seu resultado quase sempre é pífio com vistas à obtenção de elementos sólidos de convicção, acaba, com a corriqueira publicidade decretada ou vazada de modo ilegal, por afetar gravemente a presunção de inocência de cidadãos colhidos por depoimentos “acoxambrados”. Não é de estranhar que, na operação “lava jato” e outras do mesmo jaez, Delcídio do Amaral já tenha se dado ao direito de dizer que costuma lançar muita “bazófia” sobre as condutas dos outros, desdizendo o que disse em delação ao Ministério Público.

Outro delator anunciou que dera um cheque de R$ 1 milhão de caixa dois à campanha de Dilma, quando o cheque era destinado a Michel Temer. Ao constatar o erro, quis retificar a declaração, agora já assegurando que era doação regular. E fica tudo por isso mesmo, sem qualquer reação da acusação, que parece se preocupar pouco com a qualidade das informações obtidas, já que o destino final do processo parece estar selado com a montagem do modelo teórico inicial sobre os fatos que calçam a ação penal.

Diante dessa péssima prática, todo cuidado com as delações de Marcelo Odebrecht é pouco. É fácil, para quem operou uma das maiores empresas brasileiras de atuação global, implicar meio mundo em suas más práticas empresariais. Se doações foram feitas a candidatos com seu devido registro na prestação de contas à Justiça Eleitoral, ainda poderá dizer, sem demonstração cabal, que a intenção dessas despesas era de suborno de diretores ou agentes públicos.

Qual será, então, a diferença entre uma doação legal e outra ilegal, porque fruto de concussão ou corrupção? Será apenas um elemento subjetivo da intenção de doar, cuja demonstração fica adstrita à palavra do delator. Este nada tem a perder, pois não haverá quem por isso irá persegui-lo para ameaçar ou matá-lo ou colocar em risco sua família, como na prática dos mafiosos.

Fica, portanto, a advertência ao Ministério Público: embora a obsessão corporativa por reconhecimento público seja muito forte e o aplauso da mídia deveras tentador para dar prestígio à classe, é bom ter cuidado na divulgação dessas delações. Mais cedo ou mais tarde, a verdade poderá vir à tona e o erro judicial é por ora ainda, no nosso regime constitucional, passível de reparação em prol de quem dele foi vítima. Quanto à União, faria bem em buscar ação de regresso contra os que manusearam irresponsavelmente declarações sem consistência para mostrar serviço. Do contrário, somente nós, os bobões contribuintes, pagaríamos o pato.

O Brasil com febre está. A febre é sintoma da doença, do circo judicialiforme, que já destruiu parte da economia nacional e ajudou a derreter a nossa soberania. Urge combater a doença, remover os tumores circenses do Judiciário e restituí-lo à sua normalidade constitucional e legal, sob pena da transformação dos tumores em metástases.

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E pobres são os vermes que ainda o consomem

A desintelectualização dos leitores e públicos-alvo da grande mídia no país é o que segura, ainda, o ibope da mídia de propaganda burguesa. Em qualquer outro lugar do mundo, à exceção dos regimes de exceção, os jornais e revistas, como os editados no Brasil, possuiriam uma única função: forrar gaiola de passarinho

Mas até passarinho se dá ao luxo de ter um papel melhor pra cobrir suas fezes, sobrando pra essa mídia o mesmo destino de seu nascimento: o LIXO

E pobres são os vermes que ainda o consomem

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"Seo" Nassif

" Não dá para ficar sem ler "

Parabéns por nos mostrar que  "A vaca pode muito bem , voar"

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lenita

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Ednor Carlos dos santos Jr

Comentário

Comeram a carne, roam o osso.e que venham novos tempos de mas do mesmo.

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Semana passada recebi em

Semana passada recebi em minha casa um amigo de juventude.

Como boa recepção, levei-o para ver o carnaval de rua em Salvador. Barra/Ondina. 
Perfeito.
Voltamos para Itaparica, desfrutando das belezas da natureza.
Dois dias de puro prazer. 

Inevitavelmente, surgiu a discussão política.
Me assustei com os seus pensamentos, pois ele era daqueles colegas admirado pela inteligência, conhecimento e informação. 
Hoje, ele advogado e eu engenheiro, trilhamos caminhos diferentes e em lugares diferentes. Trinta anos separados. Apenas  correspondencia pelas redes sociais.
Me deparei com o seguinte perfil: típico "camisa da CBF nas ruas" . 

Fiquei decepcionado.
Numa pequena investigação descobri suas fontes de informação: Folha, Estadão, JN, Veja, Globonews e afins. Igual aos perfis tantas vezes traçados aqui.
Minha decepção não foi quanto ao pensamento divergente do meu. Foi pelo nível rasteiro e parcial de sua visão.
Encerrei a conversa quando ele, irado, cobrou que Lula viesse a público e dissesse toda a verdade sobre a corrupção do seu governo e que sonhava com a volta de FHC.

Acredito que, ao contrário dele, evoluí. Tanto que estou lendo por aqui.

Tenho a sensação que, com essa grande mídia manipuladora que aí está, tão cedo não tenhamos um governo progressista.

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 "Apesar de merecer esse fim,

 "Apesar de merecer esse fim, não é bom para o país. Será o fracasso definitivo da sociedade civil, uma das últimas formas de articulação da institucionalidade, embora profundamente corroída por anos de discursos de ódio"

Fracasso definitivo da sociedade  civil? Não, não. A sociedade civil brasileira já fracassou faz tempo e a prova está na desigualdade social que vivemos. Qual é a atuação da sociedade civil no enfrentamento à pobreza num país que é uma das principais economias do mundo? E no enfrentamento à violência policial contra os mais pobres e as minorias sociais? E na fiscalização dos poderes da República?

Ao contrário, a mudança veio através  de um só poder da República, o Poder Executivo, com a eleição de dois presidentes pertencentes a um partido compromissado com a diminuição das mazelas sociais do país no combate a desigualdade, com o reconhecimento dos direitos das minorias, com o fortalecimento  do combate a corrupção, com o investimento em educação e nas instituições. E qual foi a resposta da sociedade civil/imprensa a estes governos? Uma operação de guerra que fez aflorar a intolerância social, religiosa e política na população brasileira para atender os seus interesses econômicos. Nesse período histórico ficou claro que a nação brasileira nunca interessou à sociedade civil. Interesses próprios na exploração das riquezas do país e da mão de obra barata é que lhe interessam. 

Uma sociedade civil vigorosa jamais permitiria o golpe do impeachment. Nenhuma das instituições brasileiras resistiu após as urnas contrariarem o que a plutocracia brasileira/interesses internacionais haviam determinado para o país. Aliás, o único benefício que essa crise nos trouxe foi a exposição da podridão e da dissolução dos poderes institucionais brasileiros. Após o fim do regime militar e com a nova Constituição viviamos com a falsa impressão que nossas leis eram cumpridas e que os poderes da República funcionavam em equilibrio.  O caos instalado com o golpe expôs o total descompromisso das instituições com o país e com a nação. 

Segundo Bakunin é melhor a ausência de luz do que uma luz trêmula e incerta que só serve para extraviar aqueles que a seguem. A imprensa brasileira atual é essa luz incerta que colocou no poder os maiores corruptos do país em nome do combate a corrupção. Que desabe agora e que esse poder de comunicação renasça com os novos meios das redes sociais de forma mais democrática. Só não podemos perder essa guerra e esse novo recomeço. 

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Vera Lucia Venturini

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André élebê

Perfeito seu comentário.

Perfeito seu comentário. Acrescento, se permite, que nem sociedade temos. Isso porque não temos povo nem elite: na parte de cima temos senhores de engenho, despachantes aduaneiros e receptadores e, no andar de baixo, semoventes.

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Junior Sertanejo

 E eu que pensei que a

 
E eu que pensei que a senhora se tivesse dado umas ferias,depois do festival de baixarias que coraria frade de ferro gusa,em um determinado Post do Blog..O tempo,senhor da razão,se encarregará de lhe mostrar que vosmecê pisou feio na bola.  

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Por que? O post sobre a musa

Por que? O post sobre a musa do impeachment? Pois saiba que todas as palavras são válidas e pornográfica é a miséria e a violência. Pornográfico é o governo que está aí roubando e violando direitos da população. Pornográfico é o Michelzinho ser herdeiro de milhões roubados enquanto o pai dele destroi o futuro de toda uma geração de crianças brasileiras.

Eu trabalhei durante 12 anos em uma bilbioteca pública. Para incentivar os poetas de minha cidade fiz diversas mostras com seus poemas. Descobri que a forma mais fácil de atrair visitantes era fazer um tapete na rua usando a poesia erótica de Verlaine e a poesia revolucionária de Maiakovski. Algumas pessoas tiveram a mesma reação que você ao uso de determinadas palavras nos poemas. Até ofensas pessoais recebi de senhoras burguesas. Essas mesmas senhoras burguesas que ofenderam a presidente usando com ódio a palavra que Verlaine usou com arte  e beleza. Pois bem, considero a poesia a mais nobre arte dentro da literatura e se um poeta usa determinadas palavras para construir um poema não há porque termos vergonha ou o falso moralismo de não usá-las. 

 

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Vera Lucia Venturini

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Junior Sertanejo

Ve-se pela sua resposta que

Ve-se pela sua resposta que a  senhora tem todos os atributos inerentes a uma cidadã de bem.Tendo trabalhado 12 anos em uma biblioteca publica,seria um motivo de ouro para não convalidar aquela baixaria,que tomou ares de fim de mundo,quando um Pai manda um filho "tomar no cú",e ele devolve com um "vá se foder".Isso relatado pelo proprio Pai,fica evidenciado que perdemos as minimas noções de civilidade e o sentimento de respeito mutuo,pelo menos aos meus olhos.Sem imaginar a extensão de sua resposta,a senhora foi no cerne da questão.Sabe por que?A maioria dos cadastrados daqui,acham tudo isso normal e jogam toda a culpa,como a senhora fez,nessa quadrilha que assaltou o poder.Está errado Da.Vera.Um erro não justifique o outro.Como já manifestei-me em comentario solitario, a barbárie campeia em todos lados e direções,e por mais paradoxal que possa parecer,aquele Post Mundo Cão,deixou-nos com as visceras de fora.Não existe bom aqui,ruim lá,vice versa.Com toda certeza,ali nos irmanamos e ficou mais que claro,que somos todos iguais.

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WG

Para a Grande Mídia,

Para a Grande Mídia, especialmente para a  Globo, Verdade é Poder.  Esta verdade está impressa no DNA da família Marinho. Fundada um ano após o Golpe Militar de 1964, a Rede Globo passou a atuar como uma espécie de “Grande Irmão”, penetrando nos lares e mentes de milhões de brasileiros, 24 horas por dia. Para essa Corporação da Comunicação, as informações, eventos, fatos, acontecimentos, estatísticas, previsões, discursos são tratados como um  produto que, nas mãos de seus artesãos, adquire  cores, sabores e sentidos adequados aos seus interesses. Assim, o produto-informação, despido de sua essência, mas lindamente embalado, é “vendido” ao telespectador, que o consome passivamente, privado do senso crítico por décadas de ensino que ensina a não questionar e por programas televisivos alienantes, que normalizam o medo e a violência no cotidiano de crianças e adultos. A Rede Globo é uma espécie de PMDB da Mídia. Sempre esteve e sempre estará de mãos dadas com a plutocracia,, porque também  é parte dela.  Durante os governos do PT mal simulou isenção, voltando a mostrar, mais do que nunca, com sua contribuição essencial ao golpe de Estado de 2016, que a única verdade que lhe interessa é o poder.  

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Naldo

Compreensível jornalista

Compreensível jornalista defendendo o jornalismo,
de minha parte acredito que nunca houve, a mídia sempre foi sabuja e antinacionalista, no fundo ladravazes do patrimônio e recursos do país, que quebrem, que vão à pqp, nunca se importou com o povo brasileiro,por quê deveríamos nos importar com ela?

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Naldo

Compreensível jornalista

Compreensível jornalista defendendo o jornalismo,
de minha parte acredito que nunca houve, a mídia sempre foi sabuja e antinacionalista, no fundo ladravazes do patrimônio e recursos do país, que quebrem, que vão à pqp, nunca se importou com o povo brasileiro,por quê deveríamos nos importar com ela?

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É uma das piores imprensas do

É uma das piores imprensas do mundo, sem dúvida. Tirando países como Coreia do Norte, ou ditaduras árabes e africanas, dificilmente se encontrará tantas "qualidades" reunidas. Ignorância, puxa-saquismo de patrão, má-fé, mal caratismo e muitas vezes acrescido de arrogância.

Como no caso do Merval, que é burro, medíocre, escreve mal, lambe o saco dos Marinho quantas vezes for necessário, e ainda encontra tempo de ser arrogante. Um burro arrogante é insuportável. Igualmente medíocre é a dondoca dublê de jornalista, Dona Eliane tucanede. Essa é quase uma Danuza Leão.

Mas sim, Nassif, a imprensa brasileira já foi melhor, ainda que sempre porta-voz da elite econômica. Os patriarcas, noves fora tudo que eram, se preocupavam com a qualidade de seus veículos. Tinham por isso, uma certa tolerância com jornalistas de esquerda, porque eram os melhores. Como diz PHA o direito de herança acabou com a imprensa brasileira. A melhor é a Carta, que o Mino não herdou de ninguém, construiu com seu próprio esforço e competência.

Mas mesmo assim, o grande problema da grande imprensa brasileira estava lá e continua estando. Ela é anti-democrática. Não consegue conviver com a democracia, quando esta leva a caminhos que não lhe agrada

 

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Juliano Santos

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j.marcelo

Nassif,por favor,solicito

Nassif,por favor,solicito artigos sobre a sangria aos cofres públicos provocada pelos especuladores milionários,para termos a real noção q o mal não são os benefícios sociais ou trabalhistas mas sim os especuladores,mídia e judiciário omissos !!
Obs:Esse deve ser o real debate no Brasil !
Obs2:Eles tem medo dos reais debates,por isso sempre inventam factóides para dispersar as REAIS impressões,viva o Brasil!

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Marcão

Matérias do Nassif e do Miguel do Rosário, tudo a ver

 

Enforquem o último trouxa que acredita na Lava Jato com as tripas do último otário que confia na Globo

Escrito por , Postado em Arpeggio, Assinante, Miguel do Rosário, Redação

http://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2017/03/images-cms-image-00... 300w" width="490">Facebook 

A grande imprensa americana está em choque. Pela primeira vez em décadas, quiçá desde os anos 30 e 40, quando se opôs agressivamente às ações sociais de Roosevelt (gerar empregos sempre foi considerado “esquerdista” demais para os magnatas da imprensa), ela terá que fazer jornalismo de verdade.

Trump é o Mefistófeles da imprensa corporativa americana: “aquele que, fazendo o mal, engendra o bem”.

O slogan do Washington Post agora é “a democracia morre na escuridão”, e o New York Times lançou uma campanha em que afirma que “a verdade é difícil. Difícil de encontrar. Difícil de saber. A verdade é mais importante agora do que nunca”.

Há um lado muito cômico nisso tudo. A grande imprensa americana – assim como suas subsidiárias no terceiro mundo – sempre viveu de mentiras. A dobradinha da Casa Branca com New York Times, Washington Post, CNN e demais órgãos de jornalismo, sempre foi, para sermos delicados, diabólica.  Quem pode negar a responsabilidade do New York Times pelas mentiras da CIA sobre a presença de “armas de destruição em massa” no Iraque?

Aquilo foi um crime jornalístico de proporções bíblicas, porque foi o pecado original que destruiu todo o Oriente Médio, matou milhões de pessoas e fez o terrorismo internacional crescer umas dez, vinte ou trinta vezes!

Antes das guerras que arrasaram o oriente médio, os terroristas tinham que se esconder em cavernas do Afeganistão, e não possuíam nenhum atrativo. Hoje eles formam um país à parte, em meio a uma região destruída pela guerra, e seduzem jovens no mundo inteiro

Matéria completa: http://www.ocafezinho.com/2017/03/02/enforquem-o-ultimo-trouxa-que-acred...

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theolg

Imprensa é do governo

Nassif, o governo banca a imprensa no Brasil há quase vinte anos. Se retirar a verba, os jornalões e a TV morrem. Na prática isso significa que o governo terceiriza seu controle sobre os meios de comunicação para essas empresas. Lula e Dilma deram dinheiro para essa turma e mesmo assim foram massacrados. Temer não é bobo, ele faz a mídia trabalhar para ele em troca da sobrevivência.

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Não adianta, o jornalismo das

Não adianta, o jornalismo das grandes empresas está morto, tão morto quanto seus espectadores. O jornalismo só sobrevive - e a propósito, bem, pujante e vigoroso, vide este GGN - nos blogs e pequenas publicações.

A gente sonhou um dia que uma grande empresa produziria grandes produtos. Quando acordou, quebrou a cara: grandes empresas são as que têm dinheiro ou pelo menos apoio do dinheiro, não as que produzem com qualidade. Pergunta se jornalistas moços, como Fernando Ridrigues ou o Zé Roberto Toledo, estão dispostos a abrir mão de suas ideologias liberais em troca de desvincular-se do capital e passarem a produzir jornalismo. Esses moços não têm nem a opção, a liberdade necessária para isso, provavelmente aprenderam que o estrelato individual e egóico é o único caminho que existe quando ainda nem sabiam que estavam aprendendo. Ah, lembrando que nada confere tanto estrelato quanto ter dinheiro ou pelo menos ser bem relacionado com quem tem.

Sonhos de gigantismo, de ser hegemonia, dominar o mundo... doença: megalomania. Ou morrem os desejos, os sonhos, as fantasias de gigantismo ou morre o respeito às diferenças.

Os blogs e as pequenas publicações - pequenas pelo critério monetário, claro - são o prenúncio de uma era em que a ordem será a pluralidade, a descentralização, a diversidade, a dimunição de desigualdades. E a ideia de economia solidária vai bem, cada vez mais forte, obrigado.

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Defender-se de inimigos, qualquer um sabe. Quero ver quem é que sabe se defender dos amigos.

(Nunca ninguém me engana. Eu é que eventualmente, por ignorância, me deixo enganar.)

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Hildermes José Medeiros

Não acompanhar mais a pauta da mídia

O texto do jornalista mostra muito bem que a mídia (Organizações Globo à frente) há muito tempo está mais focada do que nunca no seu maior objetivo, porque houve época em que era possível acompanhar um arremedo de contraditório nos meios de comunicação (jornais, revistas, TV e rádios), que, pode-se dizer, desde sempre têm, não dá para esconder, como  prioridade defender o capital multinacional, liderado pelo EUA. estando somente secundariamente interessados no que possa beneficiar o Brasil e seu povo, tendo como seu público no que respeita a política e a economia, majoritariamente as classes médias, que sempre estão interessadas tão somente em se darem bem, sempre apostando como positivo e aceitável tudo que tenha o beneplácito dos americanos, que adoram imitar. Na presente quadra política, está mais do que claro que não cabe mais fazer análises políticas e econômicas em cima do que a mídia esteja focando, e seja de seu interesse abordar, na prática seguir sua pauta. O certo é passar atuar, não abandonando de todo o contraponto, mas passar a ressaltar mais tudo de importância, que a mídia evita noticiar e comentar, mostrando e comentando tudo que, na economia e na política, seja de importância para o país e o povo, fugindo da pauta da mídia venal, anti-povo e entreguista. O problema das páginas de internet, caso das ditas à esquerda como também à direita, que majoritariamente falam a públicos de certa forma cativos e o mais grave, quase que exclusivamente de classes médias, que está claro, cada uma com seus vieses, mais para defender seus interesses, estando claro que poucas, muito poucas mesmo, objetivam atingir o maior participante e vítima de todas as conjunturas adversas e  beneficiários menores nas épocas de bonança, o povão. A ninguém interessa organizar e esclarecer o povo, entre estes os partidos que se consideram de esquerda, que também têm suas páginas na internet. Acontece que o povão na mídia, majoritariamente só se informa na TV e rádio,  meios de comunicação que têm como objetivo afastá-los  da política, alienando-os. Assim, com a mídia controlada pelo Globo não pode se pode contar. É preciso algo mais, para que, na hora de a onça beber água, o povo não saia contrapondo-se aos seus próprios interesses, dando apoio ao opressor  como costuma acontecer. Foi assim em todas as ocasiões de rutura institucional, inclusive em 2014, quando o povão ficou afastado com um silêncio que deixou e está deixando os golpistas à vontade para assaltar o país.

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dja

Midía tem pavor da política

A velha mídia brasileira tem pavor de ideologias de todos os partidos políticos, muito mais do que a invasão das novas mídias estrangeiras, pois àquela entende que, conteúdo que tem audiência duradoura é genuinamente de cultura nacional, e gringo nenhum vai ser capaz de copiar, exemplo disso, é a própria novela "crise-corrupção-brasileira" que se arrasta desde 2013, gerando mais audiência a cada dia.Sendo assim, o pânico maior dessas mídias antigas é o mesmo do mesmo: o fantasma da estatização das telecomunicações por causa do lulismo; globofobia dos políticos neopentecostais; sensura-prévia bolsonariana; e os planos pseudo-econômicos-tucanos como foi o de FHC no segundo mandato.Conclusivamente, Temer marionetizado é o menos pior. 

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Quanto pior, melhor

Por que a Ditadura Militar acabou?

Ela não foi derrubada por ninguém. Toda a oposição tinha sido morta, presa, exilada ou subornada.

Os militares saíram de fininho quando viram que a situação econômica ia de mal a pior.

Passaram o abacaxi adiante. E foram necessários muitos anos de hiperinflação, planos econômicos delirantes, dolarização, estagnação,  etc., até que a economia brasileira voltasse a algo próximo de uma situação tolerável, sob governos civis.

Pode ser que os golpistas e a direita só larguem o osso quando a economia brasileira entrar em colapso terminal e o tecido social necrosar de vez. Quando já não for mais possível sair às ruas em segurança sem carro blindado e escolta armada. Quando todos os que tenham tido a chance de sair do país já o tiverem feito. Quando o Brasil for uma atualização do cenário de Mad Max.

A grande mídia é um  cego guiando outros cegos na direção do abismo.

Por que tanta gente se deixa enganar e manipular? É uma boa pergunta.

Mas não é possível enganar todo o mundo por todo o tempo do mundo.

 

 

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Eduardo Outro

"Virtus in medium est", o

"Virtus in medium est", o velho adágio latino que não fica velho. Algum dia o ponto de equilíbrio será alcancado. É verdade que vagarosamente, muito mais do que desejaríamos, mas inevitável. Os de baixo sobem e num ponto qualquer encontrarão os de cima que descem. Explico a quem possa estar estranhando meu delírio. Comparar os fundadores do Estadão com os remanescentes de sua família é comparar ouro com pirita. Isso para usar uma expressão cabível em qualquer ambiente familiar, não quero falar de coisa malcheirosa. Mas não tem jeito, relembrando charge que me parece ter sido do Jaguar, no imortal Pasquim, um banhista olha o mar de Copacabana cheio de massa malcheirosa boiando e dá o veredictum, "olha quantos robertomarinhos vindo em nossa direcão" ! Mesmo assim ele era infinitamente melhor que sua geracão. A geracão da FSP dispensa comparacões explicativas, por si só se explica. Enfim, todos descendo. Enquanto isso, negra, pobre, 17 anos, somente mãe presente, consegue aprovacão em primeiro lugar no vestibular disputadíssimo da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto ! E não foi só por méritos próprios, ela reconhece, foi beneficiada por pessoas. Que bela subida ! Alguém que analise superficialmente dirá, "é um caso isolado, um ponto fora da curva".  Não, não é, aqui já vimos diversas vezes os posts e comentários a respeito dos jovens secundaristas, impossível não se lembrar do discurso daquela "leoa"no Congresso, das meninas antenadas discutindo os males do machismo, enfim uma geracão que dá alento ao futuro. Todos subindo ! E tem mais, quando se der o encontro, os que sobem assim continuarão, olhos perscrutando o infinito, enquanto que os que descem caminham à extincão, por selecão natural daqueles que não estão adaptados a viver uma vida que não seja a inútil, fútil, preconceituosa, vazia, exclusiva, que vivem agora. O ruim é que o "medium" virá não por imposicão de uma política beneficiadora de todos, como o minúsculo exemplo 2002/2014. O imperativo será a necessidade de sobrevivência, direito absurdamente não entendido e negado pelos atuais detentores do poder, com as loas dessa imprensa condenada à morte, ao que parece já não lenta, por eles próprios.

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amjr

"Virtus" entre preeddadores?

Boa noite, Eduardo. Vou me permitir discordar do enfoque determinista de seu post, e explico o porquê.

Não é segredo a ninguém que a sociedade brasileira, há algumas décadas, assumiu em toda a plenitude ter por modelo a sociedade dos EUA. Sociedade esta que não é muito dada a virtudes, malgrado o discurso em contrário, e que associa o destino à capacidade de realização pessoal. Uma das coisas que permeia a noção política deste modelo, junto à duvidosa fábula do destino manifesto, é a ideia de que, se algo de realmente ruim acontecer à sociedade estadunidense, todas as demais deverão ser arrasadas em conjunto. Não por acaso, todos os planos de contingência para catástrofes por lá incluem arrastar junto a eles todos os demais; se houverem sobreviventes, devem ser dos EUA, ou não deve sobrar ninguém. Simples assim.

A oligarquia que comanda o Brasil, já de algum tempo, vem dando mostras de ter interiorizado este discurso em relação a qualquer possibilidade de mudança social profunda. Sempre que vimos o processo de mudança começar a realmente aproximar-se do núcleo social brasileiro, não houve hesitação ou escrúpulos em usar da força mais desmedida para impedir que isto ocorresse. No máximo, houveram (poucas) mudanças de médio porte, mas a história muda se pensarmos em mudanças mais acentuadas. Ora, a seleção "natural" que você apresenta como inevitável, só o seria se não houvesse esforço deliberado e irrestrito de impedi-la. Não é o que vejo, ao olhar os estratos mais privilegiados de nossa sociedade. A grande diferença entre estes e seus predecessores é que os ancestrais eram empreendedores, os rebentos são homens de negócios. Seus proveitos já não vêm do trabalho que comerciam, mas da ciranda financeira que os alimenta. Têm, portanto, todo o interesse em manter o estado de coisas de sempre.

Pergunto-lhe: você acha que, diante da ascensão de um novo cujas ideias pareçam (nem precisa ser o caso, parecer basta) vir de encontro ao status quo oligárquico, eles simplesmente continuarão a cair até a extinção? Ou não hesitariam em usar de todos os meios, sejam eles ilícitos ou indecorosos, para não perder a posição de casta privilegiada que possuem? Sinceramente, não penso muito em cravar a segunda hipótese. E, infelizmente, todos temos visto o que se desvelou na sociedade nacional com o advento da comunicação ampliada: uma carantonha muito, muito feia, que cheira a preconceito, destila ódio de classe e indiferença pelos mais fracos, quando estes signifiquem uma pedra em seu caminho. E que não pensa duas vezes em adotar atitudes as mais abjetas diante do que julgarem ameaçar sua condição de donos do poder.

O resultado mais provável, se os jovens "leões" rugirem alto demais, será uma política de "terra arrasada". Com os caçadores orgulhosos, apoiando suas botas no rosto das presas abatidas. Saudações!

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Eduardo Outro

Caro (a) amjr, já dizia

Caro (a) amjr, já dizia Voltaire, "não concordo com o que dizes, mas lutarei...etc.". Não apenas isso, se uma maioria explícitar aplausos para algo que digo perguntar-me-ei de pronto, "estamos todos certos ou todos errados ?". Dito isso também me permita divergir de sua divergência, não no todo, só no que destaco:

-A sociedade brasileira não emula a americana. Agem assim a maioria dos ricos que não participam do 1% de riquíssimos e parte da classe média, justamente os que carregam todos aqueles defeitos por você apontados. Aqueles que querem que "a Venezuela se foda" e não percebem que isso já aconteceu com eles. São muitos em número absoluto, poucos relativamente à populacão. E não procriam, rumam à extincão pela selecão natural. Os 1% não são entraves, eles SABEM que se o país for destruido irão junto; ou terão que se transferir para outro país, o que lhes é possível mas não interessante;

-No extremo oposto, pobres e miseráveis, enorme contingente populacional que aumenta dia a dia pela grande procriacão, estão aqueles dos quais se espera a subida, pelo menos até o "medium". E isso já foi demostrado pelos "leões e leoas" que é possível;

-No meio, bem no meio disso tudo, estamos nós, os "virtuosos", por os mais variados motivos atingimos o "medium". E temos uma enorme responsabilidade em evitar a "terra arrasada"; 

-Determinismo é achar que porque sempre foi assim assim sempre será. A águia da mitologia acorrentada no alto da montanha, tentou inúmeras vezes se soltar. Desanimada, desistiu de escapar, colocou a cabeca debaixo da asa aguardando a morte. Nesse ínterim, antes da morte chegar, a própria acão da natureza corroeu a corrente e rompeu um elo. Se ela tivesse tentado só mais uma vez teria conseguido a liberdade. Tentemos enquanto estivermos vivos ou morramos tentando. Grande abraco.

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Junior Sertanejo

Antonio Carlos Silva e Vera

Antonio Carlos Silva e Vera Lucia Venturini,pelo que tenho observado,depois do festival de incivilidade,baixarias e desrespeito ao Blog e seus participantes,inseridos no contexto do Post Mad Max ou Mundo Cão,"Desde quando se faz jornalismo pelo anus?",por sinal de pessimo mal gosto,tomaram ferias ou ainda curtem o Carnaval.O senhor que também participou ativamente dessa pouca vergonha pela porta dos fundos,,devia ter um pouco mais de recato,e tomar o mesmo caminho que eles.

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Eduardo Outro

Fica brabo não, Juninho, sou

Fica brabo não, Juninho, sou apenas o outro.

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Junior Sertanejo

Quer tiver então que o Outro

Quer tiver então que o Outro é mais amolecado que o Outro.

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Deixa de ser falso moralista.

Deixa de ser falso moralista. Pois saiba que todas as palavras são válidas se bem colocadas e se representarem uma situação ou descreverem um fato. Pornográfica é a miséria e a violência. Pornográfico é o governo que está aí roubando e violando direitos da população. Pornográfico é o Michelzinho ser herdeiro de milhões roubados enquanto o pai dele destroi o futuro de toda uma geração de crianças brasileiras. Pornográfico é um bando de deputados e senadores corruptos anularem o meu voto para a presidência

Eu trabalhei durante 12 anos em uma bilbioteca pública. Para incentivar os poetas de minha cidade fiz diversas mostras com seus poemas. Descobri que a forma mais fácil de atrair visitantes era fazer um tapete na rua usando a poesia erótica de Verlaine e a poesia revolucionária de Maiakovski. Usei muito Neruda também. Algumas pessoas tiveram a mesma reação que você ao uso de determinadas palavras nos poemas. Até ofensas pessoais recebi de senhoras burguesas. As mesmas que vestiram amarelo e xingaram a Dilma com o palavra usada com grande beleza pelo Verlaine e que elas usaram com muito ódio. Isso é para você saber que é o sentido que se dá às palavras que as faz pornográficas. Pois bem, considero a poesia a mais nobre arte dentro da literatura e se um poeta usa determinadas palavras para construir um poema não há porque termos vergonha ou o falso moralismo de não usá-las. 

Se não leu, recomendo que leia o livro Poemas Eróticos Para Ser Caluniado, de Verlaine. 

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Vera Lucia Venturini

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Junior Sertanejo

Já a respondi em comentario

Já a respondi em comentario acima,com toda educação que tenho,sem ter lido essa sua outra resposta.Eu exijo respeito,por que me dou ao respeito.Trago-o de berço.Me respeite.

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"Assim, o jornalismo

"Assim, o jornalismo econômico e político na velha mídia fica dependendo de alguns raros praticantes de jornalismo efetivo, como José Paulo Kupfer, do Globo, e Vinicius Torres, da Folha. Ou ainda de analistas políticos escondidos pelo jornal, como José Roberto Toledo, do Estadão, ou, menos escondida, Maria Cristina Fernandes, do Valor e Bernardo Mello Franco, da Folha, Kennedy Alencar, da CBN. E os referenciais de sempre, como Jânio de Freitas."

Mas isso não é uma tendência mundial ? Desde a década de 90, quando os jornais se tornaram porta-vozes do mercado financeiro, que a credibilidade do jornalismo tem se tornado cada vez mais vinculada a figuras públicas do jornalismo do que às empresas. Ainda existem algumas poucas empresas que apostam em jornalismo como seu produto e finalidade principal, mas as grandes empresas do ramo todas passaram a promotores de agenda ou "think-tanks" que noticiam o dia-a-dia.

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Cris Kelvin

A grande midia não està interessada em qualidade...

... mas nos prôprios fins, seus interesses, que nunca mudam,  Se muda o texto é apenas adequação dos meios às circunstâncias  para continuar tirando vantagem.  Não tem consciência  de nação  porque não pensa com, mas em si, em sua isolada sobrevivência. Povo, governo, justiça  só interessam à medida que são  instrumentalizados à realização de seus fins. Se dá uma notícia desfavorável contra o governo que aparentemente apoia não passa de chantagem para estorwuir  ainda mais os ofres pùblicos, do leão  livrar a si e os anunciantes que a sustentam, e manter favoràveis as condições materiais de tudo o que possa garantir e expandir o seu poder até   o descarte, esgotadas as possibilidades de uso do meio/objeto em benefício pròprio. Pudor e vergonha, responsabilidade social não estão no vocabulário desse predador natural.  È o eu contra o todo, cuja sobrevivência é assegurada por cortesãos, arrivistas e sabujos, jornalistas tão venais e encadeados quanto o senhor a que voluntariamente servem,  Não pensarão duas vezes em vender os irmãos a qualquer egito.  Os bons profissionais que vendem seu trabalho para esses meios chamrão seus espacos de brechas; os donos meios, de prestígio que pode ser vendido e forjar a aparência de pluralidade. A grande sustentação desses edifício, no entanto, está naqueles a quem destina a informação, os que gemem e sustentam esse edifício com seus hábitos e costumes,  medos  e crenças, sem assumir a pròpria història,  indolentemente acomodados ás verdades e fòrmulas mediadas que prescidem religiosamente de comprovação fàtica.   Mas não sò o peixe que morre pela boca; o tio Iauaretê, também...

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j.marcelo

Xadrez light de leitura

Xadrez light de leitura agradável,talvez pelo tema mais palatável,só não gostei da simples menção do nome do medíocre Gen.Vilas Boas(aquele preocupado com o soldo e previdência militar,mais do que qq outra coisa)

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Em tempo:

...Só não pode, depois  de ganhar a  eleição, ir  fritar ovos no Ana Maria Brega !!!   Muito menos, exclusiva na  bancada do JN....    Santa inocência !!   O Brizola deve se remexer no caixão nestes momentos !!

Alguém aí, dê um exemplar de " O Principe " do Maquiavel pro Lula !!  ( aquele que foi levado pelos fundilhos  pelo irmão para o sindicato, pois preferia  ir verr os jogos  do Corinthians ) !!

O pior é que não temos  nenhum outro garoto-propaganda melhor para vender nosso peixe !!! 

 

 

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A desgraça daqueles que não gostam da "arte maldita" da política, é ser governado por aqueles que gostam......

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Pedro Rinck

  Em períodos de trevas, a

 

Em períodos de trevas, a força da luz é infinitamente superior a do fuzil. Obrigado , Luís Nassif, por lançar luz sobre as trevas !

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Regina Sa Motta

Parabéns!!!! pelo menos ainda

Parabéns!!!! pelo menos ainda existem alguns poucos jornalistas que fazem jus ao carater da profissão na Republica dos bananas e das bananas implantada pela midia golpista.

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