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Há 40 anos na UTI do Hospital das Clínicas

Por wilson yoshio.b...

Do iG

Eles estão há 40 anos na UTI

Paulo Machado e Eliana Zagui são os pacientes mais antigos do maior hospital do País. “Eu ainda quero sair daqui", diz ela

Fernanda Aranda

 
Foto: Edu Cesar/Fotoarena

Eliana Zagui tem 37 anos e está internada desde o primeiro ano de vida por causa da paralisia infantil

Ela sorri e diz que o filme mais bonito que já viu na vida foi Dirty Dancing, aquele com o Patrick Swayze, que no Brasil foi chamado de Ritmo Quente.

Quando o longa estreou, em 1987, Eliana Zagui, hoje com 37 de idade, tinha 13 anos e já estava internada em um leito de UTI há 12 anos. Ela devorou cada minuto da sessão de “cinema hospitalar”. De lá para cá, ainda hospitalizada, Eliana já reviu 18 vezes o mesmo filme.

Bem ao seu lado, está internado Paulo Henrique Machado, cinéfilo desde menino, que tem uma queda por animação e já recebeu visitas ilustres em seu leito, como a de Carlos Saldanha, produtor brasileiro que participou de a Era do Gelo.

“Eu ainda vou fazer meu próprio filme, em 3D, com bonecos de massinha, todos deficientes físicos”, conta ele com 43 anos, 42 passados dentro do Hospital das Clínicas de São Paulo.

 
Foto: Edu Cesar/Fotoarena

Paulo Henrique Machado, 43 anos, internado há 42 anos, foi o primeiro paciente da UTI do Hospital das Clínicas

Eliana e Paulo são os pacientes mais antigos do maior complexo hospitalar da América Latina. Estão hospitalizados há quatro décadas, representando as últimas vítimas do surto de paralisia infantil que ocorreu no Brasil no início da década de 70.

São testemunhas vivas de um momento muito difícil da saúde do País e assistiram não apenas à erradicação desta doença em território nacional (graças à vacinação em massa), como o surgimento das primeiras unidades de terapia intensiva (UTI) para pacientes graves que, assim como eles, não podiam voltar para casa.

O vírus da poliomelite tirou os movimentos das pernas de Paulo e também comprometeu a sua capacidade de respirar sozinho. Eliana só consegue movimentar os olhos e a boca e, da mesma forma, para que o ar chegue aos pulmões, precisa da ajuda de um aparelho (pesado e caro).

 
Foto: Edu Cesar/Fotoarena

Eles passaram a infância, a adolescência e a vida adulta nos leitos. E fizeram dos quartos de UTI suas casas

Ele tinha 1 ano e três meses quando foi internado e ela quase dois anos. Foram encaminhados para o Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do HC, em um prédio que só cuidava de crianças acometidas pela pólio. Alguns pacientes tiveram alta, outros não sobreviveram. Pouco a pouco, acidentados de carro, vítimas de queda de motocicletas e de violência começaram a dividir espaço naquele edifício feito originalmente para a paralisia infantil.

Éramos 7

Ainda que com pacientes mais variados, uma ala especial do “prédio da pólio” foi reservada para as sete crianças com poliomelite que ainda não tinham liberação médica para voltar para suas residências. Neste mesmo período, a especialidade médica chamada “intensivista” já havia nascido e aquele grupo de pequenos pacientes passou a receber cuidados permanentes de diversas especialidades médicas em um só local.

O tempo foi passando e a cada ano, uma das camas ficava vazia, pontuando a gravidade da pólio e a necessidade de aperfeiçoar os cuidados da UTI. “Éramos sete. Ficaram apenas eu e o Paulo. O que mais sinto saudade é da época das festas juninas, quando todos nós vestíamos roupas de caipira, fazíamos tranças e só dávamos risadas com as bandeirolas e cantigas típicas que montavam para gente.”

Descobertas

Na posição horizontal, Eliana e Paulo Henrique descobriram um mundo cheio de possibilidades. Ele lembra de ver pela televisão, em branco e preto, a chegada do homem na lua. Eliana precisou usar óculos por causa da miopia e deixou os cabelos encaracolados crescerem até a altura dos ombros.

Quase no mesmo compasso dos avanços médicos, a tecnologia voltada para a comunicação também foi melhorando a vida deles. Os respiradores mais leves permitiam deslocamento para outras áreas do hospital. O walkman trouxe a possibilidade de escutar as próprias músicas sem precisar “incomodar” mais ninguém. Os monitores cardíacos ficaram mais precisos e possibilitavam prolongar os banhos de sol. O computador e a internet trouxeram para perto dos dois os cursos on-line. Eliana, com a boca, aprendeu a pintar quadros lindos. Paulo Henrique descobriu tudo sobre programas de edição e design, o primeiro passo para os trabalhos que desenvolve hoje.

Os dois terminaram o Ensino Médio e o ano passado prestaram o Enem. O sonho de Eliana é fazer faculdade de psicologia, vontade que ficou ainda mais aflorada no início do ano passado. “Graças a um respirador novo, eu consegui pela primeira vez dormir fora do HC. Fui à formatura de uma grande amiga, que tornou-se psicóloga. Acompanhar a colação de grau, ver aquela festa e ainda dormir em outro ambiente foi simplesmente demais”, conta.

Já Paulo Henrique quer fazer mesmo é curso superior de cinema. E alimentou este sonho nas cinco vezes em que ficou fora do Instituto por três horas e deu uma passadinha rápida no Shopping Santa Cruz para uma sessão.

“Dormir fora eu não tenho vontade, acho que tenho receio. Quando a gente vai para o mundo, percebe que as coisas são maiores do que estamos acostumados a ver. Não sei se estou pronto para encarar isso”, diz ele.

"Não sou robô"

 
Foto: Edu Cesar/Fotoarena

 

Vida real: Por trás das máquinas existem seres humanos. Perto dos fios, estão as flores

Eliana, ao contrário, é uma entusiasta da tecnologia e com uma ansiedade por vezes travestida de mau-humor, espera que a chegada de novos aparelhos médicos a possibilitem deixar o hospital. Ela prepara o “ponto final” de seu livro que, em uma referência à aparelhagem que contribuiu para que chegasse aos 37 anos de vida, vai chamar de “Pulmão de Aço”, uma referência ao respirador artificial que a acompanha desde menina.

Ao longo do tempo em que esteve que na posição de paciente Eliana viu o amadurecimento da UTI brasileira e entendeu perfeitamente que a medicina hi-tech foi um dos avanços mais importantes da saúde do País.

“Mas o contato humano e a relação pessoal ainda precisam ser mais trabalhados nestes espaços", diz. As pessoas esquecem que por trás das máquinas existem seres humanos.

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Daniel Miguel

saber mais sobre o pulmao de aço

como faço para comprar o livro da Eliana a partir de Angola

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Eles sim já são realmente os vencedores na vida. Muitos buscam uma realização pessoal outros independencia financeira e alguns o poder em seus respectivos negocios, mais eles lutaram e lutam pela s suas vidas, que DEUS Nosso Senhor JESUS CRISTO os Abençoe e proteja, AMÉM.

 

Li o livro da Eliana e vi como somos pequenos e egoístas. Gostaria de conhecer ela e o Paulo já que vouao Rio agora em janeiro. Como posso visitá-los?

 

preciso encontrar minha irma que foi abandonada em um desses hospitais que cuida de criança com paralisia a a mais de trinta anos .pesso a pessoa que ler essa mensagem me ajuda ela chama Silvanete Marcos do santos sou seu irmao nivaldo  a nossa mae e Sebastiana Fransisca dos santos 01839077448

 

Ola| Meu nome é Edson sou deficiente fizico,sou uma pessoa muito feliz,e apezar de  ter passado por muito dificuldade neste 12 anos de deficiencia,tenho que agradecer muito adeus,pq vejo que nada esta perdido,e que viver vale muito apena,e depois de ver estas duas pessoas maravilhozas como Eliane e o Paulo,que apezar de tudo estam felizes e muito sorridente.


Eliane E Paulo eu sou  fã de vcs dois e gostaria muito de um dia pode ir ai no hospital para conhece_los pessualmente.um beijão para vcs é fique na paz de deus.....

 

OI Eliana e Paulo sou um grande fã de vcs,é maravilhoso ver no rosto de cada um de vcs este sorrizo esta vontade de viver vcs dois é Exemplo para
muita gente, que o senhor Jesus cristo continue dando a cada um esta garra
fiquem na paz do senhor.

 

Que lição de vida!!! Eles tem problemas, mas não são o problema. Acreditam que a "espera não vai matar a esperança". Que Deus continue os abençoando.

 

 

 40 anos na UTI, presos a uma máquina pra sobreviver? Tá na hora da sociedade evoluir e começar a discutir a eutanásia! Abraço

 

Não hã discussão otario! 

Voce sim deveria ir pra cadeira eletrica, por desejar a morte das pessoas aff

São 2 pessoas que ficaram na historia, força de vontade e fe

Voce troxa sabe o que é fé? Acreditar naquilo que ainda não aconteceu

Sinto por voce, não tem Deus

 

Estou profundamente tocado com essa realidade!

 

Muitas vezes nós não percebemos o quanto a vida pode nos ensinar.

A rotina, a correria do dia-a-dia e a falta de amor gerado pelo contato

frio das pessoas, nos fazem ficar apaticos diante da grandiosidade

e do cuidado de Deus com as nossas vidas. Ele só entrega aquilo que

conseguimos suportar.

Temos muitos exemplos de superação em todo o mundo, coisas que

fogem da normalidade. Pessoas que perderam tudo, ficaram entre a vida e

a morte, pessoas que sairam das ruas e hoje são bem sucedidas, exemplos

que nos fazem acreditar em Deus, mas não conseguem mexer com os nossos

sentimentos. Eu conheço o Deus que tudo pode. Ele mexe com os meus

sentimentos, Ele transforma meu carater, Ele pode gerar vida onde há

morte. Deus tem duas vidas dentro desse Hospital que são um grande

exemplo de fé, coragem, motivação, amor e sonho. Sem amor e sem sonhar

nós não vivemos. Deus gera amor e nos dá sonhos para que vivamos

a sua vontade.

Que Deus continue abençoando a vida do Paulo e da Eliana!

Mais amor para a vida deles e sonhos para serem realizados!     

 

 

Há quatro anos eu fiquei parcialmente surdo. Passei a depender de próteses auditivas pra poder escutar e me privei de alguns prazeres simples (como dar um bom mergulho). Alguns amigos perguntam se não sou chateado com isso. Achar bom eu certamente não achei, mas não é algo que me incomode e ainda faço várias piadas sobre isso, constantemente. Essas pessoas adorariam estar surdinhas da silva como eu. TEnho certeza!

 

Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Li ontem enquanto postava no clipping e nem consegui dormir direito. Eu, que reclamo de tudo, rsrs, tenho muito a aprender com essas pessoas.

 

 

Se essas pessoas com as deficiências que possuem ainda vivem foi graças ao governo de SP que proporcionou assistência médica de qualidade.

O que não existe no resto do Brasil.

Resto, porque é resto mesmo.

Quem tem um pouco de amor e respeito a vida, procura tratamento em SP.

Porque o governo de SP, com pessoas sérias e competentes realizam um  trabalho reconhecido mundialmente.

Tanto que todos os políticos procuram socorro aqui.

Por que não vão à Cuba?

Cospem no prato que comem.

Tem coisa mais odiosa?

É a fábula do escorpião e do sapo.

Ainda vão destruir SP.

Depois do Brasil, se é q me faço entender.

 

 

 

Será que algum hospital desses pilantrópicos, ou alguma OS tucana seria capaz de feito semelhante?

 

A matéria também tem outras histórias muito interessantes

Um dia de beleza na terapia intensiva
As visitas de manicure e cabeleireira deram à paciente o bem-estar que ela tanto precisava para melhorar
Fernanda Aranda, iG São Paulo | 14/09/2011 11:04

Um acidente de carro fez a moça de pouco mais de 20 anos passar por mais de 17 cirurgias. “Ela havia quebrado quase todos os ossos do corpo, da cabeça aos pés”, lembra o médico Marcos Knibel, ex-presidente da Assãociação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB). Foi a história mais marcante de sua experiência de 30 anos como médico de UTI.

“Um dia fui fazer a visita médica e ela estava muito mal-humorada. Ainda estava respirando com ajuda de aparelhos, mas com um esforço sobrenatural pediu para falar comigo”, lembra Knibel.

“Disse que estava sentindo-se feia, desarrumada e perguntou se não era possível uma manicure ou uma cabeleireira passar por lá.”

Foi um pedido inédito para o médico. Em conversas com as assistentes sociais do hospital, eles decidiram criar um programa de "dia de beleza" na terapia intensiva.

“Enfim, depois de um tempo, a moça saiu da UTI foi para o quarto. Ficou em um leito ao lado de uma senhora que, diariamente, recebia a visita de um dos netos”, conta o especialista. O cuidado com a beleza acontecia simultaneamente aos cuidados clínicos, trazendo mais bem-estar para quem precisa ficar preso a uma cama hospitalar.

“Papo vai, papo vem, percebemos que aquele neto passou a frequentar o hospital não só por causa da avó, mas também pela jovem”, diz Knibel.

O resultado? A moça teve alta hospitalar já com namorado novo. Dois anos depois, casou com aquele dedicado visitante. Em seu agradecimento aos médicos que deram tanta atenção a ela, disse que o dia “mais feliz da vida havia sido aquele que ela pintou as unhas e arrumou os cabelos.”

“Isso resume o que é a UTI. É claro que foi a tecnologia e o cuidado intensivo que salvaram a vida daquela moça. Mas o que fica para o doente, o que importa mesmo, é a forma como ele é tratado. Como um ser humano”, define o especialista que atua no Rio de Janeiro.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/um-dia-de-beleza-na-terapia-intensiva/...

 

Final de campeonato intensivo
Foi um fanático por futebol que mostrou ao médico a importância da televisão no quarto
Fernanda Aranda, iG São Paulo | 14/09/2011 11:39

O médico Elias Knobel estava fascinado. Era metade dos anos 90 e os novos aparelhos de última geração que chegavam aos leitos de UTI do Hospital Albert Einstein, unidade que ele ajudou a montar, pareciam fazer mágica com os doentes.

Mas um paciente internado em uma dessas camas sentia uma falta vital de um aparelho eletroeltrônico que já havia sido criado há 50 anos, mas que ainda não existia dentro da unidade de cuidados intensivos.

“O Einstein fica perto do estádio do Morumbi e, não raro, a gente escutava os sons das torcidas que ecoavam de lá. Era um dia em que estávamos com muitos pacientes e até tínhamos esquecido que havia um jogo ocorrendo por lá.”

Em meio a tanto trabalho, Knobel percebeu que um dos pacientes internados – que até então estava bem – começou a apresentar aceleração dos batimentos cardíacos. A respiração também estava difícil e nada indicava o motivo de tantas alterações. Medicado, limpo, bem cuidado. Tudo parecia certo.

“Ele estava respirando por aparelhos, não podia falar, mas estava estável, evoluindo bem. Sua mulher, que não saía de perto de leito desde que ele tinha tido um acidente vascular cerebral (AVC), também não conseguia entender aquele comportamento”, lembra o médico.

“Naquela época, as mãos dos pacientes ainda ficavam presas ao leito, para evitar que eles se machucassem com os fios. Mas percebemos que a angústia do paciente sinalizava que ele queria falar algo. Então desamarramos uma das mãos dele e entregamos um papel e uma caneta para que ele pudesse se escrever e comunicar o que estava acontecendo.”

Na folha de caderno e com a letra trêmula, o homem de 40 anos escreveu: Dr, por favor, hoje é a final da Copa do Brasil, entre Palmeiras e Cruzeiro. O senhor não me arruma uma televisão?”

Naquele dia, o paciente palmeirense fanático assistiu ao jogo (e a uma vitória histórica do Palmeiras). Desde então, os leitos de UTI do Einstein foram equipados com televisão.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/final-de-campeonato-intensivo/n1597203...

 

Ivan Moraes:

Como é que é?

''Nao existe eutanasia nos EUA''

Como tbm não existe aborto.

Acho que vc quis dizer que a Eutanásia não é consentida( mas acontece diariamente)

E dou um exemplo brasileiro:

Quando pessoas chegam em estado pré morte nos SUS do Brasil,os ou "o"( no singular) resolvem ou resolve( singular) qual paciente atender.Geralmente é o mais novo ou o mais ''apadrinhado''. Os outros,evidente, morrem.

Isso não é eutanásia disfarçada? Ou a eutanásia é apenas ligada aos aparelhos?

E mais: No Brasil,poucos se dão ao luxo de ficarem em aparelhos por muito tempo.A eautanásia( falta de recursos,boa vontade,humanidade) é latente.

E nos EUA é pior ainda.( veja a luta de Oabama)

Aliás, em todo o mundo,eutanásia é pra rico.Porque pobre morre no corredor do hospital mesmo(''eutaniasamente'')

 

Nossa, fiquei sem palavras... simplesmente incrível. Muito linda a força dos dois. Muito linda...

 

Meu Deus !!!

Ainda tem gente de reclama da vida, tendo tudo do bom e melhor.

E os seus familiares ? Será que foram abandonados ?

 

Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

Essas duas pessoas merecem todo nosso respeito e amor, jamais abandono. Abandonar essas pessoas é coisa de gente sem alma.

 

São pessoas belas como a Eliana e o Paulo que, as vezes, dão-me esperança no futuro da espécie humana... 

 

Meu Deus, e ainda tem muita gente saudável que reclama da vida.

 

Reportagem comovente, como posso reclamar da vida vendo o depoimento destas 2 pessoas sensacionais.

Simplesmente demais.

 

eliana e edu cesar,

vocês não são meros sobreviventes, vocês são viventes dos mais lindos. suas histórias me convenceram que deve existir no DNA de vocês algum bichinho muito especial que lhes dá força e coragem como jamais vi. vocês ousam sonhar e ousam realizar quando tudo parece conspirar contra vocês. que bela lição. que bela lição!

 

luz

Puxa vida...... puxa.......vida!!! 

 

Força e paz para Paulo e Eliana...

 

Obrigado pela lição de vida....

 

Um forte abraço

 

 

Desde 1955 existe a vacina Sebin contra  o vírus da polioemielite.

Esses dois são um exemplo de vida!

 

EMOCIONANTE, e que DEUS e as pessoas de  vontade e dedicação ajudem estas pessoas de muito valor e ensinamento. Parabéns a todos do HC envolvidos neste gde. trabalho, e sobretudo ao Paulo Machado e a Eliana Zaqui, que são verdadeiros HERÓIS de verdade.

 

Tive a oportunidade de conhecer essa pessoa fantástica que é a Eliana há alguns anos.

Assim como ela, vivi em Guariba, sua cidade natal, no interior do Estado de SP.

Era professor na cidade, e acompanhei um grupo de alunos que a visataram e posteriormente organizaram uma exposição de seus quadros em sua cidade de origem. Conheço a família dela, que sentem muito orgulhosos de terem uma filha artista.

Nassif, deveria divulgar os quadros da Eliana.

A força de vontade dela é impressionante...  

 

Realmente uma história comovente! 

 

Imaginem se fosse nos isteitis! Já teria rolado uma eutanásia fácil!

 

Nao existe eutanasia nos EUA.  O unico caso legalizado foi o do hospital de New Orleans depois de Katrina, porque era todo mundo preto.

 

Bom demais!  Excelente reportagem.  Note se que ja foi muito pior.  Hoje uma pessoa permanentemente hospitalizada pode comunicar com o mundo todinho, e ter amigos importantes em sua vida, pessoas que nunca vai encontrar.

Uma vez eu tive a nitida impressao em retrospecto, muito mais tarde, de haver conversado com alguem que estava permanentemente internado, cujo mundo era tao excessivamente claustrofobico que um dia eu dei um chilique e cai fora do "relacionamento".  Depois tentei entender aquele mundo todo fechado e cheguei aa conclusao errada pois nao era o caso:  ele estava muito doente e morreu poucos meses mais tarde.  Meu "retrospecto" virou um pesadelo, fiquei com um pesar enorme e estou ate hoje, eu nao sabia o que estava acontecendo do lado de la.  Quem sabe?

 

(pegando uma carona no comentário do Ivan)

Ivan e demais colega,

não poderia deixar de comentar a emoção q me tomou ao ler esse post e, de quebra, desejar aquela força e o melhor possível para esses dois sobreviventes, lutadores!

(nossa, como meus problemas são pequenos! e eu achando q eram muito importantes... rsrs)

inté e [ ]'s!

 

Faltam palavras.

Dizer o que para essas duas vítimas da Ditadura?

 

Falar qe são vitimas da ditadura? ea emenda 29 não é nada demais então.

Para quem não precisa do SUS e facil se iludir com o governo do PT.

 

Aliança, está se referindo a pessoa errada. Nunca fui petista. Sou  uma cidadã que se sente vítima da  "ditabranda e todas as  suas "viúvas",  como o senhor, pelo visto!

 

O pior, Márcia,

é que a 'imprensa' da época, se é que assim poderia ser chamada, abafava tudo que pudesse contranger os militares, mesmo que a vida de pessoas fosse comprometida.

De fato, nossa 'imprensa' foi a grande aliada e sustentadora da Ditadura, moral e logisticamente (ALÔ ALÔ FOLHA!!!). Viram tudo e ainda apoiaram em troca de propaganda e concessões de rádio e TV.

Como já dizia o Presidente Emílio Médici: "Nada melhor do que, após passar um dia inteiro cercado de problemas, ligar a TV e ver no Jornal Nacional como nosso País estava em ordem."

Hoje não é muito diferente em SP, onde escondem tudo em troca da compra de jornais, revistas e almanaques idiotas, que de conteúdo possuem apenas propaganda das 'maravilhas' da tucanagem.

Pena que tem anencéfalo que não entende isso.

 

Exato Rodrigo. Eu não tolero  esse pessoal que defende a direita reacionária. Tivemos 3 gerações perdidas por conta da "ditabranda", muita gente sofreu, muita gente morreu, muita gente estagnou, o Brasil ficou  atrasado em mais de 30 anos. E ainda tem gente que vem defender o indefensável.  Defender quem vendeu esse pais e apostou na ignorancia  e na obscuridade!

 

“O professor Albert Sabin”, descobridor da vacina contra a poliomielite, acusou ontem o governo do ex-presidente Garrastazu Médici de ter manipulado dados referentes às condições de saúde no Brasil, no período entre 1969 e 1973, principalmente os relacionados a surtos epidemiológicos."

"Governo Médici acusado de ocultar poliomielite. "

http://sindromepospoliomielite.blogspot.com/2011/01/os-hipocritas-da-dit...

 

 

"O primeiro efeito do golpe militar sobre o Ministério da Saúde foi a redução das verbas destinadas à saúde pública. Aumentadas na primeira metade da década de 60, tais verbas decresceram até o final da ditadura. (...) Apesar da pregação oficial de que a saúde constituía um 'fator de produtividade, de desenvolvimento e de investimento econômico', o Ministério da Saúde privilegiava a saúde como elemento individual e não como fenômeno coletivo. E isso alterou profundamente sua linha de atuação." (Bertolli Filho, 1996)

Evolução histórica das políticas de saúde no Brasil

http://www.farmacia.ufmg.br/cespmed/text1.htm#militar

 

 

https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:mdbZszs8QYkJ:www.epsjv.fiocruz.br/upload/d/cap_6.pdf+&hl=en&pid=bl&srcid=ADGEESidJI2morxnkSntyE8xAxLJS61aA9hquWazi3zTR1krKDY8MpnBdIKYWhqKJw0miZnKYw_ngPRIY6dx5BeExAPDNUMtT-jK2nMi1g3PnppJnyAvXFATt5qZPThnPqaJOs82-rs3&sig=AHIEtbQzSnQqepMAwA4087mQaKubWvLMWg&pli=1

 

É isso, Joselitus, a responsabilidade  é da ditadura. Tive uma  coleguinha no primeiro ano de ginásio que  sofreu bullyng porque tinha uma perna mais fina e menor que a outra. Ela mancava,  mas tinha um rosto lindo... aquilo me marcou demais... Repare ... nos dias de hoje vc não encontra nem crianças nem jovens  vítimas da  poliomielite..., a nossa democracia   erradicou a doença.

Obrigada pelo retorno. Eu sabia que não estava errada.

Um abraço.

 

PS- Vc sabia que Dr. Sebin casou-se com uma brasileira? Conheci um genro dele, médico carioca já falecido, Dr. Júlio, era catedrático em  fonoaudiologia.

 

Nossa!

Que lição de vida! Fiquei emocionado. fico as vezes chateado com uma simples dor nas costas ...

Força para toda esta gente que vive e que CUIDA de pessoas tão especiais...

 

E ainda sorriem? E que sorrisos? Pensar quantos estão com o corpo são mas faltando um riso, que lição estas imagens nos trazem