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Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato

Volto ao último Roda Viva, que discutiu a condenação de Lula, e o desempenho da procuradora Thaméa Danellon, uma espécie de Deltan Dallagnol paulistano.

Trata-se de uma procuradora bem-sucedida, bem avaliada por seus pares. Portanto, seu nível de informação está em linha com o melhor do pensamento médio do Ministério Público Federal. Isso é que assusta!

A primeira surpresa é com o desconhecimento completo de Thaméa sobre as características de uma economia de mercado e relações de causalidade. Montou uma equação simples: as nações desenvolvidas são menos corruptas do que as nações não desenvolvidas. Logo, se acabar com a corrupção, a nação se desenvolverá.

Jamais leu sobre o papel da pirataria na ascensão do Império Britânico, ou o papel dos barões das ferrovias e do petróleo no capitalismo norte-americano. Ou ainda, a importância da colonização mais espúria na sustentação de grandes impérios.

Foi bem corrigida pela economista Zeina Latif, que definiu corretamente as relações de causalidade. Nações desenvolvidas têm instituições mais sólidas e, por isso, a corrupção é menor. Ou seja, a corrupção é menor porque as nações se desenvolveram e não o inverso.

E o custo da corrupção é uma gota perto do custo da máquina pública. É o Brasil improdutivo pesando sobre o Brasil que produz.

O que mais incomoda no discurso de Thamea, no entanto, é a ideia de que o MP não tem que pensar nas consequências de seus atos. Se viu indícios e suspeitos, tem mais é que mandar bala. É a síndrome do Robocop.

Para bagunçar um pouco mais a cabeça da procuradora: a corrupção é menos negativa para a economia que o combate à corrupção que não deixa pedra sobre pedra no caminho. O dinheiro da corrupção volta para a economia, irriga a economia, enquanto uma obra paralisada é queima de ativo, joga no lixo os investimentos já feitos.

Não é por outro motivo que uma das bandeiras da futura Procuradora Geral Raquel Dodge será discutir com a corporação o custo-benefício de determinadas medidas. Á troco de quê paralisar uma obra sob suspeita de corrupção? O que impede as investigações o fato da obra estar paralisada ou não?

Significa condescendência com a corrupção? Evidente que não. Significa os semideuses descerem à terra e fazerem jus aos seus vencimentos, desenvolvendo metodologias menos danosas, avançando nas investigações sem destruir as empresas, prendendo os culpados sem liquidar com empregos. Principalmente porque são mantidos com recursos públicos, impostos pagos pela sociedade civil  

Enfim, a corporação precisa escalar alguns degraus de conhecimento e parar de se comportar como a ralé intelectual que quer apenas sangue e cadeia.

 

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Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

corrupção e castidade

"O dinheiro da corrupção volta para a economia, irriga a economia,..."

Esta frase que recorto, bem simples, ilumina a distinção entre moralismo e moralidade administrativa. De fato, o que ocorre são dois tipos básicos de fluxos financeiros, de percursos do dinheiro arrecadado do público pelo Estado. Há o fluxo 'padrão', que corresponde ao contabilizado (ao que pode ser contabilizado), e outros que não o são ou não podem sê-lo.

O que legitima a tributação é, primariamente, a prestação de serviços públicos. A máquina custosa do Estado teria esta justificativa,  - os serviços públicos, lá dos domínios do Direito Administrativo. A Escola Francesa apóia o Estado na prestação de serviços.

Entretanto, ao lado da retórica de sustentação do Estado, os serviços públicos eram aqueles não compatíveis com o mercado, não passíveis de concorrência.

Em sua edição de 1997 (Ed. Atlas) José Paschoal Rossetti falava na "incapacidade para produzir bens públicos e semipúblicos" do mercadoOs primeros "diferem dos bens de mercado por vários atributos...se definem por sua indivisibilidade e pela dificuldade em se ressarcirem seus custos de oferta pelos mecanismos de mercado. A segurança nacional e a dos cpidadãos é o exemplo clássico. Outro é o saneamento básico. Outro, ainda, a limpeza urbana. (pg. 316, Introd. à Economia)"

Alem da produção de serviços incompatíveis com o mercado, o Estado se justificava pela intervenção no próprio mercado, fomentandoalinhandoregulando. (Nos manuais de Direito, estas funções são denominadas 'intervenção do Estado no domínio econômico)

Assim, os fluxos financeiros "lícitos" estariam no substrato das atividades referidas. As transferêncas do produto da tributação, pura, simples e linear, para o patrimônio privado seriam fluxos "ilícitos".  A distinção entre estes dois fluxos nunca foi nítida, havendo uma zona de indefinição, um lusco-fusco, o que já adianta a relatividade do conceito de corrupção, conceito que parece claríssimo para os soi-disants juristas.

A título de exemplo, a gigantesca sonegação, perante a qual a Receita Federal é pachorrenta, ineficiente, descuidada, constitui transferência de dinheiro público 'ilícita', para o patrimônio privado, que, entretanto, não é vista como corrupção. Subsídios, seriam o quê? Juros subsidiados? Inúmeras modalidades de desoneração tributária. Um economista poderia desenvolver melhor que eu esta área onde o ilícito e o lícito se confundem, em materia de fluxo de capitais.

Entretanto, a visão tradicional, aqui exemplificada com Rosseti, foi superada, quando ingressaram no mercado atividades antes consideradas infensas a ele, através de artifícios, que simulariam ou emulariam o ambiente do mercado. Foi inventada uma zona de transição, entre o Estado e o mercado, a esfera das "OS", "OSCIPs", atribuída à sociedade civil, expressão usada com este sentido de transição.

Com essas reflexões, acredito reforçar a afirmação de que "O dinheiro da corrupção volta para a economia, irriga a economia,...", além de realçar a falsidade da concepção moralista-religiosa ou teológica da corrupção. Corrupção se opõe a pureza, virgindade, castidade, inocência.

Mas o capitalismo não conhece nem deus nem o diabo, nem a virtude nem o vício. Apenas, somente o lucro. È um regime amoral. Não bastaria isso para desmascarar os moralistas hipócritas?

Sim, tenho um vizinho que é cabo eleitoral por profissão. Ele mete o dinheiro que lhe coube nas eleições em imóveis, em serviços (pagando a pedreiros, pintores....). Sim, ele irriga a economia. Quod erat demonstrandum.

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Fabian Bosch

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Mogisenio

Economicamente, você tem o direito de viver em liberdade...

Olá debatedores, bom dia.

Para formar minha "convicção" ( brincadeirinha...) fui lá no tube  assistir integralmente o programa roda viva onde ocorreu o tal "debate" e de onde se extraiu a tal "ignorância econômica " da "lava jato".

Em seguida,  li o texto acima, os comentários feitos até   o momento, e agora sim, já tenho condições de tecer algum comentário razoável. 

Lá vai.

 

É fácil perceber que no programa a procuradora estava debatendo como procuradora. Só isso. Os outros debatedores, jornalistas e a economista, estavam ali "livres" para falarem o que bem entendem( entendiam).

Afora a procuradora, os outros três, mais ou menos, explícita ou implícitamente, defendiam  esse ou aquele presidente, acusavam esse ou aquel, falavam o que julgam  certo ou  errado, que é preciso observar a "economia" antes de propor essa ou aquela ação, que o Brasil está em crise, que as contas públicas estão colapsando, que a reforma da previdência é necessária, que o ministério público deve seguir a lei, que isso e mais aquilo, que é um absurdo um membro do MP tecer alguma opinião nas redes sociais, agindo como se fosse um "adolescente" e por ai vai.

Por fim, e voltando agora para o texto acima, concluiu-se aqui que a lavajato( procuradores, juiz sérgio moro etc) não se preocupam ou são ignorantes se o assunto é "economia".

Francamente, senhores, esse tipo de posicionamento, maxima venia, é daquele "misturar banana com laranja". Fraco, raso.

Trata-se de tecer "palpites" e  "achômetros".

Leva o nada a lugar nenhum.

E o meu "palpite" é que estamos diante de um debate em que os debatedores parecem fingir que desconhecem o que "É" um estado moderno, nacional, positivado em  ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, e, em particular, o "NOSSO" estado democrático de direito.

Notem bem senhores, a tal de "economia" SÓ PODE EXISTIR DENTRO de um ESTADO MODERNO, SUPOSTAMENTE NACIONAL, SUPOSTAMENTE DEMOCRÁTICO DE DIREITO do jeito que "é" esse ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO

Em particular, no nosso caso,  HÁ UMA INSTITUIÇÃO  que é conhecida com MINISTÉRIO PÚBLICO, que "deve" ( e não apenas pode) agir de acordo com as regras desse ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

O que você, eu, nós, "achamos" das REGRAS, ( e das regras do jogo) dentro de nosso ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, SÓ SERVEM PARA NÓS MESMOS, vez que se a sua conduta for de encontra às regras desse ESTADO, ele, o ESTADO, é que vai dizer que você está ERRADO, e não você.

Façamos um exercício de lógica:

Considere que:

A "lavajato" desconhece a ciência econômica ( proposição verdadeira) (A)

A "ciência econômica" desconhece a lavajato( proposição verdadeira) (B)

Logo,

se alguém disser que a lavajato desconhece a ciência econômica(A),  também será verdade dizer que a ciência econômica desconhece a lavajato. (B).

Notem  bem senhores debatedores, EU DETERMINO , com base em meus juizos de valores, QUAIS PROPOSIÇÕES SÃO VERDADEIRAS E QUAIS SÃO FALSAS, NUM DEBATE QUALQUER. Simples assim.

se V então V , é verdade. E a recíproca é verdadeira.

 

A "tese" que eu quero defender, por razões várias, muitas vezes NÃO PUBLICADAS, será defendida por mim!

A questão, o difícil, é encontrar FUNDAMENTOS dentro das REGRAS DO JOGO. 

O difícil, DENTRO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO é encontrar a PREMISSA MAIOR que fundamentará a minha CONCLUSÃO, fazendo com que meu silogismo seja correto e verdadeiro e não uma FALÁCIA.

Eu já disse aqui no jornal do r. jornalista Nassif que nós apenas podemos viver em um mundo repleto de SOFISMAS!

Ou seja: Só podemos viver num mundo de sofismas! E a mentira é algo FUNDAMENTAL nesse mundo.

A tal de "ciência econômica" NÃO PASSA DE UM EMARANHADO DE SOFISMAS. Uma sofisticada forma ( já que a economista no programa se referiu à forma) de convencer que as "trocas" são "justas" via "sistema de preços" por exemplo. Fácil provar que isso não passa de uma falácia" . Mais. NÃO PASSA DE UMA BABOSEIRA para enganar quem mesmo? Ah sim, o "povo que é bobo, avante a r..." ( mas, deixemos para outra hora)

Aliás, qual seria a "escola econômica" em voga do momento? Por que, pra que, pra quem, onde, como, quem determinou etc, etc etc?

Lado outro, o DIREITO, outrossim, NÃO PASSA DE UM EMARANHADO de FALÁCIAS.  Serve para "convencer"  que determinas "condutas humanas" são "boas" para manter a "paz social" com o uso da FORÇA. O direito "determina" que o idioma "oficial" é o português ( e pronto!). Mesmo sabendo que há mais de 200 idiomas "oficiais" por aí em "nosso" território, delimitado, como mesmo? Ora, senhores, fácil provar que a ciência é falaciosa já no nascituro.

O que me parece mais razoável no momento ( e não verdadeiro) é que o ESTADO MODERNO, esse aí, que se diz "nacional" , democrático e de direito, está caminhando para o FIM DE SUA VIDA, e junto com ele morrerá o senhor MERCADO da silva.

O que teremos no lugar? Sei lá. Não faço ideia. Mas, estou ansioso para ver até  onde chegaremos com vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Octavio Pires 1

Nem os procuradores e

Nem os procuradores e tampouco o juiz podem se dar ao luxo de ignorar a economia, pela simples razão de que essa disciplina é ensinada em dois anos durante o curso de direito.

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Clever Mendes de Oliveira

Talvez as Universidades estejam gerando certezas e não dúvidas

 

Luis Nassif,

Dois aspectos que eu considero que merecem um destaque maior nesse post “Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato” de segunda-feira, 24/07/2017 às 08:42. Primeiro você ter chamado atenção em tom crítico para o desconhecimento da economia de mercado revelado pela procuradora Thaméa Danellon em entrevista concedida ao programa Roda Viva quando ela expos como fato a existência de uma relação de causa e efeito de nações desenvolvidas serem menos corruptas do que as nações não desenvolvidas e, assim basta acabar com a corrupção para a nação se desenvolver.

O segundo aspecto do seu texto que eu queria dar também relevo aqui diz respeito a sua seguinte frase:

“O dinheiro da corrupção volta para a economia, irriga a economia, enquanto uma obra paralisada é queima de ativo, joga no lixo os investimentos já feitos.”

Trata-se de afirmação tão óbvia que espanta as pessoas não terem conhecimento disso. Sempre que posso, eu discuto com mais delonga a falta de um conhecimento mais fundamentado sobre a corrupção. Nesse sentido foi uma pena o desaparecimento do post “Nunca se roubou tão pouco, por Ricardo Semler” de sexta-feira, 21/11/2014 às 11:51, aqui no seu blog e com a transcrição do artigo de Ricardo Semler na Folha de S. Paulo por sugestão de Pedro Penido dos Anjos. Quando o acesso ao post era permitido o endereço dele era:

http://jornalggn.com.br/noticia/nunca-se-roubou-tao-pouco-por-ricardo-semler

Em apoio ao que dissera Ricardo Semler, eu fiz vários comentários junto ao post mostrando como era mal concebidas e mesmo despropositadas as afirmações que atribuíam todo o mal de uma nação à corrupção.

Eu lembro aqui de texto que eu escrevi no início da década de 90 para debater com colegas de um curso de Administração Pública. A maioria era funcionário público com ojeriza de Newton Cardoso e viam a corrupção como causa de todos os problemas brasileiros. Para contrapor, eu fiz um texto que eu denominei Elogio da Corrupção.

O meu principal argumento era que a corrupção não fazia o mal que as pessoas apregoavam que ela fazia, mas como algo ilegal deveria ser combatida. E eu completava meu argumento sobre a corrupção alegando que apesar de parecer o contrário, eu era mais contrário à corrupção do que eles. E justificava assim, eu era contra a corrupção mesmo sabendo que ela podia até ser benéfica ao capitalismo, enquanto eles eram contra a corrupção porque ela seria danosa ao sistema econômico. Então se ficasse provado que a corrupção é até benéfica ao sistema capitalista a posição deles contra a corrupção ficaria enfraquecida.

Eu uso argumento semelhante quando defendo a democracia, mas elogio o fisiologismo, dizendo que é o que faz superior a democracia representativa sobre a democracia direta. E então alego que minha defesa da democracia é mais consistente do que a defesa da democracia feita pelos que não aceitam o fisiologismo.

As pessoas que se arvoram em democratas, mas não aceitam o fisiologismo seja porque o confundem com atos ilícitos seja porque consideram que há um interesse maior da nação em cada caso concreto e que, portanto, a barganha, o conchavo, o acordo, o toma-lá-dá-cá, o é-dando-que-se-recebe são mecanismos nocivos ao funcionamento da democracia, ficariam em palpos-de-aranha quando se demonstrasse que o fisiologismo é inerente e imprescindível à democracia.

Outro ponto que me chamou atenção foi o título deste post “Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato” de segunda-feira, 24/07/2017 às 08:42, aqui no seu blog. Parece ser post de sua autoria, mas a identificação ficou capenga ou confusa ou inválida. Não foi por essa confusão que o título do post chamou-me atenção. Recentemente eu comecei a escrever um comentário para tratar da nossa ignorância, junto ao post “A esquerda, a carne e o pragmatismo masoquista, por Igor Fuser” de sábado, 25/03/2017 às 15:58, aqui no seu blog e que, por sugestão de Marcelo Soares Souza, trazia um texto de Igor Fuser do blog Outras Palavras. Estava terminando o meu comentário quando dois assuntos desviaram-me a atenção.

O primeiro desvio decorreu de uma olhada no blog de Romulus lá no post “Dilemas da vida real ~não~ são binários: operações da PF e danos econômicos” publicado quarta-feira, 29/03/2017, e atualizado sexta-feira, 31/03/2017. Romulus dava destaque para um texto no Facebook do jovem economista Thomas Conti da Unicamp que defendia uma afirmação retirada de relatório do Banco Mundial intitulado “Governance and the Law” que não só estabelecia relação entre o império da lei e a renda per capita como delimitava a relação de causa e efeito.

Até que se pode dizer que o problema nesse caso não é o desconhecimento sobre a relação de causa e efeito, pois parece que existe o nexo causal uma vez que sem lei o capitalismo não prosperaria. O problema no relatório do Banco Mundial foi querer estabelecer um índice para o império da lei. Na verdade, o problema nem foi querer, mas sim estabelecer um índice que mediria o que o relatório denominava império da lei.

E o outro assunto que também me desviou de terminar o comentário foi a leitura de um artigo de Tim Duy, “Markets Are Witnessing a Yellen Fed at Its Humblest” de sexta-feira, 24/03/2017 às 04:00 am em que ele trazia duas declarações de dois membros do FED que emitiram opiniões em completa oposição. Neel Kashakari, presidente do Minneapolis Federal Reserve, disse o seguinte:

“Some argue that gradual rate increases are better than waiting and having to move aggressively. It isn’t clear to me that one path is obviously better than the other.” (Traduzindo pelo Google Tradutor: “Alguns argumentam que aumentos graduais da taxa é melhor do que esperar e ter que se mover agressivamente. Não é claro para mim que um caminho é obviamente melhor que o outro.”)

Já o presidente do New York Federal Reserve William Dudley apresenta assim a opinião contrária:

“A particular risk of late and fast is that the unemployment rate could significantly undershoot the level consistent with price stability. If this occurred, then inflation would likely rise above our objective. At that point, history shows it is very difficult to push the unemployment rate back up just a little bit in order to contain inflation pressures.” (Traduzindo no Google Tradutor: “Um risco particular (da estratégia para a elevação do juro) de atraso e rapidez é que a taxa de desemprego poderia superar significativamente o nível consistente com a estabilidade de preços. Se isso acontecesse, a inflação provavelmente aumentaria acima de nosso objetivo. Nesse ponto, a história mostra que é muito difícil impulsionar a taxa de desemprego um pouco para conter pressões inflacionárias”.)

O que se observa é que a nossa ignorância no sentido de não conhecer toda a realidade é nas ciências humanas um fato indelével. De certo modo, a ignorância da procuradora é de todos nós. O problema assume proporções maiores porque talvez a Universidade não vem conseguindo tornar céptico o acadêmico. E a certeza se espraia por toda a sociedade, ainda que elas – as várias certezas – sejam mais das vezes antagônicas.

Tanto no caso do jovem economista Thomas Conti com a formação específica em economia, sem ser na verdade uma autoridade, mas com a análise calcada em texto de órgão de importância mundial, como no caso das opiniões divergentes de autoridades do Federal Reserve, eu via exemplos que ilustravam bem a minha argumentação de que a ignorância atinge também os que desfrutam de muito conhecimento.

No caso do Federal Reserve, a divergência de opinião merecia um interesse maior não só pelo fato das opiniões serem divergentes como também por serem opiniões de autoridade dentro do mais importante órgão de economia do mundo, ou pelo menos do órgão que tem selado o destino dos países nos últimos 40 anos. Tinha-se ali uma oportunidade de demonstrar que a ignorância não existe apenas entre nós leigos.

Deixo a seguir alguns links para textos ou posts que foram mencionados acima:

O post “A esquerda, a carne e o pragmatismo masoquista, por Igor Fuser” pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/blog/marcelo-soares-souza/a-esquerda-a-carne-e-o-pragmatismo-masoquista-por-igor-fuser

Não enviei o comentário que eu pretendia fazer lá abordando a questão da ignorância, mas penso que, copiando o que eu já disse aqui e colando lá em meu comentário inacabado, eu posso enfim termina-lo e então o enviar.

Os links para o post “Dilemas da vida real ~não~ são binários: operações da PF e danos econômicos” de autoria de Romulus e para o Relatório “Governance and the Law” foram deixados junto a comentário meu enviado sexta-feira, 28/04/2017 às 13:53, para Rui Ribeiro junto ao comentário dele enviado quarta-feira, 26/04/2017 às 08:44, junto a um primeiro comentário meu enviado quarta-feira, 26/04/2017 às 00:37, para você lá no post “Xadrez do abuso e de um momento de bom-senso da Lava Jato” de segunda-feira, 24/04/2017 às 07:05, aqui no seu blog e de sua autoria e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-do-abuso-e-de-um-momento-de-bom-senso-da-lava-jato

E o artigo de Tim Duy, “Markets Are Witnessing a Yellen Fed at Its Humblest” pode ser visto no seguinte endereço:

https://www.bloomberg.com/view/articles/2017-03-24/markets-are-witnessing-a-yellen-fed-at-its-humblest

E por fim aproveito para mencionar duas situações da nossa realidade mais imediata em que eu me coloco em antagonismo com a maioria das opiniões. Primeiro não acredito que seja a Rede Globo ou a grande mídia que forme a opinião das pessoas. No mundo capitalista só se torna grande mídia aqueles veículos que sejam capazes de se moldarem à opinião da maioria. É a opinião da maioria que forma a grande mídia e não o contrário.

E segundo, não creio que foi a Lava Jato que teve efeitos deletérios na nossa economia. Primeiro há que se saber qual foi a origem da queda brusca dos investimentos no terceiro trimestre de 2013, revertendo uma retomada excepcional que acontecia desde o quarto trimestre de 2012. Talvez ali se tenha o primeiro fator de desarranjo da economia brasileira.

Segundo, há que dimensionar os efeitos na nossa economia da queda dos preços das commodities a partir do terceiro trimestre de 2014 e, com a queda, a concomitante desvalorização das moedas da maioria dos países de periferia. E não foi só ali que ocorreu a queda no preço das commodities. Essa queda se repetiu no final do primeiro semestre de 2015, com a também concomitante desvalorização das moedas da maioria dos países de periferia. Essas duas quedas no preço das commodities, com destaque para o preço do petróleo, com a consequente desvalorização do real, repercutiram muito na Petrobras e, portanto, no setor petroquímico brasileiro em razão do alto endividamento em dólares que a empresa possuía.

E também pesou no desarranjo de nossa economia a forte desvalorização das moedas dos países de periferia em janeiro e fevereiro de 2016, após a primeira elevação do juro americano desde a crise de 2007-2008 em dezembro de 2015, com a promessa de mais quatro aumentos de juro em 2016 que acabaram não se concretizando, pois houve apenas um no final de 2016. De novo, mais uma vez a Petrobras, e por via de consequência o setor petroquímico, sentiu o baque.

E é claro que se tem que verificar também os efeitos na economia brasileira da subida do juro pelo Banco Central a partir de abril de 2013. Lembrando, em favor do Banco Central do Brasil, que, salvo na crise de 2008, dessa feita foi a época que enfrentamos com menor elevação de juro as pressões pela desvalorização do real.

De certo modo poder-se-ia dizer que o nosso Banco Central foi influenciado pela doutrina que fundamenta a opinião de William Dudley e desconsiderou a doutrina de combate à inflação segundo a estratégia que está embutida na manifestação de Neel Kashakari, qual seja, deixar a inflação aparecer e só então a atacar com a elevação bem rápida dos juros.

E por último faço um pouco de blague dizendo que os Estados Unidos são o país mais corrupto do mundo. Digo isso porque meço o tamanho da corrupção pelo tamanho do PIB. De todo modo, não é fora de propósito essa afirmação se se recorda a frase de Pierre Joseph Proudhon (1809-1865) de que “a propriedade é um roubo”. Ou ainda se se considera que a essência do capitalismo é a acumulação de capital via a apropriação de parte do trabalho de terceiro o que é a mesma essência da corrupção.

À parte, entretanto, Pierre Joseph Proudhon e à parte também a natureza indefectível do capitalismo, recentemente para justificar minha afirmação de que os Estados Unidos são o país mais corrupto do mundo, eu inventei a seguinte história. Em 1979, insatisfeito com a inflação elevada que comia todo o juro, os maiores banqueiros do mundo que aplicavam em títulos do Tesouro americano, chamaram James Earl Carter, Jr e disseram a ele que eles estavam perdendo dinheiro com aquela inflação elevada e se ele colocasse alguém que reduzisse bastante a inflação eles iriam financiar para sempre o Partido Democrata.

Pois bem, em agosto de 1979, James Earl Carter, Jr indicou Paul Adolph Volcker Jr. para presidente do Federal Reserve e ele acabou com a inflação elevada e desde então o Partido Democrata é o partido que mais recebe doações do mundo financeiro.

E para dimensionamento do tamanho da corrupção envolvida nessa história basta lembrar que no final da segunda Grande Guerra a dívida pública americana estava em torno de cerca de 120% do PIB. E, 1980, 35 anos depois ela caíra para menos de 30% do PIB, período em que a inflação era alta e o retorno dos títulos do Tesouro americano era inferior à inflação. E agora ela já deve estar acima de 70%. Se fosse medida pela variação da dívida o tamanho da corrupção americana, não haveria como não concordar com a afirmação de que o pais mais corrupto do mundo é os Estados Unidos. É história inventada, mas não há quem prove que ela seja falsa.

Dois pontos ainda que penso valer fazer referência aqui. Primeiro para o post “Nassif: Os problemas de Danellon, a Dallagnol paulista” de domingo, 23/07/2017 às 17:30, e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/nassif-os-problemas-de-danellon-a-dallagnol-paulista

De novo o título de post parece criar uma confusão. É como se fosse uma entrevista sua. Agora há que reconhecer que pelo menos dessa vez consta seu nome como autor do texto. Trata-se de certo modo de continuidade a este post “Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato”. Então me parece adequado fazer menção ao post aqui neste meu comentário.

E o segundo diz respeito ao post “Para o "mercado", se PSDB não for o vencedor, eleição de 2018 vira um risco” de segunda-feira, 24/07/2017 às 17:18, aqui no seu blog fazendo menção ao artigo de Angela Bittencourt no jornal Valor Econômico intitulado “Eleições podem impor retrocesso às reformas”. O artigo de Angela Bittencourt pode ser visto no seguinte endereço:

http://www.valor.com.br/brasil/5049966/eleicoes-podem-impor-retrocesso-reformas

E o endereço do post “Para o "mercado", se PSDB não for o vencedor, eleição de 2018 vira um risco” é:

https://jornalggn.com.br/noticia/para-o-mercado-se-psdb-nao-for-o-vencedor-eleicao-de-2018-vira-um-risco

Chamo atenção para o artigo de Angela Bittencourt porque ela não dá o nome do "experiente profissional sempre dedicado ao setor privado e que hoje compõe a diretoria de  uma importante gestora de ativos" que ela teria entrevistado para fazer o artigo. No artigo Angela Bittencourt diz que segundo esse experiente profissional se o vencedor das eleições de 2018 não for alguém identificado com o mercado, "as eleições podem impor retrocessos às reformas".

O problema do artigo de Angela bittencourt foi que ao não identificar o autor das declarações, ela deixou os leitores em total ignorância. Tanto pode ser um Bernard Madoff brasileiro como algum gênio como os fundadores do fundo de hedge Long Term Capital Management que em 1998 quebrou.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 25/07/2017

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Vilson João Batista

O Estado e seus agentes

O Estado e seus agentes SUJAM, EMPORCALHAM  TUDO e depois alguem ou toda a Sociedade tem que pagar alto para limparem a lambança que foi feito por alguma razão que não vem ao caso ... A isso, se chama de INVOLUÇÃO SOCIAL, CARA, CUSTOSA E INEFICAZ ... !!!

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Rui Ribeiro

Quem atira com a pólvora alheia não mede distância

Esses Barnabés ganham supersalários. Assim, atirando com a pólvora do contribuinte, eles não precisam entender nem mesmo o básico de economia, podendo se dar ao luxo de comprar ações na alta e vender na baixa.

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José de Carvalho

Nassif: A ignorância econômica da Lava Jato

...e a Barby fala.

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DOUGLAS PUODZIUS

Rent-Seekers: Justiça corrupta e uma procuradora sem noção

Para um posicionamento verdadeiramente crítico, é bom assentar-se sobre os arrazzoados das visões de mundo desse debate, procuarando constá-las proximas ou distante de uma interpretação de realidade que, minimamente, se sustente sobre uma lógica coerente.

A procuradora tem uma visão de justiça que já providenciou sentenças a 32 pessoas, segundo os proprios dados da operação e, segundo o que sei, pelo menos em três ou quatro desses casos, a inocencia em segunda instância por absoluta falta de provas saltou aos olhos dos revisores, tanto que determinou-se a absolvição dos condenados, depois de meses em carcere apenas com base em convicção. 
Isso sem considerar casos como o de José Dirceu; condenado com base na convicção do juiz de que ele indicou o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque e, segundo a palavra deste réu confesso, subtenteu uma entrega1,4 milhão, sem prova alguma. Emblemática condenação de corrupção sem corruptor e associação criminosa de duas pessoas.


De modo que, analisando o ideário da procuradora e concluindo um quadro geral para o país calcado nesses dados da realidade, no qual 15% dos condenados seriam completamente inocentes; posso estabelecer que não haveria justiça de fato e muito menos combate à corrupção porque simplesmente a justiça estaria regida pela convicção de pessoas e, assim, a ideologia seria orientadora das decisões. E aqui, devo dizer que, principalmente, decisões subordinadas a ideologia da promotora, pois, segundo o que penso para além dos dados que expus, seria uma barbarie.

Então, a ideologia da procuradora aceita a interpretação ingenua de uma realidade na qual o Capitalismo se curva a uma idéia onde o governo detem instrumentos de força maiores do que a força do capital para impor a justiça.

Obvio, que assim o fosse deveriamos mudar o nome do proprio sistema. Contudo, assim ele foi batizado exatamente porque do capital deriva o poder. 

E, aqui, é necessario saber que justiça não existe restrita, o saber da justiça é naturalmente, obrigatóriamente holistico. 

Então, era dever da procuradora ter se aprofundando em conhecer o sistema para não apresentar à sociedade um pensamento baseado em senso comum e ignorancia, pois, é daí que ela pode amoldar a realidade para a sua crença, para dar lógica em suas conclusões.

O fato é que tratamos aqui de um caso bem estudado e se refere ao que se denomina Rent-Seekers, grupos do capital que procuram abaocanhar parcela do estado para promover ganhos para si. De modo que a lógica da promotora é totalmente invertida, pois que a realidade já estudada e debatida conclue por uma mafia de empreiteiras que há anos dominou uma parte da burocracia do estado, na petrobras, para promover os seus interesses.

Partindo de Max weber e outros, (infelizmente desconsiderados pela procuradora) pode-se expor estruturalmente as posições de cada ente social nesse caso e, inclusive avaliar a dinamica que explica melhor e mais coerentemente os fatos do que a fantasia de power point pobremente inventada, no bojo dessa interpretação de mundo equiviocada.
Weber entende que a burocracia é essencialmente corporativista e a politica, é o unico poder com capacidade de movê-la não apenas em torno de seus proprios interesses corporativos , mas na diireção da razão de ser do estado que é o interesse do povo, contrarios aos interesses do Capital.

Então, é claro que o capital busca o poder do estado capturando a politica e a burocracia e não o inverso.
Por que não o inverso? Porque não é a burocracia ou politica que busca o poder do capital para os interesses corporativos ou para realizar os interesses do povo? Por que simplesmente são interesses absolutamente avessos ao interese do capital.
Então, só o capital, que tem o poder do capital, busca o poder de força do estado para seus interesses, sem se corromper.

Isso quer dizer que, se um juiz, tipo moro, vende sua sentença, ela já corrompeu sua posição de burocrata pelo capital, se ele faz a justiça, mesmo que isso implique prejudicar suas possibilidades evoluir na carreira, ele se dobrou aos poderes da politica e se ele julga cuidando para que a segunda instancia não altere sua decisão ele esta plenamente de acordo com a burocracia. 

Então, se entedermos as empreiteiras como rent seekers poderemos enteder as suas atividades desde de sempre voltadas para comprar politicos e burocratas e portanto, essa fantasia de iniciarem suas conspirações só nos governos do pt, cai por terra.
Também pode-se explicar a propria ideia de melhor aparelhamente de sua ação corruptora nos governos do pt, pois, foi nesses governos que mais avançaram os mecanismos de transparencia e combate à corrupção, justamente por neles a politica mais se estabelecer em favor do povo, obrigando a burocracia voltar-se para essa direção.

Emilio odebrecht detalha essa evolução em seu depoimento quando explica a atuação corruptiva simplória de seu pai na época da ditadura, e expõe a sua necessidade de soffisticá-la, devido ao advento da democracia e a de seu filho obrigar-se em constituir um sistema mais complexo em face de lidar com um modelo mais rigoroso de combate à corrupção, promovido pela politica do pt. De modo, que nada teria como promotor principal do modelo mais sistematizado de corrupção um protagonismo da politica senão por seu papel de melhor instrumentalizar o estado para o seu combate.

Então, se ve que com essa compreensão da realidade, o ministério publico já teria há muito tempo em suas mãos o chefe da organização criminosa e trataria os burocratas  e politicos como agentes secundários do cartel sem precisar piruetas como dominio do fato  para descobrir a ação delitiva.

Nessas bases, joesley batista jamais teria conseguido beneficios de uma delação premiada pois, seria ele o chefe e , nós contariamos com delações premiadas de aecio neves e temer para capturar os verdaderos agentes da corrupção entre banqueiros e proprietarios de meios de comunicação e estariamos de fato combatendo-a e não agindo em sua defesa como acontece na lavajato.


Contudo, assim não acontece, porque moro e uma curriola, formam essa parte da burocracia corporativa e corrompida pelo capital. Nós podemos ter isso bem comprovado em sua atuação no caso banestado e o corporativismo bem esclarecido nas regalias absolutamente incostitucionais que presenvam poder aos agentes de estado degradando o orçamente em seu favor sem qualquer preocupação com a situação degradante a que submetem o povo.


Por fim, cabe debater tambem com o outro texto que vi considerando existir o retorno da corrupção para sociedade como um todo. Afinal, o corrupto de alguma forma utiliza o seu dinheiro no pagamento de atividades produtivas.
Aqui tambem, devemos manter a mesma lógica, porque,diferentemente da procuradora, não devemos criar realidades para dar subsidio a teses e já que operamos com o real na existencia de rent seeckers nesse caso da corrupção tal modelo deve ser usado tambem nessa analise.

O caso é que não se pode negar haver sim o retorno da riqueza para o mercado, Isso temos até em trafico de drogas pode-se afirmar. Mas, de um ponto de vista contabil a sociedade é perdedora. Ou seja o balanço nos obriga concordar que não há retorno de capital para a sociedade, pois que, temos a perda direta e contabilizada da retirada do somatório que fica retida em propriedade dos corruptores e corrompidos e mesmo que o utilizem sempre estarao fazendo em nome de acrescentar mais ao bem que possuem gerando a externalidade sempre desproporcionalmente negativa  para a sociedade.
E tambem, uma perda indireta, tambem já estudada quando se caracteriza o rent seeckers que é a paralisia que obrigam ao estado, portanto, um não desenvolvimento dificil de ser quantificado mais muito facil de ser entendido e do meu ponto de vista, muito superior as perdas compuatadas em concreto.

Desculpem-me pelos erros de portugues e falta de referenciamento, mas escrevi isso de uma só vez, apenas preocupando em expor a ideia, porque não estou com tempo para revisão e para melhor estruturar a exposição.

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Creio que a moça não tem

Creio que a moça não tem percepção diversa da que marca nossos tempos: ela simplesmente é incapaz de perceber que o Direito não é um fim em si e sim mais uma das muitas instâncias que vivemos. Dividir, especializar, fragmentar são recursos que quando empregados em outra senda que não a reflexão e a didática, por exemplo na aplicação real de soluções, são ações absolutamente estéreis. E quanto mais a pessoa que limita-se dessa forma tem responsabilidades e o poderes de interferir na vida alheia, mais danoso ao entorno é esse jeito de pensar. Nessa medida ela seria nada além de produto do nosso "zeitgeist", dos tempos em que a turma pensa em cargo público como forma de ganhar dinheiro e fama com muito mais atenção e carinho do que como responsabilidade social, pública, conjuntural.

Dá para escapar disso e tocar a própria existência de forma mais contributiva, mas precisa estar disposto a "nadar contra a corrente", a resistir aos apelos da moda neoliberal que assola esse lado de cá do mundo. A recompensa não será de cunho pecuniário nem no campo da celebridade mas, pô... será que precisa fazer tipo, caras e bocas até no espelho do banheiro? Há quem consiga fugir tão completamente de si mesmo? Superficial, vã, desonesta e "poser" até consigo mesma o tempo todo? E o prazer de lembrar que a turma a que pertence tem pelo menos 10.000 anos - a saber, a humanidade - e que essa turma só chegou onde está por causa da coletividade, cadê?

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O MPF é isso aí

Isso é que assusta!

Não assusta, Nassif. É um órgão que convida um espalhador de notícias falsas sobre segurança para um debate sobre segurança e ainda dá piti quando é questionado.

(Aliás, será que Sérgio Cabral tem algo a falar sobre seus parceiros do TJ e do MP do Rio?)

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Stefan Zweig disse que o Brasil é o país do futuro.

Já a elite brasileira quer que o Brasil seja o país do passado.

E o Brasil vai se transformando no país do futuro do pretérito.

Muita massa acaba em pizza

Canelone, Lasanhol... O problema desse povo já começa no sobrenome que os diferencia dos Silva, dos Nascimento, dos Costa, etc.

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corrupção e castidade

"O dinheiro da corrupção volta para a economia, irriga a economia,..."

Esta frase que recorto, bem simples, ilumina a distinção entre moralismo e moralidade administrativa. De fato, o que ocorre são dois tipos básicos de fluxos financeiros, de percursos do dinheiro arrecadado do público pelo Estado. Há o fluxo 'padrão', que corresponde ao contabilizado (ao que pode ser contabilizado), e outros que não o são ou não podem sê-lo.

O que legitima a tributação é, primariamente, a prestação de serviços públicos. A máquina custosa do Estado teria esta justificativa,  - os serviços públicos, lá dos domínios do Direito Administrativo. A Escola Francesa apóia o Estado na prestação de serviços.

Entretanto, ao lado da retórica de sustentação do Estado, os serviços públicos eram aqueles não compatíveis com o mercado, não passíveis de concorrência.

Em sua edição de 1997 (Ed. Atlas) José Paschoal Rossetti falava na "incapacidade para produzir bens públicos e semipúblicos" do mercadoOs primeros "diferem dos bens de mercado por vários atributos...se definem por sua indivisibilidade e pela dificuldade em se ressarcirem seus custos de oferta pelos mecanismos de mercado. A segurança nacional e a dos cpidadãos é o exemplo clássico. Outro é o saneamento básico. Outro, ainda, a limpeza urbana. (pg. 316, Introd. à Economia)"

Alem da produção de serviços incompatíveis com o mercado, o Estado se justificava pela intervenção no próprio mercado, fomentandoalinhandoregulando. (Nos manuais de Direito, estas funções são denominadas 'intervenção do Estado no domínio econômico)

Assim, os fluxos financeiros "lícitos" estariam no substrato das atividades referidas. As transferêncas do produto da tributação, pura, simples e linear, para o patrimônio privado seriam fluxos "ilícitos".  A distinção entre estes dois fluxos nunca foi nítida, havendo uma zona de indefinição, um lusco-fusco, o que já adianta a relatividade do conceito de corrupção, conceito que parece claríssimo para os soi-disants juristas.

A título de exemplo, a gigantesca sonegação, perante a qual a Receita Federal é pachorrenta, ineficiente, descuidada, constitui transferência de dinheiro público 'ilícita', para o patrimônio privado, que, entretanto, não é vista como corrupção. Subsídios, seriam o quê? Juros subsidiados? Inúmeras modalidades de desoneração tributária. Um economista poderia desenvolver melhor que eu esta área onde o ilícito e o lícito se confundem, em materia de fluxo de capitais.

Entretanto, a visão tradicional, aqui exemplificada com Rosseti, foi superada, quando ingressaram no mercado atividades antes consideradas infensas a ele, através de artifícios, que simulariam ou emulariam o ambiente do mercado. Foi inventada uma zona de transição, entre o Estado e o mercado, a esfera das "OS", "OSCIPs", atribuída à sociedade civil, expressão usada com este sentido de transição.

Com essas reflexões, acredito reforçar a afirmação de que "O dinheiro da corrupção volta para a economia, irriga a economia,...", além de realçar a falsidade da concepção moralista-religiosa ou teológica da corrupção. Corrupção se opõe a pureza, virgindade, castidade, inocência.

Mas o capitalismo não conhece nem deus nem o diabo, nem a virtude nem o vício. Apenas, somente o lucro. È um regime amoral. Não bastaria isso para desmascarar os moralistas hipócritas?

Sim, tenho um vizinho que é cabo eleitoral por profissão. Ele mete o dinheiro que lhe coube nas eleições em imóveis, em serviços (pagando a pedreiros, pintores....). Sim, ele irriga a economia. Quod erat demonstrandum.

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Fabian Bosch

O Mito da baixa corrupção nos Estados Unidos.

Os procuradores brasileiros gostam muito de citar a correlação do desenvolvimento de um país com baixos níveis de corrupção, e realmente quando se compara os custos de alguns projetos de infraestrutura bancados pelo governo federal na área civil que na realidade são muito pequenos em relação ao orçamento federal norte-americano não há grandes discrepâncias que podem indicar superfaturamento ou outras técnicas de aumentar o lucro das empresas para ocultar a corrupção.

Porém as maiores despesas do orçamento norte-americano estão concentradas na área militar, e nestas quando há algum escândalo de grande porte não é possível ocultar os fortes incrementos de preço entre o inicialmente orçado e o realizado, o exemplo do famoso projeto “F-35 Joint Strike Fighter Program” claramente é possível se identificar a onde está o imenso desvio de verbas que se pode claramente identificar a onde está a verdadeira corrupção nas obras públicas nort-americanas.

Para mostrar as distorções deste programa podem-se utilizar os dados do GAO que é o órgão do congresso norte americano utilizado para acompanhar a realização financeira de projetos (United States Government Accountability Office), como estes dados são publicados com algum atraso podemos tomar os dados do relatório de abril de 2017 na sua versão aberta ao público (F-35 JOINT STRIKE FIGHTER DOD = Needs to Complete Developmental Testing Before Making Significant – New Investments - Accessible Version - https://www.gao.gov/assets/690/684420.pdf).

Apesar de todo o necessário sigilo que envolve este projeto, o projeto do F-35  Lightning II, as indicações que aparecem neste relatório indicam claramente que a avaliação inicial do custo da pesquisa, desenvolvimento e fabricação deste caça norte-americano foram devidamente escondidas no início do projeto e também os custos foram superfaturados.

Já no primeiro parágrafo deste relatório parece a maior desconformidade de um governo que não tem muita vontade de controlar os custos dos seus programas militares, mas fica completamente perdido quando os prazos para o início da operação dos sistemas cada vez se alongam mais.

Para entender o motivo desta desconformidade é necessário que se esclareça o que é este projeto, ou melhor qual era a filosofia militar que o concebeu.

O F-35 na realidade era para ser um verdadeiro três em um dos jatos de supremacia aérea dos Estados Unidos, ou seja, para quem não tem muito hábito com a tecnologia militar, pode-se dizer que o F-35 deveria ser uma espécie de caça bombardeiro de 5 geração que através de algumas modificações ele serviria a Marinha, a Força aérea e aos Marines dos Estados Unidos (F-35A, F-35B e F-35C). Ou seja, no lugar de projetar um avião para a decolar de um porta-aviões, outro para o uso da força aérea não embarcada e outra para os mariners, se projetaria um só avião que de forma modular supriria estas três forças. Como visto seria um ganho em escala enorme, pois a construção, a manutenção e o estoque de peças seria único, entretanto a medida que o projeto se desenvolve o que há é uma dispersão nos diversos componentes das diversas versões, e com o início da operação provavelmente as atualizações vão separar ainda mais as diversas versões.

Outro problema sério é que atrasos na operação completa de todo o sistema dos aviões dá tempo a países como a Rússia e a China se prepararem para combater este avião. Importante falar que como a característica principal deste avião seria a sua “invisibilidade” aos radares ele tem uma velocidade máxima muito abaixo dos aviões “não invisíveis” e se novos sistemas de radares que estão sendo desenvolvidos torna-los “visíveis” todo o investimento pode ser jogado no lixo.

Pois bem, com estes problemas vamos ao problema financeiro, em 2001 quando o projeto foi iniciado, os custos previstos de desenvolvimento, testes e construção previstos eram de US$233.0 bilhões de dólares, já em 2015 este valor subiu nada mais nada menos para US$379,0 bilhões de dólares ou seja um “pequeno” incremento de custo de US$146,0 bilhões de dólares! (fonte acima nomeada Table 1: Changes in Reported F-35 Joint Strike Fighter Program Cost, Quantity, and Deliveries, 2001-2015).

Porém na mesma tabela acima citada vem o pior, em 2001 se previa que a operação inicial com a capacidade total dos aviões era entre 2010 a 2012 sendo que em dezembro de 2015 esta previsão passou para 2015-2018, sendo que na realidade somente em 2016 as primeiras unidades foram entregues. Como o que caracteriza os aviões de 5ª geração é a integração dos sistemas de comunicação e controle entre os aviões e as bases a conclusão prevista para isto em 2012 já passou para 2019 e segundo alguns experts (Lt. Gen. Christopher Bogdan) o real seria 2022.

Abstraindo das necessidades militares norte-americanas para bombardear qualquer outro país, o que se vê é que além de aumentos monstruosos no orçamento, (em torno de 70% até 2015) há um fantástico atraso na entrega do avião com seus sistemas em plena operação (cálculos otimistas sete anos).

Agora imaginem se nos Estados Unidos tivéssemos um Ministério Público com o poder que temos no Brasil nos dias atuais, a Lockheed Martin já estaria falida, seus diretores de tornozeleira em prisão domiciliar e o presidente Obama processado ou preso, além do projeto do F-35 ficando pronto lá por 2050.

Falar que fora do Brasil países mais desenvolvidos não tem corrupção, como a Procuradora Thaméa Danellon no alto de sua sabedoria infantil (nem juvenil) falou, é uma total e completa ausência de um mínimo conhecimento do que se passa fora do seu círculo de amizades, pois nem do Brasil podemos falar.

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Rui Ribeiro

A nossa suposta superioridade corruptível é motivo de ufanismo

"(...)

O que sentimos ao descrever nossas mazelas gigantescas só pode ser descrito como orgulho desvairado, quase uma forma de ufanismo.

As revelações da Lava-Jato nos permitem dizer que nenhum outro país é tão corrupto quanto o nosso. E estamos sempre superando nossas próprias marcas. O escândalo do mensalão era o maior de todos os tempos. Agora o escândalo do propinato é maior do que o escândalo do mensalão. Eta nóis!

Não quero desiludir ninguém, ainda mais depois do golpe na autoestima nacional que foram os 7 a 1 na Copa, mas os americanos nos ganham em matéria de corrupção. Ou pelo menos empatam.

Notícias do superfaturamento, dos custos fictícios e outras falcatruas de empresas americanas contratadas para reconstruir o Iraque - apenas um exemplo - depois da destruição que eles mesmos provocaram, fizeram murchar minha megalomania.

Não era só o volume de dinheiro desviado, maior do que qualquer concebível escândalo brasileiro. A Bechtel, a Halliburton, ligada ao então vice-presidente Dick Cheney, e outras empresas americanas ganharam, com exclusividade (“Nossa sujeira limpamos nós” é o lema implícito) e sem licitação, os contratos para reparar os estragos feitos, subsidiadas pelo Pentágono.

E mesmo com os bilhões de dólares gastos e roubados depois da queda do Saddam, o Iraque continua em ruínas.

E o pior para o nosso ego é que, com tudo isso, você não ouve os americanos dizerem que são os mais corruptos do mundo. Ainda por cima nos arrasam com sua modéstia". Luís Fernando Veríssimo, - Empate

http://noblat.oglobo.globo.com/cronicas/noticia/2017/04/empate.html

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WG

O conhecimento de economia

O conhecimento de economia detido pela procuradora pode ser maior do que o de uma patricinha, mas no máximo chega ao de uma dona de casa. Até aí, normal, pois nesse caso está no mesmo nível teórico do Samuel Pessoa. 

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Dogbert

Suicídio coletivo.

A classe média brasileira cavou a própria cova com burrice. Não tem nem a desculpa de acesso à educação, foi falta de capacidade intelectual para entender o que eles tinham na mão e as consequências do tiro no pé que eles deram.

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mls

Raquel Dodge ainda está a

Raquel Dodge ainda está a dois meses de assumir o comando da PGR, mas enfrentará já amanhã seu primeiro constrangimento com os colegagas desde que foi escolhida para o cargo; integrante do Conselho Superior do Ministério Público, ela terá que se posicionar sobre um pedido de reajuste salarial de 16% para os procuradores....

    Haja aumento de imposto para cobrir esse rombo pois virá aumentos  salariais em cascata

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Serralheiro 70.

mpf de cabeças de bagre.

Faz algum tempo que ouvi de um amigo que a diferença entre um empresário e um político era que o empresário sabiia o custo de uma fatura. Que esperar desta turma de diplomados, concursados, inexperientes em qualquer atividade social ou econômica, atraídos para uma vida de nababos inimputáveis  Esperar algo de sabedoria, interesse público , de interesse social e patriotismo não é racional . Nada nesse cobra qualquer ligação com estas matérias. 

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Rui Ribeiro

O Dallagnol comprou ações da Petrobrás na alta

O Jateiro Dallagnol comprou ações da Petrobrás na alta e só não as vendeu na baixa para não levantar suspeitas.

Um sujeito desses entende tanto de economia quanto um burro entende de mecânica quântica.

É esse tipo de burro que mantem o mercado de capitais funcionando.

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sefher

Não é o contrario comprar

Não é o contrario comprar ações da petrobra em baixa e vender em alta , ou ele é burro mesmo e teve um imenso prejuízo

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Eduardo Cunha tinha contas na Somália ou na Suíça?

Raciocínio colonizado chega a doer de tanta burrice.

A Suíça é desenvolvida e "não é corrupta". Mas sempre abrigou todo tipo de conta de corrupto, traficante, mafioso e sonegador. E até o passado recente colocava enormes obstáculos para fornecer informações bancárias de criminosos internacionais.

Aliás a maioria dos paraísos fiscais usados para lavar dinheiro são "desenvolvidos".

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Perguntas

Ocê faiz cada pergunta difíci!!

Mas, cá pra nós, Eduardo Cunha tem competência para tirar da Somália e mandar para a Suiça,

se já não o fez "evangelizando" por lá.

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O amor é lindo!

Nunca vi o MPF-SP quebrar a Alstom e Siemens BR

Além do pensamento errado é incoerente o discurso da procuradora com a conduta do MPF-SP. Há um déficit enorme de combate à corrupção no território do tucanistão e nunca vi o MPF-SP fazer nada parecido com nenhuma grande empresa.

Alguém viu o MPF-SP "mandar bala" nos casos Alstom e Siemens? E não adianta falar que é que só da alçada do MP estadual, porque não é. Envolve verbas federais e lavagem de dinheiro internacional é da alçada federal.

E nos contratos da SMPB com a Telesp pedidos pela CPI do Mensalão para investigar? (aceitaram de boa que com a privatização não tinham mais arquivos sobre estes contratos e desconhece-se qualquer mandato de busca e apreensão).

No buraco do Metrô?

No Rodoanel?

Na Delta-Cachoeira, no caso da Marginal Tietê e Sabesp?

Nas dezenas de escândalos da CDHU, dragagem do Tietê, compras superfaturadas de remédios pelo governo paulista identificadas pela CGU?

Na concessão da TV Paulista, que incomodou a Globo?

Na própria Lava jato, o doleiro de Higienópolis pego no começo da operação "não veio ao caso", apesar de reincidente, pois já aparecia no escândalo Siemens-Metrô.

A única operação contra uma grande empresa que me lembro foi a Castelo de Areia. Mesmo assim não houve nem 10% do ímpeto que vejo para irem atrás dos pedalinhos de D. Marisa.

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Jackson da Viola

A tal da Panellon.......

que tanto admira e se inspira no sistema de justiça dos EUA(como todos da turminha de Curitiba),onde, para ser Attorney na maioria dos casos, tem que ser eleito/a................. Depois da "performance"  da Madame Panellon no Roda Viva, nos EUA, ela não se elegia nem pra sindica de predio de 3 andares....Quer dizer que o merito é bem legal, mas o pistollon..........

Mestrado em Direito Político e Econômico na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 2006. Apresentação de Monografia em fevereiro de 2007. Orientador: Professor Alexandre de Moraes.

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Rvizin

Dallagnola não entende nem de Direito, que dirá de Economia....

Essa Dallagnola não entende nem de Direito, tanto é que elogiou a sentença do Moro, notoriamente sem fundamentos legais ou provas. Querer então que ela entenda de Economia já é demais, não é mesmo.......

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Álvaro Noites

Sônia Abrãao do MPF

Ver o discurso raso dessa procuradora, e ter visto aqui mesmo que alguém da cúpula do Exército passou a crer que o Brasil estava sob ataque típico de Guerra Híbrida após aquele protesto de sindicatos contra o Temer em Brasília no dia 24/05 me fazem querer fugir imediatamente do país.

Considerando apenas essas duas cabeças de vento, vemos que o Brasil é uma nau à pique.

PS: Foi vergonhoso ver a procuradora defender Sérgio Moro e sua condenação à Lula, me lembro a apresentadora de TV Sônia Abrãao sempre quando quer puxar o saco do Sílvio Santos.

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Caro Nassif, assisti o Roda

Caro Nassif, assisti o Roda Viva e a sensação de incredulidade é forte. A institucionalidade hoje estava de alguma maneira representada ali naquele programa, uma vez que Reinaldo Azevedo é próximo de Temer e Gilmar Mendes, o apresentador do programa é próximo ao PSDB, a procuradora representa a linha dominante do MPF como vc coloca e a economista é a voz do mercado.

Aos poucos a visão de que o MPF se afastou da lei vai ganhando adeptos mas o passado recente não nos deixa esquecer de que a luta contra a corrupção foi usada por essa mesma turma (Mercado, tucanos, PSDB, mídia) pra dar um golpe parlamentar.

Que garantia teremos de que essa gente não continuará a usar o Judiciário pra perseguir seus inimigos? E que essa defesa da democracia, da legalidade, da racionalidade econômica no combate à corrupção, não seja abandonada em caso de ascensão da esquerda?

O buraco em que essa radicalização nos meteu é constrangedor e as cenas tensas no programa, onde a esquerda não estava representada, significa que o racha na direita é real, é sério.

Esses caras vão aceitar a vontade popular se esta lhes contrariar?

Tenho medo desta gente, todos, inclusive os de voz branda que falam sobre as reformas e a democracia.

 

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Algum tempo atrás eu tentei

Algum tempo atrás eu tentei convencer um coxinha sobre os danos que a Lava Jato está causando à economia. Tentei mostrar que não é preciso destruir todas as empresas para combater a corrupção. Que é possível punir os corruptos sem eliminar as empresas. Que empresas não podem ser responsabilizadas de forma penal, mas apenas civil. Não dá pra "prender" uma empresa.

Ele argumentou que uma grande empreiteira "corrupta" pode ser substituída por um monte de pequenas empresas. Eu tentei demonstrar a impossibilidade prática disso. Que uma hidrelétrica ou uma ponte são obras complexas, que exigem engenharia avançada, exigem experiência, coisa que empresas que constroem pequenos prédios não tem. Mostrei que a logística para juntar um monte de pequenas empresas do país inteiro para tocarem uma obra em um local específico seria absurdamente complicada, que essas empresas não tem a capacidade de investimento e mobilidação de uma grande empreiteira.

Depois de um tempo eu desisti. Era como falar com uma porta.

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Mogisenio

Economicamente, você tem o direito de viver em liberdade...

Olá debatedores, bom dia.

Para formar minha "convicção" ( brincadeirinha...) fui lá no tube  assistir integralmente o programa roda viva onde ocorreu o tal "debate" e de onde se extraiu a tal "ignorância econômica " da "lava jato".

Em seguida,  li o texto acima, os comentários feitos até   o momento, e agora sim, já tenho condições de tecer algum comentário razoável. 

Lá vai.

 

É fácil perceber que no programa a procuradora estava debatendo como procuradora. Só isso. Os outros debatedores, jornalistas e a economista, estavam ali "livres" para falarem o que bem entendem( entendiam).

Afora a procuradora, os outros três, mais ou menos, explícita ou implícitamente, defendiam  esse ou aquele presidente, acusavam esse ou aquel, falavam o que julgam  certo ou  errado, que é preciso observar a "economia" antes de propor essa ou aquela ação, que o Brasil está em crise, que as contas públicas estão colapsando, que a reforma da previdência é necessária, que o ministério público deve seguir a lei, que isso e mais aquilo, que é um absurdo um membro do MP tecer alguma opinião nas redes sociais, agindo como se fosse um "adolescente" e por ai vai.

Por fim, e voltando agora para o texto acima, concluiu-se aqui que a lavajato( procuradores, juiz sérgio moro etc) não se preocupam ou são ignorantes se o assunto é "economia".

Francamente, senhores, esse tipo de posicionamento, maxima venia, é daquele "misturar banana com laranja". Fraco, raso.

Trata-se de tecer "palpites" e  "achômetros".

Leva o nada a lugar nenhum.

E o meu "palpite" é que estamos diante de um debate em que os debatedores parecem fingir que desconhecem o que "É" um estado moderno, nacional, positivado em  ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, e, em particular, o "NOSSO" estado democrático de direito.

Notem bem senhores, a tal de "economia" SÓ PODE EXISTIR DENTRO de um ESTADO MODERNO, SUPOSTAMENTE NACIONAL, SUPOSTAMENTE DEMOCRÁTICO DE DIREITO do jeito que "é" esse ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO

Em particular, no nosso caso,  HÁ UMA INSTITUIÇÃO  que é conhecida com MINISTÉRIO PÚBLICO, que "deve" ( e não apenas pode) agir de acordo com as regras desse ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

O que você, eu, nós, "achamos" das REGRAS, ( e das regras do jogo) dentro de nosso ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, SÓ SERVEM PARA NÓS MESMOS, vez que se a sua conduta for de encontra às regras desse ESTADO, ele, o ESTADO, é que vai dizer que você está ERRADO, e não você.

Façamos um exercício de lógica:

Considere que:

A "lavajato" desconhece a ciência econômica ( proposição verdadeira) (A)

A "ciência econômica" desconhece a lavajato( proposição verdadeira) (B)

Logo,

se alguém disser que a lavajato desconhece a ciência econômica(A),  também será verdade dizer que a ciência econômica desconhece a lavajato. (B).

Notem  bem senhores debatedores, EU DETERMINO , com base em meus juizos de valores, QUAIS PROPOSIÇÕES SÃO VERDADEIRAS E QUAIS SÃO FALSAS, NUM DEBATE QUALQUER. Simples assim.

se V então V , é verdade. E a recíproca é verdadeira.

 

A "tese" que eu quero defender, por razões várias, muitas vezes NÃO PUBLICADAS, será defendida por mim!

A questão, o difícil, é encontrar FUNDAMENTOS dentro das REGRAS DO JOGO. 

O difícil, DENTRO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO é encontrar a PREMISSA MAIOR que fundamentará a minha CONCLUSÃO, fazendo com que meu silogismo seja correto e verdadeiro e não uma FALÁCIA.

Eu já disse aqui no jornal do r. jornalista Nassif que nós apenas podemos viver em um mundo repleto de SOFISMAS!

Ou seja: Só podemos viver num mundo de sofismas! E a mentira é algo FUNDAMENTAL nesse mundo.

A tal de "ciência econômica" NÃO PASSA DE UM EMARANHADO DE SOFISMAS. Uma sofisticada forma ( já que a economista no programa se referiu à forma) de convencer que as "trocas" são "justas" via "sistema de preços" por exemplo. Fácil provar que isso não passa de uma falácia" . Mais. NÃO PASSA DE UMA BABOSEIRA para enganar quem mesmo? Ah sim, o "povo que é bobo, avante a r..." ( mas, deixemos para outra hora)

Aliás, qual seria a "escola econômica" em voga do momento? Por que, pra que, pra quem, onde, como, quem determinou etc, etc etc?

Lado outro, o DIREITO, outrossim, NÃO PASSA DE UM EMARANHADO de FALÁCIAS.  Serve para "convencer"  que determinas "condutas humanas" são "boas" para manter a "paz social" com o uso da FORÇA. O direito "determina" que o idioma "oficial" é o português ( e pronto!). Mesmo sabendo que há mais de 200 idiomas "oficiais" por aí em "nosso" território, delimitado, como mesmo? Ora, senhores, fácil provar que a ciência é falaciosa já no nascituro.

O que me parece mais razoável no momento ( e não verdadeiro) é que o ESTADO MODERNO, esse aí, que se diz "nacional" , democrático e de direito, está caminhando para o FIM DE SUA VIDA, e junto com ele morrerá o senhor MERCADO da silva.

O que teremos no lugar? Sei lá. Não faço ideia. Mas, estou ansioso para ver até  onde chegaremos com vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

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DOUGLAS PUODZIUS

Rent-seekers uma via de duas mãos para a economia.

"Afora a procuradora, os outros três, mais ou menos, explícita ou implícitamente, defendiam  esse ou aquele presidente, acusavam esse ou aquele, falavam o que julgam  certo ou  errado, que é preciso observar a "economia" antes de propor essa ou aquela ação, que o Brasil está em crise, que as contas públicas estão colapsando, que a reforma da previdência é necessária, que o ministério público deve seguir a lei, que isso e mais aquilo, que é um absurdo um membro do MP tecer alguma opinião nas redes sociais, agindo como se fosse um "adolescente" e por ai vai."

Bem, obviamente toda boa falacia tem inicio na desqualificação do emissor e não no debate com o conteúdo. 
 - Afora a procuradora, outros defendiam - explícita ou implícitamente - presidentes e julgavam e opinavam sobre a lavajato e economia.

O postulado em epigrafe comprova que a procuradora falava como procuradora, numa estranha lógica de que:

"no programa a procuradora estava debatendo como procuradora, enquanto os outros debatiam "livres" para falarem o que bem entendiam, ou seja, para falar como jornalistas e economistas.

Claro que já podemos compreender a partir desse inicio que tudo o que segue já poderia ser desqualificado, porque a base falaciosa deturba o resultado. 
Ok. Mas, pq se trata aqui de uma boa falacia?
- Primeiro por impingir uma falsa qualidade de primazia nas palavras da procuradora, na base de que aos demais, enfim, nenhuma dimensão de limites de lógica ou de compromisso deontologico lhes seriam impostos pela condição de suas posições de fala, enquanto jornalistas e economistas.
- Segundo pela possibilidade de que a procuradora não estivesse ali, tanto quanto os demais, se posicionando a partir de sua ideologia (defendendo presidentes e etc...)

Ora, se assim não o é, ou seja, se na verdade, todos debatiam a partir de igual posição na relação com os seus dircursos, restaria então, para um posicionamento verdadeiramente crítico, assentar-se sobre o arrazzoado de suas visões de mundo, para constá-las proximas ou distante de uma interpretação de realidade que, minimamente, se sustente sobre uma lógica coerente.

A procuradora tem uma visão de justiça que já providenciou sentenças a 32 pessoas, segundo os proprio dados da operação e, segundo o que sei, pelo menos em três ou quatro desses casos, a inocencia em segunda instância por absoluta falta de provas saltou aos olhos dos revisores, tanto que determinou-se a absolvição dos condenados, depois de meses em carcere apenas com base em convicção.
Isso sem considerar casos como o de José Dirceu; condenado com base na convicção do juiz de que ele indicou o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque e, segundo a palavra deste réu confesso, subtenteu uma entrega1,4 milhão, sem prova alguma. Emblemática condenação de corrupção sem corruptor e associação criminosa de duas pessoas.


De modo que, analisando o ideário da procuradora e concluindo um quadro geral para o país calcado nesses dados da realidade, no qual 15% dos condenados seriam completamente inocentes; posso estabelecer que não haveria justiça de fato e muito menos combate à corrupção porque simplesmente a justiça estaria regida pela convicção de pessoas e, assim, a ideologia seria orientadora das decisões. E aqui, devo dizer que, principalmente, decisões subordinadas a ideologia da promotora, pois, segundo o que penso para além dos dados que expus, seria uma barbarie.

Então, a ideologia da procuradora aceita a interpretação ingenua de uma realidade na qual o Capitalismo se curva a uma idéia de justiça e o governo tenha instrumentos de força maiores do que a força do capital para impor a justiça.

Obvio, que assim o fosse deveriamos mudar o nome do proprio sistema. Contudo, assim ele foi batizado exatamente porque do capital deriva o poder. 

"se alguém disser que a lavajato desconhece a ciência econômica(A),  também será verdade dizer que a ciência econômica desconhece a lavajato. (B)."

E, aqui, é necessario saber que justiça não existe restrita, o saber da justiça é naturalmente, obrigatóriamente holistico. 

Então, era dever da procuradora ter se aprofundando em conhecer o sistema para não apresentar à sociedade um pensamento baseado em senso comum e ignorancia, pois, daí que ela pode amoldar a realidade para a sua crença, para dar lógica em suas conclusões, tal qual esse texto falacioso que se assenta em premissas absolutamente criativas; de haver uma pessoa em situação diferente no dialogo que estamos interpretando.

O fato é que tratamos aqui de um caso bem estudado e se refere ao que se denomina Rent-Seekers, grupos do capital que procuram abaocanhar paracela do estado para promover ganhos para si. De modo que a lógica da promotora é totalmente invertida, pois que a realidade já estudade e debatida conclui por uma mafia de empreiteiras que há anos dominou uma parte da burocracia do estdo, na petrobras, para promover os seus interesses.

Partindo de Max weber e outros, (infelizmente desconsiderados pela procuradora) pode-se expor estruturalmente as posições de cada ente social nesse caso e, inclusive avaliar a dinamica que explica melhor e mais coerentemente os fatos do que a fantasia de power point pobremente inventada, no bojo dessa interpretação de mundo equiviocada.
Weber entende que a burocracia é essencialmente corporativista e a politica é o unico poder com capacidade de movê-la não apenas em torno de seus proprios interesses, mas na diireção da razão de ser do estdao que é o interesse do povo.
Então, é claro que o capital busca o poder do estado capturando a politica e a burocracia e não o inverso.
Por que não o inverso? Porque não é a burocracia ou politica que busca o poder do capital para os interesses corporativos ou para realizar os interesses do povo? Por que simplesmente são interesses absolutamente avessos ao interese do capital.
Então, só o capital, que tem o poder do capital, busca o poder de força do estado para seus interesses, sem se corromper.

Isso quer dizer que, se um juiz, tipo moro, vende sua sentença, ela já corrompeu sua posição de burocrata pelo capital, se ele faz a justiça, mesmo que isso implique prejudicar suas possibilidades evoluir na carreira, ele se dobrou aos poderes da politica e se ele julga cuidando para que a segunda instancia não altere sua decisão ele esta plenamente de acordo com a burocracia. 

Então, se entedermos as empreiteiras como rent seekers poderemos enteder as suas atividades desde de sempre voltadas para comprar politicos e burocratas e portanto, essa fantasia de iniciarem suas conspirações só nos governos do pt, cai por terra.
Também pode-se explicar a propria ideia de melhor aparelhamente de sua ação corruptora nos governos do pt, pois, foi nesses governos que mais avançaram os mecanismos de transparencia e combate à corrupção, justamente por neles a politica mais se estabelecer em favor do povo, obrigando a burocracia voltar-se para essa direção.

Emilio odebrecht detalha essa evolução em seu depoimento quando explica a atuação corruptiva simplória de seu pai na época da ditadura, e expões a sua necessidade de sogfisticá-la, devido ao advento da democracia e a de seu filho obrigar-se em constituir um sistema mais complexo em face de lidar com um modelo mais rigoroso de combate à corrupção, promovido pela politica do pt. De modo, que nada teria como promotor principal do modelo mais sistematizado de corrupção um protagonismo da politica senão por seu papelo de combatê-la.

Então, se ve que com essa compreensão da realidade, o ministério publico já teria há muito tempo em suas mãos o chefe da organização criminosa e trataria os burocratas  e politicos como agentes secundários do cartel sem precisar piruetas como dominio do fato  para descobrir a ação delitiva.

Nessa bases, joesley batista jamais teria conseguido beneficios de uma delação premiada pois, seria ele o chefe e , nós contariamos com delações premiadas de aecio neves e temer para capturar os verdaderos agentes da corrupção entre banqueiros e proprietarios de meios de comunicação e estariamos de fato combatendo-a e não agindo em sua defesa como acontece na lavajato.

"A questão, o difícil, é encontrar FUNDAMENTOS dentro das REGRAS DO JOGO. "

Não é não, pelo contrariio, é mais facil quando se entende a realidade com certa coerencia.

Contudo, assim não acontece, porque moro e uma curriola, formam essa parte da burocracia corporativa e corrompida pelo capital. Nós podemos ter isso bem comprovado em sua atuação no caso banestado e o corporativismo bem esclarecido nas regalias absolutamente incostitucionais que presenvam poder aos agentes de estado degradando o orçamente em seu favor sem qualquer preocupação com a situação degradante a que submetem o povo.

"O que me parece mais razoável no momento ( e não verdadeiro) é que o ESTADO MODERNO, esse aí, que se diz "nacional" , democrático e de direito, está caminhando para o FIM DE SUA VIDA, e junto com ele morrerá o senhor MERCADO da silva"

Logo se percebe porque nesse texto se conclui pela morte do mercado através da morte de um Estado que está a seu serviço, mas nem se imagina isso no contexto de uma revolução, pois em verdade, essa denominada morte do estado nada mais seria a transformação deste em favor do proprio mercado que já o é, sendo esse tal Estado moderno, apenas o fruto de uma transformação do estado nacional evolucionado para atender melhor à necessidades do mercado.

Por fim, cabe debater tambem com o outro texto que vi considerando o retorno da corrupção para sociedade como um todo.
aqui tambem, devemos manter a mesma lógica, porque,diferentemente da procuradora, não devemos criar realidades para dar subsidio a teses e já que operamos como real a existencia de rent seeckers nesse caso da corrupção esse modelo deve ser usado tambem nessa analise.

o caso é que não se pode negar haver sim o retorno de riqueza para o mercado, isso temos até em trafico de drogas, mas, de um ponto de vista contabil a sociedade é perdedora. Ou seja o balanço nos obriga concordar que não há retorno de capital para a sociedade, pois que, temos a perda direta e contabilizada da retirada do somatório que fica retida em propriedade dos corruptores e corrompidos e mesmo que o utilizem sempre estarao fazendo em nome de acrescentar mais o bem que possuem gerando a externalidade sempre desproporcionalmente negativa  para a sociedade.
E tambem, uma perda indireta, tambem já estudada quando se caracteriza o rent seeckers que é a paralisia que obrigam ao estado, portanto, um não desenvolvimento dificil de ser quantificado mais muito facil de ser entendido e do meu ponto de vista, muito superior as perdas compuatadas em concreto.

Desculpem-me pelos erros de portuhues e falatra de referenciamento, mas escrevi isso de uma só vez, apenas preocupando em expor a ideia, porque não estou com tempo para revisão e para melhor estruturar a exposição.
 



 



 
 

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Marco A.

Que besteirol, hem!

Esse "apoio" só confirma o que se diz da tal procuradora.

Antes, era só uma; agora, dois.

Onde essa gente está se formando?!

Socorro!

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Mogisenio

Moralmente contra a falácia deontológica

Olá senhores debatedores, bom dia.

Agradeço-lhes, sinceramente( sem ironia)  pelas provocações.

Vamos ao debate então.

Não se trata de besteirol, caro Marco

Apenas expus um ponto de vista.

Vale dizer que essa minha ótica, graças a deus e a mim, vem sendo adquirida através de leitura de livros, SEM  ORIENTAÇÃO de "instituições" de ensino, conquanto já tenha passado por elas várias vezes.

Mas, voltemos ao debate.

 

Veja bem, eu não apoiei ( não fui a favor nem contra)  à procuradora. Tampouco aos  jornalistas e à economista. 

Não quis usar argumentação ad hominem embora possa ter passado essa "ideia". Mas não foi minha intenção. Nada de espantalho etc, etc.

Apenas assisti ao debate  no programa, li o texto texto e procurei formular um comentário NÃO EXAUSTIVO, rápido, en passant.

Pensei muito mais que escrevi. E escrevi muito pouco , até para não me delongar demais  num simples comentário.

Talvez, isso tenha contribuído para que você chegasse à conclusão de que eu estaria "apoiando" A ou B. Logo,  não há motivos para SOS, exceto, se este for de você para você mesmo. 

Portanto, reitero,  digo-lhe que não. Não apoiei A ou B.

Apenas teci um comentário provocativo de um objeto (debate no programa e texto acima) que, obviamente, entrou em minha mente pelos sentidos, misturou com a minha visão de mundo, saiu ( enunciado)  de mim ( sujeito)  e voltou, em vernáculo, para uma realidade  possível. 

E  só a partir daí, você pode tecer o seu comentário a respeito do meu comentário. Note, portanto,  fica dífícil delimitar  um ou outro conteúdo escrito para contraditar. Há mais coisas por trás desse ou daquele texto escrito.

Para tentar ser mais claro, digo-lhe que  eu tentei resumir o meu comentário nas falácias do mundo e na mentira.  

Disse que só poderíamos viver  no mundo das falácias e , necessariamente, com a ajuda da  mentira.

Brinquei com a lógica criticando-a, no sentido de dizer que "verdade" não existe, exceto, na própria lógica.  Aqui já tenho, inclusive, um problema lógico, vez que dizer que "verdade não existe" só pode ser falso, logicamente falando.

Ora, se eu sei que a "verdade não existe" então eu estaria dizendo uma "verdade". Logo, a proposição sería falsa no conteúdo mas verdadeira na estrutura, na forma. Enfim, parece mas não é.

É  dessa forma que vamos vivendo e defendendo "nossas teses" sobre uma "realidade" que enxergamos que só pode pertencer a nós mesmos. Só eu sou o que eu sou , dentro ou fora de um quarto escuro. rsrs

Por mais que você leia textos aqui e alí, estude autores "famosos" , reflita, enfim, por mais que você ache que descobriu a "premissa verdadeira" , você só terá encontrado  , " na verdade" um premissa que tem a ver com a sua ideia, histórica e atual das relações sociais, ou de um "objeto" qualquer  percebido por você.

Claro, alguma "teoria"  é testada e dá certo no mundo sensível.  Mas, isso não quer dizer que você descobriu a "origem verdadeira  de tudo"e de todos, a ponto de "naturalizá-la", como alguns economistas idiotas propagam.

Por outro lado, aqui mesmo no GGN, o r. jornalista já publicou textos sobre a "verossimilhança".  Eu concordo com isso. Acho bastante razoável essa "visão" possível dos fatos. 

Quando eu disse que a procuradora se manifestou como procuradora eu disse pouco.E talvez por isso, não fui bem compreendido.Explico-me.

Você teria de ler quais são as atribuições do ministério público para compreender o que eu disse. MP , em suma, propõe ações, acusa e pronto. MP pode propor QUALQUER "BABOSEIRA" junto ao "Estado juiz". E este , que "deve ser" imparcial, vai  citar e "ouvir" a outra parte, formar uma relação processual e a partir daí, baseando-se num SILOGISMO, vai encontrar PREMISSAS MAIORES para formular uma conclusão( sentença) de acordo com AS REGRAS DO JOGO.

E essas REGRAS DO JOGO, vêm do ESTADO, cujo MERCADO nele está contido.

E note: eu disse que só podemos viver no mundo das FALÁCIAS!

Logo, já a  partir dessa minha frase, você e eu, vivemos num mundo das FALÁCIAS verossímeis, inclusive, em "silogismos judiciais". 

No mundo jurídico,  alguém já disse e eu concordo, a ordem do silogismo não é essa:

Narra mihi factum dabo tibi jus

(narra-me os fatos que lhe darei o direito)

Isso é BABOSEIRA e, obviamente,  engana mentecaptos! Assim, como TODA A CIÊNCIA BABOSÔNICA econômica. 

É muito mais razoável, verossímil, imaginar que o silogismo, "na verdade, na verdade"   deve ser  formado assim, lá na mente de um Estado juiz qualquer:

Lendo aqui essa exordial, estou tendente a condenar ou absolver esse sujeito.

Bom, vou ler de novo. É , parece que esse "pilantra" é "bandido" desgraçado mesmo.

Ademais, tá pipocando "manchetes" aqui, ali, acóla em nossos meios de comunicaçoes imparciais, livres, cumpridores da missão de informar o povo que é bobo avante a r. .. tudo de acordo com as normas de comunicação social pactuadas em nossa constituição a res pública, ops, res privada.

 Bom, já sei:  Vou condenar esse pilantra, bandido! Pronto. Decidido.

Agora vou procurar aqui no "regramento jurídico" desse "Estado pseudo democrático" ( vez que democracia é também fruto de  uma falácia!) uma PREMISSA MAIOR ( mais conhecida como LEI, que é feita pelos "representantes do povo" ,eventualmente, com a ajuda de "emendas parlamamentares", francamente...) para "fundamentar" a minha IDEOLOGIA!

Pronto. 

O acusado  está condenado a quase 10  anos de cadeia!

O bandido de algo a declarar?  Não senhor estado juiz. ( pra quê?)

Ok, então deve seguir para a cadeia agora, vez que bandido bom é bandido preso, já que não há pena de morte aqui, exceto, em guerra( resta saber qual tipo de guerra...) 

Prossigo.

Mas, não se preocupe bandido bom e  preso.

Nossas cadeias mantêm a DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, como preconiza nossa LEI MAIOR, a qual contratualiza "nosso" estado democrático de direito".

 

Francamente, meu caro, francamente... 

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Marco A.

Pior que o soneto ...

O que era ruim ficou ainda pior.

Meu deus, quanta bobagem está abrigada em mentes despreparadas!

E a internet liberou essa manada estúpida e cheia de iniciativa.

Não há mais cerca, ou pelo menos cabresto, para conter a estupidez dessa matilha.

Aliás, usar coletivos de animais para se referir a essa gente parece uma ofensa aos pacíficos seres.

Masi uma vez: socorro!

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Mogisenio

O que posso dizer pra você

O que posso dizer pra você então, meu caro debatedor? 

kkkkkkkk, ficamos por aqui.

Abraços.

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ignorância e desrespeito

Nassif mostra bem a ignorância em matéria econômica dos procuradores que se acham. Por isto os chamos de achadores, não procuram nada.

Por outro lado, o comportamento deles segue o discurso da classe média reacionária, que não gosta de quem se ocupa dos mais fracos e só tem o recurso de achincalhar a reputação de seus desafetos com acusações de que são corruptos e que somente disfarçam com preocupação social. O que esta atuação dos MPs faz é dar prioridade a um tema, a corrupção, que a maioria do povo sabe que só será minorada, nunca eliminada, com o desenvolvimento do país. Ao priorizarem o que é secundário para a maioria, desprezam a democracia, pois agem com base no que entendem melhor e desconsideram o que o voto indica prioritário.

São anti democráticos e, portanto, conspiram contra o estado de direito. Somente isto já deveria ser suficiente para serem sentenciados por inépcia e negligência.

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WRamos

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Orlando Soares Varêda

..."as nações desenvolvidas

..."as nações desenvolvidas são menos corruptas do que as nações não desenvolvidas. Logo, se acabar com a corrupção, a nação se desenvolverá."...

Menos...dona Dalagnollthamea

OH! ...Minha senhora! Que asneira é essa? Em que cursinho a senhora foi adquirir tão parcos conhecimentos. Fostes aprovada num concurso público, ou numa privada?

Não obstante, pelas bobagens que diz revela pleno alinhamento com o nivél raso de boa parte de teus colegas.

Orlando

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Manoel Junior

Míopia contagiosa .

         Já nascemos inteligentes ,ou não . De nada adianta ter um belo sorriso ,cabelos maravilhosos ,atingir uma evoluçao econõmica ,se por baixo da bela cabeleira ,tivermos um cerebro murcho e vazio , de ¨ criatividade¨. O que percebemos ,é que a maioria dos componentes do mp , são bitolados ,rancorosos ,vaidosos ,e como pavões escondem os pés , digo , o cérebro murcho .

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Pereira Mendes

  Os concursos para o MPF e

 

Os concursos para o MPF e Magistratura  não podem ser apenas jurídicos.

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Rei

"...a Lava-Jato atingiu outros partidos" ATINGIU GRAÇAS A JBS!!!

No final do debate a procuradora Danellon diz que a Lava-Jato passou a ser criticada quando atingiu outros partidos políticos... eu gostaria muito de saber:

1-QUE PARTIDO POLÍTICO FOI AMEAÇADO DE SER EXTINTO POR MINISTROS DO STF... EU SÓ VI O PT MESMO.

2-QUEM DO PSDB FOI ACUSADO COM BASE EM PROVAS INDICIÁRIAS??? NEM 23 MILHÕES NA SUÍÇA SERVIU PARA INVESTIGAR A FUNDO ALGUÉM...

3-QUE PARTIDO FOI ACUSADO DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA... SÓ O PT???

4-QUEM JÁ FOI ACUSADO DE DOMÍNIO DO FATO?.... FORA DO PT, É LÓGICO...

A Lava-Jato só atingiu brevemente o PSDB porque o presidente do partido foi gravado, por acaso, agindo como um completo marginal... e mesmo assim por iniciativa da JBS.

Se dependesse da Lava-Jato, o PSDB estaria sendo tratado até hoje como 100% honesto, mesmo aparecendo nas delações... pelo simples fato de não fazer parte do governo federal.

O único partido político atingido pela Lava-Jato foi o PT... os outros apareceram como efeito colateral das investigações. Mesmo com tantas provas documentais, contas em paraísos fiscais, etc.

A Procuradora fala que a Lava-Jato atingiu outros partidos mas na realidade ela protegeu outros partidos... mas mesmo assim eles apareceram nas investigações... mas obviamente nenhum aprofundamento será feito. 

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Lucio Vieira

O triste é que se passam anos para (de)formar estas mentalidades

E esta má mentalidade, desumana e nociva já está solidificada em boa parte dos mediocres (de)formadores de opinião a devastar as menstes de outros pelas mídias sociais. A democratização dos meios está nos tornando meio demônios, pobres diabos. Diabo significa, aquele que divide. Quanto mais divididos ficamos, mais fracos. Quanto mais fracos, mais atitudes divisoras teremos. Se não levarmos isto em conta, cada vez mais inimigos seremos, teremos e temeremos. 

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"Montou uma equação simples:

"Montou uma equação simples: as nações desenvolvidas são menos corruptas do que as nações não desenvolvidas. Logo, se acabar com a corrupção, a nação se desenvolverá."

Bom... uma autoridade como a Dallagnola (by Fernando Brito) de São Paulo é a elite da elite do Ministério Público. Acompanhando-a em seu raciocinio lógico cheguei a seguinte conclusão: como a maioria das mulheres  que participaram das marchas do impeachment usavam esse tipo de cabelo tingido e chapado e vendo o resultado do golpe que apoiaram, todas as mulheres com esse visual são burras, desinformadas e manipuláveis.

Ué, se Sua Excelência pode generalizar porque eu não posso?

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Vera Lucia Venturini

O pensamento desta

O pensamento desta procuradora é o mesmo da classe média e média-alta: basta ao país ser honesto que alcançaremos o desenvolvimento. Falta um choque de pragmatismo, que só vai existir quando deixarmos de pensar em soluções fáceis e entendermos que país rico não é, necessariamente, país honrado.

Perfeito texto, Nassif! Manda mais!

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SAMUEL DA COSTA SOUSA

Partindo do ponto supra

Partindo do ponto supra citado pela procuradora  " nações desenvolvidas são menos corruptas do que as nações não desenvolvidas. Logo, se acabar com a corrupção, a nação se desenvolverá."

Será que a procuradora quis dizer que em São Paulo Não Há Corrupção e no Piaui ela campea?

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Marcos K

Olha, se nem a maioria dos

Olha, se nem a maioria dos economistas entende de economia quer que uma advogada entenda? Não é pedir demais não?

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Será que a ignorância é só econômica.

De há muito se sabe que a subjetividade tem muitas vezes uma capacidade única de vencer conhecimentos e realidade. O que me deixa perplexo, é que a procuradora insistiu que a sentença de Moro era técnica.  Supondo que ela não seja ignorante em assuntos legais, afirmar a correção técnica daquela sentença que explicitamente viola algumas das leis básicas da justiça, só pode ser má fé, ou uma convicção subjetiva tão forte que é capaz de negar a realidade. Sua tentativa de mais uma vez defender as leis da impunidade do Ministério Publico, me soaram frágeis e de pouco convicção, mas de muita militância, uma busca por mais poder. 

Quanto à ignorância econômica, ainda não me é claro, pois no momento estamos no país numa espécie de briga para o reestabelecimento de domínios de poder.   E quando o poder está em jogo, não importam os meios. O MP quer mais poder, o judiciário quer mais poder, os deputados e senadores querem mais poder, todo e qualquer setor da economia quer leis que dêem mais poder para os patrões.  E o mercado este quer mais poder ainda do que tem. Me parece que o que menos interessa são as instituições, ou o país ou a economia. Como vemos a cegueira da justiça  não enxerga a balança e nem o balanço.

A ignorância ilustrada estava presente também com Zeina Latif, que embora repita seu mantra, "é a economia estúpida",  foi a mesma que tempos atrás defendeu que para a economia é bom um certo nível de desemprego. È a mesma que brandiu as armas, em suporte ao  golpe, e em torno da célebre  PEC do estado mínimo. Quanto ao peso da máquina publica, estamos diante de um fato curioso, pois a Petrobrás, não é exatamente uma máquina pública. E o enriquecimento ilícito de seus diretores, não fizeram sequer um arranhão na Petrobrás. De fato a variação do preço do Barril de 100 para 30 dolares, isto sim, fez o estrago em todas as petrolíferas do mundo. E a Petrobrás diante de tudo isto só vai mal agora, porque tem Parente em sua presidência, fazendo como Reichstuhl, tudo para sucateá-la e  entregá-la aos gringos.  Não é a maquina publica a fonte da corrupção, isto é um mito, mas sim os que se apossam da máquina publica que são sim corrompidos por uma classe empresarial  que admira o mercado financeiro, pois estes   conseguiram colocar como legal o roubo a mão armada e a luz de dia chamado juros do cartão de crédito.   

Vivem falando em seriedade economica, mesmo que todos os canônes, tenham levado à crise de 2008, ( e lá nenhum rei da da especulação foi preso) ou que o sofrimento dos países mais pobres da Europa continua, ou que Macri na Argentina só levou  a mais empobrecimento. Como fica esta ignorância se até o mais inculto dos brasileiros, ( e  principalmente ele ) sabe que toda esta política economica de destruição do estado, destruiu a economia e dilapidou as nossas riquezas, e não trouxe nada além  de uma camarilha que continua se locupletando, que continua enchendo as burras, e que querem incrustrar na Constituição leis que permitam que a rapina continue. Nada desta política economica trouxe algum alento, e agora vão querer recriar uma realidade, afirmando que estamos no camimhao certo. E fizeram isto   apenas utilizando figuras como Moro e Dallagnol, mas sob a batuta invisível de Serra e PSDB. E agora mesmo depois de tanta destruição, continuam falando em responsabilidade fiscal.  E quem diria, agora até eles defendem aumento de impostos.

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Luciano Lira

Uma procuradora com esse

Uma procuradora com esse discurso sem convencimento de que Moro é sereno, condenou com provas etc é a mesma coisa de querer acreditar que o sargento Garcia consegue prender o Zorro!

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Romilda

" ralé intelectual que quer apenas sangue e cadeia"?

Não, infelizmente não é só isso, essa dita "ralé" quer mais salário tb. Aliás uma das pautas da nova procuradora geral para a eleição ia justamente nessa direção. Afinal de contas, os procuradores brasileiros tem um "mísero" salário diante de seu brilhantismo, não é msm?

Parece que quanto mais "pirotecnica" mais se justificam os seus altos cachês, ops, salários. Como se fossem participantes de um "casa dos artistas" qualquer, tentando cada um a sua "maneira" - cada qual mais igual a cada um -  se sobresair, puxando o holofote para si, "brilhando" com sua pseudo espertise.

Pq outras áreas não podem funcionar como a da Procuradoria? Não podem oferecer mundos e fundos aos seus pares, sem levar em consideração o orçamento público, levando em consta apenas o seu "quinhão"?

Façamos um exercícios nessa direção.

Um Ministro da Educação, p.e., por que não pode tb ser eleito pelos seus pares - professores - e tb ter em sua pauta de eleição aumento de salário e benefícios para a classe, independente da política e orçamento do Estado? Por que a política de educação não pode ser feita pela classe trabalhadora que a faz valer?

Enfim, precisamos discurtir a estrutura do Estado.

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José Ricardo Romero

Bela, falante, vistosa,

Bela, falante, vistosa, ignorante em matéria de direito e... loira. Os fantasmas precisam de lençois para aparecerem.

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Existe dados estatísticos

Existe dados estatísticos confiáveis sobre corrupção no mundo que possam ser usados para tirar essas conclusões? Não.
Existe um conceito universal do que é lícito ou não que seja aplicável em todos os países do mundo? Não.
Os EUA, país tido como modelo pelos caçadores de corrupção do mundo, é uma sociedade extremamente pragmática no que concerne os negócios. Se está dando lucro, a distribuição de "comissões" passa a ser uma questão secundária. o fundamental é que funcione como negocio. Lá a comissão do Senado que cuida dos contratos da área militar, uma montanha de dinheiro, reclama que os projetos sempre estouram os valores inicialmente apresentados. Como exemplo a construção do ultimo super porta avioes que custou muito mais do que pedido originalmente. Isso nos lembra muito bem da truque conhecido por aqui do aditamento à licitação.

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Gustavo

Coluna 99% perfeita. A única

Coluna 99% perfeita. A única discordância está na expressão "síndrome de Robocop". Robocop não merece a comparação; é um dos primeiros filmes a tratar em tom satírico um mundo ultraprivatizado, neoliberal até o osso. E seu diretor viraria maior persona non grata de Hollywood por isso. Melhor é dizer "Síndrome de Stallone Cobra". Abs

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matuto

Nossa corrupção.

Nossa corrupção está sendo combatida ferozmente porque estava concorrendo diretamento com a corrupção dos países desenvolvidos. E estávamos conseguindo um expertise difícil de segurar. Tudo acabou com a ajuda desses idiotas.

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Ivan de Union

O prourador brasileiro nao eh

O prourador brasileiro nao eh meramente "desinformado".  Eh JECA.  Olhem de novo aquele video com ela e confiram.

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