O xadrez do dia da ressaca e a geopolítica mundial

Quadro de curto prazo.

Neste momento, nos círculos próximos à presidente, incumbidos da avaliação de cenário, o quadro de curto prazo que se vê é o seguinte:

1.    Baixa perspectiva de reverter o impeachment no Senado.

A esta altura, provavelmente o presidente do Senado Renan Calheiros já está em negociações com Michel Temer. É pequena a probabilidade de reverter a votação no Senado.

2.    Baixa perspectiva de reverter no STF (Supremo Tribunal Federal).

Após a demonstração de músculos de Eduardo Cunha na Câmara, é baixa a probabilidade de o Supremo tomar qualquer medida que reverta a decisão do impeachment. Não agirá se não for provocado. E, se provocado, a cautela se sobreporá a qualquer outra visão.

3.    Voz das ruas.

Há uma possibilidade pequena de reversão do impeachment dependendo exclusivamente da voz das ruas. Por vozes da rua se entenda, também, os manifestos e a indignação pelo não cumprimento dos dispositivos constitucionais no processo de impeachment.

4.    Lava Jato

Por outro lado, Lava Jato e a Procuradoria Geral da República já gastaram toda sua munição para inviabilizar o mandato de Dilma. Seu objetivo agora é inviabilizar a candidatura de Lula 2018. Provavelmente não mexerão na caixa de marimbondo do Congresso, ainda mais com Cunha armado com quase 2/3 da Câmara e com o recurso do vazamento diário de factoides já esgarçado pelo excesso de uso.

Hoje vazaram mais documentos da Andrade Gutierrez contra Lula e nada encontraram contra Aécio Neves - que o mundo sabe ser o parceiro preferencial da empresa.

Apesar do pessimismo palaciano, não minimize o problema da falta de legitimidade do processo de impeachment. O processo é tão clamorosamente ilegal, com tanta repercussão internacional, que não se deve eliminar a possibilidade de uma intervenção do STF.

O desempenho de Dilma Rousseff na entrevista coletiva de ontem – com um discurso sereno, firme e histórico – mostrou uma dimensão pública até agora imprevista da presidente, se apresentando como a defensora impávida da democracia. Um grande momento!

Uma saída alternativa seria o PT e Dilma encamparem a ideia das eleições gerais. É uma bandeira que tenderá a conquistar aliados dos dois lados, na mídia e nos grupos do PSDB contrários a José Serra.

Mesmo assim, para passar exigirá a aprovação no Senado e na Câmara. E não consta que Cunha e seus aliados abrirão mão facilmente do poder conquistado.

O cenário mais provável, por enquanto, será a tentativa de Michel Temer-Eduardo Cunha de assumir e tentar consolidar seu poder, em um quadro de amplo descrédito político, com manifestações de rua, ceticismo em relação à sua capacidade de montar um programa econômico minimamente consistente. E, na outra ponta, o crescimento da bandeira das diretas já.

A tentativa Temer

O peixe vendido para Michel Temer, visando estimulá-lo em sua aventura golpista, foi de que sua mera posse daria um choque de credibilidade na economia, com os seguintes desdobramentos:

·      Com a posse, imediatamente haverá uma valorização dos ativos (ações e outros ativos internos) e uma depreciação do dólar.

·      Haveria um rápido trabalho de tentar convencer os investidores externos a voltar a investir. O choque de credibilidade consistiria em neutralizar o sistema de partilha da Lei do Petróleo e abrir espaço para um amplo programa de privatização e de flexibilização dos direitos sociais.

·      Por sua vez, essa guinada liberal levaria os grandes grupos a conseguir a adesão da mídia até 2018 quando, então, Temer se candidataria à reeleição.

Faltou combinar com os russos.

O próprio comportamento do mercado no chamado D+1 é uma comprovação da fragilidade da solução Temer. Nem o dólar caiu, nem a Bolsa subiu.

A primeira dificuldade é a própria falta de legitimidade de Temer, uma unanimidade negativa maior do que Dilma, fato que certamente pesará na hora de definir as prioridades das políticas públicas e tentar aprovar as pautas impopulares no Congresso.

Para contornar a falta de legitimidade, terá que proceder a uma ampla distribuição de cargos, benesses e medidas provisórias em um quadro de crise econômica e de exacerbação moralista contra o presidencialismo de coalizão.

Será curioso analisar a maneira como os brilhantes deputados, que votam em nome da sua cidade, dos seus pais, filhos, netos e avós, de Deus e dos contadores endossarão medidas impopulares. Aprovar medidas impopulares de Temer e Cunha ensejará tanto patrulhamento quanto votar contra o impeachment. Principalmente quando cair a ficha que a substituição de governo não mudou a realidade econômica.

Aliás, para quem defende o voto distrital, pode conferir – no BBB da votação da Câmara – o registro mais puro de um congresso dividido em deputados com visão estreita de seus respectivos distritos.

Se optar por demagogia – como reduzir drasticamente o número de ministérios – emperrará ainda mais a máquina pública.

Mesmo com as ferramentas da Presidência, terá enorme dificuldade em administrar as alianças.

Tome-se o caso de Aloysio Nunes – que viajou correndo para os Estados Unidos para se encontrar com lobistas e grupos internacionais. Um dos cacifes perante Temer será a capacidade de convencer o capital internacional. Esse convencimento é fundamental para que o golpe seja aceito internacionalmente e para que se crie um ambiente favorável aos novos investimentos.

A ida de Aloysio é uma maneira de seu mentor, José Serra, ganhar cacife nas negociações com Temer, visando ocupar um papel central no seu Ministério. Dependendo do espaço aberto a Serra, Temer colocará em risco a aliança com o PSDB.

Ora, para investimentos de longo prazo, o capital exige segurança jurídica. Como poderá oferecer segurança jurídica um governo que assumiu o poder dentro de um golpe, impopular, com uma base de apoio fragmentada e sequiosa e acossado pela Justiça?

Outro nó será com a mídia. Ela entra no governo Temer como uma das coparticipes do golpe. Qual será seu comportamento? No imaginário do Olimpo da comunicação de massa – que tem peso na formação de opinião do cidadão médio – há um enorme contingente de celebridades e semideuses que se colocou contra o golpe.

A aposta no impeachment foi enorme risco de imagem para os grupos de mídia. A condescendência com Temer poderá ser o tiro fatal contra sua credibilidade. Por outro lado, como abrir mão dos acenos das verbas publicitárias?

Um preâmbulo sobre a geopolítica mundial

Em casos recentes de disputa política em vários países, nota-se a repetição de um mesmo padrão de operações jurídico-policiais:

1.    Contra os acusados, o levantamento de indícios em investigações internacionais, frutos da cooperação internacional entre Ministérios Públicos e judiciário.

2.    O uso exaustivo da mídia para operações nas quais o álibi jurídico serve para promover assassinatos políticos. O espetáculo recorre desde a conduções coercitivas até a prisões temporárias. O MP não logra levantar provas contra os acusados, mas, no decorrer das investigações, provoca-se o maior dano possível à sua imagem.

3.    Ampla seletividade na escolha de alvos, preservando os aliados.

Brasil

A Lava Jato assesta a mira no ex-presidente Lula, move uma perseguição implacável, conduz coercitivamente, ameaça de prisão, vaza depoimentos e grampos. Até agora, não levantou uma prova sólida sequer contra ele, mas a reiteração da campanha derrubou seus índices de popularidade.

Na outra ponta, o adversário Aécio Neves aparece em várias delações e levantam-se provas sólidas de existência de contas em paraísos fiscais. Contra ele, nada acontece.

Portugal

Marcação cerrada sobre o ex-primeiro ministro português José Sócrates. Meses e meses de investigações, com cobertura midiática diária. Invasão de residência, decretação de prisão preventiva por 9 meses (!), busca de ativos que comprovariam a corrupção.

Depois de dois anos de investigação, nem o Ministério Público nem a Autoridade Tributária lograram apresentar publicamente nenhum dos “fortes indícios” que apregoavam dispor para condenar Sócrates. (http://migre.me/tybc5). No momento, o procurador incumbido do caso solicitou mais prazo de investigação. Mas há certo consenso de que o máximo que se conseguirá será a condenação política de Sócrates.

Na outra ponta, no chamado escândalo dos submarinos – de suborno praticado por empresas alemãs com autoridades portuguesas – houve condenação na Alemanha, mas o caso foi abafado em Portugal, apesar de envolver o ex-primeiro-ministro João Manuel Durão Barroso (http://migre.me/tybuA) (http://migre.me/tybvX) (http://migre.me/tybxE).

Do jornalista português Fernando Reis:

ˆO poder judicial persegue politicamente a esquerda, como aconteceu com o Sócrates, sem factos nem provas e poupa a direita como aconteceu no chamado caso dos submarinos, em que houve condenações por corrupção na Alemanha e em Portugal saíram impunes o ex-ministro da Defesa Paulo Portas e o ex-primeiro Ministro Durão Barroso. E mesmo que não venha a haver acusação, o julgamento de Sócrates já foi feito na praça pública, através de sistemáticas e cirúrgicas fugas de informação do ministério público para a comunicação social, principalmente para o jornal Correio da Manhã, que aqui faz o papel da Globoˆ.
 

Argentina

Em relação a Cristina Kirchner, o Ministério Público argentino baseou-se em informações sobre contas offshore para acusa-la de lavagem de dinheiro e de manipulação com dólares. Mesmo jogo feérico, de intimação para depoimentos ao juiz e a mobilização da população para apoia-la (http://migre.me/tybGw).

No centro do processo, obviamente a disputa política entre ela e o novo presidente argentino Maurício Macri – cujo nome apareceu em contas do Panama Papers.

As declarações de Cristina sobre a diferença de tratamento com Macri, cabem como uma luva na diferença de tratamento do MPF, entre Lula e Aécio:

“Imaginem o que aconteceria se houvessem encontrado contasoffshore em meu nome, no nome de minhas irmãs, minha mãe, meu pai? Isso demonstra claramente que os argumentos [contra ela] têm um só objetivo: acabar com os direitos adquiridos durante os 12 anos de meu Governo”. “Vamos pular, quem não pula tem conta no Panamá”, as pessoas cantavam.

Momento de meditação

À vista da enorme complexidade do momento, os desdobramentos geopolíticos, as implicações internas, os movimentos de massa, exigindo análises complexas e sofisticadas, é interessante conferir a ideologia da Lava Jato.

Em um dos momentos épicos da Lava Jato, o procurador evangelizador Deltan Dallagnol visitou o movimento Cristãos contra a Corrupção e teve uma visão:

“Neemias quando viu a cidade sem muros identificou o problema. A primeira reação de Neemias foi ter compaixão, Neemias chorou. Em seguida, Neemias jejuou e orou. A igreja já fez isso? Então, o que Neemias fez em seguida? Neemias agiu. Neemias vai ao rei e assume uma posição sacrificial, correndo risco de vida e diz ao rei que quer reconstruir os muros de sua cidade. Se nós queremos mudar o sistema, nós precisamos continuar orando, assumir uma posição clara, propor e apoiar medidas e projetos que contribuam nesse sentido” (http://migre.me/tydnV).

E os pastores presentes à capela do Seminário ficaram de pé para orar por Deltan e pelo fim da corrupção no Brasil.

Qual a diferença entre o procurador e os deputados que invocaram o nome de Deus na votação do impeachment? Apenas o fato de que Deltan tem um mestrado em Harvard. E a comprovação de que nem as luzes de Harvard são capazes de penetrar na ignorância crassa, tumular, plantada em algum momento da história brasileira pela Inquisição e pela superstição religiosa, e que atravessa séculos de camadas arqueológicas para se consolidar nas profundezas do imaginário nacional.

Quando, no final do jogo, o principal acusado torna-se o todo-poderoso do país, ameaçando tirar do cargo uma presidente honesta, nem Deus para conseguir explicar para o pastor as consequências de seus atos.

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199 comentários

Comentários

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Romulus, mas esse é o papel

Romulus, mas esse é o papel do deputado, representar e fazer escolhas pelas pessoas que o elegeram, e algumas vezes ele vai ter que decidir entre o bem pelo país e o bem particular (regional) quando conflitantes, e isso existe em qualquer sistema de representação. Pior é o que temos hoje, com deputados caricatos (palhaço, jogador, modelo, apresentador), várias regiões sem representatividade, e bancadas corporativas (evangélicos, ruralistas, sindicalistas), estes sim sempre optando pelo bem particular (corporativo) ao bem pelo país.

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E como se resolve a perda de

E como se resolve a perda de representatividade das minorias?

Se todas as eleiçoes se tornam majoritarias, adeus: negros, mulheres, gays, indios, praticantes de religiao nao-crista...

O sistema ideal seria voto em lista, com previas no partido para definir a ordem. Mas com mecanismos de correçao. p.e.: 1 homem, 1 mulher, x% negros na lista... bla bla bla

O problema eh que no Brasil os partidos sao cartorios onde mandam as oligarquias locais. Listas seriam a sua perpetuaçao (ainda maior).

Seria tb dificil evitar distor$$$oes nas previas dentro do partido.

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A se pensar...

Mas o fortalecimento da representativa dessas minorias (ou melhor, dizer minoria é indevido, que é só devido à sub-representação delas) só acontecerá através de um esforço "recíproco", e de "baixo pra cima", Romulus. Ele tem que se iniciar na sociedade civil (ONGs, movimentos, frentes), e então desembocar no interior partidário, e então entrar nas pautas parlamentar e de governo, pra não sair mais. Os LGBTTT..., os negros, as mulheres, os indígenas, os não-cristãos são também eleitores, né?

E é desde a sociedade civil que se incrementa a (re)politização dessas demandas tradicionalmente relegadas e massacradas, a  ponto de até partidos conservadores se sentirem obrigados a, pelo menos, não mais as rechaçarem.

Lembrei do prefeito de Toronto (não aquele crackeiro, o Rob Ford...rs.), o John Tory, de uma máteria à época do Pan-2015, sobre o perfil dele e de seu partido: o partido do cara é meio esquizofrênico, é progressista-conservador, conservador (liberal) no econômico e progressista (hum, liberal) em questões de "justiça social, em respeito de direitos humanos, gays, e direitos religiosos". Louco, né? Mas essa pode ser uma tendência.

E como ela entraria no que é discutido aqui? Lista partidária? Como você mesmo apontou ("partidos são cartórios onde mandam as oligarquias locais"), não, os partidos ainda estão longe de estarem suficientemente "permeados" de sociedade civil.

Então acho que um certo mecanismo de correção pode sim surgir de um sistema misto, majoritárias no distrito e majoritárias além do distrito (desde que, é claro, o financiamento de prévias e de campanhas e a divisão geográfica não sejam abusivas).

Que o que não pode é manter-se a distorção abusiva desse sistema de quocientes eleitoral e partidário e de coligação de infidelidades programáticas, que mesmo favorecendo, por exemplo, a eleição em 2010 de um batuta como o Jean Wyllys (via Chico Alencar) desequilibra demais a balança, ao favorecer que mais de um milhão de votos num Tiririca leve à Câmara outros como ele, bem menos votados.

Ou...? Hum... Como alternativa ou entrando no cálculo, manter o voto partidário, mas separado do voto por candidato? É, pode ser. A se pensar.

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Romulus, pra que as minorias

Romulus, pra que as minorias estejam também representadas em um sistema Distrital basta dimensionar os distritos de forma a ter 2, ou até 3 representantes por distrito, assim até o terceiro mais bem votado do distrito pode ser eleito. Se esta minoria não conseguiu unir votos para eleger nem o terceiro, aí é porque é muito pequena pra esse distrito, mas pode ser um pouco maior em outros distritos e conseguir se eleger, compondo o congresso com representantes de diversas linhas de pensamento, não só as majoritárias, e com todas as regiões muito bem representadas. Sobre reserva de vagas para mulheres, negros, etc... Não concordo, não são nem minorias, e nada impede de serem eleitos candidatos que legislem em causa especifica de um gênero ou raça. E acho que criar leis beneficiando um grupo em detrimento de outro só aumenta a segregação. Deviamos cumprir a constituição e sermos todos iguais perante a lei.

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Mas esse contra-argumento...

Mas esse contra-argumento da "colcha de retalhos" eu até entendo, digo, digo mais, é um argumento muito forte. Mas é muito simples: misto, distrital e "proporcional".

Claro que o "populismo" sai vencedor em distritos com, por exemplo, predominância de trabalhadores metalúrgicos ou, no outro extremo, em um que contenha a região da avenida Paulista. Ou seja, populismo de base, à esquerda ou à direita. Mas o debate entre os vários canditados "confinados" no distrito dá ao eleitor dele uma inegável aproximação ao escrutínio (em ambos os sentidos) político-partidário.

Além do mais, um dos remédios à fragmentação desse pensar o país como um todo é manter um tanto não distrital de congressista na baixa câmara e...

E um firme trabalho de diretriz programática no interior dos partidos, de linhas partidárias em permanente contato com demandas sociais autênticas, né? À esquerda isso não é problema (quer dizer, está sendo agora, vide PSB, uma pequena parcela do PDT, já em expurgo, o nosso walking-dead-verde, o PV, a social-democracia de fachada...), mas ao centro e à direita...

Hum... Deixa eu ver lá esse teu recente comentário.

 

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Cicero, Veja meu comentario

Cicero,

Veja meu comentario ai acima sobre as minorias.

Dependendo da razao adotada no distrital misto, as minorias vao ser bem minoritarias mesmo no congresso rs

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Nassif, Nassif, está claro

Nassif, Nassif, está claro que pra esse pessoal que o importante é acabar com o lulopeltismo. O resto se ajeita. O moralismo dessa gente é pura fachada. O rebanho de teleguiados é facilmente tangido pela mídia. Os vermelhos? Ah, basta mandar a polícia baixar o pau e com a imprensa difamando sempre mais e mais.

Já era.

Mas o que pra mim foi a maior decepção mesmo foi a i-nu-ti-li-da-de-com-ple-ta da Universidade e, em particular, das Ciências Socias diante do rebaixamento do debate público. A maioria só acordou aos 48' do segundo tempo e muitos estão bocejando até agora.

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PJ não VOTA!

O Jornalismo acabou e a eleição não tem fim!

Que "bom" saber que mais

Que "bom" saber que mais alguem vai jogar os "canudos" q tem no lixo!

achei q era so eu. 

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Senado, STF e Geopolítica

Nassif,

Tambem gostei bastante do pronunciamento de Dilma. No tom certo e um contraponto muito forte: a dignidade inquestionavel de hoje vs. a hipocrisia e o cinismo do circo de ontem. Nao poderia ficar mais evidente o contraste e o que esta em jogo.

Senado:

infelizmente minha leitura é muito parecida com a que vc apurou junto a suas fontes. Tb acho que a batalha no Senado é pro forma. Renan esta criando dificuldade para Temer/Cunha hoje para vender bem caro a facilidade amanhã. Que ninguem se engane.

STF:

Novamente conincido com a percepçao palaciana. Os julgamentos da semana passada deixaram clara a disposiçao dos 5 swing votes de, na dúvida, lavar as maos. Quem sao? Teori, Fachin, Barroso, Carmen Lucia e Rosa Weber. Os outros votos pendem para um lado ou para outro. Quem decide são os 5.

A unica coisa capaz de tirá-los do conforto do "Reino Encantado de Nárnia", onde a Constituiçao de cristal vige sem nenhuma ranhura, é o opróbio internacional - alguns Ministros tem projeçao internacional a resguardar - e a pressão das ruas, da intelectualidade e da consciência juridica. So isso para se opor ao conservadorismo natural diante da perspectiva de uma luta entre Poderes e a pressao do meio social em que vivem.

Geopolitica:

Compilação MUITO oportuna de 3 operações de "soft" regime change - que causam estranheza pelas semelhanças e pelo timing. Não se iniba por acusação de teoria da conspiração.

Quem falava de IPES, IBAD e 4a frota nos anos 60 tb era paranoico, não é verdade?

Coloco aqui post meu da semana passada em que trato EM DETALHES sobre consideraçoes de natureza estrategica e do interesse nacional.

O ponto de partida do post foi a especulaçao sobre qual seria a visao dos militares - por natureza preocupados com essas dimensoes - a respeito dos desdobramentos recentes da crise política.

O post repercutiu bastante no Twitter e no facebook no dia que postei. Creio que há interesse por esses temas, que nao tem a devida atençao da midia.

Segue:

*****************************************

>>> MILITARES - sorriso de Monalisa <<<

 

___________ROMULUS____________QUA, 13/04/2016 - 20:18________ATUALIZADO EM 14/04/2016 - 03:14

A questão do alinhamento dos militares no dia seguinte a eventual impeachment de Dilma e posse de Temer me intriga bastante. Pouquíssimas pessoas têm analisado essa variável. Registro a coluna de Jânio de Freitas há algumas semanas (link aqui), da qual debochou de forma bastante arrogante a Ombudsman da Folha, sobre o mal explicado episódio da condução coercitiva de Lula e a intervenção da Aeronáutica para frustrar o dia de glória do juiz Sérgio Moro.

Quando falo do alinhamento dos militares, não penso nos soldados rasos - decerto com grande contingente de "bolsonaretes" - mas no alto comando das FFAA.

Estão ressabiados com a Lavajato desde o episodio da prisão do Alm. Otto e da aliança DoJ/EUA + MPF/BR para derrubar o programa nuclear brasileiro - civil e militar. Decerto não lhes escapa o garrote que essa aliança aperta sobre o pescoço da Odebrecht, empresa que constrói o estaleiro dos submarinos com propulsão nuclear, além de grande ativo nacional enquanto empresa de engenharia de excelência.

Com certeza também tomaram nota de como a Presidente Dilma Roussef lutou o quanto pode pela manutenção da Petrobras operadora do Pre-Sal. Até capitular frente à chantagem de Renan Calheiros/Serra. Bem sabem que a lei do pré-sal é o mais caro "bebê" da ex-Ministra de Minas e Energia de Lula e atual Presidente da República. Cortar ao bebé um braço certamente doeu mais no coração da mãe do que nos nossos, também violentados. Mas foi o preço que ela aceitou pagar para não ver o bebê roubado e entregue a pais adotivos estrangeiros. Paciência...

Como autoridades incontornáveis em temas de estratégia e geo-política, não escapa aos Comandantes das FFAA o que significa abrir mão de ser a Petrobras a operadora exclusiva.

*********

Para as pessoas que não são da área abro agora uma pequena digressão no post, explicando mais detidamente essa questão. Extraio comentário meu nas redes sociais no dia 24/2/2016, quando a Presidente Dilma Roussef capitulou diante das forças combinadas de: (1) oligarquias políticas locais tentando comprar passe livre da Lavajato + (2) lobistas das empresas internacionais do petróleo (cujo despudor lhes permitiu mesmo acompanhar - no plenário do Senado! - a votação, para revolta do Sen. Requião) + (3) retaguarda oferecida por interesses estratégicos de seus países de origem.

Segue:

"Desculpem o post longo, mas é o assunto mais importante para o Brasil hoje e amanhã. Talvez desde 1822. Ontem Getúlio Vargas levou o segundo tiro no peito. Dia sinistro. Somente se salvaram os 26 senadores que votaram pela manutenção da Petrobras como operadora. Roberto Requião A FRENTE E TODA A BANCADA DO PT ATRAS - votando contra o governo!

- Nesse vídeo Requião da nome aos bois e fala - da tribuna - da promessa de Serra a Chevron de entregar o pre-sal ainda em 2010. Fala das manobras regimentais de Renan para aprovar o projeto por caminhos obscuros (esse, Renan, parece estar pagando antecipadamente o salva-conduto frente à Lava Jato. É uma nova modalidade: a “votação premiada").

- No vídeo Requião destrói todas as falácias da dupla Serra-Renan. “Urgência”. Oi?! Num momento em que ha excesso de produção de petróleo no mundo e em que as petroleiras internacionais estão no vermelho sem poder investir? Logico que não! Usam os números negativos da conjuntura pra mudar a estrutura e entregar la na frente, quando o petróleo subir e as petroleiras internacionais tiverem de novo bala na agulha para comprar o patrimônio nacional. Ai basta só combinar na véspera com as agencias de rating e fazer o risco pais subir e o real desabar, para comprar bem baratinho. Onde foi que vi esse filme antes? Ah sim... na Privataria tucana. Disso o Serra entende.

PARTE TÉCNICA sobre o que estava em jogo na votação (leiam também para poderem argumentar e saberem do que estão falando... vou mastigar aí embaixo, prometo!):

Qualquer pessoa que conheça minimamente a industria do petróleo sabe o que significa abrir mão de ser operador em um bloco de exploração:

- Aspecto financeiro-fiscal: em um sistema de partilha de produção de petróleo, como o que o Brasil adotou para o pre-sal, os custos dos sub-contratados (quem investiga o solo, quem fura, quem faz a logística...) são repassados proporcionalmente à União, através do desconto do montante de petróleo que a União terá a receber. A operadora é quem faz as contratações. Os subcontratados que existem hoje são todos gigantes transnacionais também (Halliburton, Schlumberger...). Elas podem superfaturar os custos no Brasil em dobradinha com uma operadora estrangeira que não seja a Petrobras e assim sangrar o montante de petróleo que a União tem a receber. Depois dividem esse “lucro” em alguma outra operação fora do pais (elas sempre atuam juntas em toda parte) com subfaturamento, superfaturamento, simulação, troca de ativos, etc.

- Aspecto econômico estratégico: é a operadora quem toca o dia a dia da operação do bloco de petróleo. As outras só vão em reuniões de escritório de tempos em tempos para aprovar pautas apresentadas pela operadora e depois receberem a sua parte no resultado da venda do petróleo. Mal comparando são como meros “acionistas" de uma empresa... não são parte da “diretoria". É quem opera quem lida com os subcontratados e com os clientes, quem desenvolve e assimila o know-how, quem pode integrar as suas diferentes operações e fazer sinergias... ou seja, atuar estrategicamente e construir valor agregado e capacitação que a cacifem para ganhar mais projetos - mesmo em outros países - e crescer, ganhar cada vez mais importância. Quem cresce tecnicamente é a operadora. As outras só ganham o “dinheirinho". 

- Em resumo: a Petrobras é a soberania do Brasil na industria do Petróleo - dentro e fora do pais. Petrobras não ser operadora enfraquece a empresa hoje e amanha. Abre espaço ainda para os estrangeiros superfaturarem a rodo - sem o olho do dono em cima - dilapidando a parte do petróleo que cabe a União pela partilha.

TEMOS QUE DERRUBAR ESSE PROJETO. Sim ou com certeza?"

*********

O comando militar - conservador mas nacionalista - sabe que a agenda econômica é a de desnacionalização dos ativos estratégicos (como o pré-sal), com lesa ao patrimônio da União (com deságio artificial pelo baixo preço do petróleo por articulação EUA-Arábia Saudita), bem como nova hibernação dos programas militares civil e militar (submarinos e enriquecimento de urânio). Se há ademais ameaça de vazamento da tecnologia autóctone de enriquecimento de urânio às mui interessadas potências nucleares estrangeiras eu não sei. Não sei como funcionam as "muralhas chinesas" para compartimentação do acesso a esse conhecimento chave ao longo da cadeia de comando, até chegar ao comandante-em-chefe, o Presidente da República.

Dá-me esperança pensar que o segredo aparentemente sobreviveu ao período FHC.

O "pé atrás" dos militares com o que ocorre na política nacional ficou evidente com a intervenção da Aeronáutica na tentativa de embarque (e prisão?) de Lula, no MUITO mal explicado episódio da "condução coercitiva" em Congonhas. Como disse na abertura do post,  a intervenção da Aeronáutica frustrou o projeto de dia de glória do juiz Sérgio Moro. Aliás, o abatimento do juiz naquele dia era evidente e foi registrado até por veículos da imprensa familiar, seus aliados de ocasião. Terá sido motivado por semblantes franzidos de senhores uniformizados e estrelados? Algum efeito tais semblantes causaram. Tanto assim que o arrogante juiz, em atitude raríssima, veio a público tempos depois declarar que a prisão do Alm. Otto fora "um erro". Acredite quem quiser na sinceridade do rapaz.

Até que ponto o juramento à Constituição e o apego ao interesse nacional e à visão estratégica de uma ESG (cujas discussões já tive o privilégio de presenciar), por exemplo, influenciarão os Comandantes das FFAA no dia seguinte ao impeachment? Com quem - e como - se alinharão?

Comandantes são precavidos. É certo que já avaliaram as opções.

Decerto não gostam particularmente do PT e da esquerda. Certo também é que não engoliram a Comissão da Verdade. Mas gostam menos ainda de alinhamento automático da política externa - e das disciplinas internas que regem a economia também! - a interesses estranhos à nacionalidade.

Essa é a esperança que resta para quem o verdade e amarelo corre nas veias (talvez junto ao vermelho, por que não?). E não se limita a usar a camisa da CBF em passeatas na praia e na Paulista.

 

Atualização:

Após discutir o post com alguns companheiros no Twitter, lembrei-me de fato muito relevante para essa discussão. Segue reprodução dos meus tweets aos companheiros:

"1- Sem esquecer de algo MUITO importante. Acho ate q vou acrescentar ao post. Foi com o $ da Petrobras

2-q a MARINHA teve recursos p/mapear td plataforma continental dentro do periodo permitido pela

3-convençao d Montego Bay. Foi assim que o Brasil ”ganhou soberania” sobre td plataforma continental, alem

4-das 200 milhas nauticas. Isso garantiu td o pre-sal p/BR. Para odio dos EUA, q tavam de olho c/4a frota

5-Amazonia Azul é p/monitorar justamente td a plataforma continental q Marinha+Petrobras nos deram!!"

  

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Concordo

Romulus,

O STF não tem tradição de coragem, mas de acomodamento e covardia . Até 1988, pouco se falava dele até mesmo nos cursos de direito. Era citado em recursos, umas coisas aqui e ali em Dir. Const., etc. Hoje, podes apostar, vai dar mais uma demonstração de nosso fracasso civillizacional.

Seu voto: Nenhum

Ivan, Sobre esse ponto, veja

Ivan,

Sobre esse ponto, veja o comentario que acabei de deixar aqui mesmo neste post. Ta la em cima, no inicio, ja q eh novo.

Coloquei como post no meu blog tb.

Me diz o q vc acha.

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Só para lembrar: a História

Elvys

Só para lembrar: a História do Brasil Republica sempre nos mostrou a interferência dos militares em diversos momentos. Não só em 1964.

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Penso que esta sua hipótese

Ejcs

Seria talvez a única alternativa possível pra não ver o país sangrar de joelhos de novo, e agora definitivamente à morte como nação. Mas acho que somente por Deus (não o deus do Cunha e dos deputados), porque isso seria um milagre. Aprecio uma intervenção militar branca (mas incisiva) contra o golpe (a essa altura tenebroso e escuro), como solução viável e transitória ao país. Temo, porém, que nossos militares possam sofrer de um certo complexo de inferioridade, de estar sempre a reboque, de ser uma força meramente acessória, impotente e subalternos aos interesses estrangeiros, com ilusão geopolítica de interesses comuns. Talvez nem tenham condições materiais (teriam em breve se prosseguissemos nosso caminho), ou pior, seja algo ingênuo e histórico, inerente e congênito, que vem desde a academia sobrevive até no alto comando.   

Seu voto: Nenhum

Gostei!

Helena/S.André SP

Análise perfeita! Eu não estava sabendo desse detalhe: juiz moro admitiu que foi um erro prender o sr. Othon. Quer dizer que juiz moro sentiu que não tem tanto poder assim. E que suas ações terão consequências e que haverá "alguém" coibindo seus excessos. Fico aqui pensando se um dia saberemos o que de fato aconteceu no aeroporto de Congonhas no dia 04 de março, e abortou o ambicioso plano de juiz moro de prender Lula e levá-lo para Curitiba. E espero mesmo que o nacionalismo das FFAAs "segurem" o assanhamento dos entreguistas em relação ao nosso pré-sal. Digo isso porque li sobre a reserva de nióbio em São Gabriel da Cachoeira (AM), estimada em um trilhão de dólares segundo a CPRM, e em 1997 o FHC queria "doar" essa reserva por, inacreditáveis, R$ 600 mil reais. Só que essa ação lesa-pátria de FHC foi impedida por um grupo de militares nacionalistas, dentre eles o Almirante Roberto Gama e Silva. E vc tem razão ao dizer que os comandantes não morrem de amores pelo PT e pela esquerda, mas um ponto possuem em comum: são nacionalistas. 

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Penso que esta sua hipótese

Ejcs

Seria talvez a única alternativa possível pra não ver o país sangrar de joelhos de novo, e agora definitivamente à morte como nação. Mas acho que somente por Deus (não o deus do Cunha e dos deputados), porque isso seria um milagre. Aprecio uma intervenção militar branca (mas incisiva) contra o golpe (a essa altura tenebroso e escuro), como solução viável e transitória ao país. Temo, porém, que nossos militares possam sofrer de um certo complexo de inferioridade, de estar sempre a reboque, de ser uma força meramente acessória, impotente e subalternos aos interesses estrangeiros, com ilusão geopolítica de interesses comuns. Talvez nem tenham condições materiais (teriam em breve se prosseguissemos nosso caminho), ou pior, seja algo ingênuo e histórico, inerente e congênito, que vem desde a academia sobrevive até no alto comando.   

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Gostei muito das suas

Gostei muito das suas análises, que possuem uma lógica muito bem exposta.

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Obrigado, meu caro. Aprecio

Obrigado, meu caro.

Aprecio seus comentarios tb.

E dos seus posts "c'a liengua da ruoça" :)

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twitter: @rommulus_ facebook: Romulus 

Romulus você sugere que caso

Romulus você sugere que caso haja um golpe, os milicos dariam um contra golpe e manteriam a Dilma no cargo até 2018.

Tem mais um detalhe importante sobre esse assunto. A passagem do ministros Celso Amorim e Jaques Wagner pelo ministério de segurança nacional, foi elogiada pelo estado mair das FAs, como sendo, brasileiros, patriotas e nacionalistas.

Acredito que isso deve pesar caso as Fas tomem alguma decisão. 

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Contra-golpe nao....

Nao chego a tanto. Acho que o trauma de 64/85 ainda esta muito vivo e, mesmo que nao estivesse, pq os militares quereriam se envolver com temas de governo num momento em que isso representa apenas onus?

Parece-me claro que Dilma/PT tampouco cogitariam de uma ajuda nessa linha.

Mas para mim tb parece claro que nao lhes agrada a direçao que o pais vem tomando nas maos do consorcio do golpe.

Minha duvida eh se as consideraçoes dos militares - preocupados com questoes estrategicas, geopolitica e o interesse nacional - nao podem influenciar outras cabeças da Republica para que encontrem uma saida que nao Temer/Cunha.

O problema eh que ate agora eles tem sido muito discretos para serem persuasivos.

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twitter: @rommulus_ facebook: Romulus 

"A unica coisa capaz de

"A unica coisa capaz de tirá-los do conforto do "Reino Encantado de Nárnia", onde a Constituiçao de cristal vige sem nenhuma ranhura, é o opróbio internacional [...]"

Ops, é mesmo, Romulus. Esqueci de inserir o fator STF no meu comentário acima. Em algum lugar ele pode ou deve entrar lá...rs.

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pinel total

Ugo

Saída é sempre a legalidade, outros artifícios somente quando de guerras, revoluções, não estamos nesta situação, neste momento é apenas uma justificativa para legalizar a republica bananeira cu-nhista.   

Pois é, as acusações para remover a Dilma são inconsistentes não são previstas na constituição para o seu afastamento, no entanto já que a câmara iniciou o processo vamos continuar obrando!

Estamos ficando loucos? Já estamos loucos? Mamãe socorro!

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"Saída é sempre a legalidade,

"Saída é sempre a legalidade, outros artifícios somente quando de guerras, revoluções, não estamos nesta situação, neste momento é apenas uma justificativa para legalizar a republica bananeira cu-nhista."

Negativo ! A guerra já começou, só não saiu ainda tiro, por enquanto.

A guera está declarada, povo e Pt de um lado e a plutocracia do outro.

Falar em legalidade neste momento, com todo respeito, é inocência.

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Harvard  é um repositório de

Harvard  é um repositório de psicopatas.O Padim Dallagnol,com seu semblante de onanista de seminário e sua pregação  à la   Antônio Conselheiro, da procuradoria,pode enfrentar os  homenzinhos de branco  que irão subjugá-lo  em camisa -de -força.Questão de oportunidade. Aliás, o MPF deveria  instalar uma sucursal no Instituto Pinel, seria o "right job in right place".

Agora, voltando ao método, sem loucuras, que começou experimentalmente em Honduras,foi aperfeiçoado no Paraguai, ganhou escala no Brasil,e tem replicancia  na Argentina e Portugal,é intrigante. Essa matriz não foi concebida nas praças de execução,sua origem  remete a laboratórios que a isso se dedicam full time,com tempo dinheiro e quadros. Logo, as suspeitas recaem  sobre...?

 

 

 

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snaporaz

Maçonaria?

Edna Baker

Maçonaria?

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Eleições ?

Nassif,

Difícil prever eleições em 2018. Reeleição de Temer, muito menos. Nem sabemos se ele chega até lá.

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CADÊ A CORAGEM?

MANREL

Sobre o STF, a frase ficaria adequada se a palavra 'CAUTELA", fosse substituida por ' COVARDIA".

 Não agirá se não for provocado. E, se provocado, a cautela se sobreporá a qualquer outra visão.

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Eu também tropecei na

Claudio Melo

Eu também tropecei na cautela, para mim seria mais o adesismo se sobreporá...

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Em nome da família

Luiz FS

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famiglia

O mouro não vive dizendo que quer acabar com a "corrupissaum" no Brasil?

Não prende o notório e provado corrupto kunha porque este tem foro privilegiado?

As sócias, mulher e filha de kunha, no roubo não tem foro privilegiado.

O obscuro juiz não as prendeu porque? Medo ou cagaço? Seu patrões globais não aprovariam?

Sacanear a mãe do Zé Dirceu você acha conforme. E as sócias?

-Ei mouro, caçador de corrupto que se preze prende a mulher e a filha. Prender capoteiro qualquer um prende, quero ver qual é a sua coragem ali, na zona do agrião!

 

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portas

os submarinos são matéria de paulo portas.

durão é a figura que abandonou o cargo de primeiro ministro de portugal para assumir a presidência da comissão europeia... imaginem o chefe do governo brasileiro abdicando para assumir a presidencia da Unasul... esta é a dimensão da pequenez de durão barroso... mas os submarinos são coisa do portas. 

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Da minha parte já que não há

Naldo

Da minha parte já que não há respeito pelo constituição deveria ter um contragolpe, botar os golpistas pra correr, caso contrário, torço pra agenda patronal pegue no breu, terceirização, cortes na saúde educação, juros nas alturas, a classe média medieval tem que sofrer, na pele e com a irá dos mais pobres, sem dó.

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A Batalha no Senado

Hoje a Presidenta Dilma tem cerca de 21 votos no Senado federal, precisará de 28 votos para impedir a perda do mandato.

Precisará de sete votos deste grupo de senadores

Eunício Oliveira--PMDB – CE

JaderBarbalho--PMDB – PA

Renan Calheiros--PMDB – AL

Acir Gurgacz PDT – RO

Elmano Férrer-PTB – PI

Fernando Collor PTC – AL

Otto Alencar PSD – BA

Roberto Rocha PSB – MA

Walter Pinheiro – BA

Lembrando que Marta Suplicy(PMDB-SP) e Cristovam Buarque (PPS-DF) declararam voto a favor do impedimento.

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2014---distribuição de renda

Depois de ontem vc ainda

Depois de ontem vc ainda confia que alguém vai apoiar o governo ?

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

É díficil, mas não imposível

Os Senadores tem interesses mais amplos regionais e políticos do que os deputados federais, além de uma maior autonomia diante dos partidos,

Realmente é muito díficil, mas não impossível.

 

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2014---distribuição de renda

Impossível nāo é. Milagres

Impossível nāo é. Milagres acontecem. Dilma não virou o jogo na eleição na reta final da apuração? Daí, quem sabe...

A minha expectativa de algo melhor no Senado limita-se tão somente aos discursos na hora da votação. Por conta do vexame internacional, ninguém vai oferecer voto para a mãe, para o pai, para o marido, para o filho, para o neto, para o papagaio, para a maçonaria, para República do Paraná ...  e, IMPORTANTE, um pouco mais de respeito com o nome de DEUS e do Cristianismo.

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Esqueça isso, amigo.Dilma

Felipe@

Esqueça isso, amigo.
Dilma precisa de 41 Senadores para evitar o seu afastamento por 180 dias.
Até lá, se o processo não tiver sido consumado (lembre-se que Temer terá todas as armas à sua disposição para "convencer" 54 Senadores), é mais fácil termos novas eleições do que Dilma retornar à sua cadeira.

O mais provável de acontecer, como o Nassif já antecipou, é vermos um "belo" início de governo Temer, com uma queda no dólar, uma súbita e "espontânea" retomada de investimento e, quiçá, uma postergação do ataque aos direitos trabalhistas e sociais, por um brevíssimo período. Com pouco tempo muita gente aceitará com a maior naturalidade o impeachment. Depois de consumado o golpe é que o cipó vai descer com força nas costas de todo o país.

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quem são os 21 ?

FabioT2f

quem são os 21 ?

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Segue a lista

Senadores(PT)    
Angela Portela RR
Donizeti Nogueira TO       
Fátima Bezerra       RN
Gleisi Hoffmann       PR  
Humberto Costa       PE  
Jorge Viana       AC
José Pimentel       CE
Lindbergh Farias RJ       
Paulo Paim       RS
Paulo Rocha       PA
Regina Sousa       PI

Vanessa Grazziotin PCdoB – AM

João Capiberibe PSB – AP
Lídiceda Mata PSB – BA

João Alberto Souza PMDB – MA
Roberto Requião PMDB – PR
Douglas Cintra PTB – PE-(suplente de Armando Monteiro Neto PTB-PE)
Randolfe Rodrigues--REDE – AP

Telmário Mota PDT – RR

Vicentinho Alves PR – TO
Sandra Braga  PMDB – AM(suplente de Eduardo Braga PMDB – AM)
 

 

 

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2014---distribuição de renda

Por que o procurador está de

Lucienne

Por que o procurador está de padre se ele é neopentecostal, da mesma cepa de Cunha, Bolsonaro e outros tantos golpistas?

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Também me perguntei isso. Com

Também me perguntei isso. Com a Igreja Católica pós João 23, o figurino que melhor  cabe ao Delagnol é o terno preto e a bíblia debaixo do braço dos pregadores das praças brasileiras. Certo que esses pobres diabos pregadores não vestem Armani comprados em Miami. Mas foi esse "deus" que baixou na Câmara ontem.

 

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Vera Lucia Venturini

É a vestimenta do Padim Ciço.

É a vestimenta do Padim Ciço.

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Tá brincando, mas a coisa é séria !

Todo respeito ao "Padim Ciço" como dizem meus amigos cearenses, pois ele era um revolucionário, e estas vestes e apetrechos que ele usava, não combina com um traíra como este juizeco paranaense.

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Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Estranho o silencio sepulcral dos amigos que apoiaram o golpe

Bruno Cabral

O Whatsapp ficou caladissimo hoje. Ate parece que nao acreditavam que conseguiram.

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Caiu a ficha

Paulo F.

Que estavam com Cunha e Bolsonaro...

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Percebi a mesma coisa,no meu

Percebi a mesma coisa,no meu face....

Pessoas que brandavam contra a corrupção , pais melhor e blá,blá....

Ficaram em silencio.Só vi uns 2 aloprados aqueles que não tem mais jeito mesmo,mesmo assim as postagens foram timidas meio envergonhadas...

Agora a grande supresa foi na minha rua...as 10 hrs uma reunião de zé povinho imbecializados.

Falando que o Cunha é um bandido e estupefatos com as palavras dos deputados durante a votação.Olha estou falando de pedreiros,entregadores...pessoas que acabam ficando suscetível devido a vida dura que leva.

Eu ainda coloquei mais lenha na fogueira... clamei que era a maior vergonha da nossa história,e fiz questão de frizar a partir de ontem...nunca mais se digam:indignados com a corrupção! só me retornou o silencio.

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O mesmo comigo. No serviço a

Álvaro Noites

O mesmo comigo.

No serviço a unanimidade coxinha não tocou no assunto comigo.

No whatsapp, fora as piadas com as justificativas pelo SIM ( pelos poderes de Greyskull voto sim ...)), nenhuma mensagem de comemoração. Apenas fogos e rojões em alguns locais da cidade.

No Facebook um maluco ou outro tentando se justificar ("agora vamos para cima do restante" - quaquaqua).

Caiu a ficha de muita gente sobre a vaga da que fizeram.

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impiti

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Vergonha

Lucival Barros

O mesmo aconteceu comigo. É que eles estão com vergonha dessa "vitória".

Parafrasendo Darcy Ribeiro, digo que fui derrotado, mas essa derrota é uma vitória, pois eu não queria estar agora ao lado dos vitoriosos.

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Vitória de Pirro? Para essa

Vitória de Pirro?

Para essa turma, a PF, sem querer, foi profética ao escolher o nome de sua última operação da Lava Jato.

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