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A armadilha da Bolsa de Nova York, por André Araújo

A armadilha da Bolsa de Nova York

por André Araújo

O Brasil é o 2º pais estrangeiro em número de companhias listadas na Bolsa de Nova York, com 33 empresas, sendo o Canada o 1º com 80 empresas. É um numero surpreendente, o Brasil tem mais companhias que o Reino Unido e a França, grandes economias desenvolvidas. Não tem muita lógica e tem imensos riscos que poucos perceberam na hora da alegria de bater o martelo em Wall Street.

Parte das companhias brasileiras listaram suas ações por uma questão de prestígio mas com isso entram numa zona de altíssimo risco de se submeterem à jurisdição do Governo americano, risco que provavelmente não foi avaliado nos festejos de sua listagem, toda a diretoria em Nova York, a batida do martelo televisionada, é a gloria. Depois vem a conta.

A direção da Bolsa de Nova York fez campanhas no Brasil para conseguir empresas daqui para se listarem nessa Bolsa, ícone do capitalismo,  a Bolsa onde começou a Grande Depressão de 1929, hoje uma sociedade anônima com fins lucrativos e que precisa de clientes. Dois presidentes da Bolsa vieram ao Brasil para aliciar empresas daqui e pelo visto tiveram sucesso. Trinta e três companhias brasileiras listaram suas ações em Nova York, um número desproporcional ao tamanho da economia do Pais.

A empresa símbolo do Brasil listada em Nova York é a Petrobras, hoje acossada com processos de todo tipo por causa dessa listagem, no Departamento de Justilça em Washington e na Comissão de Valores Mobiliarios em Nova York,  em cada um com riscos de altíssimas penas de multas e também processos criminais contra seus dirigentes, os diretores de empresas listadas têm fichas pessoais completas arquivadas na Bolsa e que qualquer investidor ou procurador pode acessar para poder processar, além da empresa, seus diretores.

A simples listagem não oferece base legal para o Departamento de Justiça considerar a Petrobras como empresa americana e sujeita a ser processada como se tal fosse MAS eles usam a listagem como gancho para entender o que quiserem. É por essa razão que a França e o Reino Unido, gente sabida, que tem muito mais grandes empresas de capital aberto do que o Brasil, preferem não cotar suas ações em Nova York considerando que as desvantagens superam as vantagens. A Petrobras está sendo processado pelo Departamento de Justição em ações criminais e provavelmente vai acabar fazendo um acordo bilionário que além do prejuizo financeiro para a empresa e ao fim para o Brasil, vai ter um "monitor" dentro da companhia , nomeado pelo Departamento de Justiça, por dez anos, uma situação vexatória e absurda mas que faz parte desses acordos, uma vergonha para uma companhia estatal controlada pelo Estado brasileiro, quer dizer essa grande empresa nacional vai ter dentro dela um fiscal do Governo americano.

Mas há um outro risco, ações civeis movidas por acionistas minoritários alegando perdas por qualquer motivo, corrupção, má gestão, balanços incorretos, projeções que deram errado. O pedido para listar os papeis em Nova York traz implicita a necessidade de balanços no padrão americano, que é bem mais rigoroso do que o padrão brasileiro, provisões para qualquer risco de perdas, tudo o que demanda melhores auditores, consultores e advogados, profissionais de nível mais caro do que se exige no Brasil.

No fim é preciso cuidado para ver custos e benefícios dessa listagem, acredito que na maioria dos casos os custos e riscos superam os benefícios, especialmente se a empresa entra em uma fase de maus resultados.

As ações de minoritários são algo comum no mercado acionário americano, um negócio. Essa é uma INDÚSTRIA de achaques muito bem montada por fundos abutres e meia dúzia de  escritórios de advocacia especilizados, que trabalham em parcerias com os fundos abutres, por coincidência  escritórios e fundos têm nomes da mesma etnia, é uma espécie de reserva de mercado para esse grupo de profissionais de "porta de bolsa".

Os fundos compram ações em companhias com problemas já com o objetivo de mover processos, depois procuram outros acionistas que podem ir aderindo a uma só ação coletiva, chamadas de "class actions" mesmo depois da ação iniciada. O alvo é conseguir acordos milionários para desistir da ação que além do risco monetário suja a reputação da empresa. O esquema procura com lupa qualquer deslize da direção da companhia para entrar com a ação coletiva. Tudo lá é legal, todo mundo sabe como funcionam essas máfias forenses e isso é considerado legítimo, parte do sistema. A Petrobras tem meia duzia dessas ações correndo e a previsão de acordos é na casa dos bilhões de dólares, além de altissimos gastos com honorários de advogados para todas essas ações, gastos que já vão muito alem de 100 milhões de dólares.

É por esse motivo que as grandes estatais petroleiras do mundo NÃO listam ações nos EUA, por razões óbvias de estratégia nacional independente, são objetivos de Estado, nem a PEMEX, nem a PDVSA, nem a SAUDI ARAMCO,  maior empresa de petróleo do mundo, nem a SONANGOL, de Angola, nem a SONATRACH da Argélia, nem a Iraq National Oil, nem a Kuwait Oil, muitom menos a NIOC do Irã. Nenhum governo com projeto de País e que pretenda ter soberania nas suas decisões relativas à autonomia energética vai submeter sua empresa nacional de petróleo à jurisdição do governo dos EUA. Mas o Brasil fez isso no Governo FHC, colocou a Petrobras na boca do lobo, não se sabe bem qual foi a estratégia para isso, a Petrobras não teve nenhuma vantagem conhecida em ter ações listadas nos EUA mas teve um carrossel de problemas que nem começou a resolver. A impressão que se tem é que era uma prévia para uma futura privatização.

Hoje o Brasil tem uma Bolsa de nivel mundial, a BOVESPA é a 3ª ou 4ª do planeta, dependendo do ano, não há nenhuma necessidade de empresa brasileira listar ação em Nova York, os fundos estrangeiros compram ações brasileiras listadas na Bovespa sem qualquer problema, a Bolsa de São Paulo é coberta por todas as agências de notícias econômicas do mundo, como Bloomberg e Reuters, com cotações em tempo real.

Ah, mas como é bom ter a vaidade de poder dizer, minhas ações estão listadas na Bolsa de Nova York, é a grife que se compra caro e os brasileiros adoram grifes, é uma questão de prestígio, nada mais.

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27 comentários

Comentários

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Caro André, Já podemos usar a Palavra com F*

ou há esperanças?

Em sua análise o que dá para fazer? O Corpo está para ser exumado por legistas dos EUA ou ainda podemos tentar ressuscita-lo em um Hospital do Brasil?

Mas uma coisa podemos dizer: GENIAL! Nos momentos profundamente Neoliberais eles colocam as bombas, em momentos posteriores quando o barco vai para a esquerda, começam a detonar tudo! Sensacional! A CIA está de parabéns! Quero ir para os EUA, construir família e ver minhas filhas trabalhando nesta central de "Jogo de Estrategia Real"! Talvez com descendentes de Brasileiros lá eles peguem mais leve! QUE PORRADA!

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Denilson J. da Silva
oidenilson@gmail.com
Agente de Pesquisa e Mapeamento IBGE
 

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fernando oliveira

Aqui pra nós: Essa corja que

Aqui pra nós: Essa corja que nos governa, não seriam eles beneficiários de algum processo que corre na justiça americana contra a petrobras? Eu, hein....

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Flávio Quintiliano

Caro André, concordo que a

Caro André, concordo que a listagem em bolsas estrangeiras tem suas desvantagens, mas o fato é que a Bovespa é uma bolsa nanica comparada às maiores do mundo. Conforme levantamentos de 2015 e 2016, ela está em 20º ou 22º lugar em valor de capitalização e volume de negócios. Só as ações da Apple movimentam mais dinheiro do que a Bovespa inteira. Nossas ADRs na NYSE (p. ex. PBR e PBR.A) têm mais volume de negócios do que as ações equivalentes da Bovespa (PETR3 e PETR4). Já uma empresa inglesa não precisaria de ADR, pois a bolsa de Londres é a 3ª maior do mundo.

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_stock_exchanges (2015)

http://money.visualcapitalist.com/all-of-the-worlds-stock-exchanges-by-s...

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Agradeço o comentario,

Agradeço o comentario, notando que a listagem inclui bolsas agrupadas com a Euronext, as suissas, as do Norte da Europa e as chinesas tem estatisticas sempre suspeitas, como tudo na China, a caracteristica especial da BOVESPA é a grande presença de fundos estrangeiros, o que acontece em muito menor escala nas bolsas asiaticas, o sistema corporativo da China e da India é muito menos ocidentalizado, compreensivel  e confiavel do que o do Brasil.

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oligarquia que nunca foi elite

André,

Parabéns por mais um artigo lúcido e levantando tema importante. Tema que, no entanto, é pouco explorado. Certamente devido às carências de conhecimento especializado na imprensa, mas também pelo engajamento daqueles que dispoem desse conhecimento.

É importante notar que você - que está longe de ser um "inimigo do capitalismo"! - bem vê - e nao cansa de apontar - a armadilha que representa a assimilação acrítica - e exagerada, como nesse caso... - de ideias difundidas pela "matriz" para a "filial".

Cristina Kirchner - ela sim "inimiga do capitalismo" para a media mainsteram - foi pioneira ao questionar a absurda compra de créditos oriundos de laudos desfavoraveis ao Estado argentino de arbitragens internacionais por fundos abutre de NY, com desagio, salvo engano, superior a 90% do valor de face.

Bravamente resistiu às pressoes do lobby em D.C., refletidas ate mesmo na instrumentalizaçao do USTR (suspensao do sistema geral de prereferncias) e do BID e do BIRD, onde os EUA passaram a vetar financiamentos enquanto a Argentina nao pagasse "o que devia". Mais grave ainda foram as tentativas de execuçao dos laudos no judiciário de NY, em clara violaçao do Direito Internacional, mas que contavam com um juiz folclorico, quase centenário, mas "ativista".

Lamentavelmente - alem de tudo, do ponto de vista academico, do desenvolvimento internacional da disciplina - ganhou a eleiçao seguinte Mauricio Macri. Esse, "bom aluno", rapidamente entrou em acordo com os abutres.

Voltando ao Brasil, o problema central pode ser resumido na sua ultima frase:

"Ah, mas como é bom ter a vaidade de poder dizer, minhas ações estão listadas na Bolsa de Nova York, é a grife que se compra caro e os brasileiros adoram grifes".

Nossa maldição é ter uma oligarquia que nunca foi elite.

 

P.S.: hoje cheguei ao seu artigo mais cedo do que o habitual, ja que ainda nao dei o meu giro diario no GGN. E cheguei mais cedo por dica do cartunista Aroeira, que compartilhou seu artigo com os amigos.

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Rui Ribeiro

Questão de prestígio e prejuízo

Questão de prestígio e nada mais, exceto prejuízos.

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Mogisenio

Assunto abaixo não ter muito

Assunto abaixo não ter muito a ver com o texto acima, exceto, no que diz respeito às "análises econômicas"  dos fatos materiais da vida. 

A economista Monica de Bolle, depois dessa, subiu bastante na minha pontuação.

Vale a pena conferir. Melhor ouvir. Repito. Vale a pena.

Um, que é  empregado, tentando defender a tese de "seus patrôes", e ela firme na sua posição que me pareceu bem sensata. 

Confiram.

https://plus.google.com/105593392292146579657/posts/2u7cBJCezAL

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Hah!

Ele é o péssimo e ela é o muito ruim. 

 

Desarranjo macroeconomico que não é culpa do BC nem da equipe econômica, baixa de juros, que não são reais, mas  que vão ajudar a economia...

 

A culpa é do governo! Ilan não tem autonomia!

Ela questiona armando a arapuca de que a PEC da Morte só deve ter sua implementação forçada no próximo governo se ele for de esquerda! Pois se for de direita, o STF argue a incostitucionalidade eximindo o governo de culpa!

 

Sanderberg:

A sociedade não quer a reforma da previdência?! A sociedade não quer ser terceirizada? A sociedade não quer ver as próprias tripas?!

Bolle:

(assustada) Eu não sei. Mas é extremamente importante.

(...)

Sanderberg:

Se a reforma da previdência, se a reforma trabalhista, se as privatizações, se o Brasil quebrar e for vendido pro estrangeiro com a população acorrentada nas galés... o Brasil melhorará em 2019!

Bolle:

São 4 "se"s que dependem de Lula não estragar tudo em 2018!

 

Competição de loucos para ver quem mente mais sem resvalar na barreira do perigoso abismo que é qualquer simulacro da realidade.

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joel lima

Valeu.

Valeu.

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Excelente debate, a Monica

Excelente debate, a Monica deu uma surra no mediocre Sardenberg que apenas repete chavões do mercado financeiro,

Monica tem uma visão de muiito maior alcance, uma enorme cultura economica, fiz aqui um artigo critico a ela exatamente porque achava que ela deveria fazer o que  fez hoje, abrir muito mais o debate e dizer aquilo que ela realmente vê e não aquilo que os entrevistadores querem ouvir, ela hoje executou esse roteiro e pos para quebrar, desmontou a fragilidade dos argumentos do Sardnberg, que não sabia o que dizer quando ela disse que os JUROS RAIS ESTÃO SUBINDO e não caindo,

que aquilo que o Sardenberg acha vitorias é tudo SE, coisa que não se sabe se vai existir e como vai ficar de pé, Monica mostrou que a economia brasileira continua em profunda recessão e que a população não percebe NENHUMA melhora,

Sardenberg acha o contrario, foi um dialogo impressionamento no panorama de ignorancia economica que impera no Brasil.

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sergio palhano

Estagnaçao certa com a PEC 55

Os gastos primarios impactam diretamente na demanda agregada e tem efeito multiplicador positivo na economia atravez de investimentos no setor produtivo, saude, educaçao, ciencia e tecnologia.  Com o teto dos gastos reduz-se a participaçao do estado dos atuais 20% do PIB para 10% do PIB e consequentemente a economia vai se retrair inexoravelmente durante 20 anos. Por outro lado os gastos financeiros tambem tem impacto só que negativo na economia, pois retiram dinheiro do setor produtivo em favor do pagamento de juros e pior como estão fora do congelamento continuarão aumentando conforme o risco de default aumenta. Trocando em miudos não ha a menor possibilidade de retomada de crescimento se a taxa de juros real continuar aumentando pelo contrario ha risco sim de deflação e completa estagnação inclusive dos investimentos privados uma vez que nessas condições cada um real investido retorna menos que um real no futuro.

Os 3 patetas, Sardemberg, Leitao e Vaack sabem perfeitamente disso mas sao obrigados a corroborar o mantra dos SEs das reformas e das privatizações por exigencia de seus empregadores, e mais eles tambem sabem perfeitamente que 20 anos de vigencia da lei nada mais é do que o ROI (Tempo de retorno de investimento) de quem comprar campos de petroleo a 2 dolares o barril e vender pelo preço de mercado.

O que Monica faz é simplesmente advertir discretamente que isso não dará certo e merece parabens pela coragem!!!

No mais me divirto muito com o "noticiário econômico" dessa trupe que se fosse em preto e branco se confundiria com o antigo seriado de Joe, Poe e Larry.

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Debate entre sofistas.

A única compração que consigo fazer é o de se admirar pelo aborto intelectual que é ver Olavo de Carvalho surrar Constantino (a essa altura você já deve conhecê-lo é o menino do dá Bilhão do Ciro) no youtube!

A jovenzinha em sua verborragia de informações de senso comum contra o economista que parou na graduação, aposentado e que bate ponto no boteco.

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joel lima

Teve uma hora que o

Teve uma hora que o Sanderberg estava desesperado pra que entrasse o intervalo comercial. Ouvi todo o debate sem querer. Queria saber uma notícia de transito, aí começou o quadro, eu esperando aquela conversa de Eu coço as minhas costas e você coça as minhas, e de repente vejo o Sandemberg perder o rebolado e a voz dele ficar pior do que já é  rss. Ela tem um artigo no estadão hoje, mas infelizmente não tenho autorização de acessá-lo por não ser assinante dos mesquitas - e nunca serei, depois da baixeza que são os editorais do estadão. 

Acho que Mônica tem essa visão diferente porque ela está morando fora da redoma que é o Brasil hoje. 

Estou no aguardo ansioso da próxima quarta. Vamos ver como vai ser a atitude dos dois. Mas, sinceramente, o que ouvi hoje é como a manchete que diz O Homem Mordeu o Cachorro rsss 

 

 

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Sempre soube que a Monica

Sempre soube que a Monica nunca foi de seguir cartilhas como a esmagadora maioria dos economista de mercado brasileiros. Apesar de ter formação classica de economia ela tem larga visão e capacidade de analise, anos luz a frnte de economistas convencionais que só trabalham com o Boletim Focus e com o mês a mês da economia.

Foi por saber desse potencial que fiz um artigo há quinze dias para que ela rompesse as barreiras do "mainstream" mediatico que compreende 95% dos economistas com acesso à midia, digo que fiquei decepcionado com sua entrevista no RodaViva. Agora, com essa discussão com um dinossauro como Sardenberg ela mostrou o que é, uma das mais inteligentes economistas brasileiras da atual geração, capaz de enxergar anos-luz à frente do dia a dia.

Com essa entrevista ela desmontou por completo o teatrinho de midia da mediocre "equipe economica" que quer fazer crer que estão no caminho certo enquanto rumam em direção ao abismo de um cataclisma social nunca visto no Brasil.

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Mogisenio

Nenhuma desopilação de fígado aguenta!

Pois é. Há economistas e "economistas". Dessa vez, como dito, a senhora Mônica ganhou pontos comigo.

Eu já tinha lido o seu artigo também caro André, mas, naquela ocasião, eu ainda olhava meio " de lado" para a precitada economista, mesmo sabendo e lendo o livro que ela traduziu do Pikkety.

Todavia, você  estava certo em sua análise. Ela me pareceu  bem sensata e intelectualmente honesta.

Ela também  foi muito precisa ao comentar  ou deixar no ar  que  o Congresso nacional e o  Governo federal,  em flagrante CONLUIO para escapar da justiça, estão distantes da sociedade. 

Repita-se: distantes da sociedade! Que maravilha de comentário!

Fácil especular daí que  as famigeradas  "reformas" ( trabalhista, previdenciária) não garantem ESTABILIDADE política ao país, sobretudo, após eleições de 2018. Tampouco garante alguma coisa  a pec do teto.

Quanto a ignorância econômica,  também estou de acordo com o seu posicionamento, caro André.

De fato, há muita IMBECILIDADE econômica entre nós. Afinal, somos os eternos  COBAIAS de modelos alienígenas! ( Tenho raiva só de pensar nisso)!!

Entretanto, não nos enganemos: modelo econômico algum pode dar certo num ambiente em que as instituições, que se dizem sólidas, estão, na verdade,  em estado de sublimação rumo a sublevação, dentro de uma democracia de araque comandada pelos " de sempre"!!!!

Não podemos esquecer-nos de  que estamos na terra do " se vira nos 30", cujo povo que é realmente  bobo, avante a rede... eu incluso, nossos "economistas" deitam e rolam para o umbigo dos seus patrões!

Haja desopilação de fígado!

Saudações 

 

 

 

 

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imbecilidade

" há muita IMBECILIDADE econômica entre nós"
Um reparo: a muita imbecilidade não é apenas econômica.

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ze sergio

a armadilha....

Caro sr. André, tivemos um governo que entrou de cabeça no Consenso de Washington. Entregou o pais como se não houvesse outra verdade. Pulou no abismo com toda a fé de quem salta de paraquedas. Estão arquitetando a volta desta tragédia. Ou o governo Temer não e a reprise do Tucanato no Planalto? Fora isto, para que investir e ter  empresas nacionais, ainda mais com discurso histórico anti-capitalista, com forte aporte sindical, de um socialismo dos anos 60 para perder o discurso e sofrer com ataques de um pensamento coletivo esquerdoptata da elite nacional através do seu próprio governo, se comandado por outros? Privatiza recursos e empresas nacionais, submte-os sob o crivo de governos estrangeiros, seus interesses e sua influência, principalmente norte-americano. Historicamene nosso Poder Público se acovardará. E se torne dono de 5, 10% de empresas que faturam bilhões por ano. E que valem outros bilhões de patrimônio. Quer futuro mais garantido? E sob o véu de S/As. Sociedades Anonimas. Para que nacionalismo, patriotismo, esquentar a cabeça com o povo brasileiro. Todo seu patrimônio anonimamente garantido e em outro país. Que negócio, hein?!

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URGENTE URGENTE  André, estou

URGENTE URGENTE 

André, estou nesse momento, 13:30 de hoje, dia 15 de fevereiro, ouvindo uma coisa inacreditável = Monica de Boille espancando o Sanderberg. Peço a alguém do blog, que manje de informática, pegue esse aúdio de hoje é ponha no blog. É inacreditável = Monica lembrando ao Sanderberg que o que importa é como a população sente a economia e não o mercado. E ela encerra humilhando o Sadenberg quando ele fala que as coisas estão andando e Monica retrucada que parecem que elas estão andando.Um debate de verdade no sistema GLOBO. Olha, quem manjar de informática (sou zero à esquerda nisso) ponham esse aúdio o mais rápido possível no blog

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Ja fiz meu comentario acima

Ja fiz meu comentario acima sobre essa impressionante discussão de hoje, acho que a Monica corre o risco de perder sua coluna semanal na CBN, eles não perdoam quem destoa da "cartilha" que vem de cima.

 

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joel lima

A pergunta que me vem = o que

A pergunta que me vem = o que fez ela dar esse tapa na cara com luva de box num dos porta-vozes do governo [ infelizmente boa parte dos jornalistas hoje são porta-vozes do governo Temer ] ? André, você que a viu no Roda amiga [rs] em que ela participou, pelo que entendi dos comentários de quem viu a entrevista, ela não adotou essa postura lá no programa.  O que levou Mônica a isso agora ? Bem, quarta-feira que vem veremos como irá se comportar Mônica de Bolle. Mas que haverá revide da globo, isso haverá. 

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Não há duvida que ela sofrerá

Não há duvida que ela sofrerá consequencias no sistema Globo. No programa PAINEL um dos raros que saiu da linha num programa que foi ancorado pela Renata Lo Prete, Aldo Fornazieri não respondeu como a Lo Prete queria, houve uma discussão quase bate-boca, Fornazieri nunca mais foi convidado.

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Álvaro Guilherme

Artigo interessante e

Artigo interessante e irretocável. Nada a acrescentar.

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Romeo RJ

Caro Andre Araujo, a economia

Caro Andre Araujo, a economia canadense é menor do que a francesa ou britanica. Alguma pista por tantas empresas canadenses listadas? Forte abraço.

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A razão do elevado numero de

A razão do elevado numero de empresas canadenses e a forte vinculação da economia do Canada aos EUA , o

Canada é o principal fornecedor de petroleo dos Estados Unidos, 4 milhões de barris/dia para um consumo de 21 milhões,

tambem tradicionalmente há muitas empresas de mineração no Canada , tanto as petroliferas como as mineradoras levantam capital nos EUA desde o começo do Seculo XX, é uma longa parceria com o investidor americano.

 

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Sim, eu acrescentaria que

Sim, eu acrescentaria que quanto menor a economia de um país em termos relativos, mais as empresas desse países tenderão a buscar capital externo. No  caso da Petrobras a necessidade de financiamento é muito grande, o mercado de capitais brasileiro não tem tamanho suficiente pra suprir essa necessidade. A rigor a proximidade da economia canadense com a americana não seria um motivo per se para as empresas canadenses entrarem na Bolsa de NY, possivelmente lá também o mercado de capitais interno não seja grande o suficiente. França e Inglaterra talvez com certeza têm essa musculatura. Abraço.

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FRança e Inglaterra, assim

FRança e Inglaterra, assim como a Alemanha e a Italia tem poucas empresas listadas na Bolsa de Nova York, não é só porque não precisam de capital, é que a CULTURA corporativa americana é muito diferente, baseado no resultado trimestral, enquanto os europeus pensam a longo prazo, americano quer lucro j´, agora, dois trimestres ruins trocam o CEO como no Brasil se troca tecnico de futebol, na Europa os CEOs duram 15 ou 20 anos no cargo, nos EUA poucos duram mais de 3 anos.

Não conheço levantamento de capital da Petrobras nos EUA.  Se vc souber me informe, nunca ouvi falar que a Ptrobras lançasse açoes fora do Brasil, o capital que a Petrobras sempre levantou foi via endividamento e não por ações.

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Caro André, o que quero

Caro André, o que quero demonstrar é que as empresas precisam de financiamento, e vão aonde estão os recursos, seja via emissão primária, debentures, etc. À parte regras contábeis, que cada vez mais tendem a se uniformizar, se a Total tivesse projetos mas não capital para financiá-los, iria para a Bolsa de NY buscá-lo . Abraço.

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